Categoria: Novidades

  • Auxiliar de enfermagem é preso em operação contra pornografia infantil em Rio Preto

    Auxiliar de enfermagem é preso em operação contra pornografia infantil em Rio Preto

    Nova fase da ‘Operação Cassiel’ apreendeu material e prendeu o homem, que foi afastado do hospital onde trabalha.

    Uma operação da Polícia Federal prendeu um auxiliar de enfermagem por armazenamento de material com pornografia infantil, em São José do Rio Preto (SP), nesta terça-feira (22).

    Durante a 6ª fase da Operação Cassiel, foi cumprido um mandado de busca e apreensão onde foram localizados equipamentos eletrônicos com o material.

    O auxiliar de enfermagem foi preso em flagrante pela Polícia Federal, além de ser afastado do hospital onde trabalha. A pena para este tipo de crime é de um a quatro anos de reclusão reclusão, e multa.

    Operação Cassiel
    A Operação Cassiel é uma operação permanente, desenvolvida pela Polícia Federal de São José do Rio Preto, dedicada exclusivamente a repressão aos crimes de pornografia e abusos sexuais relacionados à crianças e adolescentes, por meio da internet.

    Ao longo da operação, desde 2022, a Polícia Federal já cumpriu nove mandados de busca e apreensão e prendeu cinco pessoas em flagrante na região.

     

  • Justiça de SP suspende falência da Itapemirim Transportes Aéreos

    Justiça de SP suspende falência da Itapemirim Transportes Aéreos

    Decisão em segunda instância é da sexta-feira (18). Companhia aérea suspendeu voos na véspera do Natal de 2021 para ‘ajustes operacionais’ e não voltou a operar. Grupo Itapemirim faliu em 2022 devendo R$ 253 milhões a credores e R$ 2,2 bilhões em tributos.

    A Justiça de São Paulo decidiu em segunda instância suspender o decreto de falência da Itapemirim Transportes Aéreos, proferido pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do estado em 11 de julho. A companhia aérea do Grupo Itapemirim está sem operações desde a véspera de Natal de 2021.

    O relator da decisão da última sexta-feira (18), o desembargador Azuma Nish, considerou que a empresa de tecnologia que havia entrado com o pedido de falência da empresa aérea optou por desistir da ação, o que não foi levado em conta pelo magistrado da primeira instância do Tribunal de Justiça (TJ-SP).

    Segundo o desembargador, uma análise preliminar do recurso aberto pela Itapemirim Transportes Aéreos indica que alegações apresentadas pela empresa, como problemas no envio de citação para defesa, são plausíveis, e manter a falência poderia acarretar em dano irreparável para a companhia.

    Em recuperação judicial desde 2016, o Grupo Itapemirim possuía dívidas de R$ 253 milhões e teve falência decretada em setembro do ano passado. Além dos credores, o grupo também devia cerca de R$ 2,2 bilhões em tributos.

    Fim das operações em 2021
    A Ita Transportes Aéreos suspendeu todas as operações na véspera do Natal de 2021, deixando os passageiros ‘na mão’ às vésperas do Natal. Em comunicado, a empresa afirmou que a suspensão é temporária e está ligada a uma “reestruturação interna” e à “necessidade de ajustes operacionais”.

    Mas a empresa aérea enfrentava uma série de problemas: atrasos de salários e de benefícios de funcionário, dívidas com fornecedores e voos cancelados em plena semana de Natal.

    Enquanto isso, o dono do grupo Itapemirim, Sidnei Piva, abriu uma empresa bilionária no exterior dentro do segmento financeiro em abril de 2021, um mês antes do lançamento da companhia aérea.

    O lançamento da ITA
    Mesmo com a recuperação judicial da Viação Itapemirim, o grupo Itapemirim lançou em maio de 2021 a sua companhia aérea. Em 2020, a empresa anunciou a contratação de cerca de 600 profissionais, entre pilotos, copilotos, técnicos de aeronave e comissários de bordo.

    Logo no início, o projeto esbarrou em dois grandes desafios: a crise do setor de aviação, devido à pandemia da Covid-19, e a retomada financeira da Viação Itapemirim — que ainda não aconteceu. Na época, a Viação Itapemirim estava leiloando imóveis e veículos para pagar as verbas rescisórias dos funcionários demitidos.

    O interesse do grupo em ingressar no setor aéreo era antigo. Em julho de 2017, a Itapemirim já havia chegado a anunciar a compra da Passaredo. Em setembro do mesmo ano, contudo, a venda foi cancelada porque a empresa teria descumprido condições precedentes estabelecidas em contrato.

    Entenda o assunto abaixo:

    Recuperação judicial da Viação Itapemirim
    A Viação Itapemirim protocolou pedido de recuperação judicial na 13º Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória em março de 2016. De acordo com a empresa, a decisão foi tomada pela conjuntura financeira e econômica do país na época.

    Um ano antes, na tentativa de dar continuidade aos negócios, a Viação Itapemirim vendeu cerca de 40% de sua frota de veículos e transferiu mais da metade das linhas em operação para a Viação Kaissara.

    No total, foram repassadas à Kaissara 68 das 118 linhas que eram operadas pela empresa. Depois dessa operação, a Itapemirim permaneceu operando em 50 trechos.

    Naquela época, o diretor de Operações da Itapemirim, Marcos Poltronieri, negou que a empresa estivesse em processo de falência, mas admitiu que o volume de passageiros havia caído.

    Após um alto volume de demissões, ex-funcionários chegaram a protestar em frente à empresa por verbas rescisórias e outros benefícios trabalhistas atrasados.

    Segundo a administradora judicial EXM Partners, a empresa devia cerca de R$ 253 milhões aos seus credores em setembro de 2022, além de R$ 2,2 bilhões em dívidas tributárias.

    Live de Bolsonaro

    Em uma live em outubro de 2021, o então ministro da Infraestrutura e atualmente governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, contou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que o Grupo Itapemirim havia entrado para o ramo de transporte aéreo. Na mesma transmissão, o presidente abriu um pacote com um ônibus em miniatura da Itapemirim.

    Tarcísio citou na live o programa “Voo Simples”, lançado pelo governo também em outubro de 2020, como um pacote de medidas para reduzir custos no setor de aviação.

    “A Itapemirim estava conosco lá, mostrando os investimentos que vai fazer no transporte rodoviário de passageiros e no transporte aéreo, porque estão habilitando a empresa agora para começar a operar no transporte aéreo”, explicou o ministro, na época.

    Salários atrasados
    A crise na Ita começou seis meses após seu lançamento, quando a empresa aérea passou a atrasar salários e benefícios de funcionários, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e pagamentos de fornecedores. Além disso, o plano de saúde da equipe foi suspenso desde o início de dezembro, informou o Sindicato Nacional dos Aeronautas.

    “Cerca de 20 tripulantes estavam espalhados pelo Brasil a trabalho e ficaram sem auxílio da empresa para comer e até voltar para casa [com a suspensão da operação na sexta-feira (17)]. Fizemos contato com outras companhias aéreas para elas darem carona de volta para eles”, afirmou Henrique Hacklaender, diretor do sindicato.
    Segundo o sindicalista, a Ita conta com 340 tripulantes (apenas profissionais que atuam dentro do avião). Grande parte deles trabalhava na Avianca Brasil, companhia aérea extinta no ano passado.

    Empresa bilionária no Reino Unido

    Em meio à recuperação judicial da Viação Itapemirim e os planos de lançamento da Ita, Sidnei Piva, dono do grupo Itapemirim, abriu em 21 abril deste ano uma empresa no Reino Unido no valor de 780 milhões de libras — o equivalente a quase R$ 6 bilhões.

    De acordo com documento obtido pelo g1, a SS Space Capital, como é chamada, é uma holding de serviços financeiros, fundos de investimento e fundos imobiliários.

  • MP investiga site educacional do governo de SP por suspeita de enviar dados de alunos para empresas de publicidade

    MP investiga site educacional do governo de SP por suspeita de enviar dados de alunos para empresas de publicidade

    ONG Human Rights Watch denuncia que casos ocorreram na pandemia em página de ensino online do governo e de empresas que prestaram serviço à pasta da Educação. Gestão estadual diz que ‘não firmou qualquer contrato ou manteve relação com as plataformas citadas. Os contratos assinados pelas gestões anteriores foram encerrados em 2021 e 2022.’

    O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu inquérito para apurar se um site de ensino do governo de São Paulo e de plataformas que prestaram serviço à secretaria da Educação coletaram dados pessoais dos estudantes durante a pandemia e enviou para empresas especializadas em publicidade.

    Os casos foram denunciados pela ONG Human Rights Watch (HRW) e encaminhados ao MP-SP por deputados da oposição.

    A promotora Sandra Lucia Garcia Massud, da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, determinou no dia 17 de agosto investigação para identificar se a Secretaria Estadual de Educação infringiu a Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, e quebrou o direito à privacidade dos alunos.

    Conforme denúncia da Human Rights Watch, a irregularidade teria ocorrido por meio do site da Secretaria da Educação, como Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP), e outras plataformas que prestaram serviço à Seduc.

    A HRW apontou que os sites não monitoravam os estudantes “apenas” dentro das salas de aula virtuais, mas em todo o período em que eles navegavam pela internet, colhendo informações sobre a vida privada de crianças e adolescentes.

    A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que “não firmou qualquer contrato ou manteve relação com as plataformas citadas. Os contratos assinados pelas gestões anteriores foram encerrados em 2021 e 2022.” O Centro de Mídias segue em vigor, mas “tem tratamento de dados reduzido somente ao necessário para prover a finalidade educacional”.

    A denúncia aborda oito sites (edtech – education technology):

    Centro de Mídias da Educação de São Paulo (Da Seduc)
    Descomplica
    Escola Mais
    Explicaê
    MangaHigh
    Stoodi
    DragonLern
    Revisa Enem
    Na ocasião da denúncia, as empresas vinculadas às plataformas negaram a prática.

    Com base na pesquisa da HRW, a promotora Sandra Lucia Garcia Massud abriu o inquérito e deu 30 dias para a Seduc encaminhar cópia de documentos firmados com as empresas para verificar os contratos e se houve a coleta de dados, bem como seu repasse para as empresas de publicidade.

    A HRW diz que, com as informações em mãos, as empresas de publicidade conseguem identificar como os estudantes podem ser influenciados e direcionar conteúdos e anúncios personalizados para cada um (entenda melhor abaixo). Ainda de acordo com o relatório, os estados e as empresas não “divulgaram plenamente as suas práticas de rastreamento, que permanecem invisíveis para usuários”.

    Além dos sites de São Paulo, a denúncia também abarca o site da Secretaria da Educação de Minas Gerais (SEE-MG) “Estude em Casa”, que agora é chamado de “Se Liga na Educação”.

    Responsável por encaminhar o pedido de investigação ao MP, o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) afirmou que deve ser investigada a relação da Secretaria da Educação de São Paulo com as empresas de tecnologia na educação tanto neste caso quanto na tentativa de adotar material 100% digital nas escolas.

    “Na pandemia, tivemos a violação gravíssima de dados de crianças de adolescentes para uso publicitário. E agora, na atual gestão, temos os contratos suspeitos da Multilaser. Enquanto há apuração desse caso, defendemos o afastamento imediato de Renato Feder do cargo”, disse.

    Site educacional de SP
    A HRW informou que descobriu, em maio e novembro de 2022 e novamente em janeiro de 2023, que o site do Centro de Mídias da Educação de São Paulo “enviava dados dos usuários para duas empresas terceirizadas por meio de quatro rastreadores de anúncios, incluindo um script de rastreamento que poderia permitir a publicidade”.

    Segundo a organização, a Secretaria da Educação de São Paulo não respondeu a quatro pedidos de esclarecimento e “continua endossando o uso de sete sites educacionais que coletam indevidamente dados pessoais de estudantes”.

    Em nota enviada ao g1 à época da divulgação do estudo, a secretaria esclareceu que o “aplicativo do Centro de Mídias (CMSP) para plataformas Android/iOS/Web possui tratamento de dados reduzido somente ao necessário para prover a finalidade educacional pretendida” e que “todos os dados gerados são anonimizados e utilizados para a construção de políticas públicas voltadas aos próprios estudantes da rede”.

    Além disso, a Seduc informou que “são utilizados mecanismos de segurança em conformidade com a LGPD para garantir a privacidade das informações pessoais e impedir vazamento de dados, com mecanismos de criptografia”.

    “Todos os aplicativos parceiros da Seduc-SP têm que assinar um acordo de confidencialidade. A empresa que descumprir o acordo, poderá responder nos âmbitos civil, administrativo e criminal. A nova gestão da Secretaria da Educação de São Paulo conta com um time de tecnologia permanente que está revendo e aprimorando todos os sistemas da rede, de modo a corrigir eventuais falhas ou erros de desempenho ou segurança”.

    Envio de dados viola privacidade, diz HRW
    De acordo com a pesquisadora de direitos das crianças e tecnologia da HRW, Hye Jung Han, a maioria das empresas que recebeu os dados dos estudantes é especializada em publicidade comportamental. Elas analisam as informações para prever o que a criança pode fazer em seguida.

    “Essas informações podem ser analisadas para adivinhar as características e interesses pessoais de uma criança e prever o que uma criança pode fazer a seguir e como ela pode ser influenciada. Alguns sites coletaram informações pessoais que uma criança digitou em um formulário, como nomes, números de telefone, endereços de e-mail e seu nível de escolaridade na escola, mesmo antes de a criança clicar em enviar”, explicou a pesquisadora de direitos das crianças e tecnologia da HRW, Hye Jung Han.

    A Human Rights Watch (HRW) é uma organização não governamental que defende os direitos humanos em mais de 90 países. Para a HRW, a coleta dos dados e o direcionamento de publicidade para crianças e adolescentes “violam de forma inadmissível sua privacidade”.

    “Essas empresas não responderam às nossas perguntas nem reconheceram o recebimento de dados de crianças. Eles não responderam se têm procedimentos para impedi-los de receber ou usar dados de crianças para publicidade comportamental. Sem proteções eficazes, essas empresas parecem usar os dados das crianças da mesma forma que usam os dados dos adultos”, disse Hye Jung Han.

    Na avaliação da professora de Direito Civil e Tecnologia no Ibmec RJ, Chiara de Teffé, de forma geral, “não parece adequado” usar dados de crianças e adolescentes para fins de publicidade. Ela lembra que a Lei Geral de Proteção de Dados, em vigor desde 2020, estabelece que o tratamento de dados pessoais desse público deve ser realizado “em seu melhor interesse”.

    “O melhor interesse é um princípio internacionalmente reconhecido, de forma que a criança e o adolescente têm que ser tratados com prioridade absoluta. Quando a gente fala de dados desses sujeitos, é obrigatório que haja políticas de proteção mais amplas”, afirmou.

    A lei ainda estabelece que o tratamento de dados pessoais somente pode ser realizado mediante o “fornecimento de consentimento pelo titular”.

    “[Para o tratamento de dados para publicidade], isso tinha que ter ficado muito claro nas políticas das plataforma, tinham que ter coletado um consentimento específico dos pais […] Nós temos leis suficientes para tratar a questão, mas é importante que haja maior rigor na aplicação da lei e na fiscalização”, disse a professora.

    O que diz a Seduc
    “A atual gestão da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) não firmou qualquer contrato ou manteve relação com as plataformas citadas. Os contratos assinados pelas gestões anteriores foram encerrados em 2021 e 2022.

    Atualmente, os aplicativos que firmam parcerias com a Seduc-SP são obrigados a assinar um acordo de confidencialidade, sendo o descumprimento passível de responsabilização civil, administrativa e criminal.

    A Secretaria ressalta o cumprimento integral a Lei Geral de Proteção de Dados e as boas práticas de segurança de informação. A Seduc-SP assegura ainda que tanto o portal quanto o aplicativo do Centro de Mídias SP (CMSP) possuem tratamento de dados reduzido somente ao necessário para prover a finalidade educacional pretendida e que nenhum dado ou informação de alunos ou servidores foi utilizada indevidamente.

    Os contratos com a Multilaser foram estabelecidos durante a gestão anterior, em 2022, portanto sem envolvimento do atual Secretário. Desde sua posse em janeiro, Renato Feder deixou claro que nenhuma compra será feita com a referida empresa durante sua gestão.”

  • Polícia prende terceiro suspeito de roubar e sequestrar idoso em Rio Preto

    Polícia prende terceiro suspeito de roubar e sequestrar idoso em Rio Preto

    Crime ocorreu em abril, mas o homem foi localizado nesta sexta-feira (18), ao tentar fugir na garupa de uma moto. Outros dois suspeitos de envolvimento no caso foram presos na quinta-feira (17).

    A Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São José do Rio Preto (SP) prendeu o terceiro suspeito de participar do roubo e sequestro de um idoso. O crime ocorreu em abril, mas o homem foi preso nesta sexta-feira (18).

    Conforme a Polícia Civil, o suspeito foi encontrado no Jardim Nazareth. Ele foi levado para a Deic de Rio Preto, onde está preso temporariamente.

    Outros dois homens envolvidos no crime foram presos pela polícia na quinta-feira (17). Eles responderão criminalmente por roubo e extorsão.

    Crime
    Na época, a vítima de 69 anos foi abordada pelos suspeitos ao chegar em casa. Os criminosos ameaçaram, vendaram, agrediram e furtaram eletrodomésticos e joias do idoso, além de o obrigarem a fazer transferências via Pix de mais de R$ 4 mil.

    Segundo Paulo Buchala, delegado responsável pelo caso, em seguida, os criminosos sequestraram o idoso e o abandonaram com uma caminhonete no bairro Eldorado.

    Durante a investigação, a Polícia Civil conseguiu localizar os dois primeiros suspeitos. Na quinta-feira, cumpriu três mandados de prisões temporárias e cinco de busca e apreensão nos bairros Lealdade, Santo Antônio, Eldorado e Vida Nova Dignidade. Um celular e um carro foram apreendidos.

     

  • Audiência sobre instalação de pedágio em rodovias de Mogi das Cruzes é nesta sexta-feira

    Audiência sobre instalação de pedágio em rodovias de Mogi das Cruzes é nesta sexta-feira

    Ela acontece em São Paulo a partir das 10h, no modelo híbrido quando há a possibilidade de manifestação oral de forma presencial e pela internet. A Prefeitura de Mogi das Cruzes pediu a realização do encontro na cidade, mas Artesp negou o pedido.

    Nesta sexta-feira (18), a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) realiza a partir das 10h, a audiência pública sobre a possível instalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. O encontro acontece no auditório do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na capital.

    De acordo com a Artesp a audiência será feita em modelo híbrido, ou seja, quando existe a possibilidade de manifestação oral na forma presencial na cidade de São Paulo, como também através da participação pela internet. Ela vai ser transmitida pelo canal do You Tube da Artesp.

    A Prefeitura de Mogi das Cruzes pediu que a audiência fosse realizada no município. No entanto, a Artesp negou o pedido. Segundo a administração municipal, o objetivo era viabilizar a participação de autoridades locais e da sociedade civil.

    Mesmo assim muitas autoridades já confirmaram presença na audiência desta sexta-feira. É o caso de Caio Cunha que é prefeito de Mogi das Cruzes e presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), assim como de 18 dos 23 vereadores da cidade.

    O prefeito de Itaquaquecetuba Eduardo Boigues também confirmou presença na audiência. Também estarão presentes entidades como Sincomércio, Associação Comercial de Mogi das Cruzes, Sincomércio, Movimento Pedágio Não, entre outras.

    Outra lideranças como o prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi e entidades vão acompanhar a audiência pela internet.

    Vale lembrar que a população pode enviar sugestões no site da Artesp, até o dia 4 de setembro.

    Relembre
    No início do mês, o Governo Estadual retomou a posição de estudar a instalação da cobrança de pedágio nas rodovias Mogi-Bertioga e Mogi-Dutra. Além disso, anunciou que a Mogi-Dutra pode contar com dois pedágios, o que já estava previsto no estudo, em Mogi das Cruzes, e outro no trecho de Arujá.

    Em 2021, o ex-governador Rodrigo Garcia havia cancelado a concessão do lote Litoral, onde Mogi das Cruzes estava inserida. Já em janeiro deste ano, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) confirmou que as rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga estão incluídas nas análises e estudos do projeto de concessão do lote Litoral Paulista.

    Em nota, a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) informou que as rodovias SP-055, SP-088 e SP-098 fazem parte do projeto de Parceria Público-Privada (PPP) de rodovias estaduais no litoral paulista, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). Os estudos estão em andamento. Em maio, o Governo do Estado de São Paulo anunciou que as rodovias podem passar a recolher tarifa de motoristas no sistema ‘free flow’, também conhecido como pedágio de cobrança automática.

    A SPI informou ainda que a Rota do Sol não foi incluída no projeto do Lote Litoral a pedido do prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos). A pasta ainda disse que o projeto sofreu reformulação, tornando-o mais viável e com cobrança de tarifas mais justas aos usuários.

    Segundo a SPI, o modelo anterior previa a concessão do serviço à iniciativa privada, agora ele passa a ser uma parceria público-privada (PPP), na qual o Governo de São Paulo irá custear R$ 5,3 bilhões em contraprestação ao longo dos 30 anos previstos. Os recursos deverão ser aportados na implementação de investimentos e operação dessas rodovias.

    Veja a resposta da Artesp na íntegra
    “O Sistema Rodoviário do Lote Litoral Paulista compreende trechos das rodovias SP-055, SP-098, SP-088, SPA-291/055, SPA-344/055 e Rodovia Evangelho Pleno que atravessam 13 (treze) municípios do Estado de São Paulo. São eles: Miracatu, Pedro de Toledo, Itariri, Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Santos, Bertioga, Biritiba-Mirim, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Arujá.

    Assim, de forma a fornecer uma participação igualitária entre todos os municípios do Estado de São Paulo que serão impactados pelo lote, optou-se pela realização de uma Audiência Pública em modelo híbrido, em que há a possibilidade de manifestação oral na forma presencial na cidade de São Paulo, como também através da participação pela internet.

    Vale esclarecer, que toda a população possui até o dia 4 de setembro para encaminhar os questionamentos e sugestões sobre o projeto e encaminhem suas contribuições por escrito, conforme regulamento publicado no site da Agência.

    Deste modo, todas as contribuições serão consideradas e respondidas, não sendo a Audiência Pública do dia 18 de agosto a única oportunidade de manifestação de todos os interessados.

    Aproveitamos a oportunidade para manifestar protestos de elevada estima e consideração”.

     

     

  • Homem é preso pela segunda vez por porte ilegal de arma em Campinas

    Homem é preso pela segunda vez por porte ilegal de arma em Campinas

    Suspeito foi flagrado com rifle e teria dito à PM que não regularizou o armamento “porque não quis”. Ele também já foi preso por embriaguez ao volante e receptação.

    Um homem de 47 anos foi preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira (19), em Campinas (SP), por porte ilegal de arma.

    De acordo com a Polícia Militar, essa é a segunda vez que o suspeito é detido pelo mesmo crime — ele também tem passagem por embriaguez ao volante e receptação.

    A ocorrência foi na Rua José Fanger, no bairro Santa Teresinha. Populares denunciaram que o homem estava manuseando ao rifle calibre 38 dentro de uma caminhonete.

    Questionado pelos policiais, teria dito que é dono de uma empresa de recicláveis, que “gosta de armas” e que não procurou legalizar o armamento “porque não quis”.

    O rifle e a caminhonete foram apreendidos. O caso foi registrado na 2ª Seccional e o suspeito deve passar por audiência de custódia ao longo do dia.

  • Cinco guardas são presos suspeitos de agredir e obrigar jovens a fazer sexo oral durante abordagem em Itapecerica da Serra

    Cinco guardas são presos suspeitos de agredir e obrigar jovens a fazer sexo oral durante abordagem em Itapecerica da Serra

    Ao todo, seis agentes são investigados por tortura contra grupo que empinava motos em maio deste ano; um guarda civil continua foragido.

    Cinco dos seis guardas civis suspeitos de agredirem jovens e os obrigarem a fazer sexo oral uns nos outros durante abordagem em Itapecerica da Serra, em maio deste ano, foram presos após se apresentaram à Polícia Civil. A informação foi confirmada ao g1 pela Secretaria de Segurança Pública nesta quinta-feira (17).

    De acordo com a SSP, os mandados de prisão temporária de 30 dias, que já tinham sido expedidos pela Justiça, foram cumpridos após os guardas irem até a delegacia acompanhados dos advogados na última terça-feira (15).

    Após a elaboração dos boletins de ocorrência de captura, equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) conduziram os agentes até o Instituto Médico Legal (IML) de Taboão da Serra. Em seguida, os guardas foram levados para a cadeia de Itapecerica, onde aguardam audiência de custódia.

    Ainda conforme a SSP, buscas estão sendo feitas pelo sexto agente apontado nas denúncias e que também tem mandado de prisão temporária expedido contra ele.

    Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra afirmou que os guardas envolvidos “já foram afastados de suas funções e responderão processo administrativo e disciplinar”.

    Denúncia de tortura
    Segundo a Polícia Civil, os guardas civis passaram a ser investigados após denúncias apontarem que eles torturaram um grupo de jovens durante abordagem em maio deste ano.

    Por telefone, um dos jovens contou à TV Globo que estava em uma área de mato perto do Rodoanel empinando moto com mais cinco pessoas, quando os guardas civis chegaram após denúncia anônima. Uma das motos do grupo era clonada.

    Ainda conforme o jovem, os guardas o ameaçaram de morte com arma, usaram spray de pimenta e os agrediram com pedaço de madeira. As agressões só terminaram quando a mãe e parentes de um deles chegaram até o local.

    De acordo com o delegado Luís Hellmeinster, os jovens também relataram que foram forçados a fazer sexo oral entre eles. As denúncias foram investigadas e, com base em vídeos e laudos periciais, ele pediu a prisão temporária dos agentes.

    “A prisão temporária foi pedida para ultimar o feito, detalhes, porque provas são suficientes, tanto é que foi decretada a prisão temporária de 30 dias. Como foram expedidos os mandados, eu de pronto entrei em contato com o secretário de Segurança Patrimonial da cidade e o comandante da Guarda Municipal para que os agentes se apresentassem. Porém, eles se evadiram”.

    Ainda conforme a polícia, nenhum dos jovens abordados na ocorrência tinha passagem.

  • Nove carros de luxo e R$ 79 mil são apreendidos em operação na Grande SP contra rifas ilegais na internet

    Nove carros de luxo e R$ 79 mil são apreendidos em operação na Grande SP contra rifas ilegais na internet

    Ação foi realizada Santana de Parnaíba, Jandira e Barueri; também foram apreendidos dois simulacros de fuzil, motos, jet-ski, celulares e 260 dólares.

    Nove carros de luxo e R$ 79 mil foram apreendidos durante operação da Polícia Civil contra jogos de azar e lavagem de dinheiro em Santana de Parnaíba, Jandira e Barueri, Grande São Paulo. A ação ocorreu na terça-feira (15), mas foi divulgada na noite de quarta (16).

    Os alvos são dois homens, de 19 e 35 anos, e um adolescente, de 17, investigados por promover rifas ilegais na internet.

    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão contra dois homens, de 19 e 35 anos, e um adolescente de 17.

    Em dois endereços nas cidades de Jandira e Barueri, relacionados ao homem de 35 anos, os policiais localizaram R$ 49 mil, além de uma BMW X6, uma Mercedes e dois Porsches. No local, também foram apreendidos dois simulacros de fuzil, documentos, celular e notebooks.

    Já no terceiro imóvel em Santana de Parnaíba, vinculado aos outros dois investigados, foram encontrados dois Jeeps, uma Evoque, uma Mercedes, uma Land Rover, duas motocicletas e um jet-ski, além de 260 dólares e R$ 30 mil. Celulares, eletroeletrônicos e relógios também foram apreendidos.

    O trio é investigado por promover a venda de rifas ilegais na internet. Conforme a polícia, a prática é considerada um jogo de azar e não garante a existência do prêmio, especialmente quando feita pelas redes sociais.

    O caso foi registrado como cumprimento de busca e apreensão. Agora, as investigações prosseguem para esclarecer os fatos.

     

  • MP investiga morte de mulher de 37 anos transferida para unidade de saúde sem vagas em Itu

    MP investiga morte de mulher de 37 anos transferida para unidade de saúde sem vagas em Itu

    Procedimento foi aberto em 27 de julho de 2023. Entidade que administra Santa Casa também é citada no inquérito, que trata de Direitos Humanos.

    A morte de uma mulher em uma unidade de saúde de Itu (SP) está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Ela teria sido transferida para o local sem que houvesse vagas disponíveis. O procedimento foi aberto em 27 de julho deste ano, após uma denúncia anônima.

    A mulher tinha 37 anos e foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), com suspeita de aneurisma cerebral. O procedimento do MP não traz informações sobre quando ocorreu a transferência e nem a data do óbito.

    Conforme a portaria de abertura do procedimento do MP, a paciente foi encaminhada da UPA Nossa Senhora Aparecida para a Santa Casa da cidade. Entretanto, o local estava sem vagas, conforme a denúncia.

    O procedimento cita como investigados a Estância Turística de Itu, a Organização Social Instituto de Gestão, Administração e Pesquisa em Saúde (Igaps), que administra a Santa Casa, a Secretaria Estadual da Saúde e o médico que determinou a transferência.

    Após a abertura do procedimento, o promotor Amauri Chaves Arfelli, responsável pelo caso, deu um prazo de 15 dias para que a Secretaria Estadual de Saúde apresente as informações completas do médico responsável pela transferência.

    Outra denúncia
    O mesmo inquérito também investiga uma denúncia sobre a falta de aparelhos de ressonância magnética da Santa Casa, o que estaria impedindo o atendimento de urgência de forma adequada a diversas patologias e acidentes.

    O inquérito tem caráter preventivo, da área de Direitos Humanos. O assunto trata de irregularidade nas ações e nos serviços de saúde.

    Até a última atualização desta reportagem, a Prefeitura de Itu não havia se manifestado sobre o caso.

  • Homens usam faca para roubo de carteira e acabam presos, em Monte Castelo

    Um adolescente, de 13 anos, também participou do crime, nesta terça-feira (15). Ele foi encaminhado para a Fundação Casa, em Irapuru (SP).

    Dois homens, de 21 e 29 anos, foram presos e um um adolescente, de 13 anos, apreendido, nesta terça-feira (15), por roubo em Monte Castelo (SP).

    Conforme a Polícia Militar, a equipe recebeu uma ligação telefônica informando sobre um roubo que havia acabado de ocorrer.

    No local, a PM fez contato com a vítima, um homem de 59 anos, que relatou aos policiais que três indivíduos, de posse de uma faca, anunciaram o roubo e subtraíram, mediante força física e ameaça, sua carteira com R$ 190 e fugiram.

    A vítima ainda afirmou que conhecia os indivíduos e informou todas as características.

    Os policiais iniciaram o patrulhamento, localizaram os envolvidos e realizaram a abordagem. Durante busca pessoal, a PM encontrou R$ 50 com cada um dos homens e R$ 42 com o adolescente.

    A PM localizou ainda imagens de câmeras de monitoramento, que gravaram o momento do roubo, onde, segundo os policiais, “foi possível constatar de maneira nítida os três indivíduos realizando o roubo”.

    Os homens foram presos por roubo e encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil, onde permaneceram à disposição da Justiça.

    Segundo a Polícia Civil disse ao g1, o adolescente foi apreendido e foi encaminhado para a Fundação Casa em Irapuru (SP), onde deve passar por audiência nesta quarta-feira (16).

    A Polícia Civil registrou o caso como roubo majorado, devido ao envolvimento de três agentes no crime e ao uso de faca. Os adultos ainda irão responder por corrupção de menor.