Categoria: Noticias

  • Policial civil é agredido com socos em frente à delegacia em Ilhabela, SP

    Policial civil é agredido com socos em frente à delegacia em Ilhabela, SP

    Segundo a SSP, um jovem de 20 anos estava na delegacia com a irmã para registrar um furto, quando iniciou a discussão com o agente, que chegou a ser levado ao hospital.

    Um policial foi agredido com diversos socos por um jovem de 20 anos, após uma discussão entre os dois na delegacia da Polícia Civil de Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. O caso aconteceu no último domingo (26).

    Câmeras de segurança da própria delegacia registraram a agressão – assista acima.

    As imagens mostram a dupla discutindo na escada de entrada da delegacia. Em seguida, o jovem de 20 anos, identificado no registro da ocorrência como Carlos Eduardo dos Anjos Andrade, pula o portão, tentando deixar o local.

    Já na rua, o suspeito acerta um soco no rosto do policial John Michael dos Santos, de 34 anos, que cai no chão e é agredido diversas outras vezes. Carlos foge em seguida e o agente é socorrido por pessoas que passavam pelo local.

    Motivo da briga
    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a briga começou após o jovem ofender o policial civil plantonista, que tentou conter o suspeito, mas acabou agredido. Ele foi socorro ao hospital para atendimento médico.

    A SSP informou ainda que o homem de 20 anos tinha ido à delegacia registrar a ocorrência de um furto de celular da irmã, quando desacatou o agente durante o atendimento.

    O boletim de ocorrência aponta que Carlos Eduardo ofendeu o policial, antes da briga começar. “Eu vou fazer o trabalho policial, pois estou estudando para isso, mas não serei um idiota como você”, disse o jovem, conforme o registro de desacato, resistência, lesão corporal e desobediência.

    A SSP informou ainda que Carlos Eduardo voltou à delegacia depois do caso para prestar esclarecimentos. Ele foi ouvido e liberado.

    O g1 tenta contato com Carlos Eduardo Andrade e John Michael dos Santos. A reportagem será atualizada caso haja retorno.

     

  • Polícia apura se Jorge Ben Jor agrediu fotógrafo no Aeroporto Santos Dumont

    Polícia apura se Jorge Ben Jor agrediu fotógrafo no Aeroporto Santos Dumont

    Caso foi registrado na segunda-feira pelo profissional. Assessoria do músico nega agressão. Segundo Lucas Bento, o cantor o agarrou pelo pescoço e o jogou contra um carrinho de bagagens.

    O fotógrafo Lucas Bento registrou um boletim de ocorrência na 5ª DP (Mem de Sá), no Centro do Rio, na última segunda-feira (27), sobre uma suposta agressão que teria sofrido do cantor Jorge Ben Jor, no Aeroporto Santos Dumont, no último sábado (25). A Polícia Civil investiga o caso.

    Segundo o relato de Lucas, o cantor teria puxado e agarrado o fotógrafo pelo pescoço, além de tê-lo jogado contra um carrinho de bagagens. Assessoria do cantor negou as acusações.

    A revolta de Jorge Ben Jor seria por ter sido alvo dos cliques de Lucas, ao desembarcar de um voo no aeroporto localizado no Centro do Rio.

    Contudo, de acordo com a versão de Lucas, o fotógrafo nem mesmo tinha visto Jorge Ben Jor no saguão do aeroporto. Lucas contou ao g1 que ele estava fazendo foto de uma atriz no momento que o cantor passou. O fotógrafo disse que foi pego de surpresa pela atitude de Jorge Ben.

    “No sábado, por volta das 21h25, desembarcou uma atriz e eu fui fazer a foto. Sendo que eu não percebi que tinha uma pessoa na frente dela, só que estava bem mais a frente. Eu não sabia quem era essa pessoa. Ao fazer foto dela (da atriz), essa outra pessoa já estava vindo. Sendo que na lente eu não tava vendo quem era. Eu não vi ele se aproximando. Quando eu tava fazendo a foto da pessoa, eu percebo que tem alguém me segurando, me puxando”, narrou Lucas.

    “Esse rapaz que eu não sabia quem era veio me agredindo, me jogou para cima de um carrinho que tava passando com bagagem. (…) Eu estava com o olhar na câmera, quando senti alguém me agarrando e me puxando pelo pescoço e falando que não era pra fazer foto dele”, contou o fotógrafo.

    Lucas contou ainda que mesmo no momento das agressões não percebeu que se tratava de Jorge Ben Jor. Segundo ele, só depois de fazer as fotos da atriz ele foi procurar saber quem tinha praticado o ato violento.

    “Eu sem entender nada, só tentava sair e ele me segurando pelo casaco, pelo pescoço, na frente de todo mundo. (…) Só depois que eu fiz as fotos eu fui procurar por ele. Até então eu não sabia quem era que tinha me agredido desta forma e que tinha me feito passar por essa situação no meu ambiente de trabalho”, explicou.

    Violência impacta no trabalho
    O fotógrafo disse que nunca tinha passado por uma situação como essa e que em momento algum reagiu as agressões do cantor. Segundo ele, toda a situação foi bem complicada e que a agressão impactou no seu trabalho.

    “Na hora que percebi que estava sendo agredido, não esbocei nenhuma reação. Eu sempre fui tranquilo e nunca gostei de briga”, disse.
    “Nunca tinha passado por algo assim, quando os famosos não querem foto eles falam que não querem, e eu respeito, porém não estava fazendo foto dele, nem tinha visto que ele estava passando”, argumentou Lucas.

    Lucas fez o registro na delegacia e afirmou à polícia que as câmeras de segurança do aeroporto vão comprovar o que ele contou.

    “É bem diferente trabalhar depois disso tudo, mas espero que não aconteça mais”, comentou o fotógrafo.
    Polícia vai investigar
    A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou o registro de ocorrência na 5ª DP e informou que vai buscar as câmeras de segurança do aeroporto para investigar o que de fato aconteceu.

    “O caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá). Imagens de câmeras de segurança serão requisitadas e os agentes buscam testemunhas. O cantor será chamado a prestar esclarecimentos e demais diligências estão em andamento para esclarecer todos os fatos”, dizia a nota da Polícia Civil.

    Cantor nega agressão
    Em contato com o g1, a assessoria de imprensa de Jorge Ben Jor negou as acusações contra o cantor.

    De acordo com a assessoria do cantor, ele estava no aeroporto quando o fotógrafo pediu que ele parasse para um clique – que foi negado. Ele nega que qualquer agressão tenha sido cometida.

    Por telefone, a assessoria reforçou ainda que Jorge Ben Jor é um idoso de 84 anos, e que no máximo teria respondido de forma rude.

    Ainda segundo o assessor, eles aguardam que a intimação chegue para o advogado do cantor para se posicionar com mais detalhes e prestar depoimentos. Contudo, o assessor destaca que as imagens de segurança mostrarão a verdade.

  • Mulher é morta com mais de 10 facadas pelo marido na Zona Sul de SP

    Mulher é morta com mais de 10 facadas pelo marido na Zona Sul de SP

    Simone Campos Gomes Dos Santos, de 38 anos, foi achada dentro de casa, no Jardim Ângela, com diversos ferimentos no corpo. Polícia encontrou marido horas após o crime tentando suicídio na rodovia dos Imigrantes. Ele chegou a queimar próprio veículo na via.

    Uma mulher de 38 anos foi morta a facadas pelo companheiro, neste domingo (26), no Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo.

    Segundo a polícia, Simone Campos Gomes Dos Santos foi achada com mais de 10 ferimentos pelo corpo. O companheiro foi preso por feminicídio.

    Conforme boletim de ocorrência, uma equipe da polícia foi informada sobre vítima esfaqueada durante discussão com o marido na Travessa Robert Campin. No local, os policiais encontraram Simone já sem vida e ferida nos braços, peito, perna e pescoço.

    Testemunhas relataram que a vítima teria discutido com o companheiro, Marco Vinicius Alves Dos Santos, de 42, por desconfiar de uma traição.

    Os policiais constataram que o suspeito trabalhava como motorista por aplicativo e usava um carro alugado para trabalhar. Com a placa do veículo, os policiais conseguiram o localizar no quilômetro 49 da rodovia dos Imigrantes, sentido litoral.

    O carro foi encontrado em chamas e o suspeito no parapeito da rodovia tentando suicídio. O homem foi retirado do local por funcionários da concessionária Ecovias e levado à delegacia.

    Ainda de acordo com o boletim, o homem alegou que, após uma discussão causada por ciúme, a vítima passou a vir para cima dele e, com isso, pegou uma faca que estava na gaveta da cozinha. Disse também à polícia que “perdeu as contas de quantas facadas deu na vítima”.

    O homem ainda contou que foi em direção ao litoral, onde em um posto abasteceu o veículo e comprou gasolina para poder atear fogo no veículo e se matar.

    O caso foi registrado como feminicídio. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito à Justiça.

     

  • PM de folga atirou e matou dono de moto de luxo por engano ao reagir a assalto, diz Polícia Civil; dois bandidos morreram

    PM de folga atirou e matou dono de moto de luxo por engano ao reagir a assalto, diz Polícia Civil; dois bandidos morreram

    PM à paisana percebeu roubo em frente a prédio no Morumbi e atirou em três assaltantes, mas confundiu vítima com bandidos. Novos vídeos mostram toda a ação e ajudaram delegacia a identificar de onde partiu tiro que matou empresário Dennis Ramos.

    A Polícia Civil confirmou nesta segunda-feira (27) que um policial militar de folga atirou e matou por engano o dono de uma moto de luxo no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, ao reagir a uma tentativa de assalto. Ele confundiu a vítima com um criminoso.

    Três assaltantes que tentavam roubar o veículo do homem também foram baleados e dois morreram, durante a troca de tiros entre os criminosos e o agente da Polícia Militar (PM).

    O corpo Dennis Roberto Picolli Ramos, de 53 anos, vai ser enterrado no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu no último domingo (26) no Morumbi, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo.

    Novos vídeos que circulam nas redes sociais mostram toda a ação e ajudaram a Polícia Civil a identificar da onde partiu o tiro que matou o empresário (veja acima).

    Nas imagens é possível ver que os bandidos estavam em duas motos e perseguiram o empresário. Ele pilotava uma BMW de mais de R$ 70 mil com a esposa na garupa. A moto não foi levada. A mulher tem 55 anos e é filha do ex-médico Roger Abdelmassih(saiba mais abaixo). Ela não se feriu.

    As filmagens mostram o policial militar à paisana para sua moto e atirar nos três assaltantes, que caem no chão. Dennis aparece agredindo um dos criminosos caídos no chão com chute e golpes de capacete.

    Em seguida, o empresário é baleado. Quem atirou nele foi o PM, que se aproxima. O empresário ainda ergue uma das mãos, mas também cai. A família da vítima o socorreu e o levou de carro para o Hospital São Luiz, também no Morumbi, onde sua morte foi confirmada.

    Para a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, o PM de folga pensou que a vítima estava sendo agredida.

    “Ele vê alguém sendo agredido e imagina que o agressor é um dos assaltantes e ele atira, mas na verdade era o contrário, a própria vítima o dono da moto. Ele já conversou com a gente, a arma foi apreendida e as imagens deixaram claro o que aconteceu”, falou a delegada Ivalda.

    O trio de criminosos abordou o casal no momento em que passava com a moto pelo portão da garagem do prédio onde mora. As cenas mostram os bandidos saltando das motos enquanto invadem o condomínio. Eles queriam roubar a BMW. Denis e Soraya se afastam.

    A esposa do empresário contou que um dos ladrões atirou para o alto quando o portão eletrônico começou a fechar e a prendê-los junto com as motos dentro do edifício.

    Em seguida, as filmagens mostram que o PM para sua motocicleta em frente a garagem. Ele tem 30 anos, estava de folga e sem uniforme. Disse à investigação que passava pelo local depois de escutar os disparos.

    Na sequência, contou que atirou nos assaltantes, que também dispararam contra ele, que não foi atingido. Dois bandidos morreram baleados: um rapaz não identificado e João Pedro Nascimento da Silva, de 21 anos, que teve morte encefálica.

    Outro ladrão foi atingido no braço, ficou ferido e sobreviveu: Gabriel Soares Santos, 24. Ele foi indiciado por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Também responderá por furto de veículo, já que uma das motos usadas no crime era furtada. Até a última atualização desta reportagem o suspeito continuava internado com escola policial no Hospital Municipal do Campo Limpo.

    A polícia apreendeu duas armas: a que estava com um dos assaltantes e a do PM. Elas serão periciadas. O laudo de balística ainda não ficou pronto. Além de analisar os vídeos do caso, o DHPP ouve depoimentos das testemunhas.

    Segundo o boletim de ocorrência do caso, comprovando que o tiro que matou Denis partiu da arma do PM, o entendimento da polícia é de que o disparo foi acidental. Nesse caso ele deverá ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

    Quem é Roger Abdelmassih
    Justiça de SP nega pedido de ‘prisão domiciliar humanitária’ para Roger Abdelmassih; ex-médico foi condenado por estuprar pacientes
    Roger Abdelmassih cumpre pena de mais de 173 anos de prisão por estupros, atentados violentos ao pudor e atos libidinosos contra 37 mulheres, entre 1995 e 2008. Ele sempre negou os crimes. Pela lei brasileira ninguém pode ficar mais de 40 anos preso. O então geneticista era um dos maiores especialistas em reprodução humana do Brasil.

     

  • Quem é o agenciador de jogadores de futebol suspeito de lavar dinheiro do tráfico em Portugal

    Quem é o agenciador de jogadores de futebol suspeito de lavar dinheiro do tráfico em Portugal

    O g1 entrou em contato com Evandro, mas não conseguiu retorno até a última atualização da reportagem.

    O agenciador de jogadores de futebol Evandro Lopes da Silva foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (23) na cidade de Maia, em Portugal. O brasileiro é suspeito de movimentar milhões de reais de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Entenda abaixo como funcionava o esquema.

    O g1 entrou em contato com Evandro, abrindo espaço para a manifestação dele, mas não conseguiu retorno até a última atualização da reportagem.

    Policiais portugueses e brasileiros cumpriram três mandados de busca e apreensão em um endereço de Evandro e da esposa em Portugal. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens do casal no Brasil.

    Numa rede social, Evandro se apresenta como agenciador de futebol da empresa E.S Sports e posta regularmente fotos com jogadores brasileiros que ele levou para atuar em times da elite do campeonato português, como FC Vizela e Chaves.

    Como era a atuação do suspeito:
    💸 Segundo a investigação, Evandro era parceiro frequente de Roberley Eloy Delgado na ocultação de dinheiro do tráfico internacional de drogas.
    🔐 Roberley foi condenado e está preso por chefiar a quadrilha de tráfico de drogas a partir dos aeroportos de Guarulhos e de Viracopos, em Campinas (SP).
    📲 O g1 apurou que os investigadores conseguiram rastrear movimentações financeiras e conversas entre Evandro Silva e Roberley.
    🧧 E a partir disso, descobriram que, longe de ser um coadjuvante, Evandro atuava diretamente na negociação para esconder a origem ilegal dos valores do tráfico.
    💳 Evandro, segundo apuração do g1, enviou da Europa para o Brasil altos valores que terminaram em contas relacionadas a Roberley.
    💹 A PF também encontrou movimentações financeiras da esposa de Evandro incompatíveis com a renda declarada à Receita Federal.
    💰 Com isso, o casal pode ter movimentado milhões de reais a pedido de Roberley.

    Mais de R$ 100 milhões em movimentação
    O casal foi alvo nesta quinta-feira (23) da Operação Lavaggio IV, da Polícia Federal de Campinas, que buscava colher provas para integrar o inquérito contra os operadores financeiros da quadrilha de tráfico internacional de drogas. Além de Evandro e da esposa, outras nove pessoas foram alvos da PF.

    Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além dos outros três na cidade de Maia, em Portugal. As apurações apontam que todos os investigados podem ter movimentado mais de R$ 100 milhões.

     O que busca a operação? De acordo com a PF, os trabalhos procuram identificar bens obtidos por meio das atividades da organização e outros envolvidos que tenham colaborado para ocultá-los (laranjas).

    👉 Como surgiu a operação? A Lavaggio IV é a sétima fase da Operação Overload, que começou em outubro de 2020 (relembre abaixo). Também já foram realizadas as operações AKE e Lavaggio I, II e II.

    👉 Quem é o principal alvo? O investigado central é Roberley Eloy Delgado, que já está presa em razão de duas decisões, tendo sido sentenciada a 20 anos pela Operação AKE e a 112 pela Lavaggio III. Agora as investigações estão centradas no círculo financeiro dele.

    👉 Quem são os investigados?

    Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão desta quinta estão:

    Portugal: Evandro e esposa que, segundo as investigações, mantinham uma estreita ligação com o Roberley e movimentaram milhões de reais a pedido dele. A empresa de agenciamento de jogadores de futebol que está no nome de ambos também é alvo de um mandado.
    Brasil: além das pessoas físicas, há pessoas jurídicas ligadas a turismo, comércio de mármore e de água.
    Além dos mandados, no total, 16 pessoas são investigadas — sendo 11 físicas e cinco jurídicas. As investigações apontam que elas movimentaram mais de R$ 100 milhões, mas a PF ainda vai apurar detalhamento o que ocorreu de forma lícita ou ilícita.

    👉 Que outras medidas já foram tomadas? Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal também autorizou o bloqueio de bens e valores encontrados nos nomes dos 16.

    👉 Como acontecia a lavagem de dinheiro? Segundo elementos colhidos pela Polícia Federal, os atos de ocultação e dissimulação ocorreram por meio de diversos mecanismos:

    recebimentos de dinheiro em espécie;
    recebimentos de valores por intermédio de outras pessoas (laranjas), tanto físicas quanto jurídicas;
    depósitos em dinheiro de forma pulverizada em contas-correntes de terceiros (laranjas);
    pagamentos ou transferências por pessoa jurídica para fornecedor distante de seu local de atuação, sem fundamentação econômico- financeira;
    realização de operações que, por sua habitualidade, valor e forma, configuram artifício para burlar a identificação da origem, do destino, dos responsáveis ou dos beneficiários finais;
    recebimento de depósitos de diversas origens, sem fundamentação econômico-financeira, especialmente provenientes de regiões distantes do local de atuação da pessoa jurídica ou distantes do domicílio da pessoa natural;
    realização de depósitos, saques, pedidos de provisionamento para saque ou qualquer outro instrumento de transferência de recursos em espécie, que apresentem atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade econômico financeira;
    movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira.

    Operação Overload
    ✈️ Em outubro de 2020, a Operação Overload revelou a existência de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas operando a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos.

    👤 Segundo as investigações, o esquema envolvia empregados de empresas terceirizadas e de companhias aéreas, integrantes das forças de segurança e estrangeiros em solo europeu.

    💰 Na época, 32 pessoas foram presas temporariamente. Houve também a apreensão de veículos e R$ 3 milhões. Desde então, outras seis operações foram realizadas para investigar o esquema.

  • Mãe de adolescente que denunciou prefeito de Taquarivaí por injúria racial pede demissão: ‘Minha filha tem valor’

    Mãe de adolescente que denunciou prefeito de Taquarivaí por injúria racial pede demissão: ‘Minha filha tem valor’

    Conforme o B.O, o prefeito Rubens Carlos Souto de Barros (MDB) teria dito que a jovem aguentaria ficar mais tempo no sol devido à cor de sua pele. A mãe trabalhava como atendente em um totem do Poupatempo, que fica no prédio da prefeitura da cidade.

    A mãe da adolescente, de 14 anos, que denunciou o prefeito de Taquarivaí (SP), Rubens Carlos Souto de Barros (MDB), por injúria racial contra a filha, pediu demissão do emprego, que fica no prédio da prefeitura. O caso aconteceu na sexta-feira (17).

    Rubens Barros é acusado de chamar a jovem de “escurinha” e insinuar que ela não se queimaria no sol, devido à cor de sua pele (relembre o caso abaixo).

    Claudia Mendes Comeron, de 42 anos, era auxiliar de atendimento de um totem do Poupatempo, que fica em uma sala no paço municipal. Ao g1, ela contou que teme por represálias e não conseguiria continuar no emprego após o ocorrido. “Não tinha como eu continuar ali. Me senti na obrigação de sair”.

    Na quarta-feira (22), ela anunciou a demissão e aceitou os descontos da quebra contratual.

    “Minha filha tem valor. Chega! Qual seria o próximo passo? Uma agressão? Uma morte? Não é fácil”, lamentou a mãe.
    Ainda segundo a mãe, essa não é a primeira vez que a jovem é vítima de racismo. “Com nove anos ela foi agredida por ser negra”, lamenta Claudia.

    A jovem foi encaminhada para o Conselho Tutelar e passará por atendimento psicológico.

    Relembre o caso
    Conforme o relato da mãe da vítima, elas estavam conversando com uma amiga na rua, quando o prefeito chegou e as cumprimentou. Em seguida, ele teria dito para elas saírem do sol, com exceção da adolescente, “pois ela aguentaria mais 10 minutos”.

    A mãe da jovem disse que questionou a fala do prefeito, que teria dito que foi apenas uma brincadeira, acrescentando ainda que “se ela [adolescente] fosse mais escurinha, aguentava mais 20 minutos”.

    Ainda conforme boletim de ocorrência, a jovem teria se mostrado ofendida e ressaltado que ele estava sendo racista. De acordo com a mãe, ele riu e entrou em um estabelecimento comercial.

    O g1 tentou contato com a assessoria do prefeito, mas não obteve retorno até a conclusão desta reportagem. A Polícia Civil investiga o caso.

     

  • Agentes da PF e CGU fazem buscas na Prefeitura de Sorocaba em operação que apura suspeita de desvio de verba da Saúde

    Agentes da PF e CGU fazem buscas na Prefeitura de Sorocaba em operação que apura suspeita de desvio de verba da Saúde

    Investigação apura convênio firmado entre a Prefeitura de Sorocaba e uma Organização Social (OS), em março de 2022, para a gestão de uma UPA no município. Agentes também fizeram buscas na casa do ex-secretário de Saúde, Vinicius Rodrigues; ação ocorre em outras cidades.

    A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) fazem uma operação, chamada Sepsis, nesta quinta-feira (23), para investigar indícios de desvio de recursos públicos na área da Saúde em Sorocaba (SP).

    Ao todo, 23 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo (SP). Entre os locais de buscas estão a Prefeitura de Sorocaba e a casa do ex-secretário de Saúde Vinicius Rodrigues.

    A operação investiga denúncia de fraude à licitação, desvio de finalidade na aplicação de recursos, ocultação de patrimônio com utilização de “laranjas” e lavagem de dinheiro durante a execução de contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) e a Organização Social de Saúde (OSS) para a gestão de Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda conforme a operação, a “vigência inicial aponta para mais de R$ 60 milhões”.

    A operação investiga denúncia de fraude à licitação, desvio de finalidade na aplicação de recursos, ocultação de patrimônio com utilização de “laranjas” e lavagem de dinheiro durante a execução de contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) e a Organização Social de Saúde (OSS) para a gestão de Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda conforme a operação, a “vigência inicial aponta para mais de R$ 60 milhões”.

    Contrato de 2022
    Segundo a PF, a investigação apura práticas ilegais envolvendo a gestão de recursos públicos na execução de um Termo de Convênio, celebrado em março de 2022, entre a Prefeitura de Sorocaba e uma OSS sem fins lucrativos, para a gestão de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município. A unidade não foi informada.

    Entre os locais da operação está a casa do ex-secretário de saúde, Vinicius Rodrigues, que foi nomeado pelo prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) em 2021 e deixou o cargo em março de 2022.

    Segundo a PF, durante a investigação, foram identificados indícios de desvios de recursos públicos por meio da subcontratação de empresas supostamente fornecedoras de produtos e serviços à OSS.

    Ainda de acordo com a polícia, também foram constatadas transferências de elevados valores das contas da Organização Social e das empresas subcontratadas para contas correntes de familiares ligados à diretoria da OS.

    Outros crimes
    A investigação também apura possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas à aquisição e emplacamento de veículos em nome das empresas subcontratadas, os quais estariam sendo utilizados pelo núcleo familiar controlador da Organização Social.

    Conforme a PF, são investigados, ainda, eventuais crimes contra a administração pública no curso no processo licitatório que resultou no Termo de Convênio firmado em março de 2022.

    Bloqueio de bens e proibições
    Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores no montante de R$ 24.109.127 contra pessoas físicas e jurídicas investigadas.

    Também foi determinada a proibição de a administração pública firmar novos contratos com algumas das pessoas jurídicas investigadas, bem como o embargo de qualquer alteração dos quadros sociais das empresas investigadas e a proibição de que as pessoas físicas integrantes de seus atos societários ingressem em novas ou nas mesmas sociedades.

     

  • Corpo de menino que morreu ao ser esquecido em van escolar é velado na Zona Leste de SP

    Corpo de menino que morreu ao ser esquecido em van escolar é velado na Zona Leste de SP

    Apollo Gabriel Rodrigues, de 2 anos, deveria ter sido entregue na escola de manhã e foi achado morta à tarde após dia de calor forte na capital paulista, na terça-feira (14). Motorista e auxiliar chegaram a ser presos por homicídio, mas Justiça concedeu liberdade provisória na quarta (15).

    O corpo de Apollo Gabriel Rodrigues, de 2 anos, morto após ser esquecido dentro de uma van escolar, é velado na manhã desta quinta-feira (16), no Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo.

    Nesta quarta (5), a Justiça concedeu liberdade provisória a auxiliar e ao motorista da van onde menino foi esquecido e encontrado morto na terça-feira (14). Eles chegaram a ser presos por homicídio.

    O caso
    Apollo Gabriel Rodrigues foi colocado na van por volta das 7h, mas não foi deixado na unidade pelo motorista e auxiliar.

    À tarde, o menino foi encontrado desacordado no veículo e levado ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, no Parque Novo Mundo, por volta das 16h20. Apollo chegou já sem vida.

    “Ele estava tão bem hoje [terça-feira, 14]. Mas quando eu fui por ele na perua ele chorou. Ele chorou. Não queria ir. E ela [auxiliar do motorista] sempre colocava ele na frente, hoje ela colocou ele no banco de trás e esqueceu do meu filho”, disse Kaliane Rodrigues.

    “Sempre que eu chegava, meu filho estava lá. Hoje eu cheguei e meu filho não estava e eu nunca mais vou ver ele. Eu nunca mais vou ver meu filho”.
    Ainda conforme a mãe, ela quer que a Justiça seja feita. “Independente se ela [auxiliar] colocou atrás, na frente ou no meio da van, isso pra mim é irresponsabilidade, porque quem trabalha com criança tem que ter muita atenção. E eu acho isso injustiça demais. E eu quero justiça. Só peço justiça”.

    “Eu nunca pensei em passar por isso, é muito difícil saber que eu deixei meu filho na perua pensando que ele estava seguro e fui trabalhar. Mas, sabe, pressentimento de mãe. Não foi bom o meu dia e quando deu 16h eu falei ‘mãe, o Apolo chegou?”.

    A avó do menino lamentou a morte do neto e também falou sobre irresponsabilidade do casal responsável pela van.

    “Deixou a perua no estacionamento, num calor terrível, como hoje, só foi perceber [que o menino ainda estava atrás] na hora de entregar as crianças. Eles não tiveram culpa, mas foi irresponsabilidade. Minha filha quer Justiça. Quem cuida de criança tem que ter o máximo de responsabilidade”, disse a avó Luzinete Rodrigues dos Santos.

    Investigação

    Em depoimento à polícia, o condutor Flávio e a mulher, Luciana, e que é auxiliar do marido, contaram que tinham buscado Apollo em casa, de manhã, para levá-lo até a creche no Parque Novo Mundo.

    Contudo, só perceberam ter esquecido o garoto depois do almoço, quando usaram o veículo de novo para buscar as crianças na creche.

    A suspeita da polícia é a de que o menino morreu por conta do calor. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros registraram 37,7°C nesta terça, sendo o segundo dia mais quente da história das medições feitas pelo Inmet. Porém, o laudo irá apontar a causa da morte.

    De acordo com o boletim de ocorrência, o qual o g1 e a TV Globo tiveram acesso, a auxiliar disse também à polícia que costuma conferir o embarque e o desembarque das crianças, mas que nesta terça (14) não passou bem e estava com enxaqueca, o que pode ter prejudicado a sua atenção no trabalho.

    O boletim de ocorrência também aponta que o casal encontrou o menino na cadeirinha já caído no penúltimo banco.

    Em seguida, os dois foram até a creche, falaram com a responsável do local e seguiram ao hospital no bairro Parque Novo Mundo com a criança desmaiada. A morte foi confirmada pelos médicos.

    O caso foi registrado como homicídio contra menor de 14 anos. Flávio e Luciana foram presos, encaminhados ao IML e passarão por audiência de custódia nesta quarta-feira (15).

    A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, lamentou o caso e disse que presta apoio aos familiares.

    “A Diretoria Regional de Educação (DRE) acompanha o caso e o Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA), composto por psicólogos e psicopedagogos, foi acionado para atender a família. Um Boletim de Ocorrência foi registrado e a Diretoria Regional de Educação (DRE) está à disposição das autoridades competentes para auxiliar na investigação.

    O condutor do Transporte Escolar Gratuito (TEG) já foi descredenciado e um processo administrativo foi aberto para apurar a conduta do profissional.”

  • Fotógrafo relata ter sido agredido por PM acusada de omissão em caso de policial civil armado que ameaçou jovem negro em SP

    Fotógrafo relata ter sido agredido por PM acusada de omissão em caso de policial civil armado que ameaçou jovem negro em SP

    ‘Ela me agarrou pelo pescoço e me segurou por uns cinco segundos’, disse.

    O repórter fotográfico que registrou as imagens de um investigador armado da Polícia Civil ameaçando um jovem negro no último domingo (12) afirma ter sido agredido pela policial militar que presenciou toda a ocorrência sem interferir.

    “Ela me agarrou pelo pescoço e me segurou por uns cinco segundos. Foi uma agressão. Eu me identifiquei como sendo da imprensa, mas para ela tanto fez, tanto faz”, relatou o homem, que preferiu não ter sua identidade revelada.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a PM que estava de folga teve uma conduta de omissão grave e deverá responder ao caso de forma criminal e disciplinar.

    “Ela me largou e, nisso, o rapaz [policial civil] que estava armado chegou perto, pedindo um contato dela. Foi quando eu virei para o rapaz e perguntei se ele tinha porte de arma, e ele me respondeu que sim. Naquele momento, eu não me senti confortável de continuar no lugar. Os dois estavam de comum acordo, conversando tranquilamente depois do episódio”, contou o repórter.

    Nas imagens do ocorrido, uma mulher que chama o investigador pelo nome de Paulo se coloca entre a arma e o adolescente que estava sendo ameaçado. O profissional da imprensa acredita que se tratava da esposa do homem.

    O vídeo mostra ainda duas crianças. Uma delas, uma menina, chama a moça de “mãe” e chora pedindo para voltarem para casa.

    “Ao meu ver, ele estava completamente alterado, não sabia o que fazer, se apontava a arma ou se batia. Foi a mulher que o freou. Ele apontou a arma para a cara dela na frente das crianças. A mulher se colocou na frente do adolescente e ele não baixou a arma. Elas, infelizmente, tiveram que assistir a tudo aquilo”, relatou o repórter. Ele não quis se identificar na entrevista.

    A suposta esposa do investigador aparece nas imagens implorando para que ele guarde a arma, uma vez que as crianças estavam ali.

    O ouvidor das polícias de São Paulo, Claudio Silva, afirmou em entrevista à GloboNews que pedirá o afastamento e desarmamento do investigador, considerando que ele já possui histórico de episódios violentos, o que, inclusive, levou a própria irmã a ter uma medida protetiva contra ele.

    Omissão da PM
    Ao ver o homem ameaçando atirar contra o jovem, o repórter cinematográfico pede ajuda à policial de folga, que vestia uma camiseta da PM e um cinto militar, tendo uma arma no coldre.

    Quando a agente o diz para ligar no 190, ele a questiona: “Pra que vocês servem?”. Se sentindo ofendida, a mulher ameaça prendê-lo e diz que o procedimento nesses casos é acionar a central e solicitar o auxílio de uma viatura. “O meu papel é ligar 190 e pedir apoio”, diz a PM.

    O repórter, por sua vez, pergunta se ela teria acionado a corporação e a resposta é “eu tô com celular aqui?”.

    De acordo com a SSP, um policial deve agir prontamente sempre que presenciar um crime, estando ou não em serviço. A pasta diz ainda que todos os policiais militares passam por treinamentos, independentemente da área em que atuam.

     

  • Homem apontado como chefe do tráfico de drogas no interior de SP é preso na zona rural em MG

    Homem apontado como chefe do tráfico de drogas no interior de SP é preso na zona rural em MG

    Conhecido por ‘Gordinho’, de 35 anos, o suspeito era foragido da Justiça há mais de 3 anos e foi preso em Pouso Alegre.

    O homem apontado como chefe do tráfico de drogas de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, foi preso no fim de semana na zona rural de Pouso Alegre (MG). Conhecido por ‘Gordinho’, de 35 anos, o suspeito era foragido da Justiça há mais de 3 anos.

    A prisão aconteceu na manhã do último sábado (11) por policiais civis da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Taubaté (SP), com auxílio da polícia mineira.

    Segundo informações da polícia, os policiais realizaram dois dias consecutivos de diligências pela cidade até a captura do traficante, apontado como um dos principais fornecedores de drogas do Vale do Paraíba e do Sul de Minas.

    O traficante estava foragido desde 2020, quando foi expedido mandado de prisão contra ele. Segundo a polícia, desde então ele passou a morar em diversas cidades e estados para não ser preso.

    Segundo a polícia, minutos antes de ser capturado, o homem tentou jogar o celular em uma área de pântano, mas os policiais perceberam a ação e o aparelho foi apreendido e encaminhado para a perícia.

    Após ser preso, Lucas Gustavo Turci Ramos, o ‘Gordinho’, foi levado para o estado de São Paulo.