Categoria: Saúde

  • Médico contratado pelo modelo Bruno Krupp é indiciado por fraude processual

    Médico contratado pelo modelo Bruno Krupp é indiciado por fraude processual

    O delegado Aloysio Berardo Falcão de Paula Lopes, adjunto da 16ª DP (Barra da Tijuca), indiciou por fraude processual o médico Bruno Nogueira Teixeira — contratado como assistente pela família do modelo Bruno Fernandes Moreira Krupp, de 25 anos, preso por atropelar o estudante João Gabriel Cardim Guimarães, de 16. O crime, previsto no artigo 347 do Código Penal, consiste no ato de modificar intencionalmente dados de processo, com intuito de levar juiz ou perito a erro. A pena prevista é de três meses a dois anos de detenção, além de multa.

    De acordo com o relatório final do inquérito, ao qual O GLOBO teve acesso com exclusividade, o médico teria mudado, de maneira fraudulenta, mediante laudo e pedido de internação do paciente em UTI, o estado do modelo, “com o dolo específico de induzir o juiz (que já havia decretado a prisão preventiva em sede de Plantão Judiciário), evitando que o paciente fosse efetivamente transferido” do Hospital Marcos Moraes ao sistema prisional do Rio naquele momento.

    “É notório que as condições de qualquer estabelecimento prisional são piores que no Hospital Marcos Moraes ou em qualquer outro. Vale informar, ainda, que o médico indiciado tentou a transferência do paciente à UTI Hospital São Bento, localizado na Ilha do Governador, onde o mesmo é coordenador médico”, pontua o delegado, no documento.

    Para Aloysio Berardo Falcão de Paula Lopes, o cerne da questão se dá quanto à questão nefrológica de Bruno Krupp, em que o médico assistente da família contraria o parecer da nefrologista no que tange à presença de rabdomilóse (doença caracterizada pela destruição das fibras musculares). Na ocasião, o profissional afirmara tratar-se de sua forma severa com injúria renal aguda, enquanto a nefrologista do hospital dizia não haver nenhuma lesão renal.

    A médica nefrologista da unidade de saúde, às 16:32 do dia 5 de agosto, relatou: “Impressão: Elevação de CPK sem alteração significativa de função renal, creatinina 0,9 desde a admissão, mantendo débito urinário. Sem distúrbios hidroeletrolíticos ou acido-básico. Elevação de CPK (compatíveis com trauma local) em queda progressiva. Baixo risco de evolução para injúria renal aguda.”

    “Na análise do artigo médico-científico juntado ao presente procedimento, e em simples pesquisas em fonte aberta, percebemos que os índices marcadores da creatinina estiveram sempre na faixa normal (0,9 desde a admissão, mantendo débito urinário), como também o débito urinário. (…) Juntamos ao presente procedimento um minucioso artigo médico-científico, com 42 referências bibliográficas versando sobre biomarcadores da injúria renal aguda, resumindo que a creatinina continua a ser o padrão laboratorial para diagnóstico da injúria renal aguda”, escreveu o delegado.

    Em seu depoimento na 16ª DP, Bruno Nogueira Teixeira afirmou que tal tentativa de transferência seria tão somente por razões de não haver leito vago na UTI do Hospital Marcos Moraes, não restando demonstrado nos autos, haja vista que o paciente fora transferido ao devido leito de UTI no Hospital Marcos Moraes.

    No último dia 5, embora a equipe do Marcos Morais já tivesse emitido parecer liberando o rapaz para ser levado ao sistema prisional por apresentar quadro estável, Bruno Nogueira Teixeira alegou problemas nos rins do jovem e a eventual necessidade de sessões de hemodiálise, o transferindo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde.

    Também por solicitação do médico, Bruno Krupp foi levado para realização de exames de ressonância magnética a outro hospital da rede, na Barra da Tijuca. Uma guarnição de policiais militares do 3º BPM (Méier), que o acompanha desde a última terça-feira, quando ele recebeu voz de prisão pelos agentes da 16ª DP, escoltou a ambulância que o transportava nesse trajeto.

    Bruno Krupp deu entrada no Marcos Moraes no dia 31, após ter alta do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, para onde foi levado em ambulância do Corpo de Bombeiros com João Gabriel após o acidente. Na ocasião, o modelo dirigia uma moto, na altura do Posto 3 da orla, quando atingiu o estudante, que teve a perna decepada. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas após dar entrada na unidade. Segundo testemunhas, ele estaria em alta velocidade – uma delas chega a dizer a pelo menos 150 quilômetros por hora.

    Quadro estável

    Segundo o prontuário médico, ao ser avaliado no Marcos de Moraes, Bruno apresentava quadro estável, movimentando os quatro membros, respirando em ar ambiente, lúcido e orientado, apresentando múltiplas escoriações pelo corpo. Suas tomografias computadorizadas de crânio, coluna cervical e joelho foram avaliadas pelos serviços de neurocirurgia e ortopedia do hospital, que descartaram qualquer sinal de fraturas, inclusive liberando o paciente do uso de colar cervical.

    O modelo então seguiu sob os cuidados das esquipes de Clínica Médica e Cirurgia Plástica para controle da dor, início dos antibióticos para evitar infecções na pele e agendamento do procedimento cirúrgico para remoção de tecidos das escoriações cutâneas, realizado ontem, sem qualquer intercorrência.

    Até ser encaminhado para a UTI, a pedido do médico da família, de acordo com o hospital, Bruno encontrava-se no quarto, estável, em uso de medicações para dor, antibióticos e realização de curativos, aos cuidados do serviço de Clínica Médica, uma vez que já teve liberação pela Neurocirurgia, Ortopedia e Cirurgia Plástica. Segundo os profissionais, o modelo apresenta, então, condições de transferência para qualquer outra unidade de saúde, inclusive hospital penitenciário.

    Além de responder pelo homicídio de João Gabriel, na 16ª DP (Barra da Tijuca), Bruno figura como autor em dois registros de ocorrência feitos na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá. Após a notícia que ele foi acusado pelo crime por uma jovem de 21 anos, pelo menos 40 mulheres relataram em redes sociais terem sido vítimas de violência sexual pelo modelo.

    ‘Não é um novato nas sendas do crime’

    No mandado de prisão preventiva decretada juíza Maria Isabel Pena Pieranti, do plantão judicial do Tribunal de Justiça do Rio, a magistrada afirma que o rapaz “não é um novato nas sendas do crime” e que sua liberdade “comprometeria a ordem pública, sendo a sua constrição imprescindível para evitar o cometimento de crimes de idêntica natureza, podendo-se dizer que a medida visa também resguardar a sociedade de condutas que ele possa vir a praticar”. O despacho ainda menciona que ele já foi parado por agentes da Lei Seca três dias antes do acidente, mas a blitz acabou por não ter o efeito didático.

    No pedido de prisão, o delegado Aloysio Berardo Falcão de Paula Lopes afirmou que o Relatório de Vida Pregressa do modelo demonstra outras passagens policiais por estupro e estelionato, “razão pela qual se faz necessária sua segregação cautelar, por meio de expedição de mando de prisão preventiva, visando garantir a ordem”. Além disso, ele cita que, ao ser parado pela Lei Seca, Bruno estava sem habilitação, com a mesma moto sem placa e, mais, recusando-se a fazer teste do bafômetro.

    “(…) tenho que a liberdade do Indiciado compromete sobremaneira a ordem pública, sendo a sua constrição imprescindível para evitar o cometimento de crimes de idêntica natureza, podendo-se dizer que a medida ora decretada visa, também, resguardar a sociedade de condutas outras análogas que o Representado possa vir a praticar. A situação por ele vivida três dias antes, ao ser parado em uma blitz, não foi suficiente para alertar-lhe dos riscos de direção perigosa e em contrariedade ao que dispõe a lei e o bom-senso. Em outras palavras: não foi o bastante que tivesse sido parado pelos agentes da Lei Seca. Ser pego na situação já descrita não teve qualquer efeito didático. Ao contrário, adotou conduta mais ainda letal, acabando por tirar a vida de um jovem que estava acompanhado de sua mãe, ressaltando-se que Bruno não é um novato nas sendas do crime”, escreveu a juíza.

    Horas após o acidente, o delegado Paulo Roberto Mendes Junior, de plantão na 16ª DP, determinou, com a morte de João Gabriel, a remoção do corpo do hospital para o Instituto Médico-Legal (IML), para a realização do exame da necropsia. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Irajá, na Zona Norte da cidade, em uma cerimônia que reuniu mais de 100 pessoas, entre as quais colegas de escola e professores.

  • Marcelo Heidrich alerta sobre principais problemas ocasionados pela Doença do Refluxo (DRGE)

    Marcelo Heidrich alerta sobre principais problemas ocasionados pela Doença do Refluxo (DRGE)

    A Doença do Refluxo Gastro Esôfago (DRGE) é uma patologia que tem como característica o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Conforme explica o cirurgião geral Marcelo Marcos Heidrich, o problema é que a mucosa do esôfago não está preparada para receber estas substâncias ácidas e irritantes, por isso, ocasiona diversos sintomas.

    “Soluços, arrotos e náuseas após comer são bastante comuns, podendo, ainda, provocar tosse seca e dor torácica. Além de atingir a laringe e o esôfago, o refluxo também pode causar problemas dentários”, esclarece Marcelo Heidrich, destacando que pessoas com sobrepeso ou obesos, fumantes e mulheres grávidas são mais propensas a apresentar DRGE.

    Marcelo Heidrich chama atenção para o fato de que a dor provocada pela DRGE pode ser confundida com infarto. “No caso de os sintomas virem acompanhados de náuseas, vômitos, tonturas, dor no braço esquerdo ou mandíbula, é indicado procurar um serviço médico com urgência, pois pode ser um infarto cardíaco”, adverte. 

    Ainda segundo Marcelo Heidrich, uma das causas da doença do refluxo é a alteração no esfíncter, que separa o esôfago do estômago, e deveria funcionar como uma barreira para impedir o retorno dos alimentos. Outra causa é a hérnia de hiato, que é o deslocamento do estômago da cavidade abdominal para a cavidade torácica. 

    No entanto, o cirurgião chama a atenção para o fato de que a ingestão de determinados alimentos também pode ocasionar a DRGE. “Alta ingestão de café, chocolate, alimentos condimentados e álcool pode levar à fragilidade das estruturas musculares da região. Da mesma forma, o consumo de alimentos picantes ao longo de muitos anos pode levar à diminuição da contratibilidade do estômago, fazendo com ele permaneça distendido, e forçando sua subida para o tórax”, explica o cirurgião Marcelo Marcos Heidrich.

    Considerado um problema comum pelos especialistas, a DRGE afeta cerca de 20% da população brasileira. Quando diagnosticada e tratada precocemente, é possível ter qualidade de vida e bem-estar.

    Entre os principais sintomas da Doença do Refluxo Gastro Esôfago, segundo Marcelo Heidrich, estão a azia, caracterizada por uma sensação de queimação na região do esôfago; dor torácica, confundida muitas vezes como angina ou mesmo infarto; dor abdominal superior no peito; regurgitação de líquido azedo ou alimentos; dificuldade para engolir; sensação de um nó na garganta e até mesmo doenças pulmonares de repetição, como pneumonias, asma e bronquite.

    De acordo com o cirurgião, exames endoscopia digestiva alta e PHmetria são suficientes para diagnosticar a DRGE. Já o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. “A cirurgia é indicada para os casos de hérnia de hiato e para pacientes que têm refluxo de repetição, o qual provoca esofagite grave”, esclarece Marcelo Marcos Heidrich.

    O tratamento clínico, por sua vez, envolve a inclusão de medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago, favorecendo o esvaziamento gástrico. No entanto, o cirurgião Marcelo Heidrich alerta para outros cuidados essenciais para a diminuição dos sintomas. “Geralmente há indicação de dieta para pacientes que precisam perder peso. Evitar comidas gordurosas e bebidas como cafeína e álcool também melhoram o quadro clínico. Outra indicação importante é fracionar a dieta e aguardar pelo menos três horas antes de deitar”, orienta o médico.

  • ‘Organismo consegue se adaptar sem a vesícula’, tranquiliza o cirurgião Marcelo Heidrich

    ‘Organismo consegue se adaptar sem a vesícula’, tranquiliza o cirurgião Marcelo Heidrich

    É comum as pessoas ficarem preocupadas diante da indicação para retirada da vesícula biliar, também chamada colecistectomia. No entanto, segundo o cirurgião geral Marcelo Marcos Heidrich, a cirurgia não interfere na vida do paciente, já que o organismo consegue se adaptar sem a vesícula. “O fígado produz cerca de um litro de bile por dia, que desce sequencialmente ao aparelho digestivo, auxiliando na digestão de alimentos, sem a necessidade de armazenamento de bile na vesícula biliar”, explica.

    A vesícula biliar fica localizada logo abaixo do fígado e sua função é armazenar bile, com capacidade aproximada de 30ml. “A bile é ativa no processo digestório das gorduras consumidas pelas pessoas. A ingestão de alimentos gordurosos está diretamente associada à formação de cálculos biliares, tanto pequenos quanto grandes. São esses cálculos, também conhecidos como pedras, que causam a inflamação da vesícula, uma vez que impedem a passagem da bile, além de causarem muita dor”, diz Marcelo Heidrich.

    Outra causa da formação de cálculos biliares, segundo o cirurgião Marcelo Heidrich, é o desequilíbrio na composição da bile, ocasionada por diversas substâncias. “O exemplo mais comum é o colesterol, que é responsável por 90% dos cálculos biliares”, afirma.

    O cirurgião ressalta, ainda, que os cálculos pequenos são mais perigosos. “Eles podem obstruir os ductos biliares causando problemas graves como a hepatite biliar, complicação muito perigosa e que pode ser até fatal, se não tratada imediatamente”, alerta Marcelo Marcos Heidrich.

    De acordo com o cirurgião, entre as principais causas de indicação para a colecistectomia estão os cálculos biliares primários ou secundários, cólicas biliares de repetição, cólicas acalculosica, corpos estranhos ou tumores, histórico de colecistite aguda e pancreatites biliares.

    Para que o paciente tenha uma melhor recuperação, são necessários alguns preparos no pré e pós-operatório. A etapa anterior à cirurgia, segundo explica o cirurgião Marcelo Heidrich, consiste na realização de exames laboratoriais e de imagens, a fim de elaborar a melhor técnica cirúrgica a ser aplicada ao paciente. “É costume, para qualquer cirurgia, uma avaliação cardiológica e também com anestesista, a fim de diagnosticar eventuais processos alérgicos.”

    Ainda de acordo com Marcelo Heidrich, no caso específico da colecistectomia, é fundamental um ultrassom para detectar a espessura da parede da vesícula biliar, bem como a presença ou não de cálculos biliares, seus tamanhos e quantidade, e também verificar se há presença de obstrução das vias biliares. “Seguindo todos estes protocolos, podemos decidir qual técnica usar com mais segurança”, frisa o cirurgião geral.

    Em relação ao paciente, conforme observa Marcelo Heidrich, é importante dar ênfase aos cuidados no pós-operatório, como dieta, controle glicêmico e da pressão arterial, assim como um adequado ajuste na coagulação sanguínea. “Para um bom resultado pós-operatório, são necessários cuidados conjuntos envolvendo médico, equipe de enfermagem e o próprio paciente. Dessa forma, em três dias já é possível ter alta com todas orientações e medicações”, conclui o cirurgião-geral.

  • Cirurgião Marcelo Heidrich alerta sobre cuidados em caso de hérnia inguinal

    Cirurgião Marcelo Heidrich alerta sobre cuidados em caso de hérnia inguinal

    Se você perceber uma evidente protuberância na região do abdômen, pode ser indício de hérnia inguinal. Apesar de ser uma doença comum, que afeta cerca de 3% das pessoas, o cirurgião geral Marcelo Marcos Heidrich explica que são necessários alguns cuidados, já que podem ocorrer algumas complicações.

    A hérnia inguinal é a protrusão de uma alça do intestino através de um orifício que se formou na parede abdominal na região da virilha. Marcelo Heidrich explica que a hérnia, geralmente dolorosa, ocorre quando há fragilidade dos músculos da parede abdominal. “Um dos motivos pode ser o aumento do volume abdominal em pessoas que engordam muito e rapidamente, grávidas, por esforços físicos, tabagismo, tosse persistente, prisão de ventre, constipação ou defeitos congênitos”, exemplifica.

    Muito comum também em crianças, nesses casos a hérnia inguinal é devido à fragilidade da parede abdominal e ao não fechamento do orifício inguinal externo. “As hérnias em bebês ou crianças é mais difícil diagnosticar, e geralmente é percebida ao tossir, chorar ou mesmo evacuar”, afirma o cirurgião Marcelo Heidrich.

    Existem dois tipos principais de hérnias: a inguinal direta e a indireta. De acordo com Marcelo Heidrich, a hérnia inguinal direta é mais comum em adultos e idosos, geralmente por terem a parede intestinal com musculatura mais debilitada devido à deficiência proteica ou tabagismo. “Esse tipo de hérnia fica evidenciada após esforço físico, já que aumenta a pressão abdominal”, esclarece.

    Já a hérnia inguinal indireta é aquela mais comum em bebês e crianças. “Esse tipo está muito associado a problemas genéticos, quando não ocorre o fechamento completo do anel inguinal externo. Com isso, ao tossir, chorar, espirrar, defecar, há um aumento da pressão do abdômen, fazendo com que parte dele desça pelo orifício inguinal externo, virilha, até a bolsa escrotal”, relata Marcelo Heidrich.

    Tratamento

    Conforme explica o cirurgião geral Marcelo Marcos Heidrich, o tratamento para ambos os tipos de hérnia é cirúrgico, uma vez que podem ocorrer complicações conhecidas como encarceramento e estrangulamento. “No encarceramento, parte do intestino fica preso para o lado de fora do orifício, sendo necessário empurrá-lo por um especialista ou pelo próprio paciente”, explica.

    Já o estrangulamento, segundo Marcelo Heidrich, ocorre quando a hérnia fica por muito tempo encarcerada, diminuindo com isso o fluxo sanguíneo. Esse caso é mais grave e pode ocorrer se uma hérnia não for diagnosticada previamente. Geralmente o paciente sente náuseas, vômitos e febre alta. “Uma das consequências é a peritonite, que é a inflamação da membrana que reveste a parede abdominal, devido à saída de conteúdo fecal contendo muitas bactérias. Nesta situação, às vezes é necessário realizar a secção da parte intestinal acometida”, afirma o cirurgião.

    Conhecida por hetniorrafia inguinal, a cirurgia é um procedimento simples e rápido. Dependendo do paciente e do tamanho e tipo da hérnia, pode ser colocada uma tela de Marlex, a fim de aumentar e reforçar a resistência da parede abdominal. “A recuperação é relativamente rápida, e geralmente o paciente fica de um a dois dias internado. Depois da alta hospitalar, no entanto, é necessário muito cuidado, principalmente nas duas primeiras semanas”, orienta o cirurgião Marcelo Heidrich.

    Para evitar o surgimento de hérnias, é indicada a prática de exercícios físicos frequentes, de modo a fortalecer a parede abdominal, dieta rica em verduras, frutas e fibras, evitar o esforço físico, evitar pegar peso, bem como evitar o uso de tabaco e derivados.

  • Varíola dos macacos: governo negocia antecipação de vacinas no país

    Varíola dos macacos: governo negocia antecipação de vacinas no país

    O Ministério da Saúde realiza tratativas para antecipar a chegada de doses da vacina contra a varíola dos macacos ao Brasil. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (3/8) por interlocutores do órgão.

    A pasta negociou a compra de 50 mil doses do imunizante. A aquisição será feita por intermédio da Organização Pan-Americana de Saúde.

    Na última semana, o órgão informou que as primeiras doses chegariam em setembro. O ministério, no entanto, dialoga com a Opas para que uma remessa das vacinas chegue ainda em agosto.

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    De acordo com secretários da pasta, as vacinas não serão aplicadas em toda a população. No primeiro momento, apenas profissionais de saúde serão imunizados, devido ao maior risco de contaminação pela doença.

    Na manhã de segunda-feira (1º/8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, em uma rede social, que o Brasil receberá o antiviral tecovirimat, medicamento usado contra a varíola dos macacos.

    A entrega do fármaco também será realizada por intermédio da Opas. De acordo com o ministro, as primeiras remessas serão reservadas a “casos mais graves”. A iniciativa visa reforçar o enfrentamento do surto que ocorre no Brasil.

    Na sexta-feira da semana passada (29/7), o governo federal confirmou a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil. O óbito foi registrado na quinta-feira (28/7), e a vítima era um homem de 41 anos, que faleceu em Belo Horizonte (Minas Gerais).

    O paciente tinha câncer e baixa imunidade – quadro que foi agravado pela varíola. O último boletim divulgado pela pasta aponta que o país tem 1,4 mil casos confirmados da doença.

  • Com mil casos, Brasil começa a tratar varíola dos macacos como surto

    Com mil casos, Brasil começa a tratar varíola dos macacos como surto

    Com mais de mil casos de varíola dos macacos confirmados no Brasil, o Ministério da Saúde começou a tratar a doença como “surto”. O termo foi usado em um texto divulgado pela pasta, na quinta-feira (28/7), para informar a ativação de um Centro de Operações de Emergência (COE) com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento da patologia.

    A expressão “surto” é utilizada na epidemiologia para identificar quantidades acima do normal de doenças contagiosas ou de ordem sanitária. É o primeiro estágio de uma escala de evolução do contágio, que pode se transformar em epidemia, endemia e pandemia – caso da Covid-19.

    O Ministério da Saúde ainda não havia utilizado o termo em notas enviadas à imprensa, somente em pareceres técnicos ao citar casos semelhantes de aumento da curva de contaminação registrados em outros países.

    Casos

    O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil registrou até agora 1.066 casos da doença.

    De acordo com a pasta, há casos confirmados em 16 unidades da Federação.

    Veja quais são as localidades e quantos casos foram confirmados:

    • São Paulo (823)
    • Rio de Janeiro (124)
    • Minas Gerais (44)
    • Distrito Federal (15)
    • Paraná (21)
    • Goiás (13)
    • Bahia (5)
    • Ceará (4)
    • Rio Grande do Sul (3)
    • Rio Grande do Norte (2)
    • Espírito Santo (2)
    • Pernambuco (3)
    • Tocantins (1)
    • Acre (1)
    • Rio Grande do Sul (4)
    • Santa Catarina (4)

    “Situação preocupante no Brasil”

    Nesta semana, a líder técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) no combate à varíola dos macacos, Rosamund Lewis, falou sobre o avanço da doença no Brasil. Segundo a especialista, a situação do país é “muito preocupante”.

    “Certamente é muito preocupante para países como o Brasil – uma nação continental, de população tão grande, geograficamente extensa, que agora também relata um número significativo de casos”, assinalou.

    Rosamund Lewis também alertou para a possibilidade de estar havendo subnotificação de casos, por falta de testes, e pediu ainda que as autoridades ajam de acordo com a emergência de saúde pública de interesse internacional, decretada pela OMS no último sábado (23/7).

    Compra de vacinas

    No sábado (23/7), o Ministério da Saúde informou que realiza tratativas para a compra da vacina contra a varíola dos macacos. De acordo com a pasta, a aquisição será negociada com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

    A informação foi divulgada após o decreto de estado de emergência internacional de saúde pública devido à doença ser publicado.

    Atualmente, apenas um laboratório fabrica a vacina no mundo: a empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, que não tem representante no Brasil. “A OMS coordena junto ao fabricante, de forma global, ampliar o acesso ao imunizante nos países com casos confirmados da doença”, informou o ministério.

  • Incidência de covid-19 grave é até 3 vezes maior entre não vacinados

    Incidência de covid-19 grave é até 3 vezes maior entre não vacinados

    A proteção conferida pelas doses de reforço das vacinas contra a covid-19 foi capaz de reduzir ainda mais a incidência das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) causadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) em todas as faixas etárias, segundo estimativa divulgada hoje (28), no Rio de Janeiro, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

    O estudo indica que os casos graves de covid-19 incidiram até três vezes mais na população não vacinada, se comparada com a que completou o esquema básico e ainda recebeu ao menos a primeira dose de reforço. 

    Os dados fazem parte do Boletim InfoGripe, divulgado nesta semana, atualizado com dados de 17 a 23 de julho. Coordenador do estudo, Marcelo Gomes disse que o ponto central é que fica evidente a importância da vacinação.

    “A gente observa uma efetividade, uma diminuição desse risco de internação em todas as faixas etárias. E quando a gente olha a dose de reforço, melhora ainda mais a proteção. Os dados deixam claro o quanto a vacina é fundamental para se ter uma realidade distinta no enfrentamento da covid-19”, explicou.

    E acrescentou: “se alguém ainda tem alguma dúvida, não precisa ter. A vacina é simplesmente fundamental. A diferença é gritante entre quem não se vacinou, quem iniciou o esquema vacinal e quem já está com dose de reforço”.

    Faixas etárias

    Desde o início da pandemia, a taxa de incidência da SRAG causada pela covid-19 é muito maior entre os idosos de idade avançada. Na população com 80 anos ou mais, houve 208,05 pessoas com casos graves de covid-19 para cada 100 mil habitantes não vacinados. Entre os que tomaram ao menos uma dose, mas não chegaram ao reforço, a incidência cai para 124,68 casos por 100 mil habitantes, e, com a dose de reforço, cai ainda mais, para 111,21/100 mil.

    Entre os outros idosos, as quedas são de ordens semelhantes. O agravamento incidiu sobre os sem vacina na proporção de 62,88/100 mil, entre os de 70 a 79 anos, e na de 27,11/100 mil, para os de 60 a 69 anos. Com esquema completo, esses valores caem para 45,69/100 mil e 16,44/100 mil, e, com a de reforço, para 31,0/100 mil e 11,04/100 mil.

    “A dose de reforço entra para compensar a perda de memória imunológica que infelizmente a gente tem observado na população e especialmente nas faixas etárias mais avançadas”, observou.

    Na população adulta, a incidência da SRAG causada pela covid-19 apresenta uma queda ainda maior quando são comparados os vacinados e os não vacinados, que sofrem de agravamento com uma frequência três vezes maior. 

    “Quanto mais jovem, há uma diferença ainda maior. A população mais nova tem uma resposta ainda melhor. A diferença fica mais importante, e isso era algo que os estudos já mostravam, que havia uma diferença entre o público de idade mais avançada e o mais jovem, em termos de efetividade, mas todos se beneficiam”, detalhou. 

    Taxa de incidência

    Na população de 50 a 59 anos, a taxa de incidência cai de 14,75/100 mil entre os não vacinados para 7,10/100 mil entre quem se vacinou sem reforço. Para quem tomou ao menos a primeira dose de reforço nessa faixa etária, o agravamento incidiu na proporção de 4,76 casos por 100 mil habitantes.

    Tomar a vacina também fez a incidência da SRAG ser três vezes menor entre quem tem 18 a 49 anos. Na faixa etária de 40 a 49 anos, a incidência entre quem não se vacinou é de 9,82 casos por 100 mil, o que é reduzido pela vacinação com reforço para 2,39 por 100 mil. Entre quem tem 30 a 39 anos, a queda é de 6,25/100 mil para 2,02 por 100 mil. Já nos mais jovens, de 18 a 29 anos, a diminuição é de 4,43/100 mil para 1,53 por 100 mil. 

    A pesquisa mostrou, também, que os adolescentes foram o público com a maior redução proporcional dos casos de SRAG quando a vacina entra em cena. Quem tem 12 a 17 anos e não se vacinou teve uma incidência de 5,54 casos graves por 100 mil habitantes, enquanto quem tomou a primeira dose de reforço sofreu de SRAG numa proporção de 0,51 caso por 100 mil. 

    Mesmo com conclusões tão positivas a favor da vacinação, Marcelo Gomes ponderou que o efeito dos imunizantes ainda pode estar subestimado por limitações nos bancos de dados que serviram de base para o estudo.

    “É um resultado que tem uma série de limitações pela natureza desses dados. É uma estimativa que tende a subestimar o impacto da vacina. O efeito real é ainda maior do que esse que a gente está reportando, e ainda assim a gente já observa o impacto”, detalhou.

  • Com escassez global, Saúde orienta racionalizar contraste para exames

    Com escassez global, Saúde orienta racionalizar contraste para exames

    Utilizado em exames de imagem, como tomografias, o contraste iodado permite visualizar a vascularização em determinadas partes do corpo dos pacientes. Em meio à escassez global desse insumo, o Ministério da Saúde passou a recomendar que o item seja racionalizado.

    Esta é apenas uma entre diversas substâncias de uso médico em falta no sistema de saúde brasileiro. Na última sexta-feira (22/7), representantes da pasta reconheceram que ao menos 86 medicamentos não estão disponíveis nos estoques institucionais.

    Um informativo interno foi emitido para orientar o uso cauteloso do contraste. De acordo com a secretária de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Maíra Botelho, os estoques serão recompostos apenas no fim de setembro.

    A nota informativa distribuída pela pasta pede que sejam priorizados “procedimentos em pacientes de maior risco e em condições clínicas de urgência e emergência”. Orienta-se ainda que os estoques sejam avaliados, que se evite o desperdício e que a utilização de métodos alternativos seja considerada.

    “A interrupção nas cadeias de suprimento, produção e distribuição ocorre principalmente por consequência da pandemia da Covid-19 na China, uma vez que medidas de lockdown foram decretadas localmente, impactando a cadeia de produção das indústrias chinesas”, explica o informativo.

    Pesquisa

    De acordo com pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 80,4% dos municípios consultados têm sofrido com a falta de medicamentos no sistema público de saúde brasileiro.

    O levantamento abrangeu 2.469 prefeituras, entre os dias 25 de maio e 20 de junho. A amoxicilina lidera a lista, sendo citada por 68% dos respondentes. Já a dipirona, em segundo lugar, foi mencionada por 65,6%

    A dipirona injetável (50,6%) e a prednisolona (45,3%) também se encontram entre os fármacos mais mencionados. A ausência dos medicamentos já dura entre 30 e 90 dias em 44,7% dos casos. O problema se estende por mais de 90 dias em 19,7% das situações.

    O que dizem os estados

    Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que “possui processos de compra regular e emergencial para aquisição de contraste” e tem priorizado casos mais urgentes para utilização do contraste. “A escassez é global e de grande preocupação”, pontua o órgão local.

    Já a Secretaria de Saúde da Bahia afirma que o estado se antecipou e “adquiriu uma remessa do produto, assegurando, assim, o abastecimento de toda a rede estadual”. Outros estados foram demandados sobre o tema, mas ainda não responderam à reportagem. O espaço para manifestação continua aberto.

  • OMS declara varíola dos macacos emergência internacional de saúde

    OMS declara varíola dos macacos emergência internacional de saúde

    A decisão foi tomada após reunião do comitê de especialistas que analisa a situação do vírus ao redor do mundo, na última quinta-feira (21/7). Segundo Tedros, no decorrer do encontro, o grupo não conseguiu chegar a um consenso sobre transformar ou não a doença em emergência internacional.

    Tedros, no entanto, decidiu alterar o status de alerta do vírus mesmo sem uma decisão do comitê. “Temos um surto que se espalhou rapidamente pelo mundo, por meio de novos modos de transmissão sobre os quais entendemos muito pouco”, disse.

    AGORA: OMS declara surto de varíola dos macacos uma emergência internacional de saúde.

    “Espalhou-se pelo mundo rapidamente através de novos modos de transmissão”, disse Tedros Adhanom em pronunciamento na manhã deste sábado (23/7).

    A OMS declara emergência internacional quando existe um “evento extraordinário” que traz risco à saúde pública de outros estados, por meio da disseminação internacional da doença. O status foi adotado em outros surtos ao longo da história, como a crise do H1N1, em 2009, e do zika vírus, em 2016.

    Para tomar a decisão, Tedros considerou cinco elementos: crescimento de casos em países que nunca registraram o vírus; critérios do Regulamento Sanitário Internacional para declarar emergência internacional; falta de consenso no comitê de emergência; princípios científicos; e o risco à saúde humana.

    Preocupação

    Assim como na reunião de quinta-feira, Tedros ressaltou que boa parte dos casos está sendo registrada em homens que fazem sexo com homens.

    O diretor mostrou preocupação sobre os estigmas que podem recair sobre o grupo, mas disse acreditar que essa particularidade pode ser utilizada para implementar intervenções de saúde específicas.


    “É essencial que todos os países trabalhem em estreita colaboração com as comunidades de homens que fazem sexo com homens, para projetar e fornecer informações e serviços eficazes e adotar medidas que protejam a saúde, os direitos humanos e a dignidade das comunidades afetadas”, pontuou.

    Brasil

    A última atualização do Ministério da Saúde aponta que o Brasil tem 607 casos confirmados de varíola dos macacos. O dado foi divulgado na sexta-feira (22/7).

    Os casos estão espalhados por 13 estados e no Distrito Federal. São Paulo é a região com maior número de registros: 438 casos.

    Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (86 casos), Minas Gerais (33), Distrito Federal (12), Paraná (10), Goiás (8), Bahia (5), Ceará (2), Rio Grande do Sul (3), Pernambuco (3), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Mato Grosso do Sul (1) e Santa Catarina (1).

    De acordo com a OMS, no atual surto, já foram computados 16 mil casos de varíola dos macacos em 75 países.

  • Paxlovid: conheça antiviral usado por Joe Biden para tratar Covid

    Paxlovid: conheça antiviral usado por Joe Biden para tratar Covid

    Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, testou positivo para Covid-19 pela primeira vez nessa quinta-feira (21/7). A Casa Branca comunicou que ele está imunizado com três doses da vacina contra o vírus e que usa o antiviral Paxlovid, desenvolvido no país norte-americano, para o tratamento.

    O medicamento, produzido pela biofarmacêutica Pfizer, é indicado indicado para uso imediato após os primeiros sintomas da doença em adultos que tenham testado positivo e apresentam alto risco de progressão de quadro grave da doença. De acordo com um estudo da própria farmacêutica, as pílulas apresentam 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes em pacientes de alto risco para a infecção do vírus.

    Outro estudo analisou que o antiviral também reduz gravidade em idosos, o que justificaria o uso do medicamento pelo presidente norte-americano, de 79 anos.

    O Paxlovid foi o primeiro medicamento produzido para combater o coronavírus, e combina dois compostos: o nirmatrelvir e o ritonavir.

    Ele tem como objetivo bloquear a replicação do vírus Sars-CoV-2 e tem se mostrado efetivo no tratamento das variantes Ômicron e Delta, classificadas como variantes de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O antiviral faz parte da classe de medicamentos chamados inibidores da protease, usados ​​no tratamento de infecções virais como HIV, hepatite C.

    No Brasil, o medicamento é liberado pela Anvisa desde maio de 2022 para pessoas com riscos de terem os sintomas agravados e de serem hospitalizadas, e é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Paxlovid não é indicado para pessoas que não correm esse risco, uma vez que não é eficaz na redução de sintomas e internações.