Tag: PSD

  • PSD oficializa Ronaldo Caiado à Presidência e confirma Gilberto Kassab como vice

    PSD oficializa Ronaldo Caiado à Presidência e confirma Gilberto Kassab como vice

    Convenção nacional da sigla, realizada em São Paulo, formaliza a chapa para as eleições de 2026. Durante o evento, Caiado destacou o apoio de Kassab e afirmou que sua candidatura representa uma alternativa à polarização política

    O Partido Social Democrático (PSD) realiza neste domingo (26) sua convenção nacional para oficializar a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O evento começou às 9h e acontece na sede nacional da legenda, no Centro de São Paulo.

    Durante o evento, Caiado afirmou que “não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab a enfrentar todos que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria nenhum candidato fora da polarização”. 

    Em formato de coletiva de imprensa, o partido também confirma o presidente nacional e fundador do PSD, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa. O nome de Kassab foi anunciado oficialmente pela sigla em 1º de julho, mas já era cotado para a posição desde junho.

    Caiado deixou o governo de Goiás em março para se dedicar à disputa presidencial. Desde então, o estado passou a ser administrado pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB).

  • Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

    Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

    Pré-candidato à Presidência pelo PSD elogiou a gestão de Raquel Lyra e afirmou que terá palanque próprio no estado, mesmo sem pedido de voto da governadora

    O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou estar tranquilo com o fato de a governadora Raquel Lyra (PSD) não pedir voto para ele em Pernambuco.

    A gestora, que faz diversas sinalizações de unidade institucional com o presidente Lula, recebeu o “aval” do líder do partido, Gilberto Kassab, para declarar voto no petista, o que Raquel não fez até então, optando pela neutralidade. Em entrevista à CNB Recife, Caiado teceu elogios à chefe do Executivo estadual e disse que ela não pode ser cobrada.

    “Com muita tranquilidade. Sabe porque? Porque você não pode cobrar da governadora, que mostra toda a sua capacidade ímpar de gestão. Me dou maravilhosamente bem com a governadora Raquel. competentemente você viu enfrentar o que é superar os primeiros anos de dificuldade, dar a volta por cima e agora se consolidar no processo deste ano e, sem dúvida nenhuma, um segundo mandato será consagrador”, afirmou.

    Caiado explicou que nacionalmente muitos candidatos estão adotando a mesma estratégia, uma vez que há eleitores que votam em um nome de determinado partido para governador e outro para a presidente. 

    “Neste momento você tem que entender que existe um processo de nacionalização que um governador não quer entrar nele, é mais do que normal. As pessoas, às vezes, que votam nela votam em outros presidentes. Neste momento, ela está cuidando de Pernambuco, a função dela neste momento é cuidar de Pernambuco. Meu palanque aqui eu terei, com deputados, com cadidato ao Senado, terei com prefeitos que é a densidade do PSD no estado” completou.

    Apesar da fala de Caiado, o nome do PSD que tem despontado como favorito para o Senado é o do deputado federal Túlio Gadêlha, que representa a ala lulista na chapa de Raquel. A pré-candidatura dele, inclusive, foi costurada pelo Planalto. O Blog Cenário registrou, durante um evento do PSD com prefeitos em Brasília, Kassab afirmou que o parlamentar trabalha pelo presidente.

    “Na minha cédula eu vou tirar o presidente Lula, respeitosamente, e vou por o Caiado. A Raquel vai ter o Túlio trabalhando por Lula e tantos de vocês aqui. Se o Lula tiver o apoio de vocês aqui, é porque merece o apoio de vocês. Eu vou pescar alguns para fazer a campanha para o Caiado”, disse em tom bem humorado.

  • Flávio Bolsonaro defende vice da União Progressista em chapa presidencial do PL

    Flávio Bolsonaro defende vice da União Progressista em chapa presidencial do PL

    Senador avalia que saída de Ronaldo Caiado do União Brasil fortalece a oposição, amplia negociações estaduais e pode isolar o PT nas eleições de 2026

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista à CNN, que a futura chapa presidencial do Partido Liberal deverá contar com um vice indicado pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A avaliação ocorre após a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil para se filiar ao PSD, movimento que, segundo o parlamentar, amplia o campo de alianças da oposição e pressiona o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A declaração de Flávio é feita em um momento em que novas pesquisas nacionais indicam rearranjos no campo da direita. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, publicado pela revista Veja, mostra que o próprio Flávio Bolsonaro já supera o ex-presidente Jair Bolsonaro nas intenções de voto entre eleitores bolsonaristas, na modalidade de pesquisa espontânea — quando não é apresentada lista de nomes.
    Segundo o estudo, Flávio aparece com 12,1% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro registra 6,3%. O presidente Lula lidera este cenário com 25,5%, embora, segundo a publicação, com vantagem menos confortável diante de seus principais adversários. Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral e foi condenado por abuso de poder político e ataques ao sistema eleitoral, também é citado na pesquisa como estando preso em Brasília por tentativa de golpe de Estado.

    Ainda de acordo com o levantamento, Jair Bolsonaro fica atrás, inclusive, dos eleitores que declararam voto branco ou nulo. O maior contingente, porém, é formado por entrevistados que afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, somando mais de 44% do eleitorado.

    A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios, distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O grau de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026.

    Para Flávio Bolsonaro, a federação União Progressista reúne as condições ideais para a composição da chapa, por contar com capilaridade nacional, governadores bem avaliados e quadros competitivos para o Congresso, especialmente no Nordeste. “Eles possuem capilaridade em todo o Brasil, governadores bem avaliados, bons candidatos ao Senado e à Câmara, principalmente no Nordeste, e bons quadros para compor nossa chapa na vice-presidência”, afirmou.

    O senador relatou que manteve conversas com Caiado antes da mudança de partido e defendeu a legitimidade da pré-candidatura do governador. Na sua avaliação, a chegada de Caiado ao PSD não representa isolamento político, mas sim uma soma de forças da oposição.

    Para o PL, o fato de o PSD lançar candidato próprio à Presidência reabre negociações estaduais, já que palanques regionais passam a ter compromisso formal com uma candidatura nacional. Flávio avalia que o movimento tende a enfraquecer alianças do PT em alguns estados e obrigar o partido do presidente a buscar alternativas de última hora.

    Em entrevista à CNN, Ronaldo Caiado afirmou que deixou o União Brasil para viabilizar um projeto nacional que enfrentava resistências internas e disse que o PSD oferece estrutura e presença nacional para sustentar uma candidatura competitiva. A definição do nome que disputará o Planalto pela legenda deve ocorrer em abril.

    Além de Caiado, o governador do Paraná, Ratinho Jr., também é citado como pré-candidato e declarou que o PSD abriga mais de um nome competitivo, com a escolha sendo definida por diálogo interno e construção de um projeto nacional.

  • Prefeito de São José do Barreiro (PSD), Lê Braga, é detido pela Polícia Federal

    Prefeito de São José do Barreiro (PSD), Lê Braga, é detido pela Polícia Federal

    Político foi abordado no trecho de Pindamonhangaba, na Dutra, e conduzido à delegacia da Polícia Federal em Cruzeiro (SP).

    O prefeito de São José do Barreiro (SP), Alexandre de Siqueira Braga (PSD), conhecido como Lê Braga, foi detido pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (19).

    O político foi abordado pelos policiais no trecho de Pindamonhangaba, na Dutra, e conduzido à delegacia da Polícia Federal em Cruzeiro (SP). Até às 13h45, ele seguia na delegacia.

    O motivo da prisão não foi informado oficialmente pela Polícia Federal até a publicação da reportagem. A Prefeitura de São José do Barreiro também não se manifestou sobre o caso.

     

  • Busca em endereços de deputada quebrou ‘eixo de poder’ e levou Zinho a se entregar

    Busca em endereços de deputada quebrou ‘eixo de poder’ e levou Zinho a se entregar

    Foragido desde 2018, o chefe da maior milícia do estado do Rio de Janeiro, Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, passou anos despistando autoridades a partir de uma grande estrutura de crime. Mas o cenário mudou e ele, que passou tantos anos fugindo, decidiu se entregar à Polícia Federal.

    O que levou o miliciano a fazer isso? O que pesou na decisão e na estratégia da defesa?

    Dois investigadores ouvidos pelo blog disseram que o ponto de virada foi a operação que fez buscas na casa da deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros, a Lucinha, do PSD.

    Ela é considerada braço político da milícia de Zinho e era chamada de “madrinha” pelos milicianos. A parlamentar e uma assessora tiveram 15 encontros com Zinho em 2021, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio. O contador dele trocava mensagens com a deputada.

    BASTIDORES: Zinho negociou rendição por 1 semana com a PF, e estado fez ‘operação de guerra’ para transferi-lo; miliciano está em cela isolada

    Esse cenário todo, segundo investigadores, levou Zinho a se entregar. Por quê? Porque chegar à deputada é chegar a todo o esquema. Segundo um investigador disse ao blog, a narcomilícia e a política são um “bloco de poder”: “Quando você atinge um eixo, você atinge o outro”.

    Um segundo investigador disse que “Zinho estava com medo, afinal o sobrinho dele foi morto, o que desencadeou os incêndios nos ônibus”, e sabia que os policiais iriam chegar a mais informações da milícia. Inevitavelmente, chegariam ao próprio Zinho.

    O miliciano se entregou no fim da tarde deste domingo (24), após uma negociação entre a Polícia Federal e a defesa dele. Ele era alvo de 12 mandados de prisão.

    Após se apresentar à PF, Zinho foi transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

     

  • Saiba quem é a deputada Lucinha, afastada do cargo pela Justiça e alvo de buscas da PF e do MPRJ

    Saiba quem é a deputada Lucinha, afastada do cargo pela Justiça e alvo de buscas da PF e do MPRJ

    Parlamentar é carioca, tem 63 anos e dois filhos. Ela começou a vida pública na década de 1980. Lucinha afastada por suspeita de envolvimento com a milícia.

    Lúcia Helena Pinto de Barros, a deputada estadual Lucinha (PSD-RJ), foi afastada do cargo por tempo indeterminado nesta segunda-feira (18) por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e foi alvo da Operação Batismo, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

    Lucinha é carioca, tem 63 anos e dois filhos. Ela começou a vida pública na década de 1980, ao lado do pai.

    Investigações apontam que a deputada é o braço político da milícia de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, uma das mais poderosas e violentas do Rio e com forte atuação na região populosa de Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense. A região é a principal área de atuação da parlamentar.

    A primeira eleição foi para a Câmara Municipal da capital fluminense foi em 1992. Foi a vereadora mais votada da cidade em 2008.

    Deputada

    Lucinha se elegeu deputada estadual pela primeira vez em 2011. Nas eleições de 2018, ela recebeu mais de 65 mil votos, sendo a 8ª mais votada do Estado do Rio de Janeiro.

    No pleito de 2022, ela recebeu mais de 60 mil votos. Atualmente, ela está no 4º mandato.

    Lucinha foi presidente da CPI dos Trens que, ano passado, investigou os problemas no sistema ferroviário. Entre as recomendações do relatório final, os deputados pediram que o governo do estado escolhesse entre a reestatização do sistema ferroviário ou a criação de um novo modelo de licitação para o serviço, que atualmente é concedido à Supervia.

    Em 2021, a deputada foi apontada como suspeita de espalhar cartazes e placas se cumprimentando por melhorias como serviços de limpeza e poda de árvores, que são prestados pelo poder público e deveriam estar acessíveis para toda a população.

    Levada por criminosos
    Em outubro deste ano, Lucinha foi abordada por criminosos em um sítio em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A parlamentar estava no local para comemorar o aniversário.

    Os criminosos estavam em fuga da comunidade Viegas, em Senador Camará, e chegaram a levar a deputada estadual em um carro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para a comunidade Vila Kennedy. Lá, ela foi liberada pelos bandidos e conseguiu voltar para casa. O veículo foi recuperado e um suspeito foi preso um mês depois.

    A deputada é mãe do secretário municipal de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos. Ele usa o nome da mãe na vida pública e é conhecido como Júnior da Lucinha.

    A última atualização de Lucinha nas redes sociais, no último domingo (18), foi a entrega de presentes de Natal comunidades da Zona Oeste da cidade.

  • ‘Madrinha da milícia’: gerente financeiro de Zinho pediu a Lucinha para soltar comparsas; ‘Fiz minha parte’, respondeu ela

    ‘Madrinha da milícia’: gerente financeiro de Zinho pediu a Lucinha para soltar comparsas; ‘Fiz minha parte’, respondeu ela

    Deputada estadual foi alvo nesta segunda-feira (18) de busca e apreensão pela PF e pelo MPRJ. Justiça também a afastou da Alerj.

    A deputada Lucinha (PSD), alvo nesta segunda-feira (18) de busca e apreensão pela PF e pelo MPRJ, foi flagrada em dezenas de conversas com o miliciano Domício Barbosa de Souza, o Dom, um dos homens de confiança de Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, chefe da maior milícia do RJ.

    A força-tarefa tem indícios de que Lucinha intercedeu pela soltura de comparsas de Dom que tinham sido pegos em flagrante.

    De acordo com a força-tarefa, Lucinha é chamada de “madrinha” pelos paramilitares de Zinho, que está foragido acusado de vários crimes.
    A Justiça também afastou Lucinha da Alerj. Agentes foram ao gabinete dela e em outros endereços, como a residência, em Campo Grande, e apreenderam documentos e equipamentos.

    Os diálogos
    Nas investigações que ligam a milícia de Zinho à deputada, há fortes indícios de que a “Madrinha”, se valendo de sua influência, intermediou a soltura de milicianos subordinados a Domício que estavam sendo conduzidos em flagrante por PMs do Recom, o Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões.

    O caso ocorreu em novembro de 2021. Nas conversas, Dom pede à madrinha para ver “se consegue falar com alguém porque levaram os meninos”.

    No dia seguinte, a deputada Lucinha envia mensagens escritas para Dom afirmando que “fez sua parte”. Diz ainda que quebraria seu telefone, para não deixar provas da participação na soltura dos criminosos no dia anterior.

    As apurações identificaram ainda que Dom agradece, dizendo que ela “ajudou muito”.
    Segundo ainda as investigações, no mesmo dia do diálogo entre a deputada e o miliciano Dom houve uma ocorrência policial na região de Campo Grande, tratando de milícia privada e envolvendo o Batalhão Especial da PM mencionado na conversa.

    Foram apreendidos fuzis, pistolas, coletes, carro. Mas sem nenhum preso, de acordo com apontamento da investigação.

    Quem é Dom
    O Ministério Público imputou a Dom diversos crimes de receptação, extorsão, corrupção ativa, porte ilegal de arma de fogo e porte ilegal de artefatos explosivos. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal Especializada do TJRJ, e o processo está em andamento.

    Dom ocupa lugar de destaque na hierarquia da milícia chefiada por Zinho, sendo um dos responsáveis pela administração financeira da organização criminosa, segundo as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Federal (PF), que desencadearam a Operação Batismo.

    Atualmente Dom é um dos foragidos da Operação Dinastia.

     

  • Justiça manda afastar deputada estadual Lucinha por suspeita de ligação com a milícia de Zinho; parlamentar é alvo de buscas

    Justiça manda afastar deputada estadual Lucinha por suspeita de ligação com a milícia de Zinho; parlamentar é alvo de buscas

    Justiça autorizou busca e apreensão no gabinete da deputada, na Alerj, e em vários endereços ligados a ela. O g1 tenta contato com a deputada e com a Casa.

    O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento do cargo, por tempo indeterminado, da deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros, a Lucinha, do PSD. Ela também é alvo de buscas, nesta segunda-feira (18), da Operação Batismo, da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

    A investigação aponta que a deputada é considerada o braço político da milícia de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, uma das mais poderosas e violentas do Rio e com forte atuação na região populosa de Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense.

    De acordo com a força-tarefa, Lucinha é chamada de “madrinha” pelos paramilitares de Zinho, que está foragido acusado de vários crimes.

    A Justiça expediu 8 mandados de busca e apreensão contra a deputada. Entre os endereços estão o gabinete de Lucinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro do Rio, e na casa dela, em Campo Grande. Outro alvo de buscas nesta segunda é Ariane de Afonso Lima, uma de suas funcionárias.

    Além de afastá-la do mandato, a Justiça proibiu Lucinha de frequentar as sedes da Alerj — tanto o Palácio Tiradentes quanto o novo prédio da Casa, o Alerjão.

    Em nota no meio da manhã, a Alerj informou que ainda não tinha recebido o comunicado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a deputada Lucinha. “Assim que for informada, oficialmente, a Casa tomará as providências cabíveis com base na decisão judicial.”

    O g1 tenta contato com a deputada.

    “Desejo que a deputada consiga esclarecer no seu juízo probatório a inocência dela. Eu acho que a ampla defesa, o contraditório, tem que prevalecer sempre”, disse ao g1 o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (PL).

    “A acusação é muito séria, porque a gente está num combate muito forte com a segurança pública, que está caótica no Rio. A gente está tentando melhorar em esforços conjuntos, não só a Assembleia Legislativa, como também o governador do estado [Cláudio Castro]”, emendou.

    O que dizem as investigações
    A ação desta segunda-feira é um desdobramento da Operação Dinastia, deflagrada pela PF em agosto de 2022, para tentar prender Zinho e 22 de seus comparsas por uma “matança generalizada” na guerra entre facções. Oito foram presos.

    As investigações começaram em 2021 no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), que apurava o assassinato de um policial por parte de milicianos ligados ao Bonde do Zinho.

    Com o avanço das investigações, houve compartilhamento de dados por parte do Ministério Público e pedido de abertura de inquérito à PF para aprofundar as conexões criminosas praticadas pela milícia.

    Segundo apuração da TV Globo com fontes do MPRJ e da polícia, quebras de sigilos telefônicos e telemáticos de suspeitos revelaram o envolvimento da deputada Lucinha e de uma assessora dela com a cúpula da milícia do Zinho.

    Os indícios mais graves levantados, segundo promotores e policiais, contra a deputada estadual:

    suspeita de interferência na segurança pública do Rio para a soltura de milicianos presos em flagrante;
    tentativa de mudança no comando do batalhão da PM em Santa Cruz, área sob domínio do Zinho;
    vazamento de informações sobre operações policiais para captura de milicianos;
    suspeita de atuação política para favorecer o transporte público de vans sob comando da milícia, na Zona Oeste.

     

     

  • Prefeita de Votorantim recusa convite de comissão para esclarecer suposto aumento irregular de salários presencialmente

    Prefeita de Votorantim recusa convite de comissão para esclarecer suposto aumento irregular de salários presencialmente

    Segundo a Câmara, a prefeita Fabíola Alves recusou o depoimento presencial afirmando que os esclarecimentos foram formulados e entregues por escrito.

    A prefeita de Votorantim (SP), Fabíola Alves (PSDB), decidiu não se apresentar à Comissão Processante (CP) da Câmara que investiga possíveis irregularidades no aumento dos salários dela e dos secretários municipais.

    Segundo a Câmara, os integrantes da comissão convidaram Fabíola para prestar esclarecimentos presencialmente. A reunião seria nesta sexta-feira (25), às 9h, mas o convite foi recusado pela prefeita.

    Conforme a Câmara informou, na quarta-feira (23), Fabíola entregou um documento no qual dizia não ter interesse em prestar o depoimento, pois os esclarecimentos foram feitos e entregues por escrito.

    Na terça-feira (22), foi encerrada a fase de depoimentos, que ouviu 10 testemunhas indicadas pela defesa da chefe do Executivo Municipal.

    Próximos passos
    Os membros da comissão devem encerrar a fase de produção de provas. Segundo a Câmara, uma nova reunião deve ser realizada na semana que vem. Novamente, a prefeita deve ser notificada para apresentar sua defesa no prazo de cinco dias.

    O presidente da Comissão Processante, vereador Luciano Silva (Podemos), informou que, com o relatório em mãos, decidirá a data para o julgamento e deliberação em plenário pelos vereadores.

    A Comissão Processante, que foi criada em 27 de junho, tem 90 dias para concluir os trabalhos, prazo este que passa a contar a partir da data da notificação para a prefeita apresentar sua defesa prévia, o que foi feito em 3 de julho.

    Denúncia
    A denúncia acusa a prefeita e o vice de aumento institucional dos salários deles e de secretários municipais. A investigação sobre supostas infrações político-administrativas do vice-prefeito Rodrigo Kriguer (PSD) foi suspensa liminarmente pela Justiça.

    A aprovação da Comissão Processante ocorreu durante uma sessão na Câmara, em 27 de junho, por sete votos a favor e quatro votos contra.

    Na ocasião, a Prefeitura de Votorantim informou que aplicou o reajuste inflacionário aos salários dos agentes políticos em conformidade com artigo 128, da Lei Orgânica Municipal e artigo 4º da lei municipal 2785/2020, que fixou os subsídios para o quadriênio 2021/2024.

    “Os vencimentos da prefeita são corrigidos pela inflação por disposição legal e para evitar achatamento do teto do funcionalismo público municipal e consequentemente de seus salários”, afirma a gestão municipal.

  • Apoiado por Tarcísio, favorito a vaga no Tribunal de Contas do Estado de SP é alvo de 4 investigações

    Apoiado por Tarcísio, favorito a vaga no Tribunal de Contas do Estado de SP é alvo de 4 investigações

    Órgão tem o papel de fiscalizar a gestão estadual e Assembleia Legislativa é quem faz a indicação. Deputado federal e ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD) diz que apenas uma das quatro ações propostas pelo Ministério Público foi acolhida pela Justiça.

    O deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) é o nome mais cotado para assumir a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que abrirá em setembro. A indicação dele é apoiada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo secretário de governo, Gilberto Kassab, e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

    Bertaiolli é ex-presidente do Mogi das Cruzes, cidade que administrou por dois mandatos entre 2009 e 2016, e reduto político de Valdemar Costa Neto.

    Ele é alvo quatro Ações Civis Públicas (ACP) por dano ao erário ajuizadas pelo Ministério Público Estadual de São Paulo, que apuram possíveis irregularidades cometidas na época em que ele era prefeito.

    À GloboNews, Bertaiolli afirmou nesta quarta-feira (23) que, “das quatro ações, três nem foram acolhidas pela Justiça”.

    Ainda de acordo com o deputado, em relação à quarta ação, única acolhida, “o juiz pediu uma perícia judicial e que o laudo da perícia afastou qualquer irregularidade”.

    O Ministério Público Estadual informou por meio de nota que as ações seguem em andamento no Tribunal de Justiça de São Paulo e que não houve até agora condenação em nenhum dos casos.

    Tarcísio X Bolsonaro
    A próxima vaga no TCE-SP será aberta em setembro em razão da aposentadoria do conselheiro Edgard Camargo Rodrigues, que completa 75 anos no dia 24 de setembro.

    Em tese, a última sessão no Tribunal que contará com a participação dele será no dia 20 de setembro. Todavia, ele pode se aposentar antes disso caso tenha, por exemplo, férias para tirar antes desse período.

    Rodrigues é integrante da Corte de Contas desde 1991 e foi indicado pelo então governador Luiz Antônio Fleury Filho (1949/2022).

    Além de Bertaiolli, disputam, nos bastidores, o advogado Maxwell Borges de Moura Vieira, apoiado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e pelo entorno do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, e o deputado estadual Ricardo Madalena, do PL, maior bancada da Alesp.

    A vaga é de indicação da Alesp. A Constituição estadual de São Paulo prevê que dois terços do TCE são indicados pela Alesp e um terço pelo governador. Na prática, porém, o ocupante do Palácio dos Bandeirantes costuma exercer sempre forte influência nessas escolhas.

    O deputado Ricardo Madalena disse à GloboNews que “a vaga pertence à indicação da Alesp, que o sentimento da Casa é de que tem que ser um deputado da Alesp, alguém do dia a dia deles”.

    Jantar no Palácio dos Bandeirantes
    Além de julgar anualmente as contas do governador, o TCE é responsável, entre outras funções, por analisar a legalidade de contratos feitos pelo governo estadual e todas as prefeituras paulistas, com exceção da Prefeitura de São Paulo, que faz parte da jurisdição do Tribunal de Contas do Município.

    Cabe ao TCE ainda analisar a legalidade dos contratos de concessão e privatização assinados pelo governo do estado, uma das principais apostas de Tarcísio de Freitas para a atual gestão.

    O governador Tarcísio de Freitas convidou para um almoço, ocorrido na noite desta quarta-feira (23) no Palácio dos Bandeirantes, os conselheiros do TCE e a procuradora-geral do Ministério Pública de Contas, Leticia Feres.

    A reportagem solicitou à Assessoria do governador informações sobre o jantar mas não obteve resposta.