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  • Justiça condena a quase 50 anos de prisão integrantes de facção criminosa acusados de planejar assassinato de promotor do Gaeco

    Justiça condena a quase 50 anos de prisão integrantes de facção criminosa acusados de planejar assassinato de promotor do Gaeco

    Ameaças a Lincoln Gakiya ganharam força após a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para presídio federal, em fevereiro de 2019.

    Quatro integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram condenados em primeira instância pela Justiça a penas que totalizaram 46 anos, 5 meses e 10 dias de prisão por envolvimento em um plano para assassinar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP), atuante na região de Presidente Prudente (SP).

    As ameaças ao promotor foram descobertas em papéis manuscritos codificados apreendidos com os presos em penitenciárias da região de Presidente Prudente entre os anos de 2018 e 2021.

    E ganharam força após a descoberta de um plano de resgate de criminosos que estavam presos, em 2018, na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau (SP), entre eles, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o que levou o promotor a pedir a transferência da cúpula do PCC para presídios federais, uma ação que foi concretizada em fevereiro de 2019.

    Gakiya conta com um esquema de segurança especial que lhe é garantido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo diariamente durante 24h.

    As condenações dos quatro integrantes da facção criminosa foram confirmadas através de duas sentenças das comarcas de Presidente Prudente e Presidente Venceslau.

    A juíza da 3ª Vara Criminal de Presidente Prudente, Sizara Corral de Arêa Leão Muniz Andrade, condenou Gabriel Nekis Gonçalves e Tony Ricardo Silveira a 13 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.

    O juiz da 3ª Vara de Presidente Venceslau, Deyvison Heberth dos Reis, condenou Carlos Alberto Damásio, o Malboro, a 10 anos, 9 meses e 10 dias, e Roberto Cardoso de Aguiar, o Viola, a 9 anos de reclusão, ambos também no regime inicial fechado.

    Todos os quatro condenados negaram o envolvimento com as acusações.

    A reportagem do g1 não conseguiu contato com os advogados de defesa dos réus.

    Bilhete
    Em sua decisão, a juíza Sizara Corral de Arêa Leão Muniz Andrade pontua que os diversos planos de assassinato do promotor Lincoln Gakiya demonstram que a execução de homicídios “constitui uma das ferramentas por meio da qual os integrantes do PCC buscam alcançar seus interesses”.

    A sentença reproduz a mensagem de um bilhete apreendido com um dos presos e que continha a ordem de assassinato de Gakiya e da equipe de policiais que o escoltava.

    Seguem trechos:

    “Forte abraço meus correligionários. Desejamos boa sorte a todos vcs. A causa é justa e a luta é nobre. Este lixo do promotor da GAECO tenq (tem que) morrer esta semana”.

    “Meus Irs. Vcs estão super municiado. Tanto o promotor da GAECO e sua escolta ninguém vai ficar vivo. Quando vcs voltar p/ Bolívia e Paraguay com + este mérito a gente se comunica. 100+. Boa sorte”.

    “Os drones e os explosivos adaptados p/ o trampo estão junto ok”.

    “Ambos os acusados possuem personalidades orientadas à prática e exaltação de atos covardes e cruéis. A crueldade e covardia das ações de Gabriel revelam-se pela ordem de assassinato de pessoa que cumpre dever institucional e não apenas do alvo principal, mas também de todos que o cercam (equipe de escolta), por mecanismo de dano extremo (explosivo). A crueldade e covardia das ações de Tony denotam-se pelo planejamento de ações de intoxicação de água como instrumento de chantagem; e pelo emprego de agentes químicos. Tanto Tony quanto Gabriel compreendem ações covardes e cruéis como distinções dignas de prêmio. Gabriel, porque mencionou que os executores do assassinato regressariam ao exterior com mais este mérito; e Tony, porque planejava sistema de condecorações por feitos”, descreve a magistrada na sentença condenatória de Gabriel Nekis Gonçalves e Tony Ricardo Silveira.

    ‘Missivas ameaçadoras’
    “Não se pode olvidar que as missivas ameaçadoras, especialmente em relação ao Promotor de Justiça Lincoln Gakiya, tiveram como pano de fundo o pedido por ele formulado que tinha por objeto a transferência de pessoas apontadas como integrantes da cúpula da Orcrim [organização criminosa] para penitenciárias federais, havendo apreensões de outras missivas em outras unidades prisionais do Estado de São Paulo com conteúdo semelhante, tal como evidenciado pela prova dos autos, inclusive com algumas atribuídas ao acusado Carlos Damásio (ex: unidades de Avaré e Junqueirópolis)”, afirma o juiz Deyvison Heberth dos Reis na sentença que condenou Carlos Alberto Damásio e Roberto Cardoso de Aguiar.

    De acordo com o magistrado, “os manuscritos apreendidos deixaram claro que a organização criminosa, valendo-se da fundamental participação dos réus, agiu disparando ordens para que outros integrantes passassem a coordenar o plano já em andamento para o assassinato do Promotor de Justiça (Lincoln Gakiya) e demais agentes atuantes na Segurança Pública do país”.

    “Infere-se dos manuscritos que a facção planejava assassinar um Promotor de Justiça atuante no Gaeco, Lincoln Gakiya, e demais agentes públicos, muito provavelmente mediante o uso de arma de fogo, tal como já ocorreu em outros casos, inclusive nesta região do Estado, em 2003, onde figurou como vítima o então Juiz Antônio José Machado Dias, à época, atuante na Vara das Execuções na região de Presidente Prudente”, salienta o juiz.

     

  • Audiência de instrução de mulher que assassinou idosa em Rio Claro continuará em outubro, diz Justiça

    Audiência de instrução de mulher que assassinou idosa em Rio Claro continuará em outubro, diz Justiça

    Na tarde da segunda, foram ouvidas cinco pessoas entre parentes, policiais e testemunhas. Na próxima audiência será feita a oitiva de outras 8 pessoas, além do interrogatório da ré.

    A audiência de instrução e julgamento de Viviane Doniseti Ustulin, realizada na segunda-feira (28), terminou sem nenhuma definição. A mulher, de 42 anos, é acusada de homicídio qualificado por ter assassinado a facadas a idosa Marina Aparecida Grassi, de 75, em maio deste ano.

    Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foram ouvidas cinco pessoas entre parentes, policiais e testemunhas. A instrução continua no dia 16 de outubro, às 15h, para a oitiva de outras oito pessoas, além do interrogatório da ré, que continua presa.

    Ao fim das audiências da instrução, o juiz irá analisar se a acusada será submetida a júri popular.

    Segundo informações do boletim de ocorrência, o crime aconteceu no dia 9 de maio por volta de 11h na casa da vítima, na esquina da Avenida 24 com a Rua 1, no Centro.

    A polícia foi chamada por um vizinho que escutou pedidos de socorro. Ele contou que foi até a casa de Marina Aparecida Grassi e foi atendido pela suspeita, que disse que a idosa havia tomado um tombo e não queria ser incomodada.

    Desconfiado, ele, juntamente com outro vizinho e uma funcionária, forçaram o portão e entraram na casa, deparando-se com o corpo ensanguentado no chão de um dos quartos.

    A suspeita tentou atingir o homem, mas foi desarmada e contida até a chegada da PM.

    Aos policiais, a mulher disse que conhecia a vítima e que estava sentada no sofá, quando ela teria tentado matá-la com uma faca.

    A filha da vítima informou que a camiseta usada pela suspeita era da mãe. A mulher disse que ganhou a roupa da vítima. O caso foi apresentado no Plantão Policial.

    Prisão
    Viviane foi presa em flagrante, mas conseguiu o benefício da prisão domiciliar por ter uma filha de 9 anos. Porém, dois dias depois, ela descumpriu as regras e foi capturada em Leme.

    Ela teve a prisão preventiva decretada e, desde 11 de maio, está em cárcere privado no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDP).

  • Aluna com deficiência intelectual não quer mais ir à escola após professora arrancar carteira e gritar, dizem pais

    Aluna com deficiência intelectual não quer mais ir à escola após professora arrancar carteira e gritar, dizem pais

    Adolescente de 13 anos faz acompanhamento médico, toma remédios controlados e tem depressão, segundo a família. Docente foi afastada das funções para apuração dos fatos em Sales Oliveira (SP). Caso também foi registrado na Polícia Civil.

    Desde que a professora arrastou a carteira e gritou em sala de aula, a aluna de 13 anos com deficiência intelectual não quer mais ir à escola em Sales Oliveira (SP), afirmam os pais da adolescente.

    Segundo eles, que vivem em um sítio no distrito de Cândia, pertencente ao município de Pontal (SP), a menina toma remédios controlados, sofre de depressão e tem acompanhamento médico.

    “Eles na escola sabem o relatório da minha menina, então na hora que eu vi aquilo ali como mãe eu estou arrasada,, arrasada mesmo”, afirma a caseira Edinalda Moreira Ferreira, mãe da menina.

    O caso ocorreu na última quinta-feira (24) na Escola Estadual Capitão Getúlio Lima. No vídeo (veja acima) gravado por um dos estudantes do 7º ano, a menina de 13 anos aparece reclinada sobre a carteira, enquanto a professora, de pé, parece tentar chamá-la.

    A aluna reage e parece haver um toque entre elas. Em seguida, a professora arranca a carteira e grita para que a estudante vá para a diretoria.

    O caso repercutiu nas redes sociais, chamando atenção inclusive de pessoas como o apresentador Marcos Mion. A Secretaria de Educação do Estado afastou a professora para apuração dos fatos. Além disso, os pais da menina foram à Polícia Civil registrar um boletim de ocorrência. O g1 não teve acesso ao documento.

    Para Edinalda, nada justifica a forma como a filha foi tratada em sala de aula. Ela também questiona uma eventual alegação de que a aluna tenha agredido a professora.

    “Isso é um trauma que ela vai carregar, ela não quer mais ir pra escola, ela tem 13 anos, é uma adolescente, isso como mãe dói, porque a gente quer proteção, quer proteger o filho da gente.”
    Educação
    A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que repudia toda e qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar, que a professora foi afastada da sala de aula e uma apuração foi aberta, podendo ter o contrato cancelado ao fim do processo.

    A pasta também comunicou que, assim que soube o que aconteceu, entrou em contato com os pais da aluna para prestar todos os esclarecimentos.

  • Tarcísio exonera secretário-executivo da Agricultura e Abastecimento de SP

    Tarcísio exonera secretário-executivo da Agricultura e Abastecimento de SP

    Decisão foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (28). Governo de São Paulo não explica motivo, mas diz que busca melhorar a estruturação de políticas públicas para o setor.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exonerou o secretário-executivo da Agricultura e Abastecimento do estado, Marcos Renato Böttcher. A medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (28).

    Questionada, a gestão estadual não explicou o motivo da saída de Böttcher, apenas agradeceu por suas contribuições e disse que “toda mudança realizada busca a melhoria na estruturação de políticas públicas para o setor e também uma melhor prestação de serviços para a população”.

    Advogado e especialista em Direito Público, Böttcher é servidor efetivo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), onde atua como agente de fiscalização, desde 1995.

    De acordo com o jornal Estadão, a exoneração de Marcos Böttcher estaria relacionada a sua atuação no órgão. Em março deste ano, o então secretário-executivo teria apresentado ao TCE um relatório contendo denúncias de irregularidades na construção de estradas no programa Melhor Caminho, em áreas rurais no interior paulista, durante a gestão estadual anterior, de João Doria e Rodrigo Garcia.

    Ainda segundo o veículo, as informações entregues por Böttcher seriam referentes ao período em que o administrador Francisco Matturro e o deputado estadual Itamar Borges estiveram à frente da pasta de Agricultura e Abastecimento, desagradando aliados do parlamentar, que teriam pressionado pela substituição do então número dois da secretaria.

     

  • Justiça de SP decreta prisão preventiva de suspeita de matar filha, esquartejar corpo de criança e esconder partes em geladeira

    Justiça de SP decreta prisão preventiva de suspeita de matar filha, esquartejar corpo de criança e esconder partes em geladeira

    Ruth Floriano passou por audiência de custódia neste domingo (27). Segundo a polícia, mãe confessou ter matado a filha Alany Silva após ela completar 9 anos. Caso foi descoberto neste sábado (26) pela sogra dela, que viu partes do corpo no eletrodoméstico.

    A Justiça decretou neste domingo (27) a prisão preventiva de uma mulher de 30 anos suspeita de matar a filha, esquartejar o corpo dela e esconder as partes da criança na geladeira de sua casa em São Paulo.

    Ruth Floriano havia sido presa em flagrante pela Polícia Militar (PM), no sábado (26). Segundo a Polícia Civil, ela confessou ter esfaqueado Alany Izilda Floriano Silva.

    “Em audiência de custódia realizada hoje (27), a prisão em flagrante de Ruth Floriano foi convertida em preventiva”, informa nota do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), divulgada por sua assessoria de imprensa.

    Com a conversão da prisão em flagrante para a preventiva, Ruth ficará detida por tempo indeterminado. O g1 não conseguiu localizar a defesa dela para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem.

    De acordo com a polícia, pessoas que conhecem Ruth e a ajudaram anteriormente numa mudança encontraram dias depois partes do corpo da menina na geladeira da mulher, na casa do atual namorado dela, no bairro Aracati, na Zona Sul da capital paulista. Depois disso, elas avisaram a PM, que foi ao local e passou a procurar a mãe. A mulher foi presa horas depois na residência do ex-marido dela, na Zona Leste da cidade.

    O caso foi registrado no 100º Distrito Policial (DP), Jardim Herculano, como homicídio qualificado contra menor de 14 anos e emboscada por motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. A investigação será feita pelo 47º DP, Capão Redondo.

    Os policiais ainda tentam saber quando o crime foi cometido e o motivo dele. Isso porque, segundo a polícia, Ruth deu pelo menos duas versões para o assassinato da filha. A criança havia nascido em 6 de agosto de 2014, fruto de um relacionamento com um homem que mora atualmente em Atibaia. A menina morava com a família dele antes de ir morar com a mãe. A investigação quer ouvi-lo.

    Primeira versão
    Quando foi ouvida inicialmente pela PM, Ruth negou o crime e contou, segundo os agentes, que há “aproximadamente um mês”, quando a filha tinha 8 anos, conheceu um homem num aplicativo de relacionamentos. E que o levou para sua casa, onde consumiram drogas e dormiram depois.

    Ao acordar, ela disse ter encontrado a filha morta, mas não se lembra do que aconteceu. Ruth não contou se tinha sido ela ou o homem que matou e esquartejou a criança. Mas que decidiu colocar as partes do corpo da menina numa geladeira.

    Esse homem anda não foi identificado e ouvido pela polícia.

    Segunda versão
    Em seu interrogatório na delegacia, Ruth deu outra versão para o crime, a de que matou Alany entre 8 e 9 de agosto, dois ou três dias após a filha ter completado 9 anos. A polícia, porém, trabalha com a hipótese de o assassinato ter sido cometido antes, quando a vítima tinha 8 anos ainda.

    O motivo do crime revelado pela mulher, segundo o boletim de ocorrência, foi o fato de ela “não aceitar a separação com o pai” da criança. Ele ainda não foi identificado.

    Ainda segundo o registro policial, a mãe esfaqueou a filha no peito, depois a cortou e colocou os pedaços do corpo em um saco plástico e numa caixa térmica. E que no dia 15 de agosto decidiu colocar as partes da menina na geladeira. No dia seguinte a mulher mudou de residência, levando a geladeira para outro imóvel com a ajuda de amigos e parentes de seu namorado.

    Esse namorado foi ouvido pela polícia e negou saber do crime. Contou que Ruth não o deixava entrar na casa, que ele tinha de ficar do lado de fora. Mas sentiu um “cheiro” vindo do imóvel.

    Ruth disse ainda que no dia 25 de agosto foi para a Zona Leste tinha ido entregar uma chave a seu ex-marido. Ele negou ser pai de Alany. Falou ainda que havia conhecido a mulher havia dois anos por aplicativo e tiveram um “relacionamento afetivo”.

    Ao ser ouvido pela polícia, o ex-marido contou ainda que Ruth não dava “carinho, afeto” ou abraçava a menina.

    Em 26 de agosto, a mãe do namorado de Ruth decidiu entrar na casa, enquanto a mulher estava fora, e abrir a geladeira. O aparelho estava embalado com pano e plástico. Ao rompe-los, a sogra encontrou os restos mortais de Alany. Depois acionou a PM, que foi ao local e em seguida passou a procurar a mulher, que foi detida na casa do ex-marido, que não seria o pai da menina.

    Ruth tem outros dois filhos. Eles foram encontrados e entregues ao Conselho Tutelar.

  • Polícia apura maus-tratos de monitora de escola a criança com Síndrome de Down em Campinas

    Polícia apura maus-tratos de monitora de escola a criança com Síndrome de Down em Campinas

    Caso na Adolpho Rossin Major foi comunicado pela mãe da vítima ao 11º DP. Secretaria da Educação do estado de São Paulo diz que servidora foi foi afastada e investiga caso.

    A Polícia Civil em Campinas (SP) investiga supostos maus-tratos cometidos pela monitora da Escola Estadual Adolpho Rossin Major contra uma criança de 7 anos com Síndrome de Down. A funcionária já foi afastada das funções, segundo a Secretaria da Educação de São Paulo (Seduc-SP).

    O caso foi comunicada pela mãe da criança ao 11º Distrito Policial nesta sexta-feira (25), diz a polícia, e ocorreu por volta das 14h de quinta-feira na escola localizada no Jardim Rossin. A informação inicial recebida pela reportagem era de suposta agressão, mas o boletim de ocorrência trata de maus-tratos.

    Em boletim de ocorrência, a mãe, uma jovem de 22 anos, relatou que recebeu uma ligação da escola e foi informada de que a menina teria sido picada por uma formiga. No entanto, ao chegar ao local, ela constatou que a garota estava com uma marca no pescoço e, depois de entrar em contato com a direção, soube que antes da chegada dela a vítima estava sozinha com a monitora.

    Com isso, ela e a direção da escola consultaram câmeras de segurança da escola e observaram que a criança, ao tentar entrar na sala de brinquedos, foi empurrada, caiu ao chão e a monitora então a levantou do chão pelo pescoço.

    Segundo a polícia, a criança está bem e o caso também é acompanhado por um centro de acolhimento na 2ª Delegacia Seccional.

    O que diz o estado?

    Em nota, a Secretaria da Educação do estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que repudia veementemente todo e qualquer ato de violência ocorrido dentro ou fora das escolas.

    Além disso, a assessoria da pasta comunicou que a funcionária foi afastada das atividades de monitoria na escola e, por enquanto, permanece na área administrativa durante a apuração pela pasta.

    “Assim que teve conhecimento do ocorrido, a Diretoria e Ensino prontamente enviou um supervisor à escola e iniciou uma apuração preliminar”, diz o texto da assessoria.

    Ainda de acordo com a secretaria, os responsáveis pela aluna foram chamados para uma reunião e o caso foi devidamente registrado na Plataforma Placon, que faz parte do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar da rede estadual. “Tanto a direção da escola quanto a Diretoria de Ensino Campinas Oeste estão à disposição para prestar esclarecimentos”, ressalta texto.

  • Suspeito de aplicar golpes com cartões de crédito de idosos é preso em flagrante, em Adamantina

    Suspeito de aplicar golpes com cartões de crédito de idosos é preso em flagrante, em Adamantina

    Estelionatário se passava por funcionário da instituição bancária e dizia que o item havia sido clonado.

    Um homem, de 26 anos, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (24), suspeito de ter aplicado golpes em três idosos, em Adamantina (SP).

    De acordo com a Polícia Civil, o estelionato consistia em enganar as vítimas através de ligações telefônicas, dizendo que os cartões bancários haviam sido clonados e seria necessário realizar o bloqueio.

    Em seguida, o suspeito, que se passava por funcionários de instituições financeiras, informava que era preciso recolher os cartões.

    Com o item em mãos, o estelionatário realizava saques e outras transações bancárias, o que acarretava grandes prejuízos financeiros às vítimas.

    Três vítimas foram identificadas até o momento. Porém, a polícia suspeita de que idosos de outras localidades também podem ter sido enganados.

    Um homem, morador de São Paulo (SP), foi preso em flagrante pelos crimes de estelionato e organização criminosa.

    Alerta
    A Polícia Civil alerta à população que jamais forneça dados pessoais, senhas bancárias e outras informações sigilosas através de ligações telefônicas.

    “Muito menos entregar cartões bancários a desconhecidos”, finalizou a organização.

     

  • Suspeitos de envolvimento em sequestro de publicitária em Pinheiros, São Paulo, são presos no RN

    Suspeitos de envolvimento em sequestro de publicitária em Pinheiros, São Paulo, são presos no RN

    Homens receberam cerca de R$ 90 mil que a vítima foi obrigada a transferir, segundo a polícia; mulher saía de jantar quando foi levada.

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu no estado quatro homens suspeitos de envolvimento no sequestro de uma publicitária de 40 anos no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Eles teriam recebido em suas contas cerca de R$ 90 mil que a vítima foi obrigada a transferir.

    A mulher estava jantando com amigos na região de Pinheiros na última quarta-feira (23) e foi surpreendida por dois homens armados ao retornar para o carro.

    Ela passou cerca de 24 horas sob poder dos criminosos e foi libertada do cativeiro no Jardim Panorama, pela polícia de São Paulo, na noite de quinta-feira (24).

    Após o resgate da vítima, a polícia potiguar recebeu informações dos investigadores de São Paulo e iniciou uma operação. Quatro suspeitos foram presos entre a noite de quinta-feira (24) e madrugada desta sexta-feira (25): dois em Natal e dois em Parnamirim, na região metropolitana da capital.

    Os suspeitos presos no Rio Grande do Norte teriam recebido em suas contas bancárias valores transferidos pela vítima do sequestro, enquanto ela estava no cativeiro. Os valores recebidos pelos quatro somam cerca de R$ 90 mil.

    As informações foram confirmadas pelo delegado Antônio Carlos, da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), responsável pelas prisões.

    Segundo a corporação, a operação ainda está em andamento e mais informações serão divulgadas em uma entrevista coletiva, ao longo desta sexta-feira (25).

    Sequestro
    De acordo com a Polícia Civil do RN, a vítima foi sequestrada na noite de quarta-feira (23) ao sair de um restaurante em São Paulo e foi levada no próprio carro para um cativeiro, onde passou cerca de 24 horas sob poder de criminosos. Ela teria sido obrigada a fazer transferências e empréstimos bancários. Os valores foram repassados para diversas contas.

    “Diziam que queriam dinheiro, senha do banco, senha dos aplicativos, senha do celular. Passamos um dia basicamente fazendo transferências e usando de empréstimos”, contou a vítima à TV Globo.

    Ainda segundo a polícia, a vítima estima que transferiu entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. Após estourar o cativeiro, a polícia de São Paulo identificou várias contas que receberam o dinheiro – entre eles as dos suspeitos presos no Rio Grande do Norte.

  • Justiça absolve 2 PMs acusados de matar ex-detento com tiros em frente a quartel da Rota em SP

    Justiça absolve 2 PMs acusados de matar ex-detento com tiros em frente a quartel da Rota em SP

    Então sargento Jorge Brunetto e soldado Sidney Nascimento foram julgados nesta quinta (24) pelo assassinato de Frank Sons em 2010. Réus negaram acusação. MP denunciava execução, mas para jurados eles agiram em legítima defesa.

    A Justiça de São Paulo absolveu nesta quinta-feira (24) dois policiais militares que, quando estavam nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em 2010, foram acusados de matar um ex-presidiário em frente ao quartel da tropa, no Centro da capital. O caso repercutiu à época na imprensa.

    O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da cidade. Os dois réus respondiam ao crime de assassinato em liberdade.

    A maioria dos jurados votou pela absolvição de Jorge Inocêncio Brunetto e Sidney João do Nascimento por entender que eles agiram em legítima defesa quando atiraram e mataram Frank Ligieri Sons. A sentença foi dada pelo juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri.

    Jorge era sargento e Sidney, soldado, da Rota, tropa de elite da Polícia Militar paulista. Atualmente, Jorge está fora da corporação. Ele se aposentou como tenente. Sidney continua na PM, foi promovido a cabo e trabalha em um batalhão diferente.

    O Ministério Público (MP) acusava Jorge e Sidney de executar Frank Ligieri Sons com dois tiros (no peito e nas costas), na madrugada de 1º de agosto de 2010. Ele tinha 33 anos quando foi morto.

    Os PMs alegaram que atiraram em Frank para se defender dele depois que o homem, segundo a versão dos agentes, sacou uma arma e fez quatro disparos em direção a sede da Rota. Além disso, de acordo com os policiais, se preparava para arremessar um coquetel molotov para incendiar o prédio.

    Uma pistola .40 e um explosivo foram apreendidos supostamente com ele. O exame da perícia não encontrou pólvora nas mãos do suspeito, o que reforçava a tese de que Frank e não estava armado. E de que a arma e o molotov encontrados teriam sido “plantados” pelos policiais.

    Àquela época havia a suspeita de que o ex-detento estivesse agindo sob comando do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do país, mas essa informação nunca foi comprovada.

    Frank era usuário de drogas e saiu da prisão em fevereiro de 2010. Ele havia cumprido pena por roubo e estupro (crime que sempre negou). O ex-preso também era irmão de um sargento da PM que tinha deixado a corporação em março daquele mesmo ano e já havia trabalhado na Rota.

    A morte de Frank ocorreu 17 horas após o então comandante da Rota, tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, atual deputado federal, ter sido alvo de um ataque a tiros na sua residência. O que deixou todos os policias em alerta no quartel.

    “Temos a mais absoluta certeza que a ação dos policiais foi legítima “, disse ao g1 o advogado dos réus, Renato Soares do Nascimento, que confirmou a absolvição de seus clientes. “Foram absolvidos”.
    Procurada pela reportagem, a advogada Roselle Soglio, que defende os interesses da família de Frank e atua como assistente da acusação, disse que irá “recorrer” da decisão nas instâncias superiores da Justiça.

    “As provas mostram de forma efetiva a execução da vítima”, falou Roselle.

    Juíza que absolveu PMs foi aposentada

    Em 2019, a então juíza Débora Faitarone, que estava na 1ª Vara do Júri, já havia absolvido sumariamente o sargento Jorge e soldado Sidney da acusação feita pelo Ministério Público de que os agentes da PM assassinaram Frank a tiros.

    A magistrada não aceitou a denúncia do MP de homicídio contra os dois acusados. Para ela, eles agiram em legítima defesa e acabaram inocentados de imediato, sem ao menos irem a julgamento.

    A Promotoria recorreu da decisão e em 2020 o Tribunal de Justiça reformulou a decisão de Débora, determinando que os dois policiais fossem a júri popular.

    Dois anos depois, o mesmo TJ aposentou compulsoriamente a juíza como punição por ela ter sido considerada culpada de cometer irregularidades administrativas durante o seu trabalho como, por exemplo: atrasar audiências; foi descortês com colegas; e descumpriu orientações superiores.

    A magistrada era conhecida por inocentar sumariamente policiais militares acusados de crimes.

    “Saio com a minha consciência tranquila. Nada fiz de errado. Por isso, de nada me arrependo. Fiz o que tinha que ser feito!!”, escreveu Débora em mensagem encaminhada à reportagem em 2022.

    Em entrevista ao g1 em 2020, Débora havia dito que o verdadeiro motivo do seu afastamento à época foi ter inocentado os policiais na capital, que, no seu entender, agiram em legítima defesa contra criminosos.

    “Atribuo o meu afastamento ao inconformismo que algumas decisões minhas, envolvendo policiais militares, causaram”, falou Débora. “Estou sendo injustiçada.”

     

  • Vítimas de lutadores de jiu-jítsu relatam desespero e ameaça de morte: ‘amarrou meus braços e me abusou’

    Vítimas de lutadores de jiu-jítsu relatam desespero e ameaça de morte: ‘amarrou meus braços e me abusou’

    Erbeth Santos, tricampeão mundial de jiu-jítsu, e André Pessoa roubaram e estupraram mulheres em casas de prostituição, em Três Lagoas e Campo Grande. De acordo com as investigações, a dupla utilizava violência física e armas para ameaçar as vítimas de abuso sexual.

    Os lutadores de jiu-jítsu Erberth Santos e André Pessoa, presos por série de estupros e roubos em Mato Grosso do Sul, abusaram pelo menos quatro mulheres em Três Lagoas e Campo Grande, de acordo com a Polícia Civil. O g1 conversou com duas vítimas, que relataram os abusos sexuais, medo e a forma agressiva dos suspeitos. Um dos roubos foi filmado. Assista ao vídeo acima.

    De acordo com a investigação o Batalhão de Choque, os lutadores tinham uma agenda em Aquidauana (MS) no dia 21 de agosto, segunda-feira. Na madrugada do dia 22 cometeram o primeiro crime em Campo Grande, na manhã do dia seguinte, fizeram novas vítimas na capital. Os últimos abusos e roubos dos lutadores foram cometidos em Três Lagoas nessa quarta-feira (23).

    Ao g1, uma das vítimas dos lutadores relatou que os suspeitos entraram em contato com ela para marcar um programa sexual, em Campo Grande. Após agendarem o serviço, os homens foram até a casa de prostituição, anunciaram o assalto e abusaram dela. Por medo, a mulher pediu para não ser identificada.

    “Assim que chegaram, eles pegaram e começaram a quebrar tudo, anunciou que era um assalto. Me bateram, pediu para que eu olhasse para baixo. Pegou o dinheiro que tinha, amarrou nossos braços, colocou a gente em quartos separados. Até este momento, eu achei que eles não iriam abusar da gente”, relatou a vítima que foi abusada pelos lutadores em Campo Grande.

    A mulher relatou que chorava muito e estava desesperada. Depois de ser amarrada e ameaçada, a vítima foi abusada.

    Após o crime, as mulheres buscaram ajuda da Polícia Civil. Na delegacia, os policiais encaminharam as mulheres para exame de corpo de delito e a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Tivemos que tomar um coquetel de remédios, ficamos expostas a uma situação horrível”.

    “Foi muito desesperador, fiquei com medo deles matarem a gente. Não reagi. Os homens disseram que eles eram bandidos mesmo, que gostam de fazer isso, ficaram rindo da nossa cara, parece que estavam sentindo prazer no sofrimento da gente”.

    Estupro em Três Lagoas

    No último crime, em Três Lagoas, os suspeitos estupraram uma mulher, e depois a trancaram em um quarto, junto com a outra vítima que estava na residência. Eles também roubaram os pertences das seis moradoras da casa e fugiram, com destino ao estado de São Paulo.

    O circuito de segurança da casa da vítima filmou a ação dos autores. Nas imagens, é possível ver que Erberth arromba um cofre, onde havia cerca de R$ 700, e André vasculha a geladeira, aparentemente tentando levar o objeto, mas desiste. A vítima também aparece na cena, seminua, e tentando dialogar com os agressores. Veja no início da matéria.

    Em Três Lagoas, a delegada informou que será instaurado o inquérito para apurar os roubos e o estupro. As vítimas já foram ouvidas e reconheceram os autores por fotos. Além disso, a polícia coletou provas no local do crime, como digitais, e já solicitou a prisão preventiva dos dois.

    Modus operandi

    Os lutadores de jiu-jítsu Erberth Santos e André Pessoa, presos por série de estupros e roubos em Mato Grosso do Sul, tinham um modus operandi específico para os crimes. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os suspeitos marcavam encontros com garotas de programa, estupravam as vítimas e roubavam as casas de prostituição.

    Uma das ações dos suspeitos foi filmada por câmeras de segurança, em uma casa de prostituição em Três Lagoas (MS). Os suspeitos entraram no local, levaram as vítimas para os quartos, cometeram abuso contra elas e realizaram os roubos.

    “O crime ocorria por meio de uma emboscada. Os suspeitos chegavam e amarravam as vítimas nas casas de prostituição. Identificamos dois casos, um em Três Lagoas e outro em Campo Grande”, detalhou a delegada Analu Ferras, que apura o crime ocorrido na capital.

    Já a delegada Letícia Mobis, responsável pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três Lagoas, explicou que os dois entravam em contato com as garotas de programa através de aplicativo e marcavam um horário, como se fossem clientes usuais, mas ao chegarem ao local, as roubavam e estupravam.

    Ao g1, o tenente-coronel do Choque Rigoberto Rocha da Silva informou que os crimes praticados pelos suspeitos seguiam o mesmo modus operandi. Os suspeitos foram presos em Boituva, interior de São Paulo, após informações e investigação do Batalhão de Choque de Campo Grande.

    Os crimes eram cometidos utilizando muita violência, amarrando as vítimas, ameaçando e as agredindo. Com os autores foram localizados 26 celulares e facas.