Categoria: Noticias

  • Suspeito de atirar em ex-namorada e na filha dela de 4 anos, em SP, é preso em Copacabana

    Suspeito de atirar em ex-namorada e na filha dela de 4 anos, em SP, é preso em Copacabana

    O crime aconteceu no início deste mês. O casal teve um relacionamento curto, de dois meses, e estava separado havia um mês. Ele mandou mensagem dizendo que ia matá-la.

    O suspeito de atirar em uma mulher e a filha dela de 4 anos em Caieiras, na Grande São Paulo, foi preso nesta segunda-feira (22) na Zona Sul do Rio de Janeiro. Brendon Cunha dos Santos Azevedo, de 26 anos, estava com a arma utilizada no crime, de acordo com a Polícia Militar.

    Ele é o principal suspeito de tentar matar Maria Clara de Oliveira Pereira, de 20 anos, no início deste ano. Ela estava na casa da irmã, no bairro Jardim Marcelino, quando Brendon entrou no imóvel e disparou diversas vezes contra Maria e a filha dela, que só tem 4 anos.

    Brendon foi encontrado após um trabalho conjunto entre a Subsecretaria de Inteligência da PM e o setor reservado do 19º BPM (Copacabana). Ele foi abordado na portaria do prédio onde se escondia, na Rua Santa Clara.

    Depois da prisão, o suspeito foi levado para a 12ª DP (Copacabana), junto com a arma apreendida com ele. Segundo a família, ele não aceitava o fim do relacionamento.

    A mulher levou seis tiros e foi internada em estado grave em um hospital da cidade. A filha foi baleada de raspão e já recebeu alta.

    Os familiares contam que o casal teve um relacionamento curto, de 2 meses, e estava separado havia cerca de um mês.

    No final do ano, ele mandou uma mensagem para a ex-namorada dizendo que ela “despertou um ódio enorme dentro do meu coração”.
    “Vou dar seu sangue pro Exu”, disse Brendon. Ela responde: ” Vai lá”. E ele diz: “Juro que te mato, assim vou ter paz” (leia conversa abaixo).

     

  • Mulher embriagada é presa por tentar roubar micro-ônibus e bater em quatro táxis na Zona Leste de SP.

    Mulher embriagada é presa por tentar roubar micro-ônibus e bater em quatro táxis na Zona Leste de SP.

    Flagrante aconteceu na rua Dr. Meira Pena, em Guaianases. O veículo operava a linha 3027/10 [CPTM Guaianases/Shop. Aricanduva], da Viação Pêssego Transportes. Acusada foi autuada por furto, embriaguez ao volante e dirigir sem permissão ou habilitação.

    Uma mulher de 43 anos foi presa pela Polícia Militar ao tentar roubar um micro-ônibus da Viação Pêssego Transportes, em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, na noite desta terça-feira (16).

    Segundo os policiais, o motorista do coletivo deixou o ônibus parado, com a chave na ignição, por alguns instantes para entregar um relatório para o fiscal da linha 3027/10 [CPTM Guaianases/Shop. Aricanduva], quando a mulher assumiu a direção do veículo.

    Os policiais afirmaram que Erika Samara Custodio tinha claros sinais de embriaguez, como desequilíbrio, forte odor etílico e fala pastosa.

    Na tentativa de arrancar com o ônibus, ela bateu contra quatro táxis que estavam estacionados na rua Dr. Meira Pena, altura do número 161.

    Imagens feitas no local mostram os taxistas visivelmente irritados com a moça, que não consegue se comunicar direito por causa do alto teor de embriaguez.

    O caso foi registrado 53º Distrito Policial do Parque do Carmo, na Zona Leste, como furto, embriaguez ao volante e dirigir sem permissão ou habilitação.

    Por meio de nota, a SPTrans disse que “repudia o ato criminoso e lamenta o caso que ocorreu 21h40 de terça-feira (16) na Rua Dr. Meira Pena, 161, Guaianases envolvendo o veículo de prefixo 4 7082”.

     

  • Entenda acusação contra Patricia Lélis por se passar de advogada de imigração e fraudar clientes em mais de US$ 700 mil; FBI procura a brasileira

    Entenda acusação contra Patricia Lélis por se passar de advogada de imigração e fraudar clientes em mais de US$ 700 mil; FBI procura a brasileira

    Justiça dos Estados Unidos acusa jornalista de fraude eletrônica, transações monetárias ilegais e roubo de identidade agravado. Se condenada, ela pode pegar até 20 anos de prisão; G1 tenta contato com acusada.

    A jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis Bolin, de 29 anos, está sendo procurada pelo FBI por se passar por advogada de imigração e aplicar um golpe de mais de US$ 700 mil, o equivalente a cerca de R$ 3,4 milhões. A brasileira é acusada pela Justiça dos Estados Unidos de fraude eletrônica, transações monetárias ilegais e roubo de identidade agravado.

    Se condenada, a brasileira pode pegar até 20 anos de prisão. De acordo com a acusação, Patrícia Lelis dizia ser uma advogada capaz de ajudar clientes estrangeiros a obter vistos E-2 e EB-5 para os Estados Unidos. Pelos serviços, ela recebia valores milionários (veja detalhes abaixo).

    O esquema, ainda conforme a decisão, durou de setembro de 2021 a julho de 2023.

    O que diz a acusação
    O programa EB-5 assegura o “green card” para os EUA a quem investir em redes de negócios com potencial para geração de emprego em território norte-americano;
    Ainda segundo a Justiça dos EUA, em 22 de setembro de 2021, Lélis recebeu de uma vítima dois pagamentos iniciais de mais de US$ 135 mil para obtenção de vistos EB-5;
    A brasileira afirmava que o dinheiro seria revertido em projeto de desenvolvimento imobiliário que se qualificava para o programa, no estado do Texas. No entanto, o dinheiro da vítima teria ido para a conta bancária pessoal de Lélis Bolin;
    A acusação também diz que a brasileira convenceu amigos a se passarem por funcionários do fundo de investimento do Texas. Quando uma vítima se recusou a enviar mais dinheiro, Lélis teria ameaçado os pais da vítima com a remoção dos Estados Unidos.
    “Lélis Bolin supostamente o usou [dinheiro] para pagar a entrada de sua casa em Arlington, reformas de banheiros e pagar outras despesas pessoais, como dívidas de cartão de crédito”, diz a acusação.
    Em suas redes sociais, Patrícia Lélis afirmou que está sendo vítima de “perseguições e falsas acusações”, e que está exilada em outro país. “Meu suposto crime: não aceitei que me fizessem de bode espiatório contra aqueles que considero como meus irmãos por cultural e principalmente por lado político”, escreveu.

    A brasileira também é acusada de ter falsificado formulários de imigração dos EUA, forjado múltiplas assinaturas, criado recibos falsos e falsas personas associadas ao fundo de investimento do Texas.

    “Sim, ‘roubei’ todas as provas que puder para mostrar o meu lado da historia e garantir minha segurança. E esses documentos já foram entregues ao governo que me garantiu asilo político”, disse Lélis em seu perfil no X – antigo Twitter.

    Chantagem a assessor

    Em 2017, Patrícia Lélis, à época com 23 anos, se tornou ré no processo no qual foi acusada de mentir e extorquir dinheiro de Talma de Oliveira Bauer, então assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PL-SP), a quem ela acusou de tentar estuprá-la.

    Naquele ano, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), que acusou Patrícia de denunciação caluniosa e extorsão contra Bauer.

    Para a 1ª Promotoria Criminal, Patrícia mentiu à Polícia Civil em agosto de 2016 ao dizer que foi sequestrada e mantida em cárcere privado pelo assessor num hotel na capital paulista. Por conta dessa acusação, Bauer chegou a ser preso, mas depois foi solto.

     

  • Buscas por ex-jogador suspeito de matar vigia a tiros em agência bancária no interior de SP completam 3 meses

    Buscas por ex-jogador suspeito de matar vigia a tiros em agência bancária no interior de SP completam 3 meses

    João Paulo de Castro Ferreira, que durante a carreira foi comandado pelo técnico Fernando Diniz e defendeu o Guarani, é considerado foragido. Defesa nega envolvimento no crime.

    A Polícia Civil ainda procura o ex-jogador de futebol João Paulo de Castro Ferreira, suspeito de atirar e matar o vigia Adriano Costa em uma tentativa de assalto a uma agência bancária em Franca (SP). O crime aconteceu há três meses, no dia 10 de outubro.

    As investigações apontam que quatro criminosos participaram da ação, sendo que dois deles já foram presos. Além de João Paulo, um outro homem, apontado como mentor da tentativa de assalto, também segue foragido.

    Hoje com 40 anos, o ex-atleta atuou como volante e zagueiro em 13 times, em sua maioria, no interior de São Paulo.

    Ele tem passagens pelo Guarani, de Campinas (SP), e pelo Votoraty, de Votorantim (SP), quando conquistou o título da série A3 do Campeonato Paulista, em 2009, à época comandado por Fernando Diniz, atual técnico do Fluminense e ex-técnico da seleção brasileira.

    O ex-jogador também atuou no Osasco Audax, Guaratinguetá, Santo André, Atlético Sorocaba, Mirassol e Gama, do Distrito Federal.

    João Paulo se aposentou dos campos em 2017, aos 34 anos. O motivo, segundo a defesa dele, foi um problema no joelho, fato utilizado para refutar a afirmação da polícia de que o cliente estaria envolvido no crime. Ele foi reconhecido por um vigia que sobreviveu à ação.

    Família pede justiça
    Lêda Costa, que era esposa de Adriano, enfatizou a dificuldade da família em lidar com o crime e a busca por justiça.

    “Está sendo muito difícil para a gente, até hoje não consigo aceitar a maneira que foi, foi uma crueldade o que fizeram com meu marido. Ele não merecia isso, ser humano nenhum merecia isso. Espero a justiça, e até agora eu não estou tendo. Espero que a justiça da Terra seja feita, se não for, a de Deus vai ser”, afirmou.

    O crime
    Adriano fazia uma ronda no telhado da agência bancária quando se deparou com dois criminosos armados. Câmeras de segurança registraram parte da troca de tiros.

    O vigia foi baleado na cabeça e morreu no local. A arma dele foi levada pelos bandidos.

    O outro segurança também foi atingido na altura do peito, mas os tiros pegaram o colete à prova de balas.

    Uma mochila dos criminosos com água, alimentos, um celular e pertences foi encontrada pela polícia na área interna da agência. O local passou por perícia e o material foi apreendido.

     

  • MPF dá 10 dias para Prefeitura de SP esclarecer suspensão de aborto legal em hospital referência no procedimento

    MPF dá 10 dias para Prefeitura de SP esclarecer suspensão de aborto legal em hospital referência no procedimento

    Prefeitura alega que o programa foi suspenso para realizar no local mutirões de cirurgias envolvendo a saúde da mulher.

    O Ministério Público Federal (MPF) pediu que a Prefeitura de São Paulo explique por que o serviço de aborto legal do Hospital Municipal e Maternidade da Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital, foi desativado.

    O local era o único do estado que realizava o procedimento em casos em que a gestação passa de 22 semanas.

    O órgão deu o prazo de 10 dias, a partir desta quinta-feira (11), para que a prefeitura preste esclarecimentos. A solicitação foi enviada à Secretaria Municipal da Saúde.

    A Procuradoria quer saber os motivos que levaram a administração municipal a suspender esse serviço e mantê-lo indisponível no hospital desde o mês passado.

    O aborto legal é um procedimento de interrupção de gestação autorizado pela legislação brasileira em casos específicos e que deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É permitido quando a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto.

    Além do Cachoeirinha, o órgão também pediu informações sobre outros quatro hospitais que também realizam aborto legal para saber se os hospitais têm feito o procedimento, independentemente da idade gestacional, conforme prevê a legislação:

    Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio (Tatuapé);
    Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (Campo Limpo);
    Hospital Municipal Tide Setúbal (São Miguel);
    Hospital Municipal e Maternidade Mário Degni (Jardim Sarah).
    Tanto as unidades quanto a secretaria têm 10 dias úteis para enviar as respostas.

    A prefeitura informou ao g1 que a pasta “não foi notificada pelo Ministério Público Federal (MPF) até o momento, mas está à disposição do órgão para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

    Disse ainda que a reorganização promovida no Vila Nova Cachoeirinha “tem como objetivo realizar no local mutirões de cirurgias, como de endometriose e histerectomia, e outros procedimentos envolvendo a saúde da mulher a fim de atender à demanda necessária” e que o procedimento segue sendo realizado nos hospitais referência da capital.

  • PM expulsa sargento condenado por matar artista plástico durante discussão na Vila Madalena

    PM expulsa sargento condenado por matar artista plástico durante discussão na Vila Madalena

    Em 2022, Ernest Decco Granaro foi julgado e condenado pelo assassinato da vítima.

    A Polícia Militar expulsou o sargento Ernest Decco Granaro, o PM que foi condenado a 15 anos de prisão por atirar e matar um artista plástico durante discussão na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, em 28 de novembro de 2020.

    Ele foi investigado em um processo administrativo disciplinar e a corporação concluiu que o sargento praticou atos desonrosos ou ofensivos ao decoro profissional. Wellington Copido Benfati, conhecido como Nego Vila, tinha 40 anos quando foi baleado pelo policial.

    Granaro estava de folga e sem uniforme quando cometeu crime. Ele alegou legítima defesa e tiro acidental, mas foi condenado pela Justiça, em 2022.

    A decisão foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira. A defesa do sargento não quis falar sobre a expulsão do policial até a última atualização desta reportagem.

    Relembre o caso
    Segundo testemunhas, Ernest Granaro atirou em Nego Vila quando ele estava caído no chão, sem chance de se defender.

    Durante todo o caso, o PM negou ter atirado no artista para matá-lo. Inicialmente ele havia alegado na delegacia que disparou para se defender após discutir e brigar com a vítima. Depois durante o processo na Justiça, Ernest Granaro disse que o tiro foi dado acidentalmente quando Nego Vila tentou tirar a arma dele.

    O PM chegou a ser preso em flagrante por outros policiais logo após o crime, mas foi solto por decisão da Justiça em março de 2022.

    O assassinato de Nego Vila causou indignação à época. Protestos e manifestações artísticas foram feitas na Vila Madalena.

    PMs expulsos
    No período de 2019 a 2023, nos últimos cinco anos, 488 policiais militares foram expulsos da corporação. Em 2019, foram 103.

    Depois, vieram dois anos com redução: 2020, com 89, e 45, em 2021. Já em 2022 houve um salto: 172. Em 2023, 79 policiais militares foram expulsos da corporação.

  • Ex de advogada suspeita de matar pai e avó dele diz que não imaginava tamanha brutalidade: ‘Vivendo o luto’

    Ex de advogada suspeita de matar pai e avó dele diz que não imaginava tamanha brutalidade: ‘Vivendo o luto’

    Segundo a polícia, Leonardo Pereira Alves e Luzia Tereza Alves foram envenenados durante um café da manhã no dia 17 de dezembro. Polícia Científica investiga qual substância causou o envenenamento.

    O médico Leonardo Pereira Alves Filho, ex da advogada Amanda Partata, que é suspeita de ter envenenado e matado o ex-sogro e a mãe dele se pronunciou sobre o caso pela primeira vez. Ao lamentar a morte do pai e da avó, ele disse nunca ter imaginado algo que justificasse “tamanha brutalidade”.

    “A gente nunca imaginava qualquer coisa justificasse tamanha brutalidade. E a gente tá vivendo nosso luto. Tem sido muito difícil”, desabafou o médico.

    O médico, a irmã Maria Paula e a mãe dele, Elaine, prestaram depoimento na manhã desta terça-feira (26). Os depoimentos começaram por volta das 10h e foram até 13h50. A suspeita do crime, ex de Leonardo Filho, foi presa temporariamente na noite de quarta (20) e passou pela audiência na quinta (21). À polícia e durante a chegada na delegacia, Amanda negou a autoria do crime.

    Em nota, os advogados dela disseram que aguardam o desenrolar de investigações antes de comentarem sobre as acusações. Eles contestam a legalidade da prisão e destacam que Amanda se apresentou voluntariamente à delegacia, entregou documentos e informou à polícia sobre sua localização e estado de saúde (veja nota completa no fim da reportagem).

    Entenda o caso
    O caso começou a ser investigado no dia 18 de dezembro, após a morte de Leonardo. Em um boletim de ocorrência, a esposa dele afirma que a ex-nora comprou o doce e outros alimentos para um café da manhã com a família. Leonardo, Luzia e a própria mulher comeram durante a manhã do dia 17, um domingo.

    Cerca de três horas depois do consumo, Leonardo e Luzia começaram a sentir dores abdominais, além de também apresentarem vômitos e diarreia. Mãe e filho foram internados no Hospital Santa Bárbara, em Goiânia, mas os dois não resistiram.

    Café da manhã

    Uma foto obtida com exclusividade pelo g1 mostra a advogada na mesa de café da manhã no dia em que o ex-sogro e a mãe dele morreram em Goiânia (veja acima). A foto mostra Amanda sorrindo ao lado da mesa com bolos de pote, sacolas e uma garrafa de suco.

    O delegado Carlos Alfama acredita que a mulher colocou veneno no suco servido para as vítimas. Segundo Alfama, a advogada disse que comeu os bolos, mas ao ser questionada se tomou o suco, ela “travou”.

    “Foram comprados diversos alimentos. Até por uma questão técnica, é mais possível que o veneno tenha sido ministrado no suco, porque é mais fácil dissolver o veneno no meio líquido”, afirmou o delegado.

    A polícia afirma que Amanda ficou na casa entre 9h e 12h. Ela foi até a casa da família do ex-namorado levando um café da manhã, com pão de queijo, biscoitos, suco de uva e até bolos de pote de uma famosa doceria de Goiânia.

    Estavam na casa: Leonardo Pereira Alves, pai do ex-namorado; Luzia Tereza Alves, avó do ex-namorado; e o marido de Luzia. Destes, apenas o último familiar não tomou o café da manhã.

    Envenenamento

    A Polícia Científica ainda tenta analisar qual a substância exata foi usada no envenenamento das vítimas. Mais de 300 pesticidas foram analisados para tentar identificar qual pode ter sido aplicado e a polícia descartou o uso de pesticida para o envenenamento

    “Mesmo que a perícia não encontre veneno nas substâncias apreendidas, a certeza é de uma morte por envenenamento. Não foi intoxicação alimentar, isso a perícia facilmente já detectou. Não foi infecção bacteriana. Qual a outra possibilidade? O perito apontou: a morte foi por envenenamento”, explicou o delegado.

    Alfama completou dizendo ainda que a morte por intoxicação alimentar foi descartada, porque o tempo de incubação das bactérias no organismo humano faz com que, normalmente, a morte aconteça depois de um período mais prolongado.

    A polícia acredita que o crime aconteceu pelo fato de Amanda ter se sentindo rejeitada com o término do namoro com Leonardo Filho de uma das vítimas (assista explicação do delegado abaixo). Mesmo separados, a advogada continuava frequentando a casa dos parentes do ex-namorado, pois afirmou que estava grávida. O delegado concluiu, no entanto, que essa gestação é falsa.

    No dia do crime, estavam na casa Leonardo Pereira Alves, pai do ex-namorado, Luzia Tereza Alves, avó do ex-namorado, e o marido de Luzia. Amanda chegou com alimentos para um café da manhã. Dos moradores, apenas o último familiar não tomou o café da manhã.

    “Eu acredito que a intenção dela era matar qualquer pessoa que consumisse os alimentos”, disse o delegado.

    A advogada
    Amanda é advogada em Itumbiara, no sul goiano. Nas redes sociais, ela também se apresentava como psicóloga, mas segundo o Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP-GO), ela não tem registro profissional ativo no banco de dados. Ao comentar sobre a prisão, o delegado Carlos Alfama declarou que se trata de um “caso complexo e que envolve até um grau de psicopatia”.

    Para a polícia, Amanda é a responsável pelas mortes de Leonardo e Luzia. A motivação para o crime seria o sentimento de rejeição da advogada com o fim do namoro de 1 mês e meio com o filho de Leonardo. Com o intuito de continuar próxima do rapaz e da família dele, assim que o namoro acabou, Amanda anunciou que estava grávida. Com isso, acabou sendo acolhida por todos.

    Relação com as vítimas

    Para a polícia, Amanda é a responsável pelas mortes de Leonardo e Luzia. A motivação para o crime seria o sentimento de rejeição da advogada com o fim do namoro de 1 mês e meio com o filho de Leonardo.

    Com o intuito de continuar próxima do rapaz e da família dele, assim que o namoro acabou, Amanda anunciou que estava grávida. Com isso, acabou sendo acolhida por todos. Mas delegado afirmou, com base em um exame de sangue, que Amanda não está grávida.

    “Ela não está grávida agora e já não está grávida há algum tempo, apesar dela ainda dizer que está grávida. O exame Beta HCG, que a própria defesa dela nos trouxe, mostra que deu zerado, ou seja, ela não está grávida há algum tempo, mesmo fingindo ter enjoos da gravidez”, disse o delegado.

    Até a última atualização desta reportagem, a polícia ainda não sabia dizer se Amanda inventou a gravidez e forjou exames para corroborar essa versão ou se, de fato, ela perdeu o bebê.

    Durante coletiva de imprensa, o delegado também comentou sobre Amanda ser muito inteligente e dissimulada. Ele afirma que ela forjou uma personalidade dócil para ser acolhida pelas vítimas.

    “É uma pessoa que mostrou uma personalidade extremamente voltada ao crime, com condutas criminosas complexas […] Ela foi recebida de braços abertos pelas vítimas, porque ela forjou uma personalidade dócil, amável, quando na verdade ela não tinha”, afirmou o delegado.

    Depoimentos
    Familiares das vítimas prestaram depoimento nesta terça-feira (26). Os depoimentos foram iniciados pela manhã, por volta das 10h e foram até 13h50. Foram ouvidos pela polícia:

    Filho da vítima Leonardo, que é ex de Amanda: depoimento começou às 10h;
    Médica Maria Paula Alves, filha da vítima Leonardo: depoimento começou as 12h;
    Ex-esposa da vítima Leonardo e mãe dos filhos dele: passou a ser ouvida a partir de 13h10.

    Nota da defesa de Amanda na íntegra
    “Os advogados que representam a Senhora Amanda Partata informam que aguardam os desdobramentos das investigações, cujo trâmite é sigiloso, para se manifestar quanto ao teor das imputações declinadas pela Autoridade Policial.

    Quanto a prisão da Senhora Amanda Partata consideramos que se efetivou de forma ilegal na medida em que realizada no período noturno em hospital onde se encontrava internada sob cuidados médicos.

    Destaque-se, ainda, que a Senhora Amanda Partata compareceu voluntariamente à Delegacia de Investigação de Homicídios, entregou objetos e documentos e, por intermédio de seus advogados, deu plena ciência à Autoridade Policial da sua localização e estado de saúde. As medidas judiciais para preservação e restabelecimento da legalidade serão adotadas oportunamente.”

     

  • Integrante de quadrilha presa por roubar caminhão era procurado por agredir a sobrinha para comprar drogas

    Integrante de quadrilha presa por roubar caminhão era procurado por agredir a sobrinha para comprar drogas

    Diogo José dos Santos, de 40 anos, foi preso em flagrante após participar de um roubo em São Vicente (SP). Criminosos sequestraram caminhoneiro e levaram carga para ser saqueada.

    Um dos integrantes da quadrilha que foi presa após saquear um caminhão carregado com laticínios em São Vicente, no litoral de São Paulo, era procurado pela Justiça. Conforme apurado pelo g1, nesta terça-feira (26), Diogo José dos Santos, de 40 anos, foi condenado por agredir a sobrinha após ela ter se recusado a dar dinheiro para o homem comprar drogas.

    De acordo com a sentença, expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a vítima relatou que morava com a avó e o tio. No dia do crime, em outubro de 2020, ela chegou em casa após o trabalho e encontrou Diogo sob efeito de drogas. Ele pediu dinheiro à sobrinha, que negou dizendo que não sustentaria o vício dele.

    Durante uma discussão, o tio avançou na direção da vítima e a agrediu com um soco na boca. Em depoimento, a sobrinha disse que empurrou Diogo para se defender, causando um corte na mão. Ela destacou que não lembra quantos socos levou.

    A sobrinha acrescentou que já havia sido agredida pelo tio antes e os episódios se tornaram frequentes depois. De acordo com ela, as agressões sempre aconteciam quando o homem ficava nervoso por não ter dinheiro para comprar entorpecentes.

    Diogo, portanto, foi condenado a quatro meses e dois dias de detenção por violência doméstica. Em novembro deste ano, o mandado de prisão contra ele foi expedido pela 1ª Vara Criminal do Foro de São Vicente (SP), tornando-se procurado pela Justiça.

    Prisão

    No dia 19 de dezembro, Diogo foi preso em flagrante após abordar um motorista no bairro Catiapoã e obrigá-lo a dirigir até o México 70, onde dezenas de pessoas roubaram uma carga de laticínios avaliada em R$ 5 mil. As imagens obtidas pelo g1 mostram a ação (veja acima).

    Diogo contou com ajuda de outros dois homens, de 30 e 24 anos, e uma mulher, de 33. As vítimas acionaram a Polícia Militar (PM), que encontrou os suspeitos com parte dos produtos roubados e um carro usado para levar a carga.

    O veículo foi apreendido e a carga recuperada foi devolvida às vítimas, que reconheceram os membros da quadrilha. O caso foi encaminhado ao 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente (SP), que registrou a ocorrência como roubo e captura de procurado.

    O g1 entrou em contato com o TJ-SP e com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para mais informações, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

  • Busca em endereços de deputada quebrou ‘eixo de poder’ e levou Zinho a se entregar

    Busca em endereços de deputada quebrou ‘eixo de poder’ e levou Zinho a se entregar

    Foragido desde 2018, o chefe da maior milícia do estado do Rio de Janeiro, Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, passou anos despistando autoridades a partir de uma grande estrutura de crime. Mas o cenário mudou e ele, que passou tantos anos fugindo, decidiu se entregar à Polícia Federal.

    O que levou o miliciano a fazer isso? O que pesou na decisão e na estratégia da defesa?

    Dois investigadores ouvidos pelo blog disseram que o ponto de virada foi a operação que fez buscas na casa da deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros, a Lucinha, do PSD.

    Ela é considerada braço político da milícia de Zinho e era chamada de “madrinha” pelos milicianos. A parlamentar e uma assessora tiveram 15 encontros com Zinho em 2021, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio. O contador dele trocava mensagens com a deputada.

    BASTIDORES: Zinho negociou rendição por 1 semana com a PF, e estado fez ‘operação de guerra’ para transferi-lo; miliciano está em cela isolada

    Esse cenário todo, segundo investigadores, levou Zinho a se entregar. Por quê? Porque chegar à deputada é chegar a todo o esquema. Segundo um investigador disse ao blog, a narcomilícia e a política são um “bloco de poder”: “Quando você atinge um eixo, você atinge o outro”.

    Um segundo investigador disse que “Zinho estava com medo, afinal o sobrinho dele foi morto, o que desencadeou os incêndios nos ônibus”, e sabia que os policiais iriam chegar a mais informações da milícia. Inevitavelmente, chegariam ao próprio Zinho.

    O miliciano se entregou no fim da tarde deste domingo (24), após uma negociação entre a Polícia Federal e a defesa dele. Ele era alvo de 12 mandados de prisão.

    Após se apresentar à PF, Zinho foi transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

     

  • Polícia prende 3º suspeito de invadir loja de conveniência e matar PM aposentado na Zona Leste de SP

    Polícia prende 3º suspeito de invadir loja de conveniência e matar PM aposentado na Zona Leste de SP

    Klismann Lopes da Rocha estava foragido desde o crime ocorrido em novembro. Ele foi detido pelos investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) na Avenida Aricanduva, Zona Leste da capital paulista.

    A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (19) o terceiro suspeito de atirar e matar um policial militar reformado dentro de um supermercado da Zona Leste de São Paulo, no último mês de novembro.

    O crime foi gravado pelas câmeras de segurança do estabelecimento, que flagraram o momento que três ladrões ingressam na loja para cometer um assalto e atiram contra o PM reformado Paulo Eduardo Ramalho, de 57 anos.

    Na ocasião do assassinato, dois suspeitos de participação já haviam sido detidos pela polícia. Mas o terceiro integrante do bando, apontado como o autor do disparo que matou a vítima, estava foragido.

    Klismann Lopes da Rocha foi detido pelos investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) na Avenida Aricanduva, Zona Leste da capital paulista.

    Segundo o órgão, ele já tem um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça e permanecerá preso na carceragem do departamento.

    O delegado responsável pelo caso já solicitou que a prisão temporária seja convertida em preventiva pela Justiça paulista.

    Outros dois integrantes do bando de nome João Vitor Cabelo Conrado e Cauan Santos Silva também continuam presos.

    Crime na Zona Leste
    O caso ocorreu na noite de 20 de novembro, por volta das 21h, dentro da Oxxo na Rua Doutor Angelo Vita, no Tatuapé, ao lado da Estação Carrão do Metrô.

    O cliente morto é Paulo Eduardo Ramalho, um policial militar aposentado. Ele tinha 57 anos e era subtenente reformado da Polícia Militar (PM) desde 2015.

    Apesar de estar armado, Paulo não esboça nenhuma reação durante o assalto. Uma das linhas da investigação da Polícia Civil é de que os bandidos decidiram atirar nele ao descobrirem que o cliente estava com uma arma na cintura. Também é investigada a hipótese de os assaltantes terem desconfiado que a vítima era policial.

    Além da corrente e da carteira, Paulo teve sua arma roubada pelos bandidos, que fugiram após o crime. Do lado de fora um comparsa estava num carro os aguardando.

    Caso de latrocínio

    A Polícia Militar foi acionada e informou ter prendido em flagrante dois suspeitos de participarem do assalto. Um terceiro criminoso não foi localizado e ainda era procurado. O caso foi registrado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, no 53º Distrito Policial (DP), Parque do Carmo.

    Segundo a polícia, dois criminosos entraram na loja e anunciaram o assalto por volta das 21h, enquanto o terceiro bandido ficou num carro, do lado de fora. Paulo aparece de boné azul e camiseta preta na frente do caixa com a carteira na mão para pagar sua compra.

    Ele chegou a ser socorrido por uma ambulância, que o levou para o Hospital Municipal do Tatuapé, onde teve a morte confirmada.

    Rota prende dois suspeitos

    Uma denúncia levou as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar, a localizar o carro usado pelos bandidos na fuga. Os policiais perseguiram o veículo dos criminosos, que se acidentou no Jardim Santa Terezinha, também na Zona Leste.

    O automóvel usado pelos três bandidos era furtado. Depois eles continuaram a fugir por uma viela. A polícia conseguiu prender dois bandidos e apreendeu a arma usada no crime. Um dos criminosos conseguiu fugir.

    Levantamento feito pelo jornalismo da TV Globo mostra que 42 agentes de segurança, entre policiais militares, civis e guardas municipais na ativa ou aposentados, foram vítimas de assaltos na Grande São Paulo entre janeiro e novembro deste ano.

    Sendo que oito policiais ficaram feridos e cinco foram mortos. Outros 14 criminosos ficaram feridos e 14 morreram.

    No mesmo período do ano passado, 54 agentes foram alvos de criminosos na região metropolitana de São Paulo: 12 policiais ficaram feridos e sete morreram. Enquanto 12 criminosos foram feridos e 11 acabaram mortos.

    O que diz a Oxxo
    A reportagem procurou a Oxxo para comentar o assunto. A empresa se pronunciou por meio de nota:

    “O Grupo Nós, operador da marca de mercados de proximidade OXXO, confirma que na noite do dia 20 de novembro foi vítima de uma tentativa de roubo em uma de suas unidades, próxima ao Metrô Vila Carrão. A companhia informa que acionou imediatamente as autoridades competentes e está prestando todo o suporte aos colaboradores e clientes envolvidos.

    A marca lamenta profundamente o ocorrido com um de nossos consumidores. Nosso time prestará apoio social e psicológico à família neste momento. A empresa reforça que tem realizado iniciativas internas e tem trabalhado em parceria com os órgãos públicos no intuito de minimizar as questões de insegurança pública”