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  • Justiça absolve mulher acusada de assassinato durante discussão na porta de casa noturna em Bauru

    Justiça absolve mulher acusada de assassinato durante discussão na porta de casa noturna em Bauru

    Crime ocorreu na saída de casa de show no Jardim Contorno, em 28 de dezembro de 2018. Apesar de ter reconhecido a materialidade e autoria do crime, o Tribunal do Júri acolheu o argumento de legítima defesa da ré.

    A 1ª Vara Criminal de Bauru (SP) absolveu Edna Lucia Costa Alves Rosalino, que respondia pelo assassinato de Luciana Martins Pedro em frente a uma boate no bairro Jardim Contorno, em 28 de dezembro de 2018, em Bauru. A decisão foi proferida no Tribunal do Júri, realizado no último dia 24 de agosto, no Fórum da cidade.

    Edna Lucia Costa Alves Rosalino, de 34 anos, respondia pelo crime de homicídio simples. No dia do crime, a ocorrência foi por volta das 4h30, na saída da casa noturna, já em via pública. Um homem e outra mulher, prima de Luciana, teriam iniciado uma discussão, e tanto Edna quanto a vítima se envolveram na briga.

    Na ocasião, a vítima, de 35 anos, foi atingida com dois golpes de canivete, um na barriga e outro nas costas. Os amigos chegaram a levar a vítima ao Pronto-Socorro Central, mas ela chegou sem vida no local. Testemunhas apontaram Edna Alves como autora das facadas.

    Apesar de ter reconhecido a materialidade e autoria do crime, o Tribunal do Júri acolheu o argumento de legítima defesa da ré. “No dia dos fatos agiu em legítima defesa, pois fora agredida inicialmente pela ofendida”, apontou a defesa.

    Edna chegou a ser presa preventivamente no dia 8 de fevereiro de 2019, sendo solta somente no dia 3 de novembro de 2020. Ela foi denunciada por homicídio mediante emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

    Antes da absolvição na Justiça, o Conselho de Sentença já havia reconhecido o argumento de legítima defesa apresentado pela ré. A juíza da 1.ª Vara Criminal de Bauru, Érica Marcelina Cruz, julgou improcedente a acusação de homicídio e determinou pela absolvição total no último dia 24 de agosto.

     

  • Grupo que assaltou hotel em Campinas foi detido após entrar em condomínio e ficar preso no subsolo; entenda a dinâmica

    Grupo que assaltou hotel em Campinas foi detido após entrar em condomínio e ficar preso no subsolo; entenda a dinâmica

    Segundo morador, sistema de segurança do prédio impede que pessoas sem chave tenham acesso a elevadores. Homens também teriam tentado acessar guarita de vigilância, que é blindada.

    Os suspeitos de assaltar um hotel e fazer funcionários reféns na madrugada desta terça-feira (29), em Campinas (SP), foram capturados pela polícia depois de entrar em um condomínio durante a fuga e acabarem presos no subsolo.

    Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, um morador do prédio explicou que o sistema de segurança impede que pessoas sem chave tenham acesso a elevadores, o que frustrou a saída dos grupo e resultou na prisão.

    “Eles ficaram no subsolo do prédio, onde você entra, mas não sai. Sem a chave, eles ficaram presos lá embaixo. Os elevadores são travados e só quem tem chave consegue chamar o elevador para subir”, detalhou o homem, que preferiu não se identificar.

    Entenda abaixo qual foi a dinâmica do crime e como os homens foram presos:

    Onde e quando foi o crime?

     

    O assalto aconteceu na Avenida Júlio Mesquita, no bairro do Cambuí. Os homens chegaram em um carro por volta das 3h desta terça-feira (29).

    Quatro suspeitos entraram no hotel e outro ficou esperando do lado de fora. Um segurança percebeu a movimentação e tentou chamar a polícia, mas foi abordado antes que conseguisse concluir a ligação.

    Além dele, outros quatro funcionários também foram feitos reféns em um cômodo da recepção. Todos tiveram mãos e pés e amarrados e receberam ameaças de morte, segundo relato.

    Em entrevista à EPTV, um funcionário detalhou que o grupo teria dado coronhadas em uma vítima e colocado uma arma na boca de outra .

    O que os assaltantes queriam?
    Segundo o segurança, os assaltantes agiam de forma muito violenta e pediam a chave de um cofre. Depois, usaram uma mochila para guardar tablets, celulares e outros objetos que encontraram no local.

    Houve troca de tiros?
    Os policiais militares foram chamados pelo manobrista, que estava do lado de fora do hotel. Quando chegaram, os suspeitos teriam apontado as armas. A PM decidiu reagir e deu dois disparos, mas não atingiu ninguém. Não há informação de que os homens tenham atirado.

    Como os homens ficaram presos no condomínio?
    Durante a fuga, um suspeito foi para os fundos de uma farmácia e os outros quatro pularam o muro de um condomínio. De lá, seguiram para a garagem e, depois, para o subsolo. Porém, o sistema de segurança impede que pessoas sem chave tenham acesso às saídas, o que inclui elevadores.

    Os criminosos também teriam tentando acessar a guarita, que é blindada. O vigilante ficou dentro e disparou um alerta. “Eu estava dormindo e escutei os tiros. O alarme de segurança do prédio disparou e nós vimos que tinha alguma coisa acontecendo de errado”, comentou um morador.

    A Polícia Militar foi até o local e realizou as prisões. Um dos menores, que tentou fugir em um carro, foi apreendido na Avenida John Boyd Dunlop depois de se envolver um acidente. Já um adulto conseguiu escapar com uma arma. Um simulacro foi apreendido e o caso registrado no 1º Distrito Policial.

    Alguém ficou ferido?
    Uma das vítimas teria relatado dores na cabeça por causa da coronhada. Apesar disso, não relato de outros feridos entre reféns e suspeitos.

     

  • Polícia identifica grupo que perseguiu e espancou jovem após acidente de trânsito no interior de SP; câmera registrou agressão

    Polícia identifica grupo que perseguiu e espancou jovem após acidente de trânsito no interior de SP; câmera registrou agressão

    Discussão teria começado após vítima bater o retrovisor em outro veículo. Câmera registrou o momento que a jovem é abordada, arrancada do veículo e agredida, além de ter o carro destruído em Botucatu (SP).

    A Polícia Civil de Botucatu (SP) identificou os três homens e uma mulher que perseguiram e espancaram uma jovem de 22 anos, além de vandalizar o carro dela, após um acidente de trânsito na cidade. O caso foi registrado na madrugada de 14 de agosto.

    Segundo a polícia, todos foram reconhecidos por fotos pela vítima das agressões. O grupo será convocado a prestar depoimento à policia sobre o caso, que busca entender a motivação do crime. Os suspeitos da agressão podem responder pelos crimes de lesão corporal e dano.

    Uma câmera de segurança registrou o momento que a jovem é abordada, arrancada do veículo e agredida com socos e chutes (veja o vídeo acima). O grupo ainda depredou o carro dela. As imagens ajudaram na identificação dos suspeitos.

    Acidente de trânsito
    Conforme registrado no boletim de ocorrência, registrado em 17 de agosto, a vítima, de 22 anos, foi perseguida, espancada e teve o carro vandalizado após um acidente no trânsito de Botucatu (SP).

    A jovem transitava pelo Bairro Marajoara quando colidiu o veículo que dirigia contra o retrovisor do outro veículo. A partir disso, a jovem, que estava no carro com uma amiga, passou a ser perseguida.

    Ao tentar retornar em uma rua sem saída, subindo na calçada, ela foi abordada pelo grupo. A vítima foi espancada com tapas, socos e chutes.

    Nas imagens feitas pela câmera de segurança é possível ver três homens e uma mulher participando da agressão, que dura cerca de dois minutos, além de vandalizarem o carro dela. Após a ação, os agressores deixaram o local.

     

  • Suspeitos de envolvimento em sequestro de publicitária em Pinheiros, São Paulo, são presos no RN

    Suspeitos de envolvimento em sequestro de publicitária em Pinheiros, São Paulo, são presos no RN

    Homens receberam cerca de R$ 90 mil que a vítima foi obrigada a transferir, segundo a polícia; mulher saía de jantar quando foi levada.

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu no estado quatro homens suspeitos de envolvimento no sequestro de uma publicitária de 40 anos no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Eles teriam recebido em suas contas cerca de R$ 90 mil que a vítima foi obrigada a transferir.

    A mulher estava jantando com amigos na região de Pinheiros na última quarta-feira (23) e foi surpreendida por dois homens armados ao retornar para o carro.

    Ela passou cerca de 24 horas sob poder dos criminosos e foi libertada do cativeiro no Jardim Panorama, pela polícia de São Paulo, na noite de quinta-feira (24).

    Após o resgate da vítima, a polícia potiguar recebeu informações dos investigadores de São Paulo e iniciou uma operação. Quatro suspeitos foram presos entre a noite de quinta-feira (24) e madrugada desta sexta-feira (25): dois em Natal e dois em Parnamirim, na região metropolitana da capital.

    Os suspeitos presos no Rio Grande do Norte teriam recebido em suas contas bancárias valores transferidos pela vítima do sequestro, enquanto ela estava no cativeiro. Os valores recebidos pelos quatro somam cerca de R$ 90 mil.

    As informações foram confirmadas pelo delegado Antônio Carlos, da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), responsável pelas prisões.

    Segundo a corporação, a operação ainda está em andamento e mais informações serão divulgadas em uma entrevista coletiva, ao longo desta sexta-feira (25).

    Sequestro
    De acordo com a Polícia Civil do RN, a vítima foi sequestrada na noite de quarta-feira (23) ao sair de um restaurante em São Paulo e foi levada no próprio carro para um cativeiro, onde passou cerca de 24 horas sob poder de criminosos. Ela teria sido obrigada a fazer transferências e empréstimos bancários. Os valores foram repassados para diversas contas.

    “Diziam que queriam dinheiro, senha do banco, senha dos aplicativos, senha do celular. Passamos um dia basicamente fazendo transferências e usando de empréstimos”, contou a vítima à TV Globo.

    Ainda segundo a polícia, a vítima estima que transferiu entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. Após estourar o cativeiro, a polícia de São Paulo identificou várias contas que receberam o dinheiro – entre eles as dos suspeitos presos no Rio Grande do Norte.

  • Justiça absolve 2 PMs acusados de matar ex-detento com tiros em frente a quartel da Rota em SP

    Justiça absolve 2 PMs acusados de matar ex-detento com tiros em frente a quartel da Rota em SP

    Então sargento Jorge Brunetto e soldado Sidney Nascimento foram julgados nesta quinta (24) pelo assassinato de Frank Sons em 2010. Réus negaram acusação. MP denunciava execução, mas para jurados eles agiram em legítima defesa.

    A Justiça de São Paulo absolveu nesta quinta-feira (24) dois policiais militares que, quando estavam nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em 2010, foram acusados de matar um ex-presidiário em frente ao quartel da tropa, no Centro da capital. O caso repercutiu à época na imprensa.

    O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da cidade. Os dois réus respondiam ao crime de assassinato em liberdade.

    A maioria dos jurados votou pela absolvição de Jorge Inocêncio Brunetto e Sidney João do Nascimento por entender que eles agiram em legítima defesa quando atiraram e mataram Frank Ligieri Sons. A sentença foi dada pelo juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri.

    Jorge era sargento e Sidney, soldado, da Rota, tropa de elite da Polícia Militar paulista. Atualmente, Jorge está fora da corporação. Ele se aposentou como tenente. Sidney continua na PM, foi promovido a cabo e trabalha em um batalhão diferente.

    O Ministério Público (MP) acusava Jorge e Sidney de executar Frank Ligieri Sons com dois tiros (no peito e nas costas), na madrugada de 1º de agosto de 2010. Ele tinha 33 anos quando foi morto.

    Os PMs alegaram que atiraram em Frank para se defender dele depois que o homem, segundo a versão dos agentes, sacou uma arma e fez quatro disparos em direção a sede da Rota. Além disso, de acordo com os policiais, se preparava para arremessar um coquetel molotov para incendiar o prédio.

    Uma pistola .40 e um explosivo foram apreendidos supostamente com ele. O exame da perícia não encontrou pólvora nas mãos do suspeito, o que reforçava a tese de que Frank e não estava armado. E de que a arma e o molotov encontrados teriam sido “plantados” pelos policiais.

    Àquela época havia a suspeita de que o ex-detento estivesse agindo sob comando do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do país, mas essa informação nunca foi comprovada.

    Frank era usuário de drogas e saiu da prisão em fevereiro de 2010. Ele havia cumprido pena por roubo e estupro (crime que sempre negou). O ex-preso também era irmão de um sargento da PM que tinha deixado a corporação em março daquele mesmo ano e já havia trabalhado na Rota.

    A morte de Frank ocorreu 17 horas após o então comandante da Rota, tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, atual deputado federal, ter sido alvo de um ataque a tiros na sua residência. O que deixou todos os policias em alerta no quartel.

    “Temos a mais absoluta certeza que a ação dos policiais foi legítima “, disse ao g1 o advogado dos réus, Renato Soares do Nascimento, que confirmou a absolvição de seus clientes. “Foram absolvidos”.
    Procurada pela reportagem, a advogada Roselle Soglio, que defende os interesses da família de Frank e atua como assistente da acusação, disse que irá “recorrer” da decisão nas instâncias superiores da Justiça.

    “As provas mostram de forma efetiva a execução da vítima”, falou Roselle.

    Juíza que absolveu PMs foi aposentada

    Em 2019, a então juíza Débora Faitarone, que estava na 1ª Vara do Júri, já havia absolvido sumariamente o sargento Jorge e soldado Sidney da acusação feita pelo Ministério Público de que os agentes da PM assassinaram Frank a tiros.

    A magistrada não aceitou a denúncia do MP de homicídio contra os dois acusados. Para ela, eles agiram em legítima defesa e acabaram inocentados de imediato, sem ao menos irem a julgamento.

    A Promotoria recorreu da decisão e em 2020 o Tribunal de Justiça reformulou a decisão de Débora, determinando que os dois policiais fossem a júri popular.

    Dois anos depois, o mesmo TJ aposentou compulsoriamente a juíza como punição por ela ter sido considerada culpada de cometer irregularidades administrativas durante o seu trabalho como, por exemplo: atrasar audiências; foi descortês com colegas; e descumpriu orientações superiores.

    A magistrada era conhecida por inocentar sumariamente policiais militares acusados de crimes.

    “Saio com a minha consciência tranquila. Nada fiz de errado. Por isso, de nada me arrependo. Fiz o que tinha que ser feito!!”, escreveu Débora em mensagem encaminhada à reportagem em 2022.

    Em entrevista ao g1 em 2020, Débora havia dito que o verdadeiro motivo do seu afastamento à época foi ter inocentado os policiais na capital, que, no seu entender, agiram em legítima defesa contra criminosos.

    “Atribuo o meu afastamento ao inconformismo que algumas decisões minhas, envolvendo policiais militares, causaram”, falou Débora. “Estou sendo injustiçada.”

     

  • Sobrevivente de engavetamento com quatro mortes diz que fez manobra para aliviar impacto: ‘Foi o que nos salvou’

    Sobrevivente de engavetamento com quatro mortes diz que fez manobra para aliviar impacto: ‘Foi o que nos salvou’

    Cinco veículos se envolveram na sequência de colisões em Campos Novos Paulista (SP). Motorista de caminhão que provocou as batidas chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado.

    O jovem Lucas Goulart da Silva, de 23 anos, e sua mãe, Silvana Seabra da Silva, de 54 anos, estão entre os sobreviventes do engavetamento entre dois caminhões e três carros deixou quatro mortos na BR-153, em Campos Novos Paulista (SP).

    Mãe e filho se recuperam em casa, em Campos Novos Paulista. O acidente aconteceu na segunda-feira (21) e outras duas pessoas seguiam internadas até a manhã desta sexta-feira (25).

    Lucas e a mãe estavam parados no trecho, que está em obras, entre o caminhão de grande porte (de carroceria azul na foto abaixo), e o veículo em que estava Gustavo Araújo de Castro, de 38 anos, uma das vítimas que morreu no local do acidente.

    Lucas dirigia o carro e levava a mãe para Ocauçu (SP), onde ela trabalha como professora da rede estadual. Ao g1, Lucas lembrou de uma manobra que acredita ter sido os salvou.

    “Eu vi a sinalização e parei atrás do caminhão azul, e o os outros dois carros pararam atrás de mim. Eu vi o vendedor ambulante passando e, quando eu olhei o retrovisor, vi o caminhão vindo com tudo. Coloquei o carro em primeira e toquei um pouco para fora da pista, o que eu creio que foi o que nos salvou”, diz.

    “Foi o que fez a gente ser jogado para o outro lado e evitou de sermos amassados pelo caminhão”, completa.

    O jovem ainda afirma que a pista estava bem sinalizada, e que acredita que a principal causa do acidente foi imprudência do motorista do caminhão que provocou o engavetamento.

    “A rodovia estava sinalizada. Tinha bandeirinha, placas de sinalização. Foi imprudência”, explica Lucas.

    Recuperação em casa
    Lucas e Silvana foram liberados do Hospital das Clínicas de Marília (SP), onde foram atendidos, na madrugada de terça-feira (21).

    O jovem sofreu algumas escoriações pelo corpo e um ferimento no nariz. Já sua mãe quebrou o punho e está com o braço enfaixado, além de escoriações pelo corpo causadas por cacos de vidro.

    “Estamos tentando lidar da melhor forma possível. Estamos procurando uma ajuda psicológica para mim e para minha mãe. Estamos agradecendo por estarmos vivos.”, conta Lucas.
    O motorista do caminhão que provocou o acidente foi hospitalizado e acabou preso em flagrante após receber alta do hospital. Ele foi solto pela Justiça após passar por audiência de custódia.

    Acidente na BR-153
    O engavetamento foi registrado na altura do quilômetro 314 da BR-153, no trevo de Campos Novos Paulista, por volta das 13h, de segunda-feira. O trecho está em obra e o tráfego estava fluindo em sistema Pare e Siga.

    De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um caminhão baú que seguia no sentido Marília (SP) da pista perdeu o freio durante uma ultrapassagem irregular e causou uma batida em sequência que envolveu três carros e outro caminhão. Todos estavam parados na pista por conta das obras.

    Quatro mortes foram confirmadas no local do acidente. Três das vítimas eram da mesma família, a professora da rede municipal de ensino de Ipaussu (SP) Vilma Bacochina Carrara, de 58 anos, e os pais dela, Adelina Bacochina e João Bacochina, ambos com 82 anos.

    A quarta vítima era Gustavo Araújo de Castro, de 38 anos, que estava no carro branco. Ele era morador de Marília.

    O marido de Vilma, Paulo Carrara, foi socorrido e levado à Santa Casa de Ourinhos (SP), onde permanecia internado na UTI até a última atualização desta reportagem. O estado de saúde é considerado estável. A família da professora Vilma seguia para uma consulta médica em Marília.

    O vendedor ambulante Claudino Lopes, de 57 anos, estava no local no momento do acidente e foi atingido pelos veículos. Ele também seguia internado no Hospital das Clínicas de Marília (SP) até a manhã desta sexta-feira.

     

  • Dupla é presa após fazer arrastão em Moema, Zona Sul de SP; 10 pessoas foram assaltadas em 11 minutos

    Dupla é presa após fazer arrastão em Moema, Zona Sul de SP; 10 pessoas foram assaltadas em 11 minutos

    Segundo a polícia, criminosos roubaram celulares de pedestres que caminhavam pelo bairro na noite desta quarta-feira (23). Dupla foi encontrada após polícia rastrear um dos aparelhos roubados.

    Dois homens foram presos após assaltarem 10 pedestres na noite desta quarta-feira (23), em Moema, Zona Sul de SP. Segundo a polícia, os criminosos roubaram as vítimas em apenas 11 minutos.

    Em entrevista à TV Globo, uma das pessoas abordadas contou que estava saindo do trabalho quando foi surpreendida pela dupla, que estava em uma moto vermelha.

    “Eles passaram de moto e o que estava na garupa tentou puxar minha mochila, mas não conseguiu porque a mochila estava presa no meu corpo. Logo em seguida pararam a moto na minha frente, apontaram a arma na minha cabeça, pediram o celular e disseram: passa o celular senão eu vou estourar os seus miolos”.

    “É uma sensação de desespero e abandono. Não tem o que você fazer, né? Você fica à merce dos bandidos com uma arma na sua cabeça por questão de um celular. Em questão de minutos eles podem tirar sua vida”, ressaltou.

    A menos de um quilômetro, dois amigos que voltavam do supermercado também foram assaltados pela mesma dupla. Os criminosos tentaram transferir dinheiro pelos aplicativos do celular.

    “Quando a gente chegou em casa, eu recebi 10 notificações no e-mail de tentativas de transferência. Então, conseguiram logo em seguida desbloquear meu celular, o aplicativo do banco e tentar fazer transferência”, afirmou o homem.

    Outra vítima, que foi assalta minutos após, relatou que foi agredida com coronhada antes de ter os objetos levados. “Eles sacaram a arma e aí o meu amigo entregou. Eu cogitei não entregar. Aí depois que ele falou ‘vai, mata’ e me deu uma coronhada na barriga, aí entreguei para eles”.

    Após registro das ocorrências, os policiais conseguiram localizar os criminosos depois de rastrear o celular de uma das vítimas. Eles foram encontrados na avenida Roberto Marinho e houve perseguição policial. Celulares e cartões roubados foram recuperados.

    Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que os roubos registrados no 27º DP, de Campo Belo, aumentou o número de roubos registrados no primeiro semestre. Em 2023 foram 918. Já em 2022, no mesmo período, tinham sido 844.

     

  • PM recebe chamado por violência doméstica e encontra armazém com 14 kg de cocaína em Indaiatuba

    PM recebe chamado por violência doméstica e encontra armazém com 14 kg de cocaína em Indaiatuba

    No local funcionava uma espécie de refinaria, onde havia substâncias e equipamentos para o preparo das drogas. Ninguém foi preso.

    A Polícia Militar descobriu um armazém de drogas em Indaiatuba (SP), na noite desta quarta-feira (23), depois de receber uma denúncia de violência doméstica. No local foram apreendidos cerca de 14 kg de cocaína.

    A suspeita é de que o denunciante queria indicar o local onde as substâncias eram armazenadas sem chamar atenção. O imóvel fica no Jardim Oliveira Camargo, aos fundos de um comércio que não tinha relação com o crime.

    Dentro havia uma espécie de refinaria. Além da cocaína, os agentes também encontraram 200 gramas de maconha e mais de seis mil frascos cheios. Havia ainda aparelhos como balanças, peneiras e insumos para mistura das drogas.

    Ninguém foi encontrado no local e, de acordo com a PM, os responsáveis pelos entorpecentes podem ter fugido ao descobrir que a polícia estava chegando. Apesar disso, o material foi apreendido e encaminhado para a delegacia.

  • PF de Campinas cumpre mandados de operação que investiga fraudes na concessão de benefícios do INSS

    PF de Campinas cumpre mandados de operação que investiga fraudes na concessão de benefícios do INSS

    Trabalhos começaram em 2019, quando um servidor foi preso por suspeita de cobrar propina. Nesta quarta são cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (23) dois mandados de busca e apreensão da Operação Teleworking, que investiga crimes contra o Ministério da Previdência Social.

    Os trabalhos têm relação com a operação inciada em 2019, quando um ex-servidor do INSS foi preso por suspeita de cobrar propina para liberar benefícios.

    Relembre e confira abaixo detalhes dessa nova etapa:

    🔎 O que mostram as investigações: de acordo com a polícia, foi constatado que o ex-servidor atuou diretamente em 248 procedimentos administrativos entre 2015 e 2019, sendo que há indícios de ilicitudes em ao menos 39 deles. O homem era servidor do órgão há 13 anos e trabalhava na agência Amoreiras.

    💰 Outros crimes na previdência: a partir de uma análise realizada por meio do Núcleo de Inteligência da Coordenação Geral da Inteligência Previdenciária (NUINT/CAS), após a prisão, foram coletados indícios da prática de outros crimes. Entre eles estão:

    inserção de dados falsos em sistemas de informações
    corrupção passiva
    advocacia administrativa
    indícios de envolvimento de outra pessoa, que teria praticado crime de corrupção ativa
    🚔 Novas buscas: essa etapa da operação foi autorizada pelo juízo da 1ª Vara Federal de Campinas e se direciona a endereços residencial e comercial ligados a segunda pessoa que estaria envolvida.

    💸 Prejuízos: Não foi calculado, até o presente momento, o montante do prejuízo causado.

    O nome da operação é uma alusão a forma como os investigados conversavam. A Polícia Federal afirma que eles usavam o WhatsApp para combinar e direcionar as práticas, que tinham como objetivo conceder benefícios previdenciários de forma fraudulenta.

    Para isso, faziam a inserção de dados falsos no sistema do INSS e realizavam atendimentos sem agendamento ou mesmo com a ausência de documentação comprobatória.

  • Mãe de aluno é suspeita de praticar intolerância religiosa após visita de estudantes a quilombo: ‘Verdadeira macumbaria’

    Mãe de aluno é suspeita de praticar intolerância religiosa após visita de estudantes a quilombo: ‘Verdadeira macumbaria’

    Mulher teria feito comentários ofensivos em um grupo de WhatsApp com pais e mães de alunos, após uma visita dos estudantes ao quilombo Cafundó, em Salto de Pirapora (SP). Caso foi registrado na delegacia.

    A mãe de um aluno de uma escola estadual de Salto de Pirapora (SP) é suspeita de ter praticado intolerância religiosa após uma visita dos estudantes ao quilombo Cafundó, na sexta-feira (18).

    De acordo com o boletim de ocorrência, após o passeio, lideranças do quilombo receberam prints de conversas no WhatsApp que mostram a suspeita dizendo que o local visitado era uma “verdadeira macumbaria” (veja acima).

    Segundo Cintia Delgado, uma das líderes da comunidade, o trabalho de visitas ao quilombo é feito há muito tempo e serve para ensinar a população sobre as tradições e a importância quilombola.

    “Nós recebemos várias escolas de todo o estado, tanto da rede pública, quanto da privada. Recebemos universidades, agências de turismo… É um trabalho de anos e esta é a primeira vez que somos tratados desta forma”, afirma.

    Além de representantes do quilombo, a mãe de um estudante também compareceu à delegacia para prestar depoimento.

    De acordo com o BO, a mulher, que participa do grupo no WhatsApp com pais e responsáveis da escola, afirma que viu os comentários da suspeita, além de fotos que mostram ambientes do quilombo.

    A professora responsável pela turma que visitou o Cafundó, que não quis se identificar, disse que os estudantes são do 7º ano e têm idade entre 12 e 13 anos. Segundo ela, o filho da suspeita não participou da atividade.

    “O filho dessa pessoa não é meu aluno e não foi ao quilombo. A mulher viu as fotos dos meus estudantes nas redes sociais e se incomodou de eu levá-los para realizar o trabalho de campo ao quilombo”, explica.

    Conforme a professora, o trabalho faz parte do currículo escolar do ano letivo, que está ensinando sobre comunidades tradicionais.

    O caso foi registrado na Polícia Civil na segunda-feira (21).

    O g1 não conseguiu contato com a mãe que fez os comentários relacionados ao quilombo Cafundó no grupo de WhatsApp. A reportagem também pediu um posicionamento à Secretaria Estadual da Educação, que ainda não retornou.