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  • Relator do Plano Diretor de SP altera texto final e pede isenção de imposto para estádios de Corinthians, Palmeiras e São Paulo

    Relator do Plano Diretor de SP altera texto final e pede isenção de imposto para estádios de Corinthians, Palmeiras e São Paulo

    Processo de revisão do projeto não apresenta estudos sobre estimativas de impactos financeiros decorrentes desta mudança. O vereador Rodrigo Goulart (PSD) não apresentou dados sobre quanto a cidade deixará de arrecadar com esses benefícios.

    O relator do substitutivo do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo, o vereador Rodrigo Goulart (PSD), acrescentou um artigo ao texto final do projeto que trata da isenção do imposto sobre serviço (ISS) aos estádios do São Paulo, do Palmeiras e do Corinthians (Neo Química Arena e Fazendinha).

    A minuta do substitutivo ao projeto de lei estabelece a criação de polos esportivos e turísticos nos quatro estabelecimentos. O conteúdo deste artigo não fez parte dos debates do PDE durante a fase de audiências públicas.

    O processo de revisão do Plano Diretor não apresenta estudos sobre as estimativas de impactos financeiros decorrentes de mais essa mudança. O vereador Goulart também não apresentou dados sobre quanto a cidade deixará de arrecadar com esses benefícios.

    A versão final deixou de fora, por exemplo, outros palcos históricos do futebol paulistano, como o Pacaembu e os estádios da Portuguesa e do Juventus.

    Em nota, Rodrigo Goulart disse que a proposta de isenção do imposto inclui apenas os três clubes porque eles dão visibilidade para a cidade de São Paulo. A TV Globo questionou também se não há conflito de interesse pelo fato de o pai do vereador fazer parte do conselho vitalício do Corinthians, mas ele não respondeu à pergunta. O Corinthians disse que não influencia nas atividades pessoais e profissionais dos seus conselheiros.

    O projeto deve ser votado pelos vereadores da capital na próxima segunda-feira (26).

    O que diz a oposição
    A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) classificou a escolha como “muito estranha”.

    “É uma matéria de isenção fiscal, não deveria estar dentro de um projeto urbanístico. Primeira coisa é essa. Segunda coisa é: por que isentar somente esses três estádios. A terceira coisa é: esses estádios têm arrecadado muito com shows, grandes eventos, ou seja, a arrecadação desses estádios tem aumentado”, afirmou.

    “A prefeitura vai ficar sem essa arrecadação? Sendo que o ISS é um dos impostos que mais contribuem para o caixa da prefeitura para poder investir em políticas públicas. Nós não concordamos com essas isenções. Do jeito que está no substitutivo, abre margem para isenções futuras”, questionou Silvia.

  • ex-prefeita de Cristais Paulista diz que foi impedida de levar objetos pessoais da prefeitura

    ex-prefeita de Cristais Paulista diz que foi impedida de levar objetos pessoais da prefeitura

    Dra Katiuscia (PSD), que teve mandato cassado pela Câmara, esteve no prédio do Executivo na quinta-feira (15) e alegou ter sido humilhada. Atual administração nega acusações.

    A ex-prefeita de Cristais Paulista (SP), Katiuscia Leonardo Mendes (PSD), a Dra. Katiuscia, usou as redes sociais nesta quinta-feira (15) para publicar vídeo em que afirma ter sido impedida de retirar pertences pessoais do gabinete que ocupava no prédio da prefeitura.

    A ex-chefe do Executivo teve o mandato cassado pela Câmara dos Vereadores no dia 7 de junho por infrações político-administrativas na gestão dela.

    No vídeo, Dra. Katiuscia diz que foi “absurdamente impedida e humilhada” por ter sido barrada e afirma ainda que não pôde levar nem fotos de familiares e documentos dela.

    “Eu estou revoltada, inconformada com tamanho desaforo”, declara.

    Nas imagens é possível ver uma caixa cheia de objetos na frente da prefeitura, parte deles espalhada pelo chão, enquanto um policial militar observa a movimentação da prefeita.

    Prefeitura nega impedimento
    Procurada pelo g1, a prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que o atual prefeito, Elson Gomes (PTB), autorizou e acompanhou a entrada da ex-chefe do Executivo na prefeitura.

    Segundo a prefeitura, Dra Katiuscia retirou três impressoras, uma cadeira e alguns itens de escritório e decoração. Ao entrar no gabinete, separou diversos documentos alegando serem pessoais, mas verificou-se que em algumas pastas havia documentos públicos originais.

    “Ela foi informada que esses documentos pertenciam ao município e não poderiam ser levados por ela. Foi oferecida a possibilidade de fornecer cópias dos documentos, e o município se dispôs a verificar e separar os documentos pessoais dos documentos públicos. Foi permitido a ela acompanhar o processo ou designar alguém de sua confiança para fazê-lo”, diz a nota.

    De acordo com a prefeitura, a ex-prefeita não concordou e ficou exaltada, saindo do prédio arrastando uma caixa com vários documentos públicos. A Polícia Militar foi chamada para garantir a segurança.

    “A Polícia Militar foi acionada e acompanhou todo o processo. Irritada, a ex-prefeita jogou os documentos da caixa no chão e, em seguida, iniciou uma transmissão na internet, afirmando que estava sendo impedida de retirar seus pertences.”
    Ainda de acordo com a nota da prefeitura, Dra. Katiuscia retirou os objetos pessoais.

    O g1 também procurou a defesa da ex-prefeita nesta sexta-feira, mas ela não foi localizada até a publicação desta matéria.

    Perda de mandato
    Dra. Katiuscia teve o mandato cassado pela maioria dos vereadores em sessão extraordinária no dia 7 de junho. Ela foi acusada de infrações político-administrativas. A votação também tornou a prefeita inelegível por oito anos.

    As três denúncias foram feitas à Câmara por uma moradora:

    Contratação sem processo licitatório de empresa administradora do vale alimentação dos servidores públicos municipais;
    Pagamentos indevidos do benefício do vale alimentação;
    Quebra de decoro.
    As infrações foram votadas isoladamente, sendo que a primeira denúncia envolvendo a dispensa de licitação recebeu seis votos favoráveis e três contrários. A segunda e a terceira, sobre repasse irregular de benefícios e quebra de decoro, tiveram placar de sete votos favoráveis e dois contrários.

    Dra. Katiuscia tinha sido reeleita em 2020 com 3.032 votos. Na semana passada, a defesa dela informou que iria recorrer da decisão da Câmara na Justiça.

  • Revisão do Plano Diretor de SP é aprovada em 1ª votação em dia de discussão entre vereadores e protesto na Câmara Municipal

    Revisão do Plano Diretor de SP é aprovada em 1ª votação em dia de discussão entre vereadores e protesto na Câmara Municipal

    Segunda votação deve acontecer após oito audiências públicas. Além do PDE, o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Jurubatuba também foi aprovado e segue para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    A revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo foi aprovada pela Câmara Municipal em primeira votação nesta quarta-feira (31); 42 vereadores foram favoráveis ao texto, e 12 votaram pela não procedência do projeto.

    A votação foi marcada por protestos da oposição e uma intensa discussão entre os parlamentares. Antes de os vereadores votarem o texto pela segunda vez, haverá oito audiências públicas na Câmara.
    (confira aqui as datas)

    Além da revisão do PDE, os parlamentares aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Jurubatuba. O texto segue para sanção ou veto do Executivo.

    Vereadores do PSOL dizem que a maioria das mudanças feitas pela Comissão de Política Urbana ao texto do Plano Diretor são de demandas do mercado imobiliário — que teria mais interesse em construir na cidade — e que houve pouca atenção aos pedidos da sociedade.

    Os parlamentares da comissão dizem que todos foram ouvidos, que mais de mil sugestões foram apreciadas e muitas delas, acolhidas.

    A vereadora Luana Alves (PSOL) subiu no plenário carregando um cartaz que mostrava o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ao lado da frase “Vende-se essa cidade. Tratar com Ricardo Nunes”.

    Líder do PSDB na Câmara, o vereador João Jorge retirou o cartaz das mãos da vereadora. Ele afirmou ao SP2 que achou o protesto descabido, desrespeitoso com o prefeito e que a Câmara não seria local apropriado para tal.

    5 audiências adicionais após críticas

    Após críticas de membros da sociedade civil e uma ação civil pública movida por cinco promotores de Justiça de São Paulo, vereadores disseram que vão fazer mais oito audiências públicas antes da votação definitiva do Plano Diretor Estratégico (PDE) da capital — lei que, entre outras coisas, determina o crescimento da capital (leia mais abaixo).

    Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), os parlamentares se defenderam das críticas relacionadas ao texto final da revisão do projeto. Antes da determinação, a expectativa era de apenas três audiências.

    O presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil), o presidente da Comissão de Política Urbana, Rubinho Nunes (União), e o relator da revisão do plano, Rodrigo Goulart (PSD), disseram que o projeto foi apresentado após mais de 50 audiências e que acolheu, sim, pedidos da sociedade civil.

    “A medida [do Ministério Público] é desarrazoada e desrespeita a legislação. Não faz sentido uma judicialização. Tenho certeza de que o pedido de liminar será rechaçado”, afirmou Nunes.

    Goulart disse que muitos dos críticos não foram a audiências públicas e que uma série de pedidos feitos em audiências foram acolhidos, não somente o que foi discutido com o mercado.

    “A cidade não pode se pautar em número de vagas [de garagem]. Por isso, temos urbanistas contrários e favoráveis. Temos um setor produtivo que constrói para alto padrão e unidades habitacionais para os de menor renda. O processo foi transparente e estamos destrinchando com a imprensa, em reuniões com bancadas e audiências”, afirmou Goulart.

    Já Milton Leite contou que, nesta quarta (31), pretende colocar em votação, além do PDE, o Projeto de Intervenção Urbana Jurubatuba, que prevê crescimento imobiliário, novas avenidas e pontes no extremo Sul da capital, área que é reduto eleitoral dele e de Goulart.

    O novo texto apresentado por vereadores da Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo prevê a possibilidade de uma construtora levantar empreendimentos com até 9 vezes o tamanho do terreno, caso as unidades sejam destinadas à Habitação de Interesse Social (HIS) na faixa 1, ou seja, para quem ganha até 3 salários mínimos.

    Atualmente, o limite máximo estipulado é quatro vezes o tamanho do terreno.

    O vereador Rodrigo Goulart (PSD) informou que a diretriz é para incentivar o mercado a construir unidades habitacionais para a população de baixa renda.

    Isso será possível se uma incorporadora mesclar diferentes classes sociais em um mesmo empreendimento, não necessariamente o empreendimento todo tem que ser para mais baixa renda.

    “Para tudo haverá controle da destinação. Há um item do plano em que se exige que o agente financeiro emita um documento que comprove que o empreendimento destinado é para a faixa de renda correta”, afirmou o vereador.
    Nos últimos anos, o mercado optou por construir mais unidades para HIS 2 (destinada para pessoas que ganham entre 3 a 6 salários) ou Habitações de Mercado Popular (HMP), para quem ganha até 10 salários.

    Urbanistas, porém, questionam o excesso de alterações que flexibilizam demais a verticalização na cidade sem as devidas discussões com a sociedade.

    Mudança do original
    Por outro lado, os vereadores da Comissão de Política Urbana retiraram um trecho do projeto original da revisão Plano Diretor que beneficiaria a população de baixa renda em determinadas áreas localizadas nos chamados eixos de estruturação ou eixos de transporte, que são localizados próximos a transporte público sobre trilhos ou pneus.

    Tanto o texto original como no atualizado pela câmara aumenta, logo de início, em 50% o potencial máximo de construção nessas áreas. E isso segue mantido.

    Mas o Artigo 14 do projeto determinava uma condição para isso: a obrigatoriedade de um percentual mínimo (20%) para Habitações de Interesse Social para a camada mais pobre, com renda entre um e três salários mínimos, em terrenos vazios ou subutilizados que estejam nas chamadas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), sempre nas proximidades do transporte público.

    As Zeis são áreas destinadas para habitações para quem tem menos renda, e dentro delas são enquadradas duas faixas: HIS 1 (até três salários ) e HIS 2 (de três a seis salários).

    A mudança feita pelos vereadores foi num artigo que tratava especificamente das Zeis 5, que são essas em terrenos vazios ou subutilizados.

    No texto apresentado nesta semana pelo relator da revisão do plano na Câmara, Rodrigo Goulart (PSD), o trecho que exigia os 20% para HIS foi suprimido.

    O texto da Câmara, porém, amplia o potencial construtivo para três tipos de Zeis. Além dos terrenos ociosos ou subutilizados, o aumento do potencial serve também para áreas de interesse social em galpões vazios abandonados ou deteriorados e também em terrenos onde há cortiços. Mas não faz diferenciações sobre as duas faixas de renda de HIS.

    “Estamos, na verdade, ampliando o potencial construtivo para essas áreas e para a população mais pobre. Sem diferenciar se HIS 1 ou 2. Além disso, há poucos terrenos nessas condições (vazios ou subutilizados). No nosso entendimento, era melhor ampliar as habitações para baixa renda de maneira uniforme”, disse Goulart.
    Promotores pedem suspensão e debate
    Uma Ação Civil Pública assinada por cinco promotores de São Paulo nesta quarta-feira (24) pede que a Câmara Municipal da capital paulista apresente estudos técnicos para embasar mudanças previstas pela revisão do Plano Diretor antes de dar seguimento ao trâmite de aprovação do documento na Casa.

    A ação foi protocolada um dia após a divulgação do texto que alterou o documento apresentado ao Executivo e que permite mais verticalização na capital.

    Na quinta (25), o Tribunal de Justiça de São Paulo deu 72 horas para a prefeitura e a Câmara Municipal se manifestarem a respeito das audiências públicas e das alterações na revisão do Plano Diretor que foi enviada para votação pelos vereadores.

     

  • Vereadora sofre ameaças durante três dias, por mensagens, para votar a favor da cassação do prefeito de Martinópolis e registra o caso na Polícia Civil

    Vereadora sofre ameaças durante três dias, por mensagens, para votar a favor da cassação do prefeito de Martinópolis e registra o caso na Polícia Civil

    Suspeito, de 58 anos, que trabalha como vigilante patrimonial na Prefeitura, já foi identificado, confessou as ameaças e teve o celular apreendido para a perícia técnica.

    A vereadora Sonia Pires Bueno Chanquini (PSD) registrou na Polícia Civil um Boletim de Ocorrência por ameaça, nesta segunda-feira (22), contra um funcionário público municipal, de 58 anos, que mandou mensagens para a parlamentar, durante três dias, em Martinópolis (SP), exigindo dela um voto favorável à cassação do prefeito Marco Antonio Jacomeli de Freita (Republicanos), que é alvo de uma Comissão de Investigação Processante (CIP) na Câmara Municipal.

    A Polícia Civil informou ao g1 que as mensagens, “com ameaças diretas a ela e aos filhos” da vereadora, começaram a ser encaminhadas na última sexta-feira (19) e perduraram até domingo (21).

    A polícia ainda pontuou que, assim que o registro da ocorrência foi elaborado, as investigações foram iniciadas e, então, a identidade do suspeito, que trabalha como vigilante patrimonial na Prefeitura, foi descoberta ainda nesta segunda-feira (22).

    “O funcionário público foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, em Martinópolis, e confessou ser o autor das ameaças”, explicou.
    Depois de prestar declarações, o homem foi liberado. O seu aparelho celular, que havia sido utilizado para fazer o envio das mensagens, foi apreendido e será “encaminhado à perícia técnica” para passar por análise.

    O delegado Renato Pinheiro, responsável pelo caso, adicionou ao g1 que está “aguardando a representação da vítima para instaurar o Termo Circunstanciado de Ocorrência”.

    Vereadora
    Em conversa com o g1, nesta terça-feira (23), a vereadora Sonia Chanquini disse que ficou “desesperada” com a situação.

    “A princípio, eu ia abandonar tudo, pegar meu filho e ir embora para Portugal. Eu só ia avisar o Jurídico da Câmara depois e ia embora, porque nas ameaças ele falava para eu não abrir a boca, falou que tinha político envolvido, falou que tinha polícia e pessoas da minha igreja, e aí foi onde me desesperou”, citou.
    Sonia ainda mencionou que, durante as ameaças, seu filho “estava chorando, com medo de matarem ele no caminho da escola”. “Enfim, eu não sabia o que fazer”, admitiu a vereadora.

    Ela ainda ressaltou ao g1 que, mesmo após esta situação, mantém a posição de votar contra a cassação do prefeito.

    “Só [votaria contra] se houvesse denúncia de corrupção e desvio do dinheiro público, aí sim eu voto para cassar”, concluiu a parlamentar.

    Segundo o relato que a própria vítima apresentou à TV Fronteira, uma das mensagens ameaçadoras que lhe foram enviadas é a seguinte:

    Prefeito
    O conteúdo das ameaças enviadas através das mensagens faz alusão à abertura da Comissão de Investigação Processante, aprovada na última segunda-feira (15), que irá apurar um pedido de cassação do prefeito de Martinópolis, Marco Antonio Jacomeli de Freita.

    Na ocasião, a abertura da CIP na Câmara Municipal teve seis votos a favor e quatro contra.

    Em nota à TV Fronteira, nesta terça-feira (23), o prefeito informou que foi notificado e, no prazo legal, apresentará a sua defesa.

    Freita ainda lamentou a situação envolvendo a vereadora e mencionou que a “Polícia Civil está investigando e, com o autor das ameaças e a divulgação dos fatos, a cassação do prefeito tomará um outro rumo”.

    O pedido de cassação foi feito por meio de um requerimento de uma moradora, no dia 8 de maio, e tem como motivo a procedência de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo, além de um caso de maus-tratos a um animal, ocorrido no ano passado. No pedido também constam supostos atos de improbidade administrativa.

    Depois da manifestação do prefeito, será realizada uma nova votação para decidir se será dado andamento na investigação ou se a CIP será arquivada.

  • Câmara de São José dos Campos aprova alteração no Plano Diretor da cidade

    Câmara de São José dos Campos aprova alteração no Plano Diretor da cidade

    Foram 12 votos favoráveis e oito contrários. Entre as mudanças, o projeto prevê um desconto na outorga onerosa e o reposicionamento do bairro Vila Adyanna.

    A Câmara Municipal de São José dos Campos (SP) aprovou o projeto de lei que faz alterações no Plano Diretor da cidade. A aprovação aconteceu durante a sessão da noite desta quinta-feira (18).

    A proposta, que foi protocolada pelo prefeito Anderson Farias (PSD) no dia 24 de março, muda regras de outorga onerosa, altera o reposicionamento do bairro Vila Adyanna e prevê ainda outras mudanças – leia mais detalhes abaixo.

    Foram doze votos favoráveis e oito contrários. Para que fosse aprovado, o texto precisava do aceite de pelo menos 11 dos 21 vereadores. Veja abaixo quem foi contra e quem foi a favor:

    Votos favoráveis:

     

    • Fabião Zagueiro (SD)
    • Juvenil Silvério (PSD)
    • Júnior da Farmácia (União)
    • Lino Bispo (PL)
    • Marcão da Academia (PSD)
    • Marcelo Garcia (PTB)
    • Milton Vieira Filho (Republicanos)
    • Rafael Pascucci (PTB)
    • Renato Santiago (PSDB)
    • Robertinho da Padaria (Cidadania)
    • Rogério da Acasem (MDB)
    • Zé Luís (PSD)

     

    Votos contrários:

     

    • Amélia Naomi (PT)
    • Dr. José Claudio (PSDB)
    • Dulce Rita (PSDB)
    • Fernando Petiti (MDB)
    • Juliana Fraga (PT)
    • Roberto Chagas (PL)
    • Thomaz Henrique (Novo)
    • Walter Hayashi (PSC)

    Durante a discussão, as críticas da oposição tiveram como base o parecer da assessoria jurídica da Câmara, que foi contrária à proposta

    Os parlamentares que foram a favor do projeto, por outro lado, argumentaram sobre a evolução do município e a verticalização dos grandes centros urbanos.

    A votação já estava prevista para a quinta-feira da última semana (dia 11), mas foi adiada após pedido do vereador Marcão da Academia (PSD), o líder do governo municipal na casa.

    O projeto
    A proposta do prefeito de São José, Anderson Farias (PSD), prevê acréscimo um desconto de 5% no pagamento à vista da contrapartida financeira de planejamento urbano sustentável da Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) e implementa as opções de estratégias sustentáveis introduzidas pelo novo Código de Edificações.

    Além disso, entre outras mudanças, o projeto pretende reposicionar o bairro Vila Adyanna à região central e região do Jardim Satélite. Atualmente, o bairro é equiparado ao Jardim Aquarius.

    A proposta chegou a receber três emendas, mas todas foram rejeitadas – duas pela comissão permanente e uma em plenário.

    O que diz a prefeitura?
    Por meio de nota, a prefeitura informou que o projeto de lei tem por objetivo o aperfeiçoamento do Fator de Sustentabilidade relativo a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC).

    Segundo a prefeitura, com a crescente relevância da sustentabilidade no ambiente urbano foram incorporadas novas estratégias sustentáveis para aplicação nos empreendimentos da cidade. E com o intuito de simplificar o processo de pagamento dessa contrapartida financeira, e consequentemente promover uma maior celeridade no processo de aprovação dos empreendimentos, está sendo proposta a alternativa de parcelamento do valor da contrapartida com o município para os empreendimentos que incluam o uso residencial multifamiliar.

    Ainda segundo a gestão, a OODC, instituída pelo Plano Diretor 2018, consiste na aquisição de potencial construtivo adicional mediante o pagamento dessa contrapartida financeira, cujos recursos são depositados em Fundo Municipal para investimentos na cidade.

    Por fim, a prefeitura ressaltou que o projeto de lei foi discutido com a sociedade em sete audiências públicas realizadas nas diversas regiões da cidade em 2022, tendo sido considerado apto pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano para protocolo na Câmara Municipal.