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  • Homem é morto a facadas pelo irmão após discussão em São Sebastião, SP

    Homem é morto a facadas pelo irmão após discussão em São Sebastião, SP

    A vítima tinha 62 anos. O autor das facadas, de 56, confessou o crime e foi preso em flagrante.

    Um homem de 62 anos foi morto a facadas pelo próprio irmão, de 56, na tarde deste domingo (17), em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. O autor do crime foi preso.

    De acordo com informações do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 19h, na rua Manoel Inácio Correa, na região da Praia de São Francisco.

    A vítima foi identificada como Nelson de Siles. O irmão dele, identificado como Luiz Alberto de Siles, foi preso em flagrante.

    A faca de cerca de 17 centímetros foi apreendida. O caso foi registrado como homicídio por motivo fútil na delegacia de São Sebastião e segue sendo investigado.

    O crime
    A Polícia Militar foi acionada para atender um caso de lesão corporal entre dois irmãos por volta das 19h. Ao chegar no local, os policiais foram informados por parentes que a vítima já havia sido resgatada.

    Nelson de Siles chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    Aos policiais, o autor do crime contou que estava voltando da praia para a casa da família, quando foi confrontado pelo irmão mais velho.

    Nelson deu dois socos no rosto de Luiz Alberto, que ficou irritado e foi para a casa pegar uma faca. Ao voltar para a rua, onde a discussão começou, ele acertou duas facadas na região do abdômen da vítima.

    Luiz Alberto acabou preso em flagrante. O g1 tenta contato com a defesa do autor do crime.

  • Investigadora foi morta com 3 disparos e dono de mansão e vigilante, com um cada um; veja como foi tiroteio

    Investigadora foi morta com 3 disparos e dono de mansão e vigilante, com um cada um; veja como foi tiroteio

    Rogério Saladino tinha 56 anos e matou investigadora a tiros após confundi-la com assaltante. Colega dela, policial civil, revidou e matou empresário e funcionário dele, vigilante, que também queria atirar em agentes. Caso ocorreu no sábado (16) em SP.

    A investigadora Milene Bagalho Estevam foi morta com cerca de três disparos no sábado (16). Ela tinha 39 anos. Já o dono da mansão que atirou nela e o vigilante particular, que tentou atirar na policial civil e em outro investigador, foram mortos, cada um, pelo menos com um tiro.

    As informações acima estão no boletim de ocorrência da Polícia Civil sobre o tiroteio que ocorreu no último sábado (16) na frente do casarão de luxo, nos Jardins, área nobre da região central de São Paulo. Câmeras de segurança gravaram parte da troca de tiros entre o empresário Rogério Saladino, de 56 anos, e o colega de Milene, o também policial civil Felipe Wilson da Costa, 44 (veja abaixo).

    O policial reagiu ao ataque de Rogério e atirou no peito do empresário, que foi levado ao hospital, mas não resistiu. O investigador também atirou no ombro do funcionário dele, Alex James Gomes Mury, de 49 anos. O vigilante morreu na residência. O policial não se feriu.

    Milene não chegou a atirar. Ela foi ferida com duas perfurações no braço direito e um na axila direita. Ela morreu no hospital.

    Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, o patrão e seu empregado confundiram os dois investigadores com assaltantes. Os dois policiais civis foram trabalhar na esquina das ruas Guadelupe com a Venezuela, no Jardim América.

    Eles faziam parte do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e estavam buscando pistas sobre ladrões que invadiram uma casa da região e furtaram um veículo e pertences das vítimas no dia 15.

    Milene e Felipe estavam num carro do Deic descaracterizado, mas usavam distintivos da Polícia Civil. Ambos se identificaram como investigadores para moradores das residências vizinhas a quem pediram imagens de câmeras de segurança que possam ter gravado os bandidos.

    De acordo com o DHPP, quando os dois investigadores viram o vigilante Alex numa moto, pediram para ele também vídeos da câmera da mansão para auxiliar no trabalho. Ele entrou no imóvel, falou com um segurança da guarita, que por sua vez pediu que o dono da residência fosse avisado. Rogério foi até a guarita, que é blindada, viu os dois agentes, mas desconfiou que eles não fossem policiais.

    Então, segundo a Polícia Civil, deu tiros de advertência para o alto para que os policiais, que acreditava serem falsos, fossem embora. Em seguida, abriu o portão eletrônico da mansão e saiu atirando em Milene, que nem sequer teve tempo de sacar a arma e reagir. O disparo atingiu o carro de um motorista por aplicativo, que passava pela rua.

    O DHPP apreendeu quatro armas para serem periciadas: duas que estavam com os policiais e outras duas que eram do dono da mansão.

    A investigação vai aguardar os resultados dos exames feitos pelo Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica nas armas para saber quem atirou em quem.

    De acordo com a pasta da Segurança Pública, a Polícia Civil ainda encontrou “porções de maconha” e outras drogas na residência de Rogério. O Instituto Médico Legal (IML) também fará testes para saber se Rogério estava sob efeito de alguma droga ou bebida durante o ataque contra os policiais.

    CAC, laboratório e namorada

    Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Rogério tinha autorização para ter armas em sua casa, já que era CAC (sigla para Caçador, Atirador e Colecionador de Armas). Apesar de policiais terem dito à reportagem que as duas armas do empresário estavam regularizadas, o boletim de ocorrência do caso informa que uma delas estaria irregular: uma pistola calibre .45. A outra pistola: a .380 está legalizada.

    “Ele [Rogério] achou que era um golpe mas ele fez tudo errado. Ele tava seguro dentro da casa dele. A casa tem a guarita blindada, estava com os portões todos fechados se ele desconfiasse de alguma coisa o que ele tinha que ter feito ligasse pra Polícia Militar, ligasse pra Polícia Civil”, disse à reportagem o delegado Fábio Pinheiro Lopes, diretor do Deic. “Mas não ele achou por bem fazer essa loucura, pegou duas armas e saiu atirando.”

    “Ele [o empresário] tem três armas que estão no Sinarm [Sistema Nacional de Armas], que são armas que você compra de uso permitido, e são registradas na Polícia Federal [PF], e ele tem mais algumas armas. Ele é CAC. Tanto é que a .45 que ele vitimou a Milene ela era de CAC. Era uma arma que tava registrada, mas que é de uso como colecionador. Ele não podia usar ela pra atirar, nem fazer o que ele fez”, completou o diretor do Deic.

    Rogério era sócio-presidente do Grupo Biofast, empresa brasileira que desde 2004 atua no mercado de medicina diagnóstica, entregando resultados de exames médicos para os setores público e privado. Entre as análises realizadas estão as clínicas, anatomia patológica e biologia molecular.

    O empresário namorava a modelo e arquiteta Renata Klamt, de 37 anos. Ela chegou a postar vídeos e fotos do casal nas suas redes sociais com mensagens como “muita saudade”.

    “Meu coração está em prantos, meu amor”, escreveu a namorada do empresário no Instagram dela. “Ainda não acredito”, “te amo eternamente”.

    Rogério deixa um filho, de 15 anos, fruto de um relacionamento anterior.

    Homicídio, agressão e crime ambiental
    A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que Rogério tinha passagens criminais anteriores pela polícia por “homicídio, lesão corporal e crime ambiental”.

    No boletim de ocorrência consta a informação de que ele respondeu por assassinato e agressão em 1989, quando chegou a ser preso por homicídio. E também já foi acusado de crime ambiental em 2008. Policiais disseram à reportagem que esses processos contra ele já tinham sido encerrados.

    O caso deste sábado (16) foi registrado pela Polícia Civil como “homicídio” e “morte decorrente de intervenção policial”. Para o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o policial civil que revidou os disparos não cometeu crime e agiu em legítima defesa. Como os autores do homicídio estão mortos, o inquérito será concluído e relatado à Justiça para ser arquivado depois.

    Família rebate acusações de crimes
    Por meio de nota, enviada ao g1 pela assessoria de imprensa da família de Rogério, os parentes do empresário lamentaram as mortes dele e das outras duas pessoas.

    “Agradecemos as manifestações que temos recebido nas últimas horas e pedimos que a intimidade da família seja preservada diante da tragédia ocorrida ontem. Rogério Saladino era um empresário de sucesso, empreendedor que confiava no Brasil. A tragédia ocorrida ontem ceifou a vida de uma competente policial civil, de um profissional que trabalhava na residência e do próprio Rogério Saladino”, informa o comunicado.
    Também por nota, a família de Rogério rebateu as acusações anteriores contra ele:

    “Homicídio citado: trata-se de um atropelamento ocorrido na estrada de Natividade da Serra (SP) há aproximadamente 25 anos, uma fatalidade, no qual o empresário Rogério socorreu a vítima”, informa o comunicado.

    “Crimes ambientais citados: refere-se à retirada de cascalho pela prefeitura municipal de Natividade da Serra (SP), em terras de propriedade da família de Rogério. Existe um termo de compromisso ambiental cumprido”, continua o texto.

    A família não comentou a acusação de lesão corporal.

    Rogério deverá ser enterrado nesta segunda-feira (18) num cemitério da capital, que não teve o nome nem horário divulgados pela família.

    A reportagem não localizou representantes ou parentes do vigilante para comentarem o assunto. Segundo o DHPP, ele “não ostentava antecedentes criminais”.

    Investigadora deixa filha de 5 anos

    Por meio de nota no X (antigo Twitter), a Polícia Civil confirmou a morte de Milene. De acordo com a publicação, ela era policial havia sete anos e deixa uma filha de 5 anos.

    “É com imenso pesar que a Polícia Civil informa que a investigadora Milene Bagalho Estevam faleceu ontem, 16/12, no cumprimento da função”, informa trecho do comunicado. “A Polícia Civil presta os mais sinceros sentimentos de solidariedade à família e aos amigos.”
    Milene foi enterrada neste domingo (17) no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo. Ela foi velada e sepultada ao som de sirenes de viaturas da Polícia Civil em sua homenagem (veja vídeo abaixo).

    “Estamos todos destruídos. Era brilhante como Policial, como amiga e como mãe”, disse à reportagem Thiago Delgado, delegado da Divisão de Roubos e Latrocínios do Deic, que trabalhava com Milene.
    Segundo ele, a investigadora fez várias operações importantes na Polícia Civil, esclarecendo diversos crimes. Numa delas entrou num aplicativo de relacionamento para se aproximar de um criminoso procurado por roubo seguido de morte. Ela fingiu estar interessada nele e marcou um encontro. Depois, com o apoio de outros policiais, ajudou a prendê-lo.

     

  • Clientes que tiveram fotos nuas vazadas relatam que dona de clínica procurou vítimas para se defender: ‘história totalmente fantasiosa’

    Clientes que tiveram fotos nuas vazadas relatam que dona de clínica procurou vítimas para se defender: ‘história totalmente fantasiosa’

    Dona da clínica, denunciada por gravações, negou o crime, afirmou que teve o celular hackeado e que foi vítima de extorsão. Polícia investiga o caso.

    As clientes de uma clínica de estética de Fortaleza que denunciaram ter sido filmadas nuas, sem autorização, pela dona do estabelecimento contaram ao g1 que a proprietária criou um grupo de WhatsApp com as vítimas para afirmar que era inocente.

    Conforme os depoimentos de três testemunhas, após a exposição das imagens das clientes por um suposto hacker na última segunda-feira (11), a dona da clínica, Val Silveira, reuniu uma série de vítimas no grupo do WhatsApp e apresentou sua versão da história.

    “Ela criou um grupo, me colocou e colocou outras vítimas. O nome do grupo era ‘Vou provar que eu sou inocente’. Ela criou uma fantasia tão grande, que foi o que me trouxe mais nojo. Ela mesma foi na delegacia fazer um B.O, com uma história totalmente fantasiosa”, contou a profissional de marketing Beth Campêlo, uma das mulheres filmadas sem consentimento.

    Val também enviou o boletim de ocorrência (BO) que registrou na Polícia. Em depoimento, a proprietária da clínica disse que foi alvo de uma quadrilha que instalou aplicativos que permitiam controlar o celular dela. Conforme a empresária, os criminosos fizeram as filmagens das clientes nuas sem que ela soubesse.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Ceará afirmou que investiga a denúncia de crime contra a dignidade sexual, praticado em ambiente virtual, conforme relatam as clientes que tiveram imagens íntimas vazadas. A Delegacia de Defraudações e Falsificações destacou que a dona da clínica também registrou um boletim de ocorrência em que afirma que teve seu perfil invadido.

    Em um dos áudios enviados às vítimas, ao qual o g1 teve acesso, Val afirma que está de consciência limpa.

    “O que é que eu vou dizer para vocês: eu tô passando por muita coisa que eu não falar tudo porque é coisa minha, mas isso aí que foi exposto eu passei tudo para a polícia, vai ter uma investigação. Quem não acredita em mim, eu entendo perfeitamente, é direito da pessoa não acreditar, mas a polícia está investigando. Eu me resguardei porque minha consciência está limpa e meu caráter também”, disse a dona da clínica.

    Em conversa com a reportagem, Val afirmou que era extorquida por um homem com quem se relacionava online e pelos comparsas dele. Ao g1, a mulher afirmou que gravou os vídeos sob coação por ordem da quadrilha e que não sabe qual o destino das imagens.

    A informação é diferente da que consta no boletim de ocorrência prestado pela dona da clínica, ao qual o g1 teve acesso. No documento, ela afirma que a quadrilha teria instalado aplicativos que davam acesso a todo o sistema do seu celular, e que nunca fazia vídeos das clientes por conta própria, apenas fotos.

    Mulheres eram filmadas enquanto se trocavam

    Conforme uma vítima que prefere não se identificar relatou ao g1, ela frequentava a clínica há cerca de dois meses para fazer serviços de drenagem após ter passado por uma cirurgia no abdômen.

    “Ela sempre filmava a gente sem a gente perceber. Ela ficava em um canto sentada, numa mesinha que ela tinha, enquanto a gente botava a cinta ou alguma coisa do tipo, porque como era um procedimento muito invasivo, que também pegava as partes íntimas, querendo ou não a gente tinha que ficar sem roupa, mas em nenhum momento a gente esperava que tava sendo filmada”, desabafa.
    A vítima duvida da versão apresentada por Val Silveira, de que a filmagem era feita por terceiros por meio de um aplicativo que controlava seu celular.

    “Eu não sabia que estava sendo filmada e ela alega que o celular dela foi invadido, que colocaram um aplicativo que ele filmava 24 horas, sendo que isso é mentira, entendeu? Porque tem algumas filmagens que aparece eu nem olhando para câmera, eu totalmente olhando para o outro lado, então assim ela filmava essas clientes indevidamente, sem a nossa autorização”, completa.

    Vídeo do Fantástico de novembro mostra como aplicativos estão sendo usados para falsificar nudes:

    Vítimas se preocupam para onde imagens foram enviadas
    Além de denunciar a gravação sem consentimento, as mulheres filmadas também denunciam a exposição que estão sofrendo nas redes sociais e temem que os vídeos gravados estejam circulando em outras plataformas.

    No dia em que começou a publicação dos vídeos, o suposto hacker afirmou que a dona da clínica estava vendendo os vídeos que gravava das clientes. No entanto, quem respondeu às publicações para receber mais provas, conforme pedia o suposto hacker, não recebeu respostas sobre para onde os vídeos eram enviados ou mesmo se eram enviados para algum espaço.

    “A gente não sabe de site, a gente não sabe para quem foi que ela vendeu. Dizem que para pessoas de fora, dizem que é para homens que têm dinheiro. Eu não sei”, afirmou a vítima ao g1.

    “A pessoa [que está postando] disse que tem vários vídeos, vários vídeos que ela fez, não foi só um nem dois, são vários. Ou seja, eu fui para lá mais de 30 vezes, então deve ter muitos vídeos meu ainda para rolar”, lamenta.

    O g1 conversou com uma outra cliente da clínica. Ela buscou a reportagem após descobrir que sua irmã e uma colega, que frequentavam o local, haviam sido filmadas nuas sem consentimento. Conforme esta cliente, a dona da clínica costumava fingir que estava usando o celular para outros assuntos enquanto filmava as vítimas.

    “Quando você vai fazer um procedimento assim estético, você fica mais à vontade, a pessoa está ali de costas, nem percebe que está sendo filmada, e você vê ali que ela fica geralmente em uma cadeirinha mexendo no celular, como se estivesse mandando áudio, como se estivesse mandando mensagem, enquanto você está se trocando. Mas ela não está mexendo no celular, gravando áudio, fazendo outra coisa, ela está filmando você”, afirma.
    Esta segunda cliente também destacou que as filmagens não ocorriam no momento em que a dona da clínica ia registrar o resultado dos procedimentos, prática comum no mercado.

    “Ela realmente pede para tirar foto do antes e do depois. Só que os vídeos publicados não são de antes e depois. E mesmo que fossem, era para ser foto da pessoa vestida de biquíni, não da pessoa nua. Porque a pessoa não autorizou isso. Os vídeos que foram publicados foram de outros momentos, quando a pessoa está ali se trocando para subir na maca e ela tá ali escondidinha, fingindo que tá mexendo no celular, quando, na verdade, ela tá filmando”, completou.

    Assim como a primeira vítima com quem o g1 conversou, a segunda cliente tem receio de onde os vídeos gravados possam ter sido compartilhados. “Minha colega, ela não está saindo para trabalhar, ela não tá se alimentando, ela tá muito nervosa porque a gente não sabe onde é que esses vídeos foram parar”, revela.

    Dona da clínica diz que foi hackeada e vítima de extorsão
    Em entrevista ao g1, a dona da clínica, compartilhou o boletim de ocorrência com a reportagem. Conforme a mulher, ela vinha mantendo um relacionamento online com um suposto empresário de São Paulo, e os dois teriam marcado um encontro presencial em novembro em Fortaleza.

    De acordo com a mulher, o homem não apareceu no encontro, mas enviou um grupo de pessoas que teriam roubado seus celulares e afirmado que iriam controlar sua clínica. No período entre o encontro e a publicação indevida das imagens, ela diz ter sido extorquida em cerca de R$ 10 mil.

    No boletim de ocorrência, ela também diz que o grupo instalou aplicativos que permitiam controlar seu celular e que eles haviam feito as filmagens sem o seu consentimento.

    Em conversa com o g1 na tarde da terça-feira (12), contudo, a dona da clínica contou que ela mesmo havia feito as gravações, mas que estava sendo obrigada a gravar as clientes pelo grupo, e que não sabia qual o uso que eles fariam das imagens.

    Ela também disse que o grupo vinha controlando as suas redes sociais há algum tempo, e que os vídeos começaram a ser publicados após descumprir as ordens deles.

  • Idoso é espancado pelo próprio filho dentro de casa no interior de SP

    Idoso é espancado pelo próprio filho dentro de casa no interior de SP

    Vicente de Jesus Rodrigues foi internado após ser alvo de soco, chute e cadeirada. Crime aconteceu em Jacupiranga (SP) e o filho agressor está solto.

    Um idoso, de 81 anos, foi espancado pelo próprio filho, de 44, em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo. Segundo apurado pelo g1, Vicente de Jesus Rodrigues foi alvo de soco, chute e uma cadeirada. Ele precisou levar pontos no cabeça e no rosto e está internado.

    O crime aconteceu na casa onde o idoso mora com a esposa, de 74 anos, e o próprio filho e agressor Mauro Souza Rodrigues, no bairro Novo Botujuru. Segundo o feirante Marcelo Souza Rodrigues, outro filho do casal, o desentendimento teria começado após o idoso questionar uma atitude de Mauro.

    “Aquilo lá é um monstro, ele não é a gente não”, desabafou Marcelo, sobre o irmão mais velho.
    Ele explicou que mora em Itariri e os pais moram em Jacupiranga com Mauro, que é usuário de drogas. De acordo com Marcelo, a mãe tem problemas na visão por conta da diabetes e sofreu uma queda no domingo (10) ao tentar alcançar um item na cozinha.

    Vicente e Mauro a ajudaram a levantar, até que o filho passou a fazer sinais benzendo a mãe com uma vara e foi questionado pelo idoso sobre o gesto. A pergunta foi suficiente para que Vicente fosse xingado pelo próprio filho. No entanto, o idoso ignorou Mauro e começou a mexer em uma bicicleta.

    “Quando foi se abaixar para mexer no freio da bicicleta, só viu a cadeirada que veio. Ele [Mauro] deu a cadeirada, deu um soco e chute no meu pai […]. Logo em seguida, os vizinhos viram e chamaram a polícia”, descreveu Marcelo.

    Segundo o feirante, o irmão fugiu e foi encontrado tentando entrar em uma casa abandonada, enquanto o idoso foi socorrido. Vicente foi atendido na própria cidade e, em seguida, transferido para o Hospital Regional de Pariquera-Açu. Ele levou 21 pontos entre a cabeça e o rosto e segue em observação, pois sente tonturas.

    Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que administra a unidade, informou que não possui autorização para dar informações e, “por se tratar de um caso com potencial tentativa de homicídio, por protocolo, a vítima é preservada”.

    Agressor solto
    Mauro foi preso no dia do crime, mas liberado em audiência de custódia na segunda-feira (11). “A revolta da família é essa, não deu nem 24 horas e já soltaram ele”, lamentou Marcelo. De acordo com ele, o caso foi registrado como lesão corporal, mas deveria ter sido considerado tentativa de homicídio.

    Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que o processo tramita em segredo de Justiça e as informações são de acesso restrito às partes e advogados. O órgão ainda ressaltou que não se pronuncia sobre questões jurisdicionais.

    “Os magistrados têm independência funcional para decidir de acordo com os documentos dos autos e seu livre convencimento. Essa independência é uma garantia do próprio Estado de Direito. Quando há discordância da decisão, cabe às partes a interposição dos recursos previstos na legislação vigente”, disse, em nota.

    Defesa
    Às autoridades, Mauro confessou que agrediu o pai. Ele disse que, na ocasião, escutou um barulho na cozinha e encontrou a mãe com machucados no olho e nas pernas. Apesar de a mulher ter dito que caiu no chão, ele acreditou que ela tinha sido agredida pelo pai.

    Mauro ainda disse que questionou o idoso, mas Vicente o ameaçou e pegou uma cadeira para agredir o filho, atingindo a boca dele. Por isso, o homem teria iniciado as agressões. Ele ainda contou que desistiu de continuar a bater no pai quando um vizinho interviu. Por isso, resolveu sair da residência sem destino certo.

    Procurada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o homem foi preso em flagrante e o caso foi registrado como lesão corporal no Plantão da Delegacia Seccional de Jacupiranga. O indiciado foi encaminhado para a Cadeia Pública de Registro. No entanto, a pasta afirmou que não se manifesta sobre audiência de custódia.

  • Baiano suspeito de matar companheira confessa crime à polícia e é preso em São Paulo

    Baiano suspeito de matar companheira confessa crime à polícia e é preso em São Paulo

    Casal era natural de Inhambupe, no interior da Bahia, mas morava na Grande São Paulo há cinco anos.

    O baiano suspeito de matar a companheira de 26 anos foi preso em São Paulo na terça-feira (12). O crime aconteceu na cidade de Jandira, a 35 km da capital paulista, mas o casal é natural de Inhambupe, a cerca de 170 quilômetros de Salvador.

    O crime aconteceu na segunda-feira (11) e, de acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o suspeito foi identificado como Alberto Antônio Silva dos Santos, de 33 anos.

    Ele acionou a Polícia Militar e confessou ter matado a companheira, Thamires Ramires Nascimento. Porém, quando os PMs chegaram no local, ele já havia fugido.

    O homem se apresentou espontaneamente na delegacia da cidade na terça-feira, quando o mandado de prisão preventiva foi cumprido. Nesta quarta (13), ele segue preso no local.

    Não foram divulgados detalhes sobre a morte da jovem, como a motivação do crime e a forma como ela foi assassinada.

    Histórico de violência

    De acordo com a família da vítima, ela morava com o suspeito em São Paulo há cinco anos e era agredida com frequência, mas nunca havia denunciado o marido à polícia.

    Apesar disso, conforme parentes, ela planejava se separar do suspeito e já tinha, inclusive, comprado eletrodomésticos novos, para que conseguisse ficar na casa onde vivia quando o homem fosse embora. O suspeito ainda morava com Thamires, porque não tinha para onde ir, de acordo com eles.

    O corpo da Thamires será levado para Inhambupe, onde será velado e sepultado.

    No dia em que foi morta, ela se preparava para viajar para a cidade natal, onde passaria as festas de final de ano com a família.

  • Motorista de ônibus que tombou com torcedores do Corinthians é indiciado por homicídio culposo

    Motorista de ônibus que tombou com torcedores do Corinthians é indiciado por homicídio culposo

    Cleber Felipe Vicente Martins, de 39 anos, ficou gravemente ferido e internado na UTI. Sete pessoas morreram no acidente.

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito sobre o acidente com um ônibus que levava torcedores do Corinthians que tombou na serra de Igarapé, na Grande BH, e indiciou o motorista Cleber Felipe Vicente Martins, de 39 anos, por homicídio culposo, sem a intenção de matar.

    A informação foi dada no Bom Dia Brasil e confirmada pelo g1 Minas. Sete pessoas morreram no acidente que aconteceu na Rodovia Fernão Dias, no dia 20 de agosto deste ano.

    Acidente

    O veículo tombou no km 520 da Rodovia Fernão Dias, na serra de Igarapé, na Grande BH.

    O vídeo acima mostra momento exato que o condutor perde o controle do veículo. O veículo seguia para Taubaté (SP) e havia deixado a capital mineira após o jogo do time paulista contra o Cruzeiro.

    Veículo irregular
    Em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o veículo não possui registro nem autorização para realizar o transporte interestadual de passageiros e, portanto, a viagem é considerada irregular.

    A perícia inicial confirmou que o ônibus que estava com pneus desgastados, problemas nos freios e assentos sem cinto de segurança.

    Segundo o Corpo de Bombeiros, torcedores que estavam no ônibus afirmaram que o motorista gritou que o veículo estava sem freios.

    A concessionária que administra o trecho, Arteris Fernão Dias, informou que o condutor perdeu o controle do veículo quando entrou em uma curva, bateu contra um barranco e tombou.

     

  • Mulher de chefe do tráfico no Pará é presa quando saía de festa em quiosque na orla do Recreio, Rio

    Mulher de chefe do tráfico no Pará é presa quando saía de festa em quiosque na orla do Recreio, Rio

    Evelyn Baladan é suspeita de integrar a organização criminosa e de atuar na lavagem de dinheiro do crime. Ela foi presa em operação da Polícia Civil do Pará com 18 presos.

    Uma operação da Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (5), a mulher de um dos chefes do tráfico do Comando Vermelho no Pará, Anderson Latrol.

    Evelyn Baladan foi detida quando saía de uma festa em um quiosque na praia da Reserva, na Zona Oeste do Rio, acompanhada de uma amiga.

    A paraense, que também está no Rio desde 2021, foi capturada quando se preparava para entrar em um carro de aplicativo para ir embora.

    Ela e Andressa Franco, companheira outra liderança do CV, Bené, também foi presa no Pará. As duas, segundo as investigações, participavam ativamente da organização criminosa, sobretudo na lavagem do dinheiro.

    A operação foi realizada pela Polícia Civil do Pará, com a apoio da Civil do Rio.

    Segundo investigadores, Latrol está escondido há dois anos no Rio, e tem como base o Complexo da Penha, na Zona Norte. Ele era um dos braços-direitos do traficante Léo 41, morto no Complexo do Salgueiro em março.

    “A Evelin estava escondida no Rio, com o Latrol, desde o início de 2021 e vinha sendo investigada pela Polícia Civil do Pará por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Vínhamos fazendo o monitoramento dela e conseguimos efetuar a prisão no momento em que ela deixava uma festa com uma amiga”, disse Gustavo Fossati, delegado da Delegacia de Repressão a Facções Criminosas vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado.

    Operação ‘Acerto de Contas’
    A operação da polícia paraense prendeu, no total, 18 suspeitos de organização criminosa, tráfico de drogas no município de Tailândia (PA) e lavagem de dinheiro.

    As prisões foram feitas em seis municípios além do Rio: Belém, Tailândia, Marituba, Mocajuba, Quatro Bocas, no Pará; e São Luís, no Maranhão.

    A investigação apurou que a quadrilha movimentou aproximadamente R$ 4,5 milhões no período investigado. Foi realizado um bloqueio bancário no valor de R$ 6.870.000.

     

  • PF prende português no interior de SP em operação contra tráfico internacional de bebês

    PF prende português no interior de SP em operação contra tráfico internacional de bebês

    Mandados foram cumpridos em Valinhos (SP) e Itatiba (SP). Homem foi identificado após registrar paternidade de dois recém-nascidos abandonados em menos de um mês.

    A Polícia Federal prendeu, na manhã desta segunda-feira (4), em Valinhos (SP), um português suspeito de participar de um esquema de tráfico internacional de bebês. Além do mandado de prisão preventiva, a operação cumpriu outros cinco de busca pessoal e busca e apreensão, sendo três em Itatiba (SP).

    O suspeito é Marcio Mendes Rocha, de 49 anos, nascido na cidade do Porto. Em Itatiba, os policiais apreenderam 11 mil dólares e 6 mil euros em um escritório de advocacia responsável por apresentar os pedidos de guarda dos bebês.

    O g1 tenta contato com a defesa de Rocha, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

    👇 Entenda, abaixo, como foi feita a investigação:

    No dia 30 de novembro, a promotoria de Valinhos informou a Polícia Federal sobre um bebê recém-nascido que havia sido abandonado pela mãe na Santa Casa da cidade;
    O bebê, que ainda está no hospital, foi registrado como filho de um homem com nacionalidade portuguesa;
    Os policiais apuraram que, em menos de um mês, o mesmo homem havia registrado outra recém-nascida como filha no mesmo hospital;
    Os registros de paternidade aconteceram por meio de documentos falsos, em juízos diferentes, e eram acompanhados de pedidos de guarda unilateral dos bebês, o que permitiria que o homem saísse do país sem a autorização da mãe.

    Viagens recorrentes
    Ainda segundo a Polícia Federal, o suspeito fez quatro viagens entre Brasil e Portugal nos anos de 2015, 2021 e 2023. No último ano, o homem fez duas viagens, sendo a segunda a mais recente.

    As investigações apontam que, na última saída do Brasil, o homem levou uma recém-nascida, com menos de um mês de vida, para Portugal. Quando voltou a São Paulo, o suspeito não estava com a bebê.

    Investigação internacional
    Diante das suspeitas, a alta hospitalar do bebê foi adiada e a Polícia Federal iniciou uma série de diligências com o apoio do Ministério Público do Estado de São Paulo, Ministério Público Federal, Justiça Federal e equipe médica da Santa Casa.

    No exterior, a Adidância da Polícia Federal em Portugal foi acionada para auxiliar nas investigações e tentar localizar a recém-nascida que já havia sido levada para a Europa.

    Ainda de acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por tráfico internacional de crianças, registro falso, promoção de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro, entre outros delitos. A pena pode ultrapassar 18 anos.

     

  • PM de folga agride esposa com socos no rosto e a mata a tiros após discussão em carro em SP

    PM de folga agride esposa com socos no rosto e a mata a tiros após discussão em carro em SP

    Soldado Thiago Cesar de Lima deu cinco socos em Erika Satelis Ferreira de Lima e depois atirou três vezes nela, no domingo (3), em Perus, Zona Norte de São Paulo. Crime foi gravado por câmera de segurança. Homem foi preso por feminicídio e levado a presídio da PM.

    Um vídeo mostra o momento que um policial militar de folga e à paisana dá cinco socos no rosto da esposa e depois saca a arma e atira três vezes nela após discutirem num carro, na Zona Norte de São Paulo (veja vídeo acima e fotos abaixo). O soldado Thiago Cesar de Lima foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) pelo assassinato de Erika Satelis Ferreira de Lima. Ela foi atingida por dois dos disparos.

    O caso foi registrado no domingo (3) como feminicídio na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Norte. Thiago foi levado para o Presídio Romão Gomes, da PM, que fica na região. Ele tem 36 anos. Erika tinha 33 anos e estava casada havia seis meses com Thiago. Ela deixa duas filhas de um relacionamento anterior. O feminicídio é uma qualificadora do homicídio para assassinato cometido contra mulher por ela ser do gênero feminino.

    Nas imagens, gravadas por uma câmera de segurança de um imóvel é possível ver o carro parado na Rua Bananalzinho, em Perus. As cenas, que circulam nas redes sociais, estão sob análise da Polícia Civil, que investiga o caso.

    Em seguida, Erika abre a porta da posição de motorista, dá a volta no veículo e abre a porta traseira. No banco de trás está Thiago. Ela tenta tirá-lo de lá, mas não consegue. Ambos saem do automóvel e começam a discutir do lado de fora.

    Thiago aparece dando uma série de socos no rosto de Erika. Em seguida ele dá tiros nela. A mulher cambaleia e bate a cabeça no porta-malas, caindo no chão. O soldado entra no carro e acelera o veículo, mas depois retorna e a arrasta até o veículo. Enquanto isso, moradores saem das suas casas para saber o que aconteceu na rua. E acompanham toda a ação.

    O homem levou a vítima até um hospital da região, o Pronto-Socorro de Taipas, onde a morte dela foi confirmada. Segundo o boletim de ocorrência do caso ele confessou ter atirado na esposa após discussão. Ele alegou que ela havia tentado pegar sua arma e por isso disparou contra ela. Mas não é isso o que as imagens mostram.

    A pistola Glock calibre .40 do policial militar foi apreendida para perícia. A Corregedoria da PM foi acionada para apurar a conduta de Thiago. Ele também responderá criminalmente na Polícia Civil.

    O soldado passará por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (4). A Justiça decidirá se Thiago continuará preso ou se responderá o crime em liberdade.

    Casos de feminicídio
    Os casos de feminicídio cresceram 62% neste ano no estado de São Paulo em comparação com 2018.

    Entre janeiro e outubro deste ano, foram registrados 181 casos Em 2018, ano em que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo passou a categorizar o feminicídio dentro dos dados de casos de violência contra a mulher, foram 112 registros.

    O levantamento foi feito pela GloboNews feito com base em dados da Secretaria da Segurança Pública.

    Casos de feminicídio em São Paulo entre janeiro a outubro:

    2018: 112 casos
    2019: 140 casos
    2020: 140 casos
    2021: 118 casos
    2022: 153 casos
    2023: 181 casos

     

  • Polícia pede prisão temporária de jogador do Taubaté investigado pela morte do namorado da ex-companheira

    Polícia pede prisão temporária de jogador do Taubaté investigado pela morte do namorado da ex-companheira

    Caso aconteceu em Jandira (SP), neste domingo (3). Carlinhos, de 27 anos, é lateral-esquerdo e havia sido contratado para a próxima temporada do Taubaté. Clube informou que atividades do jogador no time estão suspensas.

    A Polícia Civil pediu a prisão temporária do jogador de futebol Carlos Guilherme Santos de Oliveira, conhecido como Carlinhos, que é investigado pela Polícia Civil pelo assassinato do namorado da ex-companheira. O crime foi neste domingo (3) em Jandira, na Grande São Paulo.

    Segundo o boletim de ocorrência, Carlinhos, que foi contratado há quase um mês pelo Taubaté, fugiu após o crime e não foi localizado. O g1 tenta contato com o lateral-esquerdo, mas não obteve retorno até a publicação – leia mais abaixo.

    Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 6h, em uma casa na rua Prudenciano Alves Lima, no bairro Infant’s Garden. A vítima fatal foi identificada no boletim como Deivid Wesley Serafim, de 28 anos.

    Carlinhos é acusado pela ex-companheira de atacar e matar Deivid Wesley com golpes de martelo, enxada e faca.

    A mulher se separou do jogador há duas semanas e disse para a polícia que estava iniciando um novo relacionamento, com Deivid, que foi morto no ataque deste domingo (3).

    O g1 não conseguiu contato com a defesa de Carlinhos. A reportagem ligou em dois números do jogador, mas ele não atendeu.

    Para o portal, o empresário de Carlinhos disse que não tinha conhecimento da acusação, e que também não conseguiu falar com o atleta.

    Até a publicação desta reportagem, ainda não havia informações se o pedido de prisão foi aceito pelo Tribunal de Justiça.

    Contratado pelo Taubaté
    O lateral-esquerdo Carlinhos, de 27 anos, foi anunciado pelo Taubaté no dia 8 de novembro. O clube tem usado o fim do ano para montar o elenco que jogará na próxima temporada.

    Em nota enviada ao g1 nesta segunda-feira (4), o Burro da Central informou que suspendeu as atividades do atleta preventivamente e que acompanhar o caso. Informou também que tenta contato com o jogador, mas ainda não conseguiu.

    Carlinhos, que também pode atuar no meio-campo, disputou este ano o Campeonato Mineiro e a Série C pelo Pouso Alegre-MG. No ano passado, também jogou a Série C pelo Floresta-CE.

    Além disso, ele já defendeu outros clubes paulistas, como Primavera, São Bernardo e Atibaia, onde foi comandado pelo técnico Wilson Júnior.