Categoria: Política

  • Tarcísio diz que ViaMobilidade deve assumir obras da Linha 17-Ouro do monotrilho após rescisão com atual consórcio

    Tarcísio diz que ViaMobilidade deve assumir obras da Linha 17-Ouro do monotrilho após rescisão com atual consórcio

    Governador de SP afirmou que rescisão com o Consórcio Monotrilho Ouro deve ser publicada no Diário Oficial desta terça-feira (23). Apenas no primeiro ano de concessão, completado em janeiro de 2023, as linhas operadas pela ViaMobilidade acumularam ao menos 132 falhas.

    O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (22) que a rescisão do contrato com o Consórcio Monotrilho Ouro, responsável pelas obras da Linha 17 do monotrilho, deve ser publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (23).

    Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do estado, afirmou que, entre três opções para substituir o atual consórcio, a ViaMobilidade tem a preferência do governo para assumir a missão de concluir a construção das estações.

    Isso porque a empresa já havia sido escolhida para administrar a Linha 17-Ouro após a conclusão das obras. A ViaMobilidade é investigada pelo Ministério Público de São Paulo pela sequência de falhas nas linhas 8 e 9 de trens.

    O governador informou que o Consórcio Monotrilho “não tem mais oxigênio financeiro” e apresentou as três alternativas para resolver o problema:

    Chamar o próximo [terceiro] colocado na licitação;
    Fazer uma nova licitação;
    “Aproveitar o fato de que, quando foi feita a concessão da Linha 5, foi feita a concessão da linha 17 junto. É uma linha que já tem concessionaria [ViaMobilidade]”.
    Apenas no primeiro ano de concessão, completado em janeiro, as linhas operadas pela ViaMobilidade acumularam ao menos 132 falhas — número recorde nos últimos 10 anos, quando a TV Globo iniciou seu levantamento diário sobre os problemas no transporte.

    “Observe, eu tenho recurso para fazer a obra, não tenho empresa. Se eu faço o aditivo no contrato de concessão e incluo a obra para dentro, eu pego esse recurso, transponho para a empresa para fazer o equilibro econômico-financeiro, e aí eu não tenho diluição de responsabilidade”, afirmou.

    “Eu vou ter o concessionário já fazendo a obra da linha que ela mesma vai operar, estamos buscando essa alternativa”, completou Tarcísio. “Se esse caminho não for viável, a gente parte pra nova contratação da obra. Agora esse caminho que estamos propondo preferencial é o que encurta o cronograma porque, se isso der certo, a gente tem tudo pra, no final de 2025, início de 2026, estar com a Linha 17 operando.”

    Histórico recente
    As construtoras KPE e Coesa foram contratadas em julho de 2021, no governo de João Doria (ex-PSDB) por cerca de R$ 500 milhões para entregar as estações e a via por onde o monotrilho iria passar.
    A TV Globo descobriu, por meia de Lei de Acesso à Informação (LAI), que o consórcio recebeu pouco mais de R$ 102 milhões pelo que efetivamente fez, e que responde a sete processos administrativos por descumprir pelo menos 12 prazos.
    Na maior parte dos meses, a obra não avançou nem 1%. Mesmo assim, o Metrô autorizou a instalação de 67 escadas rolantes nas estações inacabadas. Cada uma delas custou R$ 558 mil. Os equipamentos estão protegidos por lonas plásticas, mas alguns estão parcialmente expostos ao tempo.
    O monotrilho deveria ser mais barato e mais rápido de construir que uma linha de Metrô convencional, mas os 8 quilômetros da Linha 17 estão em obra há mais de dez anos;
    Para efeito de comparação, 10 anos foi o tempo que o governo levou para entregar quase 13 km da segunda fase da Linha 5-Lilás do Metrô. Mesmo com atraso.

  • Câmara de São José dos Campos aprova alteração no Plano Diretor da cidade

    Câmara de São José dos Campos aprova alteração no Plano Diretor da cidade

    Foram 12 votos favoráveis e oito contrários. Entre as mudanças, o projeto prevê um desconto na outorga onerosa e o reposicionamento do bairro Vila Adyanna.

    A Câmara Municipal de São José dos Campos (SP) aprovou o projeto de lei que faz alterações no Plano Diretor da cidade. A aprovação aconteceu durante a sessão da noite desta quinta-feira (18).

    A proposta, que foi protocolada pelo prefeito Anderson Farias (PSD) no dia 24 de março, muda regras de outorga onerosa, altera o reposicionamento do bairro Vila Adyanna e prevê ainda outras mudanças – leia mais detalhes abaixo.

    Foram doze votos favoráveis e oito contrários. Para que fosse aprovado, o texto precisava do aceite de pelo menos 11 dos 21 vereadores. Veja abaixo quem foi contra e quem foi a favor:

    Votos favoráveis:

     

    • Fabião Zagueiro (SD)
    • Juvenil Silvério (PSD)
    • Júnior da Farmácia (União)
    • Lino Bispo (PL)
    • Marcão da Academia (PSD)
    • Marcelo Garcia (PTB)
    • Milton Vieira Filho (Republicanos)
    • Rafael Pascucci (PTB)
    • Renato Santiago (PSDB)
    • Robertinho da Padaria (Cidadania)
    • Rogério da Acasem (MDB)
    • Zé Luís (PSD)

     

    Votos contrários:

     

    • Amélia Naomi (PT)
    • Dr. José Claudio (PSDB)
    • Dulce Rita (PSDB)
    • Fernando Petiti (MDB)
    • Juliana Fraga (PT)
    • Roberto Chagas (PL)
    • Thomaz Henrique (Novo)
    • Walter Hayashi (PSC)

    Durante a discussão, as críticas da oposição tiveram como base o parecer da assessoria jurídica da Câmara, que foi contrária à proposta

    Os parlamentares que foram a favor do projeto, por outro lado, argumentaram sobre a evolução do município e a verticalização dos grandes centros urbanos.

    A votação já estava prevista para a quinta-feira da última semana (dia 11), mas foi adiada após pedido do vereador Marcão da Academia (PSD), o líder do governo municipal na casa.

    O projeto
    A proposta do prefeito de São José, Anderson Farias (PSD), prevê acréscimo um desconto de 5% no pagamento à vista da contrapartida financeira de planejamento urbano sustentável da Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) e implementa as opções de estratégias sustentáveis introduzidas pelo novo Código de Edificações.

    Além disso, entre outras mudanças, o projeto pretende reposicionar o bairro Vila Adyanna à região central e região do Jardim Satélite. Atualmente, o bairro é equiparado ao Jardim Aquarius.

    A proposta chegou a receber três emendas, mas todas foram rejeitadas – duas pela comissão permanente e uma em plenário.

    O que diz a prefeitura?
    Por meio de nota, a prefeitura informou que o projeto de lei tem por objetivo o aperfeiçoamento do Fator de Sustentabilidade relativo a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC).

    Segundo a prefeitura, com a crescente relevância da sustentabilidade no ambiente urbano foram incorporadas novas estratégias sustentáveis para aplicação nos empreendimentos da cidade. E com o intuito de simplificar o processo de pagamento dessa contrapartida financeira, e consequentemente promover uma maior celeridade no processo de aprovação dos empreendimentos, está sendo proposta a alternativa de parcelamento do valor da contrapartida com o município para os empreendimentos que incluam o uso residencial multifamiliar.

    Ainda segundo a gestão, a OODC, instituída pelo Plano Diretor 2018, consiste na aquisição de potencial construtivo adicional mediante o pagamento dessa contrapartida financeira, cujos recursos são depositados em Fundo Municipal para investimentos na cidade.

    Por fim, a prefeitura ressaltou que o projeto de lei foi discutido com a sociedade em sete audiências públicas realizadas nas diversas regiões da cidade em 2022, tendo sido considerado apto pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano para protocolo na Câmara Municipal.

  • Governo de SP anuncia recursos para habitação e promete mais de 6 mil moradias populares

    Governo de SP anuncia recursos para habitação e promete mais de 6 mil moradias populares

    Projeto prevê investimentos público e privados na capital e outras 20 cidades do estado.

    O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (18) a liberação de R$ 69 milhões de recursos para a construção de mais de 6 mil moradias populares em 21 cidades do estado.

    A maioria das casas serão construídas na capital, onde serão 2 mil habitações. O déficit na cidade é de 369 mil moradias, segundo a prefeitura. A previsão de entrega das unidades é de 12 a 18 meses.

    Os recursos serão disponibilizados para famílias de baixa renda na forma do subsídio Casa Paulista – Carta de Crédito Individual. Os empreendimentos também contam com apoio do Governo Federal e iniciativa privada, totalizando investimentos de cerca de R$ 1 bilhão.

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação participaram do evento de lançamento do investimentos na manhã desta quinta

    Desequilíbrio entre as cidades
    Além da capital, também serão beneficiados os municípios de Aguaí, Barretos, Boituva, Bragança Paulista, Campinas, Colina, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Guaratinguetá, Guarulhos, Hortolândia, Poá, Salto, Santo André, São José dos Campos, São Vicente, Sertãozinho, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

    Chama a atenção um possível desequilíbrio entre as cidades. Hortolândia, no interior paulista, por exemplo, irá receber mais recursos do que Guarulhos, na Grande São Paulo, que é a segunda maior do estado e tem quase seis vezes a população de Hortolândia.

    Questionado sobre o motivo dessa distribuição, o governo estadual afirmou que o recurso não depende só déficit ou do tamanho da cidade, mas também do interesse das empresas de determinados locais para construção de casas no setor privado.

  • Justiça arquiva denúncia contra Arthur do Val por turismo sexual e evasão de divisas na Ucrânia: ‘apenas piada’, diz ex-deputado

    Justiça arquiva denúncia contra Arthur do Val por turismo sexual e evasão de divisas na Ucrânia: ‘apenas piada’, diz ex-deputado

    Pedido foi feito pelo MPF. Em áudio compartilhado em março de 2022, o então deputado estadual afirmou que ucranianas são ‘fáceis, porque são pobres’ logo após o início da guerra com a Rússia.

    O Ministério Público Federal pediu e a Justiça Federal aceitou o arquivamento de processo movido contra o ex-deputado estadual de São Paulo Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, por supostos crimes de turismo sexual e evasão de divisas.

    Em decisão do dia 12 de abril deste ano, a juíza federal substituta Fabiana Alves Rodrigues seguiu pedido do MPF, que não viu materialidade nas denúncias feitas contra o então deputado.

    No mês de março de 2022, o então parlamentar viajou para a Ucrânia após o início da guerra com a Rússia. Em áudios trocados com amigos em um grupo de conversas pela internet, o então deputado estadual, afirmou que as mulheres ucranianas são “fáceis, porque são pobres”.

    O pedido de investigação partiu dos deputados estaduais Valéria Bolsonaro e Gil Diniz, ambos do PL e reeleitos em 2022 — “Mamãe Falei” não concorreu em busca da reeleição. Os parlamentares alegavam que Arthur do Val arrecadou dinheiro para comprar mantimentos à população ucraniana, mas houve “divulgação defeituosa de prestação de contas”

    Segundo a magistrada, o MBL (Movimento Brasil Livre), ao qual Arthur do Val é integrante e representava em sua viagem à Ucrânia, apresentou como foram gastos os valores arrecadados para contribuir com a população local.

    “Dessa forma, não há elementos de tipicidade […] porque não foi realizada ‘operação de câmbio não autorizada’ e os valores enviados ao exterior foram declarados à repartição federal competente”, diz Fabiana Alves Rodrigues, na decisão.

    O MPF e a juíza não detalharam a denúncia de turismo sexual nos áudios vazados.

    A Assembleia de São Paulo cassou o mandato do então deputado em junho do ano passado com unanimidade entre os 73 parlamentares presentes, o que o transformou no primeiro deputado cassado em São Paulo num período de 23 anos.

    Antes, o último parlamentar que havia sido cassado pelo Legislativo Paulista foi o ex-deputado Hanna Garib, em 1999, que era acusado de fazer parte da chamada “máfia dos fiscais” da cidade de São Paulo, na época que era vereador da capital.

    Antes da sessão que o cassou, Mamãe Falei havia renunciado ao cargo por conta dos processos abertos à época para investigar as suas falas sexistas em relação às ucranianas.

    Ao g1, Arthur do Val afirmou que o arquivamento vai de encontro com a sua versão desde o início do caso. Ele afirma que se arrepende da piada e diz que já pediu desculpas por conta da fala.

    “Fiz uma piada idiota, fiz uma piada de mau gosto num momento desnecessário, mas foi isso: apenas uma piada, não tem crime nenhum”, disse Mamãe Falei. “Eu estava fora do país, fora do meu horário de trabalho, licenciado. Mandei isso num grupo privado, que não era para vazar e infelizmente vazou”.
    O ex-deputado afirma que se arrepende de ter feito a piada e diz que já pediu desculpas por conta da fala. ” Agora, me cassar por causa disso, cassação sem crime? Isso não existe”.

  • Em SP, Alckmin reforça busca por acordos comerciais na América Latina: ‘temos que começar pelos vizinhos’

    Em SP, Alckmin reforça busca por acordos comerciais na América Latina: ‘temos que começar pelos vizinhos’

    Vice-presidente, que ocupa posto de ministro da Indústria e Comércio, destacou necessidade de ampliar negociações com o Mercosul para melhorar a economia brasileira. Em discurso pró-economia verde, ele prometeu que o Brasil vai “compensar as emissões de carbono”.

    Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) defendeu, em discurso na manhã desta segunda-feira (15) para integrantes do setor industrial, a busca do governo brasileiro por acordos comerciais na América Latina.

    Segundo o político, que também ocupa o posto de ministro da Indústria e Comércio, é preciso um trabalho para recuperar o mercado da América Latina o que contribui para a economia brasileira.

    “Embora o mundo seja globalizado, o comércio é intrarregional. Canadá México e EUA, 50% do comércio é entre eles; a União Europeia, 60%; Ásia, 70%; na América Latina é 26%. Nós temos que começar pelos vizinhos”, disse Alckmin.

    O vice-presidente citou produtos com valor agregado, caminhão, carro, autopeças e produtos de linha branca como exemplos de materiais comercializados pelo Brasil para os países da região. Ele destacou a iniciativa de fechar acordos do Mercosul com outros mercados para fortalecer a economia dos países do continente ao mesmo tempo.

    “Há um esforço grande em discussão do acordo Mercosul-União Europeia. Quando a gente não faz um acordo, não é que você ficou parado, você foi para trás porque alguém fez e terá preferência com o seu produto”, afirmou.

    Alckmin citou a primeira viagem de Lula (PT) na volta à presidência para Argentina e Uruguai para reforçar o empenho do governo brasileiro em busca destes acordos.

    Ao longo de sua fala, o vice-presidente e ministro destacou a sustentabilidade como necessidade para o Brasil liderar a mudança para uma economia verde. Também citou o arcabouço fiscal e a reforma tributária como projetos importantes do governo Lula.

    “Aqui, no Brasil, se vai compensar as emissões de carbono”, afirmou Alckmin, que prometeu “boas notícias para a indústria” no dia 25, em que é comemorado o dia do setor.
    Antes dos anúncios de projetos específicos para os industriais, ele disse que “temos que cuidar do macro”, ao citar as questões fiscais antes de ações direcionadas para mercados específicos.

     

  • Ricardo Nunes exonera secretário de mobilidade e trânsito de SP pela 7ª vez

    Ricardo Nunes exonera secretário de mobilidade e trânsito de SP pela 7ª vez

    Decisão foi publicada no Diário Oficial desta segunda (15). Vereador Ricardo Teixeira (União Brasil) retorna à Câmara Municipal de São Paulo, após um ano e nove meses à frente da secretaria.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, exonerou o secretário municipal de Mobilidade e Trânsito de São Paulo, Ricardo Teixeira, pela sétima vez neste mandato (2020-2024). A decisão foi publicada no Diário Oficial da cidade desta segunda-feira (15).

    Texeira é vereador na capital paulista pelo União Brasil e assumiu a pasta em agosto de 2021. Desde então, já foi afastado duas vezes, por motivos particulares, e exonerado sete, sendo que duas vezes foram a pedido próprio. (Veja cronologia abaixo).

    Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT), Teixeira voltará a exercer seu cargo de parlamentar na Câmara de São Paulo nesta segunda.

    Um dia após exoneração, Nunes renomeia secretários municipais de SP; ambos participaram de votação na Câmara nesta quarta
    Nas redes sociais, Teixeira se manifestou sobre e exoneração do cargo: “Após 20 meses me despeço da secretaria, pois estou voltando para a Câmara Municipal de Vereadores […] Tivemos muitas conquistas em todo este período e faremos ainda mais”.

    O novo responsável pela pasta será Celso Gonçalves Barbosa, até então secretário adjunto.

    Advogado especializado em direito empresarial e processo civil, Barbosa ingressou na SPTrans em 2011, como chefe da Assessoria Jurídica do Departamento de Transportes Públicos, permanecendo no cargo até 2013.

    Entre 2018 e 2021, foi diretor do Departamento de Operações do Sistema Viário, vinculado à SMT. Depois, assumiu a direção da Administração e Superintendência do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Governo do estado.

    Histórico de Ricardo Teixeira como secretário municipal de Mobilidade e Trânsito:

     

    • 09/08/2021 — nomeado
    • 10/01 a 21/01/2022 — afastado por motivos pessoais
    • 01/07/2022 — exonerado a pedido
    • 22/07/2022 — nomeado
    • 23/08/2022 – exonerado
    • 25/08/2022 – nomeado
    • 20/09 a 03/10/2022 – afastamento por motivos particulares
    • 08/11/2022 – exonerado
    • 09/11/2022 – nomeado
    • 22/11/2022 – exonerado
    • (nomeação não localizada no Diário Oficial)
    • 28/11/2022 – exonerado
    • 29/11/2023 – nomeado
    • 29/12/2023 – exonerado a pedido
    • 23/01/2023 – nomeado
    • 12/05/2023 – exonerado

     

     

  • Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou o texto da reforma tributária e alegou que a cidade perderá R$ 17 bilhões com o texto proposto.

    Discutida há décadas e muito aguardado pelo setor produtivo, a reforma tributária é considerada essencial pelo governo federal para aproximar as regras brasileiras do resto do mundo e reformar um sistema que é tido como caótico por empresários e investidores.

    “No Brasil a gente tem os municípios como um ente federado, não dá pra desconsiderar isso. São Paulo tem 12,5 milhões de habitantes, cidade que tem gente do Brasil inteiro, imagina a cidade perder R$ 17 bilhões e ficar dependente de um comitê que vai definir qual será o valor da distribuição de um imposto único?”, disse Nunes em entrevista à GloboNews.

    O prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    “A gente tem procurado alertar os parlamentares da necessidade de se fazer isso de uma forma, eu não estou falando pra não fazer, a gente entende a guerra fiscal, entende a necessidade de ter um processo mais dinâmico, mas é importante que a gente não crie um problema pra todos e acabe gerando um transtorno.”

    Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que estado vai apoiar a reforma desta vez, e que ninguém aguenta guerra fiscal.

    Reforma tributária
    Duas propostas tramitam atualmente no Congresso Nacional servirão de base para o texto final, que ainda está em negociação. São elas:

    PEC 45 – IVA Único para União, estados e municípios, mas um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    PEC 110 – IVA Dual, ou seja, um imposto para estados e municípios, além de outro para o governo federal e, também, um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    As propostas em discussão contemplam a extinção do PIS, da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados.

    Eles seriam “trocados” por um imposto sobre valor agregado, já existente em países desenvolvidos, que seria não cumulativo, ou seja, que seria pago uma só vez por cada etapa na cadeia (produtor, distribuidor e comerciante). Também haveria a cobrança de um imposto seletivo sobre produtos nocivos, como cigarros e bebidas alcoólicas.

    Apesar de prioritária, a reforma é considerada complexa do ponto de vista político. Diferentes governos tentaram, sem sucesso, fazer a reforma tributária nas últimas décadas, focados principalmente na tributação sobre o consumo.

    As propostas esbarraram em resistências de caráter regional, partidário e de diferentes setores produtivos, todos representados no Congresso Nacional.

     

  • Moraes manda soltar Anderson Torres e determina medidas como uso de tornozeleira eletrônica

    Moraes manda soltar Anderson Torres e determina medidas como uso de tornozeleira eletrônica

    Ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro foi preso preventivamente em janeiro nas investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro. Moraes, do STF, entende que não há mais motivo para prisão preventiva.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a saída do ex-ministro Anderson Torres da prisão.

    “A presente decisão servirá de alvará de soltura clausulado em favor de ANDERSON GUSTAVO TORRES servirá também de ofício de apresentação ao Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, no prazo de 24 horas”, escreveu o ministro.

    Torres está preso desde 14 de janeiro, em decorrência da investigação por suposta omissão nos atos golpistas do dia 8 de janeiro.

    Para permitir a liberdade de Torres, o ministro determinou medidas cautelares que incluem:

    uso de tornozeleira eletrônica;
    proibição de deixar o Distrito Federal e de sair de casa à noite e nos fins de semana;
    afastamento temporário do cargo de delegado de Polícia Federal;
    comparecimento semanal na Justiça;
    entrega do passaporte à Justiça e cancelamentos de todos os passaportes já emitidos para Torres ;
    suspensão de porte de armas de fogo, inclusive funcionais;
    proibição de uso de redes sociais; e
    proibição de comunicação com os demais investigados no caso.
    Na decisão, Moraes informou que não vê mais motivos para Torres continuar preso preventivamente. E que as investigações podem transcorrer com o ex-ministro em liberdade.

    “As razões para a manutenção da medida cautelar extrema em relação a Anderson Gustavo Torres cessaram, pois a necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade demonstra que a eficácia da prisão preventiva já alcançou sua finalidade, com a efetiva realização de novas diligências policiais, que encontravam-se pendentes em 20/4/2023.”

    Moraes destacou ainda que o descumprimento de qualquer uma das medidas alternativas vai levar Torres de volta à prisão.

    Os advogados de Torres já vinham pedindo na Justiça a soltura do ex-ministro, alegando que a prisão preventiva não se justificava e que ele estava com agravamento das condições de saúde mental na prisão.

    Defesa de Torres
    Após a decisão de Moraes, a defesa de Torres soltou uma nota na qual diz que recebeu com “serenidade” a soltura do ex-ministro.

    “Recebemos com serenidade e respeito a decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder liberdade ao dr. Anderson Torres, que se encontrava preso desde o dia 8 de janeiro”, afirmam os advogados.

    “A defesa reitera sua confiança na Justiça e seu respeito irrestrito ao Supremo Tribunal Federal. O maior interessado na apuração célere dos fatos é o próprio Anderson Torres”, completa a nota.

  • Tarcísio inicia série de encontros com investidores nos EUA nesta quarta

    Tarcísio inicia série de encontros com investidores nos EUA nesta quarta

    Governador de São Paulo se reúne em Nova York com representantes de empresas latino-americanas e de grupos financeiros. Em março, comitiva paulista esteve na Europa.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) inicia nesta quarta-feira (10) uma série de encontros e reuniões com investidores e grupos financeiros em Nova York, nos Estados Unidos.

    Chamada de missão pelo governo paulista, a série de reuniões terá início ao meio-dia (pelo horário de Brasília, 11h no fuso local) com apresentação feita pelo governador em conferência do Itaú BBA dirigida.

    Neste primeiro evento, Tarcísio falará para líderes de grupos da América Latina e investidores internacionais. Logo após, almoçará com diretores do Bank of America.

    Por fim, a comitiva paulista fará reuniões com executivos dos grupos financeiros Blackrock, GIC (Fundo soberano de Cingapura) e Pátria Investimentos ao longo da tarde.

    Em nota, o governo afirma que o objetivo da viagem aos Estados Unidos é “apresentar a carteira estadual de projetos, estimada em R$ 180 bilhões entre capital privado e público, para programas de concessões, privatizações e parcerias”.

    Em março, Tarcísio de Freitas fez uma missão similar à atual, mas em países da Europa. Na oportunidade, o governador teve uma crise de cálculo renal e precisou passar por cirurgia quando estava em Londres, na Inglaterra. A comitiva também esteve na Espanha.

     

  • Lula chega a Gavião Peixoto para inauguração da linha de produção do caça F-39 Gripen na Embraer

    Lula chega a Gavião Peixoto para inauguração da linha de produção do caça F-39 Gripen na Embraer

    Na fábrica no interior de São Paulo, 15 das 36 unidades do caça serão produzidas por engenheiros e técnicos brasileiros. Aeronave é usada por forças aéreas em todo o mundo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, na manhã desta terça-feira (9), da inauguração da Linha de Produção do Caça F-39 Gripen, na Embraer, empresa de engenharia e tecnologia na área de aviação, em Gavião Peixoto (SP).

    A aeronave com a comitiva presidencial aterrissou na pista da Embraer por volta das 10h30. Lula está acompanhado do Ministro da Defesa, José Múcio, e do Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz.

    Essa é a segunda vez que Lula vem a região central do Estado de São Paulo durante o novo mandato. Em janeiro, ele esteve em Araraquara (SP) para acompanhar os estragos causados pela chuva.

    A participação da indústria nacional Embraer no desenvolvimento do caça F-39 Gripen foi um requisito do contrato com o governo brasileiro.

    Na fábrica da Embraer, 15 das 36 unidades do caça serão produzidas por engenheiros e técnicos brasileiros que passaram por treinamentos teóricos e práticos na sede da empresa sueca Saab, em Linköping.

    A previsão é de que em 2027 o último caça seja entregue. Atualmente, quatro dos aviões já estão operacionais na Base Aérea de Anápolis (GO) e outros dois chegaram ao país na sexta-feira (5).

    O caça Gripen F-39 está entre os modelos mais tecnológicos do mundo. De acordo com a Saab, o Gripen é conhecido pela sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e capacidade tecnológica avançada.

    Em 2022, a Força Aérea Brasileira (FAB) comprou 36 aeronaves Gripen para fazer a defesa do espaço aéreo.

    O caça Gripen tem envergadura de 8,6 metros, 4,5 metros de altura, 14 metros de comprimento, atinge velocidade máxima de 2,4 mil km/h e chega a voar acima de 16 mil metros de altitude. Segundo a FAB, o F-39 Gripen é usado por forças aéreas em todo o mundo.

    RWR – Alerta de detecção de radar: Confirma a localização dos sinais emitidos por qualquer radar no solo, no mar ou no ar que esteja buscando o Gripen;
    ECM – Contramedidas eletrônicas: O sistema de guerra eletrônica do Gripen confunde os radares de busca e de tiro do inimigo, seja interferindo ou saturando com múltiplos sinais “fantasmas”, evitando que o Gripen real seja marcado como alvo;
    MAWS – Alerta de aproximação de mísseis: Alerta sobre a aproximação de mísseis disparados contra o Gripen.
    Míssil BVR Meteor: Míssil além do alcance visual (BVR) de última geração, com alta energia e longo alcance, garantindo maior zona sem possibilidade de fuga e alta probabilidade de acerto contra o alvo;
    Datalink / Link 16 / Link tático: As capacidades de datalink garantem a superioridade da informação e o compartilhamento de fusão de dados em tempo real para a tomada de decisões rápidas;
    Ataque Eletrônico com LADM: Supressão adicional de guerra eletrônica com uso de míssil leve, que atua como interferidor, apoiando a operação do Gripen em espaço aéreo negado com a presença de sistemas antiaéreos;
    Ataque Eletrônico com EAJP: O Electronic Attack Jammer Pod (EAJP) transportado pelo Gripen interfere e satura eletronicamente os sistemas antiaéreos inimigos, permitindo a sua operação em espaço aéreo contestado;
    CAS/GAAI – Suporte para forças em solo: Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea assistida por equipes de militares em solo por meio dos sistemas de auxílio digital a bordo como VMF, Link-16 e link de vídeo em tempo real (VDL);
    ISR – Inteligência, vigilância e reconhecimento: Cobertura 360 graus de sensores ativos e passivos que provém consciência situacional colaborativa no cenário tático operacional;
    LADM – Gerando alvos falsos: O LADM tem a capacidade de gerar alvos falsos para confundir e saturar os radares de busca e de tiro inimigos;
    IFF – Identificação amigo/inimigo: Identifica e confirma quais são as forças amigas e inimigas num cenário tático e operacional;
    Míssil WVR IRIS-T: O míssil IRIS-T, de alcance visual (WVR), é o mais avançado da sua categoria, principalmente em engajamentos fora da linha de visada da aeronave, sendo o seu emprego complementado pelo uso do HMD para que o piloto possa fazer a mira contra o alvo.
    Chaff/flare/despistadores: Dispositivos ativos e passivos de autoproteção para confundir mísseis guiados por radar, por infravermelho e radares de controle de fogo inimigo.