Categoria: Novidades

  • Filha de policial presa com ponto eletrônico e câmera em concurso público ganha liberdade provisória após audiência

    Filha de policial presa com ponto eletrônico e câmera em concurso público ganha liberdade provisória após audiência

    Nadine Novello Conde Carlos, de 31 anos, deverá pagar R$ 6,6 mil de fiança para usufruir do benefício. Ela foi indiciada por fraude e associação criminosa.

    A filha de um policial que foi presa por suspeita de usar ponto eletrônico, microcâmera e receptor digital durante um concurso público em São Paulo recebeu liberdade provisória após passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (27).

    Nadine Novello Conde Carlos, de 31 anos, foi detida pela Polícia Civil neste domingo (26) após fiscais do concurso para investigador desconfiarem dela no local da prova, na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. Segundo eles, a candidata estava inquieta, mexendo constantemente no casaco e olhando em todas as direções. Ela foi indiciada por fraude e associação criminosa.

    Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a suspeita deverá cumprir os seguintes requisitos para usufruir do benefício:

    Pagar fiança de R$ 6,6 mil
    Comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades
    Manter endereço atualizado
    Não sair da cidade de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação
    Não se se inscrever em concursos públicos enquanto durar o processo
    Caso deixe de cumprir qualquer exigência, Nadine será reconduzida à prisão

    Entenda o caso

    Durante o concurso, fiscais se aproximaram da carteira dela e pediram que a candidata retirasse o casaco. Como ela se recusou, a coordenação foi chamada. Nadine então pediu para ir ao banheiro e, quando saiu da sala, foi seguida pela coordenação, que passou o detector de metais em sua roupa. O equipamento emitiu sinal sonoro.

    Em seguida, verificaram que na manga do casaco havia uma câmera similar à usada para conversas em webcam. Segundo o boletim de ocorrência do caso, Nadine depois mostrou que o receptor do sinal das câmeras estava dentro de sua calça. E o ponto eletrônico havia sido escondido dentro do sutiã.

    Candidata fica em silêncio

    A Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 3ª Delegacia Seccional Oeste foi chamada depois pela coordenação e por fiscais do concurso. Chegando ao local, eles perguntaram quem havia contratado Nadine para fazer a fraude, quanto havia recebido em dinheiro por isso e quantas pessoas participavam do esquema criminoso. Mas ela não quis responder e ficou em silêncio.

    O g1 tenta contato com a defesa de Nadine e a Vunesp, organizadora do concurso, para comentarem o assunto. Em suas páginas nas redes sociais, ela mostra fotos do seu cotidiano, como praticar tiro ao alvo (veja acima).

    Em outras publicações, ela se apresenta como advogada e informa que dá assessoria jurídica (veja foto abaixo). O nome dela não consta no Cadastro Nacional de Advogados (CNA) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    O caso foi registrado no plantão do 91º Distrito Policial (DP), Ceasa. A investigação será feita pelo 23º DP, Perdizes. A Polícia Civil vai apurar se mais pessoas estão envolvidas nos crimes. As penas para fraude vão de um a quatro anos de prisão. Associação criminosa prevê punição de até três anos de reclusão.

    Pai de candidata é investigador

    O pai dela é um investigador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em São Paulo. A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) que respondeu que, se ficar comprovada a participação de policiais no esquema, eles responderão criminalmente por isso.

    “A Polícia Civil investiga um caso de fraude e organização criminosa, após uma mulher ser pega com uma escuta, em uma prova para um concurso. A autoridade policial realiza diligência para identificar outros envolvidos no crime. Se confirmada a participação de algum servidor da instituição no caso, as devidas medidas serão tomadas pela Corregedoria da Polícia Civil”, informa nota divulgada pela pasta da Segurança.

    A investigação vai analisar câmeras de segurança para saber quem levou Nadine até a Universidade Paulista (Unip), na Avenida Marques de São Vicente, onde ela iria fazer a prova para a vaga de investigador da Polícia Civil.

    Além de ponto eletrônico, câmera e receptor encontrados com Nadine, o Cerco também apreendeu o celular dela. O aparelho, no entanto, não chegou a ser usado durante a prova. Estava guardado conforme orientação da organização. Mesmo assim passará por perícia, assim como os demais objetos.

    A polícia investiga se Nadine iria ou filmou a prova para que ela fosse feita por outras pessoas fora da universidade. E depois o grupo passasse as respostas por ponto eletrônico.

  • Pedreiro envolvido em morte de jovem concretada debaixo de escada é condenado a quase 28 anos de prisão

    Pedreiro envolvido em morte de jovem concretada debaixo de escada é condenado a quase 28 anos de prisão

    Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos, foi estrangulada com uma camisa. O corpo dela foi ocultado na obra em que o condenado trabalhava, em São Vicente, SP.

    O pedreiro Edmilson Veríssimo da Silva, de 56 anos, foi condenado a 27 anos e 10 meses de prisão pela morte de prisão pela morte de Joice Maria da Glória Rodrigues. Ela ficou desaparecida por oito dias e foi encontrada concretada em uma parede em São Vicente, no litoral de São Paulo. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (22).

    A vítima foi dada como desaparecida em 27 de setembro de 2021, após ter saído de casa dizendo que visitaria o avô. A equipe da 3ª Delegacia de Homicídios conduziu o caso, que resultou na prisão de Jonathas Soares de Santana, de 37 anos, condenado a 29 anos e dez meses de prisão, e do pedreiro detido no mês posterior ao sumiço da jovem.

    A reportagem da TV Tribuna, afiliada da Globo, tentou acompanhar o júri popular no Fórum de São Vicente, que começou às 10h e foi encerrado por volta das 20h30, mas não foi autorizada pelo juiz Alexandre Torres de Aguiar.

    Edmilson, na época, contou que havia usado drogas e mantido relações sexuais com a jovem, que depois ficou com Jonathas. O pedreiro contou que estava no segundo piso da obra, no bairro Esplanada dos Barreiros, quando o autônomo e a mulher começaram a discutir.

    No interrogatório, Edmilson disse ter descido para ajudar o outro homem a matar Joice, que foi estrangulada com uma camiseta, e teve o corpo colocado em um vão debaixo da escada. O local, em seguida, foi concretado.

    Desaparecimento

    A jovem Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos, foi encontrada morta e concretada em uma parede de um imóvel em construção, em São Vicente. A Polícia Civil localizou o corpo da vítima em 5 de outubro de 2021.

    Ela havia sumido após visitar o avô, que mora no bairro Parque Bitaru, na Área Insular. O marido de Joice foi o último a ter contato com a jovem, em 26 de setembro. De acordo com a família, a vítima tinha ligado para dizer que estava em um ponto de ônibus prestes a voltar para casa, no bairro Quarentenário.

    “Ela disse que estava no ponto para pegar a condução e ia para casa. Ele ficou esperando ela, mas o tempo foi passando e ela não apareceu”, disse à época a irmã da vítima Maria da Glória Rodrigues.

    Os familiares passaram a ligar para o telefone dela, mas as chamadas terminavam na caixa postal. Eles também fizeram o trajeto que ela percorreria até chegar em casa em busca de pistas, mas as tentativas foram em vão.

    O caso só chegou a um desfecho após a polícia começar a investigar e chegar a Jonathas, que confessou ter cometido o crime.

     

  • Justiça decreta prisão preventiva de PM de folga que confundiu casal com ladrões de moto e atirou; homem morreu e mulher se feriu

    Justiça decreta prisão preventiva de PM de folga que confundiu casal com ladrões de moto e atirou; homem morreu e mulher se feriu

    Soldado de 23 anos foi preso por homicídio contra homem de 26 e tentativa de homicídio contra mulher de 28. Caso foi no sábado (11) em SP e é investigado pela Polícia Civil. Justiça manteve prisão. Ele disse ter atirado nas vítimas por achar que uma delas estava armada.

    A Justiça decretou nesta semana a prisão preventiva (sem prazo para sair) do policial militar de folga que confundiu um casal com assaltantes de moto e atirou cinco vezes nele. O motociclista morreu baleado com tiros na cabeça e nas costas. A garupa que estava na motocicleta, namorada dele, foi atingida na virilha.

    O caso ocorreu no último sábado (11) perto da Rodovia dos Imigrantes, na Vila da Saúde, Zona Sul de São Paulo. E foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio pela Polícia Civil. O soldado da Polícia Militar (PM) Matheus Sposito Borges, de 23 anos, disse ter achado que as vítimas estavam assaltando outro casal numa moto. E que o piloto pudesse estar armado.

    O casal baleado era amigo do outro casal que não foi atingido pelos disparos. O homem morto é Victor Matheus da Fonseca Araújo, de 26. Ele não estava armado. Na segunda-feira (13) a Justiça decretou a prisão preventiva do soldado.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mulher atingida tem 28 anos. Ela tinha sido socorrida e levada de ambulância para o Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya, onde permaneceu internada e passou por cirurgia. Seu estado de saúde não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.

    O caso ocorreu na Rua Áurea Lejeune, que dá acesso à Rodovia dos Imigrantes. A ocorrência foi registrada e está sendo investigada como homicídio consumado e tentativa de homicídio pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por envolver um policial militar. O órgão pediu exames periciais para a Polícia Técnico-Científica.

    O policial militar foi detido pela PM e levado em flagrante para o presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte. A Corregedoria da corporação também apura a conduta do agente no caso. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do soldado e nem falar com parentes das vítimas para comentarem o assunto.

    Em seu depoimento na delegacia, o soldado contou que ele e outros cinco amigos, todos policiais, e de folga, estavam em dois carros trafegando pela Rodovia dos Imigrantes. Disse ainda que se identificou como policial e pediu que ficassem parados durante a abordagem, mas dois ocupantes de uma das motos não obedeceram. E achando que um deles estava apontando algo para ele, que achou ser uma arma, atirou por entender que estava numa “situação de risco iminente”.

    Segundo o DHPP houve “excesso” do soldado da PM na ação. Para o Departamento, ele “assumi o risco” de matar ao menos uma das vítimas, como de fato ocorreu. Os policiais civis analisam câmeras de segurança que gravaram os dois carros com os policiais à paisana. Eles querem saber se as imagens teriam gravado o soldado atirando.

  • Ana Hickmann diz se sentir machucada e agradece apoio do público: ‘Longe de estar tudo bem’

    Ana Hickmann diz se sentir machucada e agradece apoio do público: ‘Longe de estar tudo bem’

    Apresentadora disse estar passando por momento difícil e afirmou que o que aconteceu com ela ‘infelizmente acontece com muitas mulheres’.

    A apresentadora Ana Hickmann publicou um vídeo em seu canal no YouTube, nesta quinta-feira (16), para agradecer o apoio do público. No fim de semana, ela acionou a polícia e relatou ter sido agredida pelo marido, o empresário Alexandre Correa.

    No vídeo, Ana disse estar se sentindo machucada, mas afirmou que ainda não era o momento de falar sobre o que aconteceu.

    “Dessa vez eu não vou abrir meu vídeo falando: ‘oi, pessoal, tudo bem?’, porque não está tudo bem. Está longe de estar tudo bem”, disse.
    A apresentadora afirmou que está passando por um momento difícil e que “coisa sérias” aconteceram. Ela disse ainda que, além de mulher, é uma mãe que defende de todas as formas o próprio filho.

    “O que aconteceu comigo infelizmente acontece com muitas mulheres. Mas espero que, juntas, a gente possa mudar essa história.”
    Ana voltou a agradecer as mensagens que recebeu do público nos últimos dias, assim como fez em uma publicação no Instagram na quarta-feira (15).

    “Eu não vou parar de viver, não vou parar de ser feliz. Eu não vou parar de lutar, não vou parar de cuidar do meu filho. Ninguém vai me parar”, afirmou.

    O que aconteceu?

    Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o g1 teve acesso, Ana Hickmann acionou a Polícia Militar pelo telefone na tarde de sábado (11). Em seguida, a corporação foi até o condomínio onde o casal mora, em Itu (SP).

    No local, conforme o registro, a modelo relatou aos policiais que estava na cozinha da casa da família, por volta das 15h30. Junto do casal, estavam o filho, de 10 anos, e duas funcionárias.

    Ana Hickmann contou aos policiais que conversava com o filho e que o marido não teria gostado do conteúdo da conversa e começou a repreendê-la, aumentando o tom de voz, o que teria assustado o filho do casal, que saiu do ambiente.

    Conforme o BO, a modelo relatou que, após a discussão, Alexandre Correa a teria pressionado contra a parede e ameaçado agredi-la com uma cabeçada. Ela afirmou que conseguiu afastar o marido e pegar o celular, mas, neste momento, Alexandre teria fechado a porta de correr da cozinha, pressionando o braço esquerdo dela.

    Ainda de acordo com o BO, Ana Hickmann disse que conseguiu trancar Alexandre no lado externo da casa e chamar a polícia. Quando a PM chegou à residência, Alexandre não estava mais no local.

     

  • Justiça concede liberdade provisória para auxiliar e motorista da van escolar onde menino foi encontrado morto

    Justiça concede liberdade provisória para auxiliar e motorista da van escolar onde menino foi encontrado morto

    Eles vão cumprir medidas cautelares, como proibição de sair de casa à noite, e suspensão da atividade de motorista de van escolar. Criança de 2 anos deveria ter sido entregue na escola de manhã e foi achada morta à tarde após dia de calor forte na capital paulista, nesta terça-feira (14).

    A Justiça concedeu nesta quarta-feira (15) liberdade provisória a auxiliar e motorista de van escolar onde menino de dois anos foi esquecido e encontrado morto na terça-feira (14). Eles haviam sido presos por homicídio.

    A auxiliar pega as crianças nas casas e as posiciona nos bancos da van. Em audiência de custódia, foi concedida liberdade provisória a Flávio Robson Benes, de 45 anos, e a esposa e também auxiliar, Luciana Coelho Graft, de 44 anos , subordinada a medidas cautelares:

    comparecimento obrigatório a todos os atos processuais para os quais forem intimados
    comparecimento mensal em Juízo para informar e justificar suas atividades, bem como eventual atualização de endereço;
    obrigação de manter o endereço atualizado junto à Vara competente (informando imediatamente eventual alteração);
    proibição de ausentar-se da Comarca de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação ao Juízo
    recolhimento domiciliar no período noturno (das 22 horas às 6 horas) e nos dias de folga;
    proibição de manter contato, por qualquer meio, inclusive virtual, com as testemunhas do processos e com familiares da vítima;
    suspensão do exercício da atividade profissional de transporte escolar de crianças e adolescentes suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor, devendo os indiciados entregarem a Carteira Nacional de Habilitação no prazo de 24 horas, tudo sob pena de revogação do benefício e imediato recolhimento à prisão.

    O caso
    Apollo Gabriel Rodrigues foi colocado na van por volta das 7h, mas não foi deixado na unidade pelo motorista e auxiliar. À tarde, o menino foi encontrado desacordado no veículo e levado ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, no Parque Novo Mundo, por volta das 16h20. Apollo chegou já sem vida.

    “Ele estava tão bem hoje [terça-feira, 14]. Mas quando eu fui por ele na perua ele chorou. Ele chorou. Não queria ir. E ela [auxiliar do motorista] sempre colocava ele na frente, hoje ela colocou ele no banco de trás e esqueceu do meu filho”, disse Kaliane Rodrigues.

    “Sempre que eu chegava, meu filho estava lá. Hoje eu cheguei e meu filho não estava e eu nunca mais vou ver ele. Eu nunca mais vou ver meu filho”.
    Ainda conforme a mãe, ela quer que a Justiça seja feita. “Independente se ela [auxiliar] colocou atrás, na frente ou no meio da van, isso pra mim é irresponsabilidade, porque quem trabalha com criança tem que ter muita atenção. E eu acho isso injustiça demais. E eu quero justiça. Só peço justiça”.

    “Eu nunca pensei em passar por isso, é muito difícil saber que eu deixei meu filho na perua pensando que ele estava seguro e fui trabalhar. Mas, sabe, pressentimento de mãe. Não foi bom o meu dia e quando deu 16h eu falei ‘mãe, o Apolo chegou?”.

    A avó do menino lamentou a morte do neto e também falou sobre irresponsabilidade do casal responsável pela van.

    “Deixou a perua no estacionamento, num calor terrível, como hoje, só foi perceber [que o menino ainda estava atrás] na hora de entregar as crianças. Eles não tiveram culpa, mas foi irresponsabilidade. Minha filha quer Justiça. Quem cuida de criança tem que ter o máximo de responsabilidade”, disse a avó Luzinete Rodrigues dos Santos.

    Investigação

    Em depoimento à polícia, o condutor Flávio e a mulher, Luciana, e que é auxiliar do marido, contaram que tinham buscado Apollo em casa, de manhã, para levá-lo até a creche no Parque Novo Mundo.

    Contudo, só perceberam ter esquecido o garoto depois do almoço, quando usaram o veículo de novo para buscar as crianças na creche.

    A suspeita da polícia é a de que o menino morreu por conta do calor. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros registraram 37,7°C nesta terça, sendo o segundo dia mais quente da história das medições feitas pelo Inmet. Porém, o laudo irá apontar a causa da morte.

    De acordo com o boletim de ocorrência, o qual o g1 e a TV Globo tiveram acesso, a auxiliar disse também à polícia que costuma conferir o embarque e o desembarque das crianças, mas que nesta terça (14) não passou bem e estava com enxaqueca, o que pode ter prejudicado a sua atenção no trabalho.

    O boletim de ocorrência também aponta que o casal encontrou o menino na cadeirinha já caído no penúltimo banco.

    Em seguida, os dois foram até a creche, falaram com a responsável do local e seguiram ao hospital no bairro Parque Novo Mundo com a criança desmaiada. A morte foi confirmada pelos médicos.

    O caso foi registrado como homicídio contra menor de 14 anos. Flávio e Luciana foram presos, encaminhados ao IML e passarão por audiência de custódia nesta quarta-feira (15).

    A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, lamentou o caso e disse que presta apoio aos familiares.

    “A Diretoria Regional de Educação (DRE) acompanha o caso e o Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA), composto por psicólogos e psicopedagogos, foi acionado para atender a família. Um Boletim de Ocorrência foi registrado e a Diretoria Regional de Educação (DRE) está à disposição das autoridades competentes para auxiliar na investigação.

    O condutor do Transporte Escolar Gratuito (TEG) já foi descredenciado e um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta do profissional.”

  • Vídeo mostra jogador Everton, ex-Flamengo e ex-São Paulo, se aproximando em piscina de mulher que o denuncia por importunação sexual

    Vídeo mostra jogador Everton, ex-Flamengo e ex-São Paulo, se aproximando em piscina de mulher que o denuncia por importunação sexual

    Atleta, atualmente na Ponte Preta, foi denunciado por duas mulheres. Segundo as vítimas, atacante passou a mão nas nádegas delas durante um churrasco; jogador disse que vai divulgar ‘nota oficial’.

    Um vídeo registrado pelo circuito de segurança de uma casa em Paulínia (SP) mostra uma discussão entre o atacante Everton, que tem passagens por Flamengo, São Paulo e Grêmio, e uma das mulheres que o denunciaram à polícia por importunação sexual e lesão corporal. Um boletim de ocorrência foi registrado contra o jogador, que está atualmente na Ponte Preta, na segunda-feira (13).

    As imagens, obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram dez pessoas, entre homens e mulheres, em uma confraternização dentro da piscina.

    No vídeo, é possível ver que Everton se aproxima de uma das mulheres, que está de costas.
    Em seguida, ele chega a encostar nela.
    Imediatamente, ela se vira contra ele e o confronta.
    A mulher chega a empurrar Everton.
    O vídeo termina quando outras pessoas percebem a confusão e se aproximam da mulher.

    A imagem foi borrada para preservar a identidade da vítima e das demais pessoas que estavam no evento.

    A denúncia das duas mulheres, que são irmãs, é de que Everton, de 34 anos, passou a mão nas nádegas delas dentro da piscina durante um churrasco no fim de semana e que, ao ser confrontado, ainda agrediu as vítimas.

    Uma foto obtida pela reportagem mostra uma das vítimas com uma lesão [veja abaixo]. A assessoria de Everton afirmou que o jogador está “ciente das acusações que sofreu” e vai soltar uma nota oficial até o fim desta terça-feira (14).

    Já a Ponte Preta afirmou que não vai se manifestar sobre o caso porque entende se tratar de um “assunto pessoal”.

    Primeiro episódio
    Ainda de acordo com o registro da ocorrência, uma das vítimas relatou que o primeiro episódio de importunação sexual ocorreu na noite de quinta-feira (9), quando foi jantar na casa de Everton na companhia do marido.

    À Polícia Civil, a mulher narrou que, quando voltou do banheiro, a esposa de Everton estava sentada ao lado de seu marido e, por isso, ela teve de sentar ao lado do jogador. Segundo ela, em seguida, o jogador acariciou sua panturrilha. Ela teria pedido que o atleta parasse, mas Everton teria insistido e ela foi sentar em outro local.

    A vítima disse ter pensado que Everton “teria agido por conta do efeito de consumo de bebida alcoólica”, e que acreditava que ele iria parar diante de sua negativa à investida.

    Repetição
    No entanto, a mulher afirma que no sábado (11), Everton e a esposa foram até a casa dela para um churrasco, e todos foram à piscina, inclusive sua irmã. Ela contou que Everton passou mão em suas nádegas e, assustada, contou o ocorrido à irmã.

    Ainda segundo o boletim de ocorrência, Everton teria, então, cometido o mesmo ato com a irmã da primeira vítima, que ao confrontar o jogador, teria ouvido que ele “havia se enganado e a confundido com a esposa”. Foi aí que houve início uma discussão, que se estendeu para fora do condomínio.

    No boletim de ocorrência, consta que, ao ser confrontado, Everton agrediu as duas mulheres – não foram relatados o teor dessas agressões. De acordo com Erico Claro, advogado das vítimas, o jogador teria mordido uma das mulheres.

    Machucado
    A última vez que Everton entrou em campo foi em 9 de setembro, quando atuou 45 minutos do empate da Ponte Preta por 0 a 0 com o Sampaio Corrêa e saiu no intervalo.

    Everton, com passagens por Flamengo, São Paulo e Grêmio, entre outros clubes, tem sofrido com problemas físicos. Foram duas cirurgias no tornozelo esquerdo desde que chegou ao clube de Campinas (SP), no fim de julho 2022, com apenas oito jogos pela Macaca no período (cinco na atual temporada e três no ano passado).

    Em outubro, o ge noticiou que Everton estava negociando a rescisão de contrato com a Ponte. A posição oficial do clube, via assessoria de imprensa, é que “Everton segue em trabalho de manutenção no clube, cumprindo a rotina diária de programação determinada pela comissão técnica”.

     

  • Polícia pede conversão de prisão temporária para preventiva de dono de clínica onde interno morreu com sinais de agressão

    Polícia pede conversão de prisão temporária para preventiva de dono de clínica onde interno morreu com sinais de agressão

    Polícia Civil cumpriu mandado de prisão temporária contra Ueder Santos de Melo no dia 19 de outubro. Onésio Ribeiro Pereira Júnior, de 38 anos, morreu no dia 25 de setembro após ser agredido na Comunidade Terapêutica Kairos Prime. Cinco funcionários foram presos.

    A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão da prisão temporária para preventiva contra o dono da clínica Comunidade Terapêutica Kairos Prime, em Embu-Guaçu, após a morte do interno Onésio Ribeiro Pereira Júnior, de 38 anos, no dia 25 de setembro.

    Ueder Santos de Melo, que tem passagem por roubo, passou a ser investigado pela responsabilidade criminal na morte de Onésio. Ele foi preso no dia 19 de outubro.

    Cinco funcionários, entre 26 e 65 anos, foram presos em setembro suspeitos de agredir o interno até a morte com objetos de madeira.

    Em outubro, o delegado Júlio César de Almeida Teixeira, informou à reportagem que a prisão de Ueder foi motivada após indícios no inquérito policial apontarem de que ele tem responsabilidade e culpabilidade na morte da vítima. Os indícios não foram divulgados à reportagem.

    Durante o cumprimento do mandado foram encontradas diversas armas de fogo com Ueder, todas com registros de CAC.

    Ainda conforme a polícia, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em outros endereços relacionados ao empresário.

    A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou nesta terça-feira (14) que o inquérito policial foi relatado na última semana, com a representação pela prisão preventiva do indiciado. “A autoridade policial aguarda a decisão judicial”, diz o órgão.

    Em setembro, Ueder comentou sobre a morte do interno ao g1, por telefone.

    “Desligamento total dos funcionários e a Justiça está apurando os fatos. Estou total à disposição da polícia. A unidade nasceu em 2022. É uma unidade nova. Agora, minha preocupação é orientar as famílias. Nunca foi da nossa política ter agressão. Nunca vi como gestor acontecer algo, como muitos estão dizendo. Seria o primeiro a fazer denúncia se visse algo”, afirmou, na época.

    A morte de Onésio foi a segunda registrada este ano na clínica Kairos. Em março, um jovem de 27 anos foi achado com marcas de agressão no pescoço. Três pessoas foram presas na época.

    O Ministério Público disse que já tinha feito um pedido de fiscalização à Vigilância Sanitária de Embu-Guaçu para verificar a regularidade da clínica.

    Segundo o MP, logo após a morte do paciente em março, a promotoria solicitou durante o inquérito policial, em 10 de abril, informações por parte da Vigilância Sanitária local sobre a regularidade da clínica após ciência de provável homicídio.

    Ainda de acordo com a promotoria, também foi enviado um ofício à Vigilância Sanitária em 21 de julho deste ano após o MP ser informado de possíveis maus-tratos praticados por funcionários da clínica.

    A reportagem do g1 questionou a prefeitura, que afirmou que “em 25 de maio indeferiu o alvará de funcionamento da clínica por falta de alvará da Vigilância Sanitária e de outros documentos, evidenciando que a clínica estava operando em condições irregulares”.

    Sobre a informação de morte no mesmo local em março, a Prefeitura afirma que só teve conhecimento do ocorrido em 26 de setembro por meio do Ofício nº 705/202 da Polícia Civil de Embu-Guaçu.

    Agressões

    Na declaração de óbito, segundo apurado pela TV Globo, consta que Onésio Ribeiro Pereira Júnior sofreu hemorragia subdural disfusa traumática, traumatismo crânio e cefálico e traumatismo raque medular.

    “Testemunhas contaram que a vítima já estava usando camisa de força quando, então, os indivíduos, esses administradores da clínica, iniciaram uma sessão de pancadaria, agressões contra a vítima que, segundo essas testemunhas, eram costumeiramente realizadas com barras de ferro, pés de mesa, tacos de sinuca e cabeceira de uma cama”, afirmou o delegado Júlio Cesar de Almeida Teixeira.

    “As lesões que nós encontramos no corpo da vítima não são passíveis de ser imputadas como lesões de fuga. São claramente lesões praticadas por instrumentos contundentes”.
    Interdição
    Após a morte de Onésio, a clínica de reabilitação foi interditada pela prefeitura no dia 26 de setembro por falta de alvará.

    Em nota, a prefeitura informou que, após uma inspeção da fiscalização sanitária, foi verificada a irregularidade do espaço e, por isso, foi determinada a interdição.

    Ainda conforme o Executivo municipal, uma avaliação dos medicamentos presentes no local será feita, solicitando as respectivas receitas.

    Questionada sobre a clínica ter CNPJ ativo desde 2022, a prefeitura esclareceu que o processo de fiscalização é acionado por meio de denúncias ou quando o estado informa a existência de clínicas que precisam ser verificadas.

    “No caso da clínica Projeto Kairos, um fator relevante foi a ausência de sinalização, o que tornou a clínica discreta e, consequentemente, passou despercebida pelas autoridades, operando clandestinamente”, disse a prefeitura.

    Ao g1 e à TV Globo, o diretor da clínica, Ueder Santos de Melo, alegou que estava em processo de regularização e que tinha protocolado todos os documentos solicitando o alvará.

    Morte de interno e prisão de funcionários

    De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), guardas civis realizavam patrulhamento de rotina, quando foram informados de que Onésio Ribeiro Pereira Júnior teria dado entrada já sem vida e com sinais de violência pelo corpo na Unidade Mista de Saúde (UMS) Municipal.

    Os guardas foram até o local e, em contato com os funcionários da clínica, foram informados de que o interno teria fugido e, após ter sido capturado, começou a se sentir mal. Alegaram ainda que, por isso, o homem foi levado até o hospital.

    Porém, segundo os médicos, o interno já havia entrado no hospital sem vida. Com isso, diante das contradições, policiais civis da delegacia de Embu-Guaçu foram até a clínica, onde testemunhas contaram que a vítima teria sido agredida e que o local da agressão havia sido lavado para dificultar o trabalho da perícia.

    Em entrevista à TV Globo, um dos internos relatou que ouviu as agressões. “Espancaram ele de madeira. Amarraram e bateram nele. O meu quarto era em cima do quartinho que ele tava. Nós escutamos tudo…ele gritando: ‘pelo amor de Deus para’. Isso aí não pode ficar assim, não pode ficar impune”, afirmou o rapaz, que terá a identidade preservada.

    ‘Que não fiquei impune’

    Uma parente de Onésio, que prefere não se identificar, contou que ele foi internado no dia 28 de agosto deste ano após ter recaída com uso de drogas. Ele já havia sido internado em 2020.

    “Internamos ele por conta da recaída. O pessoal da clínica foi buscar na casa. Ele era dócil, querido, não era agressivo. Só ia se proteger se batessem nele. Não revidaria nunca”, afirmou

    Ainda conforme a familiar, Onésio havia contraído sarna recentemente e horas antes de ser comunicada sobre sua morte, havia falado com ele sobre como usar o medicamento.

    “Eu falei com ele para ensinar sobre o medicamento. Passou um tempo e me ligaram dizendo que ele queria fugir para ficar com a família. Mas ele não tentou fuga. Foi quando o pegaram e o amarraram. Me ligaram de vídeo e ele chorava muito. Disse que não ia fugir, que só passou na cabeça”.

    “Quando foi por volta das 15h [de segunda-feira], recebi ligação de que ele estava passando mal e foi levado pro hospital. Quando cheguei, eu conversei com médico que recebeu o corpo e disse que ele estava morto há mais de uma hora”.

    De acordo com parecer emitido pela clínica referente à evolução do paciente, ao qual a reportagem teve acesso, foi informado que Onésio apresentava “convivência aceitável com os demais acolhidos, equipe e aceitável adesão ao tratamento por internação” e “demonstrava interesse nos conteúdos abordados”.

    “A gente entrega para que pessoas tirem o vício. É uma clínica paga, com mensalidade, taxas, com consultas psiquiátricas pagas. Gastos chegavam a R$ 2 mil. Ele nunca gritou com ninguém, não fez nada de errado a não ser usar droga. Que isso não fique impune”.
     

  • Justiça de SP nega pedido de ‘prisão domiciliar humanitária’ para Roger Abdelmassih; ex-médico foi condenado por estuprar pacientes

    Justiça de SP nega pedido de ‘prisão domiciliar humanitária’ para Roger Abdelmassih; ex-médico foi condenado por estuprar pacientes

    Defesa alegava que ele sofre de problemas de saúde por causa da idade avançada. Abdelmassih, de 80 anos, foi condenado a mais de 173 anos de prisão acusado de estuprar pacientes. Desembargadores do TJ seguiram recomendação do MP e negaram solicitação.

    A Justiça de São Paulo negou no final de outubro um pedido feito pela defesa de Roger Abelmassih para que ele fosse transferido para uma “prisão domiciliar humanitária”. A informação foi publicada nesta segunda-feira (13) pelo UOL e depois foi confirmada pelo g1.

    O ex-médico está atualmente na Penitenciária 2 (P2) de Tremembé, no interior paulista, onde cumpre pena de mais de 173 anos de prisão por estupros, atentados violentos ao pudor e atos libidinosos contra 37 mulheres, entre 1995 e 2008. O então geneticista era um dos maiores especialistas em reprodução humana do Brasil.

    O caso foi revelado em 2009 pelo jornal Folha de S.Paulo. Em 2010 Abdelmassih foi condenado pelos crimes na Justiça. Em 2011 ele teve o registro médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). E em 2014, depois de ficar foragido, ele foi preso pela polícia no Paraguai, onde estava escondido.

    Segundo o Ministério Público (MP), algumas das vítimas foram violentadas e abusadas sexualmente quando estavam sedadas nas macas no consultório que tinha em sua clínica particular na capital paulista. Abdelmassih sempre negou os crimes, alegando que as pacientes teriam tido alucinações em razão do uso de medicamentos para tratamento de fertilização.

    A advogada Larissa Maria Sacco Abdelmassih, que é esposa do ex-médico, foi quem fez o pedido de “prisão domiciliar humanitária” para o marido. Ela havia alegado que ele possui problemas de saúde decorrentes da idade avançada e não é submetido a tratamento adequado na unidade prisional. Abdelmassih tem 80 anos e é cardiopata.

    A solicitação foi negada, no entanto, pela 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os três desembargadores concordaram com o Ministério Público, que foi contrário ao benefício.

    Uma das alegações do MP foi de a prisão domiciliar é aplicada para condenados que estejam cumprindo penas em regime aberto. O que não é o caso de Abdelmassih, que está no regime fechado. A Promotoria também negou que o condenado não receba tratamento adequado quando preciso.

    Em março de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia permitido que ele deixasse temporariamente a P2 de Tremembé e fosse internado num hospital penitenciário para receber cuidados médicos em razão da saúde.

    Em 2021 ele também deixou a prisão por um período e foi levado a um hospital em Taubaté após complicações cardíacas. No mesmo ano chegou a receber autorização da Justiça para cumprir a pena em casa. Mas a prisão domiciliar foi revogada depois.

    A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Abdelmassih para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem.

  • Esposa de empresário assassinado confessa ter sido a mandante do crime e é presa no litoral de SP

    Esposa de empresário assassinado confessa ter sido a mandante do crime e é presa no litoral de SP

    Mulher havia relatado à Polícia Civil que o empresário estaria envolvido com agiotas e tinha históricos de dívidas. Motorista da fuga foi identificado e indiciado pelo crime. Investigações continuam para localizar o atirador.

    A esposa, de 46 anos, do empresário Marcos Nascimento da Rocha, de 48, morto a tiros em Praia Grande, no litoral de São Paulo, confessou à Polícia Civil ter sido a mandante do assassinato. Em depoimento à polícia, Janaina Teixeira Valentim Bastos disse que foi motivada pelas violências e agressões que, segundo ela, eram praticadas pelo marido. Ela e o motorista da fuga foram presos. As investigações continuam para localizar o atirador.

    O caso aconteceu no dia 16 de setembro. O empresário havia acabado de fechar a adega que administrava na Avenida Guilhermina, no bairro de mesmo nome. A vítima se preparava para dar uma carona a um casal de amigos, quando foi executado.

    Segundo uma das testemunhas, o atirador apareceu na janela da vítima e disse: ‘Toma’. Na sequência, deu os três tiros no tórax. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu Rocha e o levou ao hospital. A vítima chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    Na época, o g1 teve acesso ao depoimento da esposa. Janaina havia relatado à Polícia Civil que o empresário estaria envolvido com agiotas e tinha históricos de dívidas. Desde então, as investigações continuaram para identificar os envolvidos e o veículo usado na fuga.

    De acordo com a autoridade policial, os agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade identificaram o motorista da fuga, de 31 anos. No dia 26 de outubro, eles foram até a casa do homem em Jundiaí (SP) e o encontraram com uma pistola calibre 9mm carregada com 15 cartuchos.

    O motorista disse aos policiais que foi a Praia Grande (SP) junto com um conhecido, que já foi identificado como responsável pelos disparos contra o empresário. Ele afirmou que o crime aconteceu mediante pagamento da esposa de Rocha.

    A autoridade policial pediu a prisão temporária da esposa, que foi interrogada e confessou ter mandado matar o marido. A mulher destacou que a motivação não seria ganhos financeiros. O objetivo era se livrar de violências e agressões que, segundo ela, eram praticadas por Rocha.

    A esposa foi presa por envolvimento no homicídio do marido. O motorista da fuga foi detido em flagrante por porte de arma de uso restrito e indiciado pela morte do empresário. As investigações continuam para localizar o autor dos disparos.

     

  • Atirador que matou madrasta da ex-companheira e baleou parentes dela se entrega à polícia em Campinas

    Atirador que matou madrasta da ex-companheira e baleou parentes dela se entrega à polícia em Campinas

    Homem de 31 anos estava foragido desde quarta-feira. Polícia fez buscas para encontrá-lo durante dois dias. Ele também apresentou a arma usada no crime.

    A polícia de Campinas (SP) prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), o atirador de 31 anos que matou a madrasta da ex-companheira e baleou o pai e o padrasto dela, na quarta-feira (8). Antônio Marcos Alberguine estava foragido desde a data do crime e a corporação procurou ele por toda a cidade durante dois dias.

    De acordo com a Polícia Militar, ele se apresentou no 47º Batalhão da corporação, junto com a arma usada na ação, e foi levado para a 2ª Delegacia Seccional de Campinas.

    Na quinta-feira (9), a Justiça decretou a prisão temporária do homem. Agora, a Polícia Civil vai chamar a ex-companheira dele e familiares para prestar depoimento e entender a motivação dos crimes. O caso é investigado pelo 3º Distrito Policial da cidade. A prisão temporária, a partir do cumprimento, vale por 30 dias e pode ser prorrogada.

    O caso gerou uma série de boatos em Campinas de que havia um homem atirando em pessoas aleatórias pela cidade. No entanto, segundo a Polícia Militar, os alvos do atirador eram específicos.

    O pai e o padrastro da ex-companheira do autor seguem internados em hospitais de Campinas. A madrastra da ex, Michelle Aparecida Cardozo Juventino, foi sepultada na quinta-feira no Cemitério das Aleias, em Campinas.

    Buscas pela região
    O carro do autor foi localizado na Vila Nogueira, ainda na quarta-feira. Dentro do veículo, haviam nove cápsulas.

    O padrasto da ex-companheira do autor foi baleado na Rua Filantropo Vicente Melilo, na Vila Nova Teixeira, por volta de 7h. Em seguida, o homem atirou no pai e na madrasta da mulher na Avenida Paulo Cuba de Souza, no Jardim São Pedro. Os dois endereços, em Campinas, ficam a 9 quilômetros de distância.

    Quem são as vítimas?
    Michelle Aparecida Cardozo Juventin, madrasta da ex-companheira do autor: vítima fatal;
    O pai da ex-companheira do autor do crime: baleado, internado no hospital PUC Campinas;
    O padrasto da ex-companheira do autor do crime: baleado, internado no Hospital Municipal Doutor Mário Gatti.
    Quem é o atirador e o que motivou o crime?
    O suspeito é técnico de manutenção de ar-condicionado. Uma testemunha disse à Polícia Civil que ele, recentemente, “passou a apresentar um comportamento paranoico”, achando que o pai da ex-companheira e o padrasto da ex-companheira estavam “conspirando para lhe tirar a vida”, diz o Boletim de Ocorrência.