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  • Extratos revelam movimentação milionária de empresa após receber pagamento de prédio superfaturado que seria sede da Educação em Sorocaba, diz MP

    Extratos revelam movimentação milionária de empresa após receber pagamento de prédio superfaturado que seria sede da Educação em Sorocaba, diz MP

    Foram quatro movimentações, sendo uma delas de R$ 10 milhões. Imóvel foi comprado pela prefeitura, em 2021. Ex-secretários, ex-servidor e empresários foram condenados no caso. Imóvel teria sido comprado por R$ 10,3 milhões a mais do que estava previsto e avaliado.

    Extratos bancários revelam transferências milionárias feitas por uma empresa, alvo de processo por superfaturamento, após receber o pagamento pelo prédio que seria a nova sede da Secretaria de Educação de Sorocaba (SP). A informação está em um documento que faz parte do processo, com manifestação do Ministério Público, a qual o g1 teve acesso. A compra, denunciada pelo MP, condenou ex-secretários municipais, empresários e um ex-servidor.

    O imóvel teria sido comprado por R$ 10,3 milhões a mais do que estava previsto e avaliado. A compra ocorreu em 2021, no primeiro ano da gestão do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos).

    De acordo com documento assinado pelo promotor Eduardo Francisco dos Santos Junior, responsável pelo caso no MP, as movimentações foram feitas entre os dias 2 e 16 de dezembro de 2021. Ele ainda aponta quatro transferências, que somam R$ 17,7 milhões, sendo um deles um pagamento de R$ 10 milhões.

    Todas as transferências, conforme o MP, foram feitas logo após a efetivação do pagamento pela prefeitura. Agora, o órgão quer saber para onde foram os valores.

    Com isso, o promotor pede para que um banco privado que recebeu as transferências informe quem foram os destinatários dos valores. Caso haja deferimento pela juíza da ação, o banco terá cinco dias, após a notificação, para apresentar os documentos.

    Os extratos foram entregues à Justiça a pedido de MP. A empresa chegou a entrar com recurso para não entregar os documentos. O caso chegou a ser discutido no Tribunal de Justiça, que manteve decisão de Sorocaba.

    As decisões e a apresentação do documento estão na ação popular que trata de ato lesivo ao patrimônio artístico, estético e histórico. As condenações são de outra ação, que também trata da compra do prédio, mas por denúncia da esfera criminal.

    A AFF Participações, bem como como seus sócios, foram procurados pelo g1, por meio de seu advogado. Em nota, afirmaram que “após a defesa apresentar o extrato bancário, sem que fosse determinada a quebra de sigilo para tanto, o Ministério Público comete grave equívoco ao analisá-lo. Isso porque não houve saque realizado, ao contrário do que sugere em sua manifestação. Todas as transações são justificadas e foram devidamente declaradas às autoridades fiscais, correspondendo à transferências entre contas ou investimentos”.

    A Prefeitura de Sorocaba não se manifestou sobre a questão. O mesmo ocorreu com Fausto Bossolo. Areobaldo Negretti e Paulo Henrique Marcelo, que também são citados na condenação (leia abaixo), não foram localizados pela reportagem.

    Entenda o situação
    Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MP, a negociação ocorreu entre outubro e novembro de 2021. Relatos da investigação já apontavam que Paulo Henrique Marcelo e Fausto Bossolo teriam combinado o pagamento do valor de R$ 10,3 milhões a mais pela negociação.

    O valor de mercado do prédio seria de R$ 19,5 milhões. Entretanto, a quantia paga foi de R$29,8 milhões. Sendo assim, a Prefeitura de Sorocaba pagou 34,5% a mais do que o imóvel foi avaliado.

    Um laudo de R$ 29,8 milhões, que seria superfaturado, foi apresentado e aceito pela empresa, que recebeu os valores da Prefeitura de Sorocaba.

    Condenação
    A sentença da juíza Margarete Pellizari é de 23 de maio deste ano. As penas chegam a 23 anos. Todos podem recorrer em liberdade.

    “Os acusados engendraram escrupuloso plano que, levado a efeito, culminou num prejuízo de milhões ao erário municipal para satisfação de interesses particulares de indivíduos que já ostentam posições privilegiadas na sociedade em detrimento de milhares de cidadãos sorocabano”, defendeu a juíza na sentença.

    Quem são os condenados e qual a pena de cada um:

    Paulo Henrique Marcelo, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de Sorocaba: condenado a 10 anos de prisão por peculato;
    Fausto Bossolo, ex-secretário de Governo e Administração de Sorocaba: condenado a 23 anos e quatro meses de prisão por peculato e corrupção;
    Areobaldo Negretti, engenheiro aposentado da Prefeitura de Sorocaba: condenado a seis anos e cinco meses de prisão por peculato e corrupção;
    Arthur Fonseca Filho, empresário: condenado a oito anos e quatro meses de prisão por peculato;
    Renato Machado de Araújo Fonseca, empresário: condenado a 10 anos de prisão por peculato;

     

  • Homem é detido suspeito de agredir esposa e mantê-la em cárcere privado dentro de casa em Sorocaba

    Homem é detido suspeito de agredir esposa e mantê-la em cárcere privado dentro de casa em Sorocaba

    Ocorrência foi atendida pela Guarda Civil Municipal no Parque Vitória Régia, na zona norte de Sorocaba (SP), por volta de 21h desta terça-feira (3).

    Um homem de 29 anos foi detido, na noite desta terça-feira (2), suspeito de agredir a esposa, de 28, e mantê-la em cárcere privado dentro de casa. A ocorrência foi atendida no Parque Vitória Régia, na zona norte de Sorocaba (SP), por volta de 21h, após a Guarda Civil Municipal receber uma denúncia via telefone.

    Chegando no local, os policiais abordaram o suspeito na garagem. A mulher foi encontrada chorando, dentro da residência, e informou que eles haviam discutido, e que o marido não a deixava sair do imóvel. Também relatou que, anteriormente, já havia sido agredida pelo companheiro.

    Ambos foram conduzidos à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município, onde foi elaborado um Boletim de Ocorrência de violência doméstica. A vítima ainda solicitou medida protetiva judicial, para impedir que seu marido se aproxime dela.

    O homem foi notificado sobre a medida protetiva e está sujeito a prisão em caso de descumprimento. Em seguida, foi liberado pela polícia e acompanhado pela GCM até sua residência, para retirada dos pertences.

  • Agentes da PF e CGU fazem buscas na Prefeitura de Sorocaba em operação que apura suspeita de desvio de verba da Saúde

    Agentes da PF e CGU fazem buscas na Prefeitura de Sorocaba em operação que apura suspeita de desvio de verba da Saúde

    Investigação apura convênio firmado entre a Prefeitura de Sorocaba e uma Organização Social (OS), em março de 2022, para a gestão de uma UPA no município. Agentes também fizeram buscas na casa do ex-secretário de Saúde, Vinicius Rodrigues; ação ocorre em outras cidades.

    A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) fazem uma operação, chamada Sepsis, nesta quinta-feira (23), para investigar indícios de desvio de recursos públicos na área da Saúde em Sorocaba (SP).

    Ao todo, 23 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo (SP). Entre os locais de buscas estão a Prefeitura de Sorocaba e a casa do ex-secretário de Saúde Vinicius Rodrigues.

    A operação investiga denúncia de fraude à licitação, desvio de finalidade na aplicação de recursos, ocultação de patrimônio com utilização de “laranjas” e lavagem de dinheiro durante a execução de contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) e a Organização Social de Saúde (OSS) para a gestão de Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda conforme a operação, a “vigência inicial aponta para mais de R$ 60 milhões”.

    A operação investiga denúncia de fraude à licitação, desvio de finalidade na aplicação de recursos, ocultação de patrimônio com utilização de “laranjas” e lavagem de dinheiro durante a execução de contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) e a Organização Social de Saúde (OSS) para a gestão de Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda conforme a operação, a “vigência inicial aponta para mais de R$ 60 milhões”.

    Contrato de 2022
    Segundo a PF, a investigação apura práticas ilegais envolvendo a gestão de recursos públicos na execução de um Termo de Convênio, celebrado em março de 2022, entre a Prefeitura de Sorocaba e uma OSS sem fins lucrativos, para a gestão de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município. A unidade não foi informada.

    Entre os locais da operação está a casa do ex-secretário de saúde, Vinicius Rodrigues, que foi nomeado pelo prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) em 2021 e deixou o cargo em março de 2022.

    Segundo a PF, durante a investigação, foram identificados indícios de desvios de recursos públicos por meio da subcontratação de empresas supostamente fornecedoras de produtos e serviços à OSS.

    Ainda de acordo com a polícia, também foram constatadas transferências de elevados valores das contas da Organização Social e das empresas subcontratadas para contas correntes de familiares ligados à diretoria da OS.

    Outros crimes
    A investigação também apura possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas à aquisição e emplacamento de veículos em nome das empresas subcontratadas, os quais estariam sendo utilizados pelo núcleo familiar controlador da Organização Social.

    Conforme a PF, são investigados, ainda, eventuais crimes contra a administração pública no curso no processo licitatório que resultou no Termo de Convênio firmado em março de 2022.

    Bloqueio de bens e proibições
    Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores no montante de R$ 24.109.127 contra pessoas físicas e jurídicas investigadas.

    Também foi determinada a proibição de a administração pública firmar novos contratos com algumas das pessoas jurídicas investigadas, bem como o embargo de qualquer alteração dos quadros sociais das empresas investigadas e a proibição de que as pessoas físicas integrantes de seus atos societários ingressem em novas ou nas mesmas sociedades.

     

  • Mãe alega que escola particular recusou matrícula de filha com autismo após ‘teste’ de dois dias: ‘Só quero educação digna pra ela’

    Mãe alega que escola particular recusou matrícula de filha com autismo após ‘teste’ de dois dias: ‘Só quero educação digna pra ela’

    Barbara Fernanda Daré, mãe de Clara Antonela Daré, de 9 anos, diz que a recusa se deu após a menina frequentar a escola por dois dias. A criança está matriculada em uma escola municipal, mas tem tido dificuldades no ensino, segundo a mãe.

    Uma família de Sorocaba (SP) relatou nas redes sociais que a filha, de 9 anos, que é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teve a matricula recusada por uma escola particular da cidade.

    Ao g1, Barbara Fernanda Daré, mãe de Clara Antonela Daré, de 9 anos, disse que procurou a escola particular, que fica no bairro Santa Terezinha, a fim de conhecer a unidade para matricular a filha, que atualmente está no 3º ano da escola municipal Wanderlei Acca.

    “Perguntei se havia vaga nesta escola e me informaram que sim. A ideia era matricular a Clara e o filho de uma amiga, que é amiguinho da minha filha e que também tem autismo”, relata.

    A sugestão da escola foi para os dois frequentassem a unidade por dois dias. “A princípio, eu entendi como um convite para a Clara conhecer a escola e avaliarmos como seria a adaptação”, comenta a mãe.

    Conversa de ‘cinco minutos’
    Porém, no segundo dia de visita à unidade, Barbara diz que foi chamada pela psicóloga da escola, que informou que não poderiam aceitar a menina.

    “Ela disse que eles não teriam estrutura para atender a Clara e não poderiam aceitá-la. Eu tentei argumentar, disse que era um ambiente novo e que a minha filha poderia apresentar outro comportamento conforme os dias fossem passando (…) na minha ignorância, eu achava que eles poderiam mudar de ideia. Mas foi uma conversa de cinco minutos.”.

    Após a conversa presencial, Barbara relata que recebeu uma mensagem da escola informando novamente que não poderiam matricular a menina.

    “Cara Bárbara. Gostaríamos de agradecer sua confiança em nossa escola. Tivemos duas oportunidades de avaliar se poderíamos, enquanto equipe, atender plenamente às necessidades educacionais da Clara. Neste momento entendemos que nosso modelo não atende à demanda de suporte psicopedagógico que ela necessita. Obrigada pela oportunidade, quem sabe num futuro próximo poderemos atender as suas necessidades.”.

    Barbara explica que Clara é diagnosticada com TEA e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A mãe ressalta que a filha tem muitas qualidades e que busca melhorar o ensino para que ela possa ter mais oportunidades no futuro.

    “A Clara é uma criança amorosa, inteligente, fala inglês fluente e só precisa de paciência. Eu senti que testaram a minha filha para ver se ela podia entrar lá. Só estou pedindo o básico para a minha filha, o direito à educação digna.”.

    Dificuldades em escola municipal
    A mãe ainda relata que Clara tem tido dificuldades na escola municipal que está matriculada atualmente. Conforme relato dela, a menina não consegue realizar atividades regulares do plano pedagógico e a escola se recusa a adaptar o conteúdo, o que teria sido indicado pelos médicos de Clara.

    “A orientadora pedagógica da escola diz que minha filha consegue acompanhar a turma, mas o próprio relatório que a escola entregou à médica da Clara afirma que ela está com atraso no aprendizado. Estou há meses seguindo as orientações da escola, consegui os profissionais que indicaram para ela, ainda assim, não aceitam alterar nada para melhorar o conteúdo educacional que ela tem recebido”, afirma.

    Obrigação legal
    A presidente da Comissão de Direito da Pessoa com Deficiência da OAB Sorocaba, Sandra Regina Flório, explica que a prática mencionada por Barbara é crime e que instituições devem receber estudantes, independentemente de suas deficiências.

    “Nenhuma instituição de ensino, seja pública ou particular, pode negar a matrícula para o aluno. Não existe falta de vagas para ‘alunos de inclusão’, termo pejorativo usado muitas vezes. Isso é crime de discriminação e a instituição pode responder por isso. Se houver vaga para aquela turma, para aquele horário desejado, se há essa comprovação, a escola tem que efetuar a matrícula, é um dever da escola”, explica.

    Sandra ressalta que entre as leis vigentes que garantem o acesso de crianças à educação, há a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) e a Lei Berenice Piana, (Lei 12.764/2012).

    “O atendimento que a escola vai oferecer ao estudante é algo que vai sendo construído. Como que a escola pode determinar, num primeiro contato, que não ‘dá conta’ de atender a necessidade do aluno, sem sequer conhecer o aluno?”, questiona a advogada.

    Além da negativa de vaga, Sandra Flório diz que outro problema enfrentado por muitas famílias é a dificuldade em conseguir um auxiliar de educação ou acompanhante terapêutico. A especialista diz que muitas famílias que conseguem o direito a este profissional através de medida judicial, mas que este cenário não é o ideal.

    “É extremamente importante para o aluno que tem autismo ter uma rotina estabelecida e criar vínculos. Quando a gente tem a necessidade de um auxiliar determinada por medida judicial, isso costuma ser atribuído para um profissional eventual, não um profissional permanente. Vai um profissional num dia, outro em outro dia, e o aluno não estabelece vínculo e não tem melhora”,

    Sobre o plano educacional individualizado, Sandra ressalta que ele é primordial para destacar as habilidades de cada aluno.

    “Dentro das habilidades e necessidades de cada aluno é que é possível adaptar os materiais e avaliações para favorecer a melhor forma de aprendizado. Esse trabalho é feito em parceria com equipe multidisciplinar deste aluno, profissionais da escola e família, é uma união de esforços.”. Finaliza.
    O que diz a escola particular
    Em nota enviada ao g1, o Colégio Horizonte informou que cumpre o compromisso com a legislação vigente, em especial, com alunos com TEA. Segundo a nota, não ocorreu processo de matrícula e somente vivência de dois dias entre a criança a escola.

    “Sobre o episódio em questão, esclarecemos que não ocorreu um processo de matrícula propriamente dito, mas, tão somente, dois dias de vivência entre a criança e a escola, um benefício que estendemos para toda e qualquer família interessada no ingresso ao colégio”, diz a nota.

    O g1 perguntou se a família poderia fazer a matrícula da menina, caso desejasse, mas o colégio não respondeu ao questionamento.

    O que diz a prefeitura
    Sobre as reclamações feitas por Barbara a respeito do conteúdo oferecido para a filha na escola municipal, a Prefeitura de Sorocaba disse que a aluna está acompanhando o conteúdo regular e tendo apoio de aulas no contraturno, na Sala de Recursos Multifuncionais.

    Segundo o poder público, a equipe pedagógica da Secretaria de Educação entende que, dentro da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, esta é a melhor proposta para a aluna.

    “A fim de sempre trabalhar em parceria, e dar toda a orientação e o suporte necessários à família, já estão sendo feitas reuniões e acompanhamentos com os responsáveis pela aluna”, diz.

  • Denúncia que investiga compra superfaturada de prédio pela Prefeitura de Sorocaba ouve cinco réus em audiência nesta terça-feira

    Denúncia que investiga compra superfaturada de prédio pela Prefeitura de Sorocaba ouve cinco réus em audiência nesta terça-feira

    Segundo apurado pela TV TEM, devem prestar depoimento o atual secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Henrique Marcelo; o ex-secretário de Administração, Fausto Bossolo, e o engenheiro Aerobaldo Negreti, que teria feito o laudo de avaliação do imóvel.

    Os cinco réus no caso envolvendo a compra do prédio para a sede da Secretaria de Educação de Sorocaba (SP) serão ouvidos em uma audiência que será realizada na tarde desta terça-feira (26). Esta é a terceira audiência do caso.

    Nas primeiras audiências, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Os acusados se dizem inocentes.

    Segundo apurado pela TV TEM, devem prestar depoimento o atual secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Henrique Marcelo; o ex-secretário de Administração, Fausto Bossolo, e o engenheiro Aerobaldo Negreti, que teria feito o laudo de avaliação do imóvel. A prefeitura comprou o prédio por R$ 29,8 milhões.

    Além deles, também serão interrogados os empresários Arthur Fonseca Filho e Renato Machado de Araújo, donos do imóvel.

    O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acusa os cinco de terem superfaturado o valor do prédio ao utilizar um laudo com valor de R$ 10 milhões acima do que valeria o imóvel.

    O engenheiro Areobaldo Negreti confirmou aos promotores que recebeu R$ 20 mil para elaborar o laudo superfaturado e, inclusive, devolveu o valor ao Gaeco.

    Secretário ‘sugeriu’ laudo de R$ 30 milhões
    As testemunhas que prestaram depoimento em agosto confirmaram à Justiça que o secretário Paulo Henrique Marcelo “sugeriu” um laudo de R$ 30 milhões para o local que seria a nova sede da Secretaria de Educação da cidade.

    A audiência virtual durou pouco mais de uma hora. Somente a juíza Margarete Pelizari estava no Fórum para conduzir os trabalhos.

    Duas testemunhas de acusação, protegidas pela Justiça, prestaram depoimento. Uma delas atua no departamento da prefeitura que é responsável pelos laudos e avaliação de imóveis que são comprados pelo poder público.

    Ela confirmou que fez a avaliação do imóvel onde seria instalada a Secretaria de Educação. O valor foi de pouco mais de R$ 19,5 milhões. Entretanto, quando a laudo foi apresentado ao então secretário de Planejamento, Paulo Henrique Marcelo, atual titular da pasta de Desenvolvimento da Prefeitura de Sorocaba, ele teria dito que o dono do prédio havia pedido R$ 30 milhões pelo imóvel.

    A segunda testemunha ouvida também é funcionária da prefeitura. Ela contou que, em duas reuniões, o valor do laudo feito pela equipe técnica do município foi questionado, já que, segundo o mesmo secretário de Planejamento, estava abaixo do valor pedido pelo proprietário.

    Depois disso, a prefeitura apresentou novo laudo apontando R$ 10 milhões a mais do valor de mercado no prédio. Segundo as testemunhas, o documento foi feito por um engenheiro que não fazia parte do setor de perícias e avaliações do município.

    Os depoimentos foram feitos na 2ª Vara Criminal da cidade, na chamada fase de instrução e julgamento do caso. Outras cinco audiências estão marcadas entre agosto e setembro. A próxima está prevista para 29 de agosto.

    O que dizem os evolvidos
    A Prefeitura de Sorocaba não comentou a questão sob a alegação de não ser parte no processo.

    Os empresários Arthur Fonseca Filho e Renato Machado de Araújo Fonseca afirmaram que aguardam eventual decisão da Justiça sobre o caso.

    Fausto Bossolo e Paulo Henrique Marcelo não comentaram a questão. A reportagem não conseguiu localizar Areobaldo Negreti.

     

  • Suspeito de matar ex-companheira grávida que ficou três meses desaparecida é julgado nesta segunda-feira em Sorocaba

    Suspeito de matar ex-companheira grávida que ficou três meses desaparecida é julgado nesta segunda-feira em Sorocaba

    Talita Aparecida Costa, de 35 anos, foi encontrada morta três meses após desaparecer. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), a audiência será às 14h30, no Fórum da cidade.

    O suspeito de matar Talita Aparecida Costa, de 35 anos, que estava grávida na época do crime, vai a julgamento nesta segunda-feira (25). O crime ocorreu no ano passado, em Sorocaba (SP). Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), a audiência será às 14h30, no Fórum da cidade.

    Conforme o TJ, estão previstos depoimentos de oito testemunhas e o interrogatório do réu. Esta é a primeira audiência do caso.

    O corpo de Talita, que estava grávida de aproximadamente cinco meses quando desapareceu, foi encontrado em agosto do ano passado no bairro Wanel Ville, cerca de três meses após o seu desaparecimento.

    Por conta do avançado estado de decomposição, a liberação do corpo Talita demorou quatro meses. A mulher foi sepultada em 26 de dezembro do ano passado.

    Em novembro, dois homens foram presos suspeitos de envolvimento na morte de Talita, entre eles, Sander Cristian de Almeida, apontado como ex-companheiro da vítima, que passará por julgamento nesta segunda-feira.

  • Médico é preso suspeito de estuprar criança durante atendimento em unidade hospitalar de Sorocaba

    Médico é preso suspeito de estuprar criança durante atendimento em unidade hospitalar de Sorocaba

    Denúncia foi feita pela mãe após o médico Filipe Alexandre Lauand Chaves tocar a vítima durante atendimento na UPH Zona Oeste. Profissional será afastado pela prefeitura durante a investigação.

    Um médico foi preso na madrugada desta segunda-feira (25) por suspeita de estuprar uma criança durante um atendimento na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste de Sorocaba (SP).

    Segundo apurado pelo g1, a denúncia foi feita pela mãe da criança após o médico Filipe Alexandre Lauand Chaves ter tocado a vítima durante o atendimento.

    O suspeito foi preso em flagrante ainda pela madrugada e levado ao plantão policial, onde foi formalizada a sua prisão. Nenhum advogado de defesa do médico foi identificado. O profissional deve passar por audiência de custódia nesta manhã.

    Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a mãe não concordou com a conduta do médico de usar um estetoscópio por baixo da camiseta da criança para uma ausculta e denunciou o caso. A SES ainda afirmou que o profissional será afastado durante o período de investigação para colaborar com a polícia.

    O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) disse que não recebeu nenhuma denúncia com relação ao caso citado. “Caso o conselho receba uma denúncia, que pode ser feita pessoalmente na sede ou nas regionais, ou ainda por correio, a autarquia iniciará investigação rigorosa dos fatos”, pontuou.

     

  • Das chuteiras à navalha: jovem abandona pré-contrato com time de futebol para se tornar barbeiro

    Das chuteiras à navalha: jovem abandona pré-contrato com time de futebol para se tornar barbeiro

    Lucas de Oliveira Reginaldo, de 25 anos, morador de Itupeva (SP), desistiu do sonho de ser jogador de futebol para se tornar barbeiro, usando a maquininha do avô como primeiro instrumento de trabalho. Atualmente, o jovem ganhou o título de melhor barbeiro em um concurso na capital.

    Com um contrato pré-assinado para se tornar jogador de futebol profissional, Lucas de Oliveira Reginaldo, de Sorocaba (SP), decidiu abrir mão desse sonho para ir em busca de um destino que ainda era desconhecido: tornar-se barbeiro. Sua habilidade com tesouras e navalhas foi reconhecida recentemente, quando ele venceu um concurso de melhor barbeiro em São Paulo, no mês de agosto.

    No Dia do Barbeiro, comemorado nesta quarta-feira (6), o jovem de 25 anos contou ao g1 como foi o início de sua jornada na área. Ele explicou que a decisão de abandonar o futebol foi motivada pela preocupação de que isso agravaria o alcoolismo de um parente.

    “Dois meses que desisti, o meu avô faleceu. Neste mesmo tempo, meu cunhado ficava me incentivando, porque ele cortava o próprio cabelo, e ficava pedindo para eu cortar o cabelo dele, e acabei criando um sentimento ali”, lembra.

    Após a perda de seu avô, Lucas, que estava morando em Boituva (SP) na época, voltou para Sorocaba, sua cidade natal, sem ter perspectivas profissionais claras. Foi nesse momento que algo inesperado aconteceu.

    “Não sabia o que fazer da minha vida, trabalho nenhum estava dando certo. Quando eu olhei para cima perguntando para Deus o que eu ia fazer da minha vida, a maquininha que meu avô usava para cortar o próprio cabelo estava em cima da estante, e eu tive aquilo como um sinal”, lembra com emoção.
    Após essa revelação, Lucas pediu autorização à avó para usar a máquina e iniciar sua carreira como barbeiro. Ele fez a promessa de seguir esse caminho até dar certo – e deu.

    Após enfrentar uma série de insucessos em concursos de barbeiro, Lucas relata que, quando foi convidado a participar do Copa Barber, sentiu uma ansiedade por competir com alguns dos melhores barbeiros da cidade de São Paulo.

    “Eu já vinha batalhando, mas nunca conseguia chegar onde era para eu chegar. Eu sabia que tinha talento, mas sempre pecava em alguma coisa. Então eu fui treinando para me aperfeiçoar. E, coincidentemente, eu acabei estando lá no pódio junto com os barbeiros que me inspiravam a batalhar”, conta.
    Lucas, que hoje mora e trabalha em Itupeva (SP), se sente profundamente satisfeito por receber reconhecimento pelo trabalho que começou nos fundos de sua casa, com recursos limitados, há mais de cinco anos. Ele já concluiu 14 cursos e se formou como educador mestre e instrutor de barbeiro.

    “Eu me sinto realizado porque a gente trabalha muito, a gente se dedica muito. Eu mesmo me dediquei muito, treinei bastante, não foi algo que aconteceu do dia para a noite. O resultado do meu trabalho lá no dia [do concurso] superou as minhas expectativas”, completa.

    Para Lucas, eventos como esse são cruciais para o reconhecimento de sua profissão, que está evoluindo de um simples emprego para algo mais significativo. Ele enfatiza que as pessoas estão começando a perceber que a imagem e o ato de cortar cabelo não são apenas serviços comuns.

    Atualmente, o jovem está se inscrevendo para o World Barber Championship, um evento no qual competirá com barbeiros de todo o Brasil, e ele espera mais uma vez alcançar o sucesso.

     

  • Médica e funcionário de UPH são agredidos por acompanhante de paciente em Sorocaba

    Médica e funcionário de UPH são agredidos por acompanhante de paciente em Sorocaba

    Confusão começou quando a médica estava atendendo um paciente e o suspeito entrou na sala sem ser chamado, exigindo um atendimento prioritário para sua esposa.

    Uma médica e um funcionário da Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste, em Sorocaba (SP), foram vítimas de agressão por parte do acompanhante de uma paciente, na tarde de segunda-feira (4).

    De acordo com informações do boletim de ocorrência, a agressão começou quando a médica estava atendendo um paciente e o suspeito entrou na sala sem ser chamado, exigindo um atendimento prioritário para sua esposa, alegando que ela estava passando muito mal.

    A médica explicou ao homem que estava finalizando o atendimento atual e que, posteriormente, a mulher dele seria atendida, orientando-o a aguardar do lado de fora do consultório.

    No entanto, a administração municipal informou que o acompanhante da paciente agrediu o controlador de acesso da unidade e seguiu até a sala da médica, desferindo um soco no rosto e um chute na perna da profissional, causando ferimentos.

    A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para atender a ocorrência no local. Tanto a médica quanto o suspeito foram encaminhados para a Delegacia de Plantão da Zona Norte, onde o homem ficou à disposição da Justiça.

    Segundo a prefeitura, a paciente foi atendida por outra profissional posteriormente, às 12h44, resultando em um tempo de espera total de 15 minutos.

     

  • Mãe de ex-jogador de futsal espancado fala sobre adiamento de júri: ‘Decepcionada, mas confiante’

    Mãe de ex-jogador de futsal espancado fala sobre adiamento de júri: ‘Decepcionada, mas confiante’

    Caso aconteceu em abril de 2014. André Machado chegou a ficar temporariamente tetraplégico, mas recuperou os movimentos. Acusado iria a júri popular nesta quinta-feira (31), mas julgamento foi adiado para fevereiro de 2024.

    A mãe do ex-jogador de futsal que foi espancado em frente a uma casa de shows de Sorocaba (SP), em 2014, afirmou estar “decepcionada, mas confiante” com o júri popular de Diego Pietro Gonçalves, que aconteceria na quinta-feira (31), mas foi adiado para 1º de fevereiro de 2024.

    “A princípio, [fiquei] decepcionada. Queremos que termine tudo isso. Mas depois tive reunião com os advogados e promotor e fiquei mais confiante”, contou Claudete Machado Fernandes ao g1.
    Segundo apurado pela TV TEM, o adiamento do julgamento se deu por conta da ausência de uma testemunha de defesa.

    Com uma coleção de medalhas no pescoço e lágrimas nos olhos, Claudete foi até o Fórum de Sorocaba (SP) para carregar o sonho do filho que, na época, chegou a ficar temporariamente tetraplégico.

    “Essas medalhas significam o sonho dele. O sonho que foi embora e não tem jeito. É futebol, é impossível. Ele ficou com sequelas, então nunca mais vai poder jogar, porque teve uma fratura grave na coluna e é sustentado por uma placa com pinos, então ele não pode correr, não pode cair. Isso aqui [medalhas] é o sonho dele”, relata à TV TEM.

    Com cartazes, familiares e amigos da vítima fizeram uma manifestação em frente ao fórum na manhã de quinta-feira (31) pedindo justiça. André, que tinha 21 anos na época, chegou a perder os movimentos dos braços e das pernas após as agressões.

    Segundo Claudete, mesmo quase dez anos após o crime, o filho ainda faz tratamento e, por isso, a família tem esperança de que a justiça seja feita.

    “Meu coração sangra há dez anos. As pessoas de fora falam ‘dez anos, passou, ele está vivo’. Ele está vivo, mas o que ele passa a cada dia somos nós que sabemos. Esse menino não passa um dia que não tenha dor no corpo. Ele ainda faz tratamento. É Justiça. Infelizmente, se não houver justiça, a gente vai ter que seguir em frente e virar essa página”, diz.

    Pouco tempo após o crime, Diego foi indiciado por lesão corporal gravíssima e, em dezembro de 2015, a Justiça decretou a prisão dele por tentativa de homicídio. O agressor foi levado à delegacia e, depois, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba.

    Em 2016, ele ganhou o direito de responder ao processo em liberdade. A defesa informou que o juiz havia aceitado o pedido para revogar a prisão preventiva do rapaz.

    Entenda o caso
    O caso ocorreu no dia 7 de abril de 2014, em frente a uma casa de shows no Jardim Iguatemi, em Sorocaba.

    Segundo testemunhas, André, o irmão e os amigos estavam indo embora quando a vítima teria sido confundida com um dos jovens envolvidos em uma briga que havia acabado de acontecer. Ele foi agredido com chutes, socos e pontapés. Momentos depois, desmaiou e foi levado para o hospital.

    Antes da agressão, André era jogador de futsal e passou por times grandes do estado. Ele foi submetido a uma cirurgia na medula, que foi realizada em um hospital de Itu (SP), conseguindo recuperar gradativamente o movimento das pernas e braços.