Categoria: Justiça

  • Suspeito de matar ex-companheira grávida que ficou três meses desaparecida é julgado nesta segunda-feira em Sorocaba

    Suspeito de matar ex-companheira grávida que ficou três meses desaparecida é julgado nesta segunda-feira em Sorocaba

    Talita Aparecida Costa, de 35 anos, foi encontrada morta três meses após desaparecer. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), a audiência será às 14h30, no Fórum da cidade.

    O suspeito de matar Talita Aparecida Costa, de 35 anos, que estava grávida na época do crime, vai a julgamento nesta segunda-feira (25). O crime ocorreu no ano passado, em Sorocaba (SP). Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), a audiência será às 14h30, no Fórum da cidade.

    Conforme o TJ, estão previstos depoimentos de oito testemunhas e o interrogatório do réu. Esta é a primeira audiência do caso.

    O corpo de Talita, que estava grávida de aproximadamente cinco meses quando desapareceu, foi encontrado em agosto do ano passado no bairro Wanel Ville, cerca de três meses após o seu desaparecimento.

    Por conta do avançado estado de decomposição, a liberação do corpo Talita demorou quatro meses. A mulher foi sepultada em 26 de dezembro do ano passado.

    Em novembro, dois homens foram presos suspeitos de envolvimento na morte de Talita, entre eles, Sander Cristian de Almeida, apontado como ex-companheiro da vítima, que passará por julgamento nesta segunda-feira.

  • Médico é preso suspeito de estuprar criança durante atendimento em unidade hospitalar de Sorocaba

    Médico é preso suspeito de estuprar criança durante atendimento em unidade hospitalar de Sorocaba

    Denúncia foi feita pela mãe após o médico Filipe Alexandre Lauand Chaves tocar a vítima durante atendimento na UPH Zona Oeste. Profissional será afastado pela prefeitura durante a investigação.

    Um médico foi preso na madrugada desta segunda-feira (25) por suspeita de estuprar uma criança durante um atendimento na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste de Sorocaba (SP).

    Segundo apurado pelo g1, a denúncia foi feita pela mãe da criança após o médico Filipe Alexandre Lauand Chaves ter tocado a vítima durante o atendimento.

    O suspeito foi preso em flagrante ainda pela madrugada e levado ao plantão policial, onde foi formalizada a sua prisão. Nenhum advogado de defesa do médico foi identificado. O profissional deve passar por audiência de custódia nesta manhã.

    Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a mãe não concordou com a conduta do médico de usar um estetoscópio por baixo da camiseta da criança para uma ausculta e denunciou o caso. A SES ainda afirmou que o profissional será afastado durante o período de investigação para colaborar com a polícia.

    O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) disse que não recebeu nenhuma denúncia com relação ao caso citado. “Caso o conselho receba uma denúncia, que pode ser feita pessoalmente na sede ou nas regionais, ou ainda por correio, a autarquia iniciará investigação rigorosa dos fatos”, pontuou.

     

  • Nikolas Ferreira vira réu em processo por exposição de adolescente trans nas redes sociais

    Nikolas Ferreira vira réu em processo por exposição de adolescente trans nas redes sociais

    Em julho do ano passado, deputado federal publicou vídeo em que critica presença de adolescente trans em um banheiro feminino. O parlamentar se manifestou pelas redes sociais.

    O Tribunal de Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e tornou réu o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no caso envolvendo a publicação de um vídeo de uma adolescente trans utilizando o banheiro feminino de uma escola particular de Belo Horizonte.

    Em 2022, o deputado federal, até então vereador da capital, veiculou um vídeo nas redes sociais em que mostra e critica a presença de uma adolescente transexual em um banheiro feminino de um colégio. (relembre abaixo)
    Procurado pelo g1, o parlamentar não se manifestou sobre o assunto, mas se pronunciou nas redes sociais.

    “Eu não filmei nenhum vídeo, foi minha irmã (menor de idade) que filmou o [sic] trans dentro do banheiro feminino da escola dela. Momento nenhum mostro o rosto ou identidade do [sic] trans no vídeo que denunciei, como irmão e cidadão. A justiça recebeu a denúncia, que é um procedimento padrão. O resto é narrativa e perseguição”, disse Nikolas.

    Homotransfobia
    O MPMG denunciou o deputado em abril pelo crime de homotransfobia, enquadrado na Lei do Racismo, conforme previsto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Na decisão, a juíza acolheu a denúncia contra o deputado e, como é praxe, levantou a possibilidade de suspensão condicional do processo e o oferecimento de um Acordo de Não Persecução Penal — em que as partes negociam o que será ou não cumprido pelo acusado.

    O MP se manifestou contrário à proposta e manteve o pedido de condenação político. A denúncia, que continuará sendo analisada pela Justiça, pediu como punição ao deputado perda de mandato, cassação dos direitos políticos e indenização como dano moral coletivo no valor de cem salários mínimos.

    Na denúncia, o MPMG avaliou que houve “verdadeiro discurso que incita ao ódio às pessoas transexuais, na medida em que se caracteriza como verdadeiro ataque à dignidade dessas pessoas”.

    “Embora [a decisão] reflita mero juízo de admissibilidade da acusação, não deixa de significar importante passo na construção de um consenso básico, dentre vários necessários, que deve prevalecer na sociedade brasileira. Consensos que consigam ultrapassar as trincheiras ideológicas, as opções político-partidárias e as crenças religiosas e que tenham por fundamento a Constituição Federal e os princípios nela consagrados, como o respeito aos direitos humanos, à liberdade, à igualdade e à dignidade das pessoas”, celebrou o promotor Mario Konichi Higuchi Junior, responsável pela denúncia.
    A denúncia foi aceita no último dia 19 e Nikolas foi citado nesta quinta-feira (21), em decisão da 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, juizado de primeira instância.

    Relembre o caso
    O caso aconteceu em julho de 2022. Na ocasião, ele publicou um vídeo gravado pela irmã dele, aluna da escola, que mostra a adolescente utilizando o banheiro feminino, e questiona a presença dela, alegando “se tratar de um menino”. Ferreira ainda incentiva que os pais tirem os filhos daquela escola.

    O vídeo teve milhares de visualizações e foi alvo de críticas por opositores, que apontaram transfobia. As então vereadora da capital, Bella Gonçalves e Iza Lourença, ambas do Psol, se mobilizaram e denunciaram o caso ao MPMG, que levou para a Justiça.

    As parlamentares alegaram que a publicação de Nikolas expõe a adolescente e “incita os posicionamentos contrários à garantia de direitos da população transgênera”. Diz ainda que fere direitos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e também pela Constituição.

  • Polícia define como ‘extremamente violento’ perfil de empresário suspeito de sequestrar a ex em São Paulo

    Polícia define como ‘extremamente violento’ perfil de empresário suspeito de sequestrar a ex em São Paulo

    Samir Gabriel da Silva foi preso pela Delegacia Antissequestro e ainda responde por porte ilegal de arma. Em Ribeirão Preto, ele é suspeito de mandar matar o pai e o irmão por causa de disputa por herança.

    A Polícia Civil descreve como “extremamente violento” o perfil do consultor de investimentos e empresário Samir Gabriel da Silva, preso por suspeita de sequestrar a ex-mulher em São Paulo (SP). Segundo o delegado Tárcio Severo, da 3ª Delegacia da Divisão Antissequestro (DAS), Samir, que é de Ribeirão Preto (SP), se utiliza da força física para intimidar as pessoas.

    “Trata-se de um homem um pouco desequilibrado que usa da sua força física para impor suas vontades junto não só a sua namorada, mas também às pessoas que ele trabalha, pelo porte físico e pelo comportamento meio impulsivo.”

    Samir foi preso no dia 9 de setembro em um escritório no bairro Itaim Bibi, área nobre de São Paulo (SP). Segundo o delegado, por causa do perfil violento, uma operação especial foi montada com o objetivo de impedir uma reação desproporcional do suspeito.

    “Após o início das investigações, conseguimos levantar o histórico e os antecedentes criminais do investigado Samir. Em análise, concluímos que se tratava de uma pessoa extremamente violenta e já fez uso inclusive dessa violência, segundo investigações de outras delegacias, contra a própria família. Escolhemos o melhor momento de abordá-lo sem dar chance de tentar fazer alguma defesa ou reação contra os policiais.”
    Em Ribeirão Preto, Samir foi apontado pela polícia como principal suspeito de mandar matar o pai e o irmão em 2022. Os crimes teriam sido motivados por causa de uma disputa por herança. O inquérito não foi concluído e o empresário negou qualquer participação.

    No momento da prisão dele em São Paulo pelo sequestro, a polícia apreendeu um carro de luxo, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, e que teria sido usado no sequestro, e uma pistola ponto 45, que estava no veículo e é de uso restrito das Forças Armadas.

    “Além da força física, é um cara que faz muita atividade física, musculação, ele também usa de armamento para conseguir o que ele deseja.”

    Vídeo para extorquir dinheiro
    A vítima, de 32 anos, foi sequestrada no dia 7 de agosto. Segundo a polícia, ela saiu para encontrar Samir, com quem manteve um relacionamento de quatro anos, e acabou sendo rendida. A mulher foi levada de carro até Ribeirão Preto e depois para Rifaina (SP), onde ficou no rancho da família de Samir.

    Um amigo da vítima acionou a Polícia Civil após receber chamadas e vídeos dela sendo ameaçada pelo sequestrador. Nas imagens divulgadas pela polícia na terça-feira (19), a mulher aparece amedrontada, chorando muito e sendo acuada pela pessoa que a filma.

    De acordo com a investigação, o objetivo de Samir era obter R$ 500 mil do amigo da vítima com o pagamento do resgate.

    “Acredita-se que ele queria o dinheiro de um amigo dela, era o principal objetivo. Um dos motivos de ter sido a ex-mulher dele é que ele acreditava que ela não iria fazer queixa contra ele. Acredito que seja isso. Ele a ameaçou, mas sendo alguém conhecido, não iria à polícia”, afirma a delegada Luciana Peixoto, da 3ª Delegacia da Divisão Antissequestro.

    De acordo com Luciana, a vítima passou cerca de 18 horas em poder do sequestrador. Após ser libertada, ela denunciou o ex-companheiro.

    Samir foi alvo de um mandado de prisão temporária por suspeita do sequestro, mas acabou preso também por porte ilegal de arma. Por esse motivo, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva. A defesa recorreu da decisão e, nesta quarta-feira (20), o pedido para ele ser solto foi negado, visto tratar-se de réu reincidente e acusação cuja pena máxima é superior a quatro anos.

    Depoimento
    De acordo com Tárcio, Samir ainda não foi formalmente interrogado, porque a polícia ainda aguarda a conclusão de diligências que incluem informações de operadoras de telefonia e instituições financeiras. Somente após análise dos documentos é que ele deverá prestar depoimento.

    “Ele passou por uma entrevista no local da abordagem, foram feitas algumas perguntas no deslocamento até a delegacia, mas nesse momento ele não explicou da forma devida a sua participação no crime. Ele vai ser interrogado assim que as diligências policiais forem encerradas”, afirma.

    A Polícia Civil também prendeu o segurança de Samir, Jefferson Alberto da Silva, por participação no sequestro.

    Procurada nesta quarta-feira, a defesa de Samir e de Jefferson disse que não vai se manifestar porque não teve acesso ao processo.

  • Homem é condenado a 32 anos de prisão por matar a companheira asfixiada em Lorena, SP

    Homem é condenado a 32 anos de prisão por matar a companheira asfixiada em Lorena, SP

    Crime aconteceu em setembro de 2020. Álvaro Magalhães, na época com 25 anos, foi condenado por matar, estuprar e ocultar o corpo de Caroline Monteiro, de 21 anos.

    Álvaro Bastos Monteiro Magalhães foi condenado pela Justiça a 32 anos de prisão por matar a companheira asfixiada em setembro de 2020 em Lorena, no interior de São Paulo.

    A condenação foi feita após júri popular nesta quarta-feira (20). Álvaro, de 28 anos, foi condenado por matar, estuprar e ocultar o corpo de Caroline Coelho Monteiro, que na época do crime tinha 21 anos.

    A pena foi fixada da seguinte maneira pelo juiz Alexandre Levy Perrucci:

    Homicídio: 24 anos de prisão, em regime fechado;
    Estupro: sete anos de prisão, em regime fechado;
    Ocultação de cadáver: um ano de prisão, em regime aberto.

    Na decisão, o juiz ainda negou o direito do réu de recorrer em liberdade.

    O g1 acionou a defesa de Álvaro Bastos, que informou entender que “a pena foi dosada para satisfazer a opinião pública, e não lei”. Por conta disso, o advogado Leonardo Macena afirmou que vai recorrer da decisão.

    O caso
    De acordo com a denúncia do Ministério Público, Caroline estava com Álvaro e a filha dela, na época com quatro anos, na casa da sogra, quando passou a discutir com o companheiro. Após a briga, o casal saiu em um carro e deixou a filha no local, com a avó.

    Durante o trajeto, Álvaro e Caroline continuaram brigando e, em seguida, começaram as agressões físicas, já próximo ao Horto Florestal de Lorena. Ainda segundo a denúncia, o acusado retirou Caroline do carro, a deitou no chão, tirou suas roupas e a forçou a manter relações sexuais com ele.

    Durante a violência, Caroline teve ferimentos nas costas, maxilar, mandíbula, cabeça e boca. Em seguida, segundo o MP, Álvaro asfixiou Caroline – o que causou a morte da estudante.

    Com a vítima morta, Álvaro teria colocado novamente as roupas em Caroline para tentar despistar eventual crime sexual, além de ter arrastado o corpo pelo matagal.

    De acordo com o relatório da Polícia Civil, o delegado responsável pelo caso foi comunicado sobre o desaparecimento de Caroline na noite do dia 1º de outubro de 2020. No dia 2, a polícia iniciou a investigação do caso.

    Segundo o relatório, a Delegacia da Defesa da Mulher recebeu a denúncia de que Álvaro teria indicado onde o corpo de Caroline estava. Com isso, a polícia passou a tratar o caso como feminicídio e não mais como um desaparecimento.

    Juntamente com Álvaro, a polícia foi até o Horto Florestal de Lorena e, após percorrer cerca de 4 quilômetros de estrada na mata, o suspeito indicou onde o corpo estava.

    A vítima
    Caroline deixou um irmão, que hoje tem 14 anos, e a filha, que na época tinha 4 anos e hoje tem 7. Ela estava cursando o 8º semestre de Direito e tinha encerrado o estágio de dois anos na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

    Segundo a família da jovem, Caroline viajava todos os dias à noite para Cruzeiro para estudar. Durante o dia, ela cuidava da filha.

    De acordo com a família, a filha de Caroline já tinha entendimento da mãe e lembra dela até hoje. O desafio da família, atualmente, é tentar não deixar com que a dor da perda abale a criança, hoje com 7 anos de idade.

    “A filha na época já entendia, lembra da mãe. Ela sente falta, chora, mesmo três anos depois é difícil. A gente tenta fazer de tudo para suprir, não deixar transparecer a dor, nada para ela, para que ela não perceba”, afirma.

    “A gente nunca mais vai ter ela, nunca mais vai ter, mas o que a gente quer é pelo menos ter o conforto que vai dar tudo certo, que ele responda pelo o que ele fez.”

    Ainda segundo a família, uma das paixões de Caroline era andar à cavalo – algo que a jovem tentava passar para a filha enquanto estava viva.

  • Advogada que acusou Luísa Sonza de racismo diz que processo foi encerrado com acordo de indenização

    Advogada que acusou Luísa Sonza de racismo diz que processo foi encerrado com acordo de indenização

    Advogada que acusou Luísa Sonza de racismo diz que processo foi encerrado com acordo de indenização.

    A advogada que acusou Luísa Sonza de racismo em 2018 informou nesta quarta-feira (20) que o processo foi encerrado com um acordo de indenização.

    A cantora Luísa Sonza foi acusada em 2018 e o acordo foi fechado no dia 16 de agosto deste ano, segundo a defesa da advogada Isabel Macedo. Ela moveu um processo contra a artista após um episódio em Fernando de Noronha.

    O processo correu no Tribunal de Justiça do Rio e o caso só se tornou conhecido em 2020. O processo foi arquivado com um acordo que prevê que a artista pague uma indenização por danos morais e faça retratação pública.

    A advogada Jéssica Oliveira, que fez a defesa de Isabel, diz que o acordo “contemplou todos os pedidos pleiteados”. Além da multa, uma retratação pública também foi cumprida e Luísa Sonza teve que usar as redes sociais para se posicionar sobre a situação.

    Na publicação, Luísa diz que aprendeu a perceber a dor do outro e se colocou no lugar de Isabel.

    Em nota (veja completa no fim da reportagem), a defesa de Isabel posiciona ainda que a “busca por reparação implica em uma verdadeira batalha”, já que o Judiciário tem pouca representação negra e, muitas vezes, enxergam “esse tipo de demanda com a lupa do mito da democracia racial”.

    Relembre o caso
    Conforme consta no processo, Isabel estava na Pousada Zé Maria, em Fernando de Noronha, assistindo ao show de Luísa quando a artista teria batido em seu ombro e exigido que ela trouxesse um copo de água.

    “Aduz que ao ser informada de que a autora não era funcionária, a 1ª ré se mostrou visivelmente surpresa, levando a autora a crer que tal fato se deve aos seus traços raciais, razão pela qual registrou ocorrência junto à delegacia de polícia local, que não deu crédito a seu relato. Assim, requer indenização por dano moral e retratação pública por parte dos requeridos.”

    Segundo documento, o relator indeferiu “a gratuidade de justiça pleiteada à parte autora, uma vez que o suposto evento danoso ocorreu em uma viagem de férias a Fernando de Noronha, local reconhecido no Brasil e no estrangeiro por suas belezas naturais e por seus frequentadores- artistas famosos e pessoas com elevado poder aquisitivo.”

    Na época, a cantora usou as redes sociais para negar as acusações.

    “Gente, tudo isso é mentira! Não acreditem nisso! Eu jamais teria esse tipo de atitude. Vocês me conhecem bem, sabem qual é meu caráter, minha índole. Eu jamais ofenderia outra pessoa por conta da cor de sua pele. Jamais! Essa acusação é absurda. Minha equipe já está tomando todas as providências jurídicas quanto ao caso”, escreveu ela.

    Nota da defesa de Isabel Macedo
    Veja, na íntegra, a nota da advogada Jéssica Oliveira:

    “Não há como negar que o racismo estrutural traduzido em práticas diretas e indiretas da sociedade, em desfavor da população negra, derruba de uma vez por todas o mito da democracia racial. Portanto, o intuito da ação judicial em face da cantora Luísa Sonza foi demonstrar como que inclinações pessoais, ainda que inconscientes, afetam o julgamento do indivíduo sobre determinados grupos minoritários.

    Quanto ao impacto do processo, a busca por reparação implica em uma verdadeira batalha, não apenas em face do agente causador do dano, mas também em face de um Judiciário com sub-representação de grupos minoritários e com magistrados que, em sua maioria, analisam esse tipo de demanda com a lupa do mito da democracia racial.

    Vencer essa batalha não importa em êxito apenas para a Isabel, mas para todos aqueles que se sentem desencorajados mediante a situações discriminatórias, além de um alerta sobre a necessidade de termos um Judiciário que represente de fato o caráter pluriétnico da população brasileira. Prova disso é a campanha realizada por várias organizações do movimento negro pela indicação de uma jurista negra para ser ministra no STF, o que nunca ocorreu em 132 anos de história da referida Corte.

    Por fim, não há como dizer que não é satisfatória a celebração de um acordo que contemplou todos os pedidos pleiteados pela Isabel.

    É importante explicar que o valor do pedido de indenização por danos morais impacta no valor das custas a serem pagas para a distribuição do processo, e isso é um fator que limita o referido pedido quando, segundo o entendimento do magistrado que recebe a ação, a parte não goza do direito à gratuidade de justiça, o que ocorreu no caso da Isabel.

    Por conta disso, muitas pessoas que, por receio de ver negado o direito à gratuidade de justiça, deixam de recorrer ao judiciário, justamente por não ter condições financeiras de arcar com as custas processuais, sendo este o primeiro obstáculo para a propositura de demandas desta natureza.

    Quanto à retratação pública, é valioso esse reconhecimento da natureza discriminatória da conduta por parte dos responsáveis, principalmente quando se trata de pessoas públicas, uma vez que podem contribuir para o debate e para a reflexão acerca das diversas formas de racismo na nossa sociedade.”

     

     

  • Justiça condena prefeitura de São José dos Campos a indenizar duas famílias de crianças vítimas de importunação sexual

    Justiça condena prefeitura de São José dos Campos a indenizar duas famílias de crianças vítimas de importunação sexual

    Segundo os pais das crianças, o crime foi cometido por um funcionário público dentro de uma escola municipal em 2019. Indenização é por danos morais.

    A prefeitura de São José dos Campos foi condenada pela justiça a indenizar por danos morais duas famílias de crianças vítimas de importunação sexual. Segundo os pais das crianças, o crime foi cometido por um funcionário público dentro de uma escola municipal em 2019.

    As ações correm em segredo de Justiça. Em uma delas, o juiz condena a prefeitura “a pagar, a título de indenização por danos morais, a importância de 25 mil reais para cada autor”. Ou seja, pai, mãe e a criança – totalizando R$ 75 mil.

    Ainda na decisão, o juiz determina que o município pague os custos do tratamento psicológico da criança, que possui diagnóstico de espectro autista, “até a efetiva comprovação de sua necessidade”.

    Na outra decisão, a justiça condenou a prefeitura a pagar R$ 15 mil para cada autor, totalizando R$ 45 mil e também o tratamento psicológico.

    O advogado de defesa das famílias disse que vai recorrer da decisão por entender que os valores não são suficientes para reparar os traumas causados.

    Mais duas ações envolvendo outras duas crianças ainda aguardam julgamento.

    O que diz a prefeitura
    Em nota, a prefeitura de São José disse que tomou todas as medidas necessárias, com afastamento seguido de demissão do funcionário envolvido, e ofertou apoio psicológico e social às famílias. Disse ainda que por se tratar de um processo judicial em andamento, não irá comentar detalhes do caso.

     

  • Mulher morta pelo ex sairia de casa na noite do crime: ‘não consegui evitar’, diz amiga

    Mulher morta pelo ex sairia de casa na noite do crime: ‘não consegui evitar’, diz amiga

    Carla Ingridy de Oliveira, de 29 anos, foi morta pelo ex dentro da casa dela, em São Vicente (SP), com um tiro na cabeça. Vinicius Araújo, que não aceitava o término, tirou a própria vida na sequência.

    Uma amiga de Carla Ingridy de Oliveira, de 29 anos, morta pelo ex com um tiro na cabeça, afirmou que a vítima se mudaria para outro bairro de São Vicente, no litoral de São Paulo, no dia do crime. Ao g1, Graziele Camargo contou, nesta quarta-feira (20), que o objetivo da mulher era se afastar de Vinicius Araújo Amâncio de Lemos que, após matá-la, tirou a própria vida.

    Graziele, de 37 anos, disse ter ido à casa de Carla um dia antes para ajudá-la com a mudança. O crime aconteceu por volta das 8h40 de sábado (15), no bairro Jóquei Clube. Segundo apurado pela reportagem, um vizinho escutou uma discussão do casal e, na sequência, ouviu os disparos.

    De acordo com a amiga, as brigas começaram há aproximadamente um ano, quando a vítima decidiu se separar e o homem não aceitou o fim do relacionamento.

    “Eles viviam em guerra porque ela era bonita e ele não aceitava [a felicidade dela]. Ela estava mudando a vida dela, crescendo, conseguiu um emprego bom, casa, academia. Ela estava conquistando as coisas dela e ele não aceitava que ela estava conseguindo isso tudo sozinha”, disse.
    Há oito meses, Graziele disse que Vinicius teria ameaçado Carla com uma faca. Mas, a vítima não queria pedir uma medida protetiva pois acreditava que “ele nunca iria querer o mal dela”. Por este motivo, a mulher decidiu se mudar para tentar evitar as discussões com o ex.

    Expulsa de casa pela mãe
    Ao g1, Graziele contou que Carla foi expulsa de casa pela mãe quando descobriu que estava grávida da primeira filha e, segundo ela, foi obrigada a casar com Vinicius por não ter onde morar.

    Juntos, tiveram duas filhas, uma de seis e outra de quatro anos, que ficarão com a avó paterna. Ele também tinha mais uma filha de outro relacionamento. “Ele não era maloqueiro, era trabalhador e cuidava das filhas muito bem”.

    Última mensagem da amiga

    No dia do crime, Carla mandou uma mensagem para Graziele dizendo que compraria sacos para empacotar as roupas durante o dia e fazer a mudança à noite. Pouco mais de uma hora depois, a amiga recebeu a notícia do assassinato.

    “Eu não consegui evitar isso. Eu tentava evitar brigas entre eles, porque ele ficava nervoso e ia lá brigar com ela, xingava ela de vagabunda e todos esses nomes feios”.
    Graziele finalizou que Carla era mais que uma amiga. “Nós falávamos que éramos irmãs de alma […]. Acho que ninguém tem o que falar da Carla como amiga, porque, mesmo com todos os problemas dela, era uma pessoa sorridente, não tinha temporal que a impedisse de ajudar alguém”, finalizou.

     

  • Justiça converte em preventiva prisão de homem que espancou e matou mulher com cabo de rodo em Ibaté

    Justiça converte em preventiva prisão de homem que espancou e matou mulher com cabo de rodo em Ibaté

    Crime aconteceu na madrugada da terça-feira (19), no Jardim América. Homem foi preso em flagrante por feminicídio e filha do casal, de três anos, foi entregue ao Conselho Tutelar.

    A Justiça de Ibaté (SP) converteu a prisão em flagrante de Wesley Henrique Bocalan Alonso em preventiva, depois da audiência de custódia, realizada na terça-feira (19). Ele foi preso depois de ter espancado e matado com um cabo de rodo a companheira, na frente da filha de 3 anos, depois de desconfiar de uma suposta traição.

    A informação da prisão preventiva foi confirmada ao g1 pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

    O feminicídio de Isabella Silva aconteceu na madrugada da terça (19), no bairro Jardim América. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Alonso para comentar o caso.

    O crime

    Segundo informações do delegado Gilberto de Aquino, o homem confessou o crime e disse que espancou a mulher por desconfiar que ela estava o traindo com um vizinho. Ele foi preso em flagrante por feminicídio.

    Ainda de acordo com Aquino, a Polícia Militar foi chamada para atender uma ocorrência de violência doméstica e que a Isabella Silva havia dado entrada no Hospital de Ibaté, em estado grave, com lesões nas pernas, braços e tronco.

    “O autor foi conduzido para a delegacia e ele assumiu que quebrou o cabo do rodinho na vítima. Perguntei quantas vezes ele agrediu e ele disse: ‘perdi as contas, dei no braço, nas pernas e depois peguei um pedaço de metal’”, relatou o delegado.
    “Ele disse que ao chegar em casa viu um homem pulando o muro da casa e começou a pressionar a mulher. Ela disse que queria largar dele e depois da criança dizer ‘vamos embora com o tio [nome do vizinho]’, ele ficou mais enfurecido. Ele foi bem frio”, disse Aquino.

    O homem foi preso em flagrante por feminicídio com qualificadora do crime ter sido praticado na frente de uma criança.

    O corpo da foi levado para Santa Bárbara d’Oeste onde acontece o velório e sepultamento.

    Histórico familiar

    De acordo com o delegado, eles iniciaram um relacionamento quando a jovem tinha 15 anos e o autor do crime, 27. Eles moravam em Santa Bárbara d’Oeste.

    Em 2021, a vítima registrou um boletim de ocorrência contra o homem por agressão, representou contra ele e conseguiu uma medida protetiva. Ele descumpriu a ordem policial e ficou preso por dois meses.

    Depois de um tempo, eles reatam o relacionamento, que não durou muito e se separaram novamente. Após esse segundo término, o homem se mudou de Santa Bárbara d’Oeste para Ibaté.

    Em julho deste ano, a vítima veio até a cidade trazer a filha para que ele pudesse ver. Nesse encontro, eles resolveram reatar e a jovem também se mudou para Ibaté.

    “Agora eles estavam juntos, então ela quebrou a protetiva que ela tinha, né? Porque ela voltou de espontânea vontade, de livre e espontânea vontade, e aí ela estava morando com ele no local do fato”, explicou o delegado.

     

  • Justiça decide que ex-vereador e atual servidor de Colina seguirá preso por suspeita de abuso sexual contra menores

    Justiça decide que ex-vereador e atual servidor de Colina seguirá preso por suspeita de abuso sexual contra menores

    Eurípedes César Rodrigues teve a prisão convertida em preventiva. Ele atuava como monitor de atividades de equitação, e, de acordo com a polícia, os assédios ocorriam durante as aulas.

    O ex-vereador e atual servidor de Colina (SP) Eurípedes César Rodrigues seguirá preso por suspeita de abuso sexual contra menores de idade. Isso porque, nesta quarta-feira (20), a Polícia Civil confirmou que a Justiça converteu a prisão temporária dele em preventiva.

    Rodrigues está preso desde o dia 21 de agosto deste ano. Ele atuava como monitor de atividades de equitação esportiva da cidade, e, de acordo com a polícia, os assédios ocorriam durante as aulas.

    Na casa onde o servidor foi encontrado pela polícia em agosto, no bairro Jardim Primavera, também foram apreendidos DVDs com conteúdos pornográficos.

    “A Polícia Civil relatou que, após obter prova da materialidade e indícios de autoria (requisitos indispensáveis para a medida cautelar), representou ao Poder Judiciário pela conversão da prisão temporária em prisão preventiva visando a preservação da ordem pública, ou seja, evitar a reiteração de infrações penais por parte do indiciado”, diz nota da Polícia Civil.

    Com a decisão, Eurípedes será transferido à Penitenciária de Serra Azul (SP). Ele deve responder pelos crimes de estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição infantil, assédio sexual e importunação sexual.

    O g1 procurou a defesa do suspeito e a Prefeitura de Colina, e aguarda um posicionamento.

    Eurípedes César Rodrigues foi vereador da cidade entre 2017 e 2020. Nas últimas eleições, ficou como quinto suplente.