Tag: São Paulo

  • Suspeito por desaparecimento de mulher grávida na Zona Leste de SP tem prisão temporária prorrogada por mais 30 dias

    Suspeito por desaparecimento de mulher grávida na Zona Leste de SP tem prisão temporária prorrogada por mais 30 dias

    A jovem, de 27 anos, desapareceu após visitar o namorado no último dia 29 de abril, em Itaquera. Matheus Alecrim passou a ser investigado como suspeito do caso.

    O suspeito pelo desaparecimento de Thainá Nascimento, de 27 anos, teve a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias. Thainá, que está grávida, desapareceu no dia 29 de abril, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.

    A jovem desapareceu após visitar o namorado, Matheus Alecrim, que passou a ser investigado como suspeito. Ele foi preso por agentes do 32º Distrito Policial de Itaquera.

    O boletim de ocorrência do desaparecimento foi registrado pela mãe da vítima. Ela procurou pelo namorado da filha, que relatou que a Thainá tinha deixado sua casa em um carro de aplicativo. Depois, não teve mais notícias dela.

    Em nota, a Secretária de Segurança Pública (SSP) informou que o caso segue em investigação pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    Ainda segundo a SSP, a “equipe da unidade solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros e cães farejadores para retomarem as buscas” pela jovem.

    Feminicídios em São Paulo
    Um desaparecimento como este preocupa porque, no primeiro trimestre de 2023, a Secretaria da Segurança Pública, comandada por Guilherme Derrite no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), registrou 62 casos de feminicídio.

    Em todo o estado, foram 18 registros em janeiro, 25 em fevereiro e 19 em março. O total representa aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 50 casos foram confirmados.

    No primeiro trimestre de 2023, a SSP também confirmou mais de 25,5 mil registros de ameaças contra mulheres. No mesmo período do ano passado, foram 14,9 mil – aumento de 70,83%.

    A SSP afirmou que possui 140 delegacias especializadas no atendimento de mulheres e que 11 delas funcionam 24 horas todos os dias da semana. Segundo a pasta, foi criado o programa SP Vida para analisar os crimes contra a vida, o qual inclui feminicídios.

  • Cidade de SP amplia vacinação contra gripe para toda população acima de 6 meses a partir desta segunda

    Cidade de SP amplia vacinação contra gripe para toda população acima de 6 meses a partir desta segunda

    Medida visa aumentar cobertura vacinal na capital paulista. Mais de 1 milhão de doses já foram aplicadas no município, segundo a Secretaria da Saúde.

    A cidade de São Paulo ampliou, nesta segunda-feira (15), a imunização contra a gripe para toda a população da capital paulista acima dos seis meses de idade.

    Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a medida tem como objetivo ampliar o índice de cobertura vacinal, que está em 26% do público que já podia se vacinar.

    A vacina da gripe está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

    Ela também pode ser encontrada nas AMA/UBS Integradas, de segunda a sábado, das 7h às 19h.

    De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, 1.061.872 doses da vacina foram aplicadas nos postos da capital desde o início da campanha, em 10 de abril. No ultimo ano, foram imunizadas contra a gripe quase 4,5 milhões de pessoas.

     

  • Ricardo Nunes exonera secretário de mobilidade e trânsito de SP pela 7ª vez

    Ricardo Nunes exonera secretário de mobilidade e trânsito de SP pela 7ª vez

    Decisão foi publicada no Diário Oficial desta segunda (15). Vereador Ricardo Teixeira (União Brasil) retorna à Câmara Municipal de São Paulo, após um ano e nove meses à frente da secretaria.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, exonerou o secretário municipal de Mobilidade e Trânsito de São Paulo, Ricardo Teixeira, pela sétima vez neste mandato (2020-2024). A decisão foi publicada no Diário Oficial da cidade desta segunda-feira (15).

    Texeira é vereador na capital paulista pelo União Brasil e assumiu a pasta em agosto de 2021. Desde então, já foi afastado duas vezes, por motivos particulares, e exonerado sete, sendo que duas vezes foram a pedido próprio. (Veja cronologia abaixo).

    Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT), Teixeira voltará a exercer seu cargo de parlamentar na Câmara de São Paulo nesta segunda.

    Um dia após exoneração, Nunes renomeia secretários municipais de SP; ambos participaram de votação na Câmara nesta quarta
    Nas redes sociais, Teixeira se manifestou sobre e exoneração do cargo: “Após 20 meses me despeço da secretaria, pois estou voltando para a Câmara Municipal de Vereadores […] Tivemos muitas conquistas em todo este período e faremos ainda mais”.

    O novo responsável pela pasta será Celso Gonçalves Barbosa, até então secretário adjunto.

    Advogado especializado em direito empresarial e processo civil, Barbosa ingressou na SPTrans em 2011, como chefe da Assessoria Jurídica do Departamento de Transportes Públicos, permanecendo no cargo até 2013.

    Entre 2018 e 2021, foi diretor do Departamento de Operações do Sistema Viário, vinculado à SMT. Depois, assumiu a direção da Administração e Superintendência do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Governo do estado.

    Histórico de Ricardo Teixeira como secretário municipal de Mobilidade e Trânsito:

     

    • 09/08/2021 — nomeado
    • 10/01 a 21/01/2022 — afastado por motivos pessoais
    • 01/07/2022 — exonerado a pedido
    • 22/07/2022 — nomeado
    • 23/08/2022 – exonerado
    • 25/08/2022 – nomeado
    • 20/09 a 03/10/2022 – afastamento por motivos particulares
    • 08/11/2022 – exonerado
    • 09/11/2022 – nomeado
    • 22/11/2022 – exonerado
    • (nomeação não localizada no Diário Oficial)
    • 28/11/2022 – exonerado
    • 29/11/2023 – nomeado
    • 29/12/2023 – exonerado a pedido
    • 23/01/2023 – nomeado
    • 12/05/2023 – exonerado

     

     

  • SP é o estado que mais realiza casamentos homoafetivos no país, aponta levantamento

    SP é o estado que mais realiza casamentos homoafetivos no país, aponta levantamento

    Segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), estado lidera ranking de celebrações, com 38,9% do total do Brasil desde 2013 e já fez mais de 30 mil matrimônios.

    São Paulo é o estado que mais realiza casamentos homoafetivos nos cartórios do país desde a autorização nacional, publicada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2013.

    Segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), o estado realizou 38,9% do total de casamentos homoafetivos no Brasil, o equivalente a 30 mil matrimônios.

    Em média, são realizadas quase 3 mil casamentos por ano em São Paulo, sendo 58% entre casais femininos e 41% entre casais masculinos.

    Dados nacionais
    Os matrimônios entre casais femininos representam 56% do total de casamentos homoafetivos no Brasil, tendo sido realizadas 42.872 celebrações deste tipo em cartório.

    No ano passado, foram 6.793 cerimônias, aumento de 21% em relação ao ano anterior.

    Já o maior aumento das oficializações entre as mulheres se deu em 2018, com crescimento percentual de 64%. Proporcionalmente, Alagoas é o estado que mais celebra matrimônios entre casais femininos, 65,7%.

    Já os matrimônios entre casais masculinos representam 44% do total de casamentos homoafetivos no Brasil, tendo sido realizadas 33.558 celebrações deste tipo em cartório.

    No ano passado foram 6.194 cerimônias, aumento de 72% em relação ao ano anterior, recorde no crescimento das oficializações entre os homens no país. Proporcionalmente, Mato Grosso do Sul é o estado que mais celebra matrimônios entre casais masculinos, representando 67,6% dos casamentos.

    Regulamentação
    Os números constam da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), base de dados nacional de nascimentos, casamentos e óbitos administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

    A entidade reúne os 7.757 Cartórios de Registro Civil do país e os dados são contabilizados desde quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a resolução e padronizou a atuação das unidades registrais no país.

    Até a publicação da norma, os Cartórios eram obrigados a solicitar autorização judicial para celebrar estes atos, que muitas vezes eram negados pelos magistrados pela ausência de lei, até hoje não editada Congresso Nacional, mas superada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2011, equiparou as uniões estáveis homoafetivas às heteroafetivas.

     

  • Ministério Público abre inquérito para investigar gritos homofóbicos durante partida entre Corinthians e São Paulo

    Ministério Público abre inquérito para investigar gritos homofóbicos durante partida entre Corinthians e São Paulo

    No segundo tempo do jogo, árbitro paralisou o clássico na Neo Química Arena por causa dos cantos preconceituosos entoados pela torcida do Corinthians. Ato foi relatado na súmula da partida.

    O Ministério Público de São Paulo abriu nesta segunda-feira (15) uma investigação para apurar um caso de homofobia durante partida entre Corinthians e São Paulo pela série A do Campeonato Brasileiro, na tarde de domingo (14). Veja mais no vídeo acima.

    No segundo tempo do jogo, o árbitro Bruno Arleu de Araújo paralisou o clássico na Neo Química Arena por causa de gritos homofóbicos entoados pela torcida do Corinthians. O ato foi relatado na súmula da partida:

    “Informo que aos 18 minutos do 2 tempo paralisei a partida por 2 minutos devido gritos homofóbicos da torcida “Vamos, Corinthians, dessas bichas teremos que ganhar” sendo informado no som e no telão do estádio para que os gritos cessassem, mesmo assim, a torcida continuou gritando efusivamente e, após os gritos cessarem, a partida foi reiniciada. Fato esse comunicado ao delegado da partida e ao chefe do policiamento”, relatou o árbitro do jogo.

    A apuração sobre o episódio será feita pelo Gecradi (Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância), que atua na identificação, prevenção e repressão dos delitos de intolerância, preconceito e discriminação contra pessoas ou grupos cometidos, entre eles a homofobia, no estado de São Paulo.

    A reportagem entrou em contato com a assessoria do clube, que disse verificar juridicamente como o poderá agir nesse caso.

    Pausa no jogo e possíveis punições

    Os cânticos começaram antes do jogo começar e ocorreram em diferentes momentos durante durante a partida. O jogo foi pausado por esse motivo aos 17 minutos do segundo tempo e retomado cerca de quatro minutos depois.

    Segundo o GE, o caso pode render punição ao Corinthians. Em 2022, o mesmo já havia acontecido.

    A tendência é que o ocorrido desse domingo seja enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata sobre “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.”

    A punição prevista para essa infração é “perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição.”

    O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Ronaldo Piacente, afirmou também ao GE nesta segunda-feira (25) que vai denunciar o Corinthians pelos cânticos homofóbicos registrados no clássico contra o São Paulo, no último domingo, em Itaquera, pelo Brasileirão. Ainda não há data para julgamento.

     

  • Déficit na malha metroviária: SP tem menos da metade do ideal de linhas do Metrô, aponta estudo

    Déficit na malha metroviária: SP tem menos da metade do ideal de linhas do Metrô, aponta estudo

    O estudo aponta que o transporte sobre trilhos na capital deveria ser três vezes maior para atender a população. O investimento para expansão custaria cerca de R$ 90 bi. Em nota, o Metrô de SP diz que o governo do estado está investindo mais de R$ 25 bilhões nas obras de ampliação da malha.

    O Metrô de São Paulo tem 6 linhas, 91 estações e pouco mais de 104 quilômetros de extensão. Uma malha pequena para transportar as cerca de 5 milhões de pessoas que precisam dele todos os dias.

    É o que indica a pesquisa “Mobilidade Urbana no Brasil – Marco Institucional e Propostas de Modernização” da Confederação Nacional da Industria (CNI).

    A Andréia vem do Grajaú, na Zona Sul, e precisa usar três tipos de modais pra chegar no trabalho.

    “Eu uso a lotação, a perua de casa até a estação Grajaú, da estação Grajaú eu pego o trem da linha 9, desço em Santo Amaro e em Santo Amaro eu pego a linha lilás e desço aqui no Brooklin. São doze horas na rua, ou seja, a gente vira visitante em casa”, relatou a bancária, Andreia Conceição.

    Segundo o estudo, é necessária a expansão em mais de 170 km para chegar em padrões de qualidade internacionais. O estuda indica ainda que o investimento para expansão da malha metroviária na capital paulista custaria cerca de R$ 90 bilhões.

    “De fato São Paulo é a região metropolitana que necessita da maior quantia de investimentos em mobilidade urbana, mas é bem importante a gente esclarecer que a gente também está falando da maior metrópole do pais […] cerca de R$ 90 bilhões deveriam ser destinados para São Paulo”, disse Ramon Cunha, especialista em Infraestrutura da CNI.

    SP tem 4 linhas de metrô em obras

    Segundo o último relatório do Metrô divulgado em novembro do ano passado, quatro linhas estão com obras na capital paulista:

    A 2-Verde está sendo expandida com previsão de entrega para 2026;
    15-Prata, do monotrilho também passa por expansão. A meta é chegar até o Ipiranga em 2025;
    Já a Linha-17 ouro, também do monotrilho, prometida para a copa do mundo de 2014, ainda não foi inaugurada e não tem previsão de entrega;
    6-Laranja, que vai ser administrada pela concessionária Linhauni e vai ligar a zona norte ao centro, foi prometida para 2025.
    O Márcio trabalha há 25 anos como motorista de van. Em quase três décadas rodando pelas ruas da capital, ele afirma que apesar de ter visto a ampliação do metrô, ainda tem muito o que melhorar.

    “A população também cresceu. Falta investimentos que ser obras mais determinadas, pontos que ligam mais comunidades, com mais pessoas pra ser mais transportadas, tudo”, disse o motorista, Márcio Moreta.

    O que diz o Metrô?
    Em nota, o Metrô de São Paulo disse que o passageiro conta com 370 quilômetros de transporte sobre trilhos e que ele só paga uma tarifa.

    A companhia também informou que a atual gestão do governo do estado está investindo mais de R$ 25 bilhões nas obras de ampliação da malha em 19 quilômetros.

    Investimentos em outros tipos de transportes
    Segundo levantamento, os maiores tempos de deslocamento casa-trabalho em transportes coletivos são verificados no Rio de Janeiro e em São Paulo (as duas maiores metrópoles do país), com 48 e 44 minutos de tempo médio (respectivamente).

    O cenário da mobilidade de São paulo não depende apenas do metrô. Muitos pessoas também utilizam outros tipos de transporte, compartilhando a responsabilidade na busca por melhorias.

    Segundo a administração municipal, a frota de ônibus está sendo substituída e corredores e faixas exclusivas estão sendo ampliados.

     

  • Cidade de SP revoga decreto que declarou situação de emergência por Covid em 2020

    Cidade de SP revoga decreto que declarou situação de emergência por Covid em 2020

    Há três anos, município de São Paulo definiu medidas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

    A cidade de São Paulo não vive mais a situação de emergência por causa da Covid-19. Depois de mais de 3 anos, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) revogou o decreto que tinha sido assinado pelo então prefeito bruno Covas, em 16 de março de 2020.

    O decreto foi publicado no Diário Oficial nesta segunda-feira (15). A situação de emergência foi decretada no começo da pandemia para que a prefeitura pudesse adotar medidas para o combate ao coronavírus.

    “Revoga o Decreto nº 59.283, de 16 de março de 2020, que declarou situação de emergência no Município de São Paulo e definiu outras medidas para o enfrentamento da pandemia decorrente do coronavírus”, diz o texto.

    Entre elas, a contratação de serviços sem licitação ou em caráter emergencial para a saúde pública.

    No começo deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tinha decretado o fim da situação de emergência global por causa da Covid-19.

     

  • SP teve o menor nº de mortes por PMs em serviço na história em 2022 após câmeras, com queda de 80% entre adolescentes

    SP teve o menor nº de mortes por PMs em serviço na história em 2022 após câmeras, com queda de 80% entre adolescentes

    Nos batalhões que incorporaram o uso das câmeras corporais tiveram redução de 76,2% na letalidade dos policiais militares em serviço entre 2019 e 2022, enquanto nos demais batalhões a queda foi de 33,3%.

    A redução da mortalidade de adolescentes em intervenções policiais chegou a 80,1% em 2022 no estado de São Paulo após a implementação de câmeras nos uniformes dos policiais militares. O dado faz parte de um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com a Unicef divulgado nesta terça-feira (16).

    Entre 2020 e 2022, 62 batalhões da Polícia Militar do Estado de São Paulo incorporaram câmeras operacionais portáteis (COP) durante a rotina de serviço. A diferença nos números pré-COP e pós-COP é nítida:

    Em 2017, foram 171 mortes provocadas por intervenções de policiais militares (MDIP) em serviço de jovens entre 15 e 19 anos
    Em 2021, ano seguinte à implementação das câmeras, foram 42 mortes (-75%);
    Já em 2022, foram registradas 34 mortes, o menor número da série histórica (- 80,1%, se comparado a 2017) compilada pelo Ministério Público de São Paulo no relatório Letalidade Policial em Foco; único que traz dados por faixa etária
    Veja mais na tabela abaixo.

    O número também é o menor da série histórica da Secretaria da Segurança Pública desde 2001, quando começaram a separar mortes praticadas por policiais em serviço e fora.

    “Estamos falando de uma interação muito violenta com adolescentes, que são estigmatizados como um grupo suspeito por definição, especialmente se pretos, pobres e periféricos”, disse ao g1 Samira Bueno, diretora do Fórum.

    “Reduzir a letalidade provocada pela PM é oferecer perspectiva de vida para esse público, que vive sob a expectativa de ser vítima da violência policial”, apontou.

    Os pesquisadores destacam que, embora a letalidade provocada por policiais militares passe a cair a partir de 2018 entre crianças e adolescentes, a queda se acentua a partir de 2020, ano de implementação das câmeras operacionais portáteis (COP).

    Nos batalhões que incorporaram o uso das câmeras corporais tiveram redução de 76,2% na letalidade dos policiais militares em serviço entre 2019 e 2022, enquanto nos demais batalhões a queda foi de 33,3%. O número de adolescentes mortos em intervenções de policiais militares em serviço caiu 66,7%, passando de 102 vítimas em 2019 para 34 em 2022.

    “O período analisado coincide com a adoção das câmeras operacionais portáteis (COP) pela polícia militar do estado de São Paulo, que começou no segundo semestre de 2020. Historicamente, adolescentes sempre foram os mais impactados por esse tipo de violência letal. Em 2020, pela primeira vez, essa população deixou de ser uma das que mais morre por intervenção policial no estado de São Paulo”, diz Adriana Alvarenga, chefe do escritório do UNICEF em São Paulo.

    Alta taxa de adolescentes mortos
    Em 2017, mais de um terço (34,7%) das mortes provocadas por intervenções de policiais militares tiveram como vítimas jovens de 15 a 19 anos, número inferior apenas à faixa de 20 a 29 anos, com 208 mortes (42,2%).

    “O estado de São Paulo tem uma especificidade que é a alta letalidade provocada por policiais entre adolescentes. Enquanto a média nacional de adolescentes mortos em intervenções policiais é de 12%, em SP chegou a 35% em 2017, antes da implantação do programa”, explicou Samira.

    Em 2021, a proporção de jovens de 15 a 19 anos mortos (42) por PMs caiu para 14,3% do total (292);
    Em 2022, o número total de vítimas foi o menor da série histórica (206), e a proporção de adolescentes mortos ficou abaixo da metade (16,5%) do que foi registrado em 2017.
    “Com a implementação das câmeras corporais e outras medidas de controle, os adolescentes deixaram de ser o principal grupo vitimado pela PM”, destacou a diretora do FBSP.
    Menos negros mortos
    (mas ainda os que mais morrem)
    O estudo também aborda o perfil racial das vítimas da violência policial em serviço:

    Entre 2017 e 2022, 62,7% eram negros (pretos e pardos), 34,7% eram brancos, 0,1% amarelos, e, em 2,5%, cor da vítima não foi preenchida no boletim de ocorrência;
    Entre 2019 e 2022, houve quedas expressivas nas taxas de letalidade: redução de 64,3% entre negros e de 66,2% entre brancos;
    Entre 2017 e 2022, a queda da taxa de mortalidade entre negros (- 63,5%) foi maior que a entre brancos (- 58,3%).

    No entanto, a pesquisa ressalta que, mesmo que a redução nas mortes acontecido de modo proporcional entre brancos e negros, a taxa de letalidade pela polícia segue sendo três vezes maior entre negros do que entre brancos.

    Quase 70% das pessoas mortas por letalidade policial no estado de SP eram negras, aponta levantamento
    Para a chefe do escritório da Unicef em São Paulo, os indicadores analisados no estudo mostram que é possível reduzir as mortes de adolescentes em decorrência de intervenção policial, mas também evidenciam que é importante continuarmos investindo em políticas públicas.

    “Apesar da redução, o estado de São Paulo ainda apresenta um número elevado de violência letal contra adolescentes, incluindo as mortes em decorrência de intervenção policial. Nos últimos quatro anos, de 2019 a 2022, 273 adolescentes e jovens paulistas, entre 15 e 19 anos, foram mortos por intervenções policiais nos últimos quatro anos. É urgente que mais nenhuma dessas mortes ocorra, nem em São Paulo e nem em nenhum outro lugar do Brasil”, diz Adriana.

    Menos policiais mortos
    O estudo apontou que a implementação das câmeras nos uniformes também reduziu o número de mortes de policiais em horário de serviço e fora. Em 2020, por exemplo, 18 PMs foram vítimas de homicídio enquanto trabalhavam; em 2021, foram quatro (- 77%); já em 2022, seis mortes (- 66%).

    Policiais militares mortos em serviço e fora de serviço

    Câmeras portáteis em números
    No estado de São Paulo, 62 batalhões da PM adotaram, entre 2020 e 2022, as câmeras operacionais portáteis (COP). Segundo o FBSP, os resultados indicam que o programa se mostrou positivo ao reduzir a letalidade provocada por policiais em serviço:

    Batalhões que incorporaram o uso das COP tiveram redução de 76,2% na letalidade dos policiais militares em serviço entre 2019 e 2022, enquanto nos demais batalhões a queda foi de 33,3%;
    O número de adolescentes mortos em intervenções de policiais militares em serviço caiu 66,7%, passando de 102 vítimas em 2019 para 34 em 2022;
    A vitimização dos policiais no horário de trabalho também apresentou redução, registrando os menores números da história nos últimos dois anos.

    “Os dados indicam que as COP constituem um importante mecanismo de controle do uso da força letal e de proteção ao policial, mas também que a tecnologia configura um instrumento adicional que não deve ser visto como [solução] para os desafios relativos ao uso da força policial”, afirmaram os pesquisadores.

    Para Adriana, a política das câmeras “pode ser um potencial para outros estados, mas o estudo deixa claro que ela tem que ser colocada em prática com cuidado. As câmeras operacionais portáteis não são uma forma de remediar ou solucionar todos os problemas. Elas precisam fazer parte de um programa maior que abranja capacitação, resolução de conflitos, entre outros temas.”

    Programa Olho Vivo e como funcionam as câmeras
    As câmeras operacionais portáteis foram instituídas dentro do Programa Olho Vivo em 2020 e, um ano depois, em 2021, a adoção de um modelo atualizado de tecnologia representou uma mudança significativa: policiais deixaram de escolher se queriam ou não gravar suas ações.

    Em São Paulo, os policiais não têm controle sobre o acionamento da COP, a gravação ocorre de forma ininterrupta;
    As câmeras são fixadas junto ao peito dos agentes e permitem um ângulo de captação de imagens privilegiado e na altura adequada;
    Nessa posição, é possível registrar os “eventos de interesse, como a tomada da maior parte do corpo das pessoas com as quais os policiais interagem, além da captação de regiões de interesse da ação policial, sobretudo suas mãos”;
    A fixação é forte o suficiente para impedir que a câmera caia dos uniformes em situações mais críticas, como pular muro e se deitar no chão.

    Gravação ininterrupta
    Segundo o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as câmeras da Polícia Militar de São Paulo gravam de forma ininterrupta imagens e sons captados.

    Os dados (imagens e sons) obtidos sem o acionamento da gravação são chamados pela polícia de vídeos de rotina;
    Já os obtidos pelo acionamento proposital do policial são chamados de vídeos intencionais;
    Para reduzir custos, a resolução das imagens dos vídeos de rotina é menor que a dos intencionais – e não armazenam o som ambiente;
    Os vídeos de rotina ficam arquivados por 90 dias, já os intencionais ficam guardados por 1 ano;
    Os policiais em serviço só podem retirar as COP em raros momentos (para ir ao banheiro e para fazer refeições, por exemplo).
     

  • Virada Cultural 2023 em SP terá 12 palcos e shows de BaianaSystem, Karol Conká, Marina Sena, Dilsinho; veja todas as atrações

    Virada Cultural 2023 em SP terá 12 palcos e shows de BaianaSystem, Karol Conká, Marina Sena, Dilsinho; veja todas as atrações

    Evento ocorre no final de semana dos dias 27 e 28 de maio. Prefeitura da capital investirá em torno de R$ 40 milhões e espera receber 4 milhões de pessoas.

    A Virada Cultural 2023 de São Paulo terá 12 palcos espalhados pela cidade – três a mais do que nas edições anteriores. O evento ocorre no final de semana dos dias 27 e 28 de maio.

    Segundo a Prefeitura de SP, serão mais de 500 apresentações artísticas. Dentre as atrações, estão confirmados shows da banda BaianaSystem, da cantora Karol Conká, e dos cantores Supla, AnaVitória, Tierry, Marina Sena, Dilsinho, Tássia Reis, Tiee.

    A Secretaria Municipal da Cultura pretende arrecadar R$ 400 milhões com o evento e gerar 1.800 postos de trabalho.

    A Prefeitura diz que irá investir cerca de R$ 40 milhões e espera receber 4 milhões de pessoas.

    Descentralização
    Com o tema “Virada do Pertencimento”, a edição deste ano terá 12 arenas espalhadas por todas as regiões da cidade de São Paulo:

    Capela do Socorro (Zona Sul)
    Brasilândia (Zona Norte)
    Butantã (Zona Oeste)
    Campo Limpo (Zona Sul)
    Cidade Tiradentes (Zona Leste)
    Heliópolis (Zona Sul)
    Itaquera (Zona Leste)
    M’Boi Mirim (Zona Sul)
    Parada Inglesa (Zona Norte)
    Parelheiros (Zona Sul)
    São Miguel Paulista (Zona Leste)
    e o Vale do Anhangabaú e seu entorno (Centro).
    “Vai ter uma região ali de Pirituba e Perus que não foi atendido, mas a gente vai está no próximo melhorando, ampliando pra gente chegar num ponto de ter nossas grandes arenas num volume maior e numa cobertura ainda maior de proximidade porque todos podem visitar as doze da cidade inteira. De repente você pode levar talvez para mais próximo de cada um que mora nessa cidade”, diz o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

    A abertura do evento acontece, pontualmente, em todos os palcos às 17h de sábado (27). No palco dos shows decentralizados, o último show termina às 22h e voltam às 9h do domingo. Já o palco do Vale do Anhangabaú, que será 24 horas, deverá ir até às 22h do dia seguinte.

    A programação completa está disponível em viradacultural.prefeitura.sp.gov.br.

    Veja os endereços dos palcos abaixo:

    ATLÂNTICA

    Av. Atlântica, 2450 – Jardim Tres Marias
    BRASILÂNDIA – INAJAR

    Av. Inajar de Souza, 2298 – Limão
    BUTANTÃ

    Av. Eliseu de Almeida, altura nº 3307 até o nº 3893 – Instituto de Previdência
    CAMPO LIMPO

    Rua Dr. Joviano Pacheco de Aguirre, 30 – Jardim Bom Refúgio
    CIDADE TIRADENTES

    R. Inácio Monteiro, 6900 – Jardim São Paulo
    HELIÓPOLIS

    PALCO 1: Av. Almirante Delamare, nº 509 |
    PALCO 2: Cel. Silva Castro, 154-206 – Vila Heliopolis
    ITAQUERA

    Av Nagib Farah Maluf, s/n, Itaquera
    M’BOI MIRIM

    Av Luiz Gushiken, 50 Chácara Santana
    PARADA INGLESA

    Av. Luiz Dumont Villares, altura do nº 1400 – Parada Inglesa
    PARELHEIROS

    Rua Teresinha do prado de Oliveira, 100 – Jardim Nova Parelheiros
    SÃO MIGUEL

    Av. Deputado Dr. José Aristodemos Pinotti, 20, São Miguel Paulista
    VALE DO ANHANGABAÚ

    Anhangabaú – Centro Histórico de São Paulo
    Metaverso cancelada
    No final de abril, a gestão municipal decidiu cancelar a edição do evento que seria realizada virtualmente, a chamada Virada Cultural do Metaverso.

    A medida ocorreu após o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM) suspender o edital da prefeitura por falta de explicações sobre o evento.

     

  • Mais de 54% dos alunos aprovados na USP vieram de escolas públicas, e vestibular 2023 se torna o mais inclusivo da história

    Mais de 54% dos alunos aprovados na USP vieram de escolas públicas, e vestibular 2023 se torna o mais inclusivo da história

    Entre os estudantes, 2.020 são do grupo Pretos, Pardos e Indígenas (PPI). Desde o início da política de reserva de vagas, em 2017, esse foi o maior porcentual atingido em todo o vestibular.

    Mais da metade dos estudantes que foram aprovados no vestibular de 2023 da Universidade de São Paulo (USP) cursaram o ensino médio em escola pública. De acordo com dados da universidade, das 10.662 vagas preenchidas, 5.714 são de alunos que vieram do ensino público, ou seja, 54,1%

    Entre os estudantes, 2.020 são do grupo Pretos, Pardos e Indígenas (PPI). Desde o início da política de reserva de vagas, em 2017, esse foi o maior porcentual atingido em todo o vestibular.

    Em 2018, 41,2% dos selecionados eram oriundos de escolas públicas.
    Em 2019, 42% dos selecionados eram oriundos de escolas públicas.
    Em 2020, 47,7% dos selecionados eram oriundos de escolas públicas.
    Em 2021, 51,8% dos selecionados eram oriundos de escolas públicas.
    Em 2022, 51,7% dos selecionados eram oriundos de escolas públicas.
    Em 2023, 54,1% dos selecionados eram oriundos de escolas públicas.

    No saldo final, o vestibular 2023 preencheu 10.662 das 11.147 vagas oferecidas, equivalente a 95,6% das vagas. As remanescentes são disponibilizadas para transferência interna, transferência externa e para candidatos portadores de diploma de curso superior.

    Os dados foram divulgados pela Pró-Reitoria de Graduação durante a sessão temática do Conselho Universitário que aconteceu no dia 25 de abril e discutiu as propostas e os desafios da Graduação na Universidade.

    O vestibular 2023 da USP foi realizado de uma maneira diferente:

    Todos os candidatos concorreram, primeiramente, às vagas destinadas à Ampla Concorrência (AC), independentemente da categoria em que se inscreveram. Dessa forma, foram preenchidas antes as vagas para Ampla Concorrência, depois as vagas para Escola Pública, seguindo os critérios, e só depois as vagas para PPI.

    A universidade adotou a alteração com o objetivo de ampliar as possibilidades dos candidatos EP e PPI, que além de concorreram as vagas reservadas, disputaram também de ampla concorrência.