Categoria: Polêmica

  • Família diz que morte de piloto por febre maculosa após festa é negligência e pede justiça: ‘Estava no melhor momento da vida’

    Família diz que morte de piloto por febre maculosa após festa é negligência e pede justiça: ‘Estava no melhor momento da vida’

    Além de Douglas Costa, de Jundiaí (SP), a namorada dele, Mariana Giordano, 36 anos, a jovem Evelyn Karoline Santos, 28, e a adolescente Erissa Nicole Santana, 16, morreram por causa da doença após passar pelo evento em fazenda de Campinas (SP); cidade vive alerta por causa da doença.

    A família de Douglas Costa, empresário e piloto de Jundiaí (SP) que morreu na quinta-feira (8), após contrair febre maculosa logo depois de ter ido a uma festa em uma fazenda em Campinas (SP), diz que a morte dele e da namorada Mariana Giordano, que o acompanhava no evento, foi por negligência e pede justiça.

    Além do casal, a jovem Evelyn Santos, de 28 anos, e a adolescente Erissa Nicole Santana, de 16, também morreram com a doença. A confirmação da morte da adolescente pela doença saiu na manhã desta quinta-feira (15).

    Em nota divulgada nesta quinta-feira (15), a família do piloto diz que Douglas “estava no melhor momento de sua vida”.

    “Sua perda foi algo repentino e devastador. Ele estava no melhor momento de sua vida, realizando vários sonhos e, o que aconteceu com ele, com sua namorada Mariana e com as outras vítimas, foi uma negligência e entendemos que os responsáveis deverão ser responsabilizados”, completa.

    “Gostaríamos de agradecer todas as mensagens de carinho e solidariedade nesse momento tão difícil. O Douglas era uma pessoa com uma alegria de viver muito grande. Ele era um empresário visionário e um amigo leal, e construiu um legado baseado em muito trabalho, respeito e competência”, completou a família.

    O Instituto Adolfo Lutz confirmou, na terça-feira (13), que Douglas, de 42 anos, morreu de febre maculosa. A informação também foi divulgada pela Vigilância Epidemiológica de Jundiaí (SP). A namorada dele, a dentista e biomédica Mariana Giordano, de 36 anos, também morreu e teve a confirmação na segunda-feira (12) de que contraiu febre maculosa. O casal morreu no mesmo dia, 8 de junho.

    A nota finaliza dizendo que a memória de Douglas será respeitada e a família está empenhada em seguir o seu legado nas empresas que ele tinha em Jundiaí.

    Festa em Campinas
    Douglas e Mariana, assim como Evelyn e a adolescente, estiveram presentes na “Feijoada do Rosa”, evento realizado no dia 27 de maio na Fazenda Santa Margarida, em Campinas.

    O evento informou que cerca de 3,5 mil pessoas estiveram no local. A festa é tradicional na cidade, sendo que neste ano foi realizada a 22ª edição do evento.

    Diante dos casos, a Prefeitura de Campinas informou que a fazenda vive um surto da doença e que, por isso, ela só poderá fazer novos eventos quando apresentar um plano de contingencia ambiental e de comunicação. A administração municipal explicou que a suspensão dos eventos não significa uma interdição da fazenda.

    Em nota, a administração da Fazenda Santa Margarida disse que sempre age de acordo com as exigências relacionadas à Vigilância Sanitária e que mantém um “rigoroso processo de manutenção e cuidados em relação ao espaço”.

    “A Fazenda Santa Margarida se coloca à disposição das autoridades competentes para qualquer auxilio necessário na investigação desse triste acontecimento”, completou.

    A fazenda está localizada na Rua Rubens Gomes Balsas, no distrito de Joaquim Egidio, e é administrada pelo Grupo Vidotti. A região é um dos pontos identificados como epidêmicos na cidade.

    Já a organização do evento se solidarizou com amigos e familiares das vítimas e disse que não houve “correlação entre as atrações oferecidas com as causas anunciadas”.

    “Até o momento, não se pode descartar que as contaminações tenham eventualmente ocorrido durante essa frequência na Fazenda Santa Margarida, mesmo porque a Vigilância Sanitária local veio à público reforçar que a cidade de Campinas ganha especial expressão como foco da referida doença”, completou.

    Proibição de eventos descartada
    A prefeitura descarta proibir eventos em geral em Campinas após o surto de febre maculosa em pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida, localizada no distrito de Joaquim Egídio.

    Além das quatro vítimas, até a manhã desta quinta-feira havia duas mulheres internadas com sintomas.

    A metrópole é uma área endêmica para a infecção e tem mapeada pelo menos 12 áreas de risco, entre elas a região da Fazenda Santa Margarida, onde aconteceu a “Feijoada do Rosa”, em 27 de maio, e o show do Seu Jorge, em 3 de junho, evento onde estiveram os casos notificados.

    Em vez de proibir eventos pela cidade, Campinas quer intensificar a comunicação de risco. Segundo o o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), é preciso que os organizadores garantam que todos os frequentadores sejam avisados que estão em uma área que pode ter incidência de febre maculosa.

  • ‘Foco na ciência’, ‘sexualização de crianças’, ‘pânico moral’: o que pensam deputados que compõem CPI da Transição de Gênero em SP

    ‘Foco na ciência’, ‘sexualização de crianças’, ‘pânico moral’: o que pensam deputados que compõem CPI da Transição de Gênero em SP

    Comissão Parlamentar de Inquérito mira acompanhamento de crianças e adolescentes em ambulatório do HC da USP e será instalada nesta quarta-feira na Alesp, com eleição de presidente e relator.

    A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) formaliza na tarde desta quarta-feira (14) a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a utilização de hormônios em crianças e adolescentes que passam por transição de gênero no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP).

    O programa de transição de gênero é gratuito e segue protocolos previstos no Sistema Único de Saúde (SUS) do Ministério da Saúde, além de recomendações do Conselho Federal de Medicina (CFM).

    No requerimento para a abertura da comissão, o deputado Gil Diniz (PL-SP) aponta “possível violação às disposições do CFM” e pede a investigação. A CPI foi proposta depois de reportagem do g1 que revelou que quase 300 crianças e adolescentes passavam pelo acompanhamento e tratamento no HC.

    Além de Diniz, outros oito parlamentares foram nomeados para compor a comissão: Tenente Coimbra (PL), Beth Sahão (PT), Professora Bebel (PT), Analice Fernandes (PSDB), Tomé Abduch (Republicanos), Guto Zacarias (União) e Guilherme Cortez (PSOL).

    A GloboNews conversou com parlamentares titulares da CPI para saber como devem conduzir os trabalhos nos próximos 120 dias e as expectativas para a comissão. Veja abaixo:

    ‘Pautada pela ciência’
    A deputada estadual Bete Sahão (PT-SP) é a parlamentar mais velha entre os titulares da CPI e, por isso, será quem presidirá a reunião destinada à instalação e eleição da mesa para a escolha de presidente, vice e relator(a). Ela é psicóloga de formação e há semanas tem se reunido com profissionais da área e diretores do HC para ter mais detalhes dos procedimentos desenvolvidos no ambulatório. Para ela, o trabalho será pautado para colocar luz à ciência.

    “A minha tarefa primeira dentro da CPI é de poder mostrar que o trabalho que é realizado pelo ambulatório é um trabalho que é técnico, que é científico, que é composto por profissionais do mais alto gabarito. Nós temos ali médicos pediatras, médicos, psiquiatras, endocrinologistas e não são quaisquer profissionais. Eu espero que seja um debate voltado para as questões científicas, para aquilo que está sendo desenvolvido, que é um laboratório vinculado ao Hospital das Clínicas de São Paulo e, portanto, com todo o respaldo da USP, da Faculdade de Medicina”, afirmou.

    Sobre a possibilidade de trazer um debate ideológico para o tema, a deputada defende que o assunto não pode ser pautado por juízo de valor.

    “A política tem que ser laica, o Estado tem que ser laico, então não dá para ter viés ideológico, não dá para ter viés religioso… A gente respeita todas as religiões aqui, mas este debate não pode ser acompanhado desse juízo de valor antecipado. As pessoas precisam é se despir de qualquer tipo de preconceito. E entrar para esta CPI com o intuito de conhecer essa realidade, de saber que nós não sabemos tudo”, disse a Beth Sahão.

    ‘Tentativa de criar factóides e pânico moral’
    Vice-líder da oposição na Alesp, bissexual e militante do movimento LGBTI+, o deputado Guilherme Cortez (PSOL) tem feito diversas críticas à proposta da comissão. Para ele, a CPI foi proposta para proteger e “blindar” o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de possíveis investigações, além de ser uma “tentativa de criar factoides em torno da saúde da população trans para espalhar a preocupação na sociedade”.

    “Essa é uma espécie de pânico moral que a gente sabe que é uma estratégia antiga, que a extrema direita brasileira e que o bolsonarismo, em particular, tem usado para se projetar politicamente em torno da pauta da população LGBT. Então eu vejo que essa proposta de CPI não tem nenhum objeto e tem coisas muito mais importantes pra se investir o dinheiro público.”

    O deputado refuta a ideia de ilegalidades no tratamento e explica ainda que o trabalho realizado no ambulatório do HC “é um trabalho que é de ponta, de referência e reconhecido no Brasil e no mundo. Não há nada que esse ambulatório faça que esteja à margem da lei. Pelo contrário, todos os procedimentos realizados por pelo ambulatório estão amparados nas resoluções do Conselho Federal de Medicina, no Cremesp, em resoluções médicas”, completa.

    Para o parlamentar, o desafio será trazer o debate sem espetacualção da causa ou criminalização da população trans. “Nós vamos nos articular com os outros, buscando dialogar com outros mandatos que são da base do governo, mas podem ser mais sensíveis a essa pauta justamente para que essa CPI não se torne um circo, não se torne um espetáculo de violações, de desrespeito contra familiares, contra profissionais e contra atendidos desse ambulatório.”

    ‘Sexualização precoce das crianças’
    Um dos representantes da ala da direita da Alesp, o deputado Tenente Coimbra (PL) diz que a proposta da CPI feita pelo colega Gil Diniz (PL) tem como objetivo entender os procedimentos e também definir regras no sistema de saúde para evitar aquilo que considera “errado”. Para ele, crianças e adolescentes não têm maturidade para decidir sobre tratamentos de transição de gênero, como o uso de bloqueadores hormonais.

    “É uma sexualização precoce das nossas crianças, uma criança de 12 anos tomar um bloqueador hormonal sem ter de fato ainda a noção de vida de uma maneira ampla, contumaz, da sua sexualidade. Para mim, isso é muito antecipado. A gente não quer proibir um tratamento hormonal, não é isso. Mas a gente quer dar tempo ao tempo.”

    Questionado sobre o fato de a oposição afirmar que a CPI foi proposta como medida para proteger o governador ou criminalizar a população trans, o deputado afirma que o viés ideológico não parte da sua bancada.

    “Algumas pessoas nos acusam de preconceito, não é isso. A pessoa, quando ela tiver a sua maturidade, tanto legal quanto psicológica, que faça a sua escolha, mas tratar isso para as nossas crianças, isso não. A gente precisa blindar, a gente precisa proteger nossas crianças. Eu acho que o viés ideológico é do outro lado, o viés ideológico que fala que crianças trans existem. Mas crianças ainda não têm a sua definição”, complementou Coimbra.

    Sobre a CPI
    A CPI foi proposta pelo deputado Gil Diniz (PL) após reportagem do g1 que relevou que quase 300 crianças e adolescentes passavam pelo acompanhamento e tratamento, atendidos pelo Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual (Amtigos) do Instituto de Psiquiatria e a Unidade de Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança do HC da Faculdade de Medicina da USP.

    De acordo com a instituição, 100 crianças de 4 a 12 anos de idade, e 180 adolescentes de 13 a 17 anos, são acompanhados. Caso seja comprovado por meio de avaliação criteriosa feita por equipe multidisciplinar (composta por psicólogos, pediatras, psiquiatras e endocrinologistas) que são de fato transgêneros, eles poderão ser submetidos a bloqueadores hormonais a partir da puberdade.

    Eles também recebem hormonização cruzada na adolescência, a partir dos 16 anos, com hormônios do gênero com que se identificam. Se houver necessidade de operação para colocação de implantes ou readequação da genitália, chamada de redesignação sexual, ela só poderá ocorrer na fase adulta.

    O texto publicado no Diário Oficial diz que a CPI foi criada para, no prazo de 120 dias, a partir da sua instalação:

    “Apurar e investigar as práticas adotadas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no diagnóstico, acompanhamento e tratamento de menores de idade com suspeita ou diagnóstico de incongruência de gênero ou transgêneros e, em especial, a submissão de crianças e adolescentes a hormonioterapias para transição de gênero realizadas pelo hospital em possível violação às disposições do conselho federal de medicina”.

    Em nota, o Hospital das Clínicas da USP esclarece que “todos os tratamentos e procedimentos oferecidos a seus pacientes estão respaldados por protocolos previstos no rol de atendimento do SUS e seguem regulamentação do Conselho Federal de Medicina, bem como diretrizes de centros de excelência com reconhecida e ilibada atuação sobre o tema”.

    A respeito do acompanhamento, que segundo o HC não inclui tratamentos ou procedimentos, de crianças e adolescentes com particularidades no desenvolvimento da identidade de gênero, o hospital diz que “trata-se de atenção prestada por equipe multidisciplinar especializada ao longo do tempo e, para aquelas que de fato são transgêneros, após os 18 anos e, somente havendo interesse, pode-se indicar procedimentos cirúrgicos, conforme regulamentação do Ministério da Saúde”.

    Por fim, o Hospital das Clínicas afirmou à GloboNews que está à disposição da Alesp para esclarecer sobre a assistência e o acompanhamento oferecidos a pacientes transgêneros na instituição.

     

  • Moradores de ocupação veem vitória em casa de 15m² feita pela Prefeitura de Campinas; professor critica: ‘extremamente precário’

    Moradores de ocupação veem vitória em casa de 15m² feita pela Prefeitura de Campinas; professor critica: ‘extremamente precário’

    Vice-prefeito trata polêmica como “lamentável”, defende que construção está em conformidade com o que foi acertado na Justiça, e que projeto de ampliação e assistência serão oferecidos às famílias da Ocupação Nelson Mandela.

    A construção de um residencial com casas de 15 m² para abrigar 116 famílias que vivem na ocupação Nelson Mandela, em Campinas (SP), divide opiniões. Enquanto um professor da USP especialista em política habitacional critica o fato do imóvel estar abaixo do que recomenda a ONU como moradia digna, que incluiria uma cozinha além do banheiro e cômodo, os representantes da comunidade veem a “casa embrião” como primeira etapa e tratam o projeto como “vitória”.

    “Trata-se de um embrião, ou seja, uma primeira etapa das casas definitivas para as nossas famílias. Estes embriões foram uma conquista, diante do que podia ser construído no prazo de 4 meses que o juiz fixou. O embrião não é a casa em si. As famílias conquistaram seus lotes de 90m² e as casas ainda serão construídas com o tempo. Vemos os lotes e os embriões como uma vitória fruto de uma história de lutas da Comunidade, mas a luta continuará”, diz um comunicado assinado pela coordenação da ocupação.

    Para Tomás Moreira, professor de Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP, é normal que os moradores encarem o residencial como uma vitória pelo fato de enfrentarem condições péssimas de habitação, tendo sofrido recentemente com um incêndio, por exemplo, mas sua preocupação é que o atual projeto, sem uma política habitacional definida, vire referência.

    “Aquilo não poderia ter sido oferecido. A ONU estipula no mínimo uma cozinha, um cômodo e um banheiro. A ONU coloca a cozinha como fundamental, é a base de sobrevivência das famílias. Os custos de construção de uma cozinha são mais caros, seria fundamental que a prefeitura já fornecesse com equipamentos”, explica.

    Segundo o especialista, não prever esse item essencial na construção também eleva custos. Seria muito mais barato fazer as ligações de pia e tanque com as redes de água e esgoto agora, do que posteriormente.

    “Promover um conjunto habitacional extremamente precário, sem uma série de ações, é complicado. Tem que ter um financiamento mínimo para material de construção. Muitos moradores construíram suas casas na ocupação, mas precisam de assessoria técnica, apoio. Se não houver essa estrutura, cada um vai ampliar da maneira que puder, com madeiras ou lona”, projeta Moreira.

    ‘Lamentável’
    Wanderley de Almeida, vice-prefeito de Campinas, tratou a polêmica como lamentável. “Claro que o ideia seria ir para uma casa acabada. Mas lá tem família em moradia improvisada, são barracos, sem saneamento básico, com ação de reintegração de posse, e um prazo da Justiça para sair de lá. Entram no negócio com oportunismo, acham que vão lacrar”, defendeu.

    Segundo Almeida, tudo o que está sendo realizado pela prefeitura é uma solução negociada, em concordância com o judiciário. “O acordo seria assentqar as famílias em lotes com água e luz, lá tem mais. Tudo foi aprovado em assembleia”, disse.

    Sobre a necessidade de oferta de uma planta e acompanhamento técnico para que as famílias ampliem as residências, o vice-prefeito garantiu que isso será ofertado pela administração pública. “Vai ter o projeto, vai ter a assessoria, acompanhamento nosso. O que está acontecendo agora é dentro do prazo possível”, concluiu.

    O Residencial
    O loteamento Residencial Mandela, localizado no DIC 5, distrito do Ouro Verde, deve abrigar 450 pessoas. A construção da prefeitura ocupa uma área de 23 mil metros quadrados, e houve serviço de pavimentação, instalações de redes de água e esgoto, energia elétrica e iluminação pública. Foram investidos R$ 6 milhões.

    Segundo a prefeitura, a Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab) estuda a possibilidade de oferecer plantas “para que os proprietários possam, futuramente, aumentar o imóvel”.

    De acordo com a administração, a partir da assinatura do contrato do imóvel, as famílias terão até seis meses para iniciar o pagamento do financiamento. “A mensalidade de menor valor equivale a 10% do salário-mínimo”, informa a prefeitura.

  • Idoso morre ao bater cabeça durante confusão com agentes de escolta penitenciária em frente a hospital de Itapetininga

    Idoso morre ao bater cabeça durante confusão com agentes de escolta penitenciária em frente a hospital de Itapetininga

    Conforme o boletim de ocorrência, Luís Carlos Vieira da Silva teria tentado agredir agentes, momento em que foi empurrado por um deles e bateu a cabeça.

    Um idoso de 66 anos morreu após fraturar a cabeça durante uma confusão com agentes de escolta penitenciária em frente ao Hospital Léo Orsi Bernardes (HLOB), em Itapetininga (SP).

    A morte foi confirmada na terça-feira (6) por familiares de Luís Carlos Vieira da Silva, quatro dias após o ocorrido.

    De acordo com o boletim de ocorrência, na tarde de sexta-feira (2), o idoso acompanhava o atendimento médico de um paciente quando passou a discutir com dois policiais que faziam a escolta de detentos. Ainda não há informações sobre o que teria motivado a briga.

    Durante a confusão, Luís Carlos teria tentado agredir os agentes, momento em que foi empurrado por um deles e bateu a cabeça na calçada.

    Ainda segundo o registro policial, o idoso foi atendido pelas equipes do HLOB e, na sequência, foi transferido para o Hospital Regional de Sorocaba (SP). No entanto, diante do quadro de hemorragia cerebral, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

    O corpo de Luís Carlos será sepultado nesta quarta-feira (7), no Cemitério São João da Batista.

    A Polícia Civil informou que um boletim de ocorrência por desacato e comunicação de óbito foi registrado. O caso segue em investigação.

    Até a publicação desta reportagem, o HLOB não se manifestou sobre o ocorrido.

    Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) confirmou o ocorrido e disse que diligências apuram o ocorrido.

  • Urbam inicia coleta de lixo emergencial em São José dos Campos em meio à greve dos coletores

    Urbam inicia coleta de lixo emergencial em São José dos Campos em meio à greve dos coletores

    Categoria iniciou uma paralisação há mais de 24 horas e reivindica melhores condições de trabalho. Empresa responsável pelo serviço tenta negociação para retorno do trabalho.

    A Prefeitura de São José dos Campos (SP) iniciou uma ação emergencial para coleta de lixo orgânico na cidade em meio à greve dos coletores, que está em andamento há mais de 24 horas.

    A categoria iniciou uma paralisação na tarde da última segunda-feira (5) e reivindica melhores condições de trabalho. A Beta Ambiental, empresa responsável pelo serviço, tenta negociação para retorno do trabalho – leia mais detalhes abaixo.

    De acordo com a gestão municipal, a ação emergencial teve início por volta das 7h desta quarta-feira (7). A medida tem como objetivo minimizar o impacto do material que não foi recolhido nos últimos dias.

    Ainda segundo a prefeitura, até que o serviço seja reestabelecido por parte dos coletores, a coleta será feira com 45 caminhões e 120 funcionários da Urbam.

    Greve dos coletores
    Os coletores de lixo de São José dos Campos (SP) iniciaram, nesta quarta-feira (7), o segundo dia consecutivo de greve. Eles reivindicam melhores condições de trabalho.

    A paralisação começou na manhã desta terça-feira (6), quando a categoria decidiu não sair para a coleta, que deveria ter começado às 6h20.

    Mais tarde, nove funcionários foram demitidos pela empresa responsável pelo serviço, a Beta Ambiental, que alegou que o desligamento foi motivado pelo fato de que esses trabalhadores estavam impedindo a entrada de outros colaboradores na sede.

    De acordo com a empresa, uma assembleia com os trabalhadores será realizada às 9h30 desta quarta-feira. A ideia é que as partes cheguem a um acordo e o serviço de coleta seja reestabelecido.

    A empresa assumiu o serviço em junho do ano passado e, desde então, essa é a terceira paralisação feita pelos coletores do município. São cinco anos de contrato.

    A primeira greve aconteceu em outubro, quando o motivo foi a reivindicação por melhores condições de trabalho, e a segunda em maio deste ano, por falta de pagamento de benefícios.

    O que diz a Prefeitura de São José dos Campos?
    Em novo posicionamento enviado ao g1, a Prefeitura de São José dos Campos informou que abriu um TCI (Termo de Constatação de Irregularidade), que é um comunicado à empresa para que a situação seja regularizada dentro de um prazo.

    Caso isso não aconteça, um processo pode ser aberto com geração de multa. A gestão informou também que, caso o serviço não seja reestabelecido, a Urbam passará a recolher o lixo orgânico.

  • MPE-SP propõe ação de improbidade administrativa contra o prefeito Ed Thomas e o gerente executivo do Atende Prudente

    MPE-SP propõe ação de improbidade administrativa contra o prefeito Ed Thomas e o gerente executivo do Atende Prudente

    Promotor de Justiça Marcelo Creste afirma que Vander Jonas Martins exerce o cargo de confiança “apenas de forma ‘figurativa’”. Órgão em implantação na Vila Marcondes ainda não foi inaugurado.

    O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) propôs à Justiça uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Ed Thomas (sem partido) e o gerente executivo do Atende Prudente, Vander Jonas Martins.

    Na petição inicial, que foi protocolada nesta segunda-feira (5) na Vara da Fazenda Pública da Comarca de Presidente Prudente (SP), o promotor de Justiça Marcelo Creste afirma que Martins exerce o cargo de confiança “apenas de forma ‘figurativa’”.

    De acordo com o promotor, o dano aos cofres públicos municipais é “manifesto”, já que, desde novembro do ano passado, Martins recebe a remuneração bruta mensal de R$ 8,2 mil “sem realizar a devida contrapartida laborativa decorrente da nomeação e posse no cargo de gerente executivo do Atende Prudente”.

    O pedido de Creste à Justiça é para que tanto o prefeito como o gerente executivo do Atende Prudente sejam condenados em todas as penas previstas no artigo 12, inciso II, por violação ao artigo 10, inciso II, ambos da lei 8.429/92, a chamada Lei de Improbidade Administrativa, e ressalta que o valor do dano é a soma das remunerações recebidas por Martins desde 7 de novembro de 2022, incluindo aquelas que vencerem no curso da demanda, com a incidência de juros e de correção monetária, até a integral satisfação do débito.

    As penalidades elencadas pela Lei de Improbidade Administrativa no trecho citado pelo promotor envolvem:

    perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância,
    perda da função pública,
    suspensão dos direitos políticos até 12 anos,
    pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e
    proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 anos.
    Creste lembra que, desde 7 de novembro de 2022, o prefeito Ed Thomas, “agindo dolosamente, com consciência e vontade”, causou danos aos cofres públicos municipais para favorecer Vander Jonas Martins, nomeando-o para o cargo de provimento em comissão de gerente executivo do Atende Prudente, um órgão público que ainda não está em funcionamento e segue em fase de implantação na Vila Marcondes, “posto que ausente a efetiva e devida contraprestação de serviços”. Com isso, ainda segundo o promotor, houve o “enriquecimento ilícito” de Martins, “que exerceu e exerce o cargo comissionado apenas de forma ‘figurativa’”.

    O promotor relata que Martins acompanha a atividade política de Ed Thomas “há tempos” e já foi seu assessor legislativo no período entre 2008 e 2020, quando o atual prefeito exerceu mandatos de deputado estadual.

    Com a posse de Ed Thomas à frente da Prefeitura de Presidente Prudente, Martins foi nomeado para o cargo de confiança de chefe de Gabinete, em janeiro de 2021.

    No entanto, em 7 de novembro de 2022, Ed Thomas exonerou Vander Jonas Martins do cargo de chefe de Gabinete e o nomeou para atuar como gerente executivo do Atende Prudente.

    “Teoricamente, conduta legal, posto que se trata da discricionariedade do prefeito municipal em prover cargos comissionados. Contudo, o Atende Prudente é órgão criado por lei municipal, mas ainda não existe e tampouco está em funcionamento. O prédio que abrigará esse departamento público, à época da nomeação, estava em construção e ainda está. Logo, não tinha e não tem como o requerido Vander Jonas cumprir as atribuições legais do cargo de Gerente Executivo do Atende Prudente, que foi criado pela Lei 10.960/2022”, argumenta Creste.

    Creste cita que, ao prestar informações ao Ministério Público sobre a nomeação, o prefeito sustentou a sua legalidade, argumentando que o Atende Prudente representa “um novo modelo de gestão administrativa de atendimento à população”, pelo que, ainda que não concluída a obra do prédio que o abrigará e não instalado, o “processo de implantação demanda, necessariamente, um trabalho interno anterior ao início do atendimento ao público na unidade administrativa que vai muito além da instalação de seu mobiliário”, eis que “a centralização do atendimento exige um trabalho multissetorial que envolve todas as secretarias municipais, bem como órgãos de outras esferas estatais, e o estabelecimento de novos canais de comunicação, de processo e protocolos”, inclusive o “trabalho de seleção de servidores dentro dos próprios órgãos administrativos que atualmente são responsáveis pela oferta do atendimento que será deslocado para o Atende Prudente”.

    “Pois bem. A despeito da irregularidade formal – nomeação para gerente de órgão não inaugurado e não instalado –, a conduta poderia até ser relevada se, de fato, Vander Jonas atuasse, de fato e efetivamente, em prol da implantação e da instalação do Atende Prudente”, salienta o promotor de Justiça.

    No entanto, segundo Creste, conforme as apurações feitas no âmbito de um inquérito civil instaurado pelo próprio MPE-SP, “a sua atuação é apenas figurativa e pro forma”.

    “Na verdade, a sua nomeação para o cargo de Gerente Executivo do Atende Prudente foi feita apenas para lhe garantir uma renda mensal e permitir sua atuação política junto ao prefeito municipal. E nada mais”, pontua o promotor de Justiça.
    Creste ressalta que, na verdade, quem cuida da implantação do Atende Prudente é um outro servidor municipal, sem prejuízo da atuação conjunta das secretarias municipais de Obras e Serviços Públicos e de Tecnologia da Informação.

    Quando ouvido inicialmente no inquérito civil sobre sua atuação como gerente executivo do Atende Prudente , Vander Jonas Martins, segundo Creste, “deu informações e explicações muito genéricas”, apontando na ocasião que seu imediato era um outro servidor.

    A Promotoria de Justiça, então, ouviu o funcionário citado e a conclusão tirada da oitiva é que ele é, de fato, o servidor encarregado da implantação do Atende Prudente.

    Ao analisar documentos encaminhados pela Prefeitura ao MPE-SP, o promotor constatou a “total ausência” de Vander Jonas Martins. E pontuou que “somente aparece” o outro servidor.

    “Apenas após a instauração do inquérito civil e oitiva de Vander Jonas, é que surgem alguns ofícios por ele assinados. Mas apenas dois ofícios. Tampouco e-mails encaminhados”, salienta Creste.

    “Na verdade, após ser indagado sobre documentos que comprovassem sua atuação em prol da inauguração do Atende Prudente, o réu Vander Jonas começou a providenciar fotografias, notícias sobre reuniões, notícias na imprensa sobre visitas à obra do Atende Prudente etc., mas tudo pro forma e sem valor probatório”, aponta o promotor.

    “Ora, obra importantíssima em andamento é o Camelódromo de Presidente Prudente, e, data venia, não se tem notícia de que o prefeito municipal tenha nomeado alguém para cuidar, especificamente, da implantação e inauguração do Camelódromo, posto que isto é tratado por toda a gestão municipal, com atuação de várias secretarias municipais”, compara Creste.

    “E isso também ocorre com a implantação e inauguração do Atende Prudente. Com efeito, várias secretarias municipais cuidam desse assunto, em especial a Secretaria Municipal de Obras e de Tecnologia”, complementa.

    Creste enfatiza que, nas duas oportunidades em que foi ouvido, Vander Jonas Martins “demonstrou absoluto desconhecimento sobre a questão envolvendo a finalização da obra do Atende Prudente e sua respectiva inauguração”. Na última oitiva, indagado sobre os contratos sobre a obra do Atende Prudente ainda em execução, segundo o promotor, ele “não soube responder”.

    ‘Ação dolosa’
    O promotor Marcelo Creste afirma que o prefeito Ed Thomas usou, dolosamente, “da estrutura administrativa e financeira do município para permitir que Vander Jonas obtivesse uma renda mensal sem a devida contrapartida, eis que ausente a contrapartida laborativa decorrente da nomeação para cargo público”.

    “Evidente, pois, a ação dolosa, tal como prevista no artigo 1º, § 2º, da Lei 8.429/92, sendo certo que o requerido Edson Tomazini usou das suas atribuições de prefeito municipal – nomeação para cargo comissionado – para garantir benefício indevido a Vander Jonas (art. 11, §§ 1º e 2º da Lei 8.429/92), que, por isso, também responde pelo ato, por força do artigo 3º, caput, da Lei 8.429/92”, cita o representante do MPE-SP.

    “O dano ao erário é manifesto, posto que, desde 7 de novembro de 2022, o réu Vander Jonas recebe dos cofres públicos municipais a remuneração bruta de R$ 8.240,83 sem realizar a devida contrapartida laborativa decorrente da nomeação e posse no cargo de Gerente Executivo do Atende Prudente”, salienta o promotor.
    “Ressalto que, desde a sua nomeação até a presente data, a obra de construção do prédio que abrigará esse departamento ainda não foi concluída. Logo, o serviço público tampouco inaugurado. E, desde então, figurativamente e pro forma, Vander Jonas exerce o cargo público de Gerente Executivo do Atende Prudente”, conclui Creste.

    Outros lados
    O g1 solicitou nesta terça-feira (6) um posicionamento oficial do prefeito Ed Thomas, do gerente executivo do Atende Prudente, Vander Jonas Martins, e da Prefeitura de Presidente Prudente sobre o assunto, mas até o momento desta publicação não recebeu resposta.

     

  • Prefeitura de SP investiga GCMs por cobrarem taxa de proteção a comerciantes na Cracolândia

    Prefeitura de SP investiga GCMs por cobrarem taxa de proteção a comerciantes na Cracolândia

    Guardas pediam de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil por segurança de cada prédio. Gestão municipal identificou planilha com data limite para pagamento de ao menos 34 estabelecimentos. Sete agentes foram afastados.

    A Prefeitura de São Paulo investiga um grupo de Guardas Civis Metropolitanos (GCM) por cobrarem uma taxa de proteção a comerciantes na Cracolândia, no Centro da capital paulista. Sete agentes foram afastados das atividades.

    Segundo denúncia, eles ganhavam de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil para proteger os prédios.

    Os agentes envolvidos integram a IOPE (Inspetoria de Operações Especiais), agrupamento destinado para operações de maior risco.

    Segundo testemunhas, durante uma negociação com empresários da Cracolândia, um dos guardas chegou a comparar a IOPE com a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a tropa de elite da Polícia Militar paulista.

    O grupo é alvo de apuração que ocorre sob sigilo na Corregedoria da GCM.

    O caso foi relevado pela TV Band e confirmado pelo g1.

    Como funciona o esquema
    A investigação encontrou uma lista de pelo menos 34 lojistas que aceitaram o acordo e teriam data limite para pagar a taxa de proteção, dentre restaurantes, lotéricas, chaveiros, oficina mecânica e até consultório dentista.

    Sob nome de “colaboradores de boa-fé que pagam a segurança”, os integrantes tinham uma planilha pela qual controlavam os pagamentos.

    Os guardas criaram um grupo no WhatsApp para se comunicar com os lojistas. Em agosto de 2022, 10 dias depois de a cobrança passar a ser feita, um dos integrantes do esquema comemora que “com a ação dos seguranças e também com a força de segurança pública”, as ações criminosas “a cada dia vem perdendo força”.

    Para o recebimento dos valores, os guardas usavam o CNPJ de uma empresa chamada Law & Force Monitoramento LTDA, fundada em setembro de 2022.

    A inscrição na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) aponta como “objetivo social” da empresa atividades de serviços de segurança e montagem e instalação de equipamentos de iluminação e sinalização. A empresa tem capital de R$ 10 mil.

    O titular e único sócio listado na Jucesp é um dos GCMs investigados pela Corregedoria e afastado dos serviços de rua até a conclusão das investigações. Ele ocupa o cargo de classe especial na IOPE.

    Segundo o Portal de Transparência da Prefeitura de São Paulo, Guardas Civis Metropolitanos de classe especial (categoria 4), a qual pertence o agente afastado, e atuam na região central da capital, recebem salários brutos que variam de R$ 7.531,49 até R$ 4.007,25.

    Criminalidade na Cracolândia
    A região do Centro de São Paulo tem registrado aumento na criminalidade em 2023, com saques em farmácia e mercado, tentativas de invasão a comércios e roubo e furto de celulares realizados por dependentes químicos da Cracolândia.

    Dados divulgados com exclusividade pelo Monitor da Violência, do g1, em parceria com o Fantástico mostram que a cidade de São Paulo tem um registro de celular roubado ou furtado a cada 3 minutos. Foram mais de 200 mil ocorrências ao longo de 2022.

    Os dados apontam que:

    Foram feitas 202 mil ocorrências de roubo e furto de celular na capital em 2022.
    Esse número representa uma alta de 12% em relação ao ano de 2021, quando foram feitas 179 mil ocorrências.
    Uma parte considerável dos casos acontece na região Central da cidade. Os distritos policiais dos Campos Elíseos e Sé lideram o ranking do maior número de registros, com 11,4 mil e 10,2 mil, respectivamente.
    A via da capital menos segura para os donos de celulares foi a Avenida Paulista, que teve 5,3 mil registros de roubo ou furto no ano.
    A Paulista, inclusive, tem quase o dobro de casos que a segunda colocada, a Avenida do Estado (2,9 mil).
    3 a cada 10 casos acontecem no período da noite.

    Embora altos, os números não refletem necessariamente o cenário real com precisão, já que muitas vítimas não registram boletim de ocorrência.

    Além disso, os dados se referem a ocorrências de roubos e furtos, e não à quantidade de celulares roubados. Como é possível que mais de um celular tenha sido roubado ou furtado por ocorrência, o número de aparelhos é mais alto que o número de registros.

    A Polícia Civil tem realizado operações na região da Cracolândia para apreender aparelhos e prender receptadores.

    O que diz a Prefeitura de SP
    Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirma que “estava em curso investigação de desvios de conduta na região e que afastou sete servidores de suas funções na Inspetoria de Operações Especiais (Iope) da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Colocados à disposição da Corregedoria, todos estão restritos de atuação em qualquer área da GCM. As investigações seguem em sigilo até a completa correição da atuação da força de segurança, respeitando rigorosamente a legislação em vigor.”

  • Protesto reúne 16 etnias indígenas em ato contra projeto que altera demarcações de terras

    Protesto reúne 16 etnias indígenas em ato contra projeto que altera demarcações de terras

    Grupos criticam o PL 490, que altera forma para demarcação de terras indígenas e passa a considerar o marco temporal em 1988, com a promulgação da Constituição Federal

    Um grupo formado por representantes de 16 etnias indígenas protestou na manhã deste domingo (4) na região de Pirituba, Zona Norte da Capital paulista. O coletivo luta contra o projeto de lei (PL) 490, que altera formato para demarcação e terras indígenas e foi aprovado no dia 30 na Câmada dos Deputados – ainda será analisado pelo Senado.

    A concentração do ato ocorreu na Pracinha da Rua Comendador José de Matos e percorreu por seis quilômetros, mas desta vez não paralisou a Rodovia dos Bandeirantes. Decisão da Justiça proibiu a manifestação e, em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 20 mil e uso de força policial.

    No dia 30 de maio, a PM de São Paulo usou bombas de gás, balas de borracha e jatos d’água para dispersar indígenas que bloqueavam a rodovia naquela manhã. Neste domingo, houve acordo entre as lideranças indígenas e a PM para realização do ato.

    Os dois atos visam evitar a aprovação do Projeto de Lei 490, que determina que são terras indígenas aquelas que estavam ocupadas pelos povos tradicionais em 5 de outubro de 1988. Ou seja: é necessária a comprovação da posse da terra no dia da promulgação da Constituição Federal.

    “Por tudo isso e pela luta das nossas terras e nossas vidas vamos dar continuidade ao ato brutalmente interrompido e finalizar nosso ato religioso”, afirmaram, em nota, os representantes indígenas.
    Pela legislação atual, a demarcação exige a abertura de um processo administrativo dentro da Fundação Nacional do Índio (Funai), com criação de um relatório de identificação e delimitação feito por uma equipe multidisciplinar, que inclui um antropólogo. Não há necessidade de comprovação de posse em data específica.

    Além da implementação do marco temporal, o texto também proíbe a ampliação de terras que já foram demarcadas previamente, independentemente dos critérios e da reivindicação por parte dos povos indígenas interessados.

    Há, ainda, um ponto bastante criticado por organizações não-governamentais a respeito de um trecho do projeto que abriria espaço para uma flexibilização do contato com povos isolados, o que poderia causar um perigo social e de saúde às comunidades.

     

  • Moradores de condomínio na Zona Sul votam para manter pães de funcionários e acionam jurídico por ‘vazamento de notícia’

    Moradores de condomínio na Zona Sul votam para manter pães de funcionários e acionam jurídico por ‘vazamento de notícia’

    Condôminos colocaram em debate café da manhã que custa R$ 2,17 ao mês por unidade. Outra enquete vai avaliar a permanência de uma guarita móvel instalada na calçada em frente ao edifício para proteger os porteiros do sol e da chuva.

    Moradores de um condomínio na Vila Andrade, Zona Sul de São Paulo, votaram para manter o fornecimento de pães aos funcionários do edifício, que custa R$ 400 por mês. O assunto foi questionado por parte dos condôminos do prédio, que possui 184 unidades e cujo valor mensal do café da manhã dos trabalhadores é de R$ 2,17 por apartamento.

    Em votação, 85,19% dos moradores decidiram por manter o fornecimento dos pães, enquanto 14,81% dos votantes escolheram a opção de não oferecer o café da manhã para os trabalhadores.

    “A maioria quer que fique o pão. Foi uma enquete democrática. Isso foi uma coisa de meia dúzia de pessoas”, afirmou a síndica do condomínio.

    Ao divulgar o resultado da enquete, a síndica informa aos moradores que acionou o setor jurídico do prédio para “tomarmos as medidas cabíveis” sobre a questão do vazamento da notícia”.

    “Tomamos ciência a respeito de uma matéria ao site g1 sobre o assunto e cumpre esclarecer que não houve qualquer intenção por parte da síndica e conselheiros em expor o assunto na mídia”, diz o documento.

    A comunicação aos condôminos afirma que a decisão de votar sobre o café da manhã dos trabalhadores se deu diante da manifestação de grupos de WhatsApp e “não restou alternativa” a não ser fazer a enquete interna para “atender, democraticamente, o desejo da massa condominial”.

    Os condôminos também colocaram em votação a permanência de uma guarita móvel instalada na calçada em frente ao edifício, cujo objetivo é proteger os controladores de acesso do sol e da chuva. O resultado desta enquete, feita em fevereiro, também foi “sim” e a proteção foi mantida.

    Moradores insatisfeitos com o fornecimento de pães
    Um comunicado enviado aos moradores na última quarta-feira (31) informa que o fornecimento diário de pães acontece desde a implantação do condomínio, mas que “alguns moradores se manifestaram insatisfeitos com essa situação e solicitaram a suspensão”.

    Os proprietários poderão votar pela manutenção ou não do “benefício” até a manhã desta sexta-feira (2).

    Retirada de guarita de proteção
    Uma guarita colocada ao lado da entrada de veículos para proteger os porteiros da chuva e sol também foi questionada pelos moradores no início do ano. Neste caso, a maioria decidiu manter a proteção.

    “Em atenção aos inúmeros apontamentos sobre a guarita móvel instalada na calçada, faremos uma enquete. Importante destacar que o objetivo da guarita móvel é abrigar o controlador de acesso em dias de chuva e temperaturas intensas”, diz o comunicado. 

    Para tomar as decisões, os condôminos foram orientados a acessar o aplicativo ou o site da administradora.

    Uma moradora do condomínio ouvida pelo g1 contou que muitos condôminos ficaram revoltados com o fato de cogitarem suspender pães dos funcionários: “Muita gente achou mesquinho, porque é um valor superbaixo”.

    Após a síndica do prédio enviar o comunicado no grupo de WhatsApp do residencial, diversos moradores reagiram à mensagem com emojis de reprovação. 

  • Mc Pipokinha baixa as calças dentro da cabine de avião

    Mc Pipokinha baixa as calças dentro da cabine de avião

    Cantora apareceu em um vídeo ao visitar cabine do piloto. Imagens foram postadas nas redes sociais de um dos bailarinos da artista.

    Após desembarcar em um voo da companhia aérea Gol, Mc Pipokinha esteve na cabine do comandante e simulou pilotar o avião. O vídeo, postado nas redes sociais de um dos bailarinos da artista, mostra o momento em que ela baixa as calças e aparece ao lado do comandante da aeronave. Ele adverte Pipokinha e diz que ela não pode fazer isso.

    “Moço, eu estou de shorts. Achou que eu estava pelada, né?”, diz ela ao se justificar. Em seguida, a cantora dá um tapa no braço do comandante.

    A Gol informou em nota que “é uma política da Companhia permitir rápidas visitas supervisionadas à cabine” e que “não há como prever atitudes repentinas como a da Cliente deste vídeo, que também foi surpreendida com o fato e que repudia atitudes desrespeitosas”. Leia a nota completa abaixo.

    De acordo com a assessoria de imprensa da Gol, o vídeo foi gravado no Aeroporto de Guarulhos, no domingo (28). A cantora esteve no Rio Grande do Sul, na sexta (26), para participar de apresentações que acabaram sendo canceladas. Depois, ela seguiu para Chapecó, em Santa Catarina, onde tem familiares. Da cidade catarinense, seguiu para SP.

    Shows cancelados no RS
    Na sexta-feira (26), a cantora tinha duas apresentações programadas para acontecer no Rio Grande do Sul. Uma delas, em Gravataí, onde a artista não compareceu em seu próprio show. Em um vídeo postado em suas redes sociais, a artista afirma que teria recebido um pix falso do contratante. Ela se desculpou com os fãs e fez um pedido a eles “Vocês que estiverem na casa, já derrubem a casa, quebrem a casa (…) quebrem tudo aí por mim” , disse ela.

    A casa de festas onde aconteceria o show informou que apenas aluga o espaço para produtoras de evento. De acordo com a gerência do local, a contratação do show não passou por eles.

    “É uma situação chata. Alugamos a casa para a produtora realizar o evento. Eles tiveram algum problema entre eles, que não é do nosso conhecimento. Ela fez uma live falando que o dono da casa mandou um pix falso e incentivou público a quebrar a nossa casa. Eu devia processar ela, mas não vou levar adiante”, diz a gerência do local.

    A produtora que produzia o evento se manifestou através das redes sociais: “alguns artistas não merecem nossa contratação. Primeira vez que acontece isso e com uma artista cheia de polêmicas, não tem como defender”. Além disso, a produtora comentou que “fizeram tudo correto para o show acontecer e quem não quis e propagou ódio foi a equipe da artista”

    O outro show que seria em Porto Alegre também foi cancelado. De acordo com a Secretaria de Segurança, o estabelecimento que promoveria a apresentação não possuía alvará de funcionamento nem Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI).

    A cantora também teve um show cancelado em Canoas, no dia 15 de maio, após a produtora do evento emitir uma nota afirmando que não compactuava com atitudes da artista. O cancelamento se deu devido uma situação que aconteceu em março de 2023, quando Pipokinha debochou do salário de professores.

    Nota da Companhia Aérea GOL
    A GOL informa que é uma política da Companhia permitir rápidas visitas supervisionadas à cabine para aproximar as pessoas do incrível universo da aviação, que desperta bastante curiosidade. As visitas são autorizadas de acordo com a avaliação do Comandante, geralmente durante o desembarque, desde que não interfiram na preparação para o próximo voo ou na segurança. A Companhia reitera que não há como prever atitudes repentinas como a da Cliente deste vídeo, que também foi surpreendida com o fato e que repudia atitudes desrespeitosas.