Tag: São Paulo

  • Imagens mostram correria e atendimento a vítimas na frente de empresa que explodiu em Cabreúva

    Imagens mostram correria e atendimento a vítimas na frente de empresa que explodiu em Cabreúva

    Explosão deixou pelo menos dois mortos e dezenas de funcionários feridos.

    Imagens gravadas por moradores que estavam na metalúrgica que explodiu na manhã desta sexta-feira (1º), em Cabreúva (SP), mostram a correria e o atendimento às vítimas que ficaram feridas. Pelo menos duas pessoas morreram.

    Em uma das imagens, é possível ver funcionários de uma empresa fugindo da fumaça momentos após a explosão.

    Uma câmera de segurança flagrou o momento do incidente (veja abaixo). A explosão deixou dezenas de funcionários feridos, alguns deles em estado grave.

    Segundo apurado pela TV TEM, a explosão ocorreu em uma caldeira da empresa. Ainda não há informações sobre a causa do incidente.

    Prefeito de Cabreúva fala sobre atendimento a feridos: ‘Momento muito triste’
    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou nas redes sociais que equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do estado foram até o local para atender aos feridos.

    “Informação inicial é que 10 vítimas graves já foram socorridas devido à explosão de um forno de derretimento de alumínio”, informou o governador.

    Conforme as equipes de resgate, o número de feridos pode chegar a 50 pessoas. As vítimas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e para a Santa Casa de Cabreúva.

    No início da tarde, 14 pessoas haviam sido transferidas para a Santa Casa em estado estável. Outras sete vítimas precisaram ser entubadas pois estavam em estado grave e foram transferidas para hospitais da região, como o Hospital das Clínicas, Hospital Estadual de Sumaré (SP), Hospital São Paulo, Nossa Senhora Aparecida, em Itupeva (SP), e para o Hospital Municipal de Itu (SP).

    A TV TEM também apurou que todas as unidades de saúde interromperam os atendimentos eletivos para que os profissionais ajudem no socorro dos feridos. Dois helicópteros Águia, da Polícia Militar, foram deslocados para ajudar no resgate.

    O barulho assustou os moradores da região, que disseram que a explosão foi sentida em um raio de cinco quilômetros do endereço.

    Além do Corpo de Bombeiros, equipes da Defesa Civil foram acionadas para atender à ocorrência. O resgate de toda a região de Jundiaí (SP) foi acionado para ajudar no socorro às vítimas.

    O Governo de São Paulo emitiu nota informando que “equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do GRAU atuam no socorro às vítimas de uma explosão ocorrida em uma metalúrgica, em Cabreúva, na manhã desta sexta-feira. Até o momento, 12 vítimas foram socorridas para unidades de saúde da região e outros dois óbitos foram registrados. Treze viaturas e dois helicópteros Águia dão suporte ao município nas ações de resgate e atendimento aos feridos. A Secretaria de Estado da Saúde já acionou a rede de saúde regional para suporte às vítimas. Da rede estadual, o Hospital Estadual de Sumaré e o Hospital das Clínicas da Unicamp e o de São Paulo estão preparados e servindo como referência para atendimentos de vítimas graves”.

     

  • Presidente da Câmara de SP acredita que cassação de Cristófaro em caso de racismo deve ser aprovada pelos vereadores

    Presidente da Câmara de SP acredita que cassação de Cristófaro em caso de racismo deve ser aprovada pelos vereadores

    Votação foi marcada para às 15h30 do dia 19 de setembro. Segundo Milton Leite, perspectiva é a de que o resultado seja desfavorável ao parlamentar. Em sessão da Casa em maio de 2022, Cristófaro teve o áudio do microfone vazado no momento em que dizia a frase “é coisa de preto” na frente dos outros parlamentares.

    O presidente da Câmara de São Paulo, o vereador Milton Leite (União Brasil), disse nesta sexta-feira (1°), em entrevista à GloboNews, que a Casa deve aprovar a cassação de Camilo Cristófaro (Avante) por conta de fala racista durante reunião em 2022.

    “O sentimento que percebo pulsando a Câmara, a situação não é favorável neste momento para o vereador. A nossa perspectiva hoje é a de que o resultado seja em desfavor de Camilo Cristófaro”, afirmou Leite.
    Durante a entrevista, o presidente também falou sobre o projeto da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatização da Sabesp.

    Algumas regras dessa proposta precisam do aval da Câmara, uma vez que a capital é a maior cidade que a estatal atende e responsável por metade do faturamento da empresa.

    Leite afirmou que, pelo contrato atual, uma eventual mudança no controle acionário da empresa faz com que a Prefeitura de São Paulo assuma o serviço de água e esgoto na cidade.

    “O direito de explorar o serviço de água e esgoto é da capital. Nós concedemos ao governo do estado mediante contrato pela Sabesp sob condições. As condições são muito claras. Em caso de transferência de controle acionário, o direito exploratório retorna ao município.”

    Ele destacou ainda que, pela lei, 7,5% do faturamento bruto da Sabesp na cidade de São Paulo retorna ao tesouro municipal, que hoje é de aproximadamente R$ 570 milhões.

    “Nem o prefeito Ricardo Nunes, ou quem quer que seja, quando for privatizar, não sei se será neste governo ou em um governo futuro, não pode renunciar receita. Então, essa possibilidade, nós vemos com extrema dificuldade pois esses recursos estão inscritos nos créditos municipais”.

    Histórico caso racismo
    Na quarta-feira (30), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o relatório da Corregedoria que pede a cassação do vereador. A votação foi marcada para o dia 19 deste mês.

    Às 15h30 de 19 de setembro, o relatório da Corregedoria será votado no plenário do Legislativo municipal;
    Cristófaro perde o mandato caso 37 vereadores votem pela cassação.
    Na segunda-feira (21), o vereador Marlon Luz (MDB) protocolou o relatório sobre o episódio de racismo envolvendo o colega. Ele deu parecer favorável à cassação do mandato do parlamentar à Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo por avaliar que houve quebra de decoro.

    A Corregedoria da Câmara aprovou o relatório de cassação por 5 votos a favor e uma abstenção. O presidente do colegiado não votou, pois isso acontece apenas em casos de empate. Os vereadores usaram a tese do racismo recreativo para pedir a casacão do mandato.

    O processo disciplinar já corre há quase um ano e quatro meses. Em 3 de maio de 2022, durante uma sessão híbrida da CPI dos Aplicativos, Cristófaro disse:

    “Não lavar a calçada… É coisa de preto, né?”.
    À época da fala, o vereador se justificou — disse, inicialmente, que falava de um carro; depois, afirmou que foi uma brincadeira com um amigo e que não é racista.

    Em seu relatório, Luz afirma que a quebra de decoro parlamentar na fala de Cristófaro “evidencia que seu comportamento consiste em manifestar a crença de que existem seres humanos superiores a outros”.

    Para o relator, a fala do colega “não apenas prejudica a imagem da Câmara Municipal como instituição, mas também a representatividade de seu mandato. A representação política é uma das bases da democracia, e quando um parlamentar se manifesta com uma fala tão draconiana que levanta questionamentos sobre sua capacidade de representar todos os cidadãos, independentemente de sua origem étnica”.

    Luz destaca que a quebra de decoro se dá quando ocorrem “insultos, agressões verbais e manifestações preconceituosas” e finaliza: “a cassação do mandato parlamentar do vereador Camilo Cristófaro em razão da quebra de decoro parlamentar representa uma resposta firme e necessária diante de condutas que afrontam os valores democráticos e a confiança depositada pelos cidadãos em seus representantes”.

    Relembre o caso
    Após o vazamento da fala de Cristófaro, a vereadora Luana Alves, do PSOL, reagiu imediatamente. Naquele dia, a sessão foi suspensa. Logo depois, ela pediu instauração de inquérito contra o vereador na delegacia de crimes raciais e acionou a Corregedoria da Câmara;
    Por unanimidade, vereadores aprovaram abertura de processo disciplinar. A apuração do crime de racismo seguiu na Justiça, mas estagnou na Câmara;
    Em julho de 2023, o vereador foi absolvido pela Justiça de São Paulo.

  • Datafolha: prefeito Ricardo Nunes é aprovado por 23% e reprovado por 24% em São Paulo; 49% consideram gestão regular

    Datafolha: prefeito Ricardo Nunes é aprovado por 23% e reprovado por 24% em São Paulo; 49% consideram gestão regular

    Instituto ouviu 1.092 eleitores na cidade de São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

    Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na madrugada desta sexta-feira (1º) no site do jornal “Folha de S.Paulo” aponta que a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) é aprovada por 23% dos entrsvitados e reprovada por 24%.

    Entre a última terça-feira (29) e quarta (30), o Datafolha ouviu 1.092 eleitores na cidade de São Paulo. Segundo o instituto, a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

    Os dados:

    Consideram a gestão ótima ou boa: 23%
    Consideram a gestão ruim ou péssima: 24%
    Consideram a gestão regular: 49%
    Não sabem: 3%
    O prefeito é mais aprovado por quem é menos instruído (36%) e entre quem tem 60 anos ou mais (32%).

    Já a reprovação é maior entre os que têm curso superior (36%) e entre os que ganham mais de 10 salários mínimos (44%).

    Eleição municipal
    Na quinta-feira (31), o Datafolha divulgo pesquisa que mostra que o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) lidera, com 32% das intenções de voto, a primeira pesquisa eleitoral para a disputa da Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024. Ricardo Nunes (MDB) aparece em segundo, com 24%.

    Guilherme Boulos: 32%;
    Ricardo Nunes: 24%;
    Tabata Amaral (PSB): 11%;
    Kim Kataguiri (União): 8%;
    Vinicius Poit (Novo): 2%
    Branco ou nulo: 18%
    Nenhum: 5%

  • Washington Reis vai à Justiça de novo para evitar ser preso por crime ambiental

    Washington Reis vai à Justiça de novo para evitar ser preso por crime ambiental

    Atual secretário Estadual de Transportes foi condenado em 2016 a 7 anos de prisão por crime ambiental e crime contra administração pública.

    O secretário Estadual de Transportes, Washington Reis, entrou com um novo pedido na Justiça para evitar a prisão. Ele foi condenado ao regime semiaberto, mas nunca cumpriu a pena.

    Washington Reis foi condenado a 7 anos de prisão quando era prefeito de Duque de Caxias por crime ambiental e loteamento irregular.

    O processo foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) onde a condenação foi confirmada.

    Mas ele não foi preso porque entrou com embargos de declaração, que é quando o condenado pede que a pena seja explicada em detalhes.

    A sentença foi proferida em 2016, mas a situação continua pendente até hoje. Por causa dessa indefinição, Reis teve que abandonar a candidatura a vice-governador na chapa de Cláudio Castro nas últimas eleições.

    Mas o risco de ser preso a qualquer momento não impediu que ele fosse nomeado secretário Estadual de Transportes, cargo que vem ocupando desde o início do ano.

    Agora, a defesa de Washington Reis encaminhou ao STF um pedido para que o Ministério Público Federal analise a possibilidade de converter a pena de prisão em outras formas de punição. O objetivo é se livrar do risco de ser detido e poder ocupar cargos públicos sem maiores preocupações.

    O acordo de persecução penal, que é este instrumento, previsto em lei, que possibilita substituir a prisão por outras penalidades, foi encaminhado nesta quarta-feira (30) por seis advogados de Reis ao ministro do Edson Fachin.

    Fachin já se manifestou a favor deste tipo de acordo em qualquer fase do processo de investigação ou até mesmo após a condenação do réu.

    Segundo um promotor de Justiça de São Paulo, se o STF aceitar o pedido da defesa de Reis, caberá ao MPF confirmar ou não o acordo.

    “Eu tô aqui só elocubrando a partir de casos graves em que a pessoa quer se valer de mantos protetores para poder continuar exercendo cargos que utilizaram para praticar crimes. Então, eu tomaria o cuidado de colocar cláusulas que preservassem, garantissem, assegurassem o erário público e a moralidade administrativa”, disse o promotor Rogério Sanches Cunha.

    Enquanto o STF não responde ao pedido dos advogados, Washington Reis ainda enfrenta uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPRJ) contra a permanência dele na secretaria Estadual de Transporte.

    A alegação é que um condenado pela Justiça não poderia ocupar um cargo público.

    Washington Reis disse que a defesa dele tem liberdade para instruir o processo da forma que achar mais adequada e que os advogados entendem que ele tem direito à conversão da pena.

     

  • Polícia Civil de Rio Preto faz operação e prende suspeitos de aplicar golpe do falso boleto

    Polícia Civil de Rio Preto faz operação e prende suspeitos de aplicar golpe do falso boleto

    Foram encontrados cartões bancários, anotações e aparelhos celulares durante ação nas cidades de Trindade e Porangatu (GO). Duas pessoas foram presas.

    A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (31), durante operação contra uma quadrilha suspeita de aplicar golpes do falso boleto.

    Segundo a polícia, duas pessoas foram presas durante os mandados de busca e apreensão nas cidades de Trindade e Porangatu (GO). Com os suspeitos foram encontrados cartões bancários, anotações e aparelhos celulares.

    Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos enviavam falsos boletos bancários em nome de instituições. Acreditando que estavam pagando contas, as vítimas efetuavam os depósitos.

    A polícia acredita que os criminosos geraram prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil às vítimas do estado de São Paulo. O caso segue sendo investigado.

     

  • Frederick Wassef chega à PF em SP para prestar depoimento no caso das joias e se esquiva de falar sobre armas e Rolex

    Frederick Wassef chega à PF em SP para prestar depoimento no caso das joias e se esquiva de falar sobre armas e Rolex

    Advogado da família Bolsonaro, ele é um dois oito intimados pela Polícia Federal para depor em conjunto sobre o caso, e o único que não prestará depoimento em Brasília nesta quinta (31). Antes de entrar, ele disse ser vítima de fake news e negou ter cometido irregularidades.

    O advogado Frederick Wassef chegou por volta das 10h51 desta quinta-feira (31) na superintendência da Polícia Federal, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

    Ele é um dois oito que foram intimados pela PF para depor em conjunto sobre o caso das joias, e o único que não prestará depoimento em Brasília.

    Antes de entrar, Wassef falou rapidamente com a imprensa. Alegou ser vítima de fake News, disse que não cometeu nenhuma irregularidade e se esquivou de responder sobre a compra do relógio Rolex.

    “Quero aproveitar o momento para dizer o seguinte: Eu tenho sido vítima de uma campanha covarde de fake news, eu estou absolutamente tranquilo, jamais cometi qualquer irregularidade ou ilícito”.

    “Eu, Frederick Wassef, jamais mudei de versão, jamais voltei atrás. Olha, tem 30 jornalistas aqui e eu sozinho, eu desafio um dos senhores, me mostre uma gravação, uma fala minha, onde eu disse que eu neguei que eu comprei o relógio, jamais”.
    Ele também não quis comentar sobre o arsenal registrado em seu nome e que foi alvo de buscas da PF. Ele tem 32 armas, sendo 12 fuzis. A polícia já esteve em vários endereços do advogado, mas nenhuma das armas foi encontrada.

    “Eu acho que vocês deveriam focar nas pautas de armas nas comunidades, que têm um verdadeiro exército armado com armas de guerra, esse tipo de coisa. A pauta daqui é joias, se vocês querem falar de outra coisa, marcamos uma coletiva de imprensa.”

    Wassef vai prestar depoimento de forma presencial a um delegado designado para fazer as perguntas enviadas pela PF em Brasília.

    O advogando inicialmente negava relação com o caso das joias. Depois, acabou confirmando ter recomprado o Rolex dado de presente pela Arábia Saudita ao governo brasileiro em 2019.

    O item de luxo foi negociado ilegalmente nos Estados Unidos. O nome de Wassef aparece no recibo da recompra do relógio.

    Diante das provas, o advogado disse que comprou o Rolex em 14 de março com dinheiro próprio como “presente ao governo brasileiro”, e negou ter feito o resgate a mando de Mauro Cid, tenente-coronel que atuou como ajudante de ordens de Bolsonaro.

    Um dia após a confirmação, ele foi localizado em uma churrascaria, na Zona Sul de São Paulo, e teve quatro aparelhos celulares apreendidos pela Polícia Federal.

    O caso das joias
    No dia 11 de agosto, a Polícia Federal deflagrou a operação Lucas 12:2, sobre a suposta tentativa, capitaneada por aliados do então presidente Jair Bolsonaro, como o advogado Frederick Wassef, que já defendeu a família Bolsonaro, e o ex-ajudante de ordens Mauro Barbosa Cid, de vender ilegalmente presentes dados ao governo por delegações estrangeiras.

    A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. No dia 17, Moraes determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    Cid foi preso em maio no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de fraudes de cartões de vacina contra a Covid-19. No entanto, de acordo com a PF, Cid também é investigado no caso que envolve as joias.

    As joias em questão foram entregues como presentes ao governo brasileiro por outros países, como a Arábia Saudita. Segundo a PF, a venda desses presentes começou a ser negociada nos Estados Unidos em junho de 2022.

    Naquele mês, Cid retirou do acervo de presentes um kit de joias — composto por um relógio da marca Rolex de ouro branco, um anel, abotoaduras e um rosário islâmico — entregue a Bolsonaro em uma viagem oficial à Arábia Saudita em outubro de 2019.

    No dia 8 de junho de 2022, Bolsonaro e Cid viajaram aos Estados Unidos para participar da Cúpula das Américas, em Los Angeles. Segundo a Polícia Federal, Mauro Cid levou, no voo oficial da FAB, o kit de joias.

    Cinco dias depois, de acordo com a PF, Mauro Cid viajou para o estado norte-americano da Pensilvânia para vender o relógio Rolex de ouro branco e outro relógio da marca Patek Philippe.

    A PF localizou, a partir da análise de dados armazenados na nuvem do celular do ex-ajudante de ordens, um comprovante de depósito da loja no valor de US$ 68 mil nessa mesma data. Esse valor corresponde a R$ 332 mil.

     

  • Julgamento de advogado acusado de espancar ex-jogador de futsal é adiado em Sorocaba

    Julgamento de advogado acusado de espancar ex-jogador de futsal é adiado em Sorocaba

    Segundo apurado pela TV TEM, das cinco testemunhas arroladas, uma não compareceu ao júri na manhã desta quinta-feira (31) por problemas de saúde.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) adiou o julgamento de Diego Pietro Gonçalves, acusado de espancar o ex-jogador de futsal André Machado em frente a uma casa de shows em Sorocaba (SP), em abril de 2014.

    O julgamento seria realizado nesta quinta-feira (31). No entanto, segundo apurado pela TV TEM, das cinco testemunhas arroladas, uma não compareceu por problemas de saúde. Por conta disso, o julgamento foi suspenso e será retomado na terça-feira (5), às 13h.

    Segundo o TJ-SP, foram arroladas uma testemunha pela acusação e quatro pela defesa. Conforme apurado pelo g1, Diego, que é advogado, fará sua própria defesa, ao lado de outra advogada.

    Com cartazes, familiares e amigos da vítima fizeram uma manifestação em frente ao Fórum de Sorocaba nesta manhã pedindo justiça. André, que tinha 21 anos na época, chegou a perder os movimentos dos braços e das pernas após as agressões.

    Pouco tempo após o crime, Diego foi indiciado por lesão corporal gravíssima e, em dezembro de 2015, a Justiça decretou a prisão dele por tentativa de homicídio. O agressor foi levado à delegacia e, depois, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba.

    Em 2016, Diego ganhou o direito de responder ao processo em liberdade. A defesa informou que o juiz havia aceitado o pedido para revogar a prisão preventiva do rapaz.

    Entenda o caso
    O caso ocorreu no dia 7 de abril de 2014, em frente a uma casa de shows no Jardim Iguatemi, em Sorocaba.

    Segundo testemunhas, André, o irmão e os amigos estavam indo embora quando a vítima teria sido confundida com um dos jovens envolvidos em uma briga que havia acabado de acontecer. Ele foi agredido com chutes, socos e pontapés. Momentos depois, desmaiou e foi levado para o hospital.

    Antes da agressão, André era jogador de futsal e passou por times grandes do estado. Ele foi submetido a uma cirurgia na medula, que foi realizada em um hospital de Itu (SP), conseguindo recuperar gradativamente o movimento das pernas e braços.

     

  • Homem armado com submetralhadora é morto em confronto com a PM; ação policial soma 24 mortes no litoral de SP

    Homem armado com submetralhadora é morto em confronto com a PM; ação policial soma 24 mortes no litoral de SP

    Operação Escudo resultou, até o momento, na prisão de 709 pessoas e apreensão de mais de 900 quilos de drogas.

    Um homem, de 31 anos, foi morto em confronto com a PM durante um patrulhamento policial pela Operação Escudo, no Sítio Cachoeira, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Com isso, chegou a 24 o número de mortos na ação policial, que foi deflagrada em 28 de julho após o assassinato do PM da Rota, Patrick Bastos Reis, que levou um tiro em serviço pela Vila Julia, na mesma cidade.

    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), os policiais visualizaram o suspeito com uma arma longa pendurada no ombro e, durante a abordagem, este teria atirado na direção dos agentes, que revidaram e o acertaram na terça-feira (29).

    Após baleado, os policiais apreenderam uma submetralhadora, um carregador de munição e um rádio comunicador. O suspeito foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento da Rodoviária, onde foi constatada a morte. A Polícia Civil solicitou o trabalho da perícia no local dos fatos e nas armas dos PMs e do suspeito.

    O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, homicídio tentado e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito na Delegacia de Polícia de Guarujá.

    Por determinação da SSP-SP, todos os casos de morte decorrentes de intervenção policial serão investigados pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos e pela Polícia Militar por meio de Inquérito Policial Militar.

    Todo conjunto probatório apurado no curso das investigações, incluindo as imagens das câmeras corporais, está sendo compartilhado com o Ministério Público e o Poder Judiciário

    Balanço parcial

    A SSP-SP informou que, entre 28 de julho e 29 de agosto, foram presas 709 pessoas, sendo 272 foragidas da Justiça. No período, os policiais apreenderam 90 armas e 928,2 kg de entorpecentes, causando um prejuízo ao tráfico de drogas que já passa dos R$ 2 milhões.

    A Operação Escudo, deflagrada pela SSP-SP há 33 dias, não tem prazo para terminar. A informação sobre a continuação da ação policial, foi confirmada pelo chefe de assessoria militar da pasta, Pedro Luis de Souza Lopes, durante o fórum A Região em Pauta, cujo tema foi Segurança Pública. O evento ocorreu na segunda-feira (28), no auditório do Grupo Tribuna, em Santos, no litoral de São Paulo.

     

  • TCE julga irregular contrato de R$ 14 milhões entre Prefeitura de Sorocaba e instituto de saúde

    TCE julga irregular contrato de R$ 14 milhões entre Prefeitura de Sorocaba e instituto de saúde

    Contrato foi efetivado para administração e execução das ações e serviços de saúde na UPA do Éden. Decisão é de terça-feira (29) e cabe recurso.

    Um contrato de mais de R$ 14 milhões entre a Prefeitura de Sorocaba (SP) e uma entidade do terceiro setor que atua na área da saúde foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) na terça-feira (29). Cabe recurso à decisão.

    Entre as alegações estão despesas impróprias e divergências contábeis. As afirmações foram do conselheiro Robson Marinho, que é relator do caso no TCE. Além disso, ele apontou ausência de relatório de atividades na execução do contrato.

    O contrato foi celebrado entre a Prefeitura de Sorocaba e o Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Aceni), e cita como responsáveis o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), Claudio Pompeo Chagas Dias, atual secretário de Saúde; e Sérgio Ricardo Peralta, diretor-presidente do Aceni.

    O valor total é de R$ 14.394.197,84, do exercício de 2021, primeiro ano da atual gestão. O objeto era a administração, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden.

    O Ministério Público de Contas (MPC) já havia se manifestado pela irregularidade da matéria.

    A Prefeitura de Sorocaba afirmou que ainda não foi notificada da decisão. Ainda sobre as contas relativas ao exercício de 2021, o Executivo lembra que o TCE as aprovou recentemente.

    Ninguém da Aceni foi localizado para comentar a decisão do Tribunal de Contas.

    2º contrato irregular
    Em 26 de junho deste ano, o TCE já julgou irregular o contrato com dispensa de licitação, também para a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden. Nesse caso, o valor era de R$ 8 milhões.

    De acordo com o TCE, não foi comprovada a situação emergencial para o contrato e também não foi provada a questão da economicidade.

    Por isso, além de não ser uma contratação que mereceria urgência, o TCE entendeu que o valor pago foi maior do que poderia custar.

  • Alesp aprova lei que obriga bares e restaurantes a fornecer água filtrada de graça em SP

    Alesp aprova lei que obriga bares e restaurantes a fornecer água filtrada de graça em SP

    Texto foi encaminhado para governador Tarcísio de Freitas, que pode ou não sancioná-lo. Capital tem legislação parecida.

    Os deputados estaduais aprovaram, em 8 de agosto, um projeto de lei que obriga bares, restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos similares a oferecer água potável de graça e à vontade a seus clientes. O texto foi encaminhado para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pode ou não sancioná-lo.

    Segundo o projeto de lei, de autoria do deputado Átila Jacomussi (Solidariedade), os estabelecimentos deverão deixar visível, seja no cardápio ou em cartazes, que a água potável está disponível.

    “De fato, a oferta de água é comum nos estabelecimentos. O incomum é a oferta de água potável filtrada. A filtragem é importante para reter possíveis partículas, como areia, barro, ferrugem, poeira e outros sedimentos, retirar o excesso de cloro e efetuar o controle biológico. Isso contribui para a prevenção de doenças”, afirma Jacomussi, em seu texto de justificativa da proposta.

    A capital paulista também tem uma legislação parecida. No entanto, bares e restaurantes de São Paulo associados à Confederação Nacional do Turismo (CNTur) entraram na Justiça pedindo a revogação da lei que obriga estabelecimentos a oferecer água filtrada gratuitamente, e a discussão está atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), no aguardo de análises de recursos.

    Lei municipal

    Bares e restaurantes de São Paulo associados à Confederação Nacional do Turismo (CNTur), entraram na Justiça pedindo a revogação da lei municipal em março deste ano.

    A lei foi sancionada em setembro de 2020. Mas só entrou em vigor em setembro de 2021. O texto determinava que estabelecimentos deveriam incluir a oferta de água no cardápio, de modo visível, informando os consumidores que havia “água da casa”, e ela deveria ser dada ao cliente sempre que solicitada.

    Em nota, a CNtur informou que, em agosto de 2021, ajuizou uma ação contra a lei para diminuir os prejuízos do setor, um dos mais afetados economicamente pela pandemia de Covid-19.

    Em junho de 2022, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou a lei inconstitucional. A prefeitura da capital recorreu a decisão. O TJ, então, acatou e determinou o encaminhamento do processo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    O processo foi encaminhado ao STF em fevereiro deste ano, e o relator é o ministro Edson Fachin.

    Em nota encaminhada ao g1, a CNTur argumenta que a oferta de água filtrada “demanda custos aos estabelecimentos sem qualquer contrapartida do Município. Os estabelecimentos não só deixam de obter receita com a venda de água engarrafada, mas também devem dispor de filtros para oferecimento de água própria para consumo de forma gratuita” (veja nota completa no final da reportagem).

    A respeito da necessidade de filtrar a água, a confederação diz também que “a água da torneira no Brasil não é própria para consumo, não podendo ser oferecida aos consumidores”.

    A Prefeitura de São Paulo informou que “entrou com Recurso Extraordinário, assim como a Câmara Municipal e Ministério Público, em relação à ADI que foi julgada procedente pelo TJ/SP, para declarar a inconstitucionalidade da Lei nº 17.453/2020, de 09 de setembro de 2020, do Município de São Paulo, que “dispõe sobre a oferta gratuita de Água da Casa nos estabelecimentos comerciais que especifica”. O município aguarda julgamento pelo Superior Tribunal Federal”.

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL) enviou um ofício à CNTur pedindo que a confederação desista da ação no STF . No documento, a deputada argumenta que “o acesso à água por meio dos restaurantes é o único meio de acesso à água potável para muitas pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, que não possuem condições financeiras para adquiri-la em outros locais. Negar esse acesso é uma violação aos direitos humanos dessas pessoas e fere a dignidade humana”.

    O que diz a CNTur
    “A Lei nº 17.543/2020 do Município de São Paulo, mais conhecida como Lei da Água da Casa, foi declarada inconstitucional em ação direta de inconstitucionalidade proposta em nome da Confederação Nacional de Turismo – CNTUR.

    A lei foi promulgada em dezembro de 2020, mas em agosto de 2021, antes da entrada em vigor da lei, que só ocorreria em dezembro de 2021, a CNTUR ajuizou a ação em questão para diminuir os prejuízos do setor, que foi um dos mais afetados economicamente pela pandemia da COVID-19.

    A Lei da Água da casa obrigava os restaurantes, bares e similares a servirem água filtrada a seus clientes, sempre que solicitado de forma gratuita.

    O Órgão Especial, que reúne o presidente e os desembargadores mais antigos do Tribunal de Justiça de São Paulo, acolheu os argumentos apresentados pela CNTUR em sua maioria, com apenas dois votos contrários, reconhecendo que a Lei da Água da Casa infringe os princípios constitucionais da livre iniciativa e da razoabilidade.

    Isso ocorreu porque trata-se de oferta de água filtrada, o que demanda custos aos estabelecimentos sem qualquer contrapartida do Município. Os estabelecimentos não só deixam de obter receita com a venda de água engarrafada, mas também devem dispor de filtros para oferecimento de água própria para consumo de forma gratuita.

    Vale lembrar que, diferentemente do que ocorre em outros países em que os restaurantes e similares oferecem água gratuitamente, a água da torneira no Brasil não é própria para consumo, não podendo ser oferecida aos consumidores. Nesses países, não há custos adicionais para esse serviço, motivo pelo qual não representa prejuízo assim como ocorre para os estabelecimentos paulistanos.

    A CNTUR não é contra o oferecimento da Água da Casa pelos estabelecimentos, mas sim contra a obrigatoriedade desse serviço. A Ação foi ajuizada, então, para afastar a obrigatoriedade, para que essa seja uma prática voluntária dos estabelecimentos, como forma de incremento à atividade comercial.

    A Prefeitura do Município de São Paulo recorreu dessa decisão, mas o recurso ainda está pendente de julgamento no STF”.