Categoria: Política

  • Deputado Sóstenes Cavalcante Rebate Críticas de Lula sobre PL do Aborto

    Deputado Sóstenes Cavalcante Rebate Críticas de Lula sobre PL do Aborto

    Autor do PL do Abordo, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) reagiu à crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a proposta, que equipara a interrupção da gestação acima de vinte e duas semanas ao crime de homicídio. Após Lula afirmar que é contra o aborto, mas que a prática é uma realidade no Brasil e a aprovação do projeto é uma “insanidade”, o parlamentar rebateu alegando que a pena para quem cometer estupro nesses casos pode ser aumentada, e provocou questionando se, dessa forma, o presidente o apoiaria.

    “É simples, a relatora pode incluir, mesmo sendo matéria estranha ao texto o aumento da pena para estuprador para 30 anos, fica resolvido presidente, vamos ter o seu apoio já que você é contra o aborto?”, escreveu Sóstenes. As informações são do O GLOBO.

    Procurado pelo GLOBO, o deputado disse que assistiu ao pronunciamento de Lula sobre o tema, realizado em coletiva de imprensa na Itália, onde participa de agenda na Cúpula do G7, e definiu a fala do presidente como “peça publicitária”.

    “É uma peça publicitária de campanha eleitoral para tentar enganar os eleitores Católicos e Evangélicos, ele falou tudo no vídeo, menos da vida do bebê indefeso de 22 semanas”, afirmou o parlamentar.

    Durante sua fala, Lula disse que é contra o aborto, mas afirmou que a prática é uma realidade no Brasil.

    “Eu sou contra aborto, entretanto, como aborto é realidade, a gente precisa tratar aborto como questão de saúde pública. E eu acho que é insanidade alguém querer punir uma mulher numa pena maior que o criminoso que fez o estupro. É no mínimo uma insanidade isso. Sinceramente, à distância, não acompanhei o debate muito intenso no Brasil, quando voltar vou tomar ciência disso, tenho certeza do que tem na lei já garante que a gente aja de forma civilizada para tratar com rigor o estuprador e para tratar com respeito a vítima. Quando alguém apresenta uma proposta que a vítima precisa ser punida com mais rigor que o estuprador, não é sério”, afirmou Lula.

    A urgência do texto foi aprovada a toque de caixa quarta-feira na Câmara — e gerou mobilizações nas redes sociais contra sua aprovação e também protestos nas ruas de capitais brasileiras. Antes da votação, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a questão “não é matéria de interesse do governo”.

    Na sexta-feira, depois de ver as reações ao PL do aborto crescer, o governo federal passou a se posicionar de maneira mais firme contra o texto, que teve a tramitação em regime de urgência aprovada nesta semana na Câmara. Os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente), Cida Gonçalves (Mulheres) e a primeira-dama Janja da Silva criticaram a proposta ontem.

    Em suas redes sociais, a primeira-dama Janja da Silva afirmou que o PL é “preocupante” e “ataca a dignidade das mulheres e meninas”. A primeira-dama ainda criticou a tramitação do texto na Câmara dos Deputados, afirmando que era “preocupante” a aprovação da urgência sem discussão nas comissões temáticas. Com a tramitação acelerada aprovada pelos deputados, o texto pode ser votado direto no plenário. E concluiu que não se pode “revitimizar e criminalizar essas mulheres e meninas”, e que é preciso “protegê-las e acolhê-las”.

  • Brasil Não Assina Comunicado Final da Cúpula para a Paz na Ucrânia

    Brasil Não Assina Comunicado Final da Cúpula para a Paz na Ucrânia

    Da Agência Brasil

    O Brasil foi um dos países que não assinaram, neste domingo (16), o comunicado final da Cúpula para a Paz na Ucrânia, documento que pede o envolvimento de todas as partes nas negociações para alcançar a paz e “reafirma a integridade territorial” ucraniana.

    Ontem (15), em entrevista coletiva na Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que disse à presidente da Confederação Suíça, Viola Amherd, que tomou a decisão de não ir ao encontro internacional deste domingo porque o Brasil só participaria da discussão sobre a paz quando os dois lados em conflito, Ucrânia e Rússia, estiverem sentados à mesa. “Porque não é possível você ter uma briga entre dois e achar que se reunindo só com um, resolve o problema.”

    Diante do impasse dos dois chefes de Estado, Lula afirmou que o Brasil já propôs, em parceria com a China, uma negociação efetiva para a solução do conflito. “Como ainda há muita resistência, tanto do Zelensky (Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia), quanto do Putin (Vladimir Putin, presidente da Rússia), de conversar sobre paz, cada um tem a paz na sua cabeça, do jeito que quer, e nós estamos, depois de um documento assinado com a China, pelo Celso Amorim [assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República do Brasil] e pelo representante do Xi Jinping [presidente da República Popular da China] , estamos propondo que haja uma negociação efetiva.”

    “Que a gente coloque, definitivamente, a Rússia na mesa, o Zelensky na mesa, e vamos ver se é possível convencê-los de que a paz vai trazer melhor resultado do que a guerra. Na paz, ninguém precisa morrer, não precisa destruir nada. Não precisa vitimar soldados inocentes, sobretudo jovens, e pode haver um acordo. Quando os dois tiverem disposição, estamos prontos para discutir”, acrescentou o presidente.

    Ao encontro internacional deste domingo, o Brasil enviou a embaixadora do Brasil na Suíça, a diplomata Claudia Fonseca Buzzi. O presidente ucraniano também esteve na cúpula para obter apoio internacional para o seu plano de acabar com a guerra desencadeada pela invasão russa.

    Sem unanimidade

    Ao fim da Cúpula para a Paz na Ucrânia, na Suíça, não houve unanimidade entre as 101 delegações participantes. O documento, que pede que “todas as partes” do conflito armado estejam envolvidas para alcançar a paz, foi assinado por 84 países, incluindo lideranças da União Europeia, dos Estados Unidos, do Japão, da Argentina e os africanos Somália e Quênia.

    De acordo com o comunicado final, os países signatários assumem que os princípios de soberania, independência e integridade territorial de todos os Estados devem ser salvaguardados.

    Quanto à segurança nuclear, os países que ratificaram a declaração final estabeleceram que o uso de energia e instalações nucleares deve ser seguro, protegido e ambientalmente correto. As instalações nucleares ucranianas, incluindo Zaporizhia, devem operar com segurança, sob total controle do país. O documento reforça que qualquer ameaça ou uso de armas nucleares no contexto da guerra em curso contra a Ucrânia é inadmissível.

    Segundo a agência de notícias espanhola Efe, entre os países que não assinaram o comunicado estão os membros do BRICS – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sendo que Rússia e China sequer enviaram representantes.  Também não assinaram o documento Arménia, Bahrein, Indonésia, Líbia, Arábia Saudita, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e México.

    Cessar-fogo não aceito

    Na sexta-feira (14), o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu estabelecer imediatamente um cessar-fogo na Ucrânia e iniciar negociações se o país começasse a retirar as tropas das quatro regiões anexadas por Moscou, em 2022: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia. Putin ainda exigiu que a Ucrânia renunciasse aos planos de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

    Desde fevereiro de 2022, a Ucrânia resiste à invasão russa com o objetivo de manter sua integridade territorial e exige a saída de todas as tropas russas do território. Kiev (capital da Ucrânia) mantém a pretensão de aderir à aliança militar do Atlântico Norte.

    As condições impostas pelo mandatário russo para um possível acordo de paz foram rejeitadas de imediato pela Ucrânia, pelos Estados Unidos e pela Otan, após dois anos e quatro meses do início do conflito, com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

  • Ricardo Nunes (MDB) busca reeleição em meio a polêmicas de gestão e acusações de violência doméstica

    Ricardo Nunes (MDB) busca reeleição em meio a polêmicas de gestão e acusações de violência doméstica

    Diversos políticos, incluindo Guilherme Boulos (PSOL), José Luiz Datena (PSDB), Kim Kataguiri (União Brasil), Marina Helena (Novo), Pablo Marçal (PRTB), Ricardo Nunes (MDB) e Tabata Amaral (PSB), estão se preparando para disputar a corrida eleitoral em outubro.

    Apesar das convenções partidárias, que ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, serem a data oficial para o lançamento das candidaturas para a prefeitura de São Paulo, os pré-candidatos já começaram suas movimentações.

    Entre trocas de farpas, campanhas antecipadas e mudanças de partido, os principais nomes da disputa já têm alianças formadas, bandeiras definidas e polêmicas envolvendo suas candidaturas.

    Guilherme Boulos (PSOL)

    É a segunda vez que o deputado federal Guilherme Boulos concorre ao cargo de prefeito de São Paulo. Em 2020, ele chegou ao segundo turno, mas perdeu para Bruno Covas (PSDB).

    Em 2024, segundo a última pesquisa Datafolha, Boulos possui a maior porcentagem de votos, com 24%, estando tecnicamente empatado com Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito da capital.

    • Alianças: PSOL, PT, Rede, PCdoB, PV, PDT e PMB
    • Vice-prefeita: Marta Suplicy
    • Bandeiras: Boulos, ligado à esquerda, destaca a luta pela moradia, sendo parte do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ele também se preocupa com o meio ambiente e a Cracolândia, propondo postos de atendimento móveis e defendendo a internação compulsória em casos extremos.

    Polêmicas:

    Campanha antecipada: Boulos é aliado do PT e do presidente Lula, que responde a um processo por campanha antecipada. A ação foi movida pela pré-candidata Marina Helena (Novo), solicitando que os representados se abstenham de realizar atos de campanha eleitoral antecipada e pedindo aplicação de multa.

    Rachadinha de Janones: Boulos foi relator das investigações contra André Janones (Avante-MG) na Câmara dos Deputados, envolvendo um suposto esquema de “rachadinha”. O processo foi arquivado por falta de justa causa.

    Divulgação irregular de pesquisa eleitoral: Em abril, o TRE de São Paulo multou Boulos em R$ 53,2 mil por divulgação irregular de pesquisa eleitoral nas redes sociais. A pesquisa existia, mas o cenário apresentado por Boulos não foi avaliado.

    Ricardo Nunes (MDB)

    Atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes disputará a reeleição. Ele assumiu o cargo após a morte de Bruno Covas em 2021. Segundo o Datafolha, 26% da população aprova seu governo, enquanto 25% o reprova. Nunes tem 23% das intenções de voto, estando empatado tecnicamente com Boulos.

    • Alianças: MDB, PL, PP, PSD, Republicanos, Solidariedade, Avante, Podemos, PRD e Mobiliza
    • Vice-prefeito: Não definido
    • Bandeiras: Classificando-se como centrista, Nunes se inclina mais à direita na polarização com Boulos. Ele busca apoio da extrema-direita que defende a democracia e mantém proximidade com Bolsonaro, que deve indicar seu vice.

    Polêmicas:

    Violência contra a mulher: Em 2011, Nunes foi acusado pela esposa de violência doméstica, ameaça e injúria, mas ele negou as acusações, classificando-as como um desentendimento do casal.

    Ausência em eventos importantes: Nunes foi criticado por não comparecer ao Dia do Trabalho e à Parada do Orgulho LGBT+, mas participou da Marcha para Jesus e de um ato convocado por Bolsonaro.

    Problemas de gestão: Em março, o TCM analisou um suposto conluio em contratos de 223 obras emergenciais sem licitação durante a gestão de Nunes, totalizando R$ 4,3 bilhões. Além disso, sua gestão foi acusada de omissão em relação à ligação do PCC com a empresa de ônibus Transwolff.

    José Luiz Datena (PSDB)

    José Luiz Datena, jornalista e apresentador de programas policiais, já se filiou a 12 partidos desde 1992 e desistiu de quatro corridas eleitorais em São Paulo.

    • Alianças: Apenas PSDB até agora
    • Vice-prefeito: Não definido
    • Bandeiras: Datena, que iniciou sua carreira política no PT, migrou para o PP e atualmente está no PSDB, focando principalmente em questões de segurança pública.

    Polêmicas:

    Quase vice de Tabata Amaral: Datena se filiou ao PSB, iniciando rumores de que seria vice de Tabata Amaral, mas depois mudou para o PSDB e anunciou sua candidatura.

    Sugestão a Boulos: Um vídeo vazado mostrou Datena propondo uma aliança a Boulos, mas ele desmentiu o pedido ao vivo.

    Tabata Amaral (PSB)

    Tabata Amaral, deputada federal pelo PSB e formada em ciências políticas por Harvard, foi a sexta deputada federal mais votada em 2018 e reeleita em 2022.

    • Alianças: Apenas PSB
    • Vice-prefeito: Não definido
    • Bandeiras: Tabata defende a educação, com base em sua trajetória acadêmica. Já foi contrária a algumas ideias de esquerda, como a reforma da Previdência, o que lhe rendeu críticas.

    Polêmicas:

    • Reforma da Previdência: Tabata votou a favor da reforma, contrariando a orientação do PDT, seu partido na época. Isso gerou críticas e levou à sua desfiliação do partido.

    Pablo Marçal (PRTB)

    Pablo Marçal, produtor de conteúdo e empresário, tentou se candidatar à Presidência em 2022, mas não conseguiu levar a candidatura adiante. Ele obteve votos suficientes para ser eleito deputado federal, mas sua candidatura foi recusada por falta de documentos.

    • Bandeiras: Marçal se alinha às ideias de João Doria, focando em geração de empregos e na transformação da Guarda Civil Metropolitana.

    Polêmicas:

    • Candidatura recusada: Em 2022, Marçal teve sua candidatura a deputado federal recusada pelo TRE-SP por falta de documentos.
    • Operação contra crimes eleitorais: Em 2023, Marçal foi alvo de uma operação que investigava crimes eleitorais, mas ele alegou perseguição política.
    • Seguidores em risco: Marçal levou um grupo de seguidores para acampar no Pico dos Marins, onde foram surpreendidos por uma tempestade e precisaram ser resgatados pelos bombeiros, sendo classificado como irresponsável pelos bombeiros.

    Marina Helena (Novo)

    Economista com mestrado pela Universidade de Brasília, Marina Helena foi diretora de Desestatização do Ministério da Economia e é primeira-suplente de deputada federal por São Paulo.

    • Vice-prefeito: Não definido
    • Bandeiras: Marina Helena é a favor de privatizações e aliada de Bolsonaro. Seus objetivos incluem aumentar o orçamento da segurança pública em 300% e dobrar o número de agentes da GCM.

    Polêmicas:

    • Ocultação de dados: Marina Helena solicitou à Justiça Eleitoral a ocultação de seus dados pessoais e de patrimônio por questões de segurança.

    Kim Kataguiri (União Brasil)

    Kim Kataguiri, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e deputado federal reeleito em 2022, é autor de três livros sobre política.

    • Vice-prefeito: Não definido
    • Bandeiras: Kataguiri defende o liberalismo econômico, privatização e redução de impostos. O MBL é a favor do voto não obrigatório.

    Polêmicas:

    • Mensalidade nas faculdades públicas: Em 2022, Kataguiri foi relator de uma PEC que previa o pagamento de mensalidade em universidades públicas para os mais ricos.
    • Bate-boca com Haddad: Kataguiri discutiu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a “taxação das blusinhas”, questionando a alta de tributos proposta pelo governo.
  • Conselho de Ética da Câmara arquiva pedido de cassação contra deputado Glauber Braga

    Conselho de Ética da Câmara arquiva pedido de cassação contra deputado Glauber Braga

    Do Poder360

    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou nesta 4ª feira (12.jun.2024) o pedido de cassação contra o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), acusado de agredir o colega Abilio Brunini (PL-MT) em 8 de novembro de 2023. O caso se deu em uma reunião da Comissão de Direitos Humanos para discutir o conflito na Faixa de Gaza.  O PL apresentou uma representação ao Conselho pedindo a cassação de Braga.

    O relator do processo, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), declarou em seu parecer que não havia “justa causa” para o andamento do caso e recomendou o arquivamento. O relatório foi aprovado foi aprovado com 9 votos a favor e 4 contra.

    Esta não foi a 1ª vez que Braga se envolveu em embates na Câmara. Em 16 de abril, o psolista agrediu e expulsou da Câmara um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre). O homem que discutiu com o deputado foi o youtuber Gabriel Costenaro. O arquivamento da ação se dá uma semana depois do Conselho de Ética encerrar o caso contra o deputado André Janones (Avante-MG). Na ocasião, o relator, deputado Guilherme Boulos (Psol-SP), também recomendou arquivar o processo.  Janones era acusado de supostamente participar de um esquema de desvio de salários de assessores do gabinete dele, prática chamada na política de “rachadinha”, para cobrir despesas de campanhas eleitorais. 

    EMBATES NA CÂMARA E REAÇÃO DE LIRA

    Em 5 de junho, logo depois do arquivamento da ação contra Janones, deputados da oposição e governistas discutiram acaloradamente. Janones e Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, quase se agrediram dentro do colegiado e nos corredores da Câmara. Os repetidos embates levaram o presidente da Casa Baixa, Arthur Lira (PP-AL), a apresentar um projeto para mudar o regimento interno e autorizar à Mesa Diretora a suspender cautelarmente o mandato de congressistas que infringirem o Código de

    Ética até que a punição seja, de fato, votada pelo Conselho.  A proposta teve a urgência aprovada na noite de 3ª feira (11.jun) e o texto deve ser analisado nesta 4ª feira (12.jun).  O projeto foi debatido na reunião do Conselho de Ética desta 4ª (12.jun). Há um receio entre os deputados contrários que o texto dê muito poder à Mesa Diretora, especialmente a Lira.  Braga afirmou que se sente “com a cabeça na bandeja sendo entregue ao senhor Arthur Lira”.

  • Câmara dos Deputados instala Frente Parlamentar Mista pela Licença-Paternidade

    Câmara dos Deputados instala Frente Parlamentar Mista pela Licença-Paternidade

    A Câmara dos Deputados instalou, nesta quinta-feira (5), a Frente Parlamentar Mista pela Licença-Paternidade, com o deputado federal Pedro Campos (PSB) como secretário executivo do grupo. O objetivo é avançar na regulamentação da licença-paternidade no Brasil, um passo importante para promover a equidade na divisão de responsabilidades parentais e garantir a presença ativa dos pais na vida dos filhos.

    “Estamos continuando a luta iniciada pelo deputado Alceni Guerra, que inseriu a licença-paternidade na Constituição de 88. Quase 40 anos depois, vamos finalmente regulamentar e estender essa licença aos pais, para fazer justiça com as mulheres na divisão da responsabilidade com os filhos e, principalmente, para que essas crianças tenham seus pais presentes de verdade, em todos os tipos de famílias“, afirmou Pedro Campos.

    A iniciativa ganhou urgência após o Supremo Tribunal Federal (STF) provocar o Congresso Nacional em dezembro de 2023, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão Legislativa, dando um prazo de 18 meses para que a questão seja legislada.

    “Vamos trabalhar e avançar em parâmetros legais para que a licença-paternidade seja aprovada ainda este ano. É importante que os pais participem ativamente do início da vida de seus filhos, para que as mães tenham a responsabilidade do cuidado dividido“, concluiu Pedro Campos.

    A Frente Parlamentar Mista pela Licença-Paternidade busca criar um marco legal que contemple a necessidade de maior envolvimento dos pais no cuidado dos filhos desde os primeiros dias de vida, promovendo uma mudança significativa na cultura familiar e laboral do país.

  • Coalizão de Frentes Parlamentares Pressiona Senado a Devolver Medida Provisória sobre PIS/Cofins

    Coalizão de Frentes Parlamentares Pressiona Senado a Devolver Medida Provisória sobre PIS/Cofins

    Uma coalizão de 27 frentes parlamentares do Congresso Nacional uniu-se para solicitar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a devolução da medida provisória (MP) editada pelo governo que limita as compensações de créditos de PIS/Cofins como forma de financiar a desoneração da folha de pagamento. Em nota divulgada nesta quinta-feira (6), as frentes alertaram para as “graves consequências” da MP para diversos setores produtivos, incluindo o industrial, agroindustrial, petroquímico, alimentício, farmacêutico e outros segmentos exportadores.

    De acordo com os parlamentares, a impossibilidade de compensar créditos de PIS e Cofins afetará significativamente o fluxo de caixa das empresas, obrigando-as a substituir essas compensações pelo pagamento em dinheiro, recursos que poderiam ser destinados a investimentos. “A mudança abrupta nas regras tributárias, sem uma consulta prévia com a sociedade e os setores afetados, criou um ambiente de incertezas e insegurança jurídica e política”, destacou a nota. As frentes também consideram a MP inconstitucional.

    Entre os 27 signatários do manifesto estão a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC). Eles argumentam que a limitação das compensações tributárias resultaria em uma arrecadação “ilícita” do Estado e na “apropriação indébita” do dinheiro do contribuinte.

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) já se mobilizava para pedir a devolução da MP, pois avalia que o agronegócio será um dos setores mais afetados pela limitação das compensações de créditos de PIS/Cofins. Segundo a Fazenda, a medida busca compensar a desoneração da folha de 17 setores da economia e de alguns municípios, que continuará valendo em 2024 e será gradualmente encerrada nos próximos anos. A MP, que tem efeito imediato, precisa ser aprovada pelo Congresso em até quatro meses.

    A decisão de devolver a MP cabe ao senador Rodrigo Pacheco, que também é presidente do Congresso.

  • STJ confirma direito de companhias aéreas proibirem venda de milhas de programas de fidelidade

    STJ confirma direito de companhias aéreas proibirem venda de milhas de programas de fidelidade

    A Terceira Turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que companhias aéreas têm o direito de proibir a venda de milhas de programas de fidelidade. A decisão foi tomada em um julgamento que confirmou que tal proibição não contraria as leis de contratos ou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), uma vez que as milhas são benefícios gratuitos oferecidos aos consumidores.

    A questão surgiu após uma empresa de turismo, que negociava milhas, ter suas passagens canceladas por uma companhia aérea internacional por desrespeitar o regulamento do programa de fidelidade. A empresa de turismo buscou indenização, enquanto a companhia aérea pediu reparação por danos materiais e a proibição da venda de bilhetes com milhas.

    Inicialmente, a justiça negou o pedido da empresa de turismo e aceitou o da companhia aérea, exigindo o pagamento pelos bilhetes emitidos indevidamente. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reverteu a decisão, rejeitando a reconvenção e concedendo parcialmente os pedidos da empresa de turismo, incluindo danos materiais e morais.

    O ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do recurso da companhia aérea, esclareceu que, embora não exista uma legislação específica para programas de milhagem no Brasil, as regras gerais de contratos e obrigações do Código Civil e do CDC são aplicáveis. Ele ressaltou que cláusulas desfavoráveis ao consumidor são inaceitáveis, mas que, neste caso, a restrição de transferência de milhas foi considerada legítima.

    Bellizze enfatizou que os consumidores têm a opção de escolher programas de fidelidade mais benéficos, promovendo a concorrência no mercado. Ele destacou que a insatisfação com as restrições pode levar os consumidores a não adquirirem passagens ou a mudarem de companhia aérea, incentivando a livre concorrência e beneficiando os consumidores.

    A decisão do STJ reforça a liberdade econômica e a competitividade entre fornecedores, afirmando que a proibição da venda de milhas está dentro dos direitos das companhias aéreas e não fere os princípios do Código de Defesa do Consumidor.

  • OAB aciona STF contra restrições às saídas temporárias de presos impostas por nova lei

    OAB aciona STF contra restrições às saídas temporárias de presos impostas por nova lei

    Da Gazeta do Povo

    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta (5) contra as restrições ao direito de saída temporária de presos, conhecidas como “saidinhas”. A ação contesta trechos da lei aprovada pelo Congresso que extingue o direito à saída temporária para presos em regime semiaberto que não tenham cometido crimes graves ou hediondos.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia vetado a parte da lei referente às saidinhas, mas o veto foi derrubado pelo Legislativo no final de maio.

    A OAB argumenta que o trecho da norma que extingue o direito à saída temporária é inconstitucional e pede que o STF derruba o dispositivo. A entidade pede, ainda, uma decisão liminar provisória para suspender as novas regras.

    A entidade sustenta que a lei impõe uma legislação de execução penal mais rigorosa aos presos, prejudicando a ressocialização e o cumprimento digno da pena.

    “A revogação dos dispositivos que permitiam a saída temporária para o convívio familiar e social não se coadunam com uma política de execução penal ressocializadora, tal como preconiza a Constituição Federal”, disse a OAB na ação.

    A Ordem dos Advogados do Brasil afirma que a proibição das saidinhas contraria os princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade, da individualização da pena e da vedação ao retrocesso sobre direitos fundamentais.

    E ainda lembra que o benefício está vigente desde 1984, conforme a Lei de Execuções Penais, e que a saída temporária contribui para a ressocialização e reintegração social do preso. “O ato normativo impugnado impede que o apenado mantenha uma conquista legal que possuía de convívio, ainda que curto, com a família e com a sociedade”, afirmou.

    A votação que derrubou o veto presidencial teve um placar de 366 a favor das restrições, 137 contra e 3 abstenções no Congresso. Na Câmara, foram 314 votos a favor da derrubada do veto, 126 contra e duas abstenções; no Senado, 52 senadores votaram pela derrubada, 11 foram contrários e houve uma abstenção.

    Além da OAB, a Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim) também propôs uma ação sobre o mesmo tema, que está sob a relatoria do ministro Edson Fachin.

  • STF Decide: Parentes de até Segundo Grau Podem Ocupar Chefias do Executivo e Legislativo Simultaneamente

    STF Decide: Parentes de até Segundo Grau Podem Ocupar Chefias do Executivo e Legislativo Simultaneamente

    Da Agência Brasil

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (5), que parentes de até segundo grau podem ocupar simultaneamente as chefias dos poderes Executivo e Legislativo no mesmo estado. Por maioria de votos, os ministros rejeitaram ação protocolada pelo PSB para proibir a ocupação dos cargos por familiares.

    A legenda argumentou que a Constituição de 1988 combateu a “oligarquização do poder político” e não permite que parentes ocupem as chefias do Executivo e Legislativo ao mesmo tempo. O partido citou diversas cidades em que parentes de segundo grau exerceram as duas funções, como já ocorreu em Iguatu (CE), Ji-Paraná (RO), Cornélio Procópio (PR), entre outros.

    Por 7 votos a 4, prevaleceu no julgamento o voto proferido pela relatora, ministra Cármen Lúcia, para quem não há comando expresso na Constituição para impedir a ocupação simultânea dos cargos por parentes.

    “A definição de nova hipótese de inelegibilidade é atribuição do Poder Legislativo. Como seria uma forma de estatuir uma nova norma de restrição de direito político fundamental não prevista pelo constituinte, nem pelo legislador, não há como se acolher a proposta apresentada”, afirmou a relatora.

    O ministro Flávio Dino abriu a divergência para se manifestar contra a ocupação simultânea. Segundo o ministro, é frequente no país o exercício concomitante de mandatos entre marido ou esposa, pai e filho e irmãos na chefia do Executivo e Legislativo.

    No entendimento de Dino, a Constituição impede a concentração de poder em uma família de políticos. “Essa ideia de concentração de poder, de casta, poder familiar, é incompatível com o conceito de República, de democracia”, completou.

  • Ministro Silvio Costa Filho Celebra Crescimento do PIB Brasileiro no Primeiro Trimestre de 2024

    Ministro Silvio Costa Filho Celebra Crescimento do PIB Brasileiro no Primeiro Trimestre de 2024

    O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, celebrou nesta terça-feira (4) o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que aumentou 0,8% em comparação ao último trimestre de 2023, atingindo um total de R$ 2,7 trilhões nos três primeiros meses de 2024. Silvio Costa Filho destacou o esforço do governo do presidente Lula como crucial para este resultado positivo.

    “Um excelente resultado para a economia brasileira, que será refletido em um mercado de trabalho em expansão, comércio aquecido e um agronegócio robusto. Estamos vendo a retomada da economia brasileira, o crescimento do setor de serviços, do agronegócio, o retorno dos investimentos e, sobretudo, a geração de emprego e renda. O Brasil vai dar certo“, afirmou Silvio Costa Filho.

    O setor de Serviços foi o principal responsável pela variação positiva, registrando um crescimento de 1,4%, impulsionado pelo Comércio (3%), Informação e Comunicação (2,1%) e Outras Atividades de Serviços (1,6%). A Agropecuária também teve um desempenho significativo, com alta de 11,3%, enquanto a Indústria apresentou uma ligeira variação negativa de -0,1%, considerada estável.

    “O PIB avançou no primeiro trimestre deste ano, impulsionado pelo maior consumo das famílias e pelos serviços. E outra boa notícia é que, segundo a previsão do FMI, o Brasil subirá mais uma posição, alcançando o 8º maior PIB mundial. Mais uma prova de que estamos no rumo certo“, destacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma postagem em seu perfil na rede social X (antigo Twitter).

    Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmando a tendência de recuperação econômica e fortalecimento dos setores estratégicos do país.