Categoria: Novidades

  • Polícia prende suspeito de estar envolvido em morte de paciente dentro de hospital no litoral de SP

    Polícia prende suspeito de estar envolvido em morte de paciente dentro de hospital no litoral de SP

    Conhecido como ‘Pato’, o criminoso era procurado pela Justiça por homicídio e roubo. Ele foi preso durante a Operação Escudo, que foi deflagrada em 28 de julho após a morte do PM da Rota Patrick Bastos Reis.

    Um homem, de 31 anos, conhecido como ‘Pato’ foi preso em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele era procurado pela Justiça pelos crimes de homicídio e roubo. A Polícia Civil informou ao g1, nesta quarta-feira (16), que ele é investigado por envolvimento no assassinato de Gilianderson dos Santos, morto enquanto estava em uma cadeira de rodas no Hospital Santo Amaro (HSA).

    Gilianderson morreu no dia 24 de abril do ano passado, após dois criminosos invadirem o hospital. Um vídeo obtido pelo g1 mostra o paciente na cadeira de rodas, vestindo uma touca escura e uma roupa azul. Ele estava prestes a receber alta da ala de traumatologia quando foi morto a tiros 

    Para a polícia, Pato faz parte de uma facção criminosa e teria sido o responsável pelos disparos que mataram o paciente em cadeira de rodas. A prisão foi feita no domingo (13) por policiais do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) durante patrulhamento pela Operação Escudo.

    A equipe policial recebeu informações de que Pato estaria no bairro Paecara, onde realizou buscas e encontrou o homem, que foi detido em flagrante. Na casa do criminoso, os agentes apreenderam uma pistola, três carregadores e 21 munições. Todos os itens foram recolhidos e levados à delegacia.

    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), Pato é apontado como o “disciplina” de uma facção criminosa, ou seja, o responsável por executar pessoas que recebem “sentença de morte” dos criminosos. Ele estava foragido desde setembro de 2021, quando deixou a prisão durante as saídas temporárias.

    Morte em hospital

    Gilianderson dos Santos foi atingido na cabeça e no abdômen enquanto estava em uma cadeira de rodas, prestes a ter alta do Hospital Santo Amaro, em Guarujá. Uma dupla invadiu a unidade e, em menos de um minuto, disparou cerca de seis tiros na direção do paciente de 37 anos.

    Dois funcionários do hospital estavam no local no momento do crime. Um médico, identificado como Alexandre Pedroso, foi preso acusado de facilitar a execução. Segundo a Polícia Civil, ele tem ligação com o crime organizado.

    Operação Escudo

    A Operação Escudo na Baixada Santista começou em 28 de julho, dia seguinte à morte do soldado Patrick Bastos Reis, baleado por criminosos durante um patrulhamento na Vila Júlia, em Guarujá.

    Desde então, as forças de segurança têm atuado na região com o objetivo de melhorar a segurança dos moradores, asfixiar o tráfico de drogas e desmantelar o crime organizado, que tem grande presença em morros e comunidades da Baixada.

    Na terça-feira (15), mais duas mortes foram registradas no Guarujá durante a operação Escudo, depois de um delegado da Polícia Federal ter sido baleado. Com isso, sobe para 18 o número das mortes.

     

  • DIG prende mais um envolvido em morte de policial civil em São Carlos

    DIG prende mais um envolvido em morte de policial civil em São Carlos

    Ele se entregou à polícia na segunda-feira (14). Mulher dele foi presa em julho deste ano.

    A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu, na segunda-feira (14), mais um homem envolvido no assassinato do policial civil Gabriel Thomé, no Jardim Zavaglia, em São Carlos, em fevereiro deste ano.

    Segundo o delegado João Fernando Baptista, na última semana os policiais realizaram várias diligências com objetivo de localizar o autor dos disparos que mataram o policial que atuava na capital paulista.

    A última prisão em relação ao crime foi em julho e, diante do avanço das investigações, o homem acabou se entregando na sede da delegacia. Os policiais ainda recuperaram a arma do policial, que foi furtada no dia do homicídio.

    De acordo com Baptista, o criminoso – que tinha um mandado de prisão temporária em aberto –responderá pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas e associação para fins de tráfico de drogas. Ele foi recolhido ao Centro de Triagem.

    O crime

    O homicídio aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2023, na Rua Doutor Pereira Novaes. O policial de 40 anos, que atuava na capital paulista, foi atingido por dois tiros na região do tórax e morreu no local.

    Um segundo rapaz, que estava com Gabriel no momento do crime, foi preso por suspeita de “conduta irregular”, pelos crimes de associação ao tráfico e tráfico de drogas, investigação que segue sendo feita pela Corregedoria de Polícia.

    Os autores do crime foram identificados no dia do homicídio. Um dos possíveis executores continua foragido, segundo a polícia. Uma mulher foi presa em 9 de julho, após tentar enganar os policiais apresentando um documento de identidade falso, e o marido foi preso na segunda-feira com a arma da vítima.

  • Morador faz vídeo minutos após roubo a carro-forte na Rodovia dos Bandeirantes: ‘metralharam’

    Morador faz vídeo minutos após roubo a carro-forte na Rodovia dos Bandeirantes: ‘metralharam’

    Caso ocorreu no km 125, próximo a um posto de combustíveis de Santa Bárbara d’Oeste.

    Um morador fez um vídeo minutos após o roubo a um carro-forte que deixou cinco feridos na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), em Santa Bárbara d’Oeste (SP), na noite desta terça-feira (15). Ele filma o veículo ainda em chamas e relata o que aconteceu – Assista acima.

    “Os caras metralharam o carro forte! Pegando fogo aí. Na Bandeirantes em Santa Bárbara d’Oeste”, narra.

    O caso aconteceu por volta de 19h desta terça, no km 125 da rodovia. Segundo a Polícia Militar, a ação começou quando os criminosos emparelharam com o carro forte e fizeram disparos, mas o carro-forte seguiu na pista.

    Pouco depois, os bandidos tomaram a dianteira e fizeram disparos na parte frontal do veículo, quando os vigilantes decidiram parar e descer do carro-forte. Ainda assim, os disparos continuaram.

    Segundo a PM, um caminhoneiro que passava pelo local foi atingido no ombro. Os vigilantes foram atingidos um no braço e um com tiro de raspão na cabeça. Eles foram socorridas ao Pronto-Socorro Dr. Edson Mano, em Santa Bárbara.

    Outros dois vigilantes tiveram ferimentos de menor gravidade e foram atendidos no local do crime. Dois dos pacientes internados já receberam alta e outra foi transferido para hospital particular, sem risco de vida.

    Depois da ação teria começado o incêndio no veículo, mas não há informações sobre como isso aconteceu. O Corpo de Bombeiros combateu as chamas ainda durante a noite.

    Além de viaturas da PM de Santa Bárbara d’Oeste, policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) foram atender a ocorrência.

    Veículo encontrado
    Um veículo que teria sido usado pelos criminosos na fuga foi localizado no Jardim Rosolém, em Hortolândia (SP). No entanto, pouco depois a polícia informou que o carro não tinha relação com o crime.

    O carro usado na verdade é um dublê do veículo encontrado.

     

  • Prefeitura de Duartina interdita avenida após rompimento de estrutura que escoa água de represa

    Prefeitura de Duartina interdita avenida após rompimento de estrutura que escoa água de represa

    Segundo a prefeitura, a interdição é preventiva e não há risco de rompimento da barragem nem de alagamento da área. Trabalhos devem ser finalizados no domingo (20).

    A Prefeitura de Duartina (SP) interditou no, começo da noite desta terça-feira (15), o trecho da Avenida Hiratsuka Torao, onde, por baixo, passam as tubulações de escoamento da represa do Ecoparque da cidade.

    Segundo a prefeitura, a estrutura do mecanismo de vazão da água sobressalente da represa, chamado de cachimbo, rompeu e a área foi interditada para evitar qualquer acidente.

    Até a madrugada desta quarta-feira (16), o único dano aparente é o da estrutura do letreiro com o nome da cidade, localizado na calçada da avenida.

    Ainda segundo a prefeitura, não há risco de rompimento da barragem nem de alagamento da área e a manutenção já começou a ser realizada, com previsão de término para este domingo (20).

     

  • Homem morre após colisão frontal entre carro e moto em Campinas; motorista fugiu

    Homem morre após colisão frontal entre carro e moto em Campinas; motorista fugiu

    Caso ocorreu na madrugada de sábado (12), no Jardim Santa Lúcia. Piloto e garupa da motocicleta foram arremessados após batida, e um deles foi parar no telhado de um imóvel.

    Morreu nesta segunda-feira (14) uma das vítimas da batida entre um carro e motocicleta que terminou com duas pessoas feridas na madrugada de sábado (12), no Jardim Santa Lúcia, em Campinas (SP). Lúcio Matheus de Souza foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    Imagens gravadas por uma câmera de segurança e obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram que um dos ocupantes da moto chegou a ser arremessado sobre o telhado de uma casa após a batida. A polícia, contudo, não confirmou se o condutor ou o garupa foi parar no imóvel.

    As duas pessoas que estavam na moto foram socorridas e levadas a hospitais da cidade. Após o acidente, o motorista do carro ainda se envolveu em uma briga com um pedestre e a confusão foi interrompida por moradores do local.

    Na sequência, o motorista fugiu antes da chegada da polícia e não havia sido localizado até a publicação desta reportagem. O caso foi registrado no plantão policial.

     

  • Wassef confirma viagem aos EUA para comprar Rolex e devolver à União, mas nega ter feito ‘operação de resgate’ a mando de assessor de Bolsonaro

    Wassef confirma viagem aos EUA para comprar Rolex e devolver à União, mas nega ter feito ‘operação de resgate’ a mando de assessor de Bolsonaro

    A compra, segundo o advogado, foi feita em espécie, com dinheiro dele e foi declarada à Receita Federal para atender a um pedido do TCU.

    O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Frederick Wassef, afirmou nesta terça-feira (15) que viajou aos Estados Unidos e comprou um relógio Rolex em 14 de março deste ano como “presente ao governo brasileiro”. Wassef, no entanto, negou ter participado de uma “operação de resgate” da joia a mando do ex-assessor de Bolsonaro. Wassef deu entrevista coletiva na capital paulista para dar a sua versão do caso.

    O relógio de luxo da marca Rolex foi um presente de autoridades sauditas a Jair Bolsonaro durante uma viagem oficial do então presidente da República em 2019 à Arábia Saudita e ao Catar. O item foi levado para os Estados Unidos – para onde Bolsonaro viajou às vésperas de deixar a Presidência – e lá foi vendido, segundo a Polícia Federal (PF), ilegalmente, pelo então ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid.

    Em 15 de março, o TCU definiu prazo de cinco dias úteis para que Bolsonaro entregasse ao tribunal um kit com joias suíças da marca Chopard, em ouro branco, recebidas como presente do governo da Arábia Saudita em viagem oficial de 2019. A joia foi devolvida.

    Na entrevista desta terça, Wassef disse que a viagem que ele fez aos EUA já estava marcada antes de ele ter comprado o relógio e que a ida ao país teria “fins pessoais”. A compra da joia, segundo o advogado, foi feita com dinheiro dele, “do meu banco”. Ele, contudo, não deixou claro se o modelo era o mesmo que foi vendido por Cid: “E se esse relógio for outro?”

    “Usei do meu dinheiro para pagar o relógio. O meu objetivo quando comprei o relógio era cumprir decisão do Tribunal de Contas da União (TCU)”, disse. Wassef não deu detalhes. Segundo ele, a compra foi declarada à Receita Federal.

    “O governo do Brasil me deve R$ 300 mil”, afirmou Wassef, enquanto mostrou um recibo de compra no valor de US$ 49 mil. “Eu fiz o relógio chegar ao governo”, afirmou o advogado sem, no entanto, explicar o caminho feito pela joia para retornar ao país.

    Ainda, ele não disse quem o avisou sobre o relógio, mas afirmou que não foi um pedido que tenha partido de Bolsonaro ou de Cid.

    “A história que assessores me escalaram é falsa”, disse Wassef, que negou ter amizade com Cid, afirmando ter com o ex-assessor de Bolsonaro “uma relação muito formal”.

    O relógio, segundo ele, foi pago em espécie e por dois motivos: por ser uma forma de registrar quem fez a compra, seguindo legislação dos EUA, e para conseguir “desconto”. “Consegui US$ 11 mil dólares [de desconto]. Se eu compro com cartão de crédito, pago no Brasil com 5% de IOF”, ressaltou.

    A PF está analisando o material apreendido na operação de 11 de agosto, que investiga indícios de venda ilegal de presentes de alto valor entregues ao governo Bolsonaro. A quebra do sigilo bancário do ex-presidente e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi pedida ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Wassef convocou os jornalistas para uma entrevista coletiva nesta terça por dizer querer se posicionar “ao vivo” para não sofrer com “cortes da edição”. Dividiu a coletiva em duas partes.

    Na primeira, negou ter qualquer conhecimento sobre joias recebidas pelo governo Bolsonaro até o início deste ano. Na segunda parte da coletiva, entrou no tema da viagem dos Estados Unidos. Disse que queria passar férias, não fazer um “resgate” de seu cliente Bolsonaro. Contou que comprou o relógio em dinheiro vivo para devolver à União. “Não foi Jair Bolsonaro que me pediu. O dinheiro usado para a compra é lícito.”

    Investigação sobre o Rolex
    Para a jornalista Andreia Sadi, na segunda (14), Wassef havia divulgado uma nota em que afirmou que “jamais neguei a compra ou afirmei que comprei”.

    “Nada. Nunca vi esse relógio. Nunca vi joia nenhuma (…) Nunca na minha vida. Desafio a provarem isso. Falo e garanto”, afirmou Wassef na noite do domingo (13).

    Porém, conforme mostrou o blog de Valdo Cruz na segunda (14), o nome de Wassef aparece no recibo da recompra de um relógio Rolex nos Estados Unidos. A Polícia Federal acredita que o recibo é uma “prova contundente” contra o advogado e vai chamá-lo para depor. A PF também vai investigar quem deu o dinheiro para que ele recomprasse o presente dado ao ex-presidente. Além disso, quer saber como ele recebeu os valores, se foi em espécie ou transferência bancária.

    Nesta investigação, a PF vai ter a colaboração das autoridades dos Estados Unidos, o que vai facilitar levantar de quanto foi a venda e a recompra, em valor maior, além da forma de pagamento.

    O relógio, que vale cerca de R$ 300 mil, foi recebido de presente em 2019. Em junho de 2022, foi vendido nos Estados Unidos por Cid, segundo a PF.

    Após a existência do Rolex ser revelada, em março de 2023 assessores do ex-presidente colocaram em campo uma operação para reaver o relógio, e Wassef, segundo as investigações, viajou aos Estados Unidos para buscá-lo.

    A PF identificou diversas interações entre Wassef e Mauro Cid na época e, em 11 de março, Wassef embarcou para os Estados Unidos.

    Em 14 de março, os dois conversaram novamente por WhatsApp. Cid perguntou: “E aí?” “Toquei solo agora”, respondeu Wassef, e enviou uma foto de dentro do avião.

    Em 29 de março, segundo a PF, Wassef voltou ao Brasil com o Rolex e, em 2 de abril, entregou o relógio para Mauro Cid em São Paulo. Dois dias depois, a defesa de Bolsonaro devolveu o item à União.

    “Uma coisa é a viagem que fiz para os EUA. Outra coisa é me acusar de organização criminosa e esquema de joia. É uma armação”, diz Wassef ao blog.
    Wassef diz ter tido poucos contatos com Mauro Cid e que não tem relação ou amizade com o assessor de Bolsonaro.

    “Nunca tomei choppinho. Zero. Era absolutamrnte formal. Conto na mão as vezes que falei com ele”, afirma. “Zero de qualquer outro tema ou assunto.”
    Wassef também disse ao blog que não coloca a mão no fogo por ninguém, “[só] pela minha mãe”. Porém, destacou que a chance de Bolsonaro receber a joia é zero, e que não sabe responder se alguém faria tamanha operação sem consentimento do presidente.

    O advogado afirma que só tomou conhecimento das joias no início deste ano, após ser procurado pela imprensa. “

    “Eu disse que não sabia de nada, mas que eu ia ligar para Bolsonaro e retornava. Liguei, o presidente me disse: Fred, pode fazer uma nota, você vai ser o meu advogado nesse caso e falar em meu nome. E fizemos uma ligação: eu, Bolsonaro e Fabio Wajgarten, e Bolsonaro deu uma ordem: é o Fred, faça a nota e publique. Antes disso, não é que eu nunca vi nenhuma joia, nenhum presente”.

    Operação resgate
    O relatório da Polícia Federal na investigação sobre a venda ilegal de presentes oficiais dados à Presidência da República mostra que o advogado de Jair Bolsonaro Frederick Wassef e o ex-ajudante de ordens Mauro Barbosa Cid empreenderam uma “operação de resgate” para devolver joias, já vendidas, ao Tribunal de Contas da União (TCU).

    Em 15 de março, o TCU definiu prazo de cinco dias úteis para que Bolsonaro entregasse ao tribunal um kit com joias suíças da marca Chopard, em ouro branco, recebidas como presente do governo da Arábia Saudita em viagem oficial de 2019.

    A entrega ao TCU era necessária porque itens de alto valor recebidos como presente oficial devem integrar o acervo da Presidência da República, ou seja, não são de titularidade do presidente que recebe.

    Esses itens, segundo a investigação, já tinham sido vendidos em duas lojas diferentes nos Estados Unidos.

    Segundo a PF, a “operação de resgate” foi dividida em duas etapas:

    o relógio Rolex Day-Date, vendido para a empresa Precision Watches, foi recuperado por Frederick Wassef em 14 de março, véspera da decisão do TCU, e “repatriado” em 29 de março;
    o restante das joias foi recuperado por Mauro Barbosa Cid em 27 de março, em uma loja em Miami.
    Ainda segundo a PF, as duas partes do kit foram entregues a Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército. Crivelatti também foi alvo da operação desta sexta-feira (11).

    O kit foi entregue pela defesa de Jair Bolsonaro em uma agência bancária em Brasília, no dia 4 de abril.

    O que diz Bolsonaro
    Confira o que a defesa de Bolsonaro disse após a operação da PF, na sexta-feira (11):

    “Sobre os fatos ventilados na data de hoje nos veículos de imprensa nacional, a defesa do Presidente Jair Bolsonaro voluntariamente e sem que houvesse sido instada, peticionou junto ao TCU — ainda em meados de março, p.p. —, requerendo o depósito dos itens naquela Corte, até final decisão sobre seu tratamento, o que de fato foi feito.

    O Presidente Bolsonaro reitera que jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária.”

    Confira a manifestação de Frederick Wassef sobre o caso, no domingo (13):

    “Como advogado de Jair Messias Bolsonaro, venho informar que, mais uma vez, estou sofrendo uma campanha de fake news e mentiras de todos os tipos, além de informações contraditórias e fora de contexto. Fui acusado falsamente de ter um papel central em um suposto esquema de vendas de joias. Isso é calúnia que venho sofrendo e pura mentira. Total armação.

    A primeira vez que tomei conhecimento da existência das joias foi no início deste ano de 2023 pela imprensa. Quando liguei para Jair Bolsonaro, ele me autorizou, como seu advogado, a dar entrevistas e fazer uma nota à imprensa. Antes disso, jamais soube da existência de joias ou quaisquer outros presentes recebidos. Nunca vendi nenhuma joia, ofereci ou tive posse. Nunca participei de nenhuma tratativa, nem auxiliei nenhuma venda, nem de forma direta nem indireta. Jamais participei ou ajudei de qualquer forma qualquer pessoa a realizar nenhuma negociação ou venda.

    A Polícia Federal efetuou busca em minha residência no Morumbi, em São Paulo, e não encontrou nada de irregular ou ilegal, não tendo apreendido nenhum objeto, joias ou dinheiro. Fui exposto em toda televisão com graves mentiras e calúnias.”

  • Metroviários suspendem greve e Metrô de SP funciona normalmente nesta terça-feira

    Metroviários suspendem greve e Metrô de SP funciona normalmente nesta terça-feira

    Trabalhadores são contrários à terceirização da manutenção da Linha 15 – Prata. Pregão foi adiado por 45 dias e categoria votou contra a paralisação em assembleia na segunda (14).

    Os funcionários do Metrô de São Paulo suspenderam a greve, programada para começar nesta terça-feira (15), e todas as estações do Metrô operam normalmente nesta manhã.

    Por conta da ameaça de paralisação, o Metrô publicou nas redes sociais que o funcionamento segue sem alterações.

    Os trabalhadores são contrários à terceirização da manutenção da Linha 15 – Prata. Como o pregão foi adiado para outubro, a categoria votou contra a greve.

    A votação ocorreu em assembleia no Sindicato dos Metroviários, na noite desta segunda (14). 78% da categoria foi contrária à paralisação.

    “Greve é suspensa. Continuam a mobilização e o estado de greve. Diante do adiamento por 45 dias do pregão de terceirização da manutenção da Linha 15, assembleia decidiu por suspender a greve marcada para 15/8 e a manutenção da mobilização e do estado de greve”, diz postagem do Sindicato.

     

  • Suspeito de dar cabeçada e socos em nutricionista em rua em SP é identificado pela polícia e diz que vídeo é montagem

    Suspeito de dar cabeçada e socos em nutricionista em rua em SP é identificado pela polícia e diz que vídeo é montagem

    Câmeras de segurança registraram a agressão em São Caetano do Sul, no ABC Paulista; Polícia Civil analisou imagens para tentar identificar o agressor. Vítima voltava dirigindo de um aniversário quando se distraiu e bateu na guia da calçada.

    A Polícia Civil de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, identificou um homem suspeito de fraturar o nariz e causar afundamento da face de uma nutricionista de 25 anos na noite de 23 de julho.

    Depois de buscas e denúncias anônimas, os policiais da Delegacia de Defesa da Mulher e da Delegacia Sede de São Caetano do Sul chegaram ao homem foi levado para prestar depoimento. Ele afirmou ser a pessoa do vídeo, mas informou à polícia se tratar de uma montagem.

    A vítima foi chamada à delegacia para fazer o reconhecimento, mas não teve certeza sobre o suspeito. O caso foi apurado pelos delegados Daniela Del Nero e Marcelo Ferrari.

    Foram colhidas declarações do autor e pedido exame de corpo de delito cautelar. O inquérito foi encaminhado ao Fórum e será analisado pelo Ministério Público e a Justiça. A defesa foi procurada pelo g1, mas não encaminhou resposta até a última atualização desta reportagem.

    Entenda o caso
    Estela Frohlich Bonatto, de Santo André, voltava dirigindo do aniversário de uma amiga quando, em um momento de distração, bateu na guia de uma calçada e dois pneus do carro furaram.

    “Eu dei uma vacilada no volante e peguei a guia. Todo mundo que dirige já pegou a guia alguma vez na vida. Só que tinha um senhor andando nessa calçada com o cachorro dele. Eu realmente só peguei a guia, não chegou nem perto dele. Ele pode ter se assustado, entendo, mas não tinha motivo para toda a revolta que ele estava sentindo e descontou em mim”, disse, em entrevista ao g1.

    Depois dos pneus estourados, ela desceu do carro. Um homem que passeava com um cachorro se aproximou e passou a agredi-la (veja vídeo abaixo). Estela contou que não entrou em contato com o suspeito, mas que, ao descer do carro, foi logo recebida por uma cabeçada e um soco no rosto.

    “Jamais ia imaginar que esse cara viria até mim fazer alguma coisa. Eu estava olhando o pneu para ver o que tinha acontecido, porque rasgou o pneu da frente. Eu peguei o celular pra tentar ligar para minha irmã e contar o que aconteceu, porque o carro era dela. [O homem] virou a esquina e já veio me xingando. Sei que me chamou de vagabunda e me acusou de quase ter atropelado ele.”

    Câmeras de segurança registraram o momento da agressão. Depois de ela estacionar, o homem aparece caminhando, há uma discussão breve, e ele dá uma cabeçada no rosto dela, que tenta revidar.

    “Perguntei: ‘O que que eu te fiz? Você está aí inteiro. Eu te machuquei? Você está machucado? Aconteceu alguma coisa? Eu não te fiz nada’. Me aproximo dele. É como se eu fosse peitar ele. Mas eu não encostei nele em nenhum momento, até ele me agredir”, diz a nutricionista, que estava sozinha.

    Outro motorista parou o carro no meio da confusão e mais pessoas apareceram, e o homem deixou o local com o cachorro.

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fez o atendimento da nutricionista, e ela foi encaminhada para um hospital particular.

    Estela passou por uma cirurgia. Teve o nariz quebrado em várias partes, além de afundamento do seio da face.

    Ela teve alta em 24 de julho e vai se recuperar em casa.

    “Eu estou um pouco incrédula ainda com tudo o que aconteceu, porque eu até tento e não consigo achar uma justificativa. Mas é uma sensação de impotência. Acabou comigo. Ele acabou com a minha fisionomia. Eu estou morrendo de dor, tomando remédio e nada melhora.”

  • Casal homoafetivo aguarda indenização após ter direito de licença parental negado em Sertãozinho, SP

    Casal homoafetivo aguarda indenização após ter direito de licença parental negado em Sertãozinho, SP

    Erick e Antônio são casados desde 2014 e há três anos, por meio da fertilização in vitro e com o apoio de uma barriga solidária, se tornaram pais de gêmeos.

    Um casal homoafetivo de Sertãozinho (SP) aguarda há mais de três anos para receber uma indenização após vencer na Justiça um processo pelo direito de obter uma licença parental para cuidar dos filhos recém-nascidos.

    Erick Roberto Freire de Araújo Silva e Antônio Inácio de Araújo Silva se casaram em 2014 e três anos atrás resolveram aumentar a família. Por meio de uma fertilização in vitro e uma barriga solidária, os gêmeos Saulo e Ravi vieram ao mundo no dia 1º de maio de 2020, no auge da pandemia.

    Na época, pouco antes das crianças nascerem, Érick, que trabalhava como diretor em uma escola municipal de Sertãozinho, pediu licença parental de 180 dias para poder se dedicar aos gêmeos.

    “Eu gostaria de ficar meses com os meus filhos, como é de direito deles, mais do que o meu”, diz.
    A prefeitura, no entanto, negou o pedido e concedeu apenas cinco dias ao servidor público, o que constitui uma licença paternidade.

    “A justificativa é de que não há previsão legal para se dar licença equivalente à licença maternidade para mim, que sou um homem”, explica Erick.

    Segundo o advogado da Comissão Permanente de Diversidade Sexual e Gênero da OAB de Ribeirão Preto, Everton Luiz dos Reis Francisco, a licença parental é um direito garantido por lei.

    “A filiação não tem relação nenhuma com a concepção. O STF já apresentou vários julgamentos, têm temas, jurisprudência bem objetiva pontuando que família é família”.

    Em 2022, a Câmara dos Deputados aprovou a licença parental remunerada de 180 dias para mães e pais, inclusive adotivos, com o direito sendo válido a partir do nascimento, da adoção ou do fato gerador do direito à licença.

    “Nós temos diversos tipos de família e, em consequência disso, se você pensa em um benefício previdenciário, ele tem que abarcar todas as realidades disponíveis. Os dois merecem ter o respeito a esse direito, tanto do planejamento familiar quanto do direito à reprodução, de constituir família da forma que você acha conveniente”, afirma Francisco.

    ‘LGBTfobia institucionalizada’
    Para o advogado, o casal foi vítima de um preconceito institucionalizado que, infelizmente, ainda é bastante comum: o caso está longe de ser isolado.

    “Nós vivemos em uma sociedade que já tem uma estrutura heterocisnormativa, então, todas as interações, seja no judiciário, no legislativo ou no poder executivo elas ainda vão ter esse entrave muitas vezes administrativo que é uma LGBTfobia institucionalizada”, diz.

    Ele explica que isso se dá por uma série de mecanismos para vedar que a comunidade LGBTQIAP+ tenha acesso aos seus direitos.

    No caso de Erick e Antônio, o casal entrou na Justiça após a negativa da prefeitura, mas, na 1ª instância, o juiz chegou a debochar do pedido.

    O casal recorreu e venceu na 2ª instância, porém, a Prefeitura de Sertãozinho levou o caso para a 3ª instância, onde Erick e Antônio venceram novamente.

    Pedido por indenização
    Esse trâmite não facilitou nem um pouco a vida dos pais de primeira viagem. “Meu marido, na época, se recuperava de um acidente de moto bastante grave, então ele não estava 100%. Além de que nossos filhos nasceram no auge da pandemia, então não podíamos receber qualquer tipo de apoio”, diz Erick.

    Na época, o acidente acabou ajudando o casal. “Se eu não tivesse afastado pela licença saúde, a gente não saberia o que fazer. Um dos dois ia ter que abrir mão do trabalho. Eu tive essa ‘sorte’, entre aspas, de estar afastado”, lembra Antônio.

    Hoje os meninos estão com 3 anos. Erick pediu uma indenização da prefeitura que, até agora, não foi paga.

    “Tudo correu bem, nossos filhos estão grandes, saudáveis, correndo pra todos os lados e esse tempo que nós perdemos não volta. Mas nós gostaríamos de chamar atenção para este tópico para que as legislações passem a prever que existem famílias diversas”.
    Em nota, a Prefeitura de Sertãozinho informou que o processo não transitou em julgado e encontra-se pendente o julgamento de recurso junto ao Tribunal de Justiça.

    A administração municipal afirmou ainda que, assim que houver uma decisão definitiva, irá cumprir prontamente a determinação judicial.

     

  • Homem é morto por policial civil em posto de combustível na Zona Sul de SP

    Homem é morto por policial civil em posto de combustível na Zona Sul de SP

    Segundo testemunhas, policial discutia com um rapaz que estava com um cachorro no local quando um outro homem pegou a arma dele e fugiu em uma moto. Policial tinha uma segunda arma, efetuou os disparos e homem morreu baleado. Caso foi registrado no 17° DP e Corregedoria também apura.

    Um homem foi baleado e morto por um policial após uma discussão em um posto de gasolina na Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (7).

    Segundo testemunhas, o policial à paisana estava abastecendo a moto, quando rapaz passou com um cachorro. O policial ficou incomodado porque o cachorro estava sem focinheira e eles começaram a discutir.

    Pessoas que estavam no posto acabaram intervindo e um outro homem teria puxado a arma do policial.

    O rapaz que pegou a arma tentou fugir de moto e o policial, que estava com uma segunda arma, efetuou os disparos.

    O rapaz foi baleado e caiu na Avenida Ricardo Jafet. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

    O local foi preservado para perícia. O caso ocorreu na área do 17° DP, onde foi registrado. A Corregedoria das polícias também apura a conduta do agente.

    Por conta dos bloqueios na via, o trânsito era lento na manhã desta sexta (7).