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  • Corpo da cantora Rita Lee é velado no planetário do Parque Ibirapuera; família, famosos e fãs se despedem da artista

    Corpo da cantora Rita Lee é velado no planetário do Parque Ibirapuera; família, famosos e fãs se despedem da artista

    Cerimônia foi aberta ao público às 10h e será encerrada às 17h. Teto do planetário terá exibição estática do céu do dia em que a artista nasceu.

    O corpo da cantora Rita Lee é velado nesta quarta-feira (10), no planetário do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. Aberta ao público, a cerimônia começou às 10h e está prevista para ser encerrada às 17h.

    Família, artistas e fãs se despedem da artista. João Lee, um dos filhos da cantora, foi o primeiro a chegar e falou sobre o legado da mãe, a quem define como uma heroína.

    “É uma pessoa muito única. Para mim, ela vai ser eterna. Acho que para todo mundo.”
    “Era uma loucura a dignidade dela, a sensibilidade dela de lidar com as pessoas, de entender as pessoas, a forma que ela tinha de se comunicar com o público com o mundo, uma pessoa muito única. Eu não sei se eu conheci uma pessoa tão igual na minha vida, mas eu tive o privilegio de passar 43 anos com ela, aprendendo demais, recebendo os valores dela.”

    Durante a cerimônia, o teto do planetário exibe uma projeção estática com imagens do céu do dia 31 de dezembro de 1947, data em que a artista nasceu.

    Os primeiros fãs chegaram ao local por volta das 5h e aguardaram, sob chuva fraca, na fila.

    Conforme desejo de Rita, seu corpo será cremado em cerimônia reservada aos familiares e amigos.

    Em sua primeira autobiografia, “Rita Lee — uma autobiografia”, publicada em 2016, a cantora escreveu um capítulo sobre a relação que tinha com o local que veio a se tornar o Parque Ibirapuera, chamado pela artista de “floresta encantada”: um lugar ideal para montar um pequeno acampamento e realizar piqueniques aos domingos.

    Na obra, a cantora também imaginou como seriam os minutos após sua morte. E, ao longo das nove linhas que escreveu sobre este momento, ela aproveitou para advertir os políticos:

    “Nenhum político se atreverá a comparecer ao meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum deles e me levantaria do caixão para vaiá-los”.

    A mais completa tradução de SP, Rita Lee declarou seu amor pela cidade: da bandeira enrolada em show a paixão pela juventude na Vila Mariana
    Segundo a cantora, as visitas ao local eram realizadas em grupo formado por seis mulheres. Cada uma escolhia uma árvore ou planta para cuidar, retirando folhas secas e ervas daninha. Elas também plantavam pés de frutas, verduras e legumes nas redondezas do parque.

    Ao relembrar a inauguração do parque, em comemoração aos 400 anos da capital paulista, Rita menciona que “o sonho acabou” — suas pequenas hortas foram destruídas, e a floresta deu lugar ao asfalto, cimento e “construções de gosto duvidoso”.

    O pai da cantora teria desaprovado a intervenção no espaço e se recusado a comparecer à festa de inauguração.

    Ainda assim, o Parque Ibirapuera seguiu como um local marcante na vida de Rita, sendo mencionado diversas vezes aos longo dos capítulos do livro.

    No capítulo intitulado “Mutatis Mutandis”, Rita Lee conta que ia toda semana ao planetário do Ibirapuera, era seu “must semanal”, visita que era sucedida por uma banana-split na lanchonete próxima.

     

  • Bastidores: como a chegada de Dorival facilitou conversa entre Alexandre Pato e São Paulo

    Bastidores: como a chegada de Dorival facilitou conversa entre Alexandre Pato e São Paulo

    Troca no comando técnico abriu caminho para um diálogo mais avançado, e o atacante está próximo de iniciar a terceira passagem pelo time do Morumbi

    O decisão da diretoria do São Paulo de demitir Rogério Ceni e contratar Dorival Júnior teve efeitos também sobre o assunto Alexandre Pato. A troca no comando facilitou o diálogo para a iminente contratação, que está próxima de um desfecho, como adiantou o ge na noite de segunda-feira.

    Pato tem se recuperado de uma cirurgia no joelho direito desde fevereiro e nunca escondeu o desejo de retornar ao São Paulo para uma terceira passagem. Contudo, Rogério Ceni, até então treinador do time, era um entrave para o avanço das negociações.

    Dorival Júnior foi questionado sobre a possibilidade de contar com Pato logo na primeira entrevista como técnico do São Paulo e não colocou qualquer barreira para ter o jogador de 33 anos.

    – Com relação ao Pato temos que ter tranquilidade, ele está em recuperação. Temos que ter tranquilidade – disse o treinador, em abril.

    Sem barreira com Dorival, Pato tratou de se inteirar ainda mais sobre o dia a dia são-paulino.

    Além do contato no CT da Barra Funda, inclusive encontrando o elenco durante as sessões de fisioterapia, o atacante tem assistido aos jogos, como a vitória sobre o Inter, no último domingo.

    Há relatos de que o atacante conversa também sobre tática com o técnico Dorival Júnior.

    Por ser um atleta livre após terminar o compromisso com o Orlando City, Pato pode ser inscrito neste momento para disputar as competições nacionais – Brasileirão e Copa do Brasil.

    Em relação à Sul-Americana, contudo, o jogador estará disponível somente para a etapa de mata-mata.

    Como está Alexandre Pato?
    Pato sofreu uma grave lesão no joelho direito em setembro do ano passado, quando ainda atuava pelo Orlando City, dos Estados Unidos. Agora, ele está livre no mercado e desde fevereiro utiliza o Reffis no Tricolor avançar com o seu tratamento.

    Como Pato está livre no mercado, o São Paulo pode registrar o atacante no BID sem depender das janelas de transferências.

    Na Copa Sul-Americana, no entanto, o Tricolor só poderia inscrever um novo jogador a partir do mata-mata. No Brasileirão, os times têm até 25 de agosto para novas inscrições, podendo substituir oito atletas da lista inicial até 15 de setembro. Na Copa do Brasil, a data-limite é 8 de agosto.

    Alexandre Pato tem 133 jogos e 47 gols com a camisa do São Paulo.

  • Gilberto Gil publica dueto com Rita Lee em homenagem à rainha do rock brasileiro: ‘cabrinha, caprichosa capricorniana, amiga’

    Gilberto Gil publica dueto com Rita Lee em homenagem à rainha do rock brasileiro: ‘cabrinha, caprichosa capricorniana, amiga’

    Uma das maiores cantoras e compositoras da história do Brasil, ela morreu na segunda (8).

    O cantor Gilberto Gil publicou nas redes sociais, nesta terça-feira (9), um dueto com Rita Lee em homenagem a rainha do rock brasileiro, que morreu na segunda (8), aos 75 anos.

    PITTY LAMENTA: ‘obrigada por existir’
    “Comadre Rita, Anibal, cabrinha, caprichosa capricorniana, amiga… Descansa, minha irmã. Amo você. Um abraço fraterno da família Gil nos meninos Roberto, Beto, João e Antonio, nos familiares e amigos e nos fãs, assim como eu”, escreveu o artista baiano.

    A cantora Pitty também usou as redes sociais para publicar uma homenagem a Rita Lee, nesta terça.

    “Estou em frangalhos. A Maior nos deixa hoje… que dia triste. Ritinha, te amarei para todo sempre! 💜”, lamentou Pitty.

    Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras da história da música brasileira, morreu na segunda-feira, aos 75 anos. Ela foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2021 e vinha fazendo tratamentos contra a doença.

    A família da cantora divulgou um comunicado nas redes sociais dela: “Comunicamos o falecimento de Rita Lee, em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”.

    O velório será aberto ao público, no Planetário do Parque Ibirapuera, na quarta-feira (10), das 10h às 17h.

    Em maio de 2021, Rita Lee foi diagnosticada com câncer de pulmão. Ela seguiu tratamentos de imunoterapia e radioterapia.

    Quatro meses depois, ela lançou o último single da carreira, “Changes”, em parceria com o marido Roberto de Carvalho e o produtor Gui Boratto.

    Em abril de 2022, seu filho Beto Lee escreveu que ela estava curada do câncer.

    Nos últimos anos, ela viveu em um sítio no interior de São Paulo com a família. Ela deixa três filhos: Roberto, João e Antônio.

  • MP aponta que empresa que venceu licitação de R$ 26 milhões do kit robótica funciona em apartamento e não tem funcionários

    MP aponta que empresa que venceu licitação de R$ 26 milhões do kit robótica funciona em apartamento e não tem funcionários

    Informações estão em ação civil pública contra a Prefeitura de Sorocaba foram apresentadas com base em diligência feita pelo Centro de Apoio à Execução (Caex), à sede da empresa no Centro de São Paulo.

    A empresa que venceu a licitação em Sorocaba (SP) relacionada ao kit robótica, alvo de uma ação na Justiça onde o Ministério Público pede o bloqueio de bens do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos) e do secretário de Educação Marcio Carrara, além do afastamento do titular da pasta, funciona em um apartamento em São Paulo e não tem funcionários. Ao menos essa é a informação levantada pelo MP durante o processo.

    As informações foram apresentadas com em diligência feita pelo Centro de Apoio à Execução (Caex), à sede da empresa no Centro de São Paulo. Os promotores descreveram na ação que a empresa funciona num apartamento de 63 metros quadrados.

    Na diligência, a sala estava fechada e precisou a portaria contatar o proprietário da Carthago, Omar Freddi, para que servidores do MP pudessem entrar no apartamento. O dono da empresa estava viajando. O porteiro disse ao funcionário do MP que o prédio tem salas comerciais e também residenciais. No apartamento, pelas fotos contidas no processo, foi observado que existe um escritório com alguns livros em prateleiras, ambientes com caixas espalhadas, quadro fora de lugar e um sofá meio surrado.

    Junto ao Caged, o MP também conseguiu a informação de que a empresa não tem veículo registrado, e nem ao menos, um empregado em seu banco de dados, constando apenas Omar Freddi e sua mãe, de 93 anos, como integrantes da empresa. “… a empresa Carthago, funcionando em um escritório fechado e sem funcionários no centro de São Paulo, serviu como intermediária para simular uma concorrência com outras do mesmo tipo, justamente para inflar o valor final dos kits e causar imenso prejuízo ao sistema educacional municipal”, afirma o MP na denúncia.

    Mais licitações
    A denúncia do MP cita ainda licitações ocorridas em outras cidades, em que as mesmas empresas que disputaram aqui também participaram e venceram. Os promotores alegam ainda que os memoriais descritivos eram os mesmos usados em outras cidades, e portanto, não foram elaborados por funcionários de Sorocaba.

    Um levantamento feito pelo g1, em novembro do ano passado, apontou que a Carthago venceu quase 50% de 28 licitações realizadas em cidades do estado de São Paulo para fornecimento de materiais de robótica, musicalização e educação financeira. A análise foi feita com cruzamento de dados de informações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e dos portais de transparência das prefeituras.

    A Carthago venceu 13 pregões, sendo dois em Sorocaba, de robótica e de educação financeira. Além disso, venceu também nas cidades de Caçapava, Itararé e Vargem Grande Paulista, relacionado ao fornecimento de educação financeira. Venceu também em Guapiara, Hortolândia, Itararé, Nova Odessa, Santa Cruz das Palmeiras, Suzano e Taubaté, todos de musicalização. Em relação aos recursos financeiros, a porcentagem é ainda maior com relação à Carthago. Ela obteve 53,4% dos recursos, ou seja, R$ 69,9 milhões da totalidade de R$ 130,9 milhões em todos os contratos.

    O pagamento de um contrato foi suspenso a pedido do MP de Sorocaba e acatado na Justiça, no valor de R$ 13, 2 milhões. Essa contratação e bloqueio dos valores também foi citado na denúncia do MP.

    O que dizem os citados
    Ao g1, a Prefeitura de Sorocaba afirmou que não foi notificada da ação e argumentou que a contratação foi aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), em novembro de 2022.

    O empresário Omar Freddi e a empresa Carthago foram procurados, mas não se manifestaram sobre o caso. Entretanto, em novembro de 2022, ao comentar sobre o fato de vencer várias licitações, a empresa afirmou o seguinte:

    “Somos distribuidores há 30 anos, fazemos vendas para empresas privadas, participamos de pregões em todo o país. Nossa empresa nunca deixou de cumprir compromissos comerciais em sua existência, o que nos traz muita credibilidade e confiança no mercado editorial. Hoje, mais do que nunca, as exigências para conseguir vender tanto para empresas privadas como para Órgãos Públicos são enormes e só empresas extremamente idôneas e competentes conseguem atender bem e por muito tempo. Esse é o nosso caso, somos uma empresa consagrada no mercado.”

  • Irmão diz estar com coração arrasado durante velório de homem linchado no litoral de SP: ‘Família quer a verdade’

    Irmão diz estar com coração arrasado durante velório de homem linchado no litoral de SP: ‘Família quer a verdade’

    Osil Vicente Guedes, de 49 anos, morreu após ser violentamente espancado em Guarujá. Velório e enterro acontecem na manhã desta terça-feira (9), na mesma cidade.

    O corpo de Osil Vicente Guedes, de 49 anos, que morreu após ser brutalmente agredido e vítima de notícias falsas sobre ter roubado uma moto, é velado na manhã desta terça-feira (9), no Cemitério da Consolação, em Guarujá, no litoral de São Paulo.

    A cerimônia começou por volta das 8h, com a presença de amigos e familiares. O enterro está marcado para às 10h30, no mesmo local.

    “Meu coração está arrasado, não tenho palavras. Ele era um pai de família, trabalhador. Tinha três filhos, um morava com ele. O mais velho mora em Recife e a menina do meio mora com a mãe. A família quer a verdade, que seja punido quem fez isso”, disse o irmão de Osil, que prefere não ser identificado, durante o velório.

    Entenda o caso
    A vítima foi linchada por um grupo de pessoas entre a Rua Tambaú e a Avenida Oswaldo Cruz, em Vicente de Carvalho, em Guarujá, na tarde do dia 3 de maio. Testemunhas relataram à PM que gritos de “pega ladrão” foram direcionados a Osil. Um motorista flagrou o momento das agressões 

    O dono do veículo informou à Polícia Militar ter emprestado a motocicleta para Osil antes das agressões acontecerem. Segundo o homem, ele era uma pessoa “trabalhadora” e que “não se metia em confusão”.

    Osil sofreu um traumatismo craniano por conta das agressões. O Hospital Santo Amaro (HSA) informou que o paciente teve uma morte encefálica [parada de todas as funções do cérebro] no dia 6 de maio e a morte foi confirmada no dia seguinte.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso inicialmente foi registrado como “lesão corporal” no 2º Distrito Policial (DP) de Guarujá, porém, acabou modificado para “homicídio” após a morte de Osil.

    O irmão de Osil disse em depoimento aos policiais do 2º DP de Guarujá que a vítima havia ‘tomado uma surra’ a mando da mulher dele um dia antes do linchamento. Ele contou, ainda, ter tido acesso ao celular de Osil e que há uma mensagem de voz dele falando que ele teve uma briga com a esposa, que é psicóloga.

    Identificados
    Sim, a Polícia Civil identificou três suspeitos de terem agredido Osil. Um deles se apresentou na delegacia e prestou depoimento. O homem disse ser ex-cunhado da mulher de Osil negou ter dado ‘paulada’ ou espancado a vítima.

    Ele não teve a identidade divulgada e, conforme apurado, foi reconhecido pela Polícia Civil com base nos vídeo em que a vítima aparece sendo linchada. Ele foi liberado por não ter tido flagrante.

    Osil
    Osil Vicente Guedes, de 49 anos, não tinha antecedentes criminais, era dono de uma empresa de reciclagem no bairro Vila Áurea, no distrito de Vicente de Carvalho. A companhia fica a aproximadamente um quilômetro do local onde ele foi linchado. Ele deixou um filho de nove anos de idade.

     

  • Dono de empresa e pai orgulhoso: veja quem era o homem linchado por conta de fake news no litoral de SP

    Dono de empresa e pai orgulhoso: veja quem era o homem linchado por conta de fake news no litoral de SP

    Osil Vicente Guedes, de 49 anos, morreu após ser brutalmente agredido suspeito de roubar uma motocicleta em Guarujá, no litoral de São Paulo. Dono do veículo informou à PM ter emprestado a moto à vítima.

    Osil Vicente Guedes, de 49 anos, morreu linchado após ser vítima de uma acusação falsa sobre ter roubado uma moto em Guarujá, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1 nesta segunda-feira (8), ele não tinha antecedentes criminais, era dono de uma empresa de reciclagem na cidade e deixou um filho de nove anos de idade.

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    O homem foi agredido por pessoas na rua que usaram um capacete e pedaços de madeira para atingi-lo. Segundo a Polícia Militar, testemunhas informaram que as agressões começaram após um grito de “pega ladrão”.

    O dono da moto, porém, informou à corporação que conhecia Osil e que emprestou o veículo para ele. A vítima foi internada no Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá, mas não resistiu aos ferimentos.

    Osil morava no mesmo endereço da própria empresa de reciclagem, na Avenida Acaraú, no bairro Vila Áurea, no distrito de Vicente de Carvalho, e era bastante querido pelos vizinhos. A empresa fica a aproximadamente um quilômetro do local onde ele foi linchado, entre a Rua Tambaú e a Avenida Oswaldo Cruz.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o irmão da vítima, que não teve a identidade revelada, já prestou depoimento sobre o caso. Outras informações sobre as investigações não foram divulgadas. O caso inicialmente foi registrado como “lesão corporal” no 2º Distrito Policial (DP) de Guarujá, porém, acabou modificado para “homicídio” após a morte de Osil.

    Osil Vicente Guedes
    O homem foi descrito à PM pelo dono da moto como uma pessoa “trabalhadora” e que “não se envolve em confusão”, conforme registrado em Boletim de Ocorrência (BO) obtido pelo g1.

    Nas redes sociais, Osil fazia questão de divulgar o amor pelo trabalho e pela família. O homem publicou diversas fotos e vídeos em que aparecia, orgulhoso, com o filho em momentos de lazer.

    Ele também compartilhava fotos em que aparecia em meio aos objetos destinados à reciclagem. “Na sucata sempre. Eu amo sucata”, escreveu Osil, em resposta a um comentário nas redes sociais.

    Entenda o caso
    A agressão ocorreu, na última quarta-feira (3), entre a Rua Tambaú e a Avenida Oswaldo Cruz, em Vicente de Carvalho. Um motorista de um carro fez um vídeo e flagrou o momento em que Osil foi agredido. As imagens mostram o homem de camiseta vermelha sentado no meio da rua e rodeado por três moradores. Um deles, de camiseta branca e boné, bate com um capacete na cabeça da vítima.

    Na sequência, outro agressor dá um tapa na nuca dele. O mesmo homem puxa Osil pela camiseta e a joga próximo à guia. Assim que o homem cai sentado, ele é agredido mais uma vez na cabeça com um pedaço de madeira e cai desacordado no asfalto.

    Enquanto registrava a violência, o autor do vídeo afirma: “Não está bom para ladrão de moto, não. Ladrão de moto está se lascando”. A reportagem não conseguiu localizar o autor do vídeo, que está circulando nas redes sociais (veja abaixo).

    Homem é agredido por moradores e fica desacordado em Guarujá, no litoral de SP
    De acordo com o boletim de ocorrência, o homem agredido foi levado para o Hospital Santo Amaro com ferimentos graves na cabeça. Ainda não há informações sobre os agressores.

    Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga o caso de agressão ocorrido no bairro Pae-Cará, em Guarujá. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, no local, encontraram um homem no chão, com ferimentos na cabeça. Foram requisitados exames pericias.

    Espancamentos por fake news
    Osil foi linchado exatos nove anos após Fabiane Maria de Jesus. A mulher morreu depois de ser agredida sob a falsa acusação de que havia sequestrado uma criança para rituais de magia negra. Os dois espancamentos aconteceram em Guarujá (SP).

    Além da data, os dois casos tiveram mais em comum. Ambos foram vítimas de desinformação. No caso de Fabiane, foi comprovado que ela era inocente e que nunca havia cometido um crime. Já na história desta semana, o dono do veículo que teria sido roubado disse que havia emprestado a moto e que o agredido era “trabalhador”.

    A história de Fabiane, inclusive, inspirou a novela ‘Travessia’, no ar no horário nobre da Rede Globo. Na época, o caso tomou grande repercussão nacional e acabou chamando a atenção da autora Glória Perez.

     

  • Onda de assaltos em lojas da Drogasil preocupa funcionários na zona sul de São Paulo

    Onda de assaltos em lojas da Drogasil preocupa funcionários na zona sul de São Paulo

    A rede de drogarias Drogasil tem sido alvo de críticas e preocupações nos últimos meses devido à falta de segurança em suas lojas na zona sul de São Paulo. Funcionários têm relatado um grande número de assaltos, o que tem gerado medo e insegurança no ambiente de trabalho.

    A falta de segurança nas lojas da Drogasil tem sido uma questão recorrente para os funcionários. Eles relatam que não há medidas de proteção adequadas que poderiam ajudar a evitar a ação de criminosos.

    De acordo com alguns relatos, os funcionários se sentem aterrorizados quando estão trabalhando, principalmente em horários de pico, como à noite e aos finais de semana. A situação tem afetado a qualidade de vida dos trabalhadores, que se sentem vulneráveis e amedrontados em seus próprios locais de trabalho.

    A situação não é apenas uma questão de preocupação para os funcionários, mas também uma questão de segurança pública. A ocorrência de assaltos em lojas pode afetar a comunidade local, criando um ambiente de insegurança e prejudicando a economia da região.

    A falta de segurança nas lojas da Drogasil é um problema sério que precisa ser abordado pela empresa de forma eficaz. É importante que a empresa tome medidas para garantir a segurança de seus funcionários e de seus clientes, a fim de criar um ambiente de trabalho seguro e confortável. Além disso, é essencial que a empresa trabalhe em conjunto com as autoridades locais para combater a criminalidade na região.

  • Servidores utilizavam salários para pagar despesas pessoais de deputado acusado por rachadinha, diz MP

    Servidores utilizavam salários para pagar despesas pessoais de deputado acusado por rachadinha, diz MP

    Segundo Promotoria, desvios ocorriam de três maneiras diferentes. Defesa do parlamentar ofereceu R$ 4 milhões para encerrar investigação.

    O deputado estadual Rogério Nogueira (PSDB), que se tornou réu ao ser acusado da prática de rachadinha, tinha três métodos diferentes para receber de volta parte dos salários de seus servidores, segundo a denúncia do Ministério Público. Entre os artíficios para subtrair dinheiro estava o pagamento de contas pessoais do parlamentar.

    A defesa do deputado ainda ofereceu cerca de R$ 4,2 milhões para que a investigação cessasse, mas o Ministério Público não aceitou e apresentou a denúncia à Justiça, que o tornou réu por organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (desvio ou apropriação de dinheiro público por funcionário público).

    A denúncia diz que o deputado chefiava a organização criminosa, ocupando posição de comando, uma vez que definia quem seria indicado para nomeação, dimensionava o quanto da remuneração lhe seria repassado, e escolhia a destinação dos valores desviados. Rogério Nogueira é deputado há 20 anos e atual segundo secretário da Mesa Diretora da Alesp.

    O Ministério Público afirma que a prática conhecida como rachadinha, que é quando funcionários devolvem parte ou todo o salário para permanecer no cargo, ocorreu durante dez anos, de 2009 a 2019.

    Documentos bancários e fiscais, além de dados telefônicos, fazem parte da denúncia apresentada pelo MP.

    Como funcionava o esquema
    Segundo a promotoria, uma parcela dos valores desviados era transferida para contas correntes de assessores de confiança, ocultando e dissimulando a sua natureza, origem e localização, para que fosse destinada à quitação de despesas pessoais do parlamentar. Outra parte dos valores desviados era sacada pelos assessores na boca do caixa.

    Ainda conforme a denúncia, em alguns casos os próprios assessores se incumbiam de quitar as despesas pessoais de Rogério Nogueira, mediante o pagamento de boletos.

    Os promotores afirmam, na denúncia, que a organização criminosa desviou dos cofres do estado de São Paulo, ao menos, R$ 4.193.571,98.

    Outras 25 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público. A maioria trabalhou ou ainda trabalha no gabinete do deputado, na Assembleia Legislativa. Os salários desses servidores no período em que trabalharam com o deputado vão até R$ 25 mil.

    Atualmente, Rogério Nogueira tem 17 servidores lotados em seu gabinete e mais 67 funcionários à sua disposição, por ser segundo secretário da Mesa Diretora.

    O salário de um deputado estadual é de R$ 31.238,19. A partir de fevereiro de 2024, passará para R$ 33.006,39 e, em fevereiro de 2025, será de R$ 34.774,64.

    O que diz a defesa
    A defesa do deputado Rogério Nogueira afirma que ele é inocente de todas as acusações. A reportagem procurou a assessoria de imprensa e os advogados do parlamentar para ouvi-lo. A assessoria disse que ele não tinha interesse em dar uma entrevista e enviou uma nota, em que afirma que o tucano já se colocou à disposição da Justiça para esclarecer todas as questões.

    “Não há nenhuma denúncia de nenhum funcionário contra ele, e ele está confiante de que tudo será elucidado, pois confia na Justiça”, diz o texto.

    Procurada, a Alesp informou que embora ainda não tenha sido notificada sobre a decisão da Justiça, o caso já foi encaminhado para a Corregedoria da Casa.

     

  • Tarcísio fixa salário mínimo paulista em R$ 1.550

    Tarcísio fixa salário mínimo paulista em R$ 1.550

    Projeto de lei será levado à Alesp na terça-feira (2). O novo piso, caso aprovado pelos deputados, representará aumento de 20,7% para a primeira faixa e 18,7% para a segunda. Aumento é maior do que o dado por Lula.

    Na véspera do Dia dos Trabalhadores, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fixou neste domingo (30) o salário mínimo do estado em R$ 1.550.

    Atualmente, o salário mínimo na faixa mais baixa está em R$ 1.284, e na mais alta, R$ 1.306.

    O projeto de lei vai ser apresentado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na terça-feira (2). Caso aprovado pelos deputados, o reajuste representará aumento de 20,7% para a primeira faixa e 18,7% para a segunda.

    Os aumentos são maiores do que a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 4,65%.

    Neste domingo (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também anunciou um aumento de 8,9% do salário mínimo, menor do que o proposto em São Paulo, e passou dos R$ 1.302 atuais para R$ 1.320.

     

  • Instituto Luisa Mell anuncia mudança de nome para ‘Caramelo’ e rebate críticas alegando que ativista nunca fez doações à ONG

    Instituto Luisa Mell anuncia mudança de nome para ‘Caramelo’ e rebate críticas alegando que ativista nunca fez doações à ONG

    Organizadores à frente da instituição localizada em Ribeirão Pires, na Região Metropolitana de SP, anunciaram a mudança na última sexta-feira (28) por meio das redes sociais. A ativista e influenciadora ainda não se pronunciou.

    O Instituto Luisa Mell, que levava o nome da ativista conhecida por atuar na proteção dos animais, passou a se chamar Instituto Caramelo, em homenagem à cor mais comum dos cães vira-latas no país.

    Os organizadores à frente da instituição localizada em Ribeirão Pires, na Região Metropolitana de São Paulo, anunciaram a mudança na última sexta-feira (28) por meio das redes sociais.

    A nota informa que a decisão foi tomada para “despersonificar o trabalho e separar posturas e interesses individuais” do propósito do grupo responsável por fundar a instituição em 2015. Ainda segundo a publicação, a ideia de adotar o nome “Luisa Mell”, à época, tinha a proposta de tornar a marca conhecida. O grupo, então, convidou a ativista para participar, com a premissa de que fosse um trabalho voluntário.

    A alteração foi alvo de críticas. Alguns internautas julgaram a ação como ingrata e afirmaram que já realizaram doações para a ONG principalmente por conta da confiança na imagem da ativista. A organização, por sua vez, rebateu um dos comentários na postagem, alegando que Luisa Mell nunca fez doações para a instituição.

    “Ao contrário do que muitos pensam, a Luisa nunca colocou dinheiro algum no Instituto. Nenhuma doação sequer. Foi dinheiro das outras pessoas do grupo e de doações que fizeram as coisas funcionar ao longo desses anos”.
    Em seu posicionamento, a instituição ainda completou: “vocês podem comprovar isso facilmente solicitando a ela que mostre qualquer depósito dela para o instituto”.

    Procurada pelo g1, a ativista não se manifestou até a última atualização desta reportagem.