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  • Gestão Tarcísio sanciona lei que dá nome de coronel da ditadura militar a viaduto no interior; PUC-SP e Comissão Arns repudiam homenagem

    Gestão Tarcísio sanciona lei que dá nome de coronel da ditadura militar a viaduto no interior; PUC-SP e Comissão Arns repudiam homenagem

    Militar Antônio Erasmo Dias ficou conhecido por ser o responsável pela repressão ao movimento estudantil em 1977 enquanto era secretário de Segurança Pública. Nome será dado a viaduto que fica em Paraguaçu Paulista.

    O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou o projeto de lei do então deputado estadual Frederico D’Ávila (PL) para que um viaduto da rodovia Manílio Gobbi, que fica em Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo, seja rebatizado com o nome “Deputado Erasmo Dias”, um dos expoentes do período da ditadura militar no Brasil (veja mais abaixo quem foi Erasmo Dias).

    Como Tarcísio estava em um fórum jurídico em Portugal, a sanção foi assinada pelo vice-governador Felício Ramuth (PSD) na última terça-feira (27) e publicada no Diário Oficial na quarta-feira (28).

    A proposta de Frederico D’Ávila foi apresentada em 29 de setembro de 2020.

    Um dia após a sanção, a medida foi repudiada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A missão mais polêmica do militar e ex-parlamentar foi justamente o cerco aos estudantes da PUC em setembro de 1977.

    Na época, Erasmo era secretário de Segurança Pública do Estado. Ele prendeu 900 alunos e os levou para o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e para o Dops, a polícia política. A tropa de choque explodiu bombas contra os manifestantes, que pretendiam refundar a União Nacional dos Estudantes (UNE).

    “É inconcebível homenagear-se um eminente fascista que durante a ditadura militar, como secretário de segurança de São Paulo, notabilizou-se pela repressão e tortura física a todos aqueles que erguiam as suas vozes contra o arbítrio. Na PUC-SP ainda são sentidos os ecos da truculenta invasão do campus Monte Alegre, em 22 de setembro de 1977, que deixou sequelas em diversos estudantes, prendendo e humilhando centenas de alunos, professores e funcionários da universidade”, diz a nota de repúdio.

    “Naquele momento a PUC-SP, através de sua reitora #NadirKfouri e de toda comunidade universitária, respondeu à altura à malfadada ação. E hoje, quando expoentes da direita e do fascismo tentam reviver esses momentos, que se constituíram em uma das páginas mais infelizes de nossa história, é preciso que nossa resposta seja clara e contundente. Nenhuma homenagem a torturadores! Não ao fascismo! Ditadura nunca mais!”, ressalta a universidade.

    Em nota, o governo de SP informou que “o referido projeto de Lei, de autoria parlamentar, foi analisado do ponto de vista técnico e jurídico nos termos da Lei Nº 14.707, DE 08 DE MARÇO DE 2012. Em relação à carta da PUC, ela foi recebida nessa quarta-feira (28), às 11h28, posteriormente à promulgação da lei, e segue os trâmites para a resposta ao emissor”.

    Carta ao governador
    A Comissão de Defesa de Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns enviou uma carta ao governador na quinta-feira (29) para que a lei fosse anulada.

  • Governo Tarcísio congela número de câmeras corporais em uniformes da PM em SP

    Governo Tarcísio congela número de câmeras corporais em uniformes da PM em SP

    Dados obtidos com exclusividade pelo g1 apontam que não houve mudança entre fevereiro e junho nos 10.125 equipamentos disponíveis para policiamento nas ruas. Durante a campanha, Tarcísio atacou as câmeras e prometeu retirá-las, mas recuou e agora estuda ampliar o programa.

    O governo de São Paulo, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém desde o início do ano a mesma quantidade de câmeras corporais em uniformes de policiais militares. Implementado em agosto de 2020, o Programa Olho Vivo vinha registrando aumento gradual nos equipamentos entregues à Polícia Militar até o fim do ano passado.

    Dados obtidos com exclusividade pelo g1, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), indicam que havia 10.125 equipamentos com os policiais em 2 de fevereiro de 2023. O número segue igual em resposta enviada no dia 6 de junho pela PM, vinculada à Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) do secretário Guilherme Derrite. São Paulo tem cerca de 100 mil policiais.

    A gestão Tarcísio confirmou, por meio de nota enviada pela SSP, que não adquiriu novas câmeras, mas que tem a intenção de ampliar o programa.

    “A ampliação das funcionalidades das câmeras corporais e a implementação dos equipamentos em todos os batalhões de policiamento do estado são compromissos da atual gestão. Atualmente, cerca de 48% dos batalhões já contam com o dispositivo, totalizando 10.125 câmeras corporais em uso pelas forças policiais em todos os turnos de serviço”.

    “Estudos estão em andamento para a expansão do programa para outras regiões do Estado, incluindo a análise da infraestrutura de rede móvel, bem como a avaliação de novas funcionalidades, como a identificação de placas de veículos roubados ou furtados, entre outras. Do total de câmeras em utilização, sete mil foram adquiridas no ano passado, e as restantes foram adquiridas em 2021.”

    Tabela abaixo mostra que os antecessores de Tarcísio, Rodrigo Garcia e João Doria, ambos do PSDB, adquiriram novas câmeras ao longo dos últimos anos. O uso do equipamento nos uniformes da PM em SP evitou 104 mortes, segundo levantamento da FGV em dezembro de 2022 e a letalidade dos policiais em serviço foi a menor da história no ano passado.

    O Olho Vivo foi implantado em agosto de 2020 e começou com 585 câmeras acopladas aos coletes usados pelos policiais militares. Em dezembro de 2022, no término do mandato de Doria e Garcia, a corporação contava com 10 mil equipamentos à disposição. Antes, testes foram feitos com policiais usando 30 unidades.

    De acordo com a Polícia Militar, 64 batalhões ganharam câmeras em cinco datas diferentes de ampliação do programa: em junho e novembro de 2021, além de janeiro, abril e julho de 2022. A última expansão ocorreu no dia 26 de julho do ano passado.

    Para José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de segurança pública no governo Fernando Henrique Cardoso, não é necessário que todos os policiais militares possuam câmeras em seus uniformes. Contudo, vê o item como “bastante útil” em vários aspectos.

    “Há uma queda substancial de agressões. [As câmeras] Fornecem subsídios de evidência para a Justiça decretar a prisão de suspeitos e mostram correção em casos de policiais que exageraram no uso da força, o que tem levado o emprego das câmeras ao aperfeiçoamento da conduta dos policiais”, diz o especialista.

    Silva Filho afirmou ter estranhado o fato de a Polícia Civil ainda não ter aderido ao programa “pelo menos nas [equipes] de policiamento mais ostensivo, unidades como o Garra, COE e divisão de operações estratégicas. Todo tipo de ação mais ostensiva precisaria estender [o uso de câmeras] não há justificativa”, diz o especialista, que não vê má vontade com o projeto por parte do governo paulista.

    “Não acredito que governador queira levar a ferro e fogo o que ele falava como candidato. O candidato fala uma coisa que depois não são feitas quando assume a cadeira do Executivo. Não há movimento de retirá-las”, diz, sobre as críticas feitas por Tarcísio, no ano passado, contra o uso de câmeras nos uniformes da PM (leia abaixo).

    Governador e secretário já pensaram em tirar as câmeras

    Durante o período da campanha eleitoral, o então candidato Tarcísio de Freitas atacou as câmeras em uniformes de PMs, considerando o programa como “um voto de desconfiança para o policial” e prometeu retirá-las.

    “Na minha opinião, não [deve usar câmera]. Na minha opinião, é incompatível com o tipo de atuação, com a natureza de atuação que ela [PM] tem. E quem disse que ela não vai seguir a lei não estando com a câmera”, disse Tarcísio, em agosto do ano passado.
    Antes, ele havia criticado o fato de que há “350 mil condenados perambulando pelo estado de São Paulo, sem nenhum tipo de monitoramento”. “Em vez de monitorar o bandido, eu preferi monitorar o policial?”, afirmou, em junho de 2022.

    A posição de Tarcísio mudou. Em outubro, durante a campanha para o 2º turno contra Fernando Haddad (PT), afirmou que iria chamar as forças de segurança para avaliar as câmeras “do ponto de vista técnico a efetividade ou não, e aperfeiçoamento da política pública”.

    “É uma questão que eu considero que hoje que inibe o policial. Acho que ela tem atrapalhado a produtividade. Mas isso é uma percepção”, disse. “Não existe nenhuma política pública que não possa ser reavaliada, que não possa sofrer melhorias”.

    Secretário definiu câmeras como ‘forma de intimidação’
    O atual secretário da Segurança, Guilherme Derrite, foi outro político a criticar a implementação das câmeras nos uniformes. Ex-PM da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), ele declarou em abril de 2021, quando era deputado federal, que o programa mostrava que o governo de SP tratava seus policiais “sempre com desconfiança e desmotivação”.

    Em novembro de 2021, comentou ação dentro de um shopping e disse que “os policiais que entraram no shopping arriscando suas vidas são os mesmos que têm câmeras nas fardas como forma de intimidação para que atirem cada vez menos para se defender”.

    O discurso mudou quando Tarcísio oficializou Derrite como escolhido para comandar a Secretaria da Segurança. À TV Globo em janeiro deste ano, ele garantiu que o governo não iria acabar com o programa, mas ampliar sua funcionalidade.

    “O programa vai ser mantido e a Polícia Militar vai apresentar um planejamento estratégico para um novo convênio para expansão dessas câmeras. Isso está sendo estudado pela Polícia Militar, também os custos das câmeras são consideráveis”, afirmou Derrite naquele mês.

    Letalidade de PMs em serviço foi menor da história
    A quantidade de pessoas mortas por policiais militares em serviço, as chamadas Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP), foi a menor da história em 2022 com a ampliação do Programa Olho Vivo. O total caiu de 423 mortes em 2021 para 256 em 2022.

    O dado faz parte de um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com a Unicef divulgado em maio.

    A redução de letalidade de adolescentes foi de 80,1%, com queda de 171 casos em 2017 para 34 em 2022.

    Os pesquisadores destacam que, embora a letalidade provocada por policiais militares passe a cair a partir de 2018 entre crianças e adolescentes, a queda se acentua a partir de 2020, ano de implementação das câmeras operacionais portáteis.

  • Governo de SP sanciona lei que define aumento médio de 20% nos salários de policiais do estado

    Governo de SP sanciona lei que define aumento médio de 20% nos salários de policiais do estado

    Texto, com reajustes entre 13% e 34% para cargos na PM, Polícia Civil e Científica, foi assinado em cerimônia na manhã desta segunda (12). Governador havia prometido proposta para demais classes do serviço público até o fim de maio.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) assinou na manhã desta segunda-feira (12) a lei que define aumento salarial para policiais do estado de São Paulo. Serão beneficiados agentes de segurança das polícias Militar, Civil e Científica.

    “Vamos aumentar o efetivo, estamos trabalhando na valorização e na saúde. Vamos pensar na questão habitação e outras (para policiais) que são igualmente relevantes. Investimento pesado em tecnologia, compartilhamento de informação”, disse o governador durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

    De acordo com o governo paulista, o benefício engloba cerca de 100 mil integrantes das forças – seja membros da ativa ou aposentados. Os reajustes vão de 13% a 34%, a depender do cargo do servidor (veja os valores na tabela abaixo) e foram aprovados por unanimidade na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Alesp.

    Todos os 84 deputados presentes na Casa, no dia 23 de maio, votaram a favor e o texto foi aprovado na íntegra, sem alterações.

    Conforme apurado pelo g1, os 2º tenentes da Polícia Militar terão o menor reajuste, de 13,71% em seus salários – que passarão de R$ 7.577,12 para R$ 8.615,94. Já os alunos de praça da PM terão o maior aumento, de 34,24%: salários passam de R$ 3.029,36 para R$ 4.066,54.

    Tarcísio detalhou que as categorias de entrada nas corporações receberiam os maiores acréscimos como forma de manter os novos profissionais nas categorias. No entanto, os percentuais ficaram maiores entre as categorias de policiais militares, como soldados e oficiais, em relação aos civis, de investigadores a delegados.

    Enquanto delegados da Civil tiveram reajuste de 17,03%, o posto de capitão da PM recebeu 28,79%. Investigadores de primeira classe receberão 17,17%, já soldados também de primeira classe, 22,7%.

    Valor de aumento salarial por cargo

    Cargo    Corporação    Reajuste
    Comandante-geral    Polícia Militar    24,45%
    Coronel    Polícia Militar    20,52%
    Tenente-Coronel    Polícia Militar    22,85%
    Major    Polícia Militar    26,01%
    Capitão    Polícia Militar    28,79%
    1º Tenente    Polícia Militar    28,87%
    2º Tenente    Polícia Militar    13,71%
    Aspirante a oficial    Polícia Militar    15,24%
    Subtenente    Polícia Militar    30,85%
    1º Sargento    Polícia Militar    23,62%
    2º Sargento    Polícia Militar    21,07%
    3º Sargento    Polícia Militar    15,18%
    Cabo    Polícia Militar    20,57%
    Soldado 1ª classe    Polícia Militar    22,70%
    Soldado 2ª classe    Polícia Militar    31,62%
    Aluno oficial    Polícia Militar    34,24%
    Delegado-geral    Polícia Civil    18,33%
    Delegado classe especial    Polícia Civil    14,27%
    Delegado 1ª classe    Polícia Civil    17,03%
    Delegado 2ª classe    Polícia Civil    18,92%
    Delegado 3ª classe    Polícia Civil    20,70%
    Escrivão de polícia classe especial    Polícia Civil    16,78%
    Escrivão de polícia 1ª classe    Polícia Civil    17,17%
    Escrivão de polícia 2ª classe    Polícia Civil    20,82%
    Escrivão de polícia 3ª classe    Polícia Civil    24,64%
    Investigador de polícia classe especial    Polícia Civil    16,78%
    Investigador de polícia 1ª classe    Polícia Civil    17,17%
    Investigador de polícia 2ª classe    Polícia Civil    20,82%
    Investigador de polícia 3ª classe    Polícia Civil    24,64%
    Superintendente    Polícia Científica    18,29%
    Médico legista de classe especial    Polícia Científica    17,41%
    Médico legista de 1ª classe    Polícia Científica    20,28%
    Médico legista de 2ª classe    Polícia Científica    22,24%
    Médico legista de 3ª classe    Polícia Científica    24,09%
    Perito criminal de classe especial    Polícia Científica    17,41%
    Perito criminal de 1ª classe    Polícia Científica    20,28%
    Perito criminal de 2ª classe    Polícia Científica    22,24%
    Perito criminal de 3ª classe    Polícia Científica    24,09%
    Fotógrafo técnico-pericial de classe especial    Polícia Científica    16,61%
    Fotógrafo técnico-pericial de 1ª classe    Polícia Científica    19,09%
    Fotógrafo técnico-pericial de 2ª classe    Polícia Científica    20,71%
    Fotógrafo técnico-pericial de 3ª classe    Polícia Científica    22,19%
    Auxiliar de necropsia de classe especial    Polícia Científica    16,61%
    Auxiliar de necropsia de 1ª classe    Polícia Científica    19,09%
    Auxiliar de necropsia de 2ª classe    Polícia Científica    20,71%
    Auxiliar de necropsia de 3ª classe    Polícia Científica    22,19%
    Desenhista de classe especial    Polícia Científica    16,61%
    Desenhista de 1ª classe    Polícia Científica    19,09%
    Desenhista de 2ª classe    Polícia Científica    20,71%
    Desenhista de 3ª classe    Polícia Científica    22,19%
    Papiloscopista de classe especial    Polícia Científica    16,61%
    Papiloscopista de 1ª classe    Polícia Científica    19,09%
    Papiloscopista de 2ª classe    Polícia Científica    20,71%
    Papiloscopista de 3ª classe    Polícia Científica    22,19%
    Atendente de necrotério classe especial    Polícia Científica    21,44%
    Atendente de necrotério 1ª classe    Polícia Científica    22,80%
    Atendente de necrotério 2ª classe    Polícia Científica    22,99%
    Atendente de necrotério 3ª classe    Polícia Científica    22,94%
    Auxiliar papiloscopista de classe especial    Polícia Científica    21,44%
    Auxiliar papiloscopista de 1ª classe    Polícia Científica    22,80%
    Auxiliar papiloscopista de 2ª classe    Polícia Científica    22,99%
    Auxiliar papiloscopista de 3ª classe    Polícia Científica    22,94%
    Fonte: Governo de SP

    A proposta gerou insatisfações pontuais entre os policiais civis do estado de São Paulo. Eles criticam, principalmente, o fato de terem recebido percentuais menores de reajuste do que os policiais militares.

    O impacto da medida está avaliado em torno de R$ 2,5 bilhões sobre o orçamento estadual em 2023 e de R$ 5 bilhões nos demais anos.

    O texto original enviado à Alesp sofreu uma mudança, proposta pelo próprio governo. Depois de uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio de Freitas e o secretário da Segurança, Guilherme Derrite, recuaram e decidiram retirar do projeto de lei a alíquota que definia em 10,5% a contribuição previdenciária dos PMs. De resto, o governo manteve a proposta sobre o reajuste escalonado por classe e cargo, e os deputados concordaram.

    Reajustes para outras categorias
    Policiais são a primeira categoria beneficiada com aumento salarial por Tarcísio de Freitas, que prometeu enviar à Assembleia projetos de reajustes para os demais servidores públicos do estado até o fim de maio.

    No dia 2 de maio, quando entregou pessoalmente a proposta na Alesp, o governador Tarcísio foi alvo de um protesto de policiais penais, que cobram reconhecimento e valorização da categoria. Os profissionais reclamaram de não estarem na proposta de aumento para policiais no estado, mesmo com a alteração do nome oficial de suas funções — antes eram identificados como agentes penitenciários.

    Os policiais penais, contudo, estão vinculados a uma secretaria diferente da dos policiais militares e civis: enquanto estes ficam sob a responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública (SSP), gerida por Guilherme Derrite, os policiais penais estão sob o guarda-chuva da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), do secretário Marcello Streifinger.

     

  • Gestão Tarcísio inicia estudos para transferir sede do governo para o Centro da cidade de SP em até 8 anos

    Gestão Tarcísio inicia estudos para transferir sede do governo para o Centro da cidade de SP em até 8 anos

    Proposta também analisará destino a ser dado para o Palácio dos Bandeirantes, atual sede. ‘Vamos pensar todas as questões de sustentabilidade, acessibilidade e precisamos de algo que seja icônico’, diz Tarcísio de Freitas sobre projeto.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, (Republicanos) anunciou nesta quinta-feira (1º) o início de estudos para viabilizar a transferência da sede do governo do estado, atualmente no bairro do Morumbi, Zona Sul de São Paulo, para a região central da capital paulista.

    A expectativa é a de que o projeto dure cerca de 29 meses para avaliar questões urbanísticas e arquitetônicas até que seja feito um leilão para ver quem assumirá a obra do que Tarcísio chamou de “esplanada do governo”.

    A transferência de toda a estrutura em si, após o projeto ser aprovado e implementado pela iniciativa privada (em modelo PPP, de Projeto Público-Privado), deve ser concretizada em até oito anos.

    Além dos meses para estudos das adaptações e obras necessárias, serão mais cinco anos para a mudança e realocação de toda estrutura de governo.

    “Vamos pensar todas as questões de sustentabilidade, acessibilidade e precisamos de algo que seja icônico, que as pessoas queiram ver, queiram visitar, queiram tirar foto e que seja, obviamente, absolutamente funcional. Que é o ponto de partida. Transferir o poder para lá, você fica do Centro, vem a segurança, vem a circulação das pessoas”, afirmou o governador.
    A troca da sede faz parte de uma série de ações para revitalizar a região central da capital, que convive com episódios de violência e insegurança na chamada Cracolândia e no entorno – como nas praças Princesa Isabel e República e a Avenida Rio Branco.

    Tarcísio listou medidas feitas pelas pastas de saúde com os dependentes químicos que ocupam a região; de segurança pública, com major policiamento e queda recente nos índices de criminalidade; e de habitação, que estão integrados ao projeto de destinar a estrutura governamental para a localidade. Serão enviados para o Centro de São Paulo o gabinete do governador, secretárias de estado e autarquias.

    Antes mesmo de o projeto ter início, o governador afirmou que não haverá entraves com o Plano Diretor de São Paulo, que está em análise e pode sofrer mudanças na Câmara Municipal.

    O governador disse que o governo ocupa atualmente 56 prédios diferentes e cerca de 807 mil metros quadrados em estruturas, mas que um espaço com 300 mil metros quadrados é o suficiente para acolher as equipes.

    “A gente percebe uma ineficiência de ocupação de espaço e em termos de recursos. Temos até a intenção de fazer desmobilização de patrimônio. Obviamente, nem todo patrimônio pode ser desmobilizado. Não vai desmobilizar um prédio como a secretaria de Educação (localizado na Praça da República), mas ele já não é funcional do ponto de vista de estrutura de estado. Ele tem que ter outra destinação”, diz.

    Ocorrências policiais

    Durante a coletiva, o governador Tarcísio comentou sobre duas ações policiais. A primeira, ocorrida na manhã desta quinta-feira, quando dois PMs foram baleados por um suspeito na Zona Leste da capital. O homem estava detido, entrou em luta corporal com os dois PMs, pegou a arma de um deles e atirou nos dois antes de fugir.

    Segundo o governador, ele não viu as imagens registradas por câmeras de segurança, mas comemorou as informações de que os dois estão bem.

    “E eu entendo que aí vamos buscar esses bandidos com toda a força, todo vigor porque bandido que faz isso tem que ir para a cadeia e ter o pior tratamento possível – pior tratamento possível dentro da lei, tá? Me desculpa”, disse, antes de se justificar. “Digo: tem que ficar preso, senão vão pensar que estou defendendo aqui… Não é nada disso, não. Desculpa a maneira de expressar, mas pior tratamento possível digo de ficar preso e ficar lá, e cumprir pena e pagar pelo que fez”.

    A segunda ocorrência foi no interior do estado, em Igaratá, um policial militar foi filmado dando um soco em uma mulher idosa de 70 anos. O PM foi afastado do trabalho de rua, enquanto a idosa responderá por lesão corporal e desacato a autoridade em inquérito aberto pela Polícia Civil.

    “E aí é a outra coisa: pau que dá em Chico, dá em Francisco. Também você não pode se exceder. O policial que não age de acordo com a tradição da instituição, com as regras da instituição, tem que ser severamente punido”, disse Tarcísio. “Esse cara também tem que ser punido exemplarmente. Porque assim a gente estabelece as regras de conduta”.

     

  • Governo de SP diz que fará revisão em dados criminais de 2022 ‘após detectar inconsistências’

    Governo de SP diz que fará revisão em dados criminais de 2022 ‘após detectar inconsistências’

    Em nota, gestão de Tarcísio de Freitas alega que parte das ocorrências dos roubos e furtos de veículo foram registradas equivocamente em outros indicadores. Texto, entretanto, não esclarece o que fundamentou tal medida tampouco se os demais indicadores também serão alvo de auditoria.

    O governo de São Paulo disse nesta quinta-feira (25), por meio de nota, que fará uma revisão dos dados criminais de 2022, registrados durante a gestão do ex-governador Rodrigo Garcia (PSDB).

    Ainda de acordo com o texto, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), durante a consolidação dos dados estatísticos criminais de abril de 2023, “encontrou divergências ao comparar os números aos divulgados no ano passado.”

    Segundo a pasta, parte das ocorrências dos roubos e furtos de veículo em diferentes regiões do estado foram registradas equivocamente em outros indicadores, o que teria afetado os dados de crimes patrimoniais consolidados no período.

    O governo não esclarece, porém, o que fundamentou tal medida. Também não fica claro se os demais índices serão alvo de análise. o g1 entrou em contato com a SSP e aguarda retorno.

    Por conta das supostas divergências, a gestão de Tarcísio de Freitas alega que iniciará um processo de auditoria e análise dos dados criminais relativos a todos os demais meses de 2022 “de modo que os dados possam ser confirmados ou readequados”.

  • Tarcísio sanciona salário mínimo de R$ 1.550 em SP

    Tarcísio sanciona salário mínimo de R$ 1.550 em SP

    Proposta foi apresentada pelo executivo e aprovada no dia 11 de abril pela Assembleia Legislativa. Novo piso tem aumento de 20,7% para a primeira faixa e 18,7% para a segunda.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou, nesta quinta (25), em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o projeto de lei que eleva o salário mínimo no estado de São Paulo para R$ 1.550.

    Atualmente, a faixa mais baixa do salário mínimo estava em R$ 1.284, e a mais alta em R$ 1.306.

    O projeto foi apresentado pelo governo e aprovado pelos deputados paulistas no dia 11 de abril.

    O reajuste representará aumento de 20,7% para a primeira faixa de trabalhadores beneficiados e 18,7% para a segunda.

    Durante o evento, também foi apresentado o novo Diário Oficial do estado, que será integrado ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma digital desenvolvida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região adotada pelo Governo de São Paulo em março.

    Disputa com governo federal
    Os aumentos sancionados por Tarcísio de Freitas são maiores do que a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 4,65%, e representam um embate do governo paulista com o governo federal, de Lula (PT).

    No dia 30 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também anunciou aumento no salário mínimo nacional, de 8,9%.

    O valor do reajuste é menor do que o proposto em São Paulo, e passou de R$ 1.302 para R$ 1.320, que já está em vigor.

    Estudo do Dieese feito no fim de abril indica que 22,7 milhões de pessoas são impactadas pelo reajuste feito pelo governo federal.

    Os dados foram levantados a partir dos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual de 2021 (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Como é usado de base para outros benefícios, o aumento do salário mínimo definido por Lula altera outros pagamentos e serviços que usam o piso nacional como referência. Foram ajustados o abono salarial PIS/Pasep, benefícios do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e seguro-defeso.

     

  • Alesp aprova por unanimidade projeto de Tarcísio para reajuste salarial dos policiais

    Alesp aprova por unanimidade projeto de Tarcísio para reajuste salarial dos policiais

    O projeto prevê aumentos para as polícias que variam de 13% a 34%, a depender do cargo. Policiais civis criticaram o reajuste menor do que o dado para policiais militares. Os agentes penitenciários, ou policiais penais, ficaram de fora do reajuste.

    A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou na noite desta terça-feira (23) a proposta de reajuste salarial do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para as polícias.

    Todos os 84 deputados presentes votaram a favor e o texto foi aprovado na íntegra, sem alterações. Agora, será sancionado por Tarcísio.

    Na semana passada, depois de uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, o governo recuou e decidiu retirar do projeto de lei a alíquota que definia em 10,5% a contribuição previdenciária dos PMs. De resto, o governo manteve a proposta sobre o reajuste escalonado por classe e cargo, e os deputados concordaram.

    O projeto prevê aumentos para as polícias que variam de 13% a 34%, a depender do cargo. Tarcísio detalhou que as categorias de entrada nas corporações receberiam os maiores acréscimos como forma de manter os novos profissionais nas categorias.

    No entanto, os percentuais ficaram maiores entre as categorias de policiais militares, como soldados e oficiais, em relação aos civis, de investigadores a delegados.

    Como exemplo, os segundo-tenentes da Polícia Militar terão o menor reajuste, de 13,71% em seus salários – que passarão de R$ 7.577,12 para R$ 8.615,94. Já os alunos de praça da PM terão o maior aumento, de 34,24%: salários passam de R$ 3.029,36 para R$ 4.066,54.

    Enquanto delegados da Civil tiveram reajuste de 17,03%, o posto de capitão da PM recebeu 28,79%. Investigadores de primeira classe receberão 17,17%, já soldados também de primeira classe, 22,7%.

    A proposta gerou insatisfações pontuais entre os policiais civis do estado de São Paulo. Eles criticam, principalmente, o fato de terem recebido percentuais menores de reajuste do que os policiais militares.

    O Sindicato dos Delegados de Polícia de SP (Sindpesp) chegou a se articular com deputados. Entre as críticas feitas pelos parlamentares está a discrepância de percentual de aumento para diferentes classes (principalmente da PM) e a diferença também em relação aos reajustes propostos para a Polícia Civil.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP) negou que haja disparidade no projeto de lei que prevê o reajuste salarial e ressaltou que “o reajuste também foi pensado de forma a não aprofundar ainda mais um dos problemas diagnosticados, que é a diferença de salário entre carreiras iniciais das polícias civil e militar”.

    E segue: “Por exemplo, com o reajuste atual um soldado de 2ª Classe vai ganhar R$ 4.852,21, enquanto uma carreira de Agente Policial Civil de 3ª Classe ganhará R$ 5.286,01, ambos de nível médio. Logo, se a mesma porcentagem fosse estabelecida, aumentaria ainda mais o desnivelamento” (leia a íntegra abaixo).

    Para Rafael Alcadipani, professor da FGV e integrante do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, a Polícia Civil saiu prejudicada no projeto apresentado pelo governo Tarcísio.

    “Se pegarmos a inflação desde 2009, quando foi o reajuste anterior [ao dado pelo ex-governador] Doria até o momento, a inflação não é reposta. O próprio governo diz que esta defasagem é de 30%”, sustenta.

    Os agentes penitenciários, ou policiais penais, ficaram de fora do reajuste.

    O Sindicato de Servidores da Fundação Casa enviou uma nota publicada no site oficial mostrando a insatisfação da categoria por não ter sido incluída no projeto de lei.

    “Hoje (23) aconteceu uma votação na Alesp onde a maioria dos deputados estaduais votou contra a inclusão dos servidores da Fundação CASA no Projeto de Lei Complementar 75/2023 que propõe um reajuste salarial para as forças policiais.

    No dia de hoje vimos que a maioria dos deputados estaduais viraram as costas aos trabalhadores socioeducativos.”

  • Governo de SP anuncia recursos para habitação e promete mais de 6 mil moradias populares

    Governo de SP anuncia recursos para habitação e promete mais de 6 mil moradias populares

    Projeto prevê investimentos público e privados na capital e outras 20 cidades do estado.

    O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (18) a liberação de R$ 69 milhões de recursos para a construção de mais de 6 mil moradias populares em 21 cidades do estado.

    A maioria das casas serão construídas na capital, onde serão 2 mil habitações. O déficit na cidade é de 369 mil moradias, segundo a prefeitura. A previsão de entrega das unidades é de 12 a 18 meses.

    Os recursos serão disponibilizados para famílias de baixa renda na forma do subsídio Casa Paulista – Carta de Crédito Individual. Os empreendimentos também contam com apoio do Governo Federal e iniciativa privada, totalizando investimentos de cerca de R$ 1 bilhão.

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação participaram do evento de lançamento do investimentos na manhã desta quinta

    Desequilíbrio entre as cidades
    Além da capital, também serão beneficiados os municípios de Aguaí, Barretos, Boituva, Bragança Paulista, Campinas, Colina, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Guaratinguetá, Guarulhos, Hortolândia, Poá, Salto, Santo André, São José dos Campos, São Vicente, Sertãozinho, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

    Chama a atenção um possível desequilíbrio entre as cidades. Hortolândia, no interior paulista, por exemplo, irá receber mais recursos do que Guarulhos, na Grande São Paulo, que é a segunda maior do estado e tem quase seis vezes a população de Hortolândia.

    Questionado sobre o motivo dessa distribuição, o governo estadual afirmou que o recurso não depende só déficit ou do tamanho da cidade, mas também do interesse das empresas de determinados locais para construção de casas no setor privado.

  • Estação Vila Sônia, da Linha 4 – Amarela, é rebatizada para homenagear professora morta em ataque a escola na Zona Sul de SP

    Estação Vila Sônia, da Linha 4 – Amarela, é rebatizada para homenagear professora morta em ataque a escola na Zona Sul de SP

    Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participa nesta quarta (17) de cerimônia em tributo a Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, morta a facadas por um aluno na Escola Estadual Thomazia Montoro. Unidade fica localizada a duas quadras da estação.

    A partir da manhã desta quarta-feira (17), a estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do Metrô, ganha um complemento em seu nome para homenagear a professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, morta em ataque feito por um aluno em escola na Zona Sul de São Paulo, no fim de março. A estação passa a se chamar Vila Sônia-Professora Elisabeth Tenreiro.

    A fachada e demais letreiros da estação, nas plataformas e vagões, serão alterados para incluir o nome da profissional. A decisão de prestar o tributo foi publicada no Diário Oficial do estado no dia 15 de abril. Os letreiros ainda não foram implantados em toda a estação, segundo a ViaQuatro, pois as placas estão em produção e devem ser entregues em algumas semanas.

    Fernanda Moraes Barros, filha da professora, agradeceu o tributo feito à memória de Elisabeth. “É muita emoção nesse momento. Em nome da minha família, agradeço essa turma linda e esses idealizadores do projeto, que foram os alunos. A ideia partiu deles. E o apoio de nosso governador, que deu sequência”, afirmou. Ela pediu para que seja mantido o “legado e esse amor pelo próximo, a escuta ativa com os alunos” demonstrados por sua mãe.

    Dois alunos, Felipe e Camile, levaram o abaixo assinado para o governador quando este visitou a escola. Os dois foram levados ao palco e receberam parabéns pela ação.

    Presente na cerimônia, o governador Tarcísio de Freitas se dirigiu aos familiares da professora e agradeceu o tempo que Elisabeth atuou em escolas “transformando futuros” e marcando a vida dos alunos.

    “Hoje, essa singela homenagem eterniza o nome da professora Elisabeth e marca a vitória da esperança”, disse. “A gente sai dessa experiência muito mais forte, muito mais sensível e muito mais transformados”.
    Elisabeth Tenreiro havia começado a dar aula neste ano na Escola Estadual Thomazia Montoro, que fica localizada a duas quadras da estação Vila Sônia. O pedido de mudança de nome partiu de colegas e alunos da escola, que assinaram ofício e enviaram às autoridades que visitaram a unidade educacional após o ataque.

    Alunos do colégio cantaram a música “Como nossos pais”, de Belchior, para homenagear a professora Elisabeth. Familiares dela, que estavam presentes, se emocionaram com a surpresa.

    Além de vitimar fatalmente a professora Beth, como era chamada pelos colegas, o aluno agressor feriu outras quatro pessoas durante o ataque. Ele está internado na Fundação Casa, após pedido do Ministério Público e autorização da Justiça.

    A cerimônia contou com a presença do presidente do grupo CCR, Miguel Nuno Simões, empresa que controla a Via Quatro, responsável por administrar a Linha 4-Amarela.

    Elizabeth Tenreiro
    A educadora de 71 anos se aposentou como técnica do Instituto Adolfo Lutz em 2020, mas continuou dando aulas de ciências. Ela era professora desde 2015 e começou a lecionar na escola Thomazia Montoro neste ano.

    Segundo uma de suas filhas, Elizabeth tinha a educação como missão e era querida pelos alunos das instituições por onde passou.

    “Ela era uma pessoa dedicada a lecionar, como propósito de vida. Ela achava que ela tinha essa missão, em um país com tanta falta de educação, se ela pudesse mudar a trajetória de um aluno, ela já ganhava com isso. Ela era muito querida por onde ela passou.”

    A professora faleceu no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) após ser esfaqueada dentro da sala de aula e ter uma parada cardíaca.

  • Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Nunes critica reforma tributária e diz que cidade de SP perderá R$ 17 bilhões com o texto

    Prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou o texto da reforma tributária e alegou que a cidade perderá R$ 17 bilhões com o texto proposto.

    Discutida há décadas e muito aguardado pelo setor produtivo, a reforma tributária é considerada essencial pelo governo federal para aproximar as regras brasileiras do resto do mundo e reformar um sistema que é tido como caótico por empresários e investidores.

    “No Brasil a gente tem os municípios como um ente federado, não dá pra desconsiderar isso. São Paulo tem 12,5 milhões de habitantes, cidade que tem gente do Brasil inteiro, imagina a cidade perder R$ 17 bilhões e ficar dependente de um comitê que vai definir qual será o valor da distribuição de um imposto único?”, disse Nunes em entrevista à GloboNews.

    O prefeito disse que tem procurado parlamentares para tratar do tema. Entre eles, o deputado Baleia Rossi, presidente do MDB e autor de uma das propostas de reforma que estão em estudo.

    “A gente tem procurado alertar os parlamentares da necessidade de se fazer isso de uma forma, eu não estou falando pra não fazer, a gente entende a guerra fiscal, entende a necessidade de ter um processo mais dinâmico, mas é importante que a gente não crie um problema pra todos e acabe gerando um transtorno.”

    Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que estado vai apoiar a reforma desta vez, e que ninguém aguenta guerra fiscal.

    Reforma tributária
    Duas propostas tramitam atualmente no Congresso Nacional servirão de base para o texto final, que ainda está em negociação. São elas:

    PEC 45 – IVA Único para União, estados e municípios, mas um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    PEC 110 – IVA Dual, ou seja, um imposto para estados e municípios, além de outro para o governo federal e, também, um imposto seletivo (sobre produtos nocivos).
    As propostas em discussão contemplam a extinção do PIS, da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados.

    Eles seriam “trocados” por um imposto sobre valor agregado, já existente em países desenvolvidos, que seria não cumulativo, ou seja, que seria pago uma só vez por cada etapa na cadeia (produtor, distribuidor e comerciante). Também haveria a cobrança de um imposto seletivo sobre produtos nocivos, como cigarros e bebidas alcoólicas.

    Apesar de prioritária, a reforma é considerada complexa do ponto de vista político. Diferentes governos tentaram, sem sucesso, fazer a reforma tributária nas últimas décadas, focados principalmente na tributação sobre o consumo.

    As propostas esbarraram em resistências de caráter regional, partidário e de diferentes setores produtivos, todos representados no Congresso Nacional.