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  • Receita barra exoneração de Julio Cesar Vieira Gomes, ex-chefe do órgão investigado no caso das joias

    Receita barra exoneração de Julio Cesar Vieira Gomes, ex-chefe do órgão investigado no caso das joias

    Vieira Gomes é quem assinou o despacho que pedia que os auditores da Receita atendessem ao pedido de um assessor de Bolsonaro para entregar as joias. A solicitação para exoneração foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (10).

    Julio Cesar Vieira Gomes, então chefe da Receita, tentou ‘carteirada’ para liberar joias na reta final do governo Bolsonaro

    A Receita Federal revogou a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (10), que autorizava a exoneração de Julio César Vieira Gomes do cargo de auditor-fiscal.

    Ao revogar a exoneração, o atual chefe do órgão, Robinson Barreirinhas, alegou a existência de uma investigação preliminar sumária na corregedoria do órgão.

    Uma fonte da Receita diz que é preciso checar se é possível exonerar um funcionário a pedido enquanto um processo de investigação está em andamento.

    Vieira Gomes é quem assinou o despacho que pedia que os auditores da Receita no Aeroporto de Guarulhos atendessem ao pedido de um assessor de Jair Bolsonaro (PL) e entregassem um conjunto de joias avaliado em R$ 16,5 milhões apreendido na alfândega.

    Em depoimento à Polícia Federal, Vieira Gomes afirmou que à época em que o pedido foi realizado, os bens já pertenciam, de forma definitiva, à União.

    Na mesma semana da tentativa de resgate das joias, Bolsonaro nomeou Vieira Gomes para o recém-criado cargo de adido tributário em Paris. O posto foi extinto quando Fernando Haddad assumiu o Ministério da Fazenda.

    Tentativa de cargo em São Paulo
    No último mês, parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentaram emplacar Vieira Gomes no governo de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), entretanto, vetou.

    Entre os parlamentares que atuaram em favor de um cargo para o ex-chefe da Receita Federal em São Paulo estão alguns integrantes da bancada evangélica.

    Segundo esses políticos, Vieira Gomes é visto como um aliado na busca por anistia a dívidas tributárias, anulação de multas aplicadas pela Receita Federal e ampliação das isenções de impostos para igrejas.

  • Suspeito de matar mulher a facadas em frente ao Memorial da América Latina em SP tem prisão temporária decretada pela justiça

    Suspeito de matar mulher a facadas em frente ao Memorial da América Latina em SP tem prisão temporária decretada pela justiça

    Sidney Ferreira da Silva, de 38 anos, ex-namorado da vítima, é apontado como autor do crime. Polícia realiza buscas para encontrá-lo. Ele está foragido.

    A Justiça decretou a prisão temporária do suspeito de matar uma mulher de 34 anos em frente ao Memorial da América Latina, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, na quinta-feira (6).

    Sidney Ferreira da Silva, de 38 anos, ex-namorado da vítima, é o principal suspeito do crime. A polícia realiza buscas para encontrá-lo. Ele está foragido.

    Renata Tereza de Sousa Manoel chegou a ser levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa por um ambulância particular de um evento que acontecia no Memorial, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    A médica que atendeu a vítima entregou à polícia o boletim de ocorrência que a jovem havia feito dois dias antes todo ensanguentado. Era a segunda denúncia por ameaça, violência doméstica, perseguição e injúria contra Sidney.

    O documento foi encaminhado para a perícia e o caso foi registrado como feminícidio.

    De acordo com o boletim, na segunda-feira (3), o agressor tentou se passar por um amigo de trabalho dela para arrumar um encontro com a ex-namorada. Ela foi ao local que ele indicou.

    Ele começou a xingá-la, e fazer ameaças. Ela acionou a Polícia Militar e ele acabou fugindo. Depois, ele ligou para Renata e ameaçou divulgar fotos antigas.

    Ela relatou ainda que, mesmo com medida protetiva, ele ficava rondando sua casa.

    No dia 8 de março a vítima registrou um primeiro boletim de ocorrência de violência doméstica, lesão corporal e injúria contra o suspeito, na 7ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

    Na ocasião, foi instaurado inquérito policial e solicitada medida protetiva de urgência à Justiça, que foi deferida no dia seguinte ao registro na unidade. Apesar disso, o autor não constava como intimado.

     

  • Mulher é vítima de importunação sexual dentro de voo de SP com destino a Porto Alegre

    Mulher é vítima de importunação sexual dentro de voo de SP com destino a Porto Alegre

    Passageira afirma que companhia aérea foi omissa com homem que se masturbou ao seu lado. A lei de 2018, que tornou a importunação sexual crime, prevê de 1 a 5 anos de prisão.

    Um mulher de 34 anos diz ter sido vítima de importunação sexual em um voo da empresa Azul que saiu de São Paulo com destino a Porto Alegre. Ela relata que o passageiro que estava na poltrona do seu lado se masturbou durante a viagem.

    “Logo no início do voo eu notei que esse cara da minha direita mexia a mão sempre nessa região das partes íntimas. Até que ficou muito intenso mesmo, um movimento de masturbação”, diz a mulher.
    Ela afirma que tentou então pedir ajuda para a equipe da companhia aérea.

    “Contei para as comissárias o que estava acontecendo. Tremendo muito, muito nervosa. Uma delas contou pra outra, e essa outra moça perguntou onde eu estava sentada. Só isso. Aí ela retornou pra cabine e falou: ‘realmente ele ainda tá fazendo’.”

    As comissárias mudaram a vítima de poltrona, mas quando ela cobrou que a polícia fosse chamada quando o avião pousasse, a medida não foi tomada. O homem desembarcou da aeronave sem ser abordado.

    “Perguntei: ‘e aí, como é que vai ser? Ele vai ser preso? Vão chamar a polícia?’. Ela olhou pra mim e falou assim, exatamente assim: ‘olha, na verdade, a gente estava observando e ele não está em ereção’. Eu fiquei chocada. Falei pra ela: ‘não precisa ter ereção. Ele não pode fazer isso em público’. E ela foi embora.”

    Quando voltou pra São Paulo, a vítima procurou uma advogada. Elas vieram ao aeroporto de Congonhas e registraram um boletim de ocorrência na Polícia Federal.

    A lei de 2018, que tornou a importunação sexual crime, prevê de 1 a 5 anos de prisão. A advogada que representa a vítima diz que faltou por parte da companhia aérea o entendimento de que se tratava de um crime.

    “A companhia aérea foi muito omissa com ela, foi desrespeitosa. A lei foi muito benéfica nisso de colocar: a importunação basta. Não precisa violência, não precisa agredir, não precisa gritar. Importunou e com cunho sexual basta para ser crime”, diz Jacqueline Valles, advogada da vítima.

    Por meio de nota, a Azul afirmou que repudia qualquer tipo de comportamento inadequado e que cause constrangimento aos seus clientes. A empresa também alega que assim que soube da situação ocorrida no voo, a tripulação “prestou toda a assistência durante o voo”. A Azul também disse que está à disposição das autoridades que investigam o caso.

  • Palácio dos Correios, no Centro de SP, será administrado pela prefeitura por 100 anos

    Palácio dos Correios, no Centro de SP, será administrado pela prefeitura por 100 anos

    No local deverá funcionar o projeto SP24, que deve reunir serviços municipais 24 horas.

    O prédio do Palácio dos Correios, no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, vai passar a ser administrado pela prefeitura por 100 anos. O modelo de concessão foi decidido entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e a direção dos Correios.

    A prefeitura propôs a compra do imóvel, mas nesta semana ficou determinado que será concedido pelo governo federal para a cidade de São Paulo.

    No lugar será instalado o projeto SP24, que tem a proposta de reunir serviços municipais ao cidadão durante 24 horas, e o monitoramento das câmeras da cidade.

    O palácio foi inaugurado em 1922 e serviu como sede administrativa até a década de 1970. O acordo deve ser assinado nos próximos dias.

     

  • Cidades da Grande SP anunciam reforço de guardas civis nas escolas após ataques; especialistas avaliam

    Cidades da Grande SP anunciam reforço de guardas civis nas escolas após ataques; especialistas avaliam

    Pelo menos 4 prefeituras determinaram o reforço a partir desta segunda sob justificativa de ampliar a segurança dentro das unidades de ensino. Professores e alunos temem o policiamento nas escolas.

    Rogério Lins reúne GCM e policiais civis e militares para reforçar segurança nas escolas de Osasco

    Cidades da Grande São Paulo determinaram, por meio de ações emergenciais, reforço na atuação de Guardas Civis Municipais (GCMs) nas escolas.

    Segundo as gestões municipais ouvidas pelo g1, a ação imediata busca ampliar a segurança dentro das unidades de ensino. A atitude foi tomada após casos recentes de ataques a escolas no país.

    Escola Thomazia Montoro retoma aulas com parte dos estudantes duas semanas após professora ser morta em ataque
    Especialistas em segurança pública e educação avaliam que não existem respostas simples para os ataques, que é preferível adotar medidas preventivas do que adotar respostas rápidas aos massacres (leia mais abaixo).

    Conforme apurado pelo g1, pelo menos 4 cidades da Grande São Paulo anunciaram a medida na última semana. Veja:

    São Bernardo do Campo: todas as 218 unidades escolares do município passarão a contar com 1 guarda civil municipal a partir desta segunda-feira (10);
    Cajamar: reforço de 60 novos GCMs a partir desta segunda-feira (10);
    Itapecerica da Serra: além da viatura de ronda escolar, todas as equipes e grupamentos, devem priorizar o patrulhamento nas escolas municipais, estaduais e particulares desde quarta-feira (5);
    Osasco: polícias Civil e Militar e o comando da Guarda Civil iniciarão patrulhamentos com vistas a seguranças nas escolas a partir desta segunda-feira (10).
    A maioria das prefeituras ressalta que a Guardas Civil já realiza o serviço de segurança e vigilância de algumas escolas. Neste período emergencial, porém, essa atuação será intensificada. Desta forma, a principal promessa é a de que as unidades de ensino contem com a presença física de, pelo menos, um agente da guarda em cada uma delas.

    Conforme a lei federal que trata sobre o tema, guardas municipais devem andar uniformizados e armados, atuando entre outras funções, na segurança escolar “mediante ações preventivas”. A conduta dos agentes, por sua vez, cabe ao regulamento municipal. Nessas ações especiais dentro das escolas, no entanto, as prefeituras não esclarecem os protocolos quanto à abordagem e ao armamento.

    As administrações municipais também não informaram por quanto tempo o reforço das guardas continuará nas escolas. Em São Bernardo do Campo, por exemplo, a prefeitura informou que “a ação emergencial vigorará por tempo indeterminado” na cidade.

    Na esfera estadual, é discutida a proposta de colocar policiais militares armados nas escolas. O próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou defender a ideia e um deputado estadual apresentou um projeto de lei nesse propósito. Professores e estudantes, no entanto, temem a ação.

    Também na última quarta(5), o Governo Federal anunciou que vai repassar R$ 150 milhões em recursos aos estados e municípios para apoio às polícias militares e guardas municipais.

    Ações imediatas
    Agindo de forma independente do estado e do governo federal, alguns prefeitos têm buscado apresentar respostas imediatas de segurança para a comunidade escolar formada por alunos, professores e pais, frente a um cenário de violência escolar que o país tem vivido.

    Muitos deles informam que estão se articulando com as secretarias municipais de educação e segurança pública após casos como o ataque na escola estadual na Zona Oeste da capital paulista, em 27 de março, e na invasão na creche em Blumenau, em Santa Catarina na última quarta (5).

    “Lamentavelmente, a gente pode observar episódios de violência dentro de escolas em outras cidades do Brasil. Aqui na cidade de Osasco, a gente já vai fazer um trabalho preventivo”, disse o prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos).
    Em vídeo compartilhado por meio das redes sociais na última quarta (5), o prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos) informa que se reuniu com a Polícia Civil, Militar e representantes da Guarda Civil Municipal para discutir ações preventivas e reforçar a segurança nas escolas da cidade.

    Além do reforço da presença de guardas civis nas instituições de ensino, outras medidas também estão sendo estudadas ou em processos de tramitação em âmbitos municipais, como: contratação de empresas de segurança, detector de metais nas entradas das escolas, câmeras de monitoramento ligadas à central que funciona 24 horas, além da instalação de um “botão de pânico”, que poderão ser acionados para a chegada de viaturas.

    Respostas rápidas x prevenção
    Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que é possível evitar ataques a escolas, mas não existem respostas simples. Nesse sentido, os estudiosos apontam que medidas imediatas, como a implementação de policiais e guardas nas escolas costumam ser adotadas diante do choque que esse tipo de crime causa na sociedade. Eles, no entanto, avaliam que políticas preventivas, apesar de menos visíveis, são mais efetivas no enfrentamento dos problemas.

    “A gente entra nesse paradoxo entre dar uma resposta visível que aumente a sensação de segurança da sociedade versus dar uma resposta eficaz que tem menos visibilidade, que é investimento em políticas preventivas, justamente para violências nesse tipo de contexto”, disse o pesquisador Dennis Pacheco, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
    No âmbito da segurança pública, Pacheco cita ainda ações de inteligência para identificar grupos que usam o meio digital para disseminar violência, como no ataque em São Paulo.

    “Investir em grupos especializados de prevenção e investigação em crimes que acontecem dentro dos espaços digitais. Investir também em grupos voltados para questões de extremismos e de ódio, uma vez que a gente vê que esses grupos estão sempre organizados em discursos misoginistas, nazistas, racistas, entre outros”, aponta o especialista.

    Segundo Dennis Pacheco, ao tratar a temática, também é preciso olhar para a questão do controle de armas na potencialização de letalidade. “Esses casos de Blumenau e São Paulo poderiam ser muito piores se esses autores estivessem armados”, ressaltou.

    Para Cléo Garcia, advogada especialista em justiça restaurativa e mestranda da Faculdade de Educação da Unicamp, a polícia não está preparada para trabalhar no ambiente escolar. Em defesa ao seu ponto de vista, a estudiosa ressalta a letalidade policial nas ruas. No estado de São Paulo, o número de mortos por policiais subiu no primeiro bimestre de 2023.

    Cléo Garcia aponta ainda que é preciso investir em programas que busquem capacitar e preparar todos agentes da comunidade escolar para lidar diante de cenários que representem ameaças à segurança escolar. “Envolve todos os setores, educação, saúde, assistência social e a segurança também, claro. Isso deve ser discutido com todos. São políticas públicas que ainda não existem, passando, inclusive, por criação de protocolos do que fazer num momento como esse, porque as pessoas ficam realmente perdidas”.

    O que diz o governo estadual
    Procurado para sbaer se está inteirado e como avalia a ação das prefeituras nas escolas, o governo estadual informou, por meio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc), que atua frequentemente em parceria com as redes de proteção do estado e do município, entre elas, as Polícias Civil e Militar para solucionar conflitos no ambiente escolar.

    Ainda de acordo com a pasta, “as diretorias de ensino podem também fazer parcerias com as prefeituras para que haja o monitoramento das escolas estaduais pela Guarda Civil Metropolitana (GCM)”.

    Sobre a atuação de guardas e policiais nas escolas estaduais, a gestão estadual ressaltou que as instituições contam com patrulhamento da Ronda Escolar, com cerca de 600 PMs, e em casos de ameaças os gestores das unidades registram boletim de ocorrência para que as autoridades competentes possam realizar a investigação.

    Em nota, a Seduc destacou também que as “unidades são orientadas a instalar câmeras, conforme diretriz do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – Conviva SP”. Segundo a pasta, os equipamentos são espelhados com o Centro Integrado de Comando e Controle – o CICC da Polícia Militar, contribuindo “para o planejamento das estratégias de segurança em toda a comunidade escolar e fomento da cultura da paz”.

     

  • Polícia prende 3 suspeitos de vandalismo na Linha 9 – Esmeralda; novo ato foi registrado na madrugada desta segunda

    Polícia prende 3 suspeitos de vandalismo na Linha 9 – Esmeralda; novo ato foi registrado na madrugada desta segunda

    Grupo foi flagrado tentando cortar cabos no pátio de Presidente Altino, em Osasco, na Grande São Paulo. No fim de semana, foram registrados problemas na linha, após cabos de fibra óptica serem rompidos no mesmo local.

    A Polícia prendeu na manhã desta segunda-feira (10) três suspeitos de envolvimento em um novo ato de vandalismo na linha 9- Esmeralda.

    Segundo a ViaMobilidade, durante a madrugada, agentes de segurança que trabalham na linha, flagraram três pessoas com ferramentas específicas para corte e uma corda no pátio de Presidente Altino, em Osasco. Não houve furto.

    A Policia Militar foi acionada e todos foram encaminhados ao 5º Distrito Policial de Osasco. Durante o fim de semana, foram registrados problemas na linha 9, após cabos de fibra óptica serem rompidos no mesmo local.

    Ainda de acordo com a concessionária, esta foi a quinta ação de vândalos na linha 9 em menos de três dias. Desta vez, os suspeitos tamparam a caixa de fios com o concreto após o corte, o que dificultou a identificação dos pontos violados.

    “O ato tem como impacto a queda da sinalização entre sete estações, de Jurubatuba a Berrini, o que afeta a visualização, supervisão e controle das operações. A equipe de manutenção da ViaMobilidade tem trabalhado desde a madrugada de domingo para identificar o ponto e restabelecer a sinalização o mais rápido possível”, informou a concessionária em nota.

    Atos frequentes de vandalismo
    Em nota, a ViaMobilidade relatou vem sofrendo atos frequentes de vandalismo na linha 9 e todas essas ocorrências com as mesmas características. Por isso, a empresa apontou entender que se trata de “ação deliberada”.

    Segue a lista de cronologia dos atos de vandalismo na linha 9-Esmeralda, segundo a concessionária:

    04/04: corte de fibra próximo da Estação Mendes;
    07/04: corte de fibra em Engenheiro Cardoso;
    07/04: corte de fibra próximo ao Pátio Presidente Altino;
    08/04: oito cabos foram intencionalmente rompidos também em Presidente Altino, próximo ao pátio da Estação.
    09/04: corte de fibra próximo à Estação de Presidente Altino.
    10/04 – Interceptação de três pessoas com ferramentas de corte no pátio de Presidente Altino
    A concessionária informou que pediu apoio da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Parcerias e Investimentos.

    Em nota, a SSP informou que “as forças policiais de Osasco se reuniram com representantes da ViaMobilidade no último dia 4 para estruturar ações para o combate aos crimes patrimoniais, incluindo roubo, furto e receptação de fios e cabos elétricos.”

    Ainda de acordo com a SSP, a Polícia Civil está em contato com os representantes da empresa de transportes para apurar o dano em cabos de fibra óptica ocorrido do último sábado (8), em uma estação em Osasco.

    Furtos de cabos em linhas de trem
    De acordo com levantamento da TV Globo, até o momento, foram registradas ao menos 12 ocorrências de tentativas ou furtos de cabos nas linhas de trens da Capital e Grande São Paulo em 2023. Todos eles ocorreram em linhas da CPTM e da ViaMobilidade.

    Nos últimos dias, foram seis ocorrências, sendo cinco na linha Esmeralda e uma na Diamante.

  • Proposta sobre internação compulsória na Cracolândia volta a ganhar força na Prefeitura de SP

    Proposta sobre internação compulsória na Cracolândia volta a ganhar força na Prefeitura de SP

    Para gestão de Ricardo Nunes (MDB), internação de usuários de drogas por determinação judicial é única alternativa. Medida já foi alvo de críticas do Ministério Público e especialistas no combate ao consumo de drogas no passado.

    A proposta sobre a internação compulsória de usuários de crack e outras drogas que frequentam e moram na região conhecida como “Cracolândia”, no Centro da cidade de São Paulo, voltou a ganhar força dentro da Prefeitura da capital.

    Segundo apurado pela GloboNews, a equipe do prefeito Ricardo Nunes (MDB) está convicta de que não há outra alternativa para tratamento de dependentes que frequentam o local a não ser a internação mediante determinação judicial.

    Na sexta-feira (7), um novo episódio trouxe a questão da Cracolândia mais uma vez para o debate. Cinco pessoas foram presas suspeitas de estarem no grupo de um arrastão em uma farmácia e mercado no Centro.

    Câmeras de segurança registraram o momento da ação. Segundo a GCM, o arrastão foi feito por usuários de drogas da Cracolândia. Um funcionário que cuida da portaria de uma empresa na mesma rua relatou à TV Globo que a ação foi muito rápida e ocorreu logo depois de uma operação policial.

    A contagem da Prefeitura aponta que, atualmente, cerca de 1 mil pessoas frequentem a Cracolândia. Ainda segundo a administração municipal, o número chegou a 4 mil, mas estacionou depois que houve uma dispersão da Praça Princesa Isabel.

    A Prefeitura também diz que a redução ocorreu depois da abertura de novas unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Serviços de Cuidados Prolongados.

    Entenda a diferença entre três os tipos de internação, previstas pela legislação brasileira:
    Voluntária – com o consentimento e autorização do dependente químico
    Involuntária – em que um médico determina a necessidade da internação como última alternativa, com o conhecimento de algum familiar ou responsável da pessoa
    Compulsória – que ocorre por determinação judicial, depois de pedido formal feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física.
    Um estudo da Unidade de Pesquisa de Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), usado como uma das referências pela administração municipal para tomadas de decisão na Cracolândia, aponta que 57,4% dos cerca de 1 mil frequentadores estão no local há pelo menos cinco anos. Outros 39,2% estão na região há 10 anos ou mais.

    Uma resposta para a questão da Cracolândia tem sido colocada como uma meta do prefeito de São Paulo. “O sonho da minha vida é resolver isso”, disse reservadamente em conversa com assessores. No começo do ano, Nunes já havia defendido a internação compulsória de usuários de drogas com mais de cinco anos de consumo de crack.

    O pedido de internação compulsória não depende de autorização familiar. Ela é sempre determinada por um juiz competente, depois de pedido formal feito por um médico especialista, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O prefeito de São Paulo entende que essa é uma barreira entre os médicos, que não se sentem apoiados pela sociedade para assinar os pedidos enviados à Justiça.

    A gestão de Nunes aposta no reforço do patrulhamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para coibir o tráfico de drogas no local e a montagem de barracas que impeçam o monitoramento do movimento na região por meio de câmeras. As imagens são monitoradas pelo prefeito em monitores instalados na sala dele. No fim de janeiro, Prefeitura e governo do estado anunciaram novas medidas para enfrentar o dilema histórico da cidade.

    Além de ações de segurança, o plano incluía iniciativas nas áreas de habitação, assistência social e saúde, como a a contratação de 200 profissionais especializados em dependência química, 1 mil novas vagas em comunidades terapêuticas, 40 vagas em casas de passagem para abrigar usários em situação de rua e a criação de novo “hub” de cuidados em álcool e drogas.

    A internação compulsória, no entanto, tem sido alvo de críticas do Ministério Público há vários anos. Após uma megaoperação em maio de 2017 na região da Cracolândia, a então gestão municipal de João Doria pediu à Justiça para que os usuários de drogas pudessem ser internados compulsoriamente (por determinação judicial). Na época, o Ministério Público (MP) de São Paulo classificou como uma “caçada humana” o pedido feito pela Prefeitura.

    “[É] o pedido mais esdrúxulo que eu vi em toda minha carreira, quer seja antes como advogado, quer seja agora como membro do Ministério Público”, afirmou o promotor da Saúde Arthur Pinto Filho na ocasião. “O que se quer no pedido é uma caçada humana que não tem paralelo na história do Brasil e do mundo.”

    Cracolândia é desafio há décadas
    A Cracolândia ficou localizada por muitos anos na Rua Helvétia. Ações policiais no local, porém, fizeram os usuários migrarem para a Praça Princesa Isabel diversas vezes.

    Em 2017, porem, depois de uma operação das forças de segurança, os usuários foram retirados do local e acabaram se espalhando pelo Centro.

    Atualmente, eles estão mais concentrados no cruzamento da Rua Conselheiro Nébias e Rua dos Gusmões.

    A Cracolândia é um desafio para São Paulo há cerca de 30 anos. Especialistas apontam que a solução passa por medidas efetivas e permanentes nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

    As operações são criticadas por movimentos sociais. Ativistas acusam as forças de segurança de agirem com violência contra usuários de drogas, espalhando eles pela cidade.

     

  • Estradas de SP devem receber mais de 2 milhões de veículos no feriado; veja os melhores horários para viajar

    Estradas de SP devem receber mais de 2 milhões de veículos no feriado; veja os melhores horários para viajar

    Previsão é de aumento no fluxo de veículos a partir das 15h desta quinta-feira (6) nos sentidos do Litoral e do Interior.

    Mais de dois milhões de veículos devem trafegar pelas estradas que levam ao litoral e ao interior de São Paulo nesta sexta-feira (8), por conta do feriado da Páscoa, segundo estimativa da da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que regula as estradas sob concessão, e do DER (Departamento de Estradas e Rodagem).

    Por conta do grande fluxo de veículos, as autoridades paulistas já começaram nesta quinta (6) o monitoramento das estradas.

    A previsão é de aumento no fluxo de veículos a partir das 15h da quinta-feira (6) nos sentidos do Litoral e do Interior. No retorno, no domingo (9) a previsão é de tráfego intenso durante todo o dia.

    Melhores horários
    Sistema Anchieta-Imigrantes

    No Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) são esperados até 310 mil veículos que devem seguir para o Litoral Sul pelas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160).

    Os horários de maior fluxo de veículos devem ser a partir da quinta-feira (6), das 12h até as 02h da madrugada de sexta-feira (7), e depois das 07h às 14h, sentido litoral.

    No retorno à capital, o movimento se intensifica no domingo (9) a partir das 9h e segue durante todo o dia.

    Com o aumento de fluxo por conta do feriado, a concessionária prevê a implantação da Operação Descida (7×3) a partir das 12h de quinta-feira (5). No retorno à capital será implantada a Operação Subida (2×8) a partir das 09h do domingo.

    Tamoios

    Na Rodovia dos Tamoios (SP-098), cerca de 124 mil veículos deverão trafegar pela via entre a quinta-feira (6) e a segunda-feira (10) de abril.

    Ayrton Senna-Carvalho Pinto

    A previsão para o Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP 070) é de que até 480 mil veículos passem pelas quatro praças de pedágio do corredor no sentido interior.

    O aumento do fluxo deve ocorrer a partir das 6h de quinta-feira (6) até por volta de 16h da sexta-feira (7), no sentido do interior do Estado. Já no retorno, o fluxo de veículos deve aumentar no sábado (8), a partir das 15h até as 21h e no domingo (9), das 09h até o fim da noite.

    Anhanguera-Bandeirantes

    No Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a estimativa é de que 476 mil veículos circulem pelas rodovias, entre saída e chegada à Capital. O horário de fluxo mais intenso está previsto para a sexta-feira (07), das 9 às 13 horas no sentido interior. No retorno, é esperada maior movimentação no sentido capital, das 12h às 20 horas de domingo (09).

    Castello Branco-Raposo Tavares

    O Sistema Castello Branco-Raposo Tavares, no trecho operado pela ViaOeste, deve receber cerca de 536 mil veículos, entre a 0h de quinta-feira (6/04) até às 23h59 de domingo (9/04). Para viajar com mais tranquilidade, a orientação aos motoristas é evitar os horários de fluxo mais intenso nas rodovias: na quinta-feira (6/04) das 16h às 20h e na sexta (7/04), das 7h às 12h. No retorno, a concessionária estima maior concentração de veículos no sentido capital no domingo (9/04), das 11h às 20h.

    O trecho Oeste do Rodoanel deve receber mais de 1 milhão de veículos da 0h de quinta-feira (6/04) até às 23h59 de domingo (9/04). Os horários de fluxo mais intenso está previsto para quinta-feira (06/04), das 15 às 20 horas.

    Já pelo trecho Sul do Rodoanel Mário Covas devem circular 276 mil veículos e pelo trecho Leste 118 mil . Os horários de maior fluxo devem ser na sexta-feira, das 9h às 13 h; sábado, das 9h às 13h e domingo das 9h às 22 h.

    Rodoviárias
    Segundo a Socicam, concessionária responsável pela gestão dos Terminais Rodoviários Tietê, Barra Funda e Jabaquara, entre quinta-feira (06) e sexta-feira (07), cerca de 130 mil pessoas devem embarcar pelos três terminais rodoviários de São Paulo, tendo Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Sul de Minas, litoral e interior de São Paulo como os destinos mais procurados.

    Durante todo o feriado prologado, até dia 10, a previsão é de mais 496 mil passageiros saindo e chegando à cidade pelos terminais rodoviários.

    Na saída para o feriado, entre quinta e sexta-feira, serão disponibilizados 655 ônibus extras para atender a demanda de passageiros. Caso seja necessário, mais carros podem ser disponibilizado.

     

  • Polícia recupera caminhão com carga de produtos adesivos e prende homem por receptação em Campinas

    Polícia recupera caminhão com carga de produtos adesivos e prende homem por receptação em Campinas

    Veículo foi localizado na Rodovia D. Pedro. Suspeito confessou que recebeu R$ 400 para levar a carreta de Jarinu até Sumaré.

    A Polícia Militar recuperou, na noite de quarta-feira (5) em Campinas (SP), um caminhão carregado com produtos adesivos, que havia sido roubado em São Paulo (SP). O veículo foi encontrado na Rodovia D. Pedro I (SP-065) e o homem de 37 anos que conduzia a carreta foi preso por receptação.

    A corporação chegou até o caminhão com auxílio do sistema de monitoramento do veículo, com orientação do gerente da transportadora, que passou as coordenadas aos agentes de segurança.

    Os policiais verificaram que a carreta estava com a placa adulterada e, em seguida, o suspeito obedeceu a ordem de parada e confessou que recebeu R$ 400 para levar o caminhão de Jarinu (SP) até Sumaré (SP).

    O veículo foi carregado em um galpão em Guarulhos por funcionários da empresa, que tem sede em Vinhedo (SP). Por conta do baixo valor da carga, a Polícia Militar acredita que o foco dos criminosos era desmanchar o caminhão.

    O representante da transportadora afirmou à EPTV, afiliada da TV Globo, que acredita que a carreta foi roubada por engano. “”Eles devem ter monitorado o caminhão e pegaram errado. Porque essa carga não tem validade nenhuma para eles”, afirmou o gerente Rodrigo Oliveira.

     

  • Funcionário da USP que assediou aluna em 2022 é exonerado; outras 25 denúncias foram coletadas após episódio

    Funcionário da USP que assediou aluna em 2022 é exonerado; outras 25 denúncias foram coletadas após episódio

    Mulheres comemoraram decisão com cartazes espalhados pelo prédio da Faculdade de Educação da universidade com frases como ‘Não vamos nos calar’.

    Um analista de sistemas acusado de importunação sexual foi exonerado do cargo na Universidade de São Paulo (USP) em março deste ano após ter sido preso em flagrante por apalpar uma estudante no transporte público em junho de 2022. O episódio encorajou mais mulheres, que denunciaram outros casos de assédio pelo mesmo homem.

    O g1 apurou que Fernando Farias foi solto cerca de um mês depois de ter sido preso no ano passado, quando foi flagrado apalpando a nádega de uma aluna dentro de um ônibus na Cidade Universitária, no Butantã, Zona Oeste da capital.

    Em depoimento à Polícia Civil, a vítima, que estava indo para a aula, afirmou que o homem estava atrás dela no interior do ônibus lotado e a apalpou várias vezes durante o trajeto;
    Ao perceber que outra mulher viu a situação, começou a gritar com o homem;
    Outros passageiros intervieram para conter o assediador, parar o transporte e aguardar a chegada dos policiais, que foram acionados;
    O acusado admitiu que poderia ter esbarrado nas nádegas da aluna e que carregava uma bolsa, mas não negou veementemente a acusação;
    A vítima disse que, ao se incomodar com os supostos toques, virou para ver o que acontecia e constatou que era a mão do homem no seu corpo e que a bolsa dele estava no chão;
    Uma testemunha afirmou ter presenciado o momento em que Farias começou a apalpar a jovem, que tentou se desviar da mão do agressor, mas não conseguiu.
    O homem foi preso e levado ao 93º Distrito Policial de Jaguaré, na Zona Oeste da capital, segundo a Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

    A prisão em flagrante de Fernando Farias foi convertida em preventiva. No entanto, cerca de um mês depois, foi liberado e voltou a circular pela universidade, onde trabalhava até ser exonerado.
    Questionada pelo g1, a USP afirmou que o processo é sigiloso e que não poderia “fornecer dados mais detalhados sobre o assunto”.

    25 novas denúncias
    Após o ocorrido, segundo apuração da “Folha de S.Paulo”, um grupo de 14 funcionárias da USP se reuniu para denunciar Farias. Elas reuniram um histórico de 25 episódios de importunação sexual que teriam sido cometidos entre 2008 e 2022.

    A maioria das mulheres diz que ele tocou seus seios enquanto as cumprimentava ou ao se aproximar da mesa de trabalho.

    A “Folha” afirma que as denúncias foram colhidas por meio de um formulário e encaminhadas à direção da Faculdade de Educação da USP (Feusp) para serem acrescentadas ao processo administrativo no caso do flagrante no transporte público, mas o dossiê não foi incorporado ao caso.

    As funcionárias também criaram um núcleo para escutar e acolher vítimas de importunação ou assédio sexual. Após a exoneração do funcionário, o grupo espalhou cartazes pela Feusp com frases como “Não vamos nos calar”.