Tag: Prefeitura de São Paulo

  • Prefeitura de São Paulo intensifica ações contra transporte por moto via aplicativos

    Prefeitura de São Paulo intensifica ações contra transporte por moto via aplicativos

    Após dias de negociação da prefeitura de São Paulo com a empresa 99, sobre a liberação de viagens de moto para os usuários, dessa vez foi a Uber que resolveu de juntar a concorrente e operar também com a mesma função de “moto-táxi”. A Prefeitura de São Paulo está reforçando medidas para impedir a operação de serviços de transporte por moto via aplicativos na capital paulista. Após o lançamento do serviço “99 Moto” em 14 de janeiro, a administração municipal iniciou uma série de ações judiciais e administrativas contra a 99, incluindo notificações formais, blitzes para apreensão de motos de motoristas cadastrados e a apresentação de uma notícia-crime contra a empresa.
    O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que as ações não se limitarão à 99. Na quarta-feira (22), quando a Uber lançou o serviço “Uber Moto” na cidade, Nunes anunciou que as mesmas medidas adotadas contra a 99 serão estendidas à Uber. Segundo o prefeito, ambas as empresas estão infringindo o decreto municipal que proíbe esse tipo de transporte, e, caso persistam, estarão sujeitas a uma multa diária de R$ 50 mil.

    Aplicativos buscam atender demandas de mobilidade
    Em resposta às restrições, a Uber afirmou que o serviço “Uber Moto” estará disponível apenas fora do centro expandido de São Paulo, seguindo a estratégia adotada pela 99. Segundo a empresa, essa decisão busca atender áreas onde a população tem maior necessidade de alternativas acessíveis de mobilidade, permitindo também uma análise mais cuidadosa da demanda e do uso do serviço. Contudo, a prefeitura mantém a posição firme de proibir o serviço em todo o município, reforçando as restrições através de ações legais e operacionais.

    Processo criminal e futuro dos serviços
    A queixa-crime apresentada pela Prefeitura contra a 99 marca um novo capítulo na disputa entre o poder público e as empresas de transporte por aplicativo. De acordo com Ricardo Nunes, a decisão de impedir o serviço está fundamentada na legislação municipal, que busca regulamentar e organizar o transporte na cidade. A Prefeitura segue monitorando as operações das plataformas e reforçou que novas medidas poderão ser tomadas caso os aplicativos continuem descumprindo as normas municipais.

    O que diz a legislação federal?
    O serviço de transporte oferecido por aplicativos no Brasil é regulamentado por duas leis federais.

    • A primeira é a lei nº 12.009 de 2009, que regula o serviço de mototáxi e motofrete (transporte de cargas) e define os requisitos para o exercício da profissão, como o uso de capacete e colete identificador. A lei também estipula a obrigatoriedade de cadastro nos órgãos municipais de trânsito.
    • A segunda legislação é o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, instituído pela lei n° 12.587 de 2012. Ela foi modificada em 2018 (pela lei 13.640) para incluir um trecho que regulamenta especificamente os serviços de aplicativos de transporte. A lei, aprovada no governo Michel Temer, ficou popularmente conhecida como “Lei do Uber”.

    O que diz a legislação municipal?
    A Prefeitura de São Paulo editou um decreto municipal em janeiro de 2023 que suspende na cidade o serviço de transporte de moto por aplicativo.

    • Com um texto bem sucinto, o decreto nº 62.144, de 6 de janeiro de 2023, suspendeu “temporariamente a utilização de motocicletas para a prestação do serviço de transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos”.
    • O texto não informa o prazo da suspensão, tampouco lista possíveis punições em caso de descumprimento nem menciona nada sobre a apreensão de motos.

      A 99 argumenta que a legislação estabelece que as prefeituras podem regulamentar e fiscalizar a atividade com exigências específicas, mas não podem proibi-la.

    Karina Navas
    (11)  99100-3705
    [email protected]
    https://kingpost.com.br
  • Wilson Pedroso Assume Coordenação da Campanha de Pablo Marçal para Prefeitura de São Paulo

    Wilson Pedroso Assume Coordenação da Campanha de Pablo Marçal para Prefeitura de São Paulo

    Estrategista por trás da vitória de Bruno Covas em 2020, Pedroso agora direciona seus esforços para alavancar candidatura de Marçal.

    O consultor eleitoral e analista político Wilson Pedroso foi oficializado nesta quarta-feira (7) como coordenador de estrutura e estratégia da campanha de Pablo Marçal na disputa pela prefeitura de São Paulo. Pedroso, que possui 30 anos de experiência em gestão pública e campanhas políticas, incluindo a vitoriosa campanha de Bruno Covas em 2020, agora busca impulsionar o nome de Marçal entre os eleitores paulistanos.

    Pedroso destacou que seu foco será ampliar a estrutura e a estratégia da campanha, trabalhando ao lado do presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche. “Estou feliz com o convite e pronto para arregaçar as mangas, aplicando a mesma inteligência e estratégia que me guiaram em outras eleições”, afirmou Pedroso.

    Com formação em Direito e MBAs pela Universidade de São Paulo (FIA) e pela ESPM, Wilson Pedroso é coautor do livro “Vencer a Eleição – Como construir uma campanha competitiva, do planejamento à vitória”. Ao longo de sua carreira, ocupou cargos executivos em diversas esferas do governo e na iniciativa privada, consolidando-se como um dos principais consultores eleitorais do país.

    Tags: Wilson Pedroso, Pablo Marçal, Campanha Eleitoral, Prefeitura de São Paulo, Eleições 2024, Estratégia Política

  • Subprefeito da Lapa, em SP, é investigado por apreensões fora da área de atuação; vídeos de ações foram divulgados por vereador

    Subprefeito da Lapa, em SP, é investigado por apreensões fora da área de atuação; vídeos de ações foram divulgados por vereador

    Luiz Carlos Smith Pepe admitiu ter feito de 6 a 8 ações fora da região que está sob sua responsabilidade. Prefeitura de SP diz que investiga ações e que punições poderão ser tomadas caso infrações funcionais sejam comprovadas.

    A Controladoria Geral do Município (CGM) – órgão de controle da Prefeitura de São Paulo – está investigando o subprefeito da Lapa, Luiz Carlos Smith Pepe, por atuação em fiscalizações e apreensões realizadas fora dos domínios territoriais do órgão dirigido por ele, o que fere a lei municipal.

    Sob o pretexto de acabar com bailes funks que tiram o sossego das comunidades em várias partes da cidade, o subprefeito usou equipes da Subprefeitura da Lapa, na Zona Oeste, para atuar – sem prévio conhecimento da Prefeitura de SP – em áreas que pertencem a outras subprefeituras.

    As ações foram filmadas e colocadas em redes sociais pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que acompanhou diretamente essas operações fora do território da Lapa. Houve apoio das polícias Militar e Civil e da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

    Em ao menos uma das ações, na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul, os agentes de fiscalização que fizeram a apreensão estavam com os coletes da prefeitura do avesso – sem exibir o logo do poder municipal 

    o SP2 foram procurados por comerciantes de Heliópolis e da Brasilândia, que tiveram pertences apreendidos pelos fiscais da Subprefeitura da Lapa e não estão conseguindo reaver os produtos, mesmo com notas fiscais comprovando a origem lícita dos produtos.

    Além de bebidas alcóolicas e aparelhos de som, os comerciantes relatam que tiveram mesas, cadeiras e até televisores apreendidos pelos fiscais da Lapa. As imagens colocadas no Youtube pelo vereador confirmam a versão dos vendedores, que pediram para não ser identificados, pois têm medo de sofrer retaliação da polícia.

    Apenas em Heliópolis, onde uma dessas operações aconteceu, em 7 de junho, na Rua Coronel Silva Castro, os comerciantes afirmam que os prejuízos chegam a R$ 200 mil.

    A via concentra vários comércios da comunidade e é onde também acontecem os bailes funks.

    “Entraram no comércio da minha mãe e levaram mais de R$ 40 mil em mercadoria, tudo com nota fiscal. O baile nessa rua é de conhecimento de todos e é organizado, tem hora para começar e acabar. Não vira a noite e é tudo limpo. As atividades ilegais acontecem do lado de fora, mas não é justo entrar num comércio com todos os impostos pagos e levar tudo, sem estar acontecendo nenhum ato ilegal e sem mandado de apreensão judicial”, disse a filha de uma comerciante de Heliópolis ao g1.

    “Entraram no meu bar, sem ninguém lá dentro, e levaram tudo o que a gente tinha. Fui chamada depois que os fiscais já tinham ido embora. Cheguei e não tinha mais nada. Levaram mesa, cadeira, freezer. De um vizinho levaram até o televisor. Tudo comprado com suor. São mais de R$ 50 mil em prejuízo. Há um mês não consigo trabalhar porque não tenho como comprar tudo de novo. Tenho dois filhos, mãe doente para cuidar e não consigo me reerguer”, contou outra comerciante.
    A advogada Larissa Machado Pedrosa representa ao menos três dos mais de dez comerciantes de Heliópolis que foram alvo da operação de 7 de junho. Ela conta que, no dia seguinte à operação, foi até a Subprefeitura do Ipiranga, a que o território de Heliópolis pertence, mas não encontrou o material apreendido.

    “Alguns comércios foram arrombados com as portas fechadas e sem ninguém lá. Os fiscais nem lacre das apreensões deixaram. Fui até a Sub[prefeitura] do Ipiranga tentar reaver os produtos e apresentar as notas, mas lá os fiscais disseram que nem sabiam que havia acontecido uma operação em Heliópolis”, declarou.

    Larissa relatou que, uma vez descoberta a participação da Subprefeitura da Lapa na ação, foi até a unidade – distante 15 km de Heliópolis –, e ouviu dos funcionários de lá que não conseguiria reaver os produtos, principalmente as bebidas alcóolicas.

    “A única coisa que eles falaram é que iriam verificar o que poderia ser liberado. E que aquela região ali [Heliópolis] é como se não existisse no mapa. Que qualquer um pode entrar e sair, é uma área pública e eles poderiam levar as mercadorias”, contou.
    “Questionei a questão de a Lapa estar lá no Heliópolis, considerando que a gente tem uma subprefeitura bem próxima da comunidade, e eles não souberam explicar o que estavam fazendo na região. E falaram que todas as bebidas certamente a gente não conseguiria recuperar, sem dar muitos detalhes”, completou a advogada.

    Larissa ingressou na Justiça com mandado de segurança para ter os bens dos comerciantes recuperados. O processo não foi apreciado pelo juiz até a última atualização desta reportagem.

    O que diz a lei municipal
    A cidade de São Paulo tem 32 subprefeituras. Cada uma é responsável por uma área determinada e não pode agir fora da região que administra, segundo a lei que criou normas para o funcionamento desses equipamentos públicos, durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

    Na lei municipal, de agosto de 2002, está expresso que as subprefeituras foram instaladas em áreas administrativas com limites territoriais estabelecidos e que as atribuições de cada uma devem respeitar esses limites.

    O SP2 procurou o subprefeito do Ipiranga, Décio Oda, que confirmou que não sabia da operação em Heliópolis naquela data. Ele disse que estranhou como tudo foi feito.

    “Para você fazer a apreensão da mercadoria, eu acredito que você tenha que ter o respaldo da vigilância sanitária também. A prefeitura em si não faz isso. A nossa condição é que vá fiscalizar o funcionamento do local: ‘Você tem o alvará de funcionamento?’ ‘Não tenho’. ‘Então você vai ser autuado pelo seu CPF.’ Só isso que a gente pode fazer. Nada de apreender”, ressaltou.

    “Como subprefeito, eu não posso [operar em outro território]. A não ser que eu tenho algum outro tipo de respaldo para atuar, mas como subprefeito, não”, completou.

    O que diz a Prefeitura de SP
    O g1 e o SP2 questionaram a Secretaria Municipal das Subprefeituras, pasta da gestão Ricardo Nunes (MDB) que comanda as ações das 32 subprefeituras da cidade.

    Por meio de nota, a Controladoria Geral do Município (CGM) afirmou que abriu uma apuração para investigar as ações do subprefeito da Lapa, após receber denúncia registrada na Ouvidoria do Tribunal de Contas do Município (TCM).

    “A apuração está em fase inicial, e a CGM já solicitou esclarecimentos da Subprefeitura Lapa e aguarda manifestação do órgão. O município reitera que, se houver indícios de ilegalidade na ação denunciada, os agentes públicos efetivos e/ou comissionados poderão responder a procedimentos administrativos e, caso sejam comprovadas infrações funcionais, serão punidos”, declarou o órgão.

    A CGM também disse que, em maio, a pasta já havia recebido uma denúncia registrada na Ouvidoria Geral do Município sobre eventuais ilegalidades na gestão pública de servidores da Subprefeitura da Lapa ou do subprefeito em questão.

    “O caso foi averiguado e encerrado por não atender os requisitos de admissibilidade que pudessem comprovar os fatos denunciados, sem prejuízo de reabertura se houver fatos novos”, declarou (veja íntegra da nota abaixo).

    O que dizem as polícias de SP

    A Secretaria de Segurança Pública de SP (SSP) também foi procurada, uma vez que a operação em Heliópolis, chamada de “Impacto Paz e Proteção”, teve a participação de PMs e policiais civis.

    A pasta afirmou que essas ações sempre contam com a participação de agentes municipais, mas que questionamentos referentes à escolha desses participantes deveriam ser feitas à Prefeitura de SP.

    “A Operação Impacto Paz e Proteção é executada regularmente pelas forças policiais do estado para coibir a formação dos chamados ‘pancadões’ e garantir a segurança dos moradores em diferentes regiões. As ações contam com a participação de representantes do Executivo local, que são responsáveis pela fiscalização de temas relacionados à legislação municipal”, disse.

    “Na operação realizada em Heliópolis, no dia 07/07, as forças de segurança emitiram 146 autos de infração de trânsito, apreenderam 32 veículos irregulares, porções de entorpecentes e prenderam um suspeito por tráfico de drogas. Os questionamentos relativos aos agentes municipais devem ser encaminhados aos órgãos responsáveis”, completou.

    O que disse o subprefeito da Lapa

    O subprefeito da Lapa também atendeu o SP2 e admitiu ter participado de seis a oito operações fora do território comandado por ele, mas não de forma direta.

    Luiz Carlos Smith Pepe: “Não foram funcionários da subprefeitura que foram cedidos, não foi feito uma autuação pela Subprefeitura da Lapa. Não teve um agente vistor que acompanhou a operação. O que nós cedemos foi a equipe de apreensão”.
    Repórter: Mas essa equipe de apreensão é da Subprefeitura da Lapa?
    Luiz Carlos Smith Pepe: “Da Subprefeitura da Lapa”.
    Repórter: Então são funcionários do senhor?
    Luiz Carlos Smith Pepe: “Sim. O que eu estou dizendo para o senhor é o seguinte: é comum, pelo fato de nós termos uma estrutura que atua 24 horas na região, que nós sejamos solicitados no empréstimo dessas equipes. Então, uma coisa que empresta-se para outra subprefeitura eventualmente e empresta-se para a Polícia Militar quando solicitado”.
    Repórter: Mas isso não fere a lei?
    Luiz Carlos Smith Pepe: “Em que sentido?”
    Repórter: No sentido de que eles só podem atuar na área de onde eles estão, ou seja, do bairro…
    Luiz Carlos Smith Pepe: “Se eu tivesse cedido um agente vistor, feito uma autuação, alguma coisa nesse sentido, eu concordo. Agora, você deu uma equipe de apreensão para uma instituição que nos apoia em tempo integral, eu não vejo estar ferindo a legislação nesse sentido”.
    Repórter: Mas eles são funcionários aqui, não são?
    Luiz Carlos Smith Pepe: “Eles são funcionários terceirizados da Subprefeitura [da Lapa].
    Repórter: Quantas operações o sr. fez dentro da Lapa e quantas foram fora da circunscrição da Lapa?”
    Luiz Carlos Smith Pepe: “Tem operações quase que diárias pela Subprefeitura da Lapa. Nem todas elas versando sobre combate a perturbação de sossego público, não consigo mensurar de pronto quantas são, mas são muitas. Fora da circunscrição da Lapa, nós fizemos – salvo engano – acredito que uma seis ou oito operações. E não foram pela Subprefeitura da Lapa, mas sim cedemos em apoio à Polícia Militar a equipe de a apreensão da Prefeitura da Lapa.
    Repórter: E por que os agentes estavam com os coletes do avesso?”
    Luiz Carlos Smith Pepe: “Ocorre é que muitos desses meninos trabalham em regiões onde eles fazem as próprias fiscalizações conosco. E o que tá acontecendo é eles têm receio de serem conhecidos ou serem identificados. Então, muitos pedem para que coloquem uma máscara, como se fosse respirador da covid”.
    Apesar da justificativa do subprefeito, em outras ações também postadas por Rubinho Nunes, os agentes aparecem usando os coletes de forma correta, exibindo o logo da Prefeitura de SP. Em Heliópolis, nenhum fiscal aparece usando máscara de proteção no rosto. 

    O que diz o vereador envolvido
    O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que registrou as imagens em Heliópolis e em várias outras comunidades – com a participação direta nas apreensões e dando ordens aos funcionários da Subprefeitura da Lapa – também divulgou uma nota justificando a presença dele nessas ações do órgão, registradas no Youtube.

    “Participo das operações, pois diferente de outros políticos, eu saio da cadeira para acompanhar as demandas e atender a sociedade. Vale destacar que, em razão da complexidade das operações e para que elas tenham um desfecho positivo em razão de seu elevado risco, há a necessidade de uma grande interlocução de instituições e, com base nos ofícios, solicito equipes de apreensão para coibir irregularidades”, declarou Nunes.

    A Câmara Municipal de São Paulo, por sua vez, declarou que Rubinho Nunes não estava representando o Legislativo nessas ações.

    “A participação do vereador foi uma iniciativa do mandato dele que, em sua atribuição como parlamentar, atendeu a solicitações de moradores. Recomendamos que entre em contato com o gabinete do vereador para mais detalhes sobre o assunto”, disse a Mesa Diretora da Câmara.
    Veja a íntegra abaixo da nota de Rubinho Nunes:

    “Eu participo das operações, pois diferente de outros políticos, eu saio da cadeira para acompanhar as demandas e atender a sociedade. Vale destacar que, em razão da complexidade das operações e para que elas tenham um desfecho positivo em razão de seu elevado risco, há a necessidade de uma grande interlocução de instituições e, com base nos ofícios, solicito equipes de apreensão para coibir irregularidades.

    Os pancadões se tornaram um problema que se arrasta por toda a cidade de São Paulo, sendo financiado pelo Crime Organizado e irrigando o tráfico de drogas, prostituição infantil e perturbação de sossego. Todas essas operações ocorrem em conjunto com a Polícia Civil, Militar e GCM, muitas delas após ofícios encaminhados pelo meu mandato em razão do recebimento de denúncias de moradores, CONSEGs e um minucioso trabalho de inteligência.

    Eu participo das operações, pois diferente de outros políticos, eu saio da cadeira para acompanhar as demandas e atender a sociedade. Vale destacar que, em razão da complexidade das operações e para que elas tenham um desfecho positivo em razão de seu elevado risco, há a necessidade de uma grande interlocução de instituições e, com base nos ofícios, solicito equipes de apreensão para coibir irregularidades.

    Ressalto que foram oficiadas quase todas as subprefeituras e que a subprefeitura da Lapa nos retornou informando que possui meios para trabalhar inclusive à noite e sua participação se resume a equipe de apoio. Continuarei trabalhando neste combate, firme e forte. Sugiro ouvir os moradores que, aliviados, finalmente podem ter segurança e dormir em paz”.

     

  • Faixas de Agradecimento na Av. Santo Amaro: Prefeitura de SP Sob Críticas por Violação da Lei Cidade Limpa

    Faixas de Agradecimento na Av. Santo Amaro: Prefeitura de SP Sob Críticas por Violação da Lei Cidade Limpa

    A Prefeitura de São Paulo finalmente entregou a primeira parte da revitalização da Avenida Santo Amaro, na Zona Sul, após seis anos de atraso em relação ao cronograma original. Em um cenário onde pelo menos dez faixas foram dispostas ao longo da via, expressando desculpas pelos transtornos causados e agradecendo pela paciência da comunidade durante esses anos de obras interrompidas e adiadas, o contexto político-eleitoral parece ser um fator relevante, de acordo com urbanistas.

    O projeto de revitalização teve início com a assinatura do primeiro contrato de planejamento em 2016, atravessando quatro diferentes administrações municipais antes de ser parcialmente concluído às vésperas das eleições de 2024. A entrega da primeira fase da obra foi anunciada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através de diversas faixas, uma ação que, segundo especialistas consultados pelo g1, parece violar a Lei Cidade Limpa.

    Os cartazes, que foram criticados por sua natureza meramente publicitária e pela falta de informações relevantes para a população, foram colocados em locais estratégicos ao longo da avenida, entre as ruas Afonso Braz e Domingos Fernandes.

    Para os urbanistas, as faixas não apenas desrespeitam a legislação em vigor desde 2007, mas também possuem uma clara conotação político-eleitoral, apesar da gestão Ricardo Nunes (MDB) afirmar que são apenas “estritamente informativas”.

    Eneida Almeida, urbanista e membro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP), aponta a ambiguidade dessas faixas, sugerindo que sua instalação após a conclusão das obras reforça a percepção de que são peças publicitárias em um ano eleitoral.

    A segunda fase da revitalização da Avenida Santo Amaro já está em andamento, com a prefeitura destacando a necessidade de concluir os processos de desapropriação de imóveis ainda em curso no Poder Judiciário. Porém, a gestão Nunes não forneceu uma data definitiva para a conclusão do projeto, cujo prazo atual do contrato se encerra em setembro de 2024, poucos dias antes das eleições municipais.

    Apesar das críticas, a legalidade do aumento de 117% no custo da obra, autorizado pela gestão municipal, é defendida pelo professor Fabio Tavares Sobreira, especialista em Direito Público. Embora reconheça que a nova Lei de Licitações e Contratos, em vigor desde 2021, estabeleça limites para esse tipo de aumento, Sobreira aponta para a falta de planejamento e a moralidade questionável dos gestores municipais ao não cumprirem os prazos estabelecidos inicialmente.

  • MPF dá 10 dias para Prefeitura de SP esclarecer suspensão de aborto legal em hospital referência no procedimento

    MPF dá 10 dias para Prefeitura de SP esclarecer suspensão de aborto legal em hospital referência no procedimento

    Prefeitura alega que o programa foi suspenso para realizar no local mutirões de cirurgias envolvendo a saúde da mulher.

    O Ministério Público Federal (MPF) pediu que a Prefeitura de São Paulo explique por que o serviço de aborto legal do Hospital Municipal e Maternidade da Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital, foi desativado.

    O local era o único do estado que realizava o procedimento em casos em que a gestação passa de 22 semanas.

    O órgão deu o prazo de 10 dias, a partir desta quinta-feira (11), para que a prefeitura preste esclarecimentos. A solicitação foi enviada à Secretaria Municipal da Saúde.

    A Procuradoria quer saber os motivos que levaram a administração municipal a suspender esse serviço e mantê-lo indisponível no hospital desde o mês passado.

    O aborto legal é um procedimento de interrupção de gestação autorizado pela legislação brasileira em casos específicos e que deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É permitido quando a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto.

    Além do Cachoeirinha, o órgão também pediu informações sobre outros quatro hospitais que também realizam aborto legal para saber se os hospitais têm feito o procedimento, independentemente da idade gestacional, conforme prevê a legislação:

    Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio (Tatuapé);
    Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (Campo Limpo);
    Hospital Municipal Tide Setúbal (São Miguel);
    Hospital Municipal e Maternidade Mário Degni (Jardim Sarah).
    Tanto as unidades quanto a secretaria têm 10 dias úteis para enviar as respostas.

    A prefeitura informou ao g1 que a pasta “não foi notificada pelo Ministério Público Federal (MPF) até o momento, mas está à disposição do órgão para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

    Disse ainda que a reorganização promovida no Vila Nova Cachoeirinha “tem como objetivo realizar no local mutirões de cirurgias, como de endometriose e histerectomia, e outros procedimentos envolvendo a saúde da mulher a fim de atender à demanda necessária” e que o procedimento segue sendo realizado nos hospitais referência da capital.

  • Prefeitura de SP gastou apenas 70% do valor destinado para obras em áreas de risco nos últimos 9 anos, aponta TCM

    Prefeitura de SP gastou apenas 70% do valor destinado para obras em áreas de risco nos últimos 9 anos, aponta TCM

    Gestão municipal afirma que está com 45 obras de contenção de risco em andamento. Número de famílias vivendo em áreas com ameaça de desastres naturais na capital cresceu quase 8% somente no último ano.

    A Prefeitura de São Paulo investiu somente 70,5% da verba destinada para a realização de obras em áreas de risco de deslizamentos e enchentes nos últimos nove anos, segundo um levantamento do Tribunal de Contas do Município (TCM). Dos R$ 797 milhões, foram utilizados R$ 562 milhões.

    Atualmente, a capital tem 208,7 mil famílias vivendo em áreas com ameaça de desastres naturais, um aumento de 7,8% em relação a 2022. A maior parte delas reside em bairros na região periférica da cidade.

    Cidades mais atingidas por deslizamentos tiveram ‘boom’ habitacional em áreas de risco
    Os dados são da Defesa Civil municipal, que identificou e mapeou os locais com maior concentração de áreas de risco no território paulistano. Eles são: Sapopemba e São Mateus, na Zona Leste; Brasilândia, na Zona Norte; e Campo Limpo, na Zona Sul.

    Ainda de acordo com o mapeamento, ao menos 20 mil pessoas estariam morando em áreas classificadas com o grau mais elevado de ameaça.

    “Eu acho que eles [poder público] não ligam muito pra gente. Que acham, assim, que a gente mora na comunidade e não tem muito valor”, diz a diarista Iraci Alves.
    Por nota, a gestão municipal afirma que, desde 2017, já beneficiou mais de 33 mil famílias que viviam em áreas de risco com obras de prevenção de desastres. Também diz que está com 45 intervenções em andamento, além de trabalhar para reduzir o déficit habitacional em São Paulo.

    “A atual gestão implementou ao Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR). O programa é formado por um grupo de trabalho intersecretarial e está sendo elaborado com objetivo de conduzir, de forma unificada o gerenciamento, monitoramento e intervenções nas áreas de risco no município de São Paulo. O programa abrange projetos para 100 áreas consideradas prioritárias, planos e procedimentos, bem como a criação de um banco de dados que irá compilar dados e informações que servirão de indicadores para definição de estratégias para lidar com a gestão de riscos no município, atendendo ao disposto no art. 300 do Plano Diretor Estratégico (PDE). Em princípio, o PMRR se estenderá por um ano, de junho de 2023 a maio de 2024.”, diz a nota.

  • MP abre inquérito para investigar falta de transparência da Prefeitura de SP na revisão da Lei de Zoneamento

    MP abre inquérito para investigar falta de transparência da Prefeitura de SP na revisão da Lei de Zoneamento

    Para a Promotoria, novas audiências públicas sobre o tema devem ser convocadas após a gestão municipal apresentar esclarecimentos. Lei normatiza a ação pública e privada a respeito do uso do solo da cidade e deve estar alinhada ao Plano Diretor.

    O Ministério Público do Estado abriu um inquérito contra a Prefeitura de São Paulo para investigar a falta de transparência no processo de revisão da Lei de Zoneamento da cidade.

    Segundo a promotoria de urbanismo, a gestão municipal deveria ter divulgado informações que serviram de base para a elaboração da proposta que deveria ser enviada à Câmara ainda nessa semana, mas não o fez durante o processo de audiências públicas do plano.

    A Lei de Uso e Ocupação do Solo ou Lei de Zoneamento define o que pode ser construído em cada rua da cidade.

    O MP recomendou ao município a divulgação de informações que serviram de base para a elaboração da normativa em questão, bem como mapas, plantas e quaisquer elementos gráficos usados com o mesmo propósito ou que visem a representar o alcance pretendido pela aplicação da proposta, caso futuramente aprovada. Para a Promotoria, novas audiências públicas sobre o tema devem ser convocadas após a apresentação desses esclarecimentos.

    De acordo com a Promotoria, o tema exige a garantia da participação popular em consultas e o acompanhamento por parte da sociedade civil, seguindo o estabelecido pelo próprio Plano Diretor.

    Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) disse que vai responder ao Ministério Público dentro do prazo solicitado.

    Com relação ao envio do PL à Câmara, a pasta informou ainda que o processo participativo para a Revisão Parcial da Lei de Zoneamento foi concluído no último dia 25, com o fechamento da consulta pública on-line. “Assim que finalizada a sistematização das contribuições recebidas, o projeto de lei será encaminhado ao Legislativo”, diz o texto.

    Revisão pode permitir prédios mais altos perto de vilas
    A minuta de um projeto da Prefeitura de São Paulo para a revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, de 2016, prevê a possibilidade da construção de prédios mais altos no entorno de vilas de casas que estão nos miolos dos bairros, as chamadas “zonas de centralidade”.

    Atualmente, a altura máxima permitida para prédios nos entornos dessas vilas é de 15 metros, com a alteração, poderá passar para 28 metros no interior dos bairros. . E, ainda existe a possibilidade de uma construtora dar fim a uma vila inteira, caso todas as casas sejam compradas pela incorporadora.

    As vilas, são formadas por casas que compartilham paredes, telhados e pátio, possuindo somente uma via de acesso. Os locais geralmente possuem regras próprias de zoneamento.

    As zonas de centralidade são aquelas no chamado miolo dos bairros e, portanto, fora dos eixos de estruturação urbana, ou eixos de transportes.

    Nas ZCs é possível ter casas e comércios. Fora do entorno de vilas prédios nas zonas de centralidade podem ter até 48 metros.

     

  • TCM questiona Prefeitura de São Paulo sobre erro que bloqueou 40 mil cartões de Bilhetes Único

    TCM questiona Prefeitura de São Paulo sobre erro que bloqueou 40 mil cartões de Bilhetes Único

    TCM busca saber o motivo dos problemas na utilização do Bilhete Único e pede esclarecimento sobre as medidas tomadas e formas de diminuir o impacto aos moradores de São Paulo; cartões foram bloqueados na Grande SP na última sexta (30), após um erro no sistema da SPTrans.

    O Tribunal de Contas do Município (TCM) questionou a Prefeitura de São Paulo nesta segunda-feira (3) sobre o que levou ao bloqueio indevido de cartões do Bilhete Único, além de pedir esclarecimento sobre as medidas tomadas e formas de diminuir o impacto aos moradores de São Paulo.

    Bilhetes que pararam de funcionar na sexta (30), ainda apresentaram problemas nesta segunda, diferentemente do prometido pela SPTrans, o que causou filas quilométricas em postos de atendimento durante todo o dia.

    “O TCM está solicitando à prefeitura a explicação sobre as razões do novo problema com os cartões, as medidas tomadas para resolver a situação e a forma de diminuir o impacto aos moradores de São Paulo”, diz nota do TCM.

    O horário de atendimento dos terminais também precisou ser estendido em algumas unidades: funcionam normalmente até as 17h, mas, para atender quem tentava reverter o problema com os cartões, ficaram abertos até as 22h.

    Mais cedo, as filas chegaram a quatro horas. Para as pessoas que perderam horas de trabalho, a SPTrans ofereceu comprovante, mas apenas do período em que a pessoa foi atendida e não de quando chegou à fila.

    Algumas pessoas afirmaram que os bilhetes funcionaram uma vez, na saída de casa, mas na volta, apresentou erro de novo.

    “Uma hora antes eu tinha pagado o metrô normal, quando fui passar na van, não funcionou”, afirmou Tiago Jesus, consultor de vendas, à TV Globo.

    “No início de junho, o TCM já havia enviado um ofício à prefeitura sobre falhas na recarga dos cartões, que estariam sendo provocadas por instabilidades na conexão de internet. Sobre isso, a prefeitura apresentou as ações de resolução adotadas. O tema será tratado em um informe na sessão plenária da próxima quarta-feira (5/7)”, afirmou o TCM, em nota.

    Os agentes da CPTM e do Metrô estão orientados a liberarem o embarque dos passageiros que apresentarem Bilhete Único com falha. A liberação ocorrerá até a normalização total do Bilhete Único.

    Erro na última sexta-feira
    Cerca de 40 mil cartões do Bilhete Único foram bloqueados na Grande SP após um erro no sistema da SPTrans enviar para os validadores uma lista de cartões para serem bloqueados.

    O erro foi identificado na última sexta-feira (30) e continua nesta segunda-feira (3). A SPTrans informa que trabalha desde que identificou o erro para que minimize o impacto aos moradores e esclarece que não houve fraude ou vazamento de dados (veja mais abaixo).

    Ao Bom Dia São Paulo, passageiros relataram dificuldades para conseguirem transportes e também sobre a fila que precisam enfrentar em postos de atendimentos para a troca do cartão.

    “Descobri no sábado (1) voltando do trabalho o bloqueio no cartão. O motorista me deixou passar no primeiro ônibus, mas no segundo deixaram eu passar com cara feia. O meu bilhete estava carregado e o dinheiro que eu tinha estava no bilhete. Hoje liguei para minha patroa e expliquei que vinha no atendimento”, informou Ivonete ao Bom Dia São Paulo nesta segunda-feira (3).

    “Também descobri no sábado (1) que o meu cartão estava bloqueado e a atendente me falou que tinha que retornar na segunda depois de esperar três horas. Fiquei sem bilhete e sem condução. No 156 falam que o atendimento na Santa Amaro é 24 horas, mas é das 6h até 22h”, afirmou outra passageira.

    Isabela Muniz, superintendente de Atendimento da SPTrans, afirmou à TV Globo que equipes técnicas da empresa identificaram a falha em 40 mil cartões, que passaram a apresentar a mensagem “cartão bloqueado”.

    Segundo ela, os usuários que tiveram os cartões afetados e tentaram usá-los a partir das 17h de sexta-feira (30) e no final de semana devem se dirigir ao posto de atendimento da SPTrans.

    “Todos esses cartões que estão relacionados especificamente à falha que aconteceu nesse final de semana estão isentos da tarifa no sistema”, diz a representante.

    Ainda conforme a representante, a pessoa deve apresentar um documento com foto para emitir a 2ª via do Bilhete Único sem cobrança e restituir o saldo.

    Além disso, para os passageiros que os cartões apresentarem a mensagem de bloqueio no validador, a SPTrans diz que está orientando todas as concessionárias de transporte a liberar o desembarque pela porta dianteira.

    “Importante ressaltar que os todos os créditos dos passageiros serão restituídos em seus novos cartões. Além disso, os passageiros que comparecerem aos postos de atendimento estão recebendo um atestado de comparecimento”, diz a nota da SPTrans.

     

  • Entenda como será parceria entre Prefeitura de SP e cientistas da UFMG para desenvolver vacina contra dependência de cocaína e crack

    Entenda como será parceria entre Prefeitura de SP e cientistas da UFMG para desenvolver vacina contra dependência de cocaína e crack

    Prefeitura diz que dará apoio técnico e financeiro para viabilizar e acelerar próximas fases da vacina, estimadas em R$ 4 milhões. Projeto de cientistas já concluiu etapas pré-clínicas; pesquisadores acreditam que, se houver mais recursos, trabalho pode ser concluído em dois ou três anos.

    Uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que desenvolvem desde 2015 uma vacina contra a dependência em cocaína e crack, foi feita no começo deste mês para que os cientistas consigam avançar no projeto, que já concluiu as etapas pré-clínicas em animais.

    Nos testes realizados até o momento, os pesquisadores constataram que os anticorpos produzidos pela vacina, chamada de Calixcoca, criam uma barreira a partir de uma molécula sintética, impedindo que a cocaína seja levada pelo sangue para o sistema nervoso central e o cérebro. Com isso, o mecanismo que provoca a compulsão pela droga é interrompido.

    A pesquisa ainda indica que a vacina, além de ajudar no tratamento dos dependentes químicos, pode proteger os bebês de gestantes usuárias de drogas (entenda mais abaixo).

    E a colaboração da prefeitura com os pesquisadores consiste em dar apoio financeiro e também técnico para que o projeto avance a partir de agora. Os cientistas acreditam que, com os recursos, o trabalho possa ser concluído em dois ou três anos. Com o financiamento, o próximo passo é pedir a autorização da Anvisa para testar o imunizante em humanos.

    “Essa luta não é só das famílias, mas também do poder público, para garantir tratamento a todos que necessitam”, afirmou, em nota, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    A reunião entre o professor Frederico Garcia, responsável pela pesquisa na UFMG, e a equipe da prefeitura, foi feita em 1º de junho.

    Participaram os secretários municipais Luiz Carlos Zamarco (Saúde) e Edson Aparecido (Governo), além do chefe de gabinete da gestão municipal, Vitor Sampaio, e o coordenador da Vigilância em Saúde, Luiz Artur Caldeira.

    “Esse é um problema prevalente, vulnerabilizante e sem tratamento específico. Os nossos estudos pré-clínicos comprovam a segurança e eficácia da vacina nesta aplicação. Ela aporta uma solução que permite aos pacientes com dependência se reinserir socialmente e voltar a realizar seus sonhos”, explica Frederico Garcia, professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina e pesquisador responsável, em material divulgado pela Universidade.

    “Até então, este projeto foi inteiramente desenvolvido com recursos governamentais. Para restaurar a liberdade das pessoas com dependência e prevenir as consequências fetais, precisamos dar início nos estudos com humanos”, disse Garcia em comunicado divulgado pela UFMG.

    Vitor Sampaio, chefe de gabinete da gestão municipal, afirmou que Nunes determinou “apoio irrestrito, tanto técnico como financeiro, para viabilizar e acelerar as próximas fases da vacina, que poderão custar R$ 4 milhões, inicialmente”.

    Conforme a prefeitura, na próxima etapa das pesquisas, viabilizadas pela Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), será avaliada a aplicação do imunizante “em grupos elegíveis, incluindo os dependentes químicos em fase de recuperação”, conforme o progresso dos estudos.

    “Será, entre outros avanços científicos, um movimento para recuperação psicossocial e reintegração de dependentes químicos à sociedade”, afirmou Zamarco.

    Como funciona a vacina?

    O imunizante desenvolvido na UFMG foi indicado ao prêmio Euro, que reconhece a inovação de profissionais latino-americanos em medicina. Ele induz o sistema imune a produzir anticorpos que se ligam à cocaína na corrente sanguínea.

    Essa ligação transforma a droga numa molécula grande, que não passa pela barreira hematoencefálica, estrutura que regula o transporte de substâncias entre o sangue e o sistema nervoso central.

    Outra possibilidade de uso foi observada nos testes em ratas grávidas, que produziram níveis significativos de anticorpos.

    Segundo o pesquisador, uma vacina para a prevenção primária de transtornos mentais seria inédita na psiquiatria.

    A patente já foi depositada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG.

     

  • Prefeitura de SP investiga GCMs por cobrarem taxa de proteção a comerciantes na Cracolândia

    Prefeitura de SP investiga GCMs por cobrarem taxa de proteção a comerciantes na Cracolândia

    Guardas pediam de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil por segurança de cada prédio. Gestão municipal identificou planilha com data limite para pagamento de ao menos 34 estabelecimentos. Sete agentes foram afastados.

    A Prefeitura de São Paulo investiga um grupo de Guardas Civis Metropolitanos (GCM) por cobrarem uma taxa de proteção a comerciantes na Cracolândia, no Centro da capital paulista. Sete agentes foram afastados das atividades.

    Segundo denúncia, eles ganhavam de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil para proteger os prédios.

    Os agentes envolvidos integram a IOPE (Inspetoria de Operações Especiais), agrupamento destinado para operações de maior risco.

    Segundo testemunhas, durante uma negociação com empresários da Cracolândia, um dos guardas chegou a comparar a IOPE com a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a tropa de elite da Polícia Militar paulista.

    O grupo é alvo de apuração que ocorre sob sigilo na Corregedoria da GCM.

    O caso foi relevado pela TV Band e confirmado pelo g1.

    Como funciona o esquema
    A investigação encontrou uma lista de pelo menos 34 lojistas que aceitaram o acordo e teriam data limite para pagar a taxa de proteção, dentre restaurantes, lotéricas, chaveiros, oficina mecânica e até consultório dentista.

    Sob nome de “colaboradores de boa-fé que pagam a segurança”, os integrantes tinham uma planilha pela qual controlavam os pagamentos.

    Os guardas criaram um grupo no WhatsApp para se comunicar com os lojistas. Em agosto de 2022, 10 dias depois de a cobrança passar a ser feita, um dos integrantes do esquema comemora que “com a ação dos seguranças e também com a força de segurança pública”, as ações criminosas “a cada dia vem perdendo força”.

    Para o recebimento dos valores, os guardas usavam o CNPJ de uma empresa chamada Law & Force Monitoramento LTDA, fundada em setembro de 2022.

    A inscrição na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) aponta como “objetivo social” da empresa atividades de serviços de segurança e montagem e instalação de equipamentos de iluminação e sinalização. A empresa tem capital de R$ 10 mil.

    O titular e único sócio listado na Jucesp é um dos GCMs investigados pela Corregedoria e afastado dos serviços de rua até a conclusão das investigações. Ele ocupa o cargo de classe especial na IOPE.

    Segundo o Portal de Transparência da Prefeitura de São Paulo, Guardas Civis Metropolitanos de classe especial (categoria 4), a qual pertence o agente afastado, e atuam na região central da capital, recebem salários brutos que variam de R$ 7.531,49 até R$ 4.007,25.

    Criminalidade na Cracolândia
    A região do Centro de São Paulo tem registrado aumento na criminalidade em 2023, com saques em farmácia e mercado, tentativas de invasão a comércios e roubo e furto de celulares realizados por dependentes químicos da Cracolândia.

    Dados divulgados com exclusividade pelo Monitor da Violência, do g1, em parceria com o Fantástico mostram que a cidade de São Paulo tem um registro de celular roubado ou furtado a cada 3 minutos. Foram mais de 200 mil ocorrências ao longo de 2022.

    Os dados apontam que:

    Foram feitas 202 mil ocorrências de roubo e furto de celular na capital em 2022.
    Esse número representa uma alta de 12% em relação ao ano de 2021, quando foram feitas 179 mil ocorrências.
    Uma parte considerável dos casos acontece na região Central da cidade. Os distritos policiais dos Campos Elíseos e Sé lideram o ranking do maior número de registros, com 11,4 mil e 10,2 mil, respectivamente.
    A via da capital menos segura para os donos de celulares foi a Avenida Paulista, que teve 5,3 mil registros de roubo ou furto no ano.
    A Paulista, inclusive, tem quase o dobro de casos que a segunda colocada, a Avenida do Estado (2,9 mil).
    3 a cada 10 casos acontecem no período da noite.

    Embora altos, os números não refletem necessariamente o cenário real com precisão, já que muitas vítimas não registram boletim de ocorrência.

    Além disso, os dados se referem a ocorrências de roubos e furtos, e não à quantidade de celulares roubados. Como é possível que mais de um celular tenha sido roubado ou furtado por ocorrência, o número de aparelhos é mais alto que o número de registros.

    A Polícia Civil tem realizado operações na região da Cracolândia para apreender aparelhos e prender receptadores.

    O que diz a Prefeitura de SP
    Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirma que “estava em curso investigação de desvios de conduta na região e que afastou sete servidores de suas funções na Inspetoria de Operações Especiais (Iope) da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Colocados à disposição da Corregedoria, todos estão restritos de atuação em qualquer área da GCM. As investigações seguem em sigilo até a completa correição da atuação da força de segurança, respeitando rigorosamente a legislação em vigor.”