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  • SP tem manhã de caos no trânsito por causa de acidentes e obras de recapeamento; Prefeitura suspendeu rodízio

    SP tem manhã de caos no trânsito por causa de acidentes e obras de recapeamento; Prefeitura suspendeu rodízio

    Acidente dentro do túnel do Vale do Anhangabaú interditou o sentido Zona Norte da Avenida 23 de Maio para o socorro das vítimas. Suspensão do rodízio de veículos vale apenas no período da manhã, entre 7h e 10h, para todas as regiões da cidade.

    A cidade de São Paulo vive uma manhã de caos no trânsito desta terça-feira (26), em virtude de acidentes e obras de recapeamento não concluídas no horário programado.

    Por volta das 08h, um acidente envolvendo dois carros e uma moto interditou totalmente o sentido bairro da Avenida 23 de Maio, na altura do túnel do Vale do Anhangabaú.

    Para socorrer as vítimas, o helicóptero Águia, da Polícia Militar, pousou na Avenida 23 de Maio, o que interdita nesse momento a principal ligação entre a Zona Sul de São Paulo e a Zona Norte.

    Uma fila imensa de veículos se formou nos dois sentidos da avenida, em virtude do acidente.

    Passageiros de ônibus que estava parados dentro do túnel deixaram o veículo e saíram andando, por conta da interdição.

    Rodízio suspenso
    Mais cedo, a Prefeitura de São Paulo suspendeu, durante toda a manhã, o rodízio municipal de veículos. A medida ocorre por conta do atraso da liberação da pista expressa da Marginal Tietê, no sentido da Castelo Branco, que realiza o recapeamento.

    A liberação do rodízio vale para todas as regiões da cidade, mas somente no período da manhã: das 7h às 10h. À tarde, a restrição volta a vigorar das 17h às 20h.

    Regras do rodízio, de acordo com o final da placa do carro:

    Segunda-feira: não circulam veículos com placas de final 1 e 2;
    Terça-feira: não circulam veículos com placas de final 3 e 4;
    Quarta-feira: não circulam veículos com placas de final 5 e 6;
    Quinta-feira: não circulam veículos com placas de final 7 e 8;
    Sexta-feira: não circulam veículos com placas de final 9 e 0.

    Esse já é o sétimo atraso nas obras de recapeamento da Marginal do Tietê registrados pelo Bom Dia SP, da TV Globo, nos últimos dois meses.

    Em 22 de agosto, a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) – responsável pelas obras de recapeamento na cidade – disse que havia notificado a empresa responsável pelas obras na Marginal a cumprir os horários programados para os reparos.

    Nas outras oportunidades, a prefeitura pediu desculpas aos usuários da via pelos transtornos causados e cancelou as multas registradas na via nos períodos de atraso.

    Acidentes nas estradas
    A manhã desta terça-feira também registrou acidentes nas estradas que chegam ou saem da capital paulista. Um dos acidentes aconteceu na rodovia Fernão Dias, na altura do km 74, no sentido Belo Horizonte.

    Uma carreta tombou e interditou ao menos duas faixas da via, gerando mais filas para o tráfe

    Na rodovia Anhanguera, uma carreta com madeiras se chocou na barreira central e bloqueou as pistas em ambos os sentidos, perto de Cajamar, no Km 31.

    Pelo menos quatro quilômetros de congestionamento foram registrados no sentido São Paulo.

     

  • IML aguarda documentação para liberar corpo de alagoana encontrada morta em rodovia em São Paulo

    IML aguarda documentação para liberar corpo de alagoana encontrada morta em rodovia em São Paulo

    Expectativa da família de Ana Luiza Pantaleão é de que o corpo seja trazido para Alagoas ainda esta semana. Jovem de 19 anos foi morta com golpes de arma branca; homem foi preso e confessou o crime.

    “Espera angustiante”. É assim que Cláudia Santos define o momento em que vive, aguardando que o corpo da neta, Ana Luiza Pantaleão, alagoana encontrada morta às margens de uma rodovia em Pirapora do Bom Jesus (SP), seja liberado para translado para Alagoas.

    Ao g1, Cláudia contou que o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo aguarda o recebimento de documentos para que o corpo de Ana Luiza seja liberado. A expectativa da família é que o corpo seja trazido para Alagoas esta semana.

    “Eles exigem as documentações originais, que estão todas em Pão de Açúcar. Diante de tudo o que aconteceu, ainda temos que passar esse tempo todo numa espera angustiante”, lamenta Cláudia.

    Embora ainda não tenha a confirmação oficial, Cláudia conta que já reconheceu o corpo da neta através de fotos e vídeos mostrados pela polícia.

    “De início eu não queria ir reconhecer porque queria preservar a imagem dela, a lembrança que eu tinha dela. [A polícia] me mostrou vídeos e fotos e reconheci que aquele corpo seria de Luiza”.

    Vítima era garota de programa, e o assassino era cliente
    Ana Luiza tinha 19 anos, era mulher trans e morava em São Paulo há um ano e meio. No dia 4 de setembro, a família foi informada sobre seu desaparecimento e viajou até a cidade onde ela morava para acompanhar as investigações.

    Um homem foi preso no dia 15 de setembro. Dias depois, ele confessou o crime e mostrou onde estava o corpo. Segundo a avó, Ana Luiza era garota de programa, e o assassino era cliente dela.

    Cláudia conta que a neta deixou Pão de Açúcar em busca de uma realização pessoal. Em São Paulo, ela morava em um pensionado com outras 12 pessoas.

    Segundo a avó, Ana Luiza tinha o sonho de morar na Europa. Enquanto esse sonho não se realizava, a neta fazia planos de voltar a morar em Maceió e comprar um apartamento.

     

  • Discussão em padaria deixa cliente esfaqueado e morto, outro baleado e pedestre atropelado; idoso é preso por homicídio em SP

    Discussão em padaria deixa cliente esfaqueado e morto, outro baleado e pedestre atropelado; idoso é preso por homicídio em SP

    Confusão teve briga e ocorreu na manhã de quinta (21) na Padaria Pão do Horto, Zona Sul. Caso foi registrado como assassinato, colisão de veículo e tentativa de homicídio.

    Vídeo gravado por câmera de segurança mostra o começo da discussão e briga dentro de uma padaria da Zona Sul de São Paulo que deixou, sequencialmente, um cliente baleado, outro esfaqueado e morto, e ainda teve o atropelamento de um pedestre (veja acima). Um idoso acabou preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) pelo homicídio.

    A confusão ocorreu na manhã desta quinta-feira (21) na Padaria Pão do Horto, no Parque Munhoz.

    O caso foi registrado como assassinato, colisão de veículo e tentativa de homicídio no 89º Distrito Policial (DP), Portal do Morumbi. A investigação será feita pelo 37º DP, Campo Limpo.

    Segundo boletim de ocorrência da Polícia Civil, alguns dos envolvidos contaram à Polícia Militar (PM) que Jhonatan Conceição dos Santos, de 30 anos, e seu pai, Geraldo Pereira dos Santos, de 61, reclamavam de um advogado que contrataram, mas não estava no recinto.

    Em seguida, Paulo Rogerio Cotrin de Jesus, 46, que é bacharel em direito, e não era citado na conversa, se incomodou com as declarações de pai e filho, de acordo com o registro policial. Jhonatan falou para o homem não se intrometer. Nisso, Paulo teria dito que iria matar os dois.

    As imagens da filmagem mostram o momento que Jhonatan parte para cima de Paulo e o derruba no chão, ainda dentro da padaria. Em seguida, o bacharel atira na direção do filho do idoso, que é atingido por quatro disparos. Depois Paulo sai correndo do local enquanto Jhonatan fica caído ferido.

    Outras cenas das câmeras, já do lado de fora da padaria mostram Paulo sendo esfaqueado por Geraldo. O idoso segura uma faca e o golpeia. Após conseguir escapar, o bacharel entra no seu carro e sem querer dispara contra a própria perna. Durante a condução do veículo, ele ainda bate em outro automóvel.

    Um pedestre que passava pelo local e que viu o acidente foi até o carro de Paulo para tentar socorrê-lo, mas foi atropelado por outro veículo, conduzido por uma motorista. Ela contou na delegacia que investiga o caso que atingiu o rapaz, identificado como Anderson Evangelista, por achar que ele era um assaltante que queria roubar o bacharel.

    Paulo e Anderson foram socorridos por uma ambulância, que os levou para o Pronto Socorro Campo Limpo. O pedestre se feriu sem gravidade: teve lesões no pé. E não quis registrar queixa contra a condutora, identificada como Fernanda de Paula da Silva Vieira.

    Paulo, no entanto, não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada no hospital. De acordo com os médicos que o atenderam, o bacharel morreu, provavelmente, em decorrência das quatro facadas que sofreu. Por esse motivo, Geraldo, que o esfaqueou, foi detido em flagrante pela PM para responder pelo crime de assassinato.

    Segundo a polícia, Paulo chegou a ser investigado por exercício ilegal da profissão de advogado. Por ser bacharel em direito e não ter o registro como advogado aprovado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ele não poderia atuar nessa função.

    A arma usada por Paulo para balear Jhonatan foi apreendida: uma pistola Taurus, calibre 9 milímetros, de propriedade do bacharel. A polícia investiga se ele guardava mais armas em casa.

    A faca usada por Geraldo também foi apreendida. Além disso, um soco inglês também foi encontrado.

  • Polícia investiga como homem do meme ‘Cadê meu green?’ morreu em banheira de suíte de sauna gay

    Polícia investiga como homem do meme ‘Cadê meu green?’ morreu em banheira de suíte de sauna gay

    Luiz Lima era técnico de enfermagem, tinha 34 anos e ficou conhecido nas redes sociais após gravar vídeo cobrando entrada gratuita na boate The Week. Hóspede foi achado ensanguentado no Hotel Chilli, Centro da capital. Foi a 3ª morte em 12 anos no local. Polícia Civil investiga caso como ‘morte suspeita’. Laudos apontarão como ele morreu.

    A Polícia Civil de São Paulo investiga como Luiz Carlos Pereira de Lima, que em 2020 ficou conhecido nas redes sociais pelo meme “Cadê meu green?” (saiba mais abaixo), morreu dentro da banheira da suíte de um famoso hotel e sauna gay, no Centro de São Paulo. O corpo dele foi encontrado ensanguentado nesta semana no local.

    O caso é investigado inicialmente como “morte suspeita” a esclarecer. Em princípio, segundo policiais ouvidos pelo g1, até a última atualização desta reportagem não havia indícios de que tenha ocorrido um crime no local.

    Laudos periciais feitos no corpo vão apontar como ele provavelmente morreu. Os resultados dos exames devem ficar prontos nas próximas semanas. Câmeras de segurança do estabelecimento também serão pedidas pela polícia para saber se gravaram Luiz. As imagens podem ajudar a esclarecer o que aconteceu com ele. Testemunhas que trabalham no lugar também serão ouvidas.

    Luiz tinha 34 anos e era técnico de enfermagem. Ele foi encontrado sem vida na madrugada da última segunda-feira (18) dentro do Hotel Chilli, que fica no Largo do Arouche, região central da capital paulista.

    Em sua página oficial no Instagram, o lugar informa ser um “Hot Hotel & Sauna”, “Só para homens maiores de 18 anos”, que funciona “24 horas” por dia e oferece “Drinks at Piroca´s Bar”. O Hotel Chilli está tratando o caso como um “acidente.” Ainda no seu site, o estabelecimento lamentou a morte do hóspede, sem citar seu nome, e postou a frase “Sentimos muito e esperamos a compreensão de todos”.

    Depois, confirmou que ele “foi encontrado caído dentro da banheira em uma das nossas suítes e, pelas imagens de segurança, parecia estar sozinho na hora do acidente”.

    O hotel também informou que “em quase 12 anos no Largo do Arouche, esse é o terceiro óbito em nossos recintos”. O estabelecimento não dá detalhes de como as outras duas mortes ocorreram (leia abaixo a íntegra do comunicado).

    O g1 também procurou o estabelecimento para comentar o assunto e aguarda um retorno. Frequentadores do local comentaram com a reportagem que, apesar de o local ter o nome de hotel, ele é conhecido por gays pelas saunas, cabines, piscina e suítes com banheiras destinadas a homens que queiram ter relações sexuais.

    O que diz o Hotel Chilli

    “Nota de pesar

    Lamentamos a morte de um hóspede nas dependências do nosso hotel na madrugada de domingo para segunda-feira. Ele foi encontrado caído dentro da banheira em uma das nossas suítes e, pelas imagens de segurança, parecia estar dozinho na hora do acidente. Em respeito à família e sempre prezando pelo sigilo achamos desnecessário divulgar o nome dele. Não tivemos acesso ao laudo dos peritos e portanto não temos maiores informações.

    Em quase 12 anos no Largo do Arouche, esse é o terceiro óbito em nossos recintos. Reiteramos que estamos dentro de todas as normas de segurança vigentes. Possuímos o AVCB do Corpo de Bombeiros [Auto de Vistoria da corporação] atualizado e todos os equipamentos estão em pleno funcionamento.

    Aos amigos e familiares nosso sincero respeito.

    A Diretoria”

    Vídeo mostra suíte
    Segundo policiais militares, eles foram chamados para atender a uma ocorrência “relacionada a encontro de cadáver” dentro hotel.

    “No local dos fatos, havia o corpo da vítima, Luiz Carlos Pereira de Lima, no interior da banheira, da suíte 343, com sangue escorrido e o filtro da banheira ao lado da cabeça. Não foram localizados parentes ou conhecidos no local”, informa trecho do que os agentes da Polícia Militar (PM) disseram no boletim de ocorrência do caso.

    A mesma suíte 343 com a banheira onde Luiz foi encontrado morto pela PM aparece num vídeo postado há mais de quatro meses na página do Hotel Chilli (veja acima). Na divulgação, o estabelecimento pergunta aos seus mais de 17 mil seguidores: “Tá sabendo da novidade? As suítes Presidencial, Júnior e Sênior passaram por um Upgrade… Venha conferir…”

    Um internauta pergunta ao hotel qual é o modelo da suíte do vídeo e tem a resposta de que se trata da “sênior.”

    O que diz a SSP

    O registro foi feito quase sete horas depois do encontro do corpo, no plantão do 2º Distrito Policial (DP), Bom Retiro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação, no entanto, será feita pelo 3º DP, Campos Elíseos, responsável pelo região onde o caso ocorreu.

    “O 3º Distrito Policial (Campos Elíseos) trabalha em busca de testemunhas e outros elementos que auxiliem nas investigações. Foram solicitados exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML), cujos laudos estão em elaboração para auxiliar no esclarecimento da causa da morte”, informa nota divulgada nesta quinta-feira (21) pela pasta da Segurança.

    O registro policial não informa, no entanto, quem acionou a corporação para atender a ocorrência e as circunstâncias de quem teria encontrado primeiro o corpo de Luiz. No documento aparece o nome de um homem, mas não tem a identificação de quem ele é.

    Procurado pela reportagem para comentar a investigação, o delegado Alexandre Dias, titular do 3º DP, informou que um inquérito policial foi aberto, mas que a apuração seguirá com o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    “Foi instaurado IP [inquérito policial], autoria desconhecida, será encaminhado ao DHPP para prosseguimento. Ainda não chegaram os laudos”, disse o delegado, que não respondeu, porém, quais são as possíveis hipóteses investigadas para tentar esclarecer a morte de Luiz.

  • ‘Espero pena severa para garantir futuro às crianças’, diz irmão de mulher morta pelo ex em frente à escola da filha em Piracicaba

    ‘Espero pena severa para garantir futuro às crianças’, diz irmão de mulher morta pelo ex em frente à escola da filha em Piracicaba

    Júri de Anderson dos Santos Andrade é nesta quinta-feira (21). Ele é réu confesso, segue preso e responde por feminicídio. Crime ocorreu em março de 2022.

    A família de Carolina Dini Jorge, mulher morta pelo ex-marido com golpes de faca na frente da escola da filha em Piracicaba (SP), espera que Anderson dos Santos Andrade, autor do feminicídio, tenha uma pena severa.

    “Esperamos uma pena severa para que possamos garantir um futuro para as crianças e uma tranquilidade maior para minha mãe, que é idosa. É isso que a a família espera nesse momento”, afirmou ao g1 o irmão da vítima, Rodrigo Dini Jorge.
    O júri popular do acusado começa nesta quinta-feira (21), de acordo informações do Tribunal de Justiça. A sessão presencial está marcada às 9h. Anderson dos Santos Andrade é réu confesso e responde pelo crime. Ele segue preso preventivamente.

    A família de Carolina Dini Jorge, mulher morta pelo ex-marido com golpes de faca na frente da escola da filha em Piracicaba (SP), espera que Anderson dos Santos Andrade, autor do feminicídio, tenha uma pena severa.

    “Esperamos uma pena severa para que possamos garantir um futuro para as crianças e uma tranquilidade maior para minha mãe, que é idosa. É isso que a a família espera nesse momento”, afirmou ao g1 o irmão da vítima, Rodrigo Dini Jorge.
    O júri popular do acusado começa nesta quinta-feira (21), de acordo informações do Tribunal de Justiça. A sessão presencial está marcada às 9h. Anderson dos Santos Andrade é réu confesso e responde pelo crime. Ele segue preso preventivamente.

    A advogada afirmou, ainda, que espera é que os jurados condenem Anderson e reconheçam as cinco qualificadoras descritas na denúncia:

    Motivo torpe
    Meio cruel
    Emboscada – dificultando a defesa da vítima
    Contra mulher em razão da condição do sexo feminino
    Em descumprimento de medida protetiva
    Jussara acrescentou que as provas dos autos são claras no sentido de apontar a culpa do acusado. “Anderson foi o assassino da ex-companheira, por isso vamos trabalhar pela maior pena a ser aplicada”, concluiu.

    Júri popular
    Segundo relato de testemunhas, descrito na decisão do juiz Luiz Antonio Cunha, o réu foi visto com uma faca no local dos fatos antes de Carolina Jorge Dini chegar para buscar a estudante.

    O juiz aponta ainda que o crime pode ter sido praticado durante emboscada, que dificultou a defesa da vítima. Essas são algumas das agravantes apontadas no pronúncia do magistrado.

    “O crime pode ter sido objeto de motivo abjeto, desprezível (em razão do acusado não ter aceitado o fim do relacionamento amoroso com a vítima), o delito pode ter sido cometido por meio cruel, em decorrência do acusado ter desferido, com brutalidade incomum, diversos golpes de faca contra a vítima”, escreveu o juiz na decisão.
    A defesa do acusado afirmou, em contato anterior com a reportagem do g1, que não pretende entrar com recurso e aguarda data do julgamento.

    “A defesa não deseja interpor recurso, de forma que vai aguardar a data do Júri, que será designada pelo nobre juiz do feito e se manifestará em momento oportuno em Tribunal”, disse o advogado do acusado, Joel Santos.
    Oitivas
    Em agosto de 2022, cinco testemunhas foram ouvidas durante primeira audiência de instrução, debates e julgamento. Na ocasião, segundo informou o Tribunal de Justiça ao g1, quatro testemunhas comuns e uma de acusação falaram em oitiva.

    De acordo com a advogada da família da vítima, Jussara Albino Oda Moretti, a expectativa dos familiares de Carolina, após a audiência, é a que Anderson seja condenado.

    Uma nova audiência estava prevista para setembro, com oitiva de duas testemunhas comuns, três de acusação e duas de defesa, de acordo com o TJ-SP. Os depoimentos foram colhidos por videoconferência, disse ao g1 a advogada da família da vítima. “Todas reconheceram o Anderson. Inclusive uma testemunha presencial”, afirmou.

    Homenagem
    Amigos, parentes e integrantes da comunidade universitária prestaram uma homenagem a Carolina Dini Jorge, vítima de feminicídio, no dia 29 de abril, em Piracicaba (SP).

    A homenagem ocorreu em frente ao prédio central da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), onde Carolina trabalhava.

    Também presente no ato, a mãe de Carolina, Maria Luiza Dini Jorge, lembrou de uma conversa com a filha, emocionada.

    “Olhando essas escadas eu sei quantas vezes minha filha subiu esses degraus. Muitas, muitas vezes. E quando ela veio para esse prédio principal, ela me ligou: ‘mamãe, eu estou trabalhando em uma área que o papai trabalhava’. Isso me deixou muito feliz, porque ela estava contente aqui, ela trabalhava na contabilidade. Eu agradeço muito essa homenagem, muito obrigado a todos. Que deus abençoe a todos nós”.

    Prisão decretada
    Anderson foi preso no dia 30 de março deste ano, em regime temporário, por 30 dias. No dia 19 de abril, a Justiça acatou a denúncia do MP e converteu a prisão em preventiva. Com a nova decisão, ele permanece na prisão até novos andamentos do processo. Ele passou pelo Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba e de outras unidades do estado de São Paulo.

    “O acusado está envolvido na prática de delito de homicídio qualificado, consumado, contra mulher, esposa, que detinha medida protetiva de afastamento do lar, delito este que afronta a sociedade ordeira, pela destacada gravidade, pois aos agentes ativos, que neles se envolvem, revelam possuir, em regra, personalidade violenta e extrema periculosidade”, justifica Luiz Antonio Cunha, da Vara do Júri e Execuções, ao decidir pela prisão preventiva.

    O magistrado também cita que Anderson fugiu após o crime e suposta ameaça de morte ao próprio filho.

    “Os indícios de que houve por parte do acusado de desrespeito a medidas protetivas em favor da vítima, que não se importa com as medidas judiciais, há, portanto, necessidade de se garantira ordem pública, tal como os indicativos de eventual ameaça de morte que teria proferido ao seu próprio filho, ora testemunha no feito”, acrescenta.

    Entenda o caso
    O crime aconteceu por volta de 16h15 do dia 24 de março de 2022. Segundo a polícia, Carolina tinha ido buscar a filha de 10 anos em uma escola e, logo após estacionar a poucos metros da unidade, ela foi atacada quando saía do carro.

    Um vídeo registrado por uma câmera de segurança mostra o momento em que Carolina é cercada pelo suspeito.

    As imagens foram feitas pelo circuito de segurança de um prédio que fica próximo ao local do crime. Elas mostram que o ex-marido preparou uma emboscada pra vítima.

    O vídeo registra a vítima estacionando um carro cinza e, em seguida, ela abre a porta. O ex-marido espera do outro lado da rua e assim que ela desce, ele parte pro ataque. A mulher volta rápido, tenta se trancar no veículo, mas ele consegue abrir a porta violentamente.

    Do lado de fora algumas pessoas olham a cena assustadas. Poucos segundo depois, a porta do banco do passageiro se abre, mas ninguém sai e ela é fechada novamente. Caroline foi assassinada lá dentro.

    Na sequência da imagem, o homem deixa o veículo da vítima de forma rápida e vai até o carro dele que está estacionado um pouco mais à frente. De acordo com a polícia, esse foi o momento que ele fugiu depois do crime. O Samu foi acionado, mas quando chegou ao local, Carolina já estava sem vida.

    Segundo a delegada, o primeiro boletim de ocorrência da vítima contra ele foi registrado em 2016, após isso eles voltaram a viver juntos, mas em outubro do ano passado ela registrou outro boletim de ocorrência e pediu a medida protetiva.

    Conforme relatado pela advogada da vítima à polícia, o indiciado chegou a ser retirado da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) por guardas da instituição, onde trabalhava a vítima. A situação entre eles piorou uma semana antes do crime, às vésperas da audiência de separação do casal, também conforme a defensora.

    Ainda conforme a chefe de polícia, foram adotadas providências todas as vezes que a vítima procurou a polícia, mas em alguns casos é necessário que a vítima represente contra o autor das ameaças, o que é uma decisão dela.

    Ameaça em áudio
    Um áudio divulgado no dia 30 de março de 2022 mostra uma ameaça de Anderson contra Carolina.

    “Infelizmente, a gente vai deixar duas crianças vivendo sozinhas no mundo. Não vai ter dia, não vai ter hora, não vou avisar quando. Apenas vai acontecer. Você tomou essa decisão”, diz Anderson no áudio, revelado pela advogada da vítima. Carolina chega a perguntar se ele está fazendo uma ameaça, mas ele nega. Ouça abaixo:

    Divórcio em andamento
    A primeira audiência de divórcio entre Carolina e o ex aconteceria no dia 25 de março, dia seguinte ao crime, revelou a advogada da vítima.

    Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, com a advogada da vítima, Carolina era casada com o suspeito há 21 anos e eles tinham dois filhos, uma menina de 10 anos e um rapaz de 18. Eles estavam separados desde outubro do ano passado, quando o suspeito tinha sido retirado da casa onde moravam pela polícia.

    Tanto a vítima quanto o filho mais velho já tinham denunciado agressões sofridas pelo suspeito, ainda como apurado pela EPTV com a advogada.

  • Drauzio Varella condena assédio na medicina e diz que faculdades têm preparado ‘bons técnicos, mas não bons médicos’

    Drauzio Varella condena assédio na medicina e diz que faculdades têm preparado ‘bons técnicos, mas não bons médicos’

    Em entrevista a Natuza Nery, médico fala sobre cultura de violência e abuso que tem interferido na formação de futuros profissionais e defende treinamento ético para estudantes ‘no instante em que colocarem os pés nas faculdades’.

    Imagens de atos obscenos cometidos por estudantes de medicina que viralizaram nesta semana levantaram um alerta para a sociedade e a comunidade médica. Entre casos que vão da violência nos trotes das faculdades a crimes como o estupro em uma sala de parto, há uma cultura de abuso que tem interferido na formação de futuros profissionais da saúde.

    “Se você tem uma profissão que dá acesso à intimidade dos outros, você tem que ter responsabilidade em relação a ela”, condena o médico Drauzio Varella em entrevista a Natuza Nery. [Alunos de medicina] Deviam começar a receber aulas de comportamento ético desde o instante em que pusessem o pé na faculdade.”

    O Conselho Federal de Medicina lançou o Código de Ética Médica para estudantes somente em 2018. Com mais de 50 anos na medicina, Drauzio diz ainda que as instituições podem estar preparando bons técnicos, mas não bons médicos.

    “A arte da medicina é justamente como você vai usar o seu preparo técnico para aliviar o sofrimento daquela pessoa…E, para isso, abrange um território muito mais amplo, que é o território da alma humana.”

     

  • Após ser notificada pelo MEC, Unisa envia respostas antes do prazo final sem dizer quantos alunos foram identificados e punidos

    Após ser notificada pelo MEC, Unisa envia respostas antes do prazo final sem dizer quantos alunos foram identificados e punidos

    Universidade tinha até o início de outubro para explicar denúncias de atos obscenos ocorridos jogos. Em documento, reitoria alega ter tomado conhecimento dos fatos, que ocorreram em abril, somente no dia 16 de setembro. Texto não informa critérios da investigação tampouco número de estudantes expulsos.

    A Universidade Santo Amaro (Unisa) enviou ao Ministério da Educação um documento que não esclarece os critérios das investigações internas tampouco informa quanto e quais alunos foram identificados e punidos.

    A instituição tinha até o início de outubro para enviar as explicações, mas o fez na terça-feira (19), logo após ser notificada pelo MEC.

    No documento, ao qual o g1 teve acesso, a reitoria alega que só tomou conhecimento dos fatos no dia 16 de setembro, quando vídeos dos alunos pelados, simulando uma masturbação, viralizaram nas redes sociais. O caso ocorreu em abril, durante um campeonato de calouros no interior do estado.

    “Tal evento esportivo foi organizado por Atléticas dos Cursos de Medicina, absolutamente divorciado do calendário acadêmico, sem qualquer participação da UNISA, que com ele não possui relação alguma, bem como não patrocina, aprova ou intermedia a participação de alunos. Logo, tratou-se de evento extramuros, sem relação com as atividades institucionais da UNISA.”

    A universidade informa que puniu os envolvidos, mas não esclarece como o processo foi feito, quantos e quais estudantes foram expulsos.

    “Não obstante, incontinenti, adotou as providências que lhe competiam, observados os termos e limites de seu Regimento Geral, identificando e punindo os envolvidos. Com efeito, no dia 18 de setembro, primeiro dia útil subsequente, por meio da Portaria da Reitoria 305/2023, procedeu ao desligamento sumário dos envolvidos naqueles atos.”

    Por fim, diz ser contrária ao trote e alega adotar medidas contra tais práticas, mas também não informa quais.

    À imprensa, instituição tem se recusado a comentar sobre a série de denúncias que surgiram após a repercussão do caso.

    Ministro cobra explicações e pede retratação
    Na terça (19), durante um evento em São Paulo, o ministro da Educação, Camilo Santana, cobrou explicações da universidade sobre a demora na apuração e punição dos envolvidos.

    “Fico me perguntando por que não expulsou antes, porque o fato ocorreu em abril, porque só agora se tornou público, e acho que esses alunos primeiro precisam se retratar, pedir desculpas e precisam sofrer o que a lei determinar em relação a esse tipo de comportamento”, afirmou.

    Cartilha de humilhações
    Alunos da universidade afirmam que os atos obscenos cometidos por estudantes de medicina durante os jogo universitário de calouros fazem parte de condutas exigidas aos novatos por um grupo de alunos do último ano do curso, responsáveis por praticar o chamado trote.

    Segundo relatos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo, existe uma espécie de “cartilha de obrigações” que há mais de dez anos é reproduzida e mantida por alguns desses veteranos.

    De acordo com os estudantes, logo que entram na faculdade, todos os calouros de medicina são pressionados a participar e se submeter às determinações. Mas quem deseja fazer parte da Atlética precisa passar pelo trote.

    Os estudantes que não concordam ou desistem das atividades “são hostilizados e chamado de p** no c*”, relata um aluno.

    “Falam que nós não vamos ter acesso a oportunidades dentro da faculdade, que não vamos conseguir arrumar emprego depois de formados, pois não vai ter ninguém para indicar, que não vamos conseguir participar dos esportes, pois todo mundo que pratica é o pessoal do trote, que não vamos conseguir construir um currículo bom no geral, que vamos ficar marcados como fracos dentro da universidade”, conta outra estudante de medicina.

    No relato dos alunos, além de correr pelado pela quadra, eles devem aceitar humilhações que incluem frequentar a universidade usando cueca ou calcinha por cima da roupa e apelidos vexatórios.

    “Se você questiona, leva bronca. No grupo, o seu nome de batismo é o apelido. E o nome na faculdade será o que eles vão te dar. E, muitas vezes, são nomes constrangedores, ficando com ele até o fim do curso”, explica uma caloura.
    Ainda de acordo com os depoimentos, o trote é mantido até o final do primeiro semestre. Mas as punições acabam sendo aplicadas durante toda a graduação.

    Procurada, a Unisa não quis comentar sobre tais acusações. O g1 tenta contato com representante da Atlética.

    “Dura 6 meses. Quem participa do trote tem que ir em todas as festas que a Atlética, fazer tudo que eles pedem, como limpar materiais de treinos, arrumar materiais para ensaio de bateria, por exemplo, e carregar tudo isso para cima e para baixo. Fora os episódios de jogar bebida nos calouros por nada, fazer os meninos correrem pelados nas festas e serem super grossos com eles.”

    O grupo de veteranos também estabelece como os calouros devem se vestir na faculdade ao longo dos primeiros seis meses.

    “As mulheres devem ir de cabelo preso, camiseta larga, sem acessórios, calça sem rasgo, sem maquiagem e sapato fechado. Já os homens devem raspar a cabeça e ir com o mesmo estilo de roupa das meninas. Quando começam as aulas, começam as festas, inclusive toda semana. Os calouros devem seguir essa roupa, mas usar uma camiseta específica. As meninas com um top preto por cima da roupa, e os meninos com a cueca em cima da roupa.”

    Agressão contra calouros
    Um estudante disse à reportagem que um colega que não se submeteu às determinações acabou sendo agredido.

    “Amassaram ele na porrada por ‘falta de respeito com os veteranos’”, explicou um estudante.
    “Eles xingam quem não participa. Os alunos são humilhados. Conheço gente que saiu dessa jornada no meio, antes dos 6 meses. Eles são chamados com o nome que os veteranos deram por não participarem dos grupos. Tem gente que não aguenta”, relata outra aluna.
    Como todo veterano já foi calouro, o problema reflete a espiral de humilhações e opressões dentro do sistema acadêmico. “Eles falam que passaram por isso, então os calouros tem que passar”.

    Na avaliação dos estudantes, os alunos que foram expulsos acabaram penalizados por algo que ocorre dentro da universidade de forma sistêmica. “Eu acho que os meninos fizeram isso pela pressão da tradição, e acreditaram que ia dar em nada”.

    Entretanto, a jovem espera que os responsáveis pela manutenção de tais praticas também sejam punidos. “Eu acredito que vão investigar os mandantes. São quem mandou os meninos realizarem esse ato obsceno durante o trote.”

    “Eu acho que isso não define a faculdade. Foi um grupo de pessoas, foi uma atitude centrada num grupo pequeno, a universidade é muito maior que isso. A faculdade surgiu de um sonho de homens que queriam somente formar médicos, profissionais da saúde humanizados. Sou totalmente contra o trote e ações como essa. Acredito que essa situação vai fazer com que os alunos da medicina reflitam mais.”

    Canal de denúncias
    Os estudantes ouvidos pela reportagem afirmam que a Unisa criou um canal de denúncias, mas o processo é feito de forma interna, sem transparência.

    A faculdade mantém nos campus cartazes contra o trote e um e-mail é enviado aos alunos reforçando a mensagem todo o início de semestre.

    Reincidência e omissão
    Diretórios de diversos cursos da Universidade Santo Amaro (Unisa) usaram as redes socias para manifestar repúdio ao caso.

    Nas notas, eles cobram ações e relatam que a Universidade já foi omissa na punição em episódios similares anteriormente.

    “Repudiamos os crimes cometidos e esperamos uma punição exemplar por conta da instituição que por muitas vezes se fez omissa aos crimes praticados por esses mesmos alunos em outras ocasiões”, afirmou o diretório acadêmico de direito.

    “Exigimos que medidas sejam tomadas pela Unisa, e que não acabe apenas em cartazes espalhados pela universidade como aconteceu anteriormente, sobrando até para cursos que nunca estiveram envolvidos e os criminosos seguem intactos”, escreveram os diretórios dos cursos de farmácia e odontologia.
    A Unisa afirmou que expulsou alunos do curso de medicina “identificados até o momento” que foram gravados seminus simulando masturbação durante um jogo de vôlei feminino. Ao todo, sete teriam sido banidos.

    Histórico
    O caso ganhou repercussão no domingo (17), após a publicação de um vídeo com a cena nas redes sociais. No entanto, o episódio aconteceu em abril, durante um campeonato universitário.

    Por meio de nota, a Unisa disse que tomou conhecimento das “gravíssimas ocorrências” durante a manhã desta segunda-feira (18), ao receber as publicações que estavam circulando pelas redes sociais. A instituição era procurada pelo g1 para falar sobre o assunto desde o domingo (17).

    “Assim que tomou conhecimento de tais fatos, mesmo tendo esses ocorrido fora de dependências da Unisa e sem responsabilidade da mesma sobre tais competições, a Instituição aplicou sua sanção mais severa prevista em regimento”, disse a universidade.

    A Unisa também informou que levou o caso para as autoridades, que vai colaborar com as investigações e tomar providências cabíveis. E afirmou que caso outros alunos sejam identificados, “seja pela equipe da Unisa, ou polícia, receberão a mesma punição”.

    Ainda de acordo com a Instituição, até o momento, nenhum representante da Unisa foi intimado.

    Segundo apurado pelo g1, os alunos gravados seminus faziam parte do time de futsal da Unisa e estavam em uma arquibancada. Eles abaixaram as calças enquanto o time de vôlei feminino da instituição jogava contra o time de outra universidade, em São Carlos.

    Nas imagens que circulam pelas redes sociais, os estudantes aparecem tocando nas próprias partes íntimas.

    De acordo com a Polícia Civil, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos está investigando a conduta dos estudantes. No entanto, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) não detalhou por quais crimes os alunos são investigados.

  • Marcos Braz, de empresário a vice do Flamengo e vereador: saiba mais sobre o dirigente que brigou com torcedor em shopping

    Marcos Braz, de empresário a vice do Flamengo e vereador: saiba mais sobre o dirigente que brigou com torcedor em shopping

    Sexto mais votado nas eleições de 2020, emendou uma sequência de títulos no Rubro-Negro ao voltar ao clube, um ano antes.

    Marcos Braz, que se envolveu em uma briga com um torcedor do Flamengo na tarde desta terça-feira (19), é vereador em primeiro mandato e vice-presidente de Futebol do Rubro-Negro.

    No incidente no BarraShopping, o torcedor Leandro Gonçalvez Junior cobrou resultados e demissões a Braz ao vê-lo em uma joalheria. O dirigente afirma que foi agredido no nariz. Leandro diz que foi mordido na virilha.

    Sexto mais votado
    Marcos Braz foi eleito vereador com 40.938 votos para seu primeiro mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pelo Partido Liberal (PL), alcançando a 6ª maior votação entre todos os candidatos que disputaram a última eleição, em 2020.

    A briga no shopping acabou revelando que Braz faltou à sessão ordinária na Casa desta terça. A TV Globo apurou que esta é a 9ª falta do vereador no ano.

    Braz nasceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 21 de abril de 1971 (tem 52 anos). Seguiu o ramo imobiliário e começou em 1995 a ocupar cargos no Flamengo, onde é sócio grande-benemérito. Em 2009, foi vice-presidente de Esportes Olímpicos e vice-presidente de Futebol.

    Antes, secretário de Paes
    Entre 2015 e 2016, indicado por Romário, foi secretário de Esportes e Lazer da Prefeitura do Rio, na gestão de Eduardo Paes.

    “Sobre essa parte política, prefiro não comentar nada agora. É meu primeiro cargo público, mas estou muito confortável porque é uma área que eu conheço bem e há muito tempo”, disse na ocasião ao Jornal “O Globo”.

    Em novembro de 2015, segundo a repórter Gabriela Moreira, Braz tinha como assessores pelo menos quatro amigos de Romário, em cargos comissionados.

    Em março de 2016, quando o senador anunciou sua pré-candidatura à Prefeitura do Rio em oposição a Paes, Braz pediu para sair do cargo por “lealdade” ao padrinho político.

    Entre 2017 e 2018, foi vice-presidente executivo de Esportes da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj).

    Em 2019, retomou a função de vice-presidente de Futebol profissional do Flamengo, emendando títulos importantes, como 2 Libertadores e 1 Copa do Brasil.

  • Mulher é morta a facadas pelo marido na frente dos filhos em Limeira: ‘escutamos grito de criança pedindo socorro’

    Mulher é morta a facadas pelo marido na frente dos filhos em Limeira: ‘escutamos grito de criança pedindo socorro’

    Homem tentou se matar na sequência, mas foi socorrido sob custódia da Polícia Militar.

    Uma mulher de 32 anos foi morta a facadas em Limeira (SP), na noite desta terça-feira (19). O marido dela tentou se matar na sequência, mas foi socorrido e preso em flagrante pelo crime, que ocorreu na frente dos filhos do casal.

    O feminicídio ocorreu no apartamento que o casal morava, no bairro Campo Verde. Angeliandra Antonia foi morta a facadas e os filhos, uma menina de 3 anos e um menino de 11, presenciaram. O garoto também teve um corte na mão. A polícia acredita que ele se feriu tentando salvar a vida da mãe.

    “Estava eu e minha esposa em casa, assistindo… Aí a gente escutou um grito de criança pedindo socorro. Aí depois um segundo grito dele: “socorro, ele matou minha mãe”. Aí eu desci para ver o que estava acontecendo e me deparei com um menino de uns 10, 12 anos, ensanguentado. A minha reação foi tirar as duas crianças de dentro do apartamento”, contou um vizinho.

    O vizinho também conta que, logo após tirar as crianças do local, o homem ainda tentou incendiar o apartamento quebrando o registro do gás. Ele afirma que chamou outros moradores para que saíssem do prédio e fechou o registro geral.

    Quando o socorro chegou ao local do crime, a mulher já estava morta. Logo após esfaquear a esposa, o homem também tentou tirar a própria vida com a mesma faca. Mesmo ferido no abdômen, ele desceu as escadas e caiu desmaiado na área do térreo do condomínio.

    Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sob custódia da Polícia Militar, e encaminhado para a Santa Casa de Limeira em estado grave.

    O caso foi registrado como feminicídio e lesão corporal no plantão policial de Limeira. Segundo o delegado, a motivação do crime foi ciúmes.

    “O autor seria usuário de drogas e quando a vítima chegou com as crianças da igreja, ele passou a questioná-la, se ela estaria traindo. E já iniciou a agressão com a faca”, relatou o delegado Rodrigo Rodrigues.

    O caso vai ser investigado com base na perícia feita no apartamento e também com informações do celular da vítima, que foi apreendido. O homem já tinha passagens pela polícia e ficou internado sob custódia.

    Os filhos do casal ficaram sob cuidados de familiares.

  • Homem apontado como líder de furto milionário ao Banco Central de Fortaleza é preso no interior de SP

    Homem apontado como líder de furto milionário ao Banco Central de Fortaleza é preso no interior de SP

    Crime ocorreu em 2005 e é considerado um dos maiores assaltos da história do país. Suspeito foi condenado a 29 anos de prisão e estava foragido.

    Um homem apontado como um dos líderes do furto ao Banco Central de Fortaleza (CE), em 2005, foi preso nesta terça-feira (19) em Sumaré (SP), no interior de São Paulo.

    O crime passou a ser considerado um dos maiores assaltos da história do país depois que uma quadrilha entrou na caixa-forte do banco e levou quase R$ 165 milhões (relembre abaixo).

    A prisão de “Bocão”, que foi condenado a 29 anos de prisão e estava foragido, foi feita após um trabalho de inteligência da Polícia Militar.

    Ele estava em um imóvel no Jardim Salermo, onde havia cerca de 1 quilo de cocaína, 1,5 quilo de maconha, balanças de precisão, dinheiro e diversos celulares.

    Segundo a polícia, a casa funcionava como um centro de distribuição de drogas. Dois homens e uma mulher que estavam no local também foram presos em flagrante.

    Eles devem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os três foram levados para o 77º DP e passarão por audiência de custódia.

    Relembre o caso
    Na madrugada de 5 para 6 de agosto de 2005, uma quadrilha entrou no caixa-forte do Banco Central através de um túnel, levando mais de três toneladas em notas de R$ 50. Para retirar o dinheiro, passaram por baixo de uma das mais movimentadas vias do Centro de Fortaleza, a Avenida Dom Manuel.

    O túnel partia de uma casa alugada pela quadrilha. O crime só foi descoberto no início do expediente da segunda-feira, dia 8 de agosto. Dos R$ 164,7 milhões furtados, a Polícia Federal estima que, no máximo, R$ 60 milhões foram recuperados, por meio da venda de bens dos participantes ou pelo resgate de quantias em espécie durante as investigações.