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  • Justiça marca para fevereiro júri de PM acusado de matar duas pessoas a tiros em show em Piracicaba

    Justiça marca para fevereiro júri de PM acusado de matar duas pessoas a tiros em show em Piracicaba

    Leandro vai ser julgado por dois homicídios com qualificadoras e por três tentativas de homicídio.

    A Justiça de Piracicaba (SP) definiu para fevereiro de 2024 o júri popular do policial militar Leandro Henrique Pereira, acusado de matar duas pessoas e deixar outras três feridas ao realizar disparos dentro de um show sertanejo, em novembro de 2022. O réu está preso desde o ano passado.

    O evento ocorria no Parque Unileste e os tiros disparados mataram Leonardo Victor Cardoso, de 25 anos, e Heloíse Magalhães Capatto, de 23 anos. Além disso, ficaram feridas pelos tiros outras três pessoas de 20, 21 e 27 anos.

    No despacho com data desta terça-feira (7), o juiz de direito Luiz Antonio Cunha define a data para 22 de fevereiro de 2024, às 9h. O caso completa um ano em 20 de novembro. Leandro vai ser julgado por dois homicídios com quatro qualificadoras e por três tentativas de homicídio.

    A Justiça já tinha definido que o policial militar ia a júri popular em agosto desse ano, assim como que ele deveria permanecer preso durante eventuais recursos da decisão.

    Além do policial, o MP-SP também denunciou por prevaricação um amigo dele e sua esposa, que também são policiais e estavam no local, por não realizarem suas funções e o prenderem. O amigo ainda foi denunciado por auxiliá-lo na fuga do evento, mas fez um acordo judicial e teve seu caso arquivado.

    Já a esposa de Pereira foi absolvida em agosto. Anteriormente na ação, o crime pelo qual ela era acusada já tinha sido considerado de menor potencial ofensivo pelo magistrado.

    Entenda a tese da defesa
    Advogado de Pereira, Mauro da Costa Ribas Junior defendeu a inocência do Leandro e o pedido de absolvição de seu cliente. Ele também aponta que a decisão de levá-lo a júri popular não é negativa para o réu neste caso.

    “O juiz natural da causa é o Tribunal do Júri, são os jurados, é o povo. E para ser pronunciado basta indícios de autoria e prova da materialidade. A prova da materialidade já tinha sido confirmada pelos laudos. Tantos os laudos que atestaram a morte quanto os que atestaram as lesões. E a prova de autoria, o Leandro mesmo fala que sacou a arma e teve um entrevero com uma das vítimas”, explica.

    Assim, o defensor vai apresentar no plenário do júri teses de legítima defesa e de que o acusado não teve intenção de atingir todas as vítimas.

    “Os disparos foram apenas contra uma vítima, e vieram a atingir as demais vítimas porque transfixaram, sem dolo – intenção – do Leandro”, acrescenta o Ribas Junior.
    Intervenção em briga e ‘empurra-empurra’
    De acordo com a denúncia do MP, os disparos foram realizados após Leonardo, uma das vítimas, intervir em uma briga entre o PM de 25 anos, um amigo seu e uma terceira pessoa.

    Já a Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) concluiu que o motivo dos disparos foi um desentendimento após um empurra-empurra no show. Ao finalizar a investigação, a corporação pediu a prisão preventiva do policial militar que efetuou os tiros.

    A delegada Juliana Ricci, responsável pelo caso, afirmou que os disparos ocorreram após uma briga entre o indiciado e a vítima Leonardo.

    “O que a gente tinha ali é que o local estava superlotado, eles acabaram se empurrando e acabaram se desentendendo ali no local. Mas a informação inicial que teria sido uma briga de casal ou que uma das vítimas teria interferido para apartar uma briga de casal, isso não se confirmou no trânsito das investigações”, explicou.

    Ela também revelou que a esposa do indiciado e mais um amigo que estava no show são policiais, mas que apenas uma pessoa realizou disparos. “Só uma pessoa sacou a arma e atirou naquele local e essa pessoa foi identificada”.

    Por ser integrante de uma força de segurança pública, a Polícia Militar, o acusado tinha porte de arma em qualquer lugar de todo território nacional, explicou a delegada.

    Correria e desespero
    Imagens publicadas em redes sociais mostram o momento dos tiros e quando começa a confusão e correria no evento.

    Nas imagens é possível ver os dois artistas no palco, cantando o refrão de uma música. Em seguida ouvem-se os barulhos dos tiros. Em um dos vídeos, uma pessoa que estava no local identifica o som “É tiro, é tiro”. Em seguida começa uma confusão e a imagem é encerrada.

    Vítimas
    As vítimas que morreram baleadas são dois jovens:

    Heloise Magalhães Capatto, de 23 anos, era estudante de Odontologia. Seu corpo foi sepultado no final da tarde de 20 de novembro. A Unicamp emitiu nota lamentando a morte e decretando luto oficial na instituição.

    A outra vítima foi Leonardo Victor Cardozo, de 26 anos. Ele foi sepultado também em 20 de novembro, em Piracicaba.

    Empresa organizadora do evento, Burn19 Produções, emitiu uma nota sobre o caso na época. “A organização do evento presta toda a solidariedade às vítimas e familiares que foram afetados por esse terrível ocorrido e se coloca à disposição das autoridades para a realização das diligências necessárias, bem como colaborar com os trâmites da investigação em andamento”

    A empresa também informou que a festa contava com documentos legais e alvará para acontecer, e que no local do evento tinham seguranças particulares e que havia sim revista pessoal, além de atendimento ambulatorial.

    A dupla sertaneja também emitiu nota lamentando o ocorrido. “Hugo e Guilherme se solidarizam com os familiares e repugnam qualquer tipo de violência, e lamentam profundamente acontecimentos como estes.”

     

  • MP abre inquérito para investigar possíveis irregularidades no serviço prestado pela Enel durante ‘apagão’ na cidade de SP

    MP abre inquérito para investigar possíveis irregularidades no serviço prestado pela Enel durante ‘apagão’ na cidade de SP

    Empresa será oficiada para prestar esclarecimentos sobre as razões da queda prolongada de energia em parte da capital e quais medidas está tomando para evitar novos episódios semelhantes.

    O Ministério Público de São Paulo instaurou, nesta quinta-feira (9), um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na atuação da concessionária Enel durante “apagão” ocorrido em diversas regiões da capital paulista após a tempestade da sexta-feira (3).

    Cerca de 2,1 milhões de imóveis chegaram a ficar sem energia na área de atuação da empresa, que envolve 24 municípios da Região Metropolitana, incluindo a cidade de São Paulo. Nesta quinta, quase uma semana depois, 1,3 mil imóveis permaneciam no escuro.

    O procedimento aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social se baseia em denúncias de moradores sobre as dificuldades em comunicação com a Enel e a ausência de respostas claras da distribuidora sobre a solução da falta de energia em diversas partes da capital.

    O promotor Silvio Marques também levou em conta os prejuízos materiais que os poderes estadual e municipal sofreram com a interrupção no fornecimento energético, especialmente nas áreas da Saúde, Educação, Transporte e Segurança.

    A Enel-SP foi oficiada para prestar esclarecimentos em até 15 dias sobre as razões da interrupção prolongada na distribuição de energia. A empresa deverá apresentar um relatório contendo informações sobre o número de imóveis afetados, o período entre a queda e o restabelecimento do serviço, e as medidas sendo tomadas para evitar novos apagões.

    A concessionária precisará ainda esclarecer se possui plano de ações emergenciais para lidar com fenômenos climáticos extremos e, se sim, o que está previsto nele.

    As gestões estadual e municipal também serão oficiadas para informarem o prejuízo estimado do patrimônio público devido ao episódio. O prazo para isso será de 20 dias.

    Por nota, a Enel-SP afirmou que recebeu o ofício e prestará os esclarecimentos solicitados dentro do prazo estipulado.

  • Condenado por matar jovem no McDonald’s em SP completa dez anos foragido da Justiça; assassino é procurado pela polícia e Interpol

    Condenado por matar jovem no McDonald’s em SP completa dez anos foragido da Justiça; assassino é procurado pela polícia e Interpol

    Polícia Civil oferece recompensa de R$ 2,5 mil por informações que levem à prisão de Caio Rodrigues. Ele foi julgado à revelia e condenado a 18 anos de prisão por dar 3 tiros em Diego Cassas no estacionamento da lanchonete após briga em balada. Crime de 2013 foi gravado.

    Condenado por balear e matar pelas costas um jovem no estacionamento do McDonald’s, Caio Rodrigues completa neste ano dez anos foragido da Justiça de São Paulo. O assassino de Diego Ribeiro Cassas é procurado pela Polícia Civil e pela Interpol.

    O crime foi cometido na manhã de 7 de junho de 2013 e repercutiu na imprensa à época. Horas antes, eles haviam discutido e brigado na saída de uma casa noturna da Barra Funda, Zona Oeste da capital. Caio tinha ido ao local comemorar o seu aniversário. Depois ele soube que Diego iria ao McDonald’s da Rua Henrique Schaumann, na mesma região.

    Câmeras de segurança da lanchonete gravaram o momento em que Caio saca a arma e dá três tiros em Diego (veja vídeo abaixo). Ele morreu no local. A vítima tinha 18 anos e estava acompanhada de outros amigos. O atirador fugiu em seguida com um amigo, que também aparece nas imagens.

    Lista dos mais procurados
    Caio tem 29 anos atualmente. Além de ter foto, nome e informações sobre ele na lista dos criminosos mais procurados da polícia paulista, a instituição oferece uma recompensa de R$ 2,5 mil para quem tiver informações que possam levar a sua prisão.

    As denúncias podem ser feitas ao Disque Denúncia pelo número 181. Não é preciso se identificar. Também é possível ligar para os números (11) 3311-3158 da Divisão de Capturas ou no (11) 3311-3477. A Polícia Civil chegou a fazer uma projeção da imagem que Caio teria atualmente, envelhecendo o seu rosto digitalmente (veja abaixo).

    Desde que cometeu o crime, Caio nunca mais foi localizado ou preso. Em dezembro de 2015, ele foi julgado à revelia por um júri popular e acabou condenado a 12 anos de prisão pelo assassinato. O Ministério Público (MP) recorreu da sentença e a Justiça aumentou a pena para 18 anos.

    O que diz a defesa
    O g1 procurou nesta semana a defesa de Caio, feita pelo advogado Ronaldo Tavani, para comentar o assunto. Ele alegou que tenta judicialmente a redução da pena, que há um ano recebeu telefonema de seu cliente, mas que não sabe dizer onde ele está escondido.

    “A defesa, no caso eu, em nenhum momento pediu a absolvição de Caio. Apenas pediu que fosse considerado que o crime foi praticado logo após a ‘emoção’ que tomou conta de Caio após ser brutal e humilhantemente agredido por Diego, bem mais forte e preparado que ele”, disse Ronaldo.

    “Vou ajudá-lo, gratuitamente, a tentar retornar a pena para os 12 anos, pois ele disse que se isso acontecer ele irá cumprir a pena, pois a prescrição ainda está muito longe _faltam 10 anos e ele corre o risco de ser preso até mesmo na véspera”, falou seu advogado. “Cada uma das duas famílias sofre ao seu modo; e os dois envolvidos diretamente, um está morto e o outro morto-vivo”.
    Ainda de acordo com a sua defesa, Caio estava se tratando contra a dependência química. “Estava ‘morando’ na Cracolândia. Me disse que, depois de tratamento em uma clínica beneficente, estava ‘limpo’, tinha conhecido uma boa mulher e já tinham um bebê; disse também que tinha voltado a trabalhar como mecânico de motos e estava bem, na medida do possível.”

    Amigo também foi condenado

    Fernando de Araújo Lopes da Silva, amigo de Caio que aparece nas imagens do estacionamento do McDonald’s, está preso desde 2014. Em abril de 2015 ele acabou condenado pela Justiça a 14 anos de prisão sob a acusação de ter incentivado Caio a atirar em Diego. Atualmente ele tem 30 anos e cumpre o restante da pena em regime aberto, segundo a sua defesa.

    “A gente respeita a decisão do Tribunal do Júri, respeita o Tribunal de Justiça [TJ] evidentemente. Contudo as imagens são claras, muito claras de que o Fernando não praticou o crime, nem podia ter conhecimento de que Caio estava armado”, disse à reportagem a advogada Roselle Soglio, que defende Fernando. “Quando Caio dispara contra Diego, ele [Fernando] se afasta inclusive. O responsável pela morte de Diego se chama Caio e não Fernando.”

    A defesa de Fernando entende que o assassino precisa ser localizado e preso para cumprir a pena pela qual foi condenado. Em 2021 a Justiça paulista pediu a inclusão da foto e nome de Caio na Difusão Vermelha, a mais alta da Interpol (polícia internacional) na busca por criminosos perigosos.

    “É necessário que Caio cumpra a sua pena. Caio foi condenado também. Ele foi julgado à revelia na época no Tribunal do Júri, foi condenado, mas nunca teve nenhum dia de cadeia, nenhum dia foi preso. Sendo que ele foi o autor do disparo. É necessário que ele responda, pague a pena, responda pelos seus atos”, disse Roselle.
    A reportagem não localizou o advogado que defende os interesses da família de Diego nem os parentes dele.

    Em 2013, a lanchonete havia divulgado nota, por meio de sua assessoria de imprensa para informar que “o McDonald’s informa que está cooperando com as autoridades para o esclarecimento do caso.”

  • Justiça decreta prisão preventiva de homem por morte da esposa a facadas em Pindamonhangaba, SP

    Justiça decreta prisão preventiva de homem por morte da esposa a facadas em Pindamonhangaba, SP

    O crime aconteceu nesta quinta-feira (2). Segundo a Polícia Militar, Anderson Luiz Mariano confessou que esfaqueou a esposa e havia tentado se matar na sequência.

    O Tribunal de Justiça decretou prisão preventiva para o homem preso pela morte da esposa a facadas em Pindamonhangaba (SP). Anderson Luiz Mariano passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (3), um dia após o crime.

    O caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira (2), no imóvel onde o casal morava na Rua Reverendo Kennedy, no bairro Residencial Andrade.

    Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência de violência doméstica e, no local, encontraram Anderson Luiz Mariano ferido ao lado do corpo da esposa Maria das Dores de Oliveira Mariano.

    A PM afirma que o próprio suspeito fez o acionamento e confessou que esfaqueou a esposa e havia tentado se matar na sequência. Ainda segundo a PM, os dois tinham sinais de esfaqueamento.

    O homem foi levado para o pronto-socorro da cidade e recebeu alta ainda durante a manhã. Ele foi levado para a delegacia. No boletim de ocorrência, a Polícia Civil informa que constatou haver outros dois registros contra Anderson, a pedido da vítima, por crimes de violência doméstica.

    A família de Anderson não quis comentar o caso, mas disse que um advogado será contratado para fazer a defesa dele.

     

  • MP denuncia por lesão corporal e maus-tratos a animais homem que agrediu irmã de Zanin, ministro do STF, e chutou cães dela em SP

    MP denuncia por lesão corporal e maus-tratos a animais homem que agrediu irmã de Zanin, ministro do STF, e chutou cães dela em SP

    Vídeo mostra momento em que homem desferiu chutes contra Caroline Zanin e os cachorros dela; caso ocorreu na Zona Oeste no dia 16 de outubro. Rogério Cardoso Júnior foi indiciado pela Polícia Civil e, agora, denunciado pelo Ministério Público.

    O Ministério Público denunciou por crimes de lesão corporal contra mulher e maus-tratos a animais o homem que agrediu a advogada Caroline Zanin Martins, irmã do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, e chutou os dois cachorros dela, na Zona Oeste de São Paulo.

    Uma câmera de segurança registrou o momento da agressão, no dia 16 de outubro, em Perdizes. Nas imagens, é possível ver que a advogada estava parada com seus dois cachorros na frente de um prédio, quando um homem passa e dá pontapés nela e nos animais.

    Segundo a reportagem do g1 apurou, Rogério Cardoso Júnior, de 64 anos, prestou depoimento no dia 20 de outubro no 23º Distrito Policial e alegou à polícia que deu chutes para se defender após ser atacado pelos cachorros de Caroline (veja mais abaixo).

    No dia 18, Caroline prestou depoimento, reconheceu Rogério por meio de uma foto como o suspeito de agredi-la e fez a representação para instauração de inquérito policial.

    O laudo de lesão corporal do Instituto Médico Legal (IML) constatou que havia escoriação na região lateral da perna direita da advogada de natureza leve.

    O laudo veterinário também apontou que um dos animais de Caroline, da raça Welsh Corgis, sofreu lesão na pata, unha e sangramento no local.

    Indiciamento e denúncia
    Após depoimento de Rogério e Caroline, além dos laudos periciais, o relatório final do inquérito policial foi concluído. Com isso, a polícia determinou pelo indiciamento por maus-tratos a animais e lesão corporal dolosa.

    O Ministério Público denunciou Rogério por lesão corporal além de maus-tratos a animais por duas vezes, já que o homem chutou os dois cachorros de Caroline.

    No pedido, o promotor Severino Antônio Tavares Moreira Barbosa entendeu que “a conduta do denunciado, de agredir a vítima e seus cães em plena via pública, a qual estava passeando com seus cachorros de pequeno porte, indica comportamento absolutamente reprovável”.

    “De modo que a solução negociada de todo modo não se mostraria suficiente para a reprovação do crime, nos termos do dispositivo legal já mencionado”, ressaltou o promotor.

    No caso do crime de lesão corporal, a lei de 2021 aumentou a pena em casos de violência de gênero. Antes, era de três meses até três anos. Agora, pode variar de um até quatro anos.

    A Justiça ainda irá analisar a manifestação do MP e pode tornar Rogério réu, quando deve passar a ser processado pelos crimes.

    Quando foi indiciado pela polícia, Rogério foi procurado pelo g1 e não quis falar sobre o assunto.

    O que alegou o agressor?
    Segundo a reportagem apurou, o homem disse à polícia que mora no bairro Perdizes há cerca de 17 anos e que na segunda-feira (16), ao retornar da academia a pé, se deparou com os cachorros de Caroline.

    Disse que os animais foram agressivos e o atacaram, chegando a morder seu short e puxando a roupa para baixo.

    Disse ainda que a advogada não segurou a guia dos animais e seguiu caminhando, quando, ao chegar perto do prédio, os cachorros tentaram ataca-lo novamente, momento que deu chutes para se defender e afastá-los.

    Rogério afirmou à polícia que não teve intenção de lesionar a advogada e os cachorros, e que não acertou os chutes. Ele também alegou que não conhece Caroline e não sabia que era irmão do ministro do STF.

    ‘Me sinto insegura’
    Caroline afirma que não conhecia Rogério e que nunca o viu antes pelo bairro. Ao g1, ela disse que foi traumatizante e está se sentindo insegura. Por isso, pretende se mudar de onde mora.

    “Ele [suspeito] chegou do nada. Foi tudo muito rápido e traumatizante. Penso realmente em me mudar. Eu me sinto totalmente insegura”, afirmou a advogada nesta quinta-feira (19).
    Ainda conforme a advogada, ela acredita que não tenha sido motivação política por conta do irmão, ministro do STF.

    “Num primeiro momento eu acredito que não tenha motivação política. Até porque todos temos o direito de termos opiniões e posicionamentos políticos sem que isso resulte em qualquer forma de agressão”, diz Caroline.

    “Penso ter sido mais uma agressão contra a mulher e animais porque sei que este tipo de violência é muito mais comum do que se imagina. Confio plenamente na justiça e tenho a certeza de que tudo será esclarecido da melhor forma”, complementou.

     

  • Homem acusado de matar 2 pessoas e ferir 6 em festa começa a ser julgado em São Carlos

    Homem acusado de matar 2 pessoas e ferir 6 em festa começa a ser julgado em São Carlos

    Audiência teve início às 8h e é aberta ao público. Crime aconteceu em janeiro de 2022.

    O julgamento de Luan Russo Bataglia, acusado de assassinar dois jovens em uma festa no no bairro Aracê de Santo Antônio, em São Carlos (SP), começou nesta segunda-feira (30) e é aberto ao público. O crime aconteceu em janeiro de 2022 e deixou outras seis pessoas feridas.

    Bataglia está preso em Serra Azul. Ele é suspeito de matar a tiros Eduardo Escapolão Lucas da Silva, de 16 anos, e Rodrigo de Castro da Rocha, de 20 anos, em um tiroteio durante uma festa que acontecia em uma chácara do bairro. Segundo as primeiras investigações, Rocha seria o alvo do atentado.

    O crime
    De acordo com a Guarda Civil Municipal, na madrugada de 23 de janeiro de 2022, por volta de 2h20, indivíduos invadiram uma festa no bairro de chácaras Aracê de Santo Antônio e fizeram vários disparos. Pelo menos oito pessoas que estavam na festa foram atingidas por balas perdidas.

    Rodrigo morreu no local e a Polícia Civil revelou que ele já tinha sido vítima de tentativa de homicídio em setembro de 2021. Já Eduardo chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

  • Fotos mostram deputado Da Cunha ferido, sangue em apartamento e roupas da ex-companheira danificadas

    Fotos mostram deputado Da Cunha ferido, sangue em apartamento e roupas da ex-companheira danificadas

    Deputado foi denunciado pelo Ministério Publico pelos crimes de lesão corporal, ameaça e dano. Ele nega as acusações.

    Imagens obtidas pelo g1 nesta sexta-feira (27) mostram os momentos após o suposto caso de agressão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP) contra a ex-companheira dele, a nutricionista Betina Grusiecki. Nas fotos, é possível ver um corte no rosto do parlamentar, assim como sangue espalhado pelo chão do apartamento, além das roupas ‘destruídas’ da mulher.

    Da Cunha tinha uma união estável há 3 anos com Betina. O crime teria acontecido no apartamento do casal no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo. O deputado foi denunciado pelo Ministério Público (MP) pelos crimes de lesão corporal, ameaça e dano. Ele nega as acusações.

    Na primeira foto, o deputado aparece com um corte acima de uma das sobrancelhas. O ferimento teria sido causado quando Betina jogou um secador de cabelos nele para se defender das agressões sofridas, conforme registrado por ela em boletim de ocorrência. O g1 apurou que o parlamentar passou por sutura e curativo no Hospital Beneficência Portuguesa, também em Santos (SP).

    Outras imagens mostram sangue espalhado pelo chão do apartamento (veja abaixo). Neste sentido, uma foto mostra uma menina, apontada como filha do deputado, exibindo o rosto com marcas de sangue. A defesa dele informou ao g1 que a criança não foi vítima de violência, e que isso aconteceu após ela abraçá-lo enquanto estava ferido.

    Roupas danificadas
    Betina também acusou Da Cunha de ter destruído roupas e pertences dela. Duas fotos, obtidas pela reportagem, mostram peças da mulher que foram danificadas e manchadas (veja abaixo).

    Conforme relatado por Betina no BO, o deputado bateu a cabeça dela na parede e fez ameaças de morte antes de quebrar os óculos e destruir as roupas dela.

    Advogados das partes
    Ao g1, o advogado Eugênio Malavasi, que representa o deputado no processo, afirmou que o cliente “lamenta o vazamento das imagens”. O parlamentar alegou também que a filha dele tem 10 anos e ficou com as marcas de sangue após abraçar o pai após o “incidente”.

    “A defesa esclarece, ainda, que não houve qualquer agressão física ou verbal em face da filha do deputado da Cunha”, acrescentou o advogado, por meio de nota.

    A advogada Gabriela Manssur, que representa Betina, afirmou que, conforme denúncia já oferecida pelo Ministério Público e as declarações da nutricionista durante o registro do BO, a cliente alega ter sido vítima de agressão e ameaça, agindo em legítima defesa.

    Defesa
    Na época da acusação, a assessoria de imprensa do deputado Da Cunha enviou uma nota informando que ele nega veementemente que tenha agredido a companheira. “Houve uma discussão, em meio à comemoração de seu aniversário, mas em nenhum momento ocorreu qualquer tipo de violência física de sua parte”, diz o comunicado.

    Já nesta quarta-feira (25), a assessoria de imprensa do parlamentar informou que ele “aguarda a definição do foro adequado de tramitação”. Ainda segundo a nota, Da Cunha aguardará a decisão com serenidade, pois ainda não houve o recebimento da denúncia.

    “Uma vez oferecida a denúncia, o Poder Judiciário tem que aceitá-la para começar o processo. O recebimento é a aceitação da denúncia e não houve ainda”, explicou o advogado dele, Eugênio Malavasi.

    Acusação
    O g1 teve acesso ao boletim de ocorrência feito pela nutricionista Betina Grusiecki, de 28 anos, por lesão corporal, ameaça, injúria e violência doméstica. De acordo com o depoimento da mulher, Da Cunha começou uma discussão com a companheira após consumir bebida alcoólica no sábado (14) e, em determinado momento, ele passou a xingá-la de “lixo” e “putinha”.

    Em seguida, o delegado começou as agressões. Segundo a vítima, ela chegou a desmaiar após Da Cunha apertar o pescoço e bater a cabeça dela na parede. Betina disse que quando acordou, viu o homem voltar em sua direção e, para se defender, jogou um secador de cabelos nele.

    O deputado voltou a bater a cabeça da companheira contra a parede e fez ameaças. “Vou encher de tiros a sua cabeça, vou te matar e vou matar sua mãe”, teria dito Da Cunha, antes de quebrar o óculos e destruir as roupas da mulher, segundo o boletim de ocorrência. A Justiça deferiu uma medida protetiva em desfavor do deputado federal.

    Um vídeo obtido pelo g1 mostra o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP), acusado de agredir a companheira até ela desmaiar, falando sobre a importância do combate a violência doméstica (assista acima).

    No vídeo publicado em agosto de 2020, o delegado conversou com o ex-deputado federal Arnaldo Faria de Sá sobre a lei Maria da Penha e o Estatuto do Idoso. Na conversa, ele citou as vítimas de violência doméstica e idosos como “minorias que estão desprotegidas”.

    Quem é Da Cunha?
    Em 2022, Da Cunha foi eleito deputado federal por São Paulo, sendo o 24ª candidato mais votado. Ele contabilizou 181.568 votos pelo Progressistas.

    O delegado começou a fazer sucesso na internet com vídeos que mostram operações policiais e o dia-a-dia dos agentes. Em 2021, ele relatou em seu canal no YouTube que tinha sido afastado das ruas e teve que entregar as armas e distintivo por conta de uma declaração feita durante participação em um podcast com o vereador e ex-PM Gabriel Monteiro (PSD).

    Na ocasião, ele falou “que há grande corrupção no alto escalão da PM do Rio de Janeiro”. Em seguida, ele falou que há ratos dentro da Polícia.

    No mesmo ano, ele pediu licença de dois anos da Polícia Civil e, pouco tempo depois, confessou publicamente que encenou o vídeo do flagrante de um sequestro em uma comunidade da capital paulista, em julho de 2020. Neste ano, a arma e distintivos de Da Cunha foram devolvidos ao deputado.

  • Chefe do tráfico da Bahia é preso na Muzema, área dominada pela milícia

    Chefe do tráfico da Bahia é preso na Muzema, área dominada pela milícia

    A Justiça da Bahia expediu 42 mandados de busca e apreensão e 29 mandados de prisão temporária nos estados da Bahia (36), Pernambuco (9), São Paulo (17), Rio de Janeiro (2), Santa Catarina (4) e Maranhão (1).

    Um dos chefes de uma organização criminosa do tráfico de drogas que atua na Bahia e em outros estados do país foi preso na manhã desta sexta-feira (27) na Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, área dominada pela milícia. João Ricardo Cardoso Mota, o Rick ou R7, era considerado foragido da Justiça baiana e foi capturado durante a Operação Ancorar.

    A operação é liderada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da polícia baiana e tem como objetivo combater o tráfico de drogas e homicídios praticados pelo grupo em cidades do interior da Bahia e em vários estados. A ofensiva contou com o apoio da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil e da Draco do RJ.

    Durante um ano, a polícia baiana investigou a quadrilha e, após a coleta das provas (quebras de sigilo bancários, telefônico e telemático), representou pelas prisões.

    A Justiça baiana decretou 42 mandados de busca e apreensão e 29 mandados de prisão temporária nos estados da Bahia (36), Pernambuco (9), São Paulo (17), Rio de Janeiro (2), Santa Catarina (4) e Maranhão (1).

    O objetivo é combater o tráfico de drogas e homicídios praticados pelo grupo.

    Em São Paulo, um homem considerado como o número 2 da quadrilha também foi preso.

    “O chefe do grupo foi alcançado no Rio de Janeiro e o ’02’ foi preso na cidade de Santana de Parnaíba, em São Paulo”, explicou o diretor do Denarc, delegado José Alves Bezerra.

     

  • Mulher que denunciou Falcão por importunação sexual fala pela 1ª vez e lamenta arquivamento de processo: ‘injustiçada’

    Mulher que denunciou Falcão por importunação sexual fala pela 1ª vez e lamenta arquivamento de processo: ‘injustiçada’

    Ex-jogador foi acusado de ‘esfregar’ as partes íntimas no braço da mulher dentro de um apart hotel em Santos, no litoral de São Paulo. Juiz considerou a falta de indícios do crime que justificassem o prosseguimento do caso.

    A mulher, de 26 anos, que denunciou o Paulo Roberto Falcão à polícia por importunação sexual, se pronunciou pela primeira vez. Ela contou ao g1, nesta quarta-feira (25), que saiu do emprego como recepcionista do apart hotel, em Santos, no litoral de São Paulo, com medo de encontrar o ex-jogador da Seleção Brasileira. O caso foi arquivado pela Justiça.

    Falcão foi acusado de encostar e esfregar as partes íntimas no braço da mulher, identificada publicamente apenas como ‘Nathália’. A decisão pelo arquivamento do processo foi tomada pelo juiz Leonardo de Mello Gonçalves, da 2ª Vara Criminal de Santos (SP). O magistrado considerou a falta de indícios do crime que justificassem o prosseguimento do caso (leia mais detalhes da decisão abaixo).

    “Eu não quero chegar perto dele, não quero nem ver esse homem. Hoje, eu tenho medo de trabalhar. Mesmo estando desempregada, eu não consigo ir atrás de emprego porque eu tenho medo de, a qualquer momento, esse homem aparecer na minha frente e eu estar sozinha”.
    Nathália disse que trabalhava há seis meses no apart hotel e nunca tinha passado nada parecido com outros hóspedes. De acordo com ela, as interações entre eles eram profissionais, até o ex-jogador invadir o balcão da recepção duas vezes.

    Na primeira vez, ela afirmou que o Falcão se aproximou dizendo que não sabia que tinham câmeras de monitoramento no local e encostou as partes íntimas no braço dela. Nathália disse ter se afastado e pediu para a gerente do apart hotel verificar as imagens. No entanto, ela preferiu ficar calada.

    Dois dias depois, a ação foi semelhante. Nathália explicou que há uma escultura no apart hotel, que fica distante do local eles onde estavam. Desta vez, Falcão invadiu o balcão da recepção dizendo o quanto a estrutura era bonita e encostando as partes íntimas no braço dela.

    “Ele fez com muita maldade. O rapaz da limpeza, que estava do meu lado, me deu total apoio […]. Me esquivei e fui para o lado, eu só tive essa reação. Não tive outra, só consegui fazer isso. Ele não falou mais nada porque viu que eu tomei um susto. A reação dele foi se afastar e sair de perto de mim”.

    Segundo ela, Falcão já teve esse comportamento com a faxineira que trabalhava para ele. “No depoimento da gerente do condomínio, ela fala sobre isso […], e mesmo assim a Justiça não quis nem ouvir essa faxineira”.

    À reportagem, Nathália lamentou a decisão da Justiça de arquivar o processo. Ela disse que está revoltada e se sente injustiçada.

    “Fiquei revoltada com tudo isso que aconteceu. Por ele ter encostado as partes íntimas no meu braço e ainda mais agora com a decisão da Justiça. Eu fiquei desamparada com a Justiça, me sentindo injustiçada”.

    Recurso
    Os advogados da vítima informaram que se comprometem a investigar minuciosamente todos os aspectos do caso para garantir que os direitos da mulher sejam respeitados. “Este caso de importação sexual ressalta questões cruciais que envolvem o sistema de Justiça e a forma como as denúncias desse tipo são tratadas”, alegaram os advogados, em nota.

    Os representantes da mulher afirmaram também que a decisão pelo arquivamento “deixa dúvidas sobre a eficácia das medidas existentes para abordar crimes de importação sexual e proteger as vítimas”. Eles disseram que irão recorrer a decisão.

    O que diz Falcão
    Falcão pediu demissão do cargo e, por meio das redes sociais, afirmou na época: “Em respeito à torcida do Santos Futebol Clube, pelos recentes protestos diante do desempenho do time em campo, decidi deixar o cargo de coordenador esportivo”.

    Ele ressaltou que o primeiro sentimento, ao tomar a decisão, foi o de defender a imagem da instituição. “Sobre a acusação feita nesta sexta-feira (4 de agosto), que recebi com surpresa pela mídia, afirmo que não aconteceu”.

    Após a decisão do arquivamento, por meio das redes sociais, Falcão afirmou que “as manifestações da Delegada de Polícia, do Ministério Público e do Poder Judiciário afirmaram inexistir quaisquer indícios de crime”.

    “De minha parte, foram 77 dias de silêncio, em respeito às autoridades e à investigação, que corria em sigilo. Sempre acreditei que os fatos seriam devidamente esclarecidos. Agora, posso seguir com o meu trabalho, os meus projetos e a minha vida”, alegou o ex-jogador.

    Falcão também expressou gratidão às pessoas que, segundo ele, não fizeram prejulgamentos. “Espero que esse caso, que despertou tantos ataques precipitados contra mim, contribua para que as pessoas reflitam mais antes de condenar alguém”, acrescentou.

    Por fim, o ex-jogador falou sobre pessoas próximas. “Agradeço à minha família, aos amigos, aos colegas e a todas as pessoas que me enviaram manifestações de apoio e de carinho”.

    A decisão
    O g1 teve acesso à decisão judicial. O juiz Leonardo de Mello Gonçalves considerou que não há indícios da ocorrência de ilícito penal de modo a justificar o prosseguimento do caso.

    “Não sendo possível concluir que o investigado tenha praticado em face da vítima ato libidinoso, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia”, escreveu o juiz, na decisão. Ainda segundo ele, “nem todo contato físico pode ser interpretado como ato libidinoso”.

    A conclusão do representante do MP foi a de que não houve o delito, porém o órgão não tirou a credibilidade e o incômodo da suposta vítima. O juiz disse ainda que o hóspede “foi inconveniente e certamente causou desconforto na vítima, situações essas que causaram por parte desta, a leitura do comportamento do investigado como sendo uma forma de assédio”, explicou ele.

    No documento, o MP destacou que a Promotoria de Justiça de Santos não duvida que a vítima possa ter interpretado o comportamento do morador como uma forma de assédio.

    “Porém, essa interpretação do evento não muda o fato de que não ocorreu a prática de um ato libidinoso contra ela, exigência do tipo penal para que seja possível reconhecer o crime de importunação sexual, na forma como ele foi descrito na lei”.

    O juiz esclareceu que não se faz necessário aguardar um eventual laudo pericial produzido por perícia particular para a determinação de arquivamento, tendo em vista que os elementos que já constam são suficientes para tomar essa decisão.

    Relembre o caso
    O ex-jogador da seleção brasileira Paulo Roberto Falcão foi denunciado por suspeita de importunação sexual na manhã do dia 4 de agosto, por uma funcionária do apart hotel onde mora em Santos. Segundo apurado pelo g1, o caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município. Foram duas tentativas, segundo a advogada da vítima: nos dias 2 e 4 de agosto.

    A recepcionista, de 26 anos, contou que Falcão entrou em uma área restrita para funcionários com algumas roupas em mãos para mandar lavar. Antes de entregá-las, porém, se aproximou dela falando sobre a câmera de monitoramento, momento em que ela disse ter sido importunada sexualmente.

    Em outro dia, segundo ela, a ação foi a mesma. Dessa vez, porém, a mulher contou ter se afastado e demonstrado ódio diante da situação. De acordo com a funcionária, o impulso assustou Falcão, que deixou as roupas e foi para o quarto.

    Trajetória no esporte

    Paulo Roberto Falcão, de 70 anos, nasceu em Abelardo, Santa Catarina. Antes de ser dirigente de futebol foi jogador, treinador e comentarista esportivo.

    Volante em campo, estreou nos gramados com a camisa do Internacional, em 1973, onde permaneceu até se transferir para a Roma, da Itália, em 1980. Pendurou as chuteiras em 1986 com a camisa do São Paulo.

    Com a camisa da seleção brasileira principal fez 34 jogos e sete gols. Esteve nas listas de convocação por dez anos, entre 1976 e 1986.

    Logo após ter encerrado a carreira, em 1990, assumiu o comando técnico da seleção por um ano. Depois foi técnico do América (México), Internacional, Bahia, Sport, além do Japão.

    Em 2022, após anos como comentarista esportivo, Falcão foi convencido pelo presidente do Santos FC, Andrés Rueda, a assumir o cargo coordenador esportivo.

     

  • Procurado pela Justiça, homem que atropelou criança em São José é preso por violência doméstica

    Procurado pela Justiça, homem que atropelou criança em São José é preso por violência doméstica

    Ele foi preso pela Polícia Militar, que consultou o nome do motociclista e constatou um mandado de prisão em aberto contra ele.

    O homem que atropelou uma criança na manhã desta quarta-feira (25), em São José dos Campos (SP), era procurado pela Justiça por violência doméstica e foi preso pela Polícia Militar após o acidente.

    O atropelamento aconteceu por volta das 7h40, na avenida João Rodolfo Castelli. O menino, de 8 anos, foi resgatado em estado grave saúde. Ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal -leia mais detalhes abaixo.

    O motociclista, de 38 anos, teve ferimentos leves e foi encaminhado ao pronto-socorro municipal. Ele foi identificado como Magno Brito Oliveira e estava com a carteira de habilitação e o documento da moto em dia.

    Apesar disso, a PM constatou que havia um mandado de prisão em aberto expedido pelo Tribunal de Justiça contra ele por violência doméstica.

    Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de São José dos Campos, onde ficou à disposição da Justiça.

    O g1 entrou em contato com a família de Magno Oliveira, que afirmou que ele não tem advogado, mas negou o crime.

    Atropelamento
    O acidente aconteceu por volta das 7h40 na avenida João Rodolfo Castelli, no bairro Putim. Segundo a Polícia Militar, o menino de oito anos foi atropelado quando atravessava pela faixa de pedestres. O trânsito estava parado para a criança atravessar, mas o motociclista não conseguiu frear a tempo.

    O menino estava indo para a Fundhas, que fica do outro lado da avenida, e não estava acompanhado por parentes ou responsáveis.

    O Corpo de Bombeiros e o helicóptero Águia da Polícia Militar foram acionados e participaram do primeiro atendimento à vítima. A criança foi levada ao Hospital Municipal da Vila pelo Águia.

    O motociclista, de 34 anos, estava consciente e orientado e também foi socorrido ao Hospital da Vila.