Tag: São Paulo

  • Investigados por fraude de R$ 4 bilhões em notas fiscais falsas são alvo de operação em 4 estados

    Investigados por fraude de R$ 4 bilhões em notas fiscais falsas são alvo de operação em 4 estados

    Batizada de Gauteng, a operação acontece em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Esquema beneficiava empresas do ramo de sucata.

    Agentes da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal cumprem nesta terça-feira (16) em quatro estados 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de investigados por fraudes na emissão de notas fiscais que totalizam mais de R$ 4 bilhões em sonegação fiscal.

    Batizada de Gauteng, a operação acontece em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. A inteligência dos órgãos identificou que empresas de fachada foram criadas para emitir notas fiscais falsas para validar transações de empresas verdadeiras que atuam na cadeia de sucatas.

    Ao todo, são mais de 80 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, que usavam os documentos falsos para burlar órgãos fiscalizadores, sonegar impostos e “esquentar” mercadorias roubadas.

    “Foi apurado que, além de operações com sucatas, o operador do esquema transacionou bilhões em notas fiscais de ouro. Há suspeitas de que tais transações possam estar relacionadas a crimes de lavagem de dinheiro, extração ilegal de minérios, sonegação de impostos e outros delitos”, detalhou o comando da operação.

    A organização, ainda de acordo com as corporações, era dividida em três núcleos, que incluía também empresas das áreas de metalurgia e siderurgia.

    Santa Catarina tem o maior número de cidades alvos de mandados: 11 ao todo, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul com três, e Paraná apenas com a capital Curitiba.

    A cidade com mais mandados é a gaúcha Caxias do Sul, com 16. Foram mobilizados mais 280 agentes para cumprimento dos mandados. Veja cidades:

    Santa Catarina

    Joinville (4), Lages (4), Pomerode (4), Barra Velha (2), Massaranduba (2), Araquari (1), Balneário Camboriú (1), Braço do Trombudo (1), Guaramirim (1), Jaraguá do Sul (1), Schroeder (1).

    Rio Grande do Sul

    Caxias do Sul (16), Bento Gonçalves (1), Porto Alegre (1)
    São Paulo

    São Paulo (1), Jaboticabal (1), Ribeirão Preto (1)
    Paraná

    Curitiba (1)

  • Mulher grávida cai de viaduto em SP após ser atropelada por carro

    Mulher grávida cai de viaduto em SP após ser atropelada por carro

    Acidente ocorreu no Viaduto do Gasômetro. Vítima foi levada para Hospital das Clínicas pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar. Segundo a CET, ela foi atingida quando caminhava pelo local.

    Uma mulher grávida de dois meses caiu do Viaduto do Gasômetro, no Centro de São Paulo, após ser atropelada por um carro.

    O acidente ocorreu nesta terça-feira (16), por volta das 9h30. Ela foi socorrida pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar, e levada ao Hospital das Clínicas.

    A Polícia Militar havia informado que ela era motorista do veículo e tinha caído após bater na grade.
    Entretanto, a informação foi corrigida pela CET. A vítima caminhava pelo viaduto e foi atropelada e despencou do viaduto.

    Ela sofreu ferimentos na cabeça e nas pernas.

    Ainda não há informações sobre seu estado de saúde e as razões do acidente.

     

  • SP registra menor temperatura mínima do ano nesta terça; sensação térmica foi de 0°C no extremo Sul da cidade

    SP registra menor temperatura mínima do ano nesta terça; sensação térmica foi de 0°C no extremo Sul da cidade

    Segundo a Climatempo, média mínima na capital paulista foi de 11,9°C. Índice tem como referência a estação meteorológica do Mirante de Santana do Inmet.

    A cidade de São Paulo registrou 11,9°C na madrugada desta terça-feira (16), a menor temperatura mínima do ano, segundo o Inmet.

    No extremo Sul, na região da Capela do Socorro, os termômetros marcaram 3,9°C, mas a sensação térmica foi de 0°C.

    O índice tem como referência a estação meteorológica do Mirante de Santana do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

    No decorrer do dia o sol favorece a elevação das temperaturas, com máximas que podem chegar aos 24°C e índices de umidade atingindo valores próximos aos 30%. Não há previsão de chuva.

    Antes desta data, a menor média mínima tinha sido de 12°C, registrada na madrugada de segunda (15).

    Os meteorologistas afirmam que nas áreas mais afastadas do centro expandido, as mínimas absolutas ficam bem abaixo da média .

    População em situação de rua
    Segundo gestão municipal, das 20h desta segunda-feira (15) até as 7h desta terça-feira (16), foram realizados 770 encaminhamentos aos serviços de acolhimento da rede socioassistencial. A prefeitura diz ainda que distribuiu 2.702 cobertores.

    Nas tendas de atendimento, montadas em dez pontos estratégicos da cidade, das 18h às 00h, foram distribuídos, nesta última noite, 20.124 itens de alimentação (sopa, pão, chocolate quente, chá e água) e aplicadas 214 vacinas contra a Covid-19 e a Influenza.

    As abordagens foram realizadas pelo Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS), via chamados da Central 156, feitas pelas equipes da Coordenação de Pronto Atendimento Social (CPAS) da SMADS, atendimentos das equipes do Ampara SP e nas dez tendas de atendimento à população em situação de rua.

    Previsão
    Na quarta-feira (17) o sol aparece entre nuvens com temperaturas em gradativa elevação no decorrer do dia.

    Os termômetros variam entre mínimas de 12°C e máximas de 23°C. Não há condição de chuva para a Grande São Paulo.

     

  • O que pode acontecer com o menino que desapareceu em SC e foi encontrado em SP?

    O que pode acontecer com o menino que desapareceu em SC e foi encontrado em SP?

    Governo de Santa Catarina informou que criança está em uma casa de acolhimento na Grande Florianópolis até a Justiça decidir sobre a guarda dele.

    O menino de 2 anos que desapareceu no final de abril em Santa Catarina e foi encontrado em São Paulo após uma semana, vai ficar em um abrigo da Grande Florianópolis até a Justiça decidir sobre a guarda dele. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que não há prazo para a decisão.

    A criança foi entregue, na segunda-feira (15), a uma casa de acolhimento em São José, mesma cidade em que ela morava com a família antes de sumir. A informação foi divulgada pelo governo do Estado.

    Segundo o Tribunal de Justiça, uma equipe técnica é destinada para verificar se há alguém da família biológica para ficar com a guarda ou mesmo adoção dele.

    Os avós do menino demonstraram interesse na guarda e já a haviam solicitado à Justiça.

    O QUE SE SABE sobre o caso do menino encontrado em SP
    Mãe conheceu suspeito de intermediar negociação em grupo de ‘adoção e doação’
    Mãe de menino recebeu R$ 100 para levar criança até “ponto de entrega”
    Os interessados devem passar por uma avaliação psicossocial, para verificar se têm condições de ficar com a criança. Se os familiares forem aprovados, a criança sai do abrigo.

    Se isso não acontecer, o menino segue na casa de acolhimento enquanto o juízo faz uma busca a novos pretendentes à adoção, sendo respeitada a fila de cadastro.

    Entenda
    A mãe dele, uma jovem de 22 anos, foi quem o entregou para os suspeitos. Ela “tem uma fragilidade emocional e psicológica muito grande”, segundo a delegada da Polícia Civil de Santa Catarina, Sandra Mara. A mulher, segundo a polícia, foi aliciada por um dos presos para uma adoção ilegal.

    Marcelo Valverde é apontado pela investigação como intermediador da entrega da criança a Roberta Porfírio (veja o que dizem as defesas abaixo). Os dois foram presos em flagrante por tráfico de pessoas. Mais duas pessoas são investigadas.

    O inquérito que apura a atuação do grupo tem prazo de 30 dias para a conclusão, a contar do registro da ocorrência, segundo o governo do Estado. Há possibilidade de prorrogação da investigação.

    Mãe fala pela primeira vez

    Uma semana após o encontro da criança, a mãe do menino, que entregou o filho ao casal, falou ao Fantástico, no domingo (14). Mãe solo, ela preferiu não ser identificada.

    Ela diz que, durante a gravidez, em 2020, participou de um grupo numa rede social, de apoio a mães. E foi quando passou a trocar mensagens com Marcelo Valverde Valezi, de São Paulo, preso com a criança.

    “Ele contou a história dele, que ele é ‘tentante’ junto com a mulher dele, já tiveram diversos abortos”, relata a mãe. E as propostas, segundo ela, começaram: “Ele falava muito que se eu botasse uma criança no mundo para sofrer, aquilo ia me gerar carma, gerar carma na criança, então ele foi usando tudo o que ele podia”.

    O bebê nasceu em abril de 2021. No mês passado, três anos depois dos primeiros contatos, ela e Marcelo voltaram a se falar com mais frequência.

    O que diz a defesa de Roberta
    Fernanda Salvador, advogada da investigada, nega que tenha havido o crime de tráfico de pessoas e que o bebê estivesse desaparecido, já que a mãe teria entregue a criança a Roberta junto com os documentos, em Santa Catarina. Marcelo não teria viajado até o outro estado, mas intermediado a conversa entre as duas partes.

    Segundo a advogada, a mãe teria dito que estava em “cenário de vulnerabilidade, em ambiente tóxico”, quando conversou com o casal de São Paulo.

    A retirada do garoto de Santa Catarina foi feita por Roberta e com o carro pessoal. As placas do veículo teriam sido adulteradas na saída do estado, segundo a polícia. A defesa dela, no entanto, afirmou desconhecer a informação.

    No fim de semana, Roberta e o marido decidiram procurar a advogada, que disse ter orientado os dois a procurar o Fórum do Tatuapé e entregar o menino. O caso já estava repercutindo em todo o país.

    Marcelo acompanhou Roberta até o fórum. Os dois estavam com o bebê dentro de um carro, na Zona Leste da capital, na segunda (8), quando foram abordados pela PM e detidos em flagrante por suspeita de tráfico de pessoas.

    Cronologia do desaparecimento
    30 de abril: menino foi visto pela última vez com a mãe pela avó materna, na Grande Florianópolis;
    1ª de maio: avó do menino perguntou à filha sobre o menino. Mulher disse que a criança estava na casa de uma amiga;
    2 de maio: mãe do menino foi hospitalizada desacordada;
    3 de maio: avó entrou em contato com amiga da mãe do menino, que informou que não estava com ele. Ela teria indicado que a criança poderia estar com o suposto pai da criança; Na família do suposto genitor ele não foi encontrado pela avó;
    4 de maio: avó procurou a Polícia Civil.

  • Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou o texto da reforma tributária e alegou que a cidade perderá R$ 17 bilhões com o texto proposto.

    Discutida há décadas e muito aguardado pelo setor produtivo, a reforma tributária é considerada essencial pelo governo federal para aproximar as regras brasileiras do resto do mundo e reformar um sistema que é tido como caótico por empresários e investidores.

    “No Brasil a gente tem os municípios como um ente federado, não dá pra desconsiderar isso. São Paulo tem 12,5 milhões de habitantes, cidade que tem gente do Brasil inteiro, imagina a cidade perder R$ 17 bilhões e ficar dependente de um comitê que vai definir qual será o valor da distribuição de um imposto único?”, disse Nunes em entrevista à GloboNews.

    O prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    “A gente tem procurado alertar os parlamentares da necessidade de se fazer isso de uma forma, eu não estou falando pra não fazer, a gente entende a guerra fiscal, entende a necessidade de ter um processo mais dinâmico, mas é importante que a gente não crie um problema pra todos e acabe gerando um transtorno.”

    Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que estado vai apoiar a reforma desta vez, e que ninguém aguenta guerra fiscal.

    Reforma tributária
    Duas propostas tramitam atualmente no Congresso Nacional servirão de base para o texto final, que ainda está em negociação. São elas:

    PEC 45 – IVA Único para União, estados e municípios, mas um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    PEC 110 – IVA Dual, ou seja, um imposto para estados e municípios, além de outro para o governo federal e, também, um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    As propostas em discussão contemplam a extinção do PIS, da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados.

    Eles seriam “trocados” por um imposto sobre valor agregado, já existente em países desenvolvidos, que seria não cumulativo, ou seja, que seria pago uma só vez por cada etapa na cadeia (produtor, distribuidor e comerciante). Também haveria a cobrança de um imposto seletivo sobre produtos nocivos, como cigarros e bebidas alcoólicas.

    Apesar de prioritária, a reforma é considerada complexa do ponto de vista político. Diferentes governos tentaram, sem sucesso, fazer a reforma tributária nas últimas décadas, focados principalmente na tributação sobre o consumo.

    As propostas esbarraram em resistências de caráter regional, partidário e de diferentes setores produtivos, todos representados no Congresso Nacional.

     

  • MP recorre de condenação leve e aponta parcialidade de juiz e jurados no julgamento da morte da jovem trans Laura Vermont

    MP recorre de condenação leve e aponta parcialidade de juiz e jurados no julgamento da morte da jovem trans Laura Vermont

    Três réus foram condenados por lesão corporal leve e outros dois acabaram absolvidos. Promotor afirma que reclamações de juiz contaminou análise dos jurados.

    O Ministério Público de São Paulo recorreu da condenação em júri popular dos cinco réus acusados de matarem a jovem transexual Laura Vermont, na Zona Leste de São Paulo, em 2015. Ela tinha 18 anos quando foi morta. A alegação do promotor do caso, João Carlos Calsavara, é de parcialidade por parte dos jurados e do juiz durante o julgamento.

    Cinco homens responderam pelo crime nos dias 11 e 12 de maio e três deles foram condenados por lesão corporal leve: Van Basten Bizarrias de Jesus, Iago Bizarrias de Deus e Wilson de Jesus Marcolino. Jefferson Rodrigues Paulo e Bruno Rodrigues de Oliveira foram absolvidos.

    A família de Laura deixou o Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital, inconformada com o resultado e prometeu recorrer. A ação foi feita pelo promotor junto do advogado da família, José Beraldo, que atuou como assistente de acusação contra os cinco réus.

    Em recurso protocolado no domingo, 14 de maio, o promotor afirma que três dos jurados atuaram de forma parcial no julgamento por reclamarem de conversas dos assistentes de acusação. Dois advogados contratados pela família de Laura atuaram em auxílio ao MP.

    Calsavara diz que o juiz do caso, Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri, questionou se as conversas atrapalhavam os jurados, com parte deles concordando com a cabeça.

    “Ora, no momento em que o juiz reclama dos advogados em voz alta, porque discutindo teses sobre o processo e mais, chama os jurados a participarem da ‘bronca’, indagando-os se também estavam incomodados com a conversa e os mesmos aquiescem com a cabeça, certamente o júri foi contaminado”, sustenta o promotor, dizendo que os demais jurados foram influenciados pelos demais e pelo juiz.
    Outra reclamação feita pela acusação é o fato de o magistrado apresentar a lesão corporal ocorrida como “leve”. O MP buscava a condenação dos cinco homens por homicídio, o que foi afastado pelos sete jurados.

    “Os jurados foram suspeitos, totalmente. Uma raiva contra os acusadores, o promotor e eu, e o juiz a todo o tempo chamava a nossa atenção porque eu aparteava, o que é a direito nosso, e os jurados concordavam”, afirma ao g1 o advogado Beraldo.

    Segundo ele, os jurados estavam “predispostos” a considerar que os réus não mataram Laura, mas existia a possibilidade de ela ter sido morta pelos policiais militares – como defendeu a Defensoria Pública, que representou os cinco homens.

    Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que a causa da morte da jovem foi em decorrência do traumatismo craniano que ela sofreu. Exames médicos apontaram que a vítima morreu de “traumatismo cranioencefálico causado por agente contundente”.

    Alegação de transfobia
    Zilda Vermont, mãe de Laura, reclamou do tratamento dado à sua filha ao longo do julgamento. Em determinados momentos, o nome de registro de Laura era citado em vez de seu nome social.

    “A Justiça não respeita pessoas trans”, disse Zilda. “Quem perdeu a filha fui eu e olha o que acontece. Muita baixaria, muita mentira. Eu não vou ter a minha filha de volta, mas justiça eu quero. Laura eu perdi, não tenho mais”.
    Houve, em outros momentos, falas por parte do promotor Calsavara que compararam a masculinidade dos cinco homens julgados pela morte com a masculinidade de Laura, além de se referir à jovem com o pronome “ele”.

    “[Os agressores] Estão na dúvida se Laura era mais homem do que eles. Se tinha um homem na história era ela. Era corajosa, não merecia morrer como morreu”, disse o promotor João Carlos Calsavara, que acusava os réus de matar Laura e, por consequência, representava a família da jovem trans no tribunal.

    O uso de termos transfóbicos prosseguiu no pedido de anulação do júri. “Demais disso, sequer notaram os jurados que os acusados confessaram em plenário que foram desferidas pauladas na vítima travesti, vestida como mulher, de minisaia, blusa e totalmente ensanguentada”, afirma o promotor, no documento.

    Após a leitura da sentença na sexta-feira (12), a família afirmou que representaria contra o promotor Calsavara pelo tratamento dado à Laura durante o júri. Zilda afirmou ao g1 que pretende ir à Corregedoria do MP de São Paulo na próxima semana.

    “E eu quero falar que a Laura não era travesti e sim uma mulher trans. Vou fazer um apelo que parem de chamar minha filha de travesti”, afirmou Zilda.
    O advogado José Beraldo alega que Zilda e os demais parentes estão transtornados com o resultado e tenta demovê-los de fazer uma denúncia formal.

    “O promotor fez tudo o que podia, eu também”, diz Beraldo. “Vou explicar para a família, dizendo que não procede essa representação contra o promotor e que nós estamos fazendo o recurso porque eu tenho certeza de que nós vamos anular esse júri”.

    Nota: o g1 utilizou o termo “travesti” nas matérias referentes à morte de Laura Vermont por ser o modo como ela se identificava à época. Após pedido da família, as reportagens passam a identificá-la como “jovem trans” e “mulher trans”.

  • MC Pipokinha tem show cancelado em Canoas após vídeo em que debocha do salário de professores

    MC Pipokinha tem show cancelado em Canoas após vídeo em que debocha do salário de professores

    ”Meu baile está R$ 70 mil: 30 minutinhos no palco, eu ganho R$ 70 mil. Ela não ganha nem R$ 5 mil sendo professora às vezes”, disse a cantora em março deste ano.

    O show da cantora MC Pipokinha que aconteceria em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, em 26 de maio, foi cancelado pela produtora responsável pela apresentação. Em março deste ano, a artista causou polêmica ao debochar do salário de professores em resposta a uma seguidora.

    De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira (15), a produtora Órbita afirma que “não compactua com a conduta da artista, já que acredita na educação como pilar essencial na vida de cada cidadão”. Leia a nota completa abaixo.

    O g1 tentou contato com a equipe da cantora, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    A empresa afirma que quem já comprou ingresso para o show terá o valor ressarcido.

    A cantora catarinense Doroth Helena de Sousa Alves, conhecida como MC Pipokinha, tem 24 anos, cresceu em Tubarão (SC) e mora em São Paulo. Ela se destacou com letras ousadas e vocal agressivo ao som das batidas estouradas do funk de rua, em faixas como “Bota na Pipokinha”, “Eu sou a MC Pipokinha” e “Tira as crianças da sala”.

    Após as afirmações feitas em março, MC Pipokinha teve pelo menos sete shows cancelados no Brasil. Ela perdeu apresentações no RN, SC, DF, ES, RO, MG e SP. A maior parte dos eventos tem público universitário ou é organizado diretamente por grupos de estudantes.

    Ataque a professores
    MC Pipokinha debochou do trabalho e dos salários dos professores em resposta a um fã no Instagram.

    “Meu baile está R$ 70 mil: 30 minutinhos no palco, eu ganho R$ 70 mil. Ela não ganha nem R$ 5 mil sendo professora às vezes. Precisa estudar muito”, afirmou.
    “Ser professora tem que amar muito a profissão, porque ouve desaforo dos filhos dos outros, tem nada pra fazer em casa mesmo, tem que ser professora. E ainda receber o que um professor recebe, que é quase nada. Professor é humilhado pra c… só de ser um professor”, disse a cantora.

    Após a repercussão negativa da fala e de ter vários shows cancelados, a equipe jurídica da cantora se pronunciou dizendo que ela “se expressou de maneira dúbia”.

    MC Pipokinha pede desculpas após debochar de professores

    Nota da produtora
    “A Órbita, comunica o cancelamento do show da MC Pipokinha, agendado para 26 de maio de 2023. A decisão foi em detrimento dos últimos acontecimentos envolvendo a MC.

    A direção da Órbita não compactua com a conduta da artista, já que acredita na educação como pilar essencial na vida de cada cidadão, sendo o ambiente escolar a casa de acolhida de todos depois do ambiente familiar.

    Desta forma, não incentivamos artistas que não valorizem os professores e os docentes em todas as esferas da educação.

    A Órbita informa que os clientes que adquiriram ingressos para o show serão ressarcidos.

    Em nossas redes sociais informaremos como os clientes deverão proceder.

    A Órbita, que fica localizada na rua Liberdade,  980, na cidade de Canoas, está à disposição para realização de festas, eventos corporativos e comemorações, sempre primando pela diversão, cultura e acima de tudo, pela educação.

  • Prevent Senior não assina acordo na área trabalhista e MPs estudam ação conjunta na Justiça por dano moral coletivo

    Prevent Senior não assina acordo na área trabalhista e MPs estudam ação conjunta na Justiça por dano moral coletivo

    Procuradoria do Trabalho diz ter confirmado prática de assédio moral organizacional na pandemia. Operadora de saúde nega acusações e diz colaborar com investigações de diferentes órgãos.

    O Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) estudam entrar com uma ação conjunta contra a Prevent Senior pedindo o pagamento de indenização por dano moral coletivo na Justiça do Trabalho. O valor ainda está em discussão.

    A decisão pela judicialização ocorre depois que a operadora de saúde se recusou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo MPT, em que a empresa se comprometeria a corrigir falhas após irregularidades encontradas na área trabalhista durante a pandemia da Covid-19.

    A escolha em propor a ação na Justiça do Trabalho foi tomada porque os investigadores entenderam que os fatos envolvendo as questões trabalhistas são mais específicos.

    A GloboNews apurou que a Prevent Senior não concordou com os termos apresentados pelo MPT e fez uma contraproposta considerada inaceitável pelos procuradores do trabalho, o que inviabilizou a assinatura do acordo no fim do ano passado.

    Desde 2021, os procuradores do trabalho ouviram médicos e outras testemunhas, além de enfermeiros, técnicos de enfermagem e funcionários da área administrativa das unidades da Prevent.

    Prevent Senior: entenda as acusações contra a empresa envolvendo pesquisa sobre cloroquina
    Procurada, a empresa não quis informar os motivos pelos quais optou por não assinar o TAC. Em nota, informou que as razões foram informadas ao Ministério Público do Trabalho e refutou todas as acusações (veja nota na íntegra abaixo)

    A Procuradoria do Trabalho afirma ter reunido relatos e provas documentais que confirmaram a prática de assédio moral organizacional, com episódios de pressão, constrangimento e ameaças para que médicos da operadora receitassem e distribuíssem o chamado “kit Covid”, composto por remédios sem eficácia comprovada para tratar a doença.

    Os procedimentos foram instaurados após os relatos de pacientes, familiares e médicos dados à imprensa e à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado e configuraram suspeita de irregularidades em questões trabalhistas. Em outra frente de investigação, procuradores do trabalho também apuram a prática de “pejotização” de médicos e denúncia de assédio sexual. Os dois procedimentos ainda seguem em andamento.

    Ação na Justiça do Trabalho
    A ideia é entrar com uma ação conjunta por danos morais coletivos por meio de um litisconsórcio ativo, que ocorre quando há concentração de diversos autores para uma mesma causa. Neste caso, as três esferas do MP – Federal, do Trabalho e Estadual (civil) serão os autores da ação.

    O Ministério Público Estadual já assinou um TAC com a Prevent Senior em outubro de 2021, se comprometendo a não distribuir mais o “kit Covid”, a suspensão das pesquisas sem autorização dos órgãos responsáveis, e a publicação em jornais de grande circulação da informação de que o estudo realizado em 2020 para testar a eficácia da cloroquina não tem nenhuma validade científica. A possibilidade de acordo para o pagamento de indenização ainda estava em aberto e deve fazer parte da ação conjunta.

    Já o Ministério Público Federal abriu uma investigação sobre a realização de uma pesquisa de forma experimental e sem autorização da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (CONEP) com o uso de medicamentos ineficazes para a Covid-19 em pacientes internados ou que buscaram atendimento médico em unidades da Prevent Senior.

    Como as pesquisas foram encerradas, a GloboNews apurou que o entendimento dentro do MPF é que não seria necessária a assinatura de um TAC exclusivo com o Ministério Público Federal. O MPT recebeu a manifestação ao que foi concluído pela Procuradoria da República para corroborar com os argumentos que sustentarão a ação por dano moral coletivo na Justiça do Trabalho. A Promotoria de Saúde Pública do MP-SP também contribuirá com o material coletado na investigação civil contra a operadora.

    A elaboração da ação por dano moral coletivo também depende da conclusão de relatório sobre a escala de funcionários da empresa que teriam sido obrigados a trabalhar mesmo com o resultado positivo para o teste positivo para a Covid-19. O cruzamento de informações passadas pela Prevent Senior e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo está em andamento, sob responsabilidade de um procurador do trabalho especializado em ciência de dados.

    Investigação criminal
    Apesar de a Polícia Civil ter relatado o inquérito que investigava a atuação da Prevent Senior durante a pandemia de Covid-19 no estado de São Paulo e concluir que a operadora não cometeu atos ilícitos ao usar e recomendar medicamentos sem indicação e eficácia contra a doença, o Ministério Público de São Paulo segue com a investigação na parte criminal.

    Os promotores ouviram depoimentos de médicos, pacientes e familiares de pessoas que morreram na pandemia após tratamento de Prevent Senior, e aguardam os laudos dos peritos sobre os prontuários médicos dos denunciantes. A apuração pode ser concluída ainda neste ano.

    Prevent Sênior
    As razões para não assinar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foram informadas ao Ministério Público do Trabalho. A Prevent Senior refuta, mais uma vez, todas as acusações de que foi vítima, nenhuma delas comprovada. A empresa colabora com todas as investigações técnicas realizadas por diversos órgãos fiscalizadores por acreditar que restabelecerão a verdade dos fatos.

     

  • Golpe do amor: veja dicas para se proteger ao usar apps de relacionamento

    Golpe do amor: veja dicas para se proteger ao usar apps de relacionamento

    Conheça as regras sobre segurança e saiba como identificar um perfil falso.

    Conhecer pessoas novas apenas com um encontro sem compromisso requer cuidados, principalmente se você for utilizar aplicativos de relacionamento, como Tinder, Bumble e Happn. Priorizar a sua segurança ao lidar com os novos contatinhos é imprescindível.

    Em São Paulo, entre janeiro até março deste ano, a Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), unidade especializada em sequestro da Polícia Civil paulista, registrou 18 casos de “golpe do Tinder”, esclareceu 14 ocorrências e prendeu 56 suspeitos. Em 2022, foram 115 casos durante todo ano.

    A violência aplicada nesses casos e os crimes de estelionatos acendem um alerta, segundo o delegado Fabio Nelson Fernandes. “Nos últimos dois anos foram quatro mortes associadas a esse tipo de sequestro. Os criminosos são mais impetuosos, geralmente a vítima reage e tenta fugir.”

    O g1 reuniu dicas dos aplicativos, do delegado e conversou com especialistas em segurança digital sobre o que fazer durante o uso dos apps para evitar cair em armadilhas dos “golpistas do amor” no primeiro encontro.

    Essas “dicas de ouro” não garantem 100% a proteção, mas são os filtros básicos que podem evitar muita coisa ruim, segundo presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, Hiago Kin.

    Dicas para ter uma experiência mais segura
    ❌Não compartilhe informações pessoais com a outra pessoa: evite falar se mora sozinho, se tem carro, se a família é de outro estado, o endereço de trabalho ou em que dias você vai à academia.

    🤥 Verifique se o perfil do crush é fake: criminosos muitas vezes acabam utilizando fotos que geralmente pertencem a outra pessoa; veja abaixo como fazer uma análise após o match:

    Observe se há sinais que podem indicar manipulação da imagem: bordas ou sombras irregulares e resolução baixa são indícios de montagem ou retirada de fotos de outros perfis.
    Pesquise pelo nome que aparece no perfil: utilize buscadores e outras redes sociais para ver quais informações aparecem sobre o crush e se a foto corresponde com as imagens que foram apresentadas pela pessoa.
    Cadastro sem foto ou com imagens disponíveis em bancos: isso aumenta a chance de ser um perfil enganoso.
    Faça uma pesquisa reversa: é possível utilizar a busca de imagens do Google. Para isso, clique no botão de câmera. Arraste ou envie o arquivo de uma imagem que desejar pesquisar, por upload ou link, e o buscador exibirá resultados iguais ou semelhantes. Desse modo, será possível verificar se a foto é original ou tem outras versões distintas, além de saber quem mais já divulgou o conteúdo.
     

  • Câmeras registraram suposta placa adulterada de carro de suspeita de tráfico de pessoas que levou bebê de 2 anos de SC a SP

    Câmeras registraram suposta placa adulterada de carro de suspeita de tráfico de pessoas que levou bebê de 2 anos de SC a SP

    Caso é investigado em São Paulo como tráfico de pessoas. Dois estão presos na capital paulista. Bebê está em abrigo.

    Câmeras de segurança obtidas pelo g1 registraram a suposta placa adulterada do carro do casal investigado pelo desaparecimento de uma criança de 2 anos de Santa Catarina que foi encontrada na Zona Leste de São Paulo, no veículo.

    A criança estava desaparecida desde 30 de abril, e foi encontrada na capital paulista no carro com Roberta Porfírio e o motorista Marcelo Valverde Valezi, que não são um casal. A abordagem foi registrada em um vídeo de uma câmera corporal da PM. Os dois foram presos em flagrante por tráfico de pessoas (leia a defesa mais abaixo). O menino está em um abrigo.

    A Polícia Civil catarinense afirma que a mãe do menino foi convencida por Marcelo Valverde a doá-lo para Roberta e o marido, que pegaram o garoto em Santa Catarina e o levaram para São Paulo na noite do dia 29 do mês passado.

    Marcelo, que teria intermediado as conversas, e Roberta, que ficou com o menino de forma ilegal, estão presos por suspeita de tráfico de pessoas e adoção ilegal em São Paulo. A Polícia Civil paulista entendeu que há indícios do crime porque Roberta teria adulterado a placa do carro e trocado um “C” por um “Q”.

    Marcelo e Roberta teriam se conhecido por um curso para casais interessados em adoção. No entanto, Marcelo saiu da lista de espera depois que a esposa dele engravidou e teria indicado Roberta e o marido para ficarem com o menino.

    À polícia de SC, a mãe do garoto contou que conheceu Marcelo por um grupo de mães de primeira viagem pelo Facebook há cerca de 2 anos. Na época, trocaram experiências e contatos.

    A mãe do bebê teria entregue ao casal o menino com os documentos e afirma que não recebeu dinheiro em troca. O desaparecimento dele foi informado pela avó e tios maternos em um boletim de ocorrência na quinta-feira (4). A criança está somente registrada no nome da mãe.

    Os avós tentam na Justiça de São Paulo a guarda do garoto, que está abrigado.

    O caso em São Paulo é investigado como adoção ilegal com indícios de que tenha havido tráfico de pessoas.

    O que diz a defesa de Roberta
    Fernanda Salvador, advogada da investigada, nega que tenha havido o crime de tráfico de pessoas e que o bebê estivesse desaparecido, já que a mãe teria entregue a criança a Roberta junto com os documentos, em Santa Catarina. Marcelo não teria viajado até o outro estado, mas intermediado a conversa entre as duas partes.

    Segundo a advogada, a mãe teria dito que estava em “cenário de vulnerabilidade, em ambiente tóxico”, quando conversou com o casal de São Paulo.

    A retirada do garoto de Santa Catarina foi feita por Roberta e com o carro pessoal. As placas do veículo teriam sido adulteradas na saída do estado, segundo a polícia, mas a defesa dela, no entanto, afirmou desconhecer a informação.

    No fim de semana, Roberta e o marido decidiram procurar a advogada, que disse ter orientado os dois a procurar o Fórum do Tatuapé e entregar o menino. O caso já estava repercutindo em todo o país.

    Marcelo acompanhou Roberta até o fórum. Os dois estavam com o bebê dentro de um carro, na Zona Leste da capital, na segunda (8), quando foram abordados pela PM e detidos em flagrante por suspeita de tráfico de pessoas.

    O que diz a defesa de Marcelo
    Em coletiva de imprensa na terça (9), a defesa de Marcelo afirmou que ele conheceu a mãe do menino há dois anos, quando tinha o interesse em adotar uma criança, mas não soube dizer se seria um grupo em algum aplicativo de mensagens ou em redes sociais.

    Segundo as advogadas Laryssa Nartis e Katharine Grimza, na época, Marcelo foi procurado pela mãe da criança, que tinha o interesse em “doar” o filho. No entanto, recentemente, ela teria entrado em contato novamente com ele e alegou que estava passando por problemas.