Categoria: Polêmica

  • Médico receita sorvete de chocolate e jogo ‘Free Fire’ para criança com sintomas gripais em UPA da Grande SP, diz mãe

    Médico receita sorvete de chocolate e jogo ‘Free Fire’ para criança com sintomas gripais em UPA da Grande SP, diz mãe

    Prefeitura informou que profissional relatou ter receitado sorvete para anestesiar dor de um quadro sem gravidade de nasofaringite aguda, mas que ele foi demitido por não ter dado esclarecimentos à família do paciente.

    Sorvete de chocolate e “Free Fire”, um jogo de ação disponível no celular, foram receitados por um médico para uma criança com sintomas gripais junto com uma lista de remédios, como amoxilina e dipirona.

    O atendimento foi realizado na UPA Jardim Conceição, em Osasco, na Grande São Paulo, na madrugada do dia 18.

    O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu sindicância para apurar conduta do médico.

    Depois de chegar em casa e mostrar a receita para um parente, Priscila da Silva Ramos, mãe do menino de 9 anos que foi atendido, percebeu que o médico tinha debochado dela e da criança. “Como meu filho vai tomar sorvete de chocolate? Ele está com a garganta inflamada”, disse.

    A mãe contou que a criança tinha “tosse, gripe muito forte, dor de garganta, tonturas e começou a vomitar” próximo ao horário em que foi levado ao hospital.

    Durante o atendimento, Priscila disse que o médico não examinou a criança, apenas perguntou o que ele estava sentindo e “começou a receitar um monte de remédio”. “Alguns eu conhecia, como dipirona, os outros eu não conhecia, e ele não me explicou nenhum”, afirmou.

    Sem se levantar da cadeira atrás da mesa, o médico perguntou para o menino se ele queria “sorvete de chocolate ou morango”. Ele optou por chocolate “e aí o médico prescreveu na receita: sorvete de chocolate duas vezes ao dia mais Free Fire diariamente”.

    O médico está atualmente com o CRM ativo no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), mas não tem especialidade registrada. No carimbo da receita, ele se identifica como neurologista.

    A mãe contou também sobre outro problema: a UPA não tem farmácia. De onde fica localizada a UPA até uma farmácia gratuita são cerca de 15 minutos de distância a pé. Priscila conseguiu buscar remédio para medicar o filho no dia seguinte ao ocorrido.

    Questionada, a Prefeitura de Osasco afirmou, em nota, que Gabriel chegou à unidade com quadro de nasofaringite aguda. De acordo com o exame físico descrito em prontuário pelo médico, a criança encontrava-se com quadro inflamatório agudo e sem sinal de gravidade da doença.

    “O médico refere ter prescrito o sorvete para alívio da dor, já que a ingestão de gelado exerce efeito anestésico e assim a criança conseguiria se alimentar durante a fase aguda da doença.”

    A prefeitura ainda afirma que, “devido à conduta indevida com o paciente e seus familiares e o não esclarecimento das condutas tomadas, o médico foi desligado do quadro de prestadores de serviços.”

  • Diretor de escola em SP é afastado da função 24 dias após aluna de 6 anos sofrer racismo e agressão; mãe denuncia omissão

    Diretor de escola em SP é afastado da função 24 dias após aluna de 6 anos sofrer racismo e agressão; mãe denuncia omissão

    Thamires Rosa diz que a filha teve lesões nos olhos, quadril e virilha e foi xingada de ‘feia’, ‘cabelo feio’ e ‘urubu’. Afastamento é temporário e válido enquanto ocorre a apuração sobre a conduta, informou a Secretaria Estadual da Educação.

    O diretor da Escola Estadual Adelina Issa Ashcar, na Zona Sul de São Paulo, foi afastado temporariamente de suas funções 24 dias após a mãe de uma aluna de 6 anos denunciar omissão por parte do colégio. A criança foi vítima de agressão e racismo dentro da unidade escolar.

    Ele ficará afastado até a conclusão das investigações iniciadas pela Secretaria da Educação (leia mais abaixo).

    Thamires Rosa foi à delegacia registrar um boletim de ocorrência e disse que, no dia 2 de maio, a menina chegou em casas com diversos hematomas e que a escola pouco fez para acolher a família e apurar o caso.

    Segundo a mãe, as lesões aconteceram nos olhos, quadril e virilha — e teriam sido provocadas por outras duas crianças da mesma faixa de idade;
    Ela também foi xingada de “feia”, “cabelo feio” e “urubu”.
    “Eles disseram que era normal e que minha filha tinha que ter falado na hora. Que ela ia ter que falar. Eu tive que mostrar as lesões no corpo da minha filha. O diretor disse que não estava vendo nada e se isso não poderia ter ocorrido dentro da minha casa”, desabafou a mãe.

    Despreparo da escola
    “A escola não se responsabilizar pelo que ocorreu lá dentro mostra um imenso despreparo. Levaram ela de sala em sala para ela apontar quem era o culpado. Ela não ia fazer isso. Ela é uma criança. Além de ela ter sido exposta a essa agressão, física e verbal, ainda teve que passar por isso”, lamentou a mãe.

    Para Débora Dias, educadora do movimento Educafro Brasil, a escola falhou na condução do problema e também no acolhimento das famílias.

    “Essa conduta é completamente errada. Faz com que a criança se sinta ainda mais vulnerável já numa situação em que ela foi altamente violentada e também expõe a situação da maneira mais antipedagógica possível— Indo lá, acusando, e criando mais constrangimento e vexame no momento em que uma situação como essa nem deveria ter acontecido”, explicou a especialista.

    “Deveria ser tratada de maneira pedagógica, centrada no debate pelo antirracismo”, completou Débora.

    Investigação
    A Secretaria Estadual da Educação informou que a conclusão da investigação pode resultar “em sanções administrativas” e que Thamires terá um encontro com representantes da escola “referente à apuração interna para identificar as agressões denunciadas”.

    “A Seduc-SP atua contra situações de violência e discriminação, junto a promoção da Educação Antirracista, seja dentro ou fora das escolas. A Diretoria de Ensino (DE) Centro-Sul realiza junto ao Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP medidas restaurativas, que garanta o acolhimento da estudante no ambiente escolar e seguem à disposição da comunidade”.

    Ian Nunjara, representante da Secretaria da Educação, disse que a investigação foi instaurada “para garantir e entender tudo o que está acontecendo, mas principalmente garantindo que a mãe e a aluna possam estar confortáveis para, de fato, acompanhar do início ao fim o que está acontecendo”.

    “Uma vez que a gente instaurou a investigação e entender de fato o que aconteceu, as pessoas que estiverem envolvidas serão possivelmente punidas”, concluiu.

     

  • Alunos da Santa Casa de SP protestam pedindo afastamento de conselheiro suspeito de assédio moral e desvio de dinheiro

    Alunos da Santa Casa de SP protestam pedindo afastamento de conselheiro suspeito de assédio moral e desvio de dinheiro

    Manifestações foram feitas na quarta e quinta em frente ao prédio da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho (FAVC). Em manifesto, corpo estudantil apontam problemas envolvendo a direção executiva e a presidência do Conselho Curador da fundação.

    Alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizaram nesta semana dois protestos para pedir o afastamento imediato do atual presidente do Conselho Curador da fundamentação mantenedora da instituição, Antônio Cleidenir Ramos, conhecido como Tonico Ramos.

    Os atos ocorreram na quarta (24) e na quinta (25) em frente ao prédio da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho (FAVC).

    Tônico é suspeito de assédio moral, ameaças e chantagens sofridas por empregados. As denúncias também apontam uso indevido do cartão corporativo da fundação.

    Outra acusação ainda diz que Tônico usou recurso da entidade em campanhas eleitorais (saiba mais abaixo).

    Na quarta-feira (24), os alunos ocuparam um dos corredores do andar onde funciona o Conselho Curador da fundação. Eles se colocam contra às recentes condutas do Conselho.

    O g1 procurou a Santa Casa e aguarda contato.

    Em manifesto, corpo estudantil aponta crise na fundação
    Em manifesto, a entidade máxima de representação estudantil dos alunos e alunas do curso de Graduação de Fonoaudiologia apontam alguns eventos que culminaram na crise que a FAVC está lidando.

    Por meio da carta, o corpo estudantil buscou se posicionar e relatar os fatos que vêm ocorrendo nos últimos meses, envolvendo a direção executiva e a presidência do Conselho Curador da fundação.

    Entre os destaques, está o protesto dos estudantes no dia 14 de março, após denúncias de irregularidades encaminhada ao Ministério Público, envolvendo o presidente do Conselho Curador, Tonico Ramos.

    Ainda de acordo com o corpo estudantil, durante o protesto, houve uma reunião dos diretores da F.A.V.C que nomeou por meio de uma votação irregular um novo presidente da diretoria executiva da fundação.

    “Devido às irregularidades dessa reunião, no dia 15 de maio de 2023, tivemos a informação que a procuradoria não aprovou a ata, pois ia contra os segmentos previstos no estatuto da fundação, posto isso, Arruda (Luiz Eduardo Pesce de Arruda) passou a ocupar o cargo de presidente da diretoria executiva, encargo que era seu por direito”, destacou o corpo estudantil em manifesto.
    No entanto, conforme relatado pela representação dos estudantes, o senhor Tônico foi responsável pela demissão de cinco membros da Diretoria Executiva da FAVC no último dia 19.

    Frente a essas questões, os alunos votaram a favor de uma paralisação em repúdio às recentes condutas do Conselho Curador e realizam as seguintes demandas:

    Afastamento imediato de Tonico Ramos, com sua substituição por um interventor nomeado pelo Ministério Público;
    Fim da interferência do Conselho Curador em questões acadêmicas;
    Implementação de representatividade acadêmica dentro do Conselho Curador;
    Nomeação de novos membros para integrar o Conselho Curador;
    Garantia de que nenhum funcionário não relacionado ao processo será demitido durante a
    apuração das denúncias;
    Cumprimento integral do Estatuto da Fundação, no qual está claro que, no caso de afastamento do presidente da Diretoria Executiva, quem assume é seu vice, não ocorrendo a vacância no cargo (Artigos 13 e 17 do Estatuto da FAVC).

    Denúncias
    O g1 teve acesso à representação endereçada para o Procurador Geral de Justiça de São Paulo, o Doutor Mário Sarrubbo. No documento, são relatadas acusações de assédio, ameaças e chantagens sofridas por empregados da fundação. Todas são designadas a Tonico Ramos, atual presidente do Conselho Curador da fundação Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho (FAVC).

    Além disso, também são apresentadas contra Tonico denúncias de uso indevido de cartão de crédito e gastos exorbitantes com refeições, bebidas e serviços pagos pela fundação. Confira, abaixo, uma dessas situações narrada no documento:

    “No dia 01 de setembro de 2022 o senhor Tonico Ramos organizou e ofereceu um jantar para cerca de vinte pessoas em sua residência, ou seja, local onde mora com sua família, custeado com dinheiro da fundação”, diz a representação enviada à Justiça de São Paulo.
    Uma outra acusação ainda aponta o uso de recursos da fundação em campanhas eleitorais para beneficiar dois apadrinhados políticos, ambos candidatos a deputado estadual e da relação pessoal de Tonico Ramos.

    Comunidade escolar aponta que excesso de alunos em sala de aula é uma das principais dificuldades da educação pública em SP
    O responsável pela representação é o Coronel da Reserva da Policia Militar e atual membro do Conselho Fiscal da FAVC, Raugeston Benedito Bizarria Dias. Segundo o autor, as manobras de Tonico Ramos “têm causado prejuízos aos cofres da entidade”.

    É solicitado à Justiça, que “após a averiguação das condutas e responsabilidades de cada uma das pessoas citadas, e de outras que por acaso sujam na apuração, sejam adotadas as medidas cabíveis, de formas coercitivas e reparatórias aos cofres da FAVC”.

  • Gugu Liberato: entenda o que está em jogo na disputa sobre a herança bilionária deixada pelo apresentador

    Gugu Liberato: entenda o que está em jogo na disputa sobre a herança bilionária deixada pelo apresentador

    Mãe dos três filhos do apresentador, Rose Miriam ficou de fora do testamento e briga na Justiça para ter direito a 50% da herança. Testamento deixado por Gugu dá 75% dos bens aos filhos e 25% a cinco sobrinhos. Rose chegou a ser questionada sobre vida íntima.

    Um aumento nas buscas relacionadas à vida pessoal de Gugu Liberato foi percebida no Google desde que a herança do apresentador, morto em 2019 nos Estados Unidos, voltou a ser discutida na 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central de São Paulo nesta semana.

    A família dividida, as intimidades expostas, as audiências adiadas, as manifestações nas redes sociais de envolvidos, as especulações do público, e o fato de o processo estar sob segredo de Justiça, marcam o caso.

    De um lado, Rose Miriam tenta provar união estável com o apresentador. Ela era apresentada por Gugu como “minha família” e é apoiada pelas duas filhas, Sofia e Marina.
    Do outro lado, estão João Augusto, filho mais velho de Rose e Gugu, a irmã de Gugu, Aparecida Liberato, e os sobrinhos, que querem seguir o testamento deixado pelo apresentador.

    Feito em 2011, o testamento não incluiu Rose e distribuiu a herança, avaliada em R$ 1 bilhão, da seguinte forma:

    75% para os três filhos
    25% para os cinco sobrinhos
    Pensão vitalícia para a mãe do apresentador, Maria do Céu Moraes, 90 anos, de R$ 163 mil
    Rose não aparece no testamento e, segundo “O Globo”, só assinou documento abrindo mão da herança porque estava sob efeito de remédios, com um “quadro delirante”.

    O que Rose cobra na Justiça?
    Gugu repassava em vida US$ 10 mil mensais para que Rose Miriam cobrisse despesas pessoais e da casa da família em Orlando, nos Estados Unidos. Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o valor deveria ser mantido e pago pelo espólio do apresentador.

    Rose alega que a quantia não foi paga de maneira correta e cobra os valores. Ela também pede que a Justiça reconheça sua união estável com Gugu ao longo dos 20 anos em que viveram juntos.

    O que muda caso a união estável seja reconhecida?
    Caso fique comprovada a relação estável de Rose com o apresentador, ela terá direito a metade da herança. Os outros 50% ficariam com os três filhos. Os cinco sobrinhos citados no testamento deixado por Gugu deixariam de ter direito ao patrimônio.

    Quem representa cada parte?
    Rose Miriam e as filhas Marina e Sofia são representadas pelo advogado Nelson Wilians, enquanto a irmã do apresentador, Aparecida Liberato, e o filho João Augusto são representados pelo advogado Dilermando Cigagna.

    Procurado, Cigagna disse que não comenta o caso. Wilians comentou brevemente que “as gêmeas Marina e Sofia sempre estiveram ao lado da mãe na busca dela pelo reconhecimento de união estável na Justiça”.

    Quando haverá uma definição?
    Ainda não se sabe. A Justiça adiou dois dias de audiências previstas para terça (23) e quarta-feira (24), depois de ouvir as gêmeas na segunda (22). O juiz da 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central, que analisa o pedido de união estável, remarcou as sessões para junho sob alegação de que a medida foi tomada para que todas as testemunhas sejam ouvidas.

    Há outros envolvidos na disputa?
    Após a morte, o chefe de cozinha Thiago Salvático alegou ter se relacionado com Gugu e que os dois eram companheiros. A mesma 9ª Vara da Família e Sucessões da Justiça de São Paulo considerou que os dois eram amigos e julgou o caso como extinto “sem exame de mérito”. Cabe recurso.

    Resumo do caso:
    Gugu morreu em 2019 após um acidente doméstico na casa da família, em Orlando (EUA).
    No testamento, assinado em 2011, Gugu não reconheceu Rose Miriam como companheira em união estável.
    O patrimônio deixado pelo apresentador é avaliado em R$ 1 bilhão, sendo que 75% seria destinado aos filhos e o restante, 25%, aos cinco sobrinhos.
    Gugu nomeou a própria irmã, Aparecida Liberato, como responsável por cuidar de seu espólio;
    Miriam entrou numa disputa judicial pela herança.
    Enquanto as filhas saíram em defesa da mãe, o filho defende o testamento deixado pelo pai.
    Gugu repassava, em vida, US$ 10 mil mensais para que Rose Miriam cobrisse despesas pessoais dela e da casa da família em Orlando, nos Estados Unidos. 
    Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o valor deveria ser mantido e pago pelo espólio do apresentador, mas Rose questiona o pagamento.

  • Perfil de ator Thomaz Costa posta foto com ex-namorada Tati Zaqui após acusações de agressões; cantora tem medida protetiva

    Perfil de ator Thomaz Costa posta foto com ex-namorada Tati Zaqui após acusações de agressões; cantora tem medida protetiva

    Segundo a assessoria da artista, Tati ‘segue afastada, reclusa e ainda muito abalada’ com o caso. Boletim de ocorrência contra ele foi registrado como violência doméstica, dano, ameaça, violência psicológica contra mulher e lesão corporal por supostas ameaças com faca e mordidas.

    Um perfil verificado com o nome do ator Thomaz Costa postou nesta semana fotos com a ex-namorada Tati Zaqui. A cantora registrou contra ele uma ocorrência por violência doméstica e psicológica, lesão corporal, ameaça e dano, na tarde de quinta-feira (18), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.

    De acordo com o boletim, Tati disse que conheceu o ator e influenciador em um reality show em 2022 e começaram o relacionamento. Thomaz também interpretou Daniel Zapata na novela Carrossel.

    Desde novembro do ano passado, segundo o documento, o rapaz teria começado a ter comportamento possessivo e ciumento.

    Foram situações com crises e agressões físicas e psicológicas. No último registro, ela teria sido ameaçada com uma faca e sofrido mordidas nas pernas.

    Fotos publicadas
    Um perfil de Thomaz faz postagens aleatórias e com imagens do antigo casal. Na legenda, geralmente, aparecem apenas emojis. A assessoria da cantora emitiu uma nota sobre o assunto:

    “Tive o conhecimento da publicação supostamente realizada pelo ator. A foto em questão foi tirada logo após o término de A Fazenda. A cantora segue afastada, reclusa e ainda muito abalada com tudo. Peço o carinho e o respeito da imprensa. Não se trata de uma briga de casal, mas de uma denúncia de crime. É preciso que as pessoas entendam a complexidade e seriedade do assunto. A medida protetiva de urgência foi estabelecida na última sexta-feira, 19 de maio, com o caráter de proteger Tati Zaqui não apenas das agressões físicas, mas também emocionais e psicológicas.”

    Medidas protetivas
    À polícia, Tati apresentou fotos com marcas em partes do corpo. Ela fez uma representação criminal e pediu medidas protetivas de urgência, como afastamento do lar ou local de convivência e proibição de aproximação de parentes.

    Thomaz se defendeu nas redes sociais e disse que foi vítima de relacionamento abusivo e que as marcas na vítima foram causadas por ela mesma.

    O ator está viajando de moto por países da América do Sul. Ele publicou um vídeo comentando o caso e afirmou que vai provar na Justiça a inocência. A defesa dele não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

  • Associação monta estacionamento em área pública, na Zona Sul de SP, sem autorização da prefeitura

    Associação monta estacionamento em área pública, na Zona Sul de SP, sem autorização da prefeitura

    Em nota, a Subprefeitura do Ipiranga informou que vai entrar em contato com os donos dos veículos que estão no estacionamento e, após a retirada dos carros, vai interditar a área.

    Uma associação na região do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, abriu um estacionamento em um terreno público sem autorização da subprefeitura.

    A área é pública, de acordo com o mapa de georreferenciamento da prefeitura da capital, e fica ao lado de uma obra do município que ainda não foi inaugurada. O local cobra R$ 10 de taxa de estacionamento e quem recebe o valor, via sistema de transferência, é a Associação Todos Por Um, uma organização sem fins lucrativos.

    A Subprefeitura do Ipiranga informou que o espaço tinha sido interditado em abril. Além disso, o responsável tinha sido multado em R$ 5 mil, mas, de acordo com a subprefeitura, o estacionamento foi reaberto sem autorização.

    No site, a organização afirma que foi criada em 2022 para auxiliar famílias pobres da região de Vila Liviero, no Ipiranga.

    Em entrevista ao SP2, Hudson Cleber Freire do Carmo, presidente da associação, informou que não há cobrança para parar o carro. No entanto, a TV Globo estacionou no local na última semana e desembolsou R$ 10 para permanecer no espaço.

    Quando questionado, Hudson informou que um ex-funcionário foi responsável por realizar a cobrança. Sobre a autorização para utilizar o terreno, Hudson reconheceu que não tinha autorização. “O espaço foi usado sem a gente estar sabendo que daria problemas futuros.”

    Ele informou que irá procurar advogados para resolver a situação.

    O subprefeito do Ipiranga informou que mandou uma equipe de fiscalização lacrar novamente o estacionamento. No entanto, o SP2 esteve no terreno na tarde desta terça, e o local continuava aberto.

    Em nota, a Subprefeitura do Ipiranga informou que vai entrar em contato com os donos dos veículos que estão no estacionamento e, após a retirada dos carros, vai interditar a área.

  • Filho de Gugu nega silêncio em audiência: ‘Tive que me segurar para não falar quando não era o momento’

    Filho de Gugu nega silêncio em audiência: ‘Tive que me segurar para não falar quando não era o momento’

    João Augusto Liberato publicou nas redes sociais um desabafo em que disse ter muito a dizer, mas que respeitou as regras da audiência que trata da união estável da mãe, Rose Miriam di Matteo, com o apresentador.

    O filho do apresentador Gugu Liberato, João Augusto Liberato, se pronunciou sobre a audiência realizada na segunda-feira (24) que trata da união estável da mãe, Rose Miriam di Matteo, com o apresentador.

    Caso fique comprovada a relação de Rose com o apresentador, ela terá direito a metade da herança.

    No testamento, assinado em 2011, Gugu não reconheceu Rose Miriam como companheira em união estável.

    O patrimônio deixado por ele é avaliado em R$ 1 bilhão. 75% desse valor seria destinado aos filhos e o restante, 25%, aos cinco sobrinhos. (entenda caso mais abaixo).

    Em uma publicação no Instagram, João Augusto negou que ficou em silêncio na audiência por vontade própria. Segundo ele, foi necessário respeitar as regras da Justiça durante o processo, que ouvia naquele momento suas irmãs gêmeas, Marina e Sofia.

    Marina e Sofia se pronunciaram a favor de reconhecer a união de Rose Miriam com Gugu ao serem questionadas na 9ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central de São Paulo, na manhã de segunda-feira.

    “Fiquei muito surpreso quando falaram que decidi ficar calado. Porque, pelo contrário, tenho muito para falar e até tive que me segurar para não falar quando não era o momento. Foi muito triste ver e ouvir tantas coisas que não eram verdadeiras, mas eu respeitei as regras da audiência.”

    Se a Justiça reconhecer a união estável, Rose Miriam passa a ter direito ao espólio de Gugu. Rose e as filhas são representadas pelo advogado Nelson Wilians. Além das gêmeas, ela também é mãe de João Augusto.

    Conforme apurado pelo g1, João Augusto Liberato, embora presente na audiência, não teria dado nenhuma declaração.

    A irmã do apresentador, Aparecida Liberato, e o sobrinho, André Liberato, também estavam presentes e não se manifestaram.

    “As gêmeas Marina e Sofia sempre estiveram ao lado da mãe na busca dela pelo reconhecimento de união estável na Justiça. Todos os elementos comprovam que Rose e Gugu mantinham uma relação pública, notória, duradoura, contínua e com objetivo de constituir família. Reafirmamos acreditar que, a cada dia, estamos mais próximos de vermos a justiça ser feita”, disse o advogado Wilians.

    Aparecida e João Liberato são representados pelo advogado Dilermando Cigagna. Procurado, ele disse que não comenta o caso.

    O processo corre em segredo de Justiça.

    Entenda o caso
    Gugu morreu em 2019 após um acidente doméstico na casa da família, em Orlando (EUA);
    Os filhos entraram em uma disputa pela herança;
    No testamento, assinado em 2011, Gugu não reconheceu Rose Miriam como companheira em união estável;
    O patrimônio deixado pelo apresentador é avaliado em R$ 1 bilhão. Sendo que 75% seria destinado aos filhos e o restante, 25%, aos cinco sobrinhos;
    Gugu nomeou a própria irmã, Aparecida Liberato, como responsável por cuidar de seu espólio;
    Rose, mãe das gêmeas, contestou e entrou na Justiça para cobrar valores relativos à pensão que ela recebe do espólio — bens divididos entre os herdeiros — de Gugu Liberato.
     

  • Após denúncias feitas por alunos de Letras, USP defende política de contratação de professores

    Após denúncias feitas por alunos de Letras, USP defende política de contratação de professores

    Dossiê elaborado pelos estudantes demonstra como o corpo docente foi reduzido no curso sem a devida reposição; as habilitações Coreano, Chinês e Armênio são únicas em universidade pública no Brasil.

    Após denúncias de alunos divulgadas sobre a falta de professores e aulas no curso de Letras, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP defendeu sua política de contratação de docentes.

    Procurada pelo g1 no dia 18 de maio, a universidade havia informado na ocasião “que estava em contato com o chefe do Departamento de Letras Modernas e com o diretor da FFLCH para levantar as informações” e que precisava de um “prazo maior para avaliar as denúncias”.

    Nesta terça (23), a universidade respondeu os questionamentos do g1. Em nota, afirmou que “a direção respeita, porém, não se manifestará sobre as pautas do movimento estudantil”.

    Informou também que “esta direção apenas se posiciona a respeito de decisões do colegiado legalmente estabelecidas ou por decisões dadas de ofício. Com relação aos professores, ressalta que nos últimos 8 anos, é a primeira vez que houve resposta positiva da reitoria às demandas da Faculdade por contratação de docentes”.

    O Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários Oswald de Andrade elaborou em abril um dossiê para apontar os problemas do curso. A situação chegou, neste ano, a um patamar nunca antes visto no departamento: a quantidade de docentes da área do Espanhol não foi suficiente nem sequer para garantir o oferecimento de todas as matérias obrigatórias, deixando cerca de 60 estudantes sem aulas da disciplina de Língua Espanhola III no período ideal.

    O Departamento de Letras Orientais aparece como um dos mais afetados, segundo o Centro Acadêmico. O DLO oferece a graduação em 7 habilitações: Árabe, Armênio, Chinês, Coreano, Hebraico, Russo e Japonês, além de programas de pós-graduação. Algumas dessas habilitações são oferecidas no país somente pela USP.

    “Praticamente todas as habilitações do DLO foram fechadas no período noturno por conta da insuficiência do quadro docente para atender ambos os períodos. As exceções são o Hebraico, que fechou de manhã e só é oferecido à noite, e o Japonês, que segue funcionando nos dois períodos a duras penas e corre o risco de também fechar no noturno nos próximos anos, se não forem feitas contratações”, aponta o documento.

    Alunos da USP denunciaram o risco de algumas habilitações fecharem. Em Inglês, por exemplo, o número de docentes caiu de 17, em 2014, para 10, em 2022, uma redução de 41%.

    Outros problemas apontados pelo dossiê:

    A habilitação em Italiano contava com 13 docentes em 2014 e apenas 9, em 2022, redução de 30%.
    A habilitação em Espanhol contava com 16 docentes em 2014 e 12, em 2022, redução de 25%.
    A habilitação em Alemão contava com 13 docentes em 2014 e apenas 7, em 2022, redução de 46%
    Os dados foram coletados a partir de documentos da própria universidade, segundo o centro acadêmico. O intuito, de acordo com o material, “é sistematizar, documentar e expor o nível de desmonte do maior curso da Universidade de São Paulo”.

    O centro atribui “o desmonte à política de sucessivas reitorias e governos estaduais que atacaram a educação pública, precarizando o ensino e as condições de trabalho de docentes e funcionários”. Também cita a Portaria GR 6517 2 que demonstra que o Reitor e a ALESP/Governo de SP têm a responsabilidade de garantir a reposição do quadro docente. “Dinheiro tem, só não vai para onde deveria ir”, diz um dos estudantes.

    A habilitação em Coreano atualmente conta com apenas uma professora, o que representa uma redução de 75%. Se não forem garantidas contratações, a habilitação pode fechar.

    “Hoje precisamos de mais 80 professores para repor o que perdemos desde 2014 só na Letras, imagine na USP toda? Sem essas contratações, corremos o risco de cursos como o Coreano, Chinês e Japonês fecharem. O descaso do governo Paulista e da Reitoria com nosso curso está nos levando a uma situação de colapso”, disse Mandi Coelho, diretora do CAELL (Centro Acadêmico do curso de Letras da USP)

    Na última semana, uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), coordenada pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) cobrou a contratação de novos docentes e funcionários. “Inconcebível e inaceitável a USP, que tem o maior orçamento da sua história (R$ 8,4 bilhões), promover o desmonte dos cursos de línguas da faculdade de letras prejudicando alunos e professores. Estou convocando o reitor para depor na Alesp e exigir que seja aberto concurso público para a contratação imediata de professores para todos os cursos”, disse ao g1.

    Aluna do curso de Português e Espanhol, Leticia Proença foi aprovada em 2020 e ingressou no curso no ano seguinte. Quando as aulas presenciais voltaram, ela começou a habilitação em Espanhol com um professor temporário. No segundo semestre, o docente sinalizou que desconhecia sobre a renovação do seu contrato.

    “No final do semestre, ficamos em um clima de incerteza. O professor estava estranho e nós deduzimos o óbvio”. Ele avisou: ‘Não foi renovado, próximo ano não estarei aqui e um novo docente’. Desde então, o novo docente não apareceu”, contou.

    Leticia diz que a culpa não é do departamento de línguas modernas (DLM) que fez o pedido mas ficou perdido na burocracia. Leticia perdeu um semestre de língua espanhola. “Vou ter que fazer a matéria desse semestre que não tive, junto com outra. Vou acumular matérias”.

  • Alunos agressivos, defasagem, currículo ‘engessado’: professores encaram sensação de impotência após pandemia

    Alunos agressivos, defasagem, currículo ‘engessado’: professores encaram sensação de impotência após pandemia

    Docentes sofrem com sobrecarga de trabalho e emocional ao voltar às aulas presenciais. Série especial discute os desafios do ensino depois da crise sanitária.

    O dia a dia de Juliana Brites é cercado por crianças e adolescentes. Professora do ensino fundamental da rede pública de Ribeirão Preto (SP), ela sente que a carga emocional dos profissionais da educação ficou ainda mais pesada após a pandemia e dos episódios de violência nas escolas.

    Ela descreve os sentimentos que permeiam a volta às salas de aulas após dois anos vivendo no ambiente online.

    “Agonia, angústia e ansiedade pra fazer cumprir seu papel”, resume a professora.
    Esta semana, a EPTV, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo, faz uma série de reportagens que tratam dos desafios no ambiente escolar após a pandemia. Na quinta-feira (25), a segunda edição do fórum “Diálogos da Educação” debate principalmente as condições socioemocionais de professores e alunos.

    Mudança de comportamento
    Após a pandemia, os professores podem até ser os mesmos, mas os estudantes voltaram bem diferentes. “Mudou tudo. Mudou o comportamento dos alunos no sentido de se socializarem. Eles perderam esse tato, esse costume de viver em sala de aula”, diz Juliana.

    O sentimento dos últimos anos é de perda, explica Sérgio Kodato, psicólogo especializado em psicologia escolar e professor coordenador do grupo de pesquisa Observatório de Violência e Práticas Exemplares, da USP de Ribeirão Preto.

    “O professor perdeu muito. Tanto em termos da sua autoridade em sala de aula, quanto em matéria de instrumentos, conhecimentos e preparação pedagógica. Hoje, eles não conseguem mais controlar efetivamente a sala de aula. Isso causa uma sensação de impotência”, diz Kodato.

    As salas de aulas são mais do que um local de aprendizagem: são um ambiente de convivência. Lá, os estudantes compartilham amizades, companhias, desafetos, intrigas e discussões. Desde antes da pandemia, existiam diferenças entre os alunos do mesmo ano.

    “Nunca foi uma sala uniforme”, garante Juliana. Mas ficou ainda mais difícil educar crianças e adolescentes. “A gente não consegue superar discordâncias como era antigamente”, revela a professora.

    A agressividade dos jovens gera casos de desrespeito aos colegas e professores, bullying entre estudantes e entre amigos. As discordâncias aparentemente insuperáveis podem resultar, até mesmo, em casos de violência.

    Com isso, o medo assumiu o topo de uma extensa lista de dificuldades que professores enfrentam para conseguir exercer sua profissão. Dentre os itens, estão os baixos salários, a falta de infraestrutura e as cobranças.

    “É bom ser professor, mas não é fácil ser professor”, resume Juliana.

    Currículo engessado
    Para Juliana, a maior dificuldade em ser professora é a necessidade de seguir um currículo “engessado”, principalmente após a pandemia. A maioria dos estudantes voltou às salas de aula com uma defasagem na aprendizagem.

    A sequência natural dos conteúdos a serem aprendidos por estudantes do ensino fundamental, segundo Juliana, já não funciona mais.

    “Às vezes você está com um aluno, passando sua disciplina: ‘Oh, então vamos separar o sujeito do predicado’. ‘O que é sujeito, professora? O que é predicado?’. (…) Como o professor vai preparar uma aula pensando que ele tem que cumprir o currículo, mas o aluno está precisando voltar três passos?”, exemplifica a professora.

    Os questionamentos não param por aí, pois se tornam questões pessoais. A angústia de não conseguir seguir esse currículo, algo que é cobrado tanto dos professores quanto das escolas, é frustrante.

    “O problema é comigo? Será que vale a pena continuar? (…) Até quando a gente vai continuar dessa forma, cumprindo um currículo sem uma intervenção?”, questiona Juliana.

    Adoecimento mental
    Para Juliana, a intervenção necessária seria uma política pública voltada para a saúde mental de alunos e professores.

    “O aluno com problema de comportamento, de aprendizagem, reflete na gente e um professor com algum problema psicológico diminui o desempenho”, afirma.

    Kodato, que trabalha há anos com saúde emocional dos professores, lista as possíveis consequências dessa sensação de impotência diante da falta de aprendizagem dos alunos.

    “Vai gerar angústia, ansiedade e depressão. Síndrome do pânico, ideação suicida, e tudo isso acaba resultando em dependência química, alcoolismo, outros tipos de vícios que acabam afundando o professor ainda mais neste quadro”, explica.
    Juliana vê todos os problemas citados por Kodato ao seu redor, entre colegas de profissão de Ribeirão Preto e de todo o Brasil. “Vejo muito professor sendo afastado pelo fato de estar em depressão ou ansioso, se cobrando além da conta”, pontua.

    Sobrecarga
    A sobrecarga de trabalho é outro fator que colabora para esse cenário. “Os salários baixos fazem com que o professor procure mais aulas para poder tapar os gastos”, afirma Juliana. Mas o expediente não termina na sala de aula: em casa, há preparações de aulas, correção de exercícios, provas e mais. Como se cuidar com uma carga tão pesada?

    “Não se cuida. Ou se afasta, pra poder se cuidar, ou vai empurrando com a barriga até melhorar ou até o momento em que a gente não vê saída”, desabafa Juliana. Por isso, para ela, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico de alunos e professores é urgente. “A gente vai esperar outra pandemia para tomar uma providência?”, questiona.

    Para Kodato, isso é uma espécie de trabalho estressante e degradante.

    “Afeta o sentido da profissão dele enquanto professor. Na hora que você perde o sentimento de ser professor, automaticamente você não tem mais motivação, vai esperar a sua aposentadoria, seus dias de descanso”, explica.

    Amenizar os problemas
    Os anos estudando a saúde mental dos professores mostraram a Kodato a necessidade de encarar isso como uma questão coletiva. “O problema dele não é dele individual, é um problema na categoria dos professores”, afirma.

    Segundo ele, sem uma política pública consistente, a categoria deve se manter unida para amenizar os efeitos desse adoecimento coletivo.

    “Professores que não atribuem a si a doença, mas ao sistema social, e buscam ter uma atividade ativa política e sindical. Isso se mostrou muito mais efetivo em termos de saúde mental do que o tratamento medicamentoso”, afirma.

  • Sindicato e funcionários de indústria de Jacareí protestam após morte de trabalhador

    Sindicato e funcionários de indústria de Jacareí protestam após morte de trabalhador

    O acidente aconteceu em uma fábrica de papel e celulose da cidade na última quarta-feira (17). Segundo o sindicato, a vítima tinha 41 anos e caiu de uma altura de mais de 12 metros.

    O Sindicato dos Papeleiros de Jacareí realizou, na manhã desta sexta-feira (19), um protesto por conta da morte de um trabalhador durante o expediente em uma indústria de papel e celulose da cidade na última quarta-feira (17).

    O caso aconteceu no período da tarde, quando o funcionário terceirizado de 41 anos caiu de uma estrutura e sofreu uma queda de mais de 12 metros – leia mais detalhes abaixo.

    A manifestação contou com a participação dos funcionários da empresa e de outras entidades do meio, como por exemplo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Condutores, o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, entre outros.

    Além de lembrar a morte do funcionário, o sindicato da categoria aproveitou a ação para cobrar reformas nas plataformas de acesso a equipamentos por parte da empresa.

    De acordo com a associação, a fábrica conta com estruturas em “evidente estado de corrosão”, o que tem causado acidentes frequentemente. Ainda segundo o sindicato, a unidade tem cerca de quatro mil funcionários.

    O que diz a empresa?
    Em nota enviada ao g1, a Suzano de Jacareí confirmou o protesto e disse que respeita qualquer tipo de manifestação pacífica. Além disso, a empresa informou que adota as práticas operacionais e padrões de segurança exigidos pelas autoridades competentes.

    “Essas medidas incluem constantes treinamentos para garantir que os procedimentos sejam cumpridos com segurança, oferecendo aos colaboradores todos os equipamentos de proteção individual e coletiva necessários para a realização de suas atividades”, afirma o comunicado.

    Relembre o caso
    Um homem de 41 anos morreu após cair de uma altura de mais de 12 metros em uma indústria de papel e celulose , na tarde de quarta-feira (17), em Jacareí (SP). As informações são do sindicato da categoria.

    De acordo com o Sindicato dos Papeleiros de Jacareí e região, o acidente aconteceu por volta das 16h e a vítima era contratada de uma empresa terceirizada da fábrica, que fica na avenida Senador Joaquim Miguel Martins de Siqueira.

    Ainda segundo a associação, essa é a segunda ocorrência grave que acontece no local em pouco dias, já que há menos de um mês uma outra queda foi registrada.

    “Não vamos descansar até que o fato seja devidamente apurado. A justiça precisa ser feita, embora nada devolva a vida do companheiro”, diz um comunicado divulgado pelo sindicato.

    Empresa lamenta
    A Suzano de Jacareí (SP) enviou uma nota ao g1 lamentando o acidente que resultou na morte do trabalhador da empresa terceirizada que presta serviços na Unidade de Jacareí e se solidarizando com os familiares e amigos da vítima.

    Além disso, a empresa disse que está à disposição das autoridades locais para auxiliar na investigação das causas do acidente.

    Já a RSB Maintenance Facilities informou que lamenta profundamente o acidente ocorrido nas instalações da empresa Suzano S.A. A empresa disse que se solidariza com os familiares e amigos, e está oferecendo todo o suporte necessário nesse momento de imensa dor.

    A empresa informou que mantém rígidos padrões de segurança no trabalho e está colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos. Ainda segundo a empresa, Leandro sempre será lembrado por sua alegria, sua disposição em ajudar e pela sua dedicação ao seu trabalho e à sua família.