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  • The Town anuncia MC Hariel, Ryan SP, Seu Jorge, Criolo, Planet Hemp e mais artistas nacionais

    The Town anuncia MC Hariel, Ryan SP, Seu Jorge, Criolo, Planet Hemp e mais artistas nacionais

    Orochi com Azzy, Tasha & Tracie com Karol Conka, Luccas Carlos, MC Don Juan e Xênia França também estarão no festival em SP.

    O The Town anunciou nesta quinta-feira (6) várias atrações nacionais do evento, incluindo Seu Jorge, uma parceria entre Ryan SP, Hariel e Cabelinho, e outra entre Criolo e Planet Hemp.

    Orochi, Azzy, Tasha & Tracie, Karol Conka, Luccas Carlos, MC Don Juan, Xênia França e a ex-BBB Marvvila também foram anunciados no festival. (veja lista completa abaixo).

    O The Town vai acontecer nos dias 2, 3, 7, 9 e 10 de setembro de 2023 no Autódromo de Interlagos, Zona Sul de São Paulo.

    O primeiro lote de ingressos esgotou nas primeiras horas de venda, no dia 14 de março. Novos ingressos estarão disponíveis a partir das 19h do dia 18 de abril.

    Bruno Mars, Foo Fighters, Maroon 5, Post Malone e Racionais MC’s estão entre os artistas na programação até agora (veja lista abaixo).

    O festival é produzido pelos mesmos organizadores do Rock in Rio.

    Veja programação do The Town até o momento, com as atrações divulgadas nesta quinta-feira marcadas em amarelo:

    2 de setembro – Post Malone, Criolo, Ne-Yo, Racionais MC’s com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis, Esperanza Spalding, Orochi com Azzy, MC Hariel com MC Ryan SP e MC Cabelinho, Criolo com Planet Hemp, Tasha & Tracie com Karol Conka
    3 de setembro – Bruno Mars, Bebe Rexha, Alok, Esperanza Spalding, Luísa Sonza, Seu Jorge
    7 de setembro – Maroon 5, Ludmilla, Stanley Jordan, Maria Rita, Angélique Kidjo
    9 de setembro – Foo Fighters, Queens of the Stone Age, Garbage, Pitty, Wet Leg, Stanley Jordan
    10 de setembro – Bruno Mars, H.E.R., Iza e Jão, Richard Bona, Kim Petras
    Veja os artistas do Palco Factory (ainda sem dias divulgados): headliners TETO, Luccas Carlos, Marvvila, MC Don Juan e Xênia França, além de Caio Luccas, Kayblack, Urias, Wiu, Veigh, Lia Clark, Afrocidade, Larissa Luz, Hodari, Yunk Vino, MC Dricka, Grag Queen, Tassia Reis, Cynthia Luz e N.I.N.A.

    Veja a programação do New Dance Order, palco eletrônico do festival:

    02 de setembro:

    Batekoo Aka Freshprincedabahia X Jujuzl X Kiara X Mirands
    Tropkillaz – 10 Anos
    Osgemeos – Uma Experiência
    Deekapz X Vhoor
    Klean Vs Klap
    Forro Red Light E O Baile Encarnado (Com Mestre Nico, Ella Voa E Furmiga Dub)
    03 de setembro:

    Carlos Capslock Showcase Aka Belisa X Stroka X Tessuto
    Ellen Allien X Badsista
    Paul Kalkbrenner Live
    Vitalic
    Noporn Live
    Carlos Do Complexo Vs Rhr Live
    07 de setembro:

    Gop Tun Vs 28room+ Diogo Strausz Live Feat Julia Mestre
    Shermanology
    Kerri Chandler Live
    Natasha Diggs Live Horn
    L_cio Plants Live
    Afterclapp X Shigara X Xaxim
    09 de setembro:

    Mamba Negra Showcase Feat Cashu + Paulete Lindacelva + Valentina Luz
    Badsista, Malka, Venus Aka Gueto Elegance Feat Marina Lima
    Inner City Live Bonus Set Kevin Saunderson
    Renato Cohen Live
    Aerea Live
    Kenya20hz Apresenta Chaos Sonora
    10 de setembro:

    Oddjs Aka Davis X Vermelho X Zopelar
    Boratto & Emerson Live
    Crazy P Soundsystem
    Lion Babe
    Paradise Guerrilla
    Dj Mau Mau B2b Etcetera

    Os organizadores do The Town pretendem montar uma estrutura que utilize mais de 300 mil metros quadrados do Autódromo, inspirada na arquitetura de São Paulo. O investimento para realização do evento é de R$ 240 milhões.

    “O The Town vai ser aqui um grande cartão de visita internacional de São Paulo para a gente mostrar essa riqueza cultural e isso vai estar representado dentro do festival, das músicas, mas vai ser muito transversal do pop ao rock, muito do rap, o trap, do hip-hop, da cultura urbana que tem muito forte em São Paulo”, afirma o empresário Roberto Medina.

    Veja quais serão os seis palcos do festival:

    ‘Skyline’: o maior palco do evento, com design inspirado nos prédios emblemáticos da capital. A previsão é de quatro shows por dia, com grandes bandas nacionais e internacionais.
    ‘The One’: inspirado na arte urbana de SP. Neste espaço se esperam conteúdos exclusivos, através de encontros e apresentações sob medida, com bandas consagradas e novos artistas.
    New Dance Order: dedicado à música de pista, que fez sua estreia na última edição do Rock in Rio.
    A ‘São Paulo Square’ virá inspirada na região em que a cidade foi fundada, embalada ao ritmo de muito jazz e blues, com performances artísticas, música, dança e o colorido das obras.
    O ‘Factory’ será inspirado na cultura urbana e terá performances de street dance e shows de trap, hip hop e rap – que estão entre os gêneros mais consumidos da Cidade.
     

  • Policial é jogado vivo no Rio Tietê após ter arma e celular roubados na Zona Norte de SP

    Policial é jogado vivo no Rio Tietê após ter arma e celular roubados na Zona Norte de SP

    Vítima trocava o pneu da viatura quando foi abordado por três suspeitos. Homem foi socorrido pela PM após ocorrência nesta quarta-feira (5).

    Um policial civil do 14º Distrito Policial de Pinheiros, na cidade de São Paulo, foi jogado vivo no Rio Tietê após ter sido roubado na manhã desta quarta-feira (5) próximo à ponte da Freguesia do Ó, na Zona Norte da capital.

    A vítima estava trocando o pneu da viatura quando foi abordado por três suspeitos, que levaram a arma e o celular do policial.

    Ele foi socorrido pela Polícia Militar ao hospital da região, onde permanece internado. Duas armas foram recuperadas.

    Em nota, a Secretária de Segurança Pública (SSP) informou que a 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) segue trabalhando para esclarecer os fatos e prender os autores.

    “Outros detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial”, concluiu a SSP em nota.

     

  • Laudo aponta cocaína em sangue de motorista de carro que matou jogador do Corinthians e três mulheres em acidente em SP

    Laudo aponta cocaína em sangue de motorista de carro que matou jogador do Corinthians e três mulheres em acidente em SP

    Grupo estava em festa e aceitou carona de motorista, que estava preso e conseguiu alvará de soltura. Jogador e três mulheres morreram.

    O Instituto Médico Legal (IML) apontou que havia cocaína no sangue do motorista que capotou o carro e matou o jogador do Corinthians Yago Rafhael da Silva Alves, de 16 anos, e três mulheres na Avenida Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo, em fevereiro deste ano.

    O condutor do carro e advogado Fabio Sousa Silva conseguiu alvará em março e está em liberdade com a proibição de sair do país durante o processo. Teve que apresentar o passaporte e houve a suspensão do direito de dirigir. Uma audiência sobre o caso está marcada para outubro.

    Os laudos identificaram também que Yago morreu por politraumatismo com hemorragia. Juliana Henrique Teodoro, de 38 anos, teve também politraumatismo. Jessyca Tayna dos Santos Silva, de 27 anos, sofreu traumatismo craniano e torácico. Danubia de Olindo Dantas também teve traumatismo craniano.

    Um novo vídeo mostra o acidente, em 12 de fevereiro, quando o motorista parece ter perdido o controle da direção e capota. O motorista foi denunciado pelo Ministério Público quatro vezes por homicídio.

    O MP recorreu da decisão do juiz de soltar o motorista.

    O que você precisa saber sobre o acidente:

    sete pessoas estavam no carro na hora do acidente;
    todos estavam em uma festa num bar próximo;
    o samba iniciou às 22h de sábado e durou a madrugada toda;
    algumas pessoas aceitaram carona do motorista para esticar o tempo juntos em outro local;
    o motorista estaria em alta velocidade, teria feito manobras e perdido o controle da direção;
    laudo do IML identificou cocaína no sangue dele.
    Um dos sobreviventes disse à polícia que o motorista “fez gracinhas” na direção antes de capotar o veículo, na saída de um samba. A defesa alegou no processo que um buraco no asfalto teria sido a causa.

    Já a análise do Instituto de Criminalística descreveu que não há elementos que indiquem um suposto desprendimento do conjunto da suspensão tenha causado o acidente.

    Jovem promissor
    A relação de Yago com a bola, segundo a mãe, começou aos 8 anos. O ídolo dele era o português Cristiano Ronaldo.

    “Pegava bolinhas, fazia bonequinhos e montava os profissionais na quadra. Pegava as bolinhas e fazia de jogador. Me falava: ‘Mãe, eu vou ser um jogador. Eu só preciso que a senhora acredite em mim, me ajude, me apoie até eu virar um jogador’. Corri atrás do sonho dele.”

    Yago logo começou a participar de testes. Antes da pandemia de Covid, ele passou pela Ponte Preta, em Campinas, foi para o São Paulo e foi chamado para o Corinthians no segundo semestre de 2022.

    “Parou tudo [na pandemia], e ele não desistiu. Um amigo dele o levou para fazer um teste no São Paulo e passou. Jogou várias partidas. Gostava do campo também, mas amava o futsal, se identificava mais”, comenta Danieli.

    O Corinthians deu a ele uma bolsa de estudos, segundo a mãe. Yago estava no segundo ano do ensino médio, na Zona Leste. O estudante saía às 4h30 para ir à escola, seguia para o treino e, por volta das 22h, voltava para casa.

  • Corregedor vai pedir afastamento do juiz flagrado em vídeo violentando e humilhando ex-mulher

    Ministro Luis Felipe Salomão disse a interlocutores que vai propor afastamento do juiz Valmir Mauricí Junior. Votação no conselho será no dia 11 de abril

    O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Felipe Salomão, vai propor o afastamento do juiz Valmir Maurici Junior, segundo apurou a GloboNews. O juiz foi flagrado em áudios e vídeos violentando e ameaçando a ex-mulher e gravando outras mulheres sem autorização. 

    O pedido de afastamento, medida mais dura no CNJ, será apresentado no dia 11 de abril, quando o conselho se reúne para analisar o caso do juiz. A suspensão das atividades estará prevista no pedido de processo de investigação interna, como medida à altura da gravidade das denúncias.

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    Na última terça-feira (28), o CNJ já havia dado prazo de cinco dias para que o magistrado se manifestasse sobre as acusações. Em nota, a defesa dele disse que “nega veementemente os fatos que lhe são imputados e repudia com a mesma veemência vazamentos ilegais de processos que correm em segredo de Justiça”.

    Já o CNJ afirma que o ministro Luis Felipe Salomão “determinou atenção prioritária às denúncias envolvendo fatos que repercutem na esfera criminal, com mapeamento e fiscalização dos inquéritos policiais e ações penais contra magistrados, em trâmite em todo o território nacional”.

    Acusações
    Novos vídeos foram revelados pelo Fantástico neste domingo (2) (assista abaixo). Nas imagens, Valmir Maurici Júnior aparece filmando outras mulheres com câmeras escondidas. E um dos áudios, de acordo com a acusação, foi gravado quando ele tentou sufocar a ex-esposa dentro de um carro.

    O juiz e a mulher, de 30 anos, se casaram em 2021 e moravam em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Segundo a defesa da mulher, a violência começou depois dos seis primeiros meses de relação.

    Em janeiro, ela obteve medida protetiva na Justiça, com base na lei Maria da Penha, que proíbe o juiz de se aproximar e de manter contato com a vítima e com pais e familiares dela. Na mesma decisão, Maurici Júnior também foi obrigado a entregar a arma a que tem direito por ser magistrado.

    Em entrevista ao repórter Giovani Grizotti no dia 27 de dezembro, a vítima detalhou a relação com o juiz. Ela o conheceu em outubro de 2020, quando ele vivia em Santa Catarina e ela, no interior de São Paulo. Em dezembro de 2021, ela se mudou para Caraguatatuba para morar com Maurici Júnior.

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    “Eu conheci ele quando ele me mandou uma mensagem pelas redes sociais e me convidou para jantar. Na época, ele morava em Santa Catarina. Eu ficava muito com ele em Santa Catarina. E ele era uma pessoa encantadora. Parecia um príncipe (…) eu fiquei muito apaixonada”, disse.

    A relação dos dois, conta, começou a ficar violenta aos poucos, e ela não queria o fim da relação:

    “Ele sempre falou do sexo com força, mas eu não entendia o que era isso. Eu sofri todo tipo de violência com ele. Violência sexual, moral, física, psicológica. Ele usava de vários mecanismos para me deixar confusa. Ele falava: é só dar um tapa. Eu consegui perceber que saiu do contexto sexual quando eu tava na cozinha, fazendo alguma coisa, ele me dava um tapa na cara, puxava meu cabelo”, afirmou.

    Registros no cofre

    A vítima afirma que não tinha provas da violência. Foi então que colocou o celular no quarto, na direção da cama, para tentar flagrar agressões. A mulher conseguiu filmar um tapa dado nela pelo juiz enquanto os dois estavam deitados.

    Também registrou xingamentos e empurrões, quando ela estava na frente dele perto da porta do quarto. Ambos os registros são de 2 de outubro de 2022, de acordo com a mulher (veja no vídeo acima).

    Ao sair de casa, a vítima levou consigo um cofre que, segundo ela, Maurici Júnior mantinha no escritório da casa. Dentro, havia, entre outros arquivos, um vídeo aparentemente filmado pelo próprio juiz. Segundo a vítima, a gravação foi feita em 10 de abril de 2022.

    O g1 teve acesso ao vídeo, que mostra os dois durante uma aparente relação sexual em que a vítima aparece deitada sobre uma cama, de costas, e com os pés e mãos amarrados.

    Na cama, ao lado da vítima, há uma folha de papel com itens que o juiz vai riscando aos poucos — segundo a mulher, são os motivos pelos quais, para ele, ela deveria ser castigada. É possível ouvir a voz de Maurici Júnior, que dá tapas nas nádegas da vítima com uma palmatória.

    Há, então, o seguinte diálogo:

    Valmir Maurici Júnior: “Você se faz de cretina como meio de vitimização… você quer parar? Tá chorando?
    Vítima: ela sinaliza que não com a cabeça: “Não tem dor no corpo”, diz.
    Valmir: “Dor no que?”
    Vítima: “Na alma”.
    Valmir: “Mas a gente tá fazendo o corpo doer pra alma sarar”.
    No final da gravação, ele pergunta se a mulher gostaria de ser “penetrada”, e ela mexe a cabeça em sinal de positivo.

    Valmir Maurici Júnior, juiz de direito acusado pela esposa de violência física, sexual e psicológica

    Em entrevista, a vítima disse que não consentia com relações assim e que não tinha opção:

    “Na verdade, eu nunca consenti com aquelas coisas. Eu não tinha opção. Então, a violência eu nunca consenti com nenhuma violência. Mas eu era casada”, disse a mulher. Ela afirmou ter ficado dois dias de cama depois da cena. E que “não tinha nada de fetiche” na situação.

    O fato de a mulher ter levado o cofre da casa do casal fez Valmir Maurici Júnior acusar a esposa de furto qualificado — um inquérito a respeito está em andamento na Delegacia de Caraguatatuba. No entanto, a Polícia Civil de SP pediu o arquivamento do inquérito, sem indiciar a mulher.

    A vítima conta que tentou manter o casamento, mas foi entrando em desespero e chegou a tentar suicídio:

    “Passava pela minha cabeça: por que eu to passando por isso? (…) Por que ele faz isso comigo? Eu tinha vergonha. Eu só queria manter meu casamento. Não queria ser julgada socialmente pelas pessoas. Eu só queria que aquilo acabasse logo. Era horrível. Um sentimento de culpa muito grande. De acreditar que de certa forma eu merecia aquilo. Eu cheguei a tentar suicídio.”

    Ela dizia se sentir culpada na relação e que era humilhada pelo juiz:

    “Eu queria morrer. As acusações eram muito grandes, sabe? Nunca ele estava errado. Era sempre a minha culpa. Do jeito que ele falava, do jeito que me humilhava, me chamava de burra, de fraca, que era patética. Intelectualmente ele destruía. E eu não aguentava, porque isso era todos os dias”, afirmou.

  • Defensoria Pública de SP diz que retirada de barracas da população em situação de rua é inconstitucional e aciona STF

    Defensoria Pública de SP diz que retirada de barracas da população em situação de rua é inconstitucional e aciona STF

    Remoção das barracas por parte dos fiscais municipais estava suspensa desde 17 de fevereiro deste ano, mas foram retomadas nesta segunda (3) após a justiça derrubar a liminar.

    Moradores de rua dormem dentro de barracas na Praça da Sé, no Centro de SP.

    Defensoria Pública de São Paulo se manifestou contra a retirada de barracas desmontáveis e demais pertences da população em situação de rua da capital paulista. A retirada voltou a ser feita nesta segunda (3), após a justiça derrubar a liminar que impedida a ação.

    A Defensoria diz ter acionado o STF por conta da inconstitucionalidade da ação.

    Os defensores apontam que a prática é vedada por um decreto municipal de 2020 e viola os diretos fundamentais de igualdade e propriedade

    No documento, divulgado nesta terça (4), a defensoria afirma que recebe com frequência relatos de violações das políticas estabelecidas – como por exemplo o uso de jatos d’água e tomada abusiva de pertences.

    Pelo decreto de 2020, os fiscais da subprefeitura da Sé, que cuida das ações de zeladoria da região, estão proibidos de retirar pertences pessoais da população de rua.

    Entretanto, há relatos de pessoas que perderam até documentos como a certidão de casamento.

    Nesta terça (4), o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua de São Paulo, disse ter pedido ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) uma “trégua” na ação ao menos durante a Semana Santa.

    Ele também afirmou que a gestão municipal não tem informado como e onde os pertences podem ser recuperados.

    “Eu acabei de falar com o prefeito Ricardo Nunes, solicitando que, por ocasião da Semana Santa, haja uma trégua e que parem de arrancar as barracas da população em situação de rua.”
    Segundo o padre Julio, não há pedido para desmontagem. As barracas estão sendo arrancadas.

    “O prefeito diz que estão pedindo para retirar. Não é isso que estamos vendo. Eles arrancam tudo, tiram tudo”.

    No decreto, só é permitido recolher objetos “que caracterizem estabelecimento permanente em local público, principalmente quando impedirem a livre circulação de pedestres e veículos, tais como camas, sofás, colchões e barracas montadas ou outros bens duráveis que não se caracterizem como de uso pessoal”.

    Retirada das barracas durante o dia
    Em 6 de fevereiro deste ano, o subprefeito da região da Sé, Coronel Álvaro Batista Camilo (PSD), afirmou, em entrevista ao SP2, que pretendia regulamentar o uso de barracas por pessoas em situação de rua no Centro, prevendo até a retirada desses itens durante o dia.
    Em 9 de fevereiro, a prefeitura começou a pedir para pessoas em situação de rua desmontassem as barracas colocadas em locais públicos na área central.
    No dia 10 do mesmo mês, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para investigar a ação do município na retirada das barracas. A investigação foi aberta após a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) enviar um ofício ao MP. O deputado Guilherme Boulos (PSOL) também entrou com representação contra a retirada das barracas.
    A Justiça restringiu a prefeitura de São Paulo de retirar as barracas da população em situação de rua por uma liminar concedida no dia 17 de fevereiro.

  • No 10º dia de greve, servidores de São Bernardo do Campo protestam em frente à Câmara por reajuste salarial

    No 10º dia de greve, servidores de São Bernardo do Campo protestam em frente à Câmara por reajuste salarial

    Sindicato dos servidores públicos do município disse que a prefeitura ainda não negociou com os trabalhadores. Gestão municipal, no entanto, alega que reajuste salarial já foi aprovado pelos vereadores e estará em vigor na folha de pagamento de abril.

    Servidores e empregados públicos municipais de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, entraram nesta quarta-feira (5) no 10º dia de greve e protestaram em frente à Câmara Municipal.

    Os trabalhadores pedem ajuste salarial referente à inflação acumulada entre janeiro de 2017 e março de 2023. A greve não tem prazo determinado de duração.

    Segundo o sindicato da classe trabalhadora, a Prefeitura de São Bernardo do Campo ainda não abriu negociações quanto ao pedido de aumento.

    “A insistência de Orlando Morando [PSDB, prefeito da cidade] em não abrir mesa de negociação com o SindServ-SBC é ultrajante, além de um desrespeito aos princípios democráticos e ao direito dos trabalhadores e trabalhadoras de participar do processo de negociação”, apontou em nota.
    Em comunicado, o sindicato também informou que “será assegurado no mínimo 35% de todos os serviços públicos de cada secretaria, sobretudo dos serviços cuja paralisação resulte em prejuízo irreparável”.

    A gestão municipal, no entanto, alega que o reajuste salarial dos servidores municipais já foi aprovado pela Câmara e estará em vigor na folha de pagamento de abril. Informou também que a adesão à greve permanece a mesma:

    “Nesta quarta-feira (5/4) as unidades municipais de ensino funcionam com quadro reduzido, porém, mantendo o atendimento aos alunos. Os demais serviços municipais seguem funcionando normalmente”.

     

  • Policial é preso após atirar e matar jovem em Carapicuíba, na Grande SP

    Policial é preso após atirar e matar jovem em Carapicuíba, na Grande SP

    Jovem e amigo foram abordados pela polícia quando saíam do trabalho em uma motocicleta. O colega ficou ferido.

    Um policial militar foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (5) após atirar em um jovem em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Vitor Hugo Miranda, de 19 anos, morreu no local, e um amigo ficou ferido.

    Segundo apurado pela TV Globo, após o expediente, os dois jovens, que trabalham de entregadores em uma pizzaria da região, saíram juntos em uma motocicleta por volta das 4h.

    Durante o trajeto os dois foram abordados por policiais militares por estarem com uma corrente pendurada na moto que tampava a placa do veículo.

    Segundo a Secretária da Segurança Pública, durante uma abordagem o rapaz e outro colega fugiram com a moto e a arma do policial teria disparado acidentalmente.

    De acordo com os familiares da vítima, Caio Moraes, de 19 anos, ficou ferido.

    Mortes cometidas por policiais sobem 25% em SP no 1º bimestre da gestão Tarcísio de Freitas
    De acordo com a Polícia, os jovens desobedeceram a ordem de parada dos policiais e começou uma perseguição. Em determinado momento, os rapazes caíram da moto e o policial desceu do carro com a arma apontada, quando um dos policiais fez o disparo, acidentalmente, e acertou o peito de um dos homens, que morreu.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), informou que as polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias da morte.

    Ainda de acordo com a SSP, o PM foi preso em flagrante pelo Plantão de Polícia Judiciária Militar e será conduzido ao presídio Romão Gomes. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Carapicuíba.

     

  • Administradora é acusada de desviar milhões de reais de condomínios em SP

    Administradora é acusada de desviar milhões de reais de condomínios em SP

    A empresa administrava cerca de 40 condomínios. Em delegacias de São Paulo, já existem quatro inquéritos em andamento para apurar os crimes cometidos pelos responsáveis.

    Uma empresa que administrava condomínios em São Paulo é acusada de desviar milhões de reais que estavam nas contas que eram mantidas pelos síndicos. O dono da empresa Fort House admite que usou os recursos de forma irregular e que não tem como devolver o que usou. A administradora cuidava de cerca de 43 condomínios na capital paulista. E, segundo cálculos dos próprios síndicos, o prejuízo pode chegar a R$ 30 milhões.

    Depois do trauma com um síndico que desviou dinheiro, um condomínio de São Paulo contratou a Fort House. Apenas a administradora fazia os pagamentos. Mas, alguns meses atrás, Ana Letícia Herrera, a atual síndica, viu que as cobranças de água e luz tinham multa e juros por atraso. Ana pegou no banco o extrato da conta e comparou com os extratos que a administradora enviava numa pasta ao condomínio.

    “Foi quando eu descobri que o extrato original estava muito diferente do extrato da pasta. Então ele transferia todo o dinheiro que caia do condomínio, ele transferia imediatamente para a conta da Forte House”, conta Ana Letícia.

    Ana Letícia desconfiou quando viu contas do condomínio com multas e juros por atraso

    A conta do condomínio estava no vermelho fazia tempo. Tinha dívida no cheque especial, o INSS dos funcionários não estava sendo recolhido e as reservas do condomínio haviam sido zeradas. Condomínios vizinhos, que tinham contratos com a mesma administradora, também perderam dinheiro e vão processar os responsáveis. O advogado Paulo Fernando Garcia explica que pode ter havido apropriação indébita por parte da administradora.

    “Vislumbra-se aí pelos documentos que nós estamos tomando conhecimento a prática de estelionato, apropriação indébita e falsificação de documentos particulares também”, explica Paulo Fernando.

    Numa carta enviada ao condomínio, o dono da administradora afirma que é responsável pelos seus erros e que está encerrando o negócio. Márcio José Macedo, advogado de João Carlos Capporicci, dono da Fort House, sustenta que não foi um golpe.

    “O que houve foi uma má administração na gestão dos recursos, né? Ele recorreu aos bancos, é, para pegar empréstimos, recorreu a inúmeros agiotas, né? Então na verdade ele não se apropriou, ele não desviou o dinheiro”, alega Márcio José.

    O advogado especialista em condomínios Márcio Rachkorsky diz que é importante não dar carta branca às administradoras. O especialista também sugere que o condomínio mantenha, numa conta separada, o dinheiro do fundo de reserva. É para os casos urgentes como o estouro de um cano, a troca de vidro. O síndico pode usar para o conserto, sem depender de autorização da administradora.

    “O mais importante de tudo, não outorgar procuração dando plenos poderes para administradora mexer no dinheiro”, alerta Márcio.
     

    Márcio Rachkorsky diz que é importante não dar carta branca às administradoras

  • Cidade de SP contabiliza mais de 52 mil moradores de rua, alta de 8,2% em 2023, afirma pesquisa

    Cidade de SP contabiliza mais de 52 mil moradores de rua, alta de 8,2% em 2023, afirma pesquisa

    Brasil soma mais de 206 mil pessoas nessa situação, segundo estudo da UFMG feito a partir de dados do Cadastro Único. Quase metade delas vive nas ruas do estado de SP e maioria é negra, aponta o estudo, obtido com exclusividade pela GloboNews.

    Pessoas em situação de rua dormem em barracas e colchões embaixo do Viaduto João Goulart (Minhocão), no Centro de SP

    Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e obtido com exclusividade pela GloboNews aponta que 52.226 pessoas viviam nas ruas da capital paulista até fevereiro deste ano.

    A pesquisa do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (POLOS-UFMG), com dados do CadÚnico, indica um aumento de 8,2% em relação a novembro de 2022, quando outro estudo foi feito.

    Ele levou em consideração apenas as pessoas que estavam registradas no CadÚnico. O pesquisador André Luiz Dias, coordenador do POLOS-UFMG, explica que São Paulo sempre foi o município com maior concentração de pessoas em situação de rua desde o início do registro em CadÚnico, em 2012.

    “[São Paulo] saiu de 3.842 registros em 2012 para os atuais 52.226 registros de pessoas em situação de rua.” Os dados são encaminhados pela Prefeitura de São Paulo para o Ministério de Desenvolvimento Social para repasse de recursos ao município.

    A pesquisa também leva em conta que os números possam estar subnotificados em até 35%, porque a taxa de atualização do CadÚnico em SP é muito baixa. A taxa de atualização da capital está em 63,3%, sendo que a média nacional é de 81,2%.

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    Em todo o país, 206 mil pessoas estavam em situação de rua, o que mostra um crescimento de 7,4% desde o último levantamento. O estado de São Paulo concentra 86.782 mil pessoas dessa população. Ou seja, quase metade da papulação em situação de rua do Brasil vive na cidades paulistas.

    O coordenador do POLOS-UFMG explica que no último trimestre de 2022 o governo de Jair Bolsonaro (PL) exigiu medidas para atualização do CadÚnico, e os números pararam de ser atualizados. Já o governo Lula (PT), segundo ele, voltou a estimular o cadastro, e os números voltaram a crescer (veja abaixo a população em situação de rua em outras capitais).

    “Nós não sabemos se, de fato, mais pessoas passaram a viver nas ruas a partir de novembro. O que nós vimos é que ano passado simplesmente em três meses (outubro, novembro e dezembro), mais de 25 mil pessoas haviam sido sumariamente excluídas do CadÚnico. Agora, aos poucos estão voltando a aparecer”, disse André Luiz Dias.

    A situação de rua atinge majoritariamente a população negra no nosso país. A cada 10 pessoas em situação de rua, 7 são negras.

    Raio-X da população de rua
    Levantamento realizado pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/POLOS-UFMG), com base em dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (mês de referência: fevereiro/2023) aponta que o Brasil tem 206.044 pessoas em situação de rua registradas no CadÚnico.

    São Paulo (capital): 52.226 pessoas em situação de rua
    Estado de São Paulo: 86.782 pessoas
    Rio de Janeiro (capital): 12.752 pessoas
    Estado do Rio de Janeiro: 18.812 pessoas
    Belo Horizonte: 11.111 pessoas
    Estado de Minas Gerais: 21.857 pessoas
    Salvador: 7.279 pessoas
    Estado da Bahia: 10.874 pessoas
    Brasília: 7.129 pessoas
    Distrito Federal: 7.129 pessoas
    Série histórica
    Registros da população em situação de rua no CadÚnico no país

    2012: 12.775
    2013: 22.922
    2014: 37.419
    2015: 52.440
    2016: 73.874
    2017: 101.302
    2018: 138.332
    2019: 174.766
    2020: 194.824
    2021: 158.057
    2022: 191.896
    2023 (fev): 206.044 (+7,4% em relação a novembro de 2022)
    Registros da população em situação de rua no CadÚnico no estado de SP

    2012: 5.257
    2013: 10.890
    2014: 18.703
    2015: 26.715
    2016: 37.070
    2017: 48.782
    2018: 63.416
    2019: 75.838
    2020: 83.074
    2021: 64.570
    2022: 80.576
    2023 (fev): 86.782 (+7,7% em relação a novembro de 2022)
    Registros da população em situação de rua no CadÚnico na cidade de SP

    2012: 3.842
    2013: 7.883
    2014: 13.185
    2015: 18.608
    2016: 25.095
    2017: 31.336
    2018: 38.887
    2019: 44.372
    2020: 48.134
    2021: 37.200
    2022: 48.261
    2023 (FEV): 52.226 (+8,2% em relação a novembro de 2022)

  • Thiago Brennand, empresário suspeito de agressão e estupro, pede revogação de mandados de prisão para voltar ao Brasil

    Thiago Brennand, empresário suspeito de agressão e estupro, pede revogação de mandados de prisão para voltar ao Brasil

    Defesa alega que ele está nos Emirados Árabes a trabalho e quer retornar ao país e entregar passaporte sem ser preso. Justiça já decretou quatro mandados de prisões preventivas contra acusado de agredir modelo, sequestrar e tatuar outra mulher e estuprar jovem e miss.

    A defesa do herdeiro e empresário Thiago Brennand pediu à Justiça que revogue seus mandados de prisão para que ele possa voltar ao Brasil na quinta-feira (6). Ele é investigado em pelo menos oito crimes, sendo réu em seis deles. Em quatro desses seis casos, a Justiça decretou prisão preventiva.

    Segundo apurado pela TV Globo e o g1, os advogados alegam que Thiago foi aos Emirados Árabes a trabalho e que tem interesse em retornar ao Brasil, se apresentar à Polícia Federal e entregar o passaporte.

    No entanto, pede que não seja preso e tenha o nome tirado da Difusão Vermelha da Interpol. A proposta de Brennand à Justiça é analisada, segundo o Tribunal de Justiça.

    Thiago é considerado foragido da Justiça pela polícia e procurado por:

    agredir uma modelo;
    tatuar e sequestrar uma segunda mulher;
    estuprar uma jovem e uma miss.

    O empresário segue nos Emirados Árabes, onde estava desde setembro de 2022, quando o Fantástico, da TV Globo, revelou um vídeo de Brennand agredindo uma aluna dentro de uma academia na capital paulista.

    Thiago chegou a ser detido em outubro do ano passado pela Interpol nos Emirados Árabes por causa de um dos mandados de prisão, o da agressão à modelo. Mas foi solto no mesmo dia, após pagar fiança, se comprometendo a não deixar o país. O valor pago não foi divulgado.

    Até o ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e o Ministério da Justiça discutiam sobre a possibilidade de fazer um pedido de extradição aos Emirados Árabes para capturar e prender Thiago.

    Segundo os delegados José Eduardo Jorge e Luciano Samara Tuma Giaretta, do 15º Distrito Policial (DP), Itaim Bibi, na Zona Sul da capital paulista, no mês passado foram apreendidas metralhadoras, pistolas e fuzis de Thiago.

    O advogado do empresário aceitou entregar as armas depois que o certificado de registro Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) foi cancelado pelo Exército.

    Em outras oportunidades, ela sempre negou as acusações de que seu cliente cometeu os crimes pelos quais é acusado.

    Miss e estudante de medicina Stepanie Cohen acusa herdeiro e empresário Thiago Brennand de dopá-la e estrupá-la em São Paulo

    Thiago responde ainda acusação de ter tatuado, sequestrado e mantido uma mulher em cárcere privado na fazenda dele em Porto Feliz, interior paulista. E é acusado de estuprar uma outra mulher na mesma cidade. Há dois mandados de prisão em aberto contra o empresário por estes casos.