Tag: Prefeitura de São Paulo

  • Cidade de SP vai receber empréstimo de R$ 2,5 bilhões para trocar ônibus movidos a diesel por veículos elétricos

    Cidade de SP vai receber empréstimo de R$ 2,5 bilhões para trocar ônibus movidos a diesel por veículos elétricos

    Substituição por modelo menos poluente está prevista em lei municipal. Financiamento será feito por meio de dois bancos internacionais.

    A Prefeitura de São Paulo deve receber um empréstimo de R$ 2, 5 bilhões de dois bancos internacionais para financiar a troca da frota de ônibus da cidade – de veículos movidos a diesel por ônibus elétricos, que são menos poluentes.

    A medida é um objetivo antigo. Em 2009, uma lei municipal já previa o fim do uso de ônibus movidos a diesel até 2019.

    A cidade estava tão longe de cumprir esse objetivo que, em 2018, a Câmara aprovou uma nova lei que alterou a meta para 2037.

    Proibição da compra de ônibus a diesel
    No ano passado, a SPTrans, empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade, determinou a proibição da compra de ônibus movidos a diesel para integrar a frota que realiza o transporte público de passageiros na capital paulista.

    À época, apenas 219 dos 14 mil ônibus da frota da capital paulista são elétricos, sendo apenas 18 de modelos modernos, alimentados por baterias recarregáveis, e os demais trólebus, que utilizam linhas aéreas para obter energia.

    A adoção deste tipo de transporte impactaria diretamente no cumprimento das metas de redução de emissão de poluentes da prefeitura, uma vez que os coletivos recarregáveis utilizam uma forma de energia considerada mais “limpa”.

    De acordo com o artigo 50 da Lei de Municipal de Mudanças Climáticas, em 2028, a capital paulista deverá atingir redução de:

    50% das emissões totais de dióxido de carbono (CO2) – em relação aos índices de 2016;
    90% das emissões totais de materiais particulados (MP) – em relação aos índices de 2016;
    80% das emissões totais de óxidos de nitrogênio (NO) – em relação aos índices de 2016.

     

  • Polícia investiga morte de homem em situação de rua encontrado a 500 metros de abrigo da prefeitura na Zona Leste de SP

    Polícia investiga morte de homem em situação de rua encontrado a 500 metros de abrigo da prefeitura na Zona Leste de SP

    Vítima foi localizada morte durante a madrugada desta terça-feira(30), no bairro da Mooca. Ministério Público apura desde 2021 mortes de moradores de rua em decorrência do frio. Gestão municipal diz apurar omissão de servidores públicos.

    A polícia investiga a causa da morte de um homem em situação de rua que foi encontrado, na madrugada desta terça-feira (30), em uma calçada que fica a 500 metros de um abrigo da Prefeitura de São Paulo, no bairro da Mooca, na Zona Leste da capital.

    Segundo organizações sociais que acompanham o caso, a suspeita é de que a morte tenha sido provocada por hipotermia. Nos termômetros da cidade, a temperatura bateu os 14º C durante a madrugada, que foi gelada.

    “Logo que eu cheguei aqui na igreja às seis da manhã, vi que a polícia estava se movimentando e fui ver e era um corpo de um irmão em situação de rua. O que me chamou muito atenção é que na mesma rua onde está o abrigo emergencial, na mesma calçada, a 500 metros do abrigo emergencial e o que nós temos visto e solicitado à Prefeitura é uma flexibilização”, contou Padre Júlio Lancellotti, Coordenador da Pastoral de rua de São Paulo.

    Em agenda durante a manhã, o prefeito da capital Ricardo Nunes comentou sobre as mortes em decorrência do frio na cidade.

    “A gente lamenta profundamente a morte da pessoa em situação de rua. Nós não temos ainda dados em relação a causa da morte”, disse Nunes.

    O secretário municipal da assistência e desenvolvimento social ressaltou que ainda não há confirmação de casos de óbito causados por hipotermia.

    “Nesse caso específico nós aguardamos o laudo do IML, inclusive em reconhecimento da pessoa em situação de rua que faleceu, com a qual nos solidarizamos, com ela, seus amigos família”, comentou o secretário municipal da assistência e desenvolvimento social.

    Pessoas em situação de rua reclamam das condições de abrigos
    Pessoas em situação de rua, que dependem dos abrigos, reclamam das condições em que são recebidas. Eles também falaram sobre a dificuldade de conseguir vagas no Centro. Na outra ponta da cidade, na Zona Leste, mais pessoas de situação de rua reclamam das mesmas condições.

    “Cheguei lá umas dez horas, estava garoando, falei tem uma vaga para me arrumar e disseram ‘só se for para o encaminhamento. Não dá pra arrumar vaga, não’. Eu fiz o que? Peguei o saco de lixo que estava no lixo, joguei o lixo fora e me cobri com saco de lixo. Não consegui dormir direito”, disse um morador em situação de rua.
    “Se é emergencial, todas as noites há leitos vazios que não foram preenchidos e há relatos de pessoas que solicitam o acolhimento e não são acolhidas porque não tem a burocracia. A burocracia é maior que a necessidade da pessoa”, ressaltou o Padre Júlio Lancellotti.

    MP investiga prefeitura por omissão
    Em 2021, o Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar possíveis omissões da prefeitura de São Paulo sobre as mortes de moradores de rua em noites de baixas temperaturas.

    Em abril deste ano, os promotores enviaram questionamentos para a Prefeitura sobre essa situação e deu 10 dias para a resposta, mas até agora a prefeitura não se pronunciou.

    Procurada pela TV Globo para falar sobre a morte do morador em situação de rua na Zona Leste, a Prefeitura disse que as informações ainda estão sendo apuradas.

  • Servidores municipais de SP protestam no Centro por melhores condições de trabalho e valorização salarial

    Servidores municipais de SP protestam no Centro por melhores condições de trabalho e valorização salarial

    Categorias como a educação se reuniram nesta terça (23) para avaliar proposta de reajuste salarial de 5% da prefeitura.

    Servidores públicos municipais protestaram em frente à Prefeitura de São Paulo, no Centro, na tarde desta terça-feira (23).

    Os manifestantes, de todas as carreiras do funcionalismo municipal, como educação e saúde, pedem a revogação do que chamam de confisco de 14% dos aposentados e pensionistas, valorização salarial, melhores condições de trabalho e saúde, o fim das terceirizações e abertura de concursos públicos.

    As categorias representadas vão se reunir para decidir se aceitam ou não uma segunda proposta da prefeitura, de reajuste salarial de 5%.

    Segundo a Polícia Militar, por volta das 16h30, os manifestantes começaram a dispersão.

    Educação
    No dia 16, os servidores públicos protestaram e recusaram a proposta da prefeitura de reajustar o salário via subsídio, que aumentaria o piso em 22,7%, ou seja, de R$ 5.050 para R$ 6,2 mil, mas não haveria aumento de salário mediante tempo de carreira. A prefeitura anteciparia uma porcentagem dos valores que viriam durante os anos de prática da profissão para carreiras que estão nas fases iniciais.

    Com a proposta recusada, a prefeitura havia afirmado que o reajuste no mesmo modelo de pagamento atual, com evolução de salário pelo tempo de carreira, seria de apenas 3%, o que também não foi aceito.

    Nesta segunda-feira (22), a prefeitura ofereceu outra alternativa: um reajuste de 5% para todos os servidores da Educação com pagamento por abono, sem a incorporação nas tabelas salariais. Caso a medida seja aceita, o piso passa de R$ 5.050 para R$ 5.339.

     

  • Justiça suspende pregão da Prefeitura de SP que pretende contratar empresa para gerenciar o ‘Smart Sampa’

    Justiça suspende pregão da Prefeitura de SP que pretende contratar empresa para gerenciar o ‘Smart Sampa’

    Entre as ações, o programa prevê a instalação de 20 mil câmeras de monitoramento na cidade. Reconhecimento facial é debatido.

    A Justiça suspendeu nesta quinta-feira (18) o pregão da prefeitura de São Paulo que pretendia contratar uma empresa para gerenciar o “Smart Sampa”. Entre outras ações, o programa prevê a instalação de 20 mil câmeras de monitoramento na cidade.

    A Associação Comercial de São Paulo defende que uma das saídas para o problema passa pela implantação do programa anunciado pela prefeitura, que prevê as câmeras no entorno de escolas, unidades de saúde, parques e em áreas de grande circulação.

    2,5 mil seriam colocadas na região central;
    7 mil seriam capazes de fazer o reconhecimento facial;
    O sistema iria capturar imagens do rosto das pessoas e comparar com bancos de dados da Justiça.

    Depois de contestações, o edital chegou a ser suspenso, em dezembro do ano passado, pela prefeitura, mas foi retomado em abril depois de um parecer favorável do Tribunal de Contas do Município.

    Agora, foi novamente suspenso por uma liminar do juiz Luis Manuel Fonseca Pires. Ele reconheceu que a tecnologia acelera a coleta de dados, o processamento de informações e o compartilhamento entre instituições, o que dá agilidade a ações de segurança pública.

    No entanto, o magistrado ressaltou que inúmeros pesquisadores e instituições renomadas apontam para riscos de reprodução do racismo estrutural no uso do reconhecimento facial.

    O juiz ainda considerou que o sistema é uma grave ameaça aos dados pessoais porque as informações podem ser captadas, processadas e armazenadas sem consulta, o que viola a Lei Geral de Proteção de Dados.

    A decisão de impedir que o programa siga adiante foi uma resposta a um pedido feito pela bancada feminista do PSOL na Câmara Municipal.

    O secretário municipal de Segurança Urbana diz que o reconhecimento facial seria usado nos casos de identificação de pessoas procuradas pela Justiça ou desaparecidas. Esse argumento será apresentado na Justiça.

    Para o presidente da Comissão de Tecnologia da OAB, há outras maneiras de coletar dados que podem ajudar na segurança pública sem a necessidade do reconhecimento facial.

    A prefeitura diz que o Smart Sampa terá um conselho de gestão e transparência formado por órgãos para garantir o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

  • Mesmo após operação da CET, ‘flanelinhas’ voltam a utilizar caixotes para cobrar por vagas de Zona Azul no Centro de SP

    Mesmo após operação da CET, ‘flanelinhas’ voltam a utilizar caixotes para cobrar por vagas de Zona Azul no Centro de SP

    Na manhã desta quinta (18) com apoio da Polícia Militar e da CET foi realizada uma operação no entorno do Mercado Municipal. Por volta de 12h, os flanelinhas estavam novamente com caixotes no local.

    Mesmo após a Prefeitura de São Paulo realizar uma operação contra a ação de flanelinhas que utilizam caixotes para reservar vagas e cobrar por Zona Azul em ruas do Centro da cidade, a prática voltou a ser realizada na tarde desta quinta-feira (18).

    A operação foi na manhã desta quinta (18) com apoio da Polícia Militar e da CET no entorno do Mercado Municipal. Por volta de 12h, os flanelinhas estavam novamente com caixotes no local.

    Como funciona o esquema?

    Flanelinhas colocam caixotes em locais de vagas de Zona Azul, no Centro de SP.
    Eles reservam as vagas para motoristas que pagam um valor para estacionar nos locais, irregularmente.
    Para enganar a fiscalização, são colocados adesivos nas placas dos carros que ficam estacionados nas vagas de Zona Azul.
    Quando o motorista acessa o aplicativo Zona Azul, a vaga aparece disponível, mas no local tem um veículo estacionado.
    Vagas de Zona Azul são bloqueadas com caixotes e o valor cobrado é superior ao da tarifa

    Nesta semana, a reportagem da TV Globo mostrou a ação dos guardadores irregulares em diversas ruas de grande movimentação de comércio.

    O subprefeito da Sé, Coronel Álvaro Camilo, disse que não consegue manter o tempo todo o número de pessoas que participaram da operação, mas prometeu que outras ações serão realizadas no local. “Nós fomos lá com praticamente umas 20, 25 pessoas, mais uns 30 policiais. Não é possível deixar esse efetivo o tempo todo lá, mas vamos retornar à tarde, vamos retornar amanhã, a gente vai fazer constantemente até que isso seja desestimulado”, afirmou.

    Reservar vagas para cobrar dos motoristas não é exclusividade do Centro. Na frente do Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Muller, na Zona Oeste da capital, assim que a pessoa chega para estacionar já tem flanelinha no local.

    No aplicativo da Zona Azul, caso o motorista decida estacionar por um período de 6 horas, seria cobrado R$ 12. Mas os flanelinhas, que atuam no local, cobram um preço maior por um período menor.

    A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que a polícia intensificou as ações nas ruas do Centro da capital paulista, para inibir a intimidação praticada pelos flanelinhas.

  • Prefeitura e CET fazem operação no Centro de SP contra ‘flanelinhas’ que cobram por vagas de Zona Azul

    Prefeitura e CET fazem operação no Centro de SP contra ‘flanelinhas’ que cobram por vagas de Zona Azul

    Ação tem como objetivo coibir loteamento das ruas e cobrança irregular de estacionamento em via pública. Horas depois, entretanto, guardadores já tinham retornado ao local e bloqueavam as vias novamente.

    A Prefeitura de São Paulo realizou, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação contra a ação de flanelinhas, que cobram por vagas de Zona Azul em ruas do Centro.

    A medida é feita com apoio da Polícia Militar e da CET no entorno do Mercado Municipal.

    Nesta semana, a reportagem da TV Globo mostrou a ação dos guardadores irregulares em diversas ruas de grande movimentação de comércio.

    Vagas de Zona Azul são bloqueadas com caixotes e o valor cobrado é superior ao da tarifa.

    Apesar da ação, horas depois, os guardadores já tinham retomado aos mesmos postos e bloqueavam as vagas de forma irregular novamente.

     

  • Justiça de SP julga improcedente ação de Fernando Holiday, que pedia a suspensão do cachê de Ludmilla, por ‘L’ em show

    Justiça de SP julga improcedente ação de Fernando Holiday, que pedia a suspensão do cachê de Ludmilla, por ‘L’ em show

    O juiz ainda condenou o vereador a pagar as custas processuais da ação. Show ocorreu na Virada Cultural no ano passado.

    A Justiça de São Paulo julgou improcedente a ação movida pelo vereador Fernando Holiday (Republicanos) contra a Prefeitura de São Paulo e a cantora Ludmilla.

    O processo, que pedia a suspensão do cachê pago à cantora, foi movido pelo vereador pela cantora ter feito, durante show na Virada Cultural de 2022, a letra “L” com a mão. O gesto, que segundo Holiday, estaria associado à campanha do então candidato Lula (PT).

    Na sentença assinada nesta segunda-feira (24), o juiz ainda condenou o vereador a pagar as custas processuais da ação, com a quantia fixada em 10% do valor. Ludmilla recebeu R$ 222 mil pelo show.

    Pelo Twitter, a cantora Ludmilla se manifestou sobre a ação e disse que “esse valor vai direto pra uma instituição que luta e defende as causas animais”.

  • Datena sugere a Boulos chapa conjunta para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024

    Datena sugere a Boulos chapa conjunta para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024

    Deputado federal diz lamentar vídeo vazado de encontro com o apresentador, ocorrido no sábado, 1º de abril.

    Datena sugere a Boulos chapa conjunta para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024

    Cotado como candidato do PSOL para a Prefeitura de São Paulo em 2024, Guilherme Boulos recebeu o apresentador José Luiz Datena em sua casa, na Zona Sul de São Paulo, no último sábado (1º) e ouviu a sugestão de tê-lo como vice em sua chapa na eleição do próximo ano. Em vídeo vazado nas redes sociais (assista acima), Datena sugere a dobradinha.

    “Se você falar para o Lula. ‘Lula, eu quero o Datena como vice e sinto muito’. Nós podemos sair porque nosso acordo… Política é como nuvem, cada hora está num lugar. A política mudou. ‘Se você quer ser meu aliado, pô, eu amo você, o Datena ama você, mas nós achamos que a gente pode se eleger em São Paulo’”, diz o apresentador.
    Na conversa, o apresentador diz ao deputado federal que a política econômica adotada pelo governo de Lula (PT) pode afetar suas possibilidades na eleição municipal.

    Boulos chegou ao segundo turno na eleição de 2020, contra Bruno Covas (PSDB). O tucano, falecido em maio de 2021, obteve 50% dos votos válidos, contra 40% de Boulos.

    No trecho gravado da conversa, Boulos não tece comentários sobre as falas de Datena, que em momentos chegou a dizer não saber “se o Lula aguenta o mandato” e que “o PT é um partido corrupto”.

    Boulos usou as redes sociais para lamentar o vazamento do vídeo. Ele explicou que, além de Datena, o ex-jogador e apresentador Neto estava entre os torcedores do Corinthians convidados para o encontro.

    “Neste sábado, Datena, o craque Neto e eu nos encontramos com outros amigos corintianos, a meu convite, para um jantar no Campo Limpo. Uma conversa informal sobre futebol e política. Lamento profundamente que alguém tenha vazado uma conversa privada na tentativa de criar polêmica”, disse Boulos.

    Na tarde desta segunda (3), durante programa ao vivo na Band TV, Datena desmentiu a versão e disse que não pediu para ser vice de Boulos:

    “Primeiro, eu não pedi para o Boulos para ser vice dele, coisa nenhuma. Segundo: o vídeo, de 2 minutos e pouco, é contexto de uma conversa de quase 4h em que, inclusive, o Boulos já divulgou, o Neto estava lá comigo em boa parte dessa conversa. Já é sabido, dito e notório que, desde as últimas eleições municipais, o Boulos já tinha me convidado para ser vice dele”, afirmou.

    “Eu acho estranho que vaze uma conversa dessa. Quem vazou uma conversa dessa é canalha, é sem escrúpulos. Uma conversa privada de simplesmente 4h reduzida a 2 minutos e 30 segundos, me parece até editada de um contexto de 5h e poucos minutos. Quem teve interesse disso? Sei lá. Tenho certeza que não foi o Boulos, e muito menos eu teria interesse, mas quem fez isso, fez de uma forma absolutamente canalha e vil, tentando atacar o Boulos e a mim também”, afirmou o apresentador.

    “Lamento que uma conversa nesse sentido tenha sido revelada, porque era um acordo político que podia dar certo, eventualmente. Não pode dar mais, mesmo porque foi colocado ali está diferente do que eu disse para o Boulos peitar o Lula. Eu coloquei dessa forma, mas para que ele converse com o presidente da República, com quem ele tem um acordo para vice. Tenho o maior respeito pelo presidente da República”, completou.

  • Entrevistadores do Cadastro Único fazem greve por falta de repasse de salários e benefícios por parte da Prefeitura de SP

    Entrevistadores do Cadastro Único fazem greve por falta de repasse de salários e benefícios por parte da Prefeitura de SP

    Servidores são responsáveis por atualizar cadastro que garante acesso a benefícios como o Bolsa Família e Vale Gás. Prefeitura disse que regularizou pagamentos nesta quarta (29).

    Funcionários que atuam nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) da Prefeitura de São Paulo entraram em greve nesta quarta-feira (29) por falta de pagamento de benefícios e salários.

    Esses servidores são responsáveis por cadastrar e atualizar o CadÚnico, cadastro que garante o acesso a benefícios dos governos federal, estadual e municipal, como o Bolsa Família e o Vale Gás.

    Segundo o Observatório Brasileiro de Políticas Públicas, da Universidade Federal de Minas Gerais, no estado de São Paulo há 1,8 milhão de famílias cadastradas no sistema. Desse total 751 mil estão com os cadastros desatualizados.

    Sem essa atualização, os benefícios são cancelados.
    No CRAS de Santo Amaro, na Zona Sul da capital, um aviso estava colado na porta da unidade: “Por falta de pagamento, a equipe de entrevistadores de Cadastro Único está com as atividades paralisadas”.

    Uma funcionária informou ao SP2 que o serviço parou por quatro dias na semana passada e que, nesta quarta (29), os entrevistadores pararam de atender às 12h.

    “Eu entrei e falaram que está com paralisação, que o pessoal de lá de dentro parece que foi embora porque não recebeu salário. Foi isso que eles passaram para nós. Tem bastante gente bem nervosa lá dentro, algumas pessoas falaram que marcaram, chegaram aqui e não tem ninguém, nem para avisaram”, lamentou a artista Shirley da Conceição.

    Mãe de seis filhos, ela tenta atualizar o cadastro desde fevereiro deste ano e está há dois meses sem receber o Bolsa Família.

    Duas funcionárias que aderiram à paralisação explicaram que a falta de pagamento do vale-refeição, das férias e de acordos salariais motivaram a suspensão do trabalho.

    A entrevistadora Natalia Alves trabalha há 4 anos na Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação), empresa terceirizada que responde pelos atendimentos. Ela contou que esses atrasos são constantes.

    “Desde o início, eu tenho essas questões, e outros funcionários também, de atrasos no pagamento de salários, benefícios, vale-transporte. As questões de férias estão a maioria atrasadas”, disse Natália.

    Outra funcionária disse que tantas incertezas atrapalham o atendimento: “Todos nós temos contas a pagar e nada se resolve. A gente só está aqui hoje por conta do que a gente quer dos nossos direitos”, apontou a entrevistadora Saiana Macedo.

    Essa não é a primeira vez que a atual administração enfrenta problemas com o serviço do cadastramento. Em agosto de 2022, o SP2 mostrou que o número de cadastradores era insuficiente para a demanda. Na época, a prefeitura prometeu melhorar o serviço.

    A produção do SP2 questionou a Fundac, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que está em dia com os repasses para a Fundac e que a organização regularizou o pagamento dos benefícios nesta quarta-feira (29). Disse também que avalia o cumprimento do que foi estabelecido no contrato de prestação de serviço entre a prefeitura e a Fundac.

  • Prefeitura de SP faz busca ativa nos bairros por crianças que ainda não tomaram dose de reforço contra a Covid

    Prefeitura de SP faz busca ativa nos bairros por crianças que ainda não tomaram dose de reforço contra a Covid

    Desde o dia 2 de fevereiro, crianças de 5 a 11 anos que já foram imunizadas com as duas primeiras doses podem receber a dose de reforço. De acordo com a gestão municipal, em algumas faixas, o esquema vacinal completo, não chega nem a 2%.

     

    Criança recebe dose de reforço da vacina contra a Covid

    A Prefeitura de São Paulo realiza uma busca ativa nos bairros para encontrar crianças que ainda não tomaram as doses de reforço contra a Covid-19.

    Desde o dia 2 de fevereiro, crianças de 5 a 11 anos que já foram imunizadas com as duas primeiras doses podem receber a terceira dose de reforço.

    De acordo com a gestão municipal, em algumas faixas etárias, o esquema vacinal completo, não chega nem a 2%.

    O cenário tem preocupado especialistas. Por conta disso, neste sábado (25), algumas unidades de saúde vão ficar abertas até as 19h para acelerar a imunização.

    Segundo levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) deste ano, o município de São Paulo tem, ao todo, 367.439 crianças na faixa etária de 6 meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias. Já o público na faixa etária de 5 a 11 anos para receber a terceira dose é estimado em 812.426 crianças.

    Os imunizantes contra a Covid-19 estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs integradas de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e nas AMAs/UBSs Integradas aos sábados, também das 7h às 19h.

    Os pais e responsáveis podem consultar o endereço da unidade de saúde mais próxima de sua residência por meio da plataforma Busca Saúde.