Tag: São Paulo

  • ‘Macaco, escravo, preto adotado’: mãe denuncia escola particular em SP por omissão em casos de racismo contra filho adolescente

    ‘Macaco, escravo, preto adotado’: mãe denuncia escola particular em SP por omissão em casos de racismo contra filho adolescente

    Família da vítima, que registrou boletim de ocorrência por injúria racial, diz que Colégio Ábaco, região de Perdizes, não agiu em outros casos. Direção da escola, no entanto, diz que ‘não havia recebido notificação de qualquer ocorrência nesse sentido’ em data anterior.

    A mãe de um adolescente de 15 anos denunciou o colégio particular Ábaco, que fica na região de Perdizes, Zona Oeste de São Paulo, por se omitir diante de casos de racismo sofridos pelo filho, que cursa o 8º ano do ensino fundamental.

    A mulher conta que, no último dia 9, o adolescente estava em sala de aula quando outro aluno apontou para a figura de um macaco e disse que era o garoto. Em outra ocasião, durante uma aula de história, o mesmo menino, de 13 anos, chamou a vítima de “escravo” e “preto adotado”.

     Fernanda Santos, mãe do adolescente, disse que participou de uma reunião com integrantes do colégio nesta segunda-feira (16). Em nota, a escola informou repudia discriminações de qualquer tipo e que, durante o encontro, “foram definidas e acordadas as ações educativas, que atualmente estão em andamento”. (leia íntegra abaixo)

    “Tentaram culpar meu filho o tempo todo, dizendo que ele xingou a mãe do outro aluno, dizendo que ele precisa de acompanhamento psicológico. Não foi fácil de lidar”, afirmou a diretora de tecnologia.
    Segundo a família da vítima, que registrou boletim de ocorrência por injúria racial, a escola não comunicou os responsáveis do adolescente agressor. “Ficamos sabendo porque [nosso filho], ao chegar em casa, falou que tinha sofrido racismo na escola.”

    No BO, o delegado de polícia do 23º Distrito Policial de Perdizes afirmou que, com a análise das informações dadas pela mãe, “conclui-se que o caso tem feições” do crime descrito.

    A mãe conta que não foi a primeira vez que o adolescente sofreu algum tipo de preconceito nas dependências do colégio, que, ao ser informado, foi omisso em todos os casos. A direção da escola, no entanto, diz que “não havia recebido notificação de qualquer ocorrência nesse sentido” em data anterior.

    “Já havíamos comunicado a mãe do agressor que [nosso filho] vinha sofrendo bullying e preconceito, mas nenhuma atitude foi tomada, e o comportamento do menor continuou o mesmo”, apontou a mãe.
    O que diz o Colégio Ábaco
    “O Diretor do Colégio Ábaco – Unidade Sumaré, Sr. Marcus Vinícius Russo Loures, com sede na Avenida Dr. Arnaldo nº 1793, Bairro Sumaré – São Paulo – Capital, vem através do presente informar que essa Instituição de Ensino tem como um de seus princípios, a dignidade humana, que implica o respeito aos direitos humanos, repúdio à discriminação de qualquer tipo, acesso a condições de vida digna e respeito nas relações interpessoais.

    Informamos que o Colégio tomou conhecimento de um incidente de racismo ocorrido entre dois alunos, de 13 e 15 anos, nas nossas dependências, no dia 09 de outubro na última aula. No dia 10 de outubro, a orientadora educacional atendeu os adolescentes e deu início aos procedimentos. É importante destacar que até então, o Colégio não havia recebido notificação de qualquer ocorrência nesse sentido.

    Entramos em contato com as responsáveis pelo aluno, com o intuito de agendar uma reunião em caráter de urgência. Infelizmente, as responsáveis não puderam comparecer.

    Em virtude do feriado prolongado do dia 12 de outubro, essa reunião se realizou no dia 16 de outubro, às 8 horas da manhã. Durante esse momento, foram definidas e acordadas as ações educativas, que atualmente estão em andamento.

    O Colégio segue os preceitos definidos no seu Regimento Escolar, bem como ao Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal nº 8.069/90 e demais legislações. Trata-se de adolescentes em formação e cabe à escola informar a todos os pais, alunos e membros da comunidade escolar que levamos essa questão muito a sério, que estamos comprometidos em tomar todas as medidas necessárias para garantir um ambiente seguro, inclusivo e respeitoso para todos os nossos alunos.

    Reiteramos que a educação e a sensibilização contra o racismo são prioridades fundamentais para nós, e continuaremos a trabalhar ativamente para combater qualquer forma de discriminação em nossa instituição”.

  • Justiça torna ré por tentativa de homicídio motorista que atropelou quatro mulheres e bateu em dois carros em SP

    Justiça torna ré por tentativa de homicídio motorista que atropelou quatro mulheres e bateu em dois carros em SP

    Juliana Schmidt Daniel negou acusação, disse ter sido xingada e agredida, que não quis atingir ou tentar matar ninguém. Vídeo mostra atropelamento após discussão por vaga em estacionamento de salão de beleza em Taboão da Serra, Grande SP. Analista segue presa.

    A Justiça aceitou nesta terça-feira (17) a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou ré por tentativa de homicídio a motorista presa por atropelar quatro mulheres e bater em dois carros, na semana passada, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A pedido da Promotoria, ela continuará detida até o seu provável julgamento.

    O caso ocorreu na última quarta-feira (11) no estacionamento de um salão de beleza e repercutiu na imprensa e nas redes sociais. Câmeras de segurança gravaram o momento em que a analista de sistemas Juliana Schmidt Daniel, de 32 anos, dá marcha à ré e depois acelera seu carro para frente, atingido as vítimas, que ficaram feridas sem gravidade (veja acima). Outras quatro pessoas foram atingidas pelo Hyundai HB20 branco dela, mas não se machucaram.

    As quatro mulheres atropeladas, de 31, 32, 41 e 44 anos, disseram no processo que Juliana ameaçou matá-las após discutirem por causa de uma vaga no estacionamento do salão. A motorista negou as acusações, disse que foi xingada e agredida antes por diversas pessoas, que engatou a ré por engano e que não quis atingir ou tentar matar ninguém.

    Segundo as vítimas, Juliana parou o veículo dela no local, mas não era cliente do salão, para ir com a filha criança a outro estabelecimento vizinho.

    Quando voltou com a menina, Juliana não conseguiu tirar o Hyundai porque o dono do salão parou o carro dele na frente do dela, bloqueando sua saída. Ao tentar deixar o lugar, a motorista encostou o veículo no automóvel de uma cliente, o que gerou bate-boca.

    As mulheres que estavam dentro do salão, clientes e funcionárias, saíram com o dono do lugar. As imagens mostram o grupo cercando Juliana e discutindo e trocando empurrões com ela, que entra no seu Hyundai, onde já estava a filha. Em seguida, a mulher engata a ré e atropela as pessoas. Depois acelera para frente a atinge mais uma pessoa.

    Nas cenas é possível ver uma pessoas se aproximar da porta do banco do carona do carro de Juliana, onde estava a filha dela. Em seguida ele tira a chave do contato do veículo. A Guarda Civil Municipal (GCM) foi chamada e prendeu a mulher em flagrante.

    Ela foi levada para o 1º Distrito Policial (DP) da cidade, onde acabou indiciada por tentativa de assassinato. O g1 não conseguiu localizar a sua defesa até a última atualização desta reportagem. A motorista negou ter cometido o crime e alegou inocência em seu interrogatório. Durante a audiência de custódia na Justiça, Juliana teve a prisão em flagrante convertida em preventiva a pedido do Ministério Público.

    Para o promotor Severino Antonio Tavares Moreira Barbosa, responsável pela denúncia do MP contra Juliana, a mulher cometeu um crime por “motivo fútil” após discussão por “uma mera vaga de estacionamento”. Segundo a Promotoria, a motorista ainda usou o próprio carro para dificultar a defesa das vítimas, que “foram atingidas de surpresa”.

    O juiz Gustavo de Azevedo Marchi, da 1ª Vara Criminal de Taboão, aceitou a acusação da Promotoria e tornou Juliana ré no processo. Caberá ao magistrado marcar uma data para a audiência de instrução, quando depois decidirá se submeterá a acusada a julgamento.

     

  • Quadrilha de ladrões de imóveis de luxo mandava homens bem vestidos para enganar porteiros, diz polícia

    Quadrilha de ladrões de imóveis de luxo mandava homens bem vestidos para enganar porteiros, diz polícia

    Três suspeitos foram presos na noite de sexta-feira (13) no hotel onde estavam hospedados. Com eles, a polícia encontrou pertences das vítimas, como dinheiro, bolsas, celulares, joias e perfumes.

    A quadrilha de São Paulo que vinha ao Rio de Janeiro para furtar apartamentos de luxo na Zona Sul da cidade usava homens bem vestidos para enganar os porteiros, segundo a Polícia Civil.

    Na noite de sexta-feira (13), policiais da 14ª DP (Leblon) e da 12ª DP (Copacabana) montaram uma operação conjunta e foram ao hotel onde os ladrões costumam se hospedar. Três suspeitos foram presos.

    Segundo a polícia, em um vídeo é possível ver dois integrantes da quadrilha paulista fazendo check-in em um hotel da Lapa. De lá, eles foram para o quarto alugado.

    Os funcionários não imaginavam que a dupla estava no Rio não para fazer passeios turísticos, mas sim, para fazer vítimas.

    Segundo as investigações, os ladrões costumavam se hospedar em hotéis na região central da cidade, mas os alvos estavam em áreas nobres da Zona Sul.

    Os criminosos se interessavam por pertences de proprietários de apartamentos caros. O trabalho em conjunto das unidades da polícia auxiliou no avanço das investigações.

    “A prisão dos criminosos foi resultado da constante troca de informações entre as unidades da Polícia Civil, fazendo com que a ação policial fosse imediata e com o melhor resultado possível”, disse o delegado Gustavo Castro, da 12ª DP (Copacabana).
    De acordo com a polícia, a quadrilha era formada por jovens vestidos com roupas caras. Eles se aproveitavam disso para ganhar a confiança dos porteiros e se diziam moradores ou visitantes.

    Já dentro do prédio, arrombavam os imóveis e furtaram os pertences das vítimas.

    Em outra imagem, do fim do mês passado, outros suspeitos aparecem chegando no mesmo hotel, na Lapa. Eles também vieram para assaltar apartamentos.

    “Eles elegem os edifícios através do que eles veem. Então, eles param em um edifício, veem que é de um alto padrão e então adentram no edifício. Logo após o furto, eles retornam para São Paulo e lá eles comercializam esses bens furtados”, explica o delegado Felipe Santoro, da 14ª DP (Leblon).
    Um rapaz de casaco preto e uma mulher de camisa estampada que aparecem na imagem fazem parte do bando, segundo a polícia. Os dois carregam malas. Eles agem sem levantar qualquer suspeita. Depois de preencher a ficha na recepção, entram no elevador e sobem para o quarto.

    Os presos nesta sexta são Lucas Targino Oliveira, Juan do Carmo Fonseca Santana e Lucas Costa Guedes.

    Com eles, os agentes encontraram vários pertences das vítimas, como dinheiro (real, dólar e euro), bolsas, celulares, joias e perfumes.

    Os suspeitos vão responder por furto qualificado, organização criminosa e resistência.

    “A Polícia Civil alerta para que porteiros sempre verifiquem com os proprietários se, de fato, aquelas pessoas que estão ingressando na residência, no edifício, são efetivamente moradores ou parentes”, diz o delegado Felipe.

    O RJ2 não conseguiu contato com a defesa dos presos Lucas Targino Oliveira, Juan do Carmo Fonseca Santana e Lucas Costa Guedes. Segundo a polícia, os três permaneceram em silêncio na delegacia.

     

  • Homem agride vizinha com chute no rosto durante briga em condomínio de Guarulhos, na Grande SP

    Homem agride vizinha com chute no rosto durante briga em condomínio de Guarulhos, na Grande SP

    Episódio aconteceu em 24 de setembro, dia da final da Copa do Brasil entre São Paulo e Flamengo. A vítima teve luxação no rosto e desmaiou por causa da agressão. Por medo, ela e o filho de 8 anos deixaram o prédio, mesmo tendo medida protetiva. Polícia Civil apura o ocorrido.

    Uma comerciante de 37 anos foi agredida com um chute no rosto por um vizinho dentro de um condomínio do bairro de Ponte Grande, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

    A briga aconteceu no dia da final da Copa do Brasil, entre São Paulo e Flamengo, em 24 de setembro. Imagens obtidas pelo g1 mostram o momento em que Michel Lapa inicia as agressões com socos contra a vítima, Liana Parente

    A comerciante diz que teve uma luxação no maxilar por conta da agressão. A Justiça paulista emitiu uma medida protetiva que proíbe que Lapa se aproxime da mulher e do filho dela de 8 anos, que presenciou as agressões.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso está sendo investigado pela Polícia Civil, no 1º Distrito Policial de Guarulhos, que abriu inquérito para apurar as circunstâncias da agressão.

    O desentendimento começou quando Lapa – vestido com uma camisa do São Paulo – fez uma brincadeira com o filho flamenguista da vítima na quadra do condomínio, supostamente apertando as partes íntimas do garoto de 8 anos, segundo a versão da mãe.

    Ao tirar satisfações com o vizinho sobre o ocorrido e filmar o rosto dele para mandar à síndica do prédio, Liana diz que começou a ser agredida com socos, sem chance de se defender.

    Nas imagens, é possível ver que, depois que Liana já está zonza, ela tenta se escorar em uma mesa de pingue-pongue, que cai. Em seguida, o agressor – que está sendo acalmado por outros moradores do prédio – volta e dá um chute na cabeça da mulher.

    Liana desmaiou e ficou alguns minutos desacordada, segundo as testemunhas. Na delegacia, ela exibiu os hematomas causados pelo chute de Michel Lapa.

    “Não foi uma simples agressão. Foi uma tentativa de homicídio motivada por uma brincadeira sobre futebol que ele fez com o meu filho, pegando nas partes íntimas dele sem consentimento. (…) Ele estava muito alcoolizado”, disse a comerciante.

    O g1 procurou Michel Lapa e a esposa dele, que solicitaram que o contato fosse feito com o advogado Leonardo Borges.

    O advogado, por sua vez, não respondeu aos questionamentos feitos sobre o caso e limitou-se a dizer que seu cliente “não autoriza a publicação de sua imagem em nenhuma matéria jornalística”.

    Filho traumatizado
    As agressões foram presenciadas pelo filho da vítima, que, segundo Liana, ficou com trauma da cena e não quis voltar ao prédio desde o episódio.

    “Meu filho está traumatizado e em pânico de voltar ao prédio. Depois do episódio a gente foi para a casa de uma amiga às pressas. Eu disse para ele que a gente precisava voltar para pegar roupas e documentos, e ele começou a ter crises de ansiedade”, contou Liana.

    Atualmente, mãe e filho estão vivendo num apartamento improvisado cedido por amigos, até que encontre outro local para morar com a criança, já que a família dela mora na Bahia.

    “Eu, agredida, tive que sair de casa com medo. E o agressor continua lá. Tive minha vida completamente transformada, enquanto ele está solto, sem responder por nada”, desabafou.
    A SSP disse que o 1º DP já instaurou inquérito do caso e ouviu a vítima e testemunhas. Segundo a pasta, Michel Lapa “já foi intimado para comparecer na unidade policial para prestar esclarecimentos”.

    “Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) foram incluídos nos autos e outras diligências seguem em andamento para a conclusão do caso”, declarou a pasta.

    Mesmo com a medida protetiva, Liana diz que a família dela está traumatizada com o caso e, por isso, resolveu sair do prédio.

    “Essa medida protetiva, eu não sinto que me protege. Eu estou traumatizada, meu filho, meu noivo. Por isso eu decidi sair. (…) Aquilo foi uma tentativa de feminicídio, como vemos todos os dias na televisão. A única coisa que quero é justiça. Que ele pague pelo que fez. E que nunca mais na vida nenhuma mulher ou criança sofra o que eu sofri [na mão dele]”, disse a vítima.
     

  • Mãe cearense denuncia companhia aérea após ser retirada de voo com filha que não tem braços e pernas

    Mãe cearense denuncia companhia aérea após ser retirada de voo com filha que não tem braços e pernas

    A pequena Maria Vitória, de oito anos, sofre de escoliose e não possui os membros inferiores e superiores. As duas voltavam de São Paulo, onde a menina tratava a saúde, e foram impedidas de seguir viagem.

    A cearense Naíde Sales denuncia uma companhia aérea após ter passado por um momento que julga ‘humilhante’ na sexta-feira (6) com a filha de oito anos que sofre de escoliose e não possui as pernas e os braços desde que nasceu.

    A pequena Maria Vitória embarcou em um aeroporto de São Paulo com a mãe após viagem para tratamento de saúde no estado. As duas, que são naturais da cidade de Reriutaba, interior do Ceará, voltavam para casa quando tudo aconteceu.

    ‘Fizemos o check-in, passamos pelo Raio-X. Ela não foi na cadeira de rodas, foi sempre nos braços. A gente entrou no avião, as aeromoças bem legais, acomodaram a gente, tudo normal. Depois, duas moças chegaram pedindo para a gente descer do avião’, explicou Naíde ao g1.

    As duas funcionárias explicaram à mãe que a criança não poderia voar no colo da mãe. Já que Vitória não consegue sentar, as três deveriam desembarcar. A avó da menina também estava no voo.

    Em nota, a GOL disse que elas não puderam embarcar por questões de segurança.

    ‘Infelizmente não foi possível que a criança usasse o cinto de maneira que sua Segurança durante todo o voo estivesse garantida. Conforme o que rege o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) em seu artigo 121, também não é permitido que crianças com dois anos completos ou mais viajem no colo de um adulto. Durante um voo, numa ocorrência de turbulência mais severa ou numa desaceleração, por exemplo, o uso do cinto de segurança é a forma mais eficaz para se evitar graves acidentes a bordo”, disse a companhia.
    A família só conseguiu voltar ao Ceará porque outra companhia aérea cedeu o assento. Vitória voltou nos braços da mãe.

    A gente nunca tinha passado por isso. O que passou na cabeça foi a gente ser humilhado’, disse Naíde.
    Danos morais

    O advogado João Mota, que está acompanhando o caso, disse que vai ingressar na justiça com uma ação de danos morais.

    “O que nós esperamos é que a justiça dê uma multa pedagógica para a Gol. Fica a grande pergunta: a empresa aérea que levou ela de Fortaleza para São Paulo desrespeitou essa norma de segurança? O Direito diz que quando existe o conflito entre dois direitos, você vai optar pelo que causar menor dano à pessoa. Existe a questão da segurança e do respeito à dignidade da pessoa humana. Naquele momento, respeitar a dignidade estava acima”, disse João.

    Veja a nota da companhia na íntegra:
    “A GOL informa que na sexta-feira (06/10), durante procedimento de embarque do voo G3 1576, entre Congonhas (CGH) e Fortaleza (FOR), uma criança de 8 anos, com necessidade de atendimento especial, e sua mãe não puderam seguir viagem, pois, infelizmente, não foi possível que a criança usasse o cinto de maneira que sua Segurança durante todo o voo estivesse garantida.

    Conforme o que rege o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) em seu artigo 121, também não é permitido que crianças com dois anos completos ou mais viajem no colo de um adulto. Durante um voo, numa ocorrência de turbulência mais severa ou numa desaceleração, por exemplo, o uso do cinto de segurança é a forma mais eficaz para se evitar graves acidentes a bordo.

    A Companhia lamenta o inconveniente e reforça que as suas equipes de aeroportos e tripulação não mediram esforços para atender às necessidades das Clientes e tomaram as decisões sobre os procedimentos com base no nosso valor número 1: a segurança”

  • Saiba quem é o médico acusado de morte e sequelas de pacientes após cirurgias plásticas em Goiás

    Saiba quem é o médico acusado de morte e sequelas de pacientes após cirurgias plásticas em Goiás

    Dagmar João Maester tem registro como médico desde 1993, com expecialização em cirurgia plástica. Ele responde a pelo menos 11 processos na Justiça e chegou a ser proibido de exercer a profissão por 30 dias.

    O cirurgião plástico Dagmar João Maester é acusado pela morte de uma paciente de 62 anos após um procedimento estético, em Goiânia. Ele tem 61 anos e atua como médico desde 1993. Ele responde a pelo menos 11 processos na Justiça por acusações de erro médico e morte de paciente. Em 2017, ele ficou proibido de exercer a profissão por 30 dias após causar dano a uma pessoa agir de maneira imprudente ou negligente.

    Dagmar tem registro como médico em Goiás, Distrito Federal, Maranhão e São Paulo. Ele tem especialização em cirurgia geral e cirurgia plástica. Atualmente, ele está com situação regular no Conselho Regional de Medicina de Goiás.

    O g1 tentou contato com o médico Dagmar João Maester, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. O advogado de defesa Wendell do Carmo Sant’ana disse por telefone que não vai comentar nenhum dos casos, mas destacou que a situação profissional do cliente é regular. Disse também que alguns casos contra Dagmar já foram arquivados.

    Em nota, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica informou que acompanha o caso e se solidariza com a família da paciente que morreu. Porém, disse que não cabe à entidade julgar a conduta do profissional a respeito dos fatos, pois esse papel é dos conselhos regionais.

    Já o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que, durante o ano de 2017, o médico ficou 30 dias proibido de exercer a profissão após ter causado dano a paciente, por agir de forma imprudente ou negligência ou omissa, além de também ter deixado de informar a paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento.

    O Cremego enfatizou ainda que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas, mas tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.

    Processos em Goiás
    Dagmar João Maester se tornou réu em 2 de outubro pela morte de Marisa Rodrigues da Cunha, de 62 anos. Segundo o processo, ela fez uma cirurgia para redução de mama, abdominoplastia e lipoaspiração no dia 14 de abril deste ano. A idosa morreu dois dias depois em casa, no Bairro Jardim da Luz, por complicações do procedimento.

    Existem sete processos contra o médico no Tribunal de Justiça de Goiás. Dois deles estão sob segredo de Justiça e, por isso, a reportagem não conseguiu maiores informações.

    13 de outubro de 2004: Ação sobre direitos morais por erro médico. Aguarda retorno da Controladoria para incidir nos cálculos a multa e os honorários referente a execução;
    15 de agosto de 2007: Processo em segredo de justiça;
    20 de setembro de 2011: Processo de indenização por dano material causado por erro médico. Está em recurso sendo analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ);
    4 de maio de 2023: Ação de indenização por dano moral causada por erro médico, da paciente Keila Patricia Dias da Silva. Está aguardando pagamento das custas iniciais, após a juíza deferir o pagamento do parcelamento.
    11 de maio de 2023: Processo em segredo de justiça;
    Abril e maio de 2023: Processo por direitos morais causados por erro médico e processo criminal por omissão de socorro da paciente Marisa Rodrigues da Cunha.
    Processos no Maranhão
    Existem quatro processos contra Dagmar João Maester no Tribunal de Justiça do Maranhão. São duas ações por erro médico, uma por homicídio simples e um processo por direito de imagem.

    Em julho do ano passado, o g1 publicou uma reportagem informando que o médico estava sendo investigado pela Polícia Civil pela morte das pacientes Robenha Pereira e Patriciana Nunes Barros, após procedimentos estéticos realizados por ele na cidade de Imperatriz, a 629 km de São Luís.

    Robenha morreu no dia 15 de fevereiro de 2022 depois de ter feito uma abdominoplastia, lipoescultura e mastopexia nos seios em um hospital particular do município.

    O atestado de óbito apontou insuficiência respiratória aguda, edema agudo de pulmão e tromboembolismo pulmonar pós-operatório.

    Um mês depois da morte de Robenha, a assessora parlamentar Patriciana Nunes também morreu após passar por uma abdominoplastia e uma cirurgia de prótese nas mamas realizada por Dagmar.

    O marido de Patriciana chegou a enviar vídeos para o médico mostrando a esposa passando mal. Em resposta às mensagens, Dagmar teria dito que poderia ser uma crise de ansiedade e recomendou um psiquiatra. Cinco dias depois, Patriciana faleceu.

     

  • Prefeitura de SP faz obra sem licitação em área de proteção ambiental na Zona Sul

    Prefeitura de SP faz obra sem licitação em área de proteção ambiental na Zona Sul

    Obra é de duplicação da Estrada da Alvarenga em uma área de várzea da Represa Billings. Em nota, administração municipal afirmou que aterro é provisório e que vai ser removido quando trabalho acabar.

    O Ministério Público de São Paulo pediu que a Justiça paralise uma obra da prefeitura da capital na Estrada do Alvarenga, na Zona Sul, por falta de licença ambiental.

    A obra é de duplicação da estrada e estava sendo feita sem licença em uma área de várzea da Represa Billings. Segundo o MP, dezenas de árvores foram removidas de área protegida por causa da obra.

    No começo deste ano, parte da estrada afundou. A prefeitura fez uma reforma no local e decidiu começar uma obra de duplicação em caráter emergencial, sem licitação pública. Ainda em janeiro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), chegou a afirmar que a obra não poderia esperar.

    O MP resolveu investigar e pediu um relatório sobre a obra para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que afirmou que “não foi localizado processo de solicitação de alvará de licença em Área de Proteção e Recuperação aos Mananciais”.

    Ainda de acordo com o MP, no local há placas da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) informando que o local é uma “área de preservação permanente” onde deve ser proibido “construir, danificar, invadir e jogar lixo ou entulho”.

    Durante a vistoria, os técnicos do Ministério Público anotaram que a operação era danosa para o meio ambiente com o uso de máquinas e retroescavadeiras para a construção de um imenso aterro na área inundável da Represa Billings.

    Ainda de acordo com o laudo, o aterro está tomando o lugar de um espelho d’água, reduzindo assim a capacidade do reservatório, que deveria ser usado integralmente para o abastecimento público.

    “Já está se aproveitando uma pequena obra que era necessária para fazer um aterro de 9 mil m² em cima da represa sem nenhuma licença. Quanto mais avançarem as obras, menos chance de recuperação do estado anterior nós vamos ter”, afirma Maria Gabriela Ahualli Steinberg, promotora do Meio Ambiente da capital.

    Em nota, a administração municipal afirmou que o aterro é provisório e será removido quando o trabalho acabar. Informou ainda que a obra emergencial é uma solução efetiva para 100 mil passageiros que usam 15 linhas de ônibus da região e que a previsão para o fim da duplicação é janeiro de 2024.

    Além disso, a prefeitura disse que conseguiu um atestado de dispensa de licença ambiental emitido pela Defesa Civil de São Paulo, mas o documento não substitui o da Cetesb.

     

  • Avião com destino a Congonhas decola do Santos Dumont e faz pouso de emergência no Galeão

    Avião com destino a Congonhas decola do Santos Dumont e faz pouso de emergência no Galeão

    O voo G3 1023 saiu do aeroporto do Centro do Rio, mas teve que descer no Galeão cerca de 15 minutos depois de ter decolado. Aérea informou que aeronave apresentou problemas técnicos.

    Um avião da Gol, com destino a Congonhas, em São Paulo, teve que fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional do Galeão cerca de 15 minutos depois de ter decolado do Aeroporto Santos Dumont, no início da tarde desta segunda-feira (9).

    Passageiros relataram que o avião sofreu uma pancada muito forte, e que por isso deu uma chacoalhada. Ainda segundo passageiros, houve um princípio de pânico.

    Depois disso, o piloto fez um pouso de emergência no Galeão. Passageiros contaram que um caminhão dos bombeiros aguardava a aeronave na pista.

    Em nota, a Gol informou que “o voo G3 1023 desta segunda-feira (09/10), entre Santos Dumont (SDU) e Congonhas (CGH) apresentou problemas técnicos após a decolagem e alternou para o Galeão (GIG). A tripulação cumpriu os procedimentos previstos e a aeronave pousou normalmente.

    Os clientes impactados estão recebendo as devidas facilidades e sendo remarcados para os próximos voos com destino a CGH tanto em GIG, como a partir de SDU.

    A GOL reforça que todos os procedimentos foram realizados com foco na Segurança, valor número 1 da Companhia”.

    A Rio Galeão, concessionária que administra o Aeroporto Internacional do Rio, disse que o pouso de emergência não gerou nenhum impacto no funcionamento do terminal.

     

  • Segurança da CPTM troca socos com passageiro em estação de Mauá, na Grande SP

    Segurança da CPTM troca socos com passageiro em estação de Mauá, na Grande SP

    Flagrante aconteceu na noite deste sábado (7) e a empresa disse que o homem “reagiu à abordagem dos seguranças e foi retirado do sistema”.

    Um segurança da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi flagrado na noite deste sábado (7) trocando socos com um homem que tentava burlar a catraca de uma estação da empresa na cidade de Mauá, na Grande São Paulo.

    O flagrante aconteceu na Linha 10-Turquesa e, segundo a empresa, o homem foi abordado pelos seguranças quando pulou o bloqueio da estação para não pagar a tarifa, por volta das 21h10.

    A CPTM disse que o homem “reagiu à abordagem dos seguranças e foi retirado do sistema”.

    A empresa afirmou que repudia qualquer tipo de violência por parte de passageiros ou colaboradores e vai investigar a abordagem dos seguranças, usando câmeras de segurança da estação Mauá.

    Caso seja detectado algum erro na abordagem dos seguranças com o passageiros, a CPTM disse que tomará as medidas administrativas cabíveis.

    Veja a íntegra da nota da CPTM
    “A CPTM repudia qualquer tipo de violência, por parte dos passageiros ou dos colaboradores e apura todos os fatos seguintes à abordagem, inclusive com imagens das câmeras de segurança, para tomar as medidas administrativas cabíveis.

    Na noite deste sábado (07/10), por volta das 21h10, na Estação Mauá, da Linha 10-Turquesa, a equipe de segurança abordou um homem que burlou o bloqueio (catracas) para não pagar a tarifa, o que é considerado infração. O homem reagiu à abordagem dos seguranças e foi retirado do sistema”.

     

  • Influencer evangélico Victor Bonato é preso em investigação sobre crimes sexuais em Barueri, na Grande SP

    Influencer evangélico Victor Bonato é preso em investigação sobre crimes sexuais em Barueri, na Grande SP

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o influencer foi preso na noite de quarta (20). Ele é acusado de estupro contra ao menos três jovens e usou as redes sociais para pedir perdão às vítimas por ter cometido o que ele chama de “pecado da imoralidade”: “Não tive atitude de homem”.

    O influencer evangélico Victor de Paula Gonçalves, de 27 anos, conhecido como Victor Bonato, teve a prisão decretada pela Justiça e foi preso pela Polícia Civil na noite de quarta-feira (20), sob acusação de crimes sexuais contra ao menos três mulheres em Barueri, na Grande São Paulo.

    Bonato é um dos fundadores do grupo evangélico Movimento Galpão, voltado para jovens ricos e de classe média alta da região de Alphaville, distrito de condomínios de alto padrão da cidade de Barueri.

    Com mais de 145 mil seguidores no Instagram, ele se notabilizou pelas pregações religiosas online e pelos cultos do grupo transmitidos pelas redes sociais, sempre endereçadas aos jovens.

    A prisão do rapaz foi decretada em 20 de setembro pelo juiz Fabio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri, dentro do processo que Victor responde pelo suposto estupro de três jovens da comunidade religiosa de Alphaville.

    A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que Bonato foi preso assim que a decisão judicial foi emitida. Ele foi localizado em um evento no município de Cesário Lange, interior do estado.

    O religioso foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri, onde o caso é investigado sob sigilo da Justiça, disse a SSP.

    Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), “processos envolvendo crimes sexuais tramitam em segredo de Justiça” e, portanto, não é possível das informações sobre o caso.

    Confissão nas redes sociais
    Um dia antes de a prisão ser decretada, em 19 de setembro, Bonato usou as redes sociais para pedir perdão às meninas com as quais ele “falhou, enganou e defraudou”.

    “Eu errei como homem e estou aqui me confessando e pedindo perdão como homem. Quero pedir perdão às meninas com quem eu falhei, que eu defraudei e magoei, com quem eu não tive atitude de homem”, disse o rapaz (veja vídeo acima).
    “Quero pedir perdão à família de cada uma pelas falhas que cometi e espero que possam me perdoar. E se vocês não conseguirem, eu também compreendo”, declarou.

    “Pecado da imoralidade”
    O influencer também disse que está arrependido por ter caído no que ele chama de “pecado da imoralidade e iniquidade”.

    “Nos últimos meses eu cometi alguns pecados. Eu caí em imoralidade e iniquidade, eu fui contrário a tudo que eu prego e desagradei o coração de Deus. Falei com Deus, com a minha família e aqueles que confiam em mim e estou profundamente envergonhado e arrependido por isso”, disse o rapaz.

    “Eu magoei pessoas, feri pessoas e trouxe vergonha para um ministério lindo que é o Galpão. Estou vindo publicamente me confessar porque decidi deixar isso pra trás e eu quero construir certo, na luz, a partir de agora. Vim confessar pra que fique claro que errei e falhei, não o Galpão”, completou.

    Em nota divulgada nas redes sociais também no dia 19 de setembro, um dia antes de a prisão contra Bonato ser decretada, o grupo Galpão disse que o influencer não fazia mais parte do movimento por “alguns acontecimentos que ferem diretamente o que o Galpão acredita e segue, fere a palavra e está em desacordo com o que Jesus nos ensina”.

    “Viemos através desse comunicado, informar que Victor Gonçalves não faz mais parte do nosso movimento! Alguns acontecimentos ferem diretamente o que o Galpão acredita e segue, fere a palavra e está em desacordo com o que Jesus nos ensina. Por esse motivo ele foi afastado do Galpão”, disse a nota.

    “O Galpão preza pela verdade e responsabilidade com o evangelho, e acreditamos na necessidade de sermos transparentes em relação ao nosso ministério. Nós cremos em transformação, e oramos por isso. Estendemos o convite a todos, façam o mesmo!”, declarou.

    Na semana passada, o grupo também anunciou o fechamento do espaço onde eram feitos os encontros religiosos para reforma, “em razão da apuração dos fatos que estão sendo divulgados”.

    “Viemos informar que o Galpão passará por uma reforma. Em razão da apuração dos fatos que estão sendo divulgados e de um novo tempo que Deus está nos direcionando não teremos nossos encontros na terça-feira. Por respeito a Justiça e a todos envolvidos, aguardaremos os esclarecimentos dos mesmos”, disse a nota.