Categoria: Novidades

  • Polícia Federal prende jovem de 22 anos em operação contra uso de notas de dinheiro falsas

    Polícia Federal prende jovem de 22 anos em operação contra uso de notas de dinheiro falsas

    Ação em conjunto com a PM na manhã desta terça-feira (12) visa coibir circulação de notas falsas em Guaratinguetá, Potim e Lorena.

    Um jovem de 22 anos foi preso na manhã desta terça-feira (12) em uma operação das Polícias Federal e Militar contra a circulação de notas falsas. A prisão foi feita em Potim (SP), mas a ação também cumpriu mandados de busca e apreensão em Lorena (SP) e Guaratinguetá (SP).

    A partir de três diferentes investigações, a Polícia Federal descobriu que quatros suspeitos receberam notas falsificadas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200 pelos Correios e introduziram no comércio local.

    Na ação desta terça-feira (12), um homem de 22 anos foi preso dentro de casa. Após busca pelo lugar, uma nota falsificada de R$ 50 foi encontrada. Ele permanece preso, à disposição da Justiça.

    Em Lorena, um outro jovem, de 20 anos, já havia sido preso pela PF em dezembro do ano passado, ao ser flagrados com vinte notas falsas de R$ 50.

    A pena para quem introduz moeda falsa em circulação é de três a 12 anos de prisão.

     

  • Mulher diz que ex debochou de medida protetiva antes de atirar na cabeça dela: ‘isso não funciona’

    Mulher diz que ex debochou de medida protetiva antes de atirar na cabeça dela: ‘isso não funciona’

    Fernanda Marcelino, de 41 anos, levou três tiros dentro de um comércio em Peruíbe (SP). A vítima está internada e contou à polícia que o ex-marido foi o autor do crime.

    Fernanda Marcelino, a mulher que foi baleada na cabeça, tórax e na mão em Peruíbe, no litoral de São Paulo, guardou as últimas palavras ditas pelo ex-marido antes de atirar nela. A vítima contou ao g1, nesta sexta-feira (8), que o homem ‘debochou’ da medida protetiva contra ele e disse que nada o impediria de ‘completar o serviço’. “Estou aqui para provar que isso não funciona”, lembrou.

    O crime aconteceu dentro da papelaria de Fernanda, no bairro Jardim Peruíbe. A vítima contou ter sido pega ‘de surpresa’ pelo homem, que, segundo ela, não aceitava o término do relacionamento. Ela está internada no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, com o estado de saúde estável. A Polícia Civil investiga o caso e procura o autor.

    “Entrou na loja e falou: ‘Estou aqui para fazer o serviço e provar para você que a medida protetiva não funciona, e que nem seu pai nem ninguém vai impedir o que vim fazer’”, lembrou Fernanda.

    Diálogo antes dos tiros
    A vítima relatou que, na data do ocorrido, o homem apareceu na papelaria sem avisar, desrespeitando a medida protetiva que o obrigava a manter distância dela. Durante a breve conversa antes de atirar, segundo ela, o suspeito a acusou de tê-lo humilhado por ‘estar feliz’ e por acionar as autoridades.

    “Inventou coisas da cabeça dele sobre eu estar ‘vivendo uma vida muito feliz’ pela cidade. Disse que não admitia isso”, lembrou . “Disse que eu o estava humilhando pelo fato de pedir medida protetiva”.

    Fernanda relatou ter terminado o relacionamento há aproximadamente um mês. Ela explicou também que, em outras tentativas de rompimento, acabou sendo ameaçada de morte pelo homem. “Desta vez, em vez de voltar para as manipulações dele, fui até a delegacia e pedi a medida protetiva”, ressaltou.

    A mulher disse ao g1 que reconhece ter cometido um ‘erro’ durante o processo: não denunciar o ex-companheiro quando ele desrespeitou a medida protetiva. “Entrou em contato comigo [antes da data do crime] mesmo ciente de que não poderia. Eu fui ‘amiga’ e não denunciei. Se tivesse feito isso na primeira vez, ele poderia ter sido preso e nada disso teria acontecido”, complementou.

    “As mulheres precisam, sim, falar e pedir socorro. Sair daquele discurso de que ‘não adianta’. Adianta sim! Temos que ser corajosas e lutar pelas nossas vidas”, alertou a vítima.

    Medida protetiva
    O g1 conversou com a delegada coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) do Estado de São Paulo, Jamila Jorge Ferrari, sobre violência contra as mulheres e medidas protetivas.

    Segundo ela, é importante que as vítimas registrem boletins de ocorrência contra os autores no primeiro sinal de violência. “Muitas pessoas podem falar: ‘Ah, mas ele só te xingou’. Mas isso já é um crime, é uma violência moral”, exemplificou.

    A delegada acrescentou que, a partir do momento em que um BO do tipo é registrado, o agressor passa a ser ‘monitorado’ pela polícia e também pelo Estado.

    Como pedir a medida protetiva?
    De acordo com Jamila, a medida protetiva pode ser solicitada em qualquer delegacia, constituindo um advogado ou diretamente no Ministério Público.

    No caso do pedido feito por meio de uma delegacia, por exemplo, a Polícia Civil tem até 48 horas para encaminhar a solicitação ao Poder Judiciário, conforme explicado pela delegada. “A lei determina que seja rápido o encaminhamento e análise desse pedido”, complementou.

    Descumprimento de medidas protetivas
    Segundo Jamila, o descumprimento da medida protetiva é crime. Em casos assim, o suspeito pode ser detido em dois tipos de situações: em flagrante, caso seja visto pelas autoridades durante o ato, ou na sequência, quando um delegado pode solicitar a prisão preventiva dele.

    Nota do hospital sobre Fernanda
    O Complexo Hospitalar Irmã Dulce informou ao g1 que a paciente passou por exames, foi atendida por equipe multidisciplinar e recebeu toda a assistência necessária conforme seu caso clínico.

    A unidade de saúde acrescentou que, no momento, o estado de saúde é estável e ela permanece em acompanhamento na enfermaria cirúrgica.

    Entenda o caso

    A tentativa de feminicídio ocorreu na papelaria que pertence à vítima, no bairro Jardim Peruíbe. De acordo com a SSP-SP, a própria vítima informou aos policiais militares que atenderam a ocorrência, ainda na UPA, que o crime foi cometido pelo ex-marido dela, de 45 anos.

    Conforme informado pela pasta, as autoridades solicitaram perícia no local do crime. Segundo o boletim de ocorrência, um perito localizou um revólver calibre .38, com numeração raspada, além de três projéteis – referentes aos três tiros sofridos pela vítima – no endereço da papelaria.

    O caso foi registrado como violência doméstica e tentativa de feminicídio na Delegacia de Peruíbe e é investigado pela Polícia Civil.

     

     

  • Júri popular absolve ex-GCM acusado de matar menino de 11 anos com tiro na cabeça durante perseguição em 2016 em SP

    Júri popular absolve ex-GCM acusado de matar menino de 11 anos com tiro na cabeça durante perseguição em 2016 em SP

    Caio Muratori foi julgado e inocentado nesta terça (5) pelo assassinato de Waldik Chagas. Ele respondia ao crime em liberdade. Réu era guarda-civil metropolitano quando atirou contra o carro furtado no qual criança e dois adolescentes estavam. Acusado alegou legítima defesa.

    Um júri popular inocentou nesta terça-feira (5) o ex-guarda-civil metropolitano Caio Muratori, acusado de matar com um tiro na cabeça o menino Waldik Gabriel Silva Chagas, o Biel, de 11 anos, durante perseguição a um carro furtado. O crime ocorreu em 26 de junho de 2016, em Guaianazes, na Zona Leste da capital.

    O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste. Após a maioria dos jurados votar pela inocência do réu, o juiz Jair Antonio Pena Júnior, da 1ª Vara do Júri, deu a sentença de absolvição. Caio já respondia ao crime em liberdade.

    O caso teve repercussão à época porque a criança e dois adolescentes, de 12 e 14 anos, acusados de furtar o Chevette, não estavam armados, segundo o Ministério Público (MP). Mas mesmo assim, Caio, que era agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM), atirou quatro vezes contra o veículo. Além dele, outros dois guardas estavam na viatura, mas não atiraram.

    Segundo Caio, ele atirou nos pneus do Chevette porque a viatura da GCM havia sido recebida por três tiros pelos ocupantes do automóvel furtado. Mas um dos disparos feitos pelo então guarda perfurou o vidro traseiro do carro e atingiu a nuca de Waldik, que estava no banco de trás. A viatura ainda bateu em outro veículo, enquanto os dois adolescentes fugiram do Chevette e foram encontrados depois.

    O que diz o réu

    Na época, o guarda foi preso em flagrante pela Polícia Civil pelo assassinato de Waldik, mas como pagou fiança, acabou solto. Ainda em 2016 a GCM demitiu o funcionário por causa de seu envolvimento no caso.

    O g1 não conseguiu localizar o réu para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem.

    Seu advogado, Renato Soares do Nascimento, defendeu a tese de que seu cliente atirou em legítima defesa para revidar os disparos feitos pelos ladrões.

    “As provas periciais demonstram que o veículo sofreu disparos de arma de fogo dos indivíduos que furtaram o Chevette. Ademais, foi constatado pelo Instituto de Criminalística que foram efetuados disparos de dentro do automóvel furtado, o que demonstrou de forma inequívoca que os disparos efetuados pelo guarda foram em legítima defesa”, disse Renato.
    Apesar disso, nenhuma arma foi encontrada com os suspeitos e laudos periciais e depoimentos de testemunhas demonstraram que os ladrões não atiraram contra a viatura da GCM.

    ‘Não houve confronto’

    Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, que acompanhou o caso desde o início, Waldik estava no banco de trás do carro quando foi atingido por um dos disparos feitos pelo então GCM. Nos bancos dianteiros estavam outros dois adolescentes: um carona e o que dirigia o veículo furtado.

    “O disparo atingiu a cabeça do menino. Não houve confronto. As investigações do DHPP [Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa] comprovaram que os dois adolescentes e a criança de 11 anos não reagiram. Não houve nenhuma troca de tiros. O único que efetuou disparos foi o guarda”, falou Ariel.
    O menino baleado ainda foi socorrido ferido e levado na viatura da GCM até um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    Laudo e depoimentos

    O laudo necroscópico comprovou que o tiro que matou Waldik saiu da arma de Caio. Durante a audiência do caso, ele chegou a dizer que viu um clarão no interior do Chevette furtado e atirou porque “julgou ser disparo de arma de fogo”. Mas na mesma audiência falou depois que revidou atirando depois que “o passageiro do banco dianteiro, durante a perseguição, efetuou ao menos três disparos em direção da viatura da GCM”.

    Além do depoimento contraditório de Caio, os outros guardas-civis que estavam com ele na viatura não confirmaram a versão do colega de que os ladrões do carro atiraram, dizendo não ter certeza disso. Outro ponto que contradiz o então GCM é o fato de que a janela do carona estava fechada porque a maçaneta havia sido quebrada. Os próprios donos do veículo confirmaram essa informação, dizendo que o carro já estava com o problema antes do furto, e o vidro da janela não abria.

    Segundo a Prefeitura de São Paulo , Caio foi demitido da GCM ainda em 2016 em razão do seu envolvimento na morte de Waldik,

     

  • Trio é preso suspeito de furtar materiais de metalúrgica que explodiu em Cabreúva

    Trio é preso suspeito de furtar materiais de metalúrgica que explodiu em Cabreúva

    Cabos de cobre furtados da metalúrgica foram encontrados na carroceria do veículo dos suspeitos. Material foi apreendido e devolvido para o responsável pela metalúrgica. Explosão no local deixou três mortos e dezenas de feridos.

    Três pessoas foram presas na madrugada desta terça-feira (5) por suspeita de furtarem fios e cabos de cobre da metalúrgica Tex Tarugos, que ficou destruída após uma explosão que matou três pessoas e deixou dezenas de feridos na sexta-feira (1º), em Cabreúva (SP).

    Segundo a Polícia Militar, o trio foi detido após a caminhonete em que estavam passar em alta velocidade pela Avenida Francisco Botti, com os faróis apagados. Ao virem a viatura da polícia, os suspeitos tentaram fugir.

    Com eles, a polícia encontrou porções de maconha e diversas ferramentas, como alicate, serra elétrica, lanterna e luvas. Os cabos de cobre furtados da metalúrgica foram encontrados na carroceria do veículo.

    Ainda conforme a corporação, o trio já possui passagem por homicídio, roubos, furtos e tráfico de drogas. O material apreendido foi devolvido ao representante da empresa e os suspeitos levados para o plantão policial de Cabreúva, onde permaneceram presos.

  • Trio é preso após invadir lanchonete e fazer reféns durante assalto em Sumaré

    Trio é preso após invadir lanchonete e fazer reféns durante assalto em Sumaré

    Câmeras do circuito de segurança do estabelecimento registraram a ação. Suspeitos foram localizados já em Hortolândia durante a fuga; quarto homem não foi localizado.

    Três homens, sendo dois adolescentes, foram detidos após assaltar uma lanchonete e fazer clientes e funcionários reféns, no Jardim Morada do Sol, em Sumaré (SP), na noite de domingo (3). Câmeras do circuito de segurança do estabelecimento registraram a ação.

    Nas imagens, é possível ver que um dos suspeitos, armado, chega a escorregar quando anuncia o roubo. Eles rendem as pessoas no comércio e fogem com o dinheiro em um carro modelo Fiat Uno, que estava com um quarto criminoso dentro do automóvel esperando o grupo sair.

    A Polícia Militar foi acionada e encontrou o carro já no Jardim Colina, em Hortolândia (SP). Três dos quatro suspeitos tentaram fugir a pé. Dois deles foram localizados pela corporação em uma área de mata e o terceiro tentou se passar por cliente em uma farmácia.

    O grupo foi detido e o quarto homem não foi localizado até a publicação. O suspeito maior de idade permaneceu preso e os dois adolescentes foram apreendidos. O veículo usado na fuga foi recolhido ao pátio por estar com documentação vencida.

     

     

  • Homem é preso suspeito de atropelar e matar mulher a tiros em rodovia de Bálsamo

    Homem é preso suspeito de atropelar e matar mulher a tiros em rodovia de Bálsamo

    Justiça decretou prisão temporária do suspeito, que foi encontrado em um ônibus abordado em Simolândia (GO).

    O homem suspeito de matar uma mulher a tiros na Rodovia Euclides da Cunha, em Bálsamo (SP), foi preso na quinta-feira (31) em Simolândia (GO).

    Luciane Albino de Freitas Lima, de 39 anos, estava em uma moto com o namorado quando um carro bateu na traseira do veículo. Quando o casal caiu, o motorista atirou contra as vítimas e fugiu, na manhã de terça-feira (29).

    A mulher foi atingida por dois tiros e encaminhada para o pronto-socorro de Bálsamo, mas não resistiu aos ferimentos. Já o homem não foi baleado, mas ficou ferido no acidente e foi encaminhado ao Hospital de Base.

    A Justiça decretou a prisão temporária do homem, que é ex-namorado da vítima. Ele foi encontrado dentro de um ônibus em uma ação conjunta da Polícia Militar de São Paulo e Goiás, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil.

    O autor foi preso por feminicídio e permaneceu à disposição da Justiça.

     

  • Polícia Civil de Rio Preto faz operação e prende suspeitos de aplicar golpe do falso boleto

    Polícia Civil de Rio Preto faz operação e prende suspeitos de aplicar golpe do falso boleto

    Foram encontrados cartões bancários, anotações e aparelhos celulares durante ação nas cidades de Trindade e Porangatu (GO). Duas pessoas foram presas.

    A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (31), durante operação contra uma quadrilha suspeita de aplicar golpes do falso boleto.

    Segundo a polícia, duas pessoas foram presas durante os mandados de busca e apreensão nas cidades de Trindade e Porangatu (GO). Com os suspeitos foram encontrados cartões bancários, anotações e aparelhos celulares.

    Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos enviavam falsos boletos bancários em nome de instituições. Acreditando que estavam pagando contas, as vítimas efetuavam os depósitos.

    A polícia acredita que os criminosos geraram prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil às vítimas do estado de São Paulo. O caso segue sendo investigado.

     

  • TCE julga irregular contrato de R$ 14 milhões entre Prefeitura de Sorocaba e instituto de saúde

    TCE julga irregular contrato de R$ 14 milhões entre Prefeitura de Sorocaba e instituto de saúde

    Contrato foi efetivado para administração e execução das ações e serviços de saúde na UPA do Éden. Decisão é de terça-feira (29) e cabe recurso.

    Um contrato de mais de R$ 14 milhões entre a Prefeitura de Sorocaba (SP) e uma entidade do terceiro setor que atua na área da saúde foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) na terça-feira (29). Cabe recurso à decisão.

    Entre as alegações estão despesas impróprias e divergências contábeis. As afirmações foram do conselheiro Robson Marinho, que é relator do caso no TCE. Além disso, ele apontou ausência de relatório de atividades na execução do contrato.

    O contrato foi celebrado entre a Prefeitura de Sorocaba e o Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Aceni), e cita como responsáveis o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), Claudio Pompeo Chagas Dias, atual secretário de Saúde; e Sérgio Ricardo Peralta, diretor-presidente do Aceni.

    O valor total é de R$ 14.394.197,84, do exercício de 2021, primeiro ano da atual gestão. O objeto era a administração, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden.

    O Ministério Público de Contas (MPC) já havia se manifestado pela irregularidade da matéria.

    A Prefeitura de Sorocaba afirmou que ainda não foi notificada da decisão. Ainda sobre as contas relativas ao exercício de 2021, o Executivo lembra que o TCE as aprovou recentemente.

    Ninguém da Aceni foi localizado para comentar a decisão do Tribunal de Contas.

    2º contrato irregular
    Em 26 de junho deste ano, o TCE já julgou irregular o contrato com dispensa de licitação, também para a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden. Nesse caso, o valor era de R$ 8 milhões.

    De acordo com o TCE, não foi comprovada a situação emergencial para o contrato e também não foi provada a questão da economicidade.

    Por isso, além de não ser uma contratação que mereceria urgência, o TCE entendeu que o valor pago foi maior do que poderia custar.

  • Marcos Mion se manifesta após professora hostilizar aluna deficiente em sala de aula em Sales Oliveira: ‘Isso me destrói’

    Marcos Mion se manifesta após professora hostilizar aluna deficiente em sala de aula em Sales Oliveira: ‘Isso me destrói’

    Professora se irritou e arrancou carteira de aluna de 13 anos na Escola Estadual Capitão Getúlio Lima. Comportamento foi filmado e a docente foi afastada das funções.

    O apresentador Marcos Mion usou seu perfil em uma rede social para se manifestar sobre o episódio em que uma adolescente com deficiência intelectual foi hostilizada por uma professora dentro de sala em Sales Oliveira (SP).

    “Isso me destrói. Não é possível. Até quando os profissionais que são obrigados a lidar com crianças com deficiência intelectual não serão qualificados? Isso não é forma de lidar com nenhuma criança, mas com uma deficiente intelectual que não dormiu ou empurrou por mal, com a intenção que um neurotípico pode ter, tona tudo ainda pior. Governo, instrução para os profissionais urgente. E que as medidas corretas sejam tomadas nesse caso”, escreveu Mion.

    O caso aconteceu na última quinta-feira (24) em uma sala do 7º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Capitão Getúlio Lima.

    A menina de 13 anos aparece reclinada sobre a carteira, enquanto a professora, de pé, parece tentar chamá-la. A menina reage e parece haver um toque entre elas. Em seguida, a professora arranca a carteira. Ela manda a aluna ir para a diretoria e diz que vai fazer um boletim de ocorrência porque diz ter sido agredida por jovem.

    À reportagem, os pais da estudante disseram não terem sido acionados pela direção da escola sobre a suspensão da aluna e informaram que a menina tem depressão e toma remédios controlados. A família vive em Cândia, distrito de Pontal (SP).

    “Eles na escola sabem o relatório da minha menina, então na hora que eu vi aquilo ali como mãe eu estou arrasada, arrasada mesmo”, afirma a caseira Edinalda Moreira Ferreira, mãe da menina.

    O caso chegou ao conhecimento da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo depois que as imagens, feitas por um aluno com um celular, circularam nas redes sociais.

    De acordo com Edinalda, a menina não quer voltar à escola após o episódio. Na opinião da mãe, não há justificativa para a forma como a filha foi tratada. Ela também questiona uma eventual alegação de que a menina tenha agredido a professora.

    “Isso é um trauma que ela vai carregar, ela não quer mais ir pra escola, ela tem 13 anos, é uma adolescente. Isso, como mãe, dói, porque a gente quer proteção, quer proteger o filho da gente.”

    Procurada, a Secretaria Estadual de Educação informou que repudia toda e qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar e que a professora foi afastada da sala de aula. Uma apuração foi aberta, sendo que o contrato pode ser cancelado ao fim do processo.

    A pasta também comunicou que, assim que soube o que aconteceu, entrou em contato com os pais da aluna para prestar todos os esclarecimentos.

  • Alesp aprova lei que obriga bares e restaurantes a fornecer água filtrada de graça em SP

    Alesp aprova lei que obriga bares e restaurantes a fornecer água filtrada de graça em SP

    Texto foi encaminhado para governador Tarcísio de Freitas, que pode ou não sancioná-lo. Capital tem legislação parecida.

    Os deputados estaduais aprovaram, em 8 de agosto, um projeto de lei que obriga bares, restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos similares a oferecer água potável de graça e à vontade a seus clientes. O texto foi encaminhado para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pode ou não sancioná-lo.

    Segundo o projeto de lei, de autoria do deputado Átila Jacomussi (Solidariedade), os estabelecimentos deverão deixar visível, seja no cardápio ou em cartazes, que a água potável está disponível.

    “De fato, a oferta de água é comum nos estabelecimentos. O incomum é a oferta de água potável filtrada. A filtragem é importante para reter possíveis partículas, como areia, barro, ferrugem, poeira e outros sedimentos, retirar o excesso de cloro e efetuar o controle biológico. Isso contribui para a prevenção de doenças”, afirma Jacomussi, em seu texto de justificativa da proposta.

    A capital paulista também tem uma legislação parecida. No entanto, bares e restaurantes de São Paulo associados à Confederação Nacional do Turismo (CNTur) entraram na Justiça pedindo a revogação da lei que obriga estabelecimentos a oferecer água filtrada gratuitamente, e a discussão está atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), no aguardo de análises de recursos.

    Lei municipal

    Bares e restaurantes de São Paulo associados à Confederação Nacional do Turismo (CNTur), entraram na Justiça pedindo a revogação da lei municipal em março deste ano.

    A lei foi sancionada em setembro de 2020. Mas só entrou em vigor em setembro de 2021. O texto determinava que estabelecimentos deveriam incluir a oferta de água no cardápio, de modo visível, informando os consumidores que havia “água da casa”, e ela deveria ser dada ao cliente sempre que solicitada.

    Em nota, a CNtur informou que, em agosto de 2021, ajuizou uma ação contra a lei para diminuir os prejuízos do setor, um dos mais afetados economicamente pela pandemia de Covid-19.

    Em junho de 2022, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou a lei inconstitucional. A prefeitura da capital recorreu a decisão. O TJ, então, acatou e determinou o encaminhamento do processo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    O processo foi encaminhado ao STF em fevereiro deste ano, e o relator é o ministro Edson Fachin.

    Em nota encaminhada ao g1, a CNTur argumenta que a oferta de água filtrada “demanda custos aos estabelecimentos sem qualquer contrapartida do Município. Os estabelecimentos não só deixam de obter receita com a venda de água engarrafada, mas também devem dispor de filtros para oferecimento de água própria para consumo de forma gratuita” (veja nota completa no final da reportagem).

    A respeito da necessidade de filtrar a água, a confederação diz também que “a água da torneira no Brasil não é própria para consumo, não podendo ser oferecida aos consumidores”.

    A Prefeitura de São Paulo informou que “entrou com Recurso Extraordinário, assim como a Câmara Municipal e Ministério Público, em relação à ADI que foi julgada procedente pelo TJ/SP, para declarar a inconstitucionalidade da Lei nº 17.453/2020, de 09 de setembro de 2020, do Município de São Paulo, que “dispõe sobre a oferta gratuita de Água da Casa nos estabelecimentos comerciais que especifica”. O município aguarda julgamento pelo Superior Tribunal Federal”.

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL) enviou um ofício à CNTur pedindo que a confederação desista da ação no STF . No documento, a deputada argumenta que “o acesso à água por meio dos restaurantes é o único meio de acesso à água potável para muitas pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, que não possuem condições financeiras para adquiri-la em outros locais. Negar esse acesso é uma violação aos direitos humanos dessas pessoas e fere a dignidade humana”.

    O que diz a CNTur
    “A Lei nº 17.543/2020 do Município de São Paulo, mais conhecida como Lei da Água da Casa, foi declarada inconstitucional em ação direta de inconstitucionalidade proposta em nome da Confederação Nacional de Turismo – CNTUR.

    A lei foi promulgada em dezembro de 2020, mas em agosto de 2021, antes da entrada em vigor da lei, que só ocorreria em dezembro de 2021, a CNTUR ajuizou a ação em questão para diminuir os prejuízos do setor, que foi um dos mais afetados economicamente pela pandemia da COVID-19.

    A Lei da Água da casa obrigava os restaurantes, bares e similares a servirem água filtrada a seus clientes, sempre que solicitado de forma gratuita.

    O Órgão Especial, que reúne o presidente e os desembargadores mais antigos do Tribunal de Justiça de São Paulo, acolheu os argumentos apresentados pela CNTUR em sua maioria, com apenas dois votos contrários, reconhecendo que a Lei da Água da Casa infringe os princípios constitucionais da livre iniciativa e da razoabilidade.

    Isso ocorreu porque trata-se de oferta de água filtrada, o que demanda custos aos estabelecimentos sem qualquer contrapartida do Município. Os estabelecimentos não só deixam de obter receita com a venda de água engarrafada, mas também devem dispor de filtros para oferecimento de água própria para consumo de forma gratuita.

    Vale lembrar que, diferentemente do que ocorre em outros países em que os restaurantes e similares oferecem água gratuitamente, a água da torneira no Brasil não é própria para consumo, não podendo ser oferecida aos consumidores. Nesses países, não há custos adicionais para esse serviço, motivo pelo qual não representa prejuízo assim como ocorre para os estabelecimentos paulistanos.

    A CNTUR não é contra o oferecimento da Água da Casa pelos estabelecimentos, mas sim contra a obrigatoriedade desse serviço. A Ação foi ajuizada, então, para afastar a obrigatoriedade, para que essa seja uma prática voluntária dos estabelecimentos, como forma de incremento à atividade comercial.

    A Prefeitura do Município de São Paulo recorreu dessa decisão, mas o recurso ainda está pendente de julgamento no STF”.