Categoria: Novidades

  • Homem suspeito pela morte de professora em Caçapava é preso em São José dos Campos

    Homem suspeito pela morte de professora em Caçapava é preso em São José dos Campos

    O corpo da vítima foi encontrado carbonizado na zona rural de Caçapava no fim de setembro.

    Um homem suspeito de ter participado da morte de uma professora em Caçapava, em setembro deste ano, foi encontrado e preso em São José dos Campos na manhã desta terça-feira (17).

    O caso aconteceu no dia 23 de setembro, quando o corpo de uma mulher foi encontrado carbonizado na zona rural de Caçapava – leia mais detalhes abaixo.

    De acordo com informações do boletim de ocorrência, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra Cleil Gabriel Pereira Filho, que foi encontrado em uma casa no Conjunto 31 de março, zona sul de São José.

    Os agentes apreenderam ainda objetos que ajudarão na continuidade das investigações. O suspeito, que tem 43 anos e tentou fugir, era procurado também por dois casos de estelionato.

    Além dele, um outro homem, de 37 anos, foi preso na mesma casa. Ele era procurado por tráfico de drogas em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

    Em seguida, os policiais foram até o bairro Rio Cumprido, em Jacareí, onde cumpriram um mandado de busca e apreensão também relacionado ao assassinato da mulher.

    Segundo a Polícia Civil, a vítima foi morta no bairro Tijuco Preto e teve o corpo carbonizado. O crime foi cometido por dinheiro. A mulher vendeu um imóvel e os criminosos queriam roubar o valor da venda.

     

  • Justiça torna ré por tentativa de homicídio motorista que atropelou quatro mulheres e bateu em dois carros em SP

    Justiça torna ré por tentativa de homicídio motorista que atropelou quatro mulheres e bateu em dois carros em SP

    Juliana Schmidt Daniel negou acusação, disse ter sido xingada e agredida, que não quis atingir ou tentar matar ninguém. Vídeo mostra atropelamento após discussão por vaga em estacionamento de salão de beleza em Taboão da Serra, Grande SP. Analista segue presa.

    A Justiça aceitou nesta terça-feira (17) a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou ré por tentativa de homicídio a motorista presa por atropelar quatro mulheres e bater em dois carros, na semana passada, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A pedido da Promotoria, ela continuará detida até o seu provável julgamento.

    O caso ocorreu na última quarta-feira (11) no estacionamento de um salão de beleza e repercutiu na imprensa e nas redes sociais. Câmeras de segurança gravaram o momento em que a analista de sistemas Juliana Schmidt Daniel, de 32 anos, dá marcha à ré e depois acelera seu carro para frente, atingido as vítimas, que ficaram feridas sem gravidade (veja acima). Outras quatro pessoas foram atingidas pelo Hyundai HB20 branco dela, mas não se machucaram.

    As quatro mulheres atropeladas, de 31, 32, 41 e 44 anos, disseram no processo que Juliana ameaçou matá-las após discutirem por causa de uma vaga no estacionamento do salão. A motorista negou as acusações, disse que foi xingada e agredida antes por diversas pessoas, que engatou a ré por engano e que não quis atingir ou tentar matar ninguém.

    Segundo as vítimas, Juliana parou o veículo dela no local, mas não era cliente do salão, para ir com a filha criança a outro estabelecimento vizinho.

    Quando voltou com a menina, Juliana não conseguiu tirar o Hyundai porque o dono do salão parou o carro dele na frente do dela, bloqueando sua saída. Ao tentar deixar o lugar, a motorista encostou o veículo no automóvel de uma cliente, o que gerou bate-boca.

    As mulheres que estavam dentro do salão, clientes e funcionárias, saíram com o dono do lugar. As imagens mostram o grupo cercando Juliana e discutindo e trocando empurrões com ela, que entra no seu Hyundai, onde já estava a filha. Em seguida, a mulher engata a ré e atropela as pessoas. Depois acelera para frente a atinge mais uma pessoa.

    Nas cenas é possível ver uma pessoas se aproximar da porta do banco do carona do carro de Juliana, onde estava a filha dela. Em seguida ele tira a chave do contato do veículo. A Guarda Civil Municipal (GCM) foi chamada e prendeu a mulher em flagrante.

    Ela foi levada para o 1º Distrito Policial (DP) da cidade, onde acabou indiciada por tentativa de assassinato. O g1 não conseguiu localizar a sua defesa até a última atualização desta reportagem. A motorista negou ter cometido o crime e alegou inocência em seu interrogatório. Durante a audiência de custódia na Justiça, Juliana teve a prisão em flagrante convertida em preventiva a pedido do Ministério Público.

    Para o promotor Severino Antonio Tavares Moreira Barbosa, responsável pela denúncia do MP contra Juliana, a mulher cometeu um crime por “motivo fútil” após discussão por “uma mera vaga de estacionamento”. Segundo a Promotoria, a motorista ainda usou o próprio carro para dificultar a defesa das vítimas, que “foram atingidas de surpresa”.

    O juiz Gustavo de Azevedo Marchi, da 1ª Vara Criminal de Taboão, aceitou a acusação da Promotoria e tornou Juliana ré no processo. Caberá ao magistrado marcar uma data para a audiência de instrução, quando depois decidirá se submeterá a acusada a julgamento.

     

  • Justiça mantém prisão temporária de suspeito de atirar contra Mingau, do Ultraje a Rigor

    Justiça mantém prisão temporária de suspeito de atirar contra Mingau, do Ultraje a Rigor

    Pablo William da Silva Mostarda, de 29 anos, foi detido em uma residência na zona rural de Taubaté no último sábado (14). Prisão temporária é válida por 30 dias.

    A Justiça manteve a prisão temporária do homem suspeito de ter atirado contra o baixista da banda Ultraje a Rigor, Rinaldo Oliveira Amaral, mais conhecido como Mingau. Ele foi preso no sábado (14).

    Pablo William da Silva Mostarda, de 29 anos, foi detido próximo a uma residência na zona rural da cidade. Segundo a Policia Civil, ele é um dos suspeitos de ter tentado matar o artista em Paraty, no início de setembro – leia mais detalhes abaixo.

    De acordo com o Tribunal de Justiça, Pablo teve a prisão temporária decretada por um prazo de 30 dias. A audiência de custódia foi realizada neste domingo (15). O g1 tenta localizar o responsável pela defesa do suspeito.

    “Verificou-se que não houve qualquer ilegalidade ou irregularidade no cumprimento da prisão de Pablo Willian da Silva Mostarda, que foi mantido preso”, informou o TJ.

    A prisão
    A polícia prendeu, no último sábado (14), em Taubaté, no interior de São Paulo, o quarto suspeito de atirar no baixista da banda Ultraje a Rigor, Rinaldo Oliveira Amaral, mais conhecido como Mingau.

    Pablo William da Silva Mostarda, de 29 anos, foi detido próximo a uma residência na zona rural da cidade, perto da Estrada do Barreiro. O local onde ele foi encontrado era uma fazenda e, há alguns anos, foi loteada.

    Segundo o boletim de ocorrência, no local, ao receber a abordagem da Polícia Militar, Pablo tentou fugir e se feriu enquanto corrida dos policiais.

    O g1 apurou ainda que, na tentativa de fuga, ele pulou muros de condomínios, além de cercas de arame farpado. As equipes da PM que estavam no local iniciaram a perseguição, que durou poucos minutos.

    Após pular o muro de um condomínio, Pablo foi para uma área de pasto atrás do loteamento, onde foi detido pelos militares.

    Durante a tentativa de fuga, ele ficou ferido na perna direita e nas mãos. Devido aos ferimentos, ele foi levado ao pronto-socorro municipal de Taubaté e, após ser atendido, foi encaminhado ao 1º DP.

    O crime
    Dos cinco suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio, a polícia já prendeu quatro: além de Pablo, foram detidos João Vitor da Silva, Lorran Nascimento Moraes e Ray Limeira Belchior. Resta apenas o suspeito Hiago Lourenço da Silva, de 22 anos.

    Mingau continua internado no Hospital São Luiz da Rede D’Or. De acordo com o último boletim médico, divulgado na última sexta-feira (13), o quadro é estável.

    Mingau foi ferido no dia 2 de setembro, quando passeava de carro perto da Praça do Ovo, na Ilha das Cobras, em Paraty, no Rio de Janeiro. Um amigo do músico contou à Polícia Civil que os dois estavam indo fazer um lanche, quando o carro em que estavam foi alvo de disparos.

    Segundo a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, o acompanhante de Mingau deu outra versão quando foi ouvido: a de que eles estavam indo comprar drogas.

    De acordo com a 167º Delegacia de Polícia (DP), que investiga o caso, a região de Paraty onde o músico foi baleado tem a presença constante do tráfico de drogas e é conhecida como ponto de venda de entorpecentes.

    Após ser baleado, Mingau foi socorrido e levado de ambulância ao Hospital Municipal Hugo Miranda, em Paraty.

    Ele fez aniversário em 3 de setembro, um dia após o crime. O baixista está no Ultraje a Rigor desde 1999. A banda, porém, foi criada antes, na década de 1980. Durante a carreira, o grupo emplacou diversos sucessos no cenário musical brasileiro, como “Inútil”, “Ciúme” e “Nós vamos invadir sua praia”.

    No mesmo dia, Mingau foi transferido de helicóptero a São Paulo, onde passou por cirurgia no Hospital São Luiz. A equipe médica que o operou informou à imprensa que Mingau foi atingindo do lado esquerdo da cabeça. O projétil atravessou o cérebro e saiu. A bala não ficou alojada.

    Na última sexta-feira (13), um boletim médico do Hospital São Luiz da Rede D’Or apontou que Mingau registrou momentos de interação com a família, com piscar de olhos.

    “O paciente Rinaldo Amaral segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Luiz – Unidade Itaim, da Rede D’Or. Apresenta abertura ocular e ventilação espontânea durante o dia, através da traqueostomia. Notam-se alguns momentos de interação com a família, com piscar de olhos.”

  • Suspeito de atirar contra Mingau, do Ultraje a Rigor, é detido em Taubaté, no interior de SP

    Suspeito de atirar contra Mingau, do Ultraje a Rigor, é detido em Taubaté, no interior de SP

    Pablo William da Silva Mostarda, de 29 anos, foi detido em uma residência na zona rural da cidade.

    A Polícia Militar prendeu na tarde deste sábado (14) Pablo William da Silva Mostarda, de 29 anos. De acordo com a PM, ele é um dos suspeitos de atirar contra o baixista da banda Ultraje a Rigor, Rinaldo Oliveira Amaral, mais conhecido como Mingau, em 2 de setembro.

    Pablo William da Silva Mostarda foi encontrado em uma residência localizada na Estrada do Barreiro, no Estoril, no início da tarde, após denúncia anônima recebida pela Polícia Militar.

    Com ele, também foi apreendida uma arma de fogo. A Polícia suspeita que a arma tenha sido utilizada na ação que atingiu Mingau, em setembro deste ano.

    A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Pablo. A reportagem será atualizada quando houver a posição.

    Dos cinco suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio, a polícia já prendeu quatro. Resta apenas o suspeito Hiago.

    Mingau continua internado no Hospital São Luiz da Rede D’Or. De acordo com o último boletim médico, divulgado na última sexta-feira (13), o quadro é estável.

    Tentativa de assassinato
    Mingau foi ferido no dia 2 de setembro, quando passeava de carro perto da Praça do Ovo, na Ilha das Cobras, em Paraty, no Rio de Janeiro. Um amigo do músico contou à Polícia Civil que os dois estavam indo fazer um lanche, quando o carro em que estavam foi alvo de disparos.

    Segundo a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, o acompanhante de Mingau deu outra versão quando foi ouvido: a de que eles estavam indo comprar drogas. De acordo com a 167º Delegacia de Polícia (DP), que investiga o caso, a região de Paraty onde o músico foi baleado tem a presença constante do tráfico de drogas e é conhecida como ponto de venda de entorpecentes.

    Após ser baleado, Mingau foi socorrido e levado de ambulância ao Hospital Municipal Hugo Miranda, em Paraty.

    Ele fez aniversário em 3 de setembro, um dia após o crime. O baixista está no Ultraje a Rigor desde 1999. A banda, porém, foi criada antes, na década de 1980. Durante a carreira, o grupo emplacou diversos sucessos no cenário musical brasileiro, como “Inútil”, “Ciúme” e “Nós vamos invadir sua praia”.

    No mesmo dia, Mingau foi transferido de helicóptero a São Paulo, onde passou por cirurgia no Hospital São Luiz. A equipe médica que o operou informou à imprensa que Mingau foi atingindo do lado esquerdo da cabeça. O projétil atravessou o cérebro e saiu. A bala não ficou alojada.

    Nesta sexta-feira (13), um boletim médico do Hospital São Luiz da Rede D’Or apontou que Mingau registrou momentos de interação com a família, com piscar de olhos.

    “O paciente Rinaldo Amaral segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Luiz – Unidade Itaim, da Rede D’Or. Apresenta abertura ocular e ventilação espontânea durante o dia, através da traqueostomia. Notam-se alguns momentos de interação com a família, com piscar de olhos.”

     

  • Caso Joaquim: o que alegam as defesas de Guilherme Longo e Natália Ponte, acusados da morte do menino

    Caso Joaquim: o que alegam as defesas de Guilherme Longo e Natália Ponte, acusados da morte do menino

    Réus no processo, ex-padrasto e mãe da criança tentam provar ao júri que são inocentes. Julgamento começa na segunda-feira (16), em Ribeirão Preto (SP).

    A dois dias do júri de um dos crimes de maior repercussão do país, as defesas de Natália Ponte e Guilherme Longo, respectivamente mãe e ex-padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, traçam estratégias para tentar convencer o júri sobre sua inocência. A criança foi encontrada morta no Rio Pardo em 2013 cinco dias depois de ser dada como desaparecida em Ribeirão Preto (SP).

    Os réus, que sempre negaram envolvimento no crime, vão a júri popular a partir da próxima segunda-feira (16), quando o caso deve ser finalmente definido depois de se arrastar por dez anos na Justiça.

    Esta reportagem faz parte de uma série do g1 para relembrar a morte do menino Joaquim e aborda as expectativas para o julgamento. Acompanhe, por aqui, a cobertura em tempo real do caso e do julgamento.

    Joaquim tinha 3 anos quando foi encontrado sem vida no Rio Pardo, em Barretos (SP). O corpo foi localizado a 100 quilômetros de onde ele morava com a mãe, o irmão mais novo – hoje com 10 anos – e o padrasto.

    Guilherme Longo é acusado de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou defesa da vítima. Mãe do menino, Natália responde, além do homicídio, por omissão, uma vez que não o afastou do convívio com Guilherme.

    Defesa de Natália diz que acusações são infundadas
    Advogado de Natália, Nathan Castelo Branco de Carvalho acredita ter provas suficientes para a absolvição e afirma que a acusação que pesa contra Natália sempre foi infundada.

    “O que o promotor e a acusação imputam a ela é uma omissão, que seria algo subjetivo, algo interpretativo. É uma acusação um pouco peculiar, porque ela não está sendo acusada de ter feito nada, de ter agido contra o Joaquim. A estratégia da defesa é no sentido de que ela não poderia prever [o crime], não dá para falar que ela foi omissa.”
    A ideia de que a morte de Joaquim era imprevisível é sustentada pela defesa desde a época do crime. Natália chegou a ser presa durante as investigações, mas um habeas corpus expedido em 2014 deu a ela o direito de responder ao processo em liberdade.

    Hoje, Natália vive em São Joaquim da Barra (SP), é casada e tem três filhos – um menino de 10 anos, fruto do relacionamento com Guilherme, e um casal de gêmeos com um ano de idade, da união com o atual companheiro.

    “Era imprevisível isso que aconteceu, apesar de o Guilherme, sim, nos dias que antecederam o fato, ter voltado a usar droga. Fato é que ela confiava que ele poderia se livrar disso de novo, uma vez que já havia acontecido, então ela tentou ajudá-lo e ela ajudava”, diz Castelo Branco.

    Segundo o advogado, um dia antes da morte de Joaquim, Natália passou horas no hospital, aprendendo novas técnicas de aplicação de insulina para tratar o diabetes do filho.

    “Na época, ela cuidava muito do Joaquim em razão da doença, estava sempre medicando. No dia anterior, ela foi no hospital para aprender novas técnicas de aplicação de insulina que incomodassem menos, enfim, ela estava exercendo o papel de mãe e passando por um momento difícil, em razão da recaída do companheiro. Isso aconteceu no momento que não havia nenhuma possibilidade de ela prever.”

    Nesta semana, o advogado entrou com um pedido de expedição de salvo-conduto na Justiça para que, caso venha a ser condenada, Natália possa cumprir a pena em prisão domiciliar, o que foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

    Advogado de Guilherme: ‘defesa não tem de provar nada’
    Advogado de defesa de Guilherme, Antônio Carlos de Oliveira considera insuficientes as provas do caso. Isso porque, segundo ele, não há meios que justifiquem o que foi apresentado no processo. A estratégia dele se baseará na falta de evidências que liguem o então padrasto à morte de Joaquim.

    De acordo com a promotoria, o menino morreu após receber uma superdosagem de insulina, que teria sido aplicada por Guilherme.

    “Quem tem de provar é quem alega, a defesa não tem de provar nada. O promotor que tem de provar que Guilherme aplicou alta dose de insulina no menino Joaquim. Tecnicamente, ele não tem como provar. ‘Ah, mas a insulina desapareceu’. Foi para onde? Foi para o corpo do menino? Não, a perícia não identificou”, diz Oliveira.

    Guilherme está preso desde 2017, quando foi extraditado da Espanha, onde estava foragido desde 2016, após um habeas corpus. Hoje, seis anos depois de o réu voltar ao cárcere, Oliveira relata uma rotina de sofrimento de seu cliente.

    “É evidente que não está bem, porque ele tem anseio em resolver sua situação na Justiça. A Justiça, até hoje, não prova em nada que ele teria concorrido para esse crime, se é que houve crime. O Guilherme sofre todos os traumas da prisão, mas está preparado para enfrentar de cabeça erguida o Conselho de Sentença e demonstrar, de uma vez por todas, que tudo aquilo que se fala e tudo que se provou em desfavor dele em nada foi comprovado e em nada coloca ele como autor do crime.”

    Acusação refuta falta de provas
    Advogado de Artur Paes Marques, pai de Joaquim, e também assistente de acusação no processo, Alexandre Durante refuta a falta de provas alegada pelas defesas dos réus.

    Para ele, se a investigação falhou em algum momento nos últimos dez anos, caberia aos advogados dos acusados providenciar indícios que provassem onde e como foi o erro. Neste momento, diz Durante, é preciso trabalhar com o que se tem.

    “Todas as partes no devido processo legal tiveram a oportunidade de requerer ou de produzir a prova que possa ter falhado na investigação. A defesa não pode alegar ‘não tem tal prova’. Por que você não produziu?”.

    Como será o julgamento
    O julgamento de Natália e Guilherme está previsto inicialmente para durar seis dias. Apesar disso, o plenário do júri foi reservado pelo período de 16 a 27 de outubro.

    O júri acontecerá sob sigilo, sem acesso do público e da imprensa. A defesa de Guilherme entrou com um pedido de habeas corpus contra essa determinação, mas ele foi negado pelo Superior Tribunal Federal (STF).

    Veja como será o cronograma dos acontecimentos:

    16 de outubro: início do júri às 10h, com depoimentos de 6 testemunhas e informantes da acusação
    17 de outubro: depoimentos de 4 testemunhas e informantes comuns às partes (familiares dos réus)
    18 de outubro: depoimentos de 8 testemunhas e informantes da defesa
    19 de outubro: depoimentos de 7 testemunhas da defesa
    20 de outubro: depoimentos de 6 testemunhas da defesa
    21 de outubro: interrogatório, debates, réplica e tréplica
    Relembre o caso
    Em novembro de 2013, o corpo de Joaquim foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos, cinco dias após desaparecer da casa onde vivia com a mãe, Natália, o padrasto, Guilherme, e o irmão mais novo.

    Para a Polícia Civil e para o Ministério Público, Joaquim, que tinha diabetes, foi morto por Guilherme com uma superdosagem de insulina. Depois, o padrasto jogou o corpo do menino no córrego próximo à residência da família.

    O casal foi preso logo após o corpo ser achado, mas Natália conseguiu um habeas corpus e responde em liberdade desde 2014 pelos crimes de omissão e homicídio triplamente qualificado.

    Segundo o MP, ela sabia que o então marido era agressivo e havia voltado a usar drogas na época da morte de Joaquim. Já Guilherme é acusado de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

    Ele voltou à Penitenciária de Tremembé (SP) em 2018, após ser extraditado da Espanha ao ser encontrado pela Interpol em Barcelona, graças a uma reportagem investigativa do Fantástico, da TV Globo. Guilherme estava naquele país desde que fugiu do Brasil, após conseguir a liberdade provisória em 2016.

  • Testemunha que estava na moto com jovem morto por PMs na Cidade de Deus diz não estava armado e relata que gritou que era morador

    Testemunha que estava na moto com jovem morto por PMs na Cidade de Deus diz não estava armado e relata que gritou que era morador

    O Ministério Público investiga a participação de capitão do Batalhão de Choque no homicídio doloso de Thiago Flausino. Homem afirmou que levou um tiro na mão e que Thiago foi alvejado pelas costas.

    Um depoimento inédito dado pelo homem que estava com o jovem Thiago Flausino, de 13 anos, em uma moto revelou como foram os últimos momentos antes do adolescente ser baleado e morto por policiais na Cidade de Deus. O caso completou dois meses no sábado (7).

    A testemunha disse ao MP que nenhum dos dois estava armado ou trocou tiros com os agentes.

    O Ministério Público do Rio investiga a possível participação de um capitão do Batalhão de Choque na ação policial que terminou com a morte do jovem. Ele já foi denunciado por prevaricação e fraude processual por omissão.

    O caso, que aconteceu no dia 7 de agosto, é investigado pelo MP como homicídio doloso. Os dados dos celulares apreendidos pela Corregedoria da PM estão sendo analisados.

    Segundo alegaram os policiais em depoimento à Corregedoria da corporação, Thiago estava armado com uma pistola. No entanto, o MP afirma que há indícios de que a arma foi “plantada”.

    Um dos agentes disse que foi solicitado o uso de um carro particular para obter imagens no interior da Cidade de Deus, com dois drones de propriedade particular

    De acordo com o depoimento ao MP, um homem dirigia a moto com Thiago na garupa pela Cidade de Deus. Os dois caíram depois de passarem com a moto por cima de pedaços de entulho. Segundo o relato, Thiago e o homem que dirigia a moto estavam rindo no chão antes de se levantarem.

    Pouco depois, um carro prata descaracterizado parou próximo a eles, e o motorista do veículo atirou utilizando uma arma longa.

    A testemunha afirma que ainda gritou: “Morador, Morador”, mas os tiros continuaram, e Thiago acabou baleado na perna e nas costas. Um outro disparo perfurou as duas canelas do jovem.

    A testemunha contou que foi atingida na mão e se escondeu dentro da comunidade. Ela ainda relatou que um caveirão da Polícia Militar circulou pela comunidade naquela noite.

    Acusações contra os PMs
    Roni Cordeiro de Lima, Diego Pereira Leal, Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Silvio Gomes dos Santos foram presos e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por crime de fraude, pois apresentaram uma pistola e munição, atribuindo os itens à vítima.

    Já o capitão Diego Geraldo de Souza, que comandava a ação, não foi preso. No entanto, ele foi afastado da função pública. Ele também foi proibido pela Justiça de entrar em qualquer unidade da Polícia Militar.

    Posteriormente, os policiais foram soltos pela Justiça, a pedido do MP. Na sua decisão, o juiz Leonardo Picanço decretou medidas cautelares para conceder a medida, como a proibição de contato com a família da vítima e a suspensão de trabalhos externos dos PMs.

     

     

  • Suspeito de atirar e matar sargento aposentado que varria rua de casa é preso; polícia busca comparsas;

    Suspeito de atirar e matar sargento aposentado que varria rua de casa é preso; polícia busca comparsas;

    Homem, de 18 anos, foi preso em uma padaria no mesmo bairro do crime. Policial estava varrendo a rua quando foi abordado por homens de moto em São Vicente (SP).

    O jovem de 18 anos, suspeito de atirar e matar o sargento aposentado da Polícia Militar (PM) Gerson Antunes Lima foi preso. O policial foi baleado enquanto varia a rua da própria casa em São Vicente, no litoral de São Paulo. A Polícia Civil realizou uma megaoperação nesta quarta-feira (27) com objetivo de prender os envolvidos no crime. Três envolvidos ainda não foram presos.

    O crime que aconteceu no dia 8 de agosto, no bairro Cidade Náutica. Os quatro envolvidos foram reconhecidos por meio das imagens de câmeras de monitoramento que flagraram o momento exato em que o sargento foi abordado e baleado várias vezes.

    Após a identificação dos suspeitos, equipes policiais foram às ruas na manhã desta quarta para cumprir os mandados de prisão e de apreensão.

    A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande foi a responsável pela operação realizada com apoio de 11 equipes, sendo do Grupo de Operações Especiais (GOE) e das delegacias de investigações sobre entorpecentes e homicídios.

    Segundo apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, a polícia investiga se o homem que aparece efetuando os disparos contra a vítima é um suspeito de 18 anos. Ele foi preso no início da noite desta terça-feira (26) em uma padaria no bairro Cidade Náutica.

    A polícia realizava investigações para a operação nesta quarta-feira quando se deparou com o suspeito. Por isso, também cumprido um mandado de busca e apreensão na casa dele (veja abaixo).

    Até o momento, os outros três suspeitos de envolvimento no crime estão foragidos. Um deles, que aparece de verde nas imagens e se aproxima da vítima, é suspeito de envolvimento em outros dois homicídios em São Vicente: de um policial reformado executado em uma feira e de um segurança de supermercado morto na frente de clientes.

    Motos
    Segundo apurado pela reportagem, as motos utilizadas no crime foram apreendidas dias após o caso em São Vicente. A perícia nos veículos colaborou para as investigações, pois foi por meio dela que a autoridade policial encontrou indícios de envolvimento dos suspeitos.

    Caso
    Gerson foi surpreendido pelos criminosos enquanto estava varrendo a rua da própria casa no bairro Cidade Náutica. No primeiro momento, dois homens chegam em uma moto, um deles salta do veículo e, imediatamente, aponta a arma e começa a disparar contra a vítima, que não consegue se defender.

    Após ser atingido pelo primeiro disparo, o policial se agacha e cai na calçada. O criminoso se aproxima e continua atirando na direção dele. Para tentar se proteger, a vítima tenta se esconder atrás de um poste, mas não consegue. Ela acaba sendo baleada por, pelo menos, mais três disparos.

    Neste momento, outra moto com mais dois criminosos chega na cena do crime. Um deles chega perto do policial, que já está baleado no chão. Ele confere se o homem está mesmo ferido antes dos quatro criminosos fugirem nas motos.

    De acordo com a corporação, Gerson Antunes Lima chegou a ser socorrido no pronto-socorro do Hospital do Vicentino, no bairro Vila São Jorge, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

    Sargento

    A PM informou que o agente estava inativo desde 2019. Segundo a corporação, a última unidade em que Gerson atuou foi na 1ª Companhia do 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I). Por meio de nota, a Polícia Militar lamentou a morte de mais um “companheiro de farda” na Baixada Santista.

    O secretário de Segurança do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, também comentou sobre a morte do PM aposentado. Por meio das redes sociais, ele afirmou que as forças policiais vão “atrás dos responsáveis” pelos ataques aos agentes (veja abaixo).

     

  • PF faz buscas e tenta prender três suspeitos de participar dos atos golpistas; veja quem são

    PF faz buscas e tenta prender três suspeitos de participar dos atos golpistas; veja quem são

    Operação Lesa Pátria está na 17ª fase e investiga envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Fase atual mira envolvidos diretamente nos atos de vandalismo; STF já condenou três pelos crimes.

    A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira (27) três mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participar diretamente dos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília.

    Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e atingem alvos em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

    A TV Globo apurou que os alvos de prisão preventiva são:

    Aildo Francisco Lima (SP), que teria feito live em redes sociais sentado na poltrona depredada do ministro Alexandre de Moraes;
    Basilia Batista (SP), que foi detida na segunda-feira seguinte ao atos golpistas, mas liberada por “razões humanitárias”;
    uma advogada, moradora do DF, que ainda não tinha sido detida até a última atualização da reportagem.
    Já entre os alvos de busca e apreensão, estão:

    Danilo Silva e Lima (GO), Osmar Pacheco da Silva (GO) e Wanderley Zeferino da Silva (GO): os três são de Inhumas (GO) e teriam agido em conjunto com um quarto investigado da mesma cidade, mas ainda não tinham sido alvo das operações até aqui;
    Luciene Beatriz Ribeiro Cunha (MG), apontada como incitadora dos atos;
    Erli Antonio Fernandes (MG), identificado como participante.

    Considerando os dados divulgados pela Polícia Federal desde a primeira fase da Lesa Pátria, até o momento a operação contabiliza pelo menos:

    81 mandados de prisão cumpridos;
    287 mandados de busca e apreensão cumpridos;
    17 inquéritos instaurados.

     

  • Marido acusado de matar esposa a facadas e incendiar a casa, na Zona Norte de SP, se entrega à polícia e é preso

    Marido acusado de matar esposa a facadas e incendiar a casa, na Zona Norte de SP, se entrega à polícia e é preso

    Mario Wilbor dos Santos Santiago matou a esposa com sete facadas no banheiro da residência incendiada. Crime aconteceu no domingo (25) em Vila Nova Cachoeirinha.

    Mario Wilbor dos Santos Santiago, suspeito de ter esfaqueado a esposa e depois atear fogo na casa dela na madrugada do último domingo (25), se entregou à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (26).

    Ele estava sendo procurado desde o dia do crime, quando matou a companheira Juliana Assis de Campos na comunidade conhecida como “Boi Malhado”, em Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo.

    O suspeito é acusado de feminicídio na investigação conduzida pela 4ª Delegacia da Mulher da capital.

    Após se entregar, Mario Wilbo foi mantido preso depois de ter passado por audiência de custódia no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP_ nesta quarta-feira (27).

    Entre a noite do último domingo e a madrugada de segunda-feira Juliana Assis de Campos foi vítima de feminicidio. O companheiro dela Mario Wilbor dos Santos Santiago é suspeito de ter esfaqueado a esposa e depois atear fogo na casa. Isso aconteceu na travessa George Eliot, 54 – Conjunto Habitacional Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da capital.

    Segundo a polícia, Juliana Campos era mãe de três filhas. Um das meninas, de sete anos, estava na residência quando o crime ocorreu e foi resgatada por vizinhos.

    De acordo com a família da vítima, o casal estava junto há um ano e meio, e tinha comemorado o casamento no final de semana passado.

    Os vizinhos começaram a ouvir gritos durante a noite e depois viram a fumaça. Os bombeiros foram acionados e, por volta da meia-noite, constataram que a dona da casa, de aproximadamente 40 anos, estava morta no banheiro. A vítima tinha pelo menos 7 facadas.

    O incêndio foi contido pelos bombeiros e a Polícia Militar, acionada. Parte parcial da residência foi queimada, uma parcela do quarto e um pouquinho do banheiro.

     

  • Oito anos depois, Justiça torna réus funcionários de escola de SP após morte de aluna em excursão

    Oito anos depois, Justiça torna réus funcionários de escola de SP após morte de aluna em excursão

    Eles vão ser julgados por abandono de incapaz. Exames apontaram que Victoria Mafra Natalini morreu por ‘asfixia mecânica, na modalidade de sufocação direta’. MP e Justiça entenderam que dois professores e três gestores fizeram a atividade com baixo número de monitores.

    A Justiça tornou réus dois professores e três gestores da escola Waldorf Rudofl Steiner, de São Paulo, por abandono de incapaz no caso da estudante Victoria Mafra Natalini, que desapareceu e foi encontrada morta durante uma excursão escolar em uma fazenda em Itatiba, no interior do estado.

    Em 14 de setembro deste ano, o promotor ofereceu a denúncia contra os funcionários da escola. No mesmo dia, o juiz Ezaú Messias dos Santos, do Foro de Itatiba, considerou a acusação plausível para torná-los réus. O processo será digitalizado e as audiências, marcadas.

    O juiz também arquivou o inquérito policial com relação ao crime de homicídio sem a identificação do autor da morte. O procedimento poderá ser reaberto se surgirem novas informações.

    Em 10 de julho de 2023, o DHPP tinha indiciado os dois professores que estavam com os alunos, na época. A polícia entendeu que eles foram omissos com as obrigações e uma suposta negligência levou a estudante à morte.

    O delegado Nilson Lucas Júnior tinha determinado o indiciamento por abandono de incapaz com resultado morte, com pena que varia entre quatro e doze anos de reclusão, se houver condenação.

    Relembre o caso

    Em 2015, a Victoria e mais cerca de 30 alunos faziam trabalho extracurricular na Fazenda Pereiras, na Rodovia Engenheiro Constância Cinta, em Itatiba, no interior de São Paulo, entre os dias 11 e 18 de setembro.

    Antes de desaparecer, a estudante afirmou que iria ao banheiro e teria sido permitida a ida sozinha.

    “Ocorre, que, no trajeto, por motivos ainda não esclarecidos, a vítima veio a óbito, tendo o seu corpo sido abandonado em meio a um matagal, em local totalmente ermo”, escreveu o promotor.

    Segundo a denúncia, os professores continuaram nas atividades e não foram apurar onde estava a vítima. “Ninguém percebeu a ausência de Victória por horas”, detalhou. Ela foi achada sem vida, depois de uma força-tarefa na região.

    O entendimento de abandono de incapaz ocorreu porque, para o promotor, o gestor-executivo, uma gestora pedagógica e a coordenadora do ensino médio permitiram a excursão com baixo número de professores e monitores para o acompanhamento de alunos.

    O que apontam os laudos

    À época do caso, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí apontou morte por causa indeterminada. Segundo o pai dela, João Carlos Siqueira Natalini, a menina era saudável.

    Os exames indicaram que Victória não tinha usado drogas nem tomado bebida alcoólica. Ela também não apresentava sinais de violência sexual.

    O pai de Victória chegou a contratar peritos particulares para analisar o caso. A conclusão deles foi que a estudante realmente foi assassinada e que o criminoso carregou o corpo da menina até o local.

    Com isso, o novo laudo do Centro de Perícias da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo apontou que aluna poderia ter sido assassinada. A reviravolta do caso foi revelada pelo Fantástico.

    O documento foi um pedido feito Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo (DHPP), que assumiu o caso em março de 2016. Os novos exames concluíram que Victoria morreu por “asfixia mecânica, na modalidade de sufocação direta”.