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  • Suspeito de matar companheira e fazer chamada de vídeo com corpo estava em liberdade condicional em Franca, SP

    Suspeito de matar companheira e fazer chamada de vídeo com corpo estava em liberdade condicional em Franca, SP

    Kaio Ignácio da Rocha, de 27 anos, respondia em liberdade por um crime de roubo desde outubro de 2023. À polícia, homem confessou ter matado e carbonizado jovem de 24 anos.

    O homem preso suspeito de matar a companheira Sara Cristina Candeias Carvalho, de 24 anos, encontrada morta carbonizada dentro da casa onde vivia em Franca (SP), estava em liberdade condicional quando o crime aconteceu, na manhã da última quarta-feira (21).

    De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Kaio Ignácio da Rocha, de 27 anos, respondia em liberdade por um crime de roubo desde o dia 28 de outubro de 2023.

    Nesta segunda-feira (26), Walter Portela de Carvalho, pai de Sara, prestou depoimento na Delegacia Investigações Gerais (DIG). De acordo com ele, a filha e o genro viviam um relacionamento conturbado e brigas entre o casal eram frequentes.

    O corpo de Sara foi encontrado queimado entre dois colchões no bairro Jardim Aeroporto II. Uma ex-namorada do suspeito foi quem avisou a polícia sobre o crime depois de receber videochamada onde o homem teria mostrado o corpo da vítima carbonizado.

    Rocha passou por audiência de custódia neste sábado (24) e permanece preso na cadeia de Franca.

    Liberdade condicional

    Em 2021, Kaio foi preso em flagrante após praticar um roubo a uma farmácia de Franca. Na ocasião, de acordo com a ocorrência, o homem teria invadido o local armado com uma faca e chegou a entrar em luta corporal com um funcionário da unidade.

    Após o flagrante, o homem foi condenado a 5 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto. O início da pena foi cumprido no Centro de Progressão Penitenciária de Jardinópolis, até que, em 2022, durante uma revista ao voltar do trabalho, Rocha foi pego com sinais de embriaguez.

    Um procedimento interno foi instaurado para apurar a falta considerada grave no âmbito do regime semiaberto. Em agosto do mesmo ano a apuração concluiu que ele estava embriagado e foi determinado que Kaio cumprisse o restante da pena em regime fechado.

    Encaminhado a uma penitenciária em Marília (SP), a previsão era de que ele permanecesse preso até 2026, mas, em agosto de 2023, a defesa do detento entrou com um pedido para que ele conseguisse o livramento condicional. Neste período, ele já havia cumprido 44% da pena preso.

    O Ministério Público pediu à Justiça que determinasse o exame criminológico dele, para que as condições psicológicas e o comportamento do preso fossem analisadas por psicólogos e assistentes sociais.

    Apesar do pedido do MP, a Justiça não determinou o exame e por meio de um atestado de bom comportamento, emitido pela direção da penitenciária de Marília, Kaio conseguiu a condicional e retornou às ruas em outubro de 2023.

    Tentativa de femincídio
    No dia 6 de janeiro deste ano, uma ocorrência de tentativa de feminicídio foi registrada envolvendo Kaio e Sara no mesmo endereço onde a vítima foi encontrada morta pouco mais de um mês depois.

    Na ocasião, a mulher ficou ferida após ser agredida pelo companheiro com golpes de faca e martelo. O homem ainda tentou enforcar a vítima, de acordo com a polícia.

    Uma irmã do suspeito chegou a flagrar a vítima sendo agredida com marteladas enquanto estava desmaiada. Uma faca, uma talhadeira e um martelo foram apreendidos.

    De acordo com a Secretária de Segurança Pública (SSP), o boletim de ocorrência do casos foi registrado, mas a vítima não compareceu à unidade policial para representação criminal, pois convivia com o autor.

    Chamada de vídeo com o corpo
    Na manhã de quarta-feira (21), um vizinho viu uma fumaça escura saindo da casa do casal, localizada na Rua Hercílio Rosa de Azevedo, no bairro Jardim Aeroporto II. Cerca de duas horas depois, a polícia arrombou o portão e encontrou Sara.

    “Umas 10h50 eu saí pra buscar minha menina e vi o policial chegando e arrombando o portão. Na hora que ele abriu o portão, eu vi aquela cena. Uma tragédia anunciada”, aponta o técnico de informática Cleber Alexandre da Silva.

    A polícia foi chamada por uma ex-namorada de Kaio. De acordo com a PM, a mulher contou que recebeu uma videochamada dele mostrando o corpo da vítima e assumindo o crime.

    O homem fugiu da casa onde a jovem foi encontrada antes da chegada dos agentes.

    Homicídio qualificado e feminicídio
    Na tarde da última sexta-feira (23), Kaio se entregou à Polícia Civil. De acordo com delegado Márcio Murari, ele confessou o crime e alegou ter brigado com Sara na noite anterior após ambos terem consumido bebidas alcoólicas e drogas.

    Ao delegado, Kaio também afirmou que apertou o pescoço da companheira com a intenção de fazê-la desmaiar, mas que ela acabou morrendo.

    Ao ver que a mulher tinha morrido, o suspeito teria colocado um colchão sobre o corpo e ateado fogo, antes de fugir.

    Kaio foi indiciado por homicídio qualificado e feminicídio.

     

     

  • Homem é preso após fingir ser policial enquanto vivia ‘vida de luxo’ no litoral de SP

    Homem é preso após fingir ser policial enquanto vivia ‘vida de luxo’ no litoral de SP

    Suspeito levava anabolizantes, drogas e medicamentos ilegais em um carro avaliado em aproximadamente R$ 500 mil. Prisão aconteceu em Santos (SP).

    Um homem, de 34 anos, foi preso em flagrante após fingir ser um investigador da Polícia Civil. Segundo apurado pelo g1, Hélcio Aurélio Magalhães vivia com a família em um apartamento de luxo em Guarujá, no litoral de São Paulo, e dirigia um carro de aproximadamente R$ 500 mil quando foi detido.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), os policiais receberam uma denúncia anônima sobre a comercialização de substâncias anabolizantes ilícitas. As investigações levaram ao carro de luxo do suspeito, que estava com anabolizantes, drogas e medicamentos ilegais.

    A abordagem aconteceu na Avenida Martins Fontes, no bairro Saboó, em Santos (SP). Em entrevista à TV Tribuna, emissora afiliada da Globo, a delegada do 2º Distrito Policial (DP) da cidade, Débora Lázaro, disse que o suspeito alegou aos policiais que fazia parte da corporação.

    “Ele falou: ‘Espera aí, colegas. Eu sou investigador’. Ele saiu do veículo com a arma, que foi apreendida, sob uma das pernas, estava com o bolachão [distintivo] da Polícia Civil e se intitulando investigador”, explicou a delegada.
    O suspeito usava documentos de identidade funcional e distintivos falsificados, além de uma pistola 9mm. De acordo com o delegado de Polícia Seccional de Santos, Rubens Barazal Teixeira, Hélcio não podia estar armado.

    “A licença dele como CAC [Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador] está vencida. Evidentemente, não houve a renovação […]. Ele passa, então, a ficar em uma condição de ilegalidade com relação ao porte dessa arma”, explicou o delegado.

    Investigações
    De acordo com a SSP-SP, as investigações apontaram que o suspeito fingia ser policial para obter alguma vantagem, que ainda não foi revelada. A Polícia Civil, portanto, busca descobrir de que forma e o que ele ganhava ao se intitular investigador.

    O suspeito foi preso em flagrante e deve responder pelos crimes de corrupção e adulteração de produtos terapêuticos ou medicinais, falsificação de documento público, uso de documento falso, usurpação de função pública, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

    O delegado Rubens Barazal pediu para as pessoas entrarem em contato com a autoridade policial, caso tenham tido qualquer tipo de contato com Hélcio quando ele se intitulou investigador.

     

  • Suspeito de matar namorada tem passagem por violência contra a mulher, porte de arma e tráfico de drogas

    Suspeito de matar namorada tem passagem por violência contra a mulher, porte de arma e tráfico de drogas

    De acordo com a delegada da Delegacia de Defesa a Mulher (DDM) de Sorocaba (SP), homem havia saído da cadeia há três meses, mas não informou sobre qual crime ele cumpria pena. Ele foi preso suspeito de feminicídio. Corpo de Luciana Machado foi encontrado na casa do pai dele.

    O homem preso suspeito de matar Luciana Aparecida de Almeida Machado, de 36 anos, possui passagens pela polícia por violência contra a mulher, porte de arma, tráfico de drogas e furto.

    O corpo da vítima foi encontrado dentro de um cômodo em uma casa no Jardim Planalto, em Sorocaba (SP), neste domingo (18), com sinais de espancamento. Ela desapareceu na noite de sábado (17), depois que saiu para ir a uma casa noturna com o suspeito.

    De acordo com a família, Luciana namorava o suspeito há seis meses. A delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba disse que Fabrício Veloso de Almeida havia saído da cadeia há três meses, mas não informou sobre qual crime ele cumpria pena.

    O suspeito foi preso pela Polícia Militar no bairro Júlio de Mesquita e encaminhado à DDM. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (19) e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva, de acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

    A Polícia Militar esteve na casa no Jardim Planalto, que pertence ao pai do suspeito. Conforme apurado pela TV TEM, o corpo de Luciana foi retirado por uma funerária e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O sepultamento será nesta segunda-feira (19), em Pilar do Sul (SP). Luciana deixa uma filha, de 12 anos.

    Desaparecimento
    Luciana morava em Pilar do Sul (SP) e viajou para Sorocaba na quarta-feira (14) para resolver situações relacionadas à matrícula escolar da filha. Ela estava hospedada na casa da tia.

    Conforme a tia, na noite de sexta-feira, a vítima disse que iria em uma casa noturna, acompanhada do namorado. O casal saiu da casa da tia com o carro de Luciana, por volta de meia-noite.

    Sem contato
    Na manhã de sábado, a tia notou que Luciana não havia retornado para casa. Ela também não respondeu mensagens e não atendeu ligações.

    Durante a tarde de sábado, Andreia conseguiu contato com uma amiga de Luciana, que disse ter visto a mulher na casa noturna, por volta das 3h, com o namorado. Segundo Andreia, a amiga presenciou o casal discutindo e o homem fazendo ameaças à mulher. Após o ocorrido, os dois teriam deixado o local juntos.

    Segundo o boletim de ocorrência, o namorado negou envolvimento no desaparecimento de Luciana e disse à tia que após a ida até a boate, deixou a mulher em frente à casa da parente e não tiveram mais contato.

    A casa noturna, que fica na Avenida Ipanema, zona norte de Sorocaba, informou que está à disposição da polícia para prestar esclarecimentos.

  • Homem é preso por matar namorada dentro de motel na Zona Norte de SP

    Homem é preso por matar namorada dentro de motel na Zona Norte de SP

    Crime foi registrado na região de Pirituba nesta quinta-feira (15); vítima de 24 anos foi encontrada sem vida por uma camareira.

    Um homem de 36 anos foi preso em flagrante após matar a namorada de 24 anos em um motel na Zona Norte de São Paulo, nesta quinta-feira (15).

    De acordo com a polícia, uma camareira entrou no quarto do casal, quando viu Daniela de Almeida Lucena sem vida e avisou a gerência. Uma equipe policial foi acionada e conseguiu deter o suspeito.

    Em depoimento, Sebastião Santos Freitas confessou o crime. Ele afirmou que descobriu uma traição e, por isso, teria premeditado o feminicídio levando a namorada ao motel na região de Pirituba por volta das 13h.

    Ainda conforme a polícia, Sebastão não tem antecedentes criminais, mas familiares da vítima contaram que ele já tinha agredido a jovem uma vez. O casal namorava havia quatro meses.

    O caso foi registrado como feminicídio. A polícia pediu a prisão preventiva de Sebastião à Justiça.

     

  • Vinte pessoas registram queixa contra Lívia Moura em delegacia por venda de entrada falsa para a Sapucaí

    Vinte pessoas registram queixa contra Lívia Moura em delegacia por venda de entrada falsa para a Sapucaí

    Irmã do ex-jogador Léo Moura está presa acusada de estelionato. Na polícia, ela se manteve em silêncio e não falou sobre as acusações.

    Lívia Moura, irmã do ex-jogador Léo Moura, preferiu ficar em silêncio no momento de prestar depoimento à polícia, na tarde desta terça-feira (13).

    Suspeita de estelionato, ela é acusada de vender entradas falsas para camarotes na Sapucaí. Lívia foi presa na manhã desta terça.

    Até o momento, 20 pessoas foram até a delegacia registrar queixa contra a irmã do ex-jogador.

    Lívia foi presa em casa, na Estrada dos Três Rios, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, com várias pulseiras. Após as denúncias, a polícia pediu a prisão temporária da acusada, que foi aceita pela Justiça.

    Segundo vítimas que registraram o crime na 19ª DP (Tijuca), Lívia cobrava R$ 5 mil no ingresso para duas pessoas.

    De acordo com os relatos, Lívia dizia que os nomes dos compradores seriam colocados em uma lista de convidados. No entanto, ao chegar no local, as pessoas descobriam que se tratava de um golpe.

    Uma das pessoas que foi até a delegacia disse que chegou a questionar Lívia sobre a forma de receber o ingresso, e ela respondeu que seria através de QR Code, enviado pelo WhatsApp. No entanto, o código nunca chegou.

    “Domingo, segunda e sábado: R$ 4,5 mil. Outras pessoas que foram à delegacia falavam que ela dava convite para elas em outros eventos, que toda essa situação foi uma surpresa. Mas ela já fez isso outras vezes”, contou ao g1 uma vítima, sem se identificar.

    O Camarote Número 1 afirmou em nota que a Lívia nunca trabalhou para a empresa e que não possui qualquer vínculo com ela. Também ressaltou que o site oficial é o único canal de compra de ingressos. Afirmou ainda que está acompanhando o caso e se colocou à disposição da polícia.

    No dia 5 de fevereiro, o Ministério Público do Rio (MPRJ) já tinha solicitado que a prisão domiciliar de Lívia, decretada em 2022, fosse convertida em preventiva. O motivo é que a acusada nunca colocou a tornozeleira eletrônica determinada pela Justiça para cumprir sua pena.

    Segundo o requerimento do MPRJ, a acusada “não compareceu, tampouco justificou a sua ausência” do local destinado à instalação do dispositivo eletrônico.

    Lívia da Silva Moura é suspeita de estelionato 

    Ingressos falsos no Rock in Rio
    No inquérito da 16ª DP (Barra da Tijuca), Lívia Moura é apontada como a responsável por um esquema que clonou o site do próprio Rock In Rio para vender ingressos falsos.

    Nos primeiros dias do evento, segundo a Polícia Civil, pelo menos 19 pessoas tentaram entrar na Cidade do Rock com os bilhetes vendidos pelo site fraudulento atribuído à irmã do ex-jogador.

    De acordo com a 1ª Promotoria de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca, do MPRJ, Lívia praticou uma fraude contra milhares de pessoas, com estimativa de golpes na casa dos R$ 300 mil.

    Na época, o ex-jogador Léo Moura se pronunciou em suas redes sociais dizendo não compactuar com as atitudes da irmã.

    “Só quero deixar claro novamente que os problemas da minha irmã são absolutamente dela, infelizmente para a tristeza da família. Não me envolvo e nem compactuo com isso. Se errou, que pague pelos erros e não cometa novamente”, disse o ex-jogador.

  • Suspeito de ataques contra polícias em 2006 e tentativas de roubo a bancos é preso em Valinhos

    Suspeito de ataques contra polícias em 2006 e tentativas de roubo a bancos é preso em Valinhos

    Homem era procurado pela Justiça há 19 anos. Operação também apreendeu uma pistola no bairro Vale Verde.

    Um homem procurado pela Justiça desde 2005 foi preso em uma operação do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta quarta-feira (7) em Valinhos (SP).

    Segundo a polícia, Jackson Oliveira dos Santos, de 44 anos, tinha ao menos dois mandados de prisão em aberto.

    De acordo com informações apuradas pela EPTV, ele é suspeito de envolvimento nos ataques contra forças policiais ocorridas em 2006 e também é acusado de participar de tentativas de roubo a bancos de Araçatuba (SP) e Confresa (MT).

    O homem também tem passagens por roubo a banco e tráfico de drogas, além de ter sido indiciado anteriormente por homicídio, segundo o capitão Antunes Ribeiro, do 1º Baep.

    “Tendo em vista o perfil combativo do alvo, de alta periculosidade, um alvo que em tese, segundo as investigações, já cometeu homicídio, já atacou forças policiais, nós tínhamos que fazer uma entrada completamente dinâmica, uma forma muito rápida, então entramos e o rendemos ainda na cama. Não teve tempo de reação”, detalha Ribeiro.

    Na casa em que ele foi encontrado, no bairro Vale Verde, os agentes localizaram uma pistola calibre 9 milímetros e munições, além de roupas e equipamentos táticos. O preso será encaminhado para a Delegacia de Valinhos, onde a ocorrência deve ser registrada.

  • O que se sabe e o que falta esclarecer sobre morte de jovem após encontro com jogador do sub-20 do Corinthians

    O que se sabe e o que falta esclarecer sobre morte de jovem após encontro com jogador do sub-20 do Corinthians

    Atleta Dimas Cândido de Oliveira Filho disse à polícia que jovem desmaiou durante relação sexual e que ele chamou o Samu em seguida. Livia Gabriele da Silva Matos teve 4 paradas cardiorrespiratórios e sangramento na vagina.

    A morte de uma jovem de 19 anos após se encontrar com o jogador do sub-20 do Corinthians Dimas Cândido de Oliveira Filho, de 18 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil, em São Paulo.

    O caso ocorreu na noite desta terça-feira (30), no Tatuapé, Zona Leste da capital paulista. Livia Gabriele da Silva Matos estava com Dimas quando foi levada ao pronto-socorro do Tatuapé pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado pelo jogador.

    A jovem sofreu quatro paradas cardiorrespiratórias, uma delas a caminho do hospital, e deu entrada na unidade de saúde com sangramento intenso nas partes íntimas.

    1. O que aconteceu?
    Livia Gabriele da Silva Matos, de 19 anos, estava no apartamento de Dimas, quando passou mal e teve parada cardíaca. Ela, então, foi levada ao pronto-socorro do Hospital Municipal do Tatuapé por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Dimas contou que foi ele quem acionou o Samu e comunicou sobre o estado de saúde de Livia.

    2. Como o Samu encontrou a jovem e o que ocorreu no hospital?
    Segundo a polícia, a jovem foi encontrada pela equipe do Samu com intenso sangramento na vagina e em parada cardiorrespiratória. Equipe de resgate fez massagem cardíaca e a encaminhou para a ambulância, onde a jovem teve outra parada.

    No hospital municipal, a jovem ainda sofreu outras duas paradas cardiorrespiratórias.

    Conforme boletim de ocorrência, o médico informou à família de Livia que ela havia falecido após sofrer as quatro paradas cardíacas e com muita perda de sangue decorrente de uma fissura na vagina.

    3. Os dois já se conheciam?

    Conforme Dimas, ele conheceu Livia meses atrás pelo Instagram e os dois marcaram um encontro para a noite de terça-feira.

    Dimas contou à polícia que aquela foi a primeira vez que ele e Livia tinham se visto pessoalmente. Segundo o jogador, estavam apenas os dois no apartamento deles. Isso, de acordo com ele, poderia ser confirmado pelas câmeras existentes no prédio, tanto no corredor de seu apartamento como na garagem.

    4. O que foi encontrado no apartamento do jogador?
    Após a notícia da morte de Livia, Dimas foi comunicado pelos policiais militares que precisava ir até a delegacia para registro a ocorrência. Como o jogador estava sem camisa e sem documento, os policiais o levaram até seu apartamento. Lá verificaram que havia sangue no chão do imóvel, além de toalhas e lençóis sujos de sangue.

    Os PMs também constataram que uma cama havia sido removida para a lateral. O jogador afirmou que a remoção foi feita pela equipe do Samu para realizarem os procedimentos de socorro.

    5. Qual a versão dada pelo jogador?
    Conforme registro policial, Dimas ressaltou que nunca tinha se encontrado com Livia, mas como iria entrar em férias e viajar para João Pessoa (PB), onde, segundo ele, a família dele vive, os dois marcaram encontro para a noite de terça-feira (30).

    O jogador afirmou que a jovem disse no dia anterior que iria pedir autorização para a mãe dela e lhe daria um retorno pela manhã. Ela confirmou o encontro, e os dois mantiveram contato via WhatsApp.

    O jogador relatou que a jovem foi sozinha ao apartamento dele, onde ele também se encontrava sozinho, e que a recebeu no portão. Dimas afirmou que os dois não fizeram uso de nenhum tipo de entorpecente, nem ingeriram bebida alcoólica, e que ela levou dois cigarros eletrônicos que, segundo ele, usavam um óleo.

    No depoimento, o atleta disse também que os dois tiveram relação sexual e conversaram em seguida. Quando foram para a segunda relação, ele teria percebido que Livia não respondia. Neste momento, ele teria observado que ela tinha desmaiado e ligou imediatamente para o Samu.

    Durante a ligação para Samu, Dimas foi orientado a colocá-la no chão, de barriga para cima, e massagear o peito dela até a chegada da ambulância.

    O jogador diz que foi nesse momento que viu que ela apresentava um sangramento na vagina, fato que comentou na ligação com o Samu.

    No hospital, o jogador conseguiu, junto com uma enfermeira do Samu desbloquear o celular dela com sua digital. Foi a profissional de saúde quem ligou para a família e informou sobre o caso, pedindo para os parentes irem até o local.

    O jogador ainda afirmou que a irmã de Livia disse que à tarde ela teria ingerido cerveja na casa dela e que ela tomava remédio para combater ansiedade.

    6. Quem era a jovem?
    Lívia Gabriele da Silva Matos tinha 19 anos de idade. Segundo o pai dela informou à polícia, ela era estudante de enfermagem e morava com a família.

    7. Como o pai de Livia soube do que aconteceu?

    Na delegacia, o pai da vítima afirmou que, por volta das 17h30 de terça-feira, a filha disse que iria sair com uma amiga para um restaurante, onde as duas iriam assistir ao jogo do Corinthians.

    Por volta das 19h30, ele recebeu uma ligação de uma enfermeira do Samu avisando que Livia estava sendo levada para o Hospital Municipal do Tatuapé.

    Na unidade, o médico informou que a jovem tinha sofrido três paradas cardíacas, mas que tinham conseguido estabilizar o quadro dela e estancar um corte que tinha na vagina de aproximadamente cinco centímetros, informou o pai à polícia.

    8. O que o pai de Lívia contou sobre conversa com jogador?

    No boletim consta, ainda, que o pai afirmou ter conhecido Dimas no hospital e que o atleta disse que estava com a filha em seu apartamento. O jogador teria contado ao homem que, durante a relação sexual, Livia teria se sentido mal e desmaiado, e que ele ligou logo depois para o Samu e seguido orientações para realizar massagem cardíaca.

    O pai da jovem também contou que o jogador afirmou ter ligado para seu próprio pai. Nesta conversa, conforme o pai de Livia relatou, Dimas teria contado que tinha passagem às 23h para viajar para Minas Gerais, onde seu pai moraria. Neste momento, o pai de Lívia disse que o jogador não poderia viajar e teria que permanecer no local.

    Segundo o pai de Lívia, o jogador não demonstrou preocupação ou sentimentos por sua filha e, por isso, os dois chegaram, inclusive, a se desentender no hospital. Neste momento, o pai de Livia acionou a polícia.

    Após a chegada da viatura, houve a notícia da morte em decorrência de uma quarta parada cardíaca, ainda de acordo com o depoimento.

    O pai de Lívia conto, ainda, que sua filha não fazia uso de nenhum tipo de substância entorpecente e nem tinha o costume de ingerir bebida alcoólica.

    9. Como o caso está sendo investigado e qual a suspeita da polícia?

    O caso foi registrado como morte suspeita no 30º Distrito Policial. O corpo da jovem foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para necrópsia. O apartamento do jogador também será periciado.

    O inquérito sobre a morte da jovem que estava com o jogador será conduzido pela 5ª Delegacia de Defesa da Mulher.

    10. Jogador é considerado suspeito pela morte?
    As investigações ainda serão feitas com a abertura do inquérito policial e ele não é considerado suspeito pela morte no momento.

    Até o momento, o jogador é investigado no caso de morte suspeita, mas não é considerado responsável, segundo a Polícia Civil.

    11. O que o Corinthians diz?
    Em nota, o Sport Club Corinthians Paulista informou que “está ciente dos acontecimentos que envolveram um de seus atletas da base, aguarda a investigação dos fatos e está à disposição para colaborar com as autoridades”.

  • Homem é preso após tentar matar ex-namorada e policial em festa de aniversário em Caraguatatuba

    Homem é preso após tentar matar ex-namorada e policial em festa de aniversário em Caraguatatuba

    O criminoso de 26 anos invadiu a festa de aniversário da ex-namorada e atirou contra ela, que foi socorrida com vida. Além disso, ele tentou matar também um escrivão da Polícia Civil, que é o atual companheiro da vítima.

    Um homem de 26 anos foi preso em flagrante após tentar matar a ex-namorada e o atual companheiro dela – um escrivão da Polícia Civil – durante uma festa de aniversário em Caraguatatuba (SP), na noite deste domingo (28).

    De acordo com informações do boletim de ocorrência, Ricardo Germano Ferreira de Sena confessou que invadiu o aniversário com a intenção de matar a ex e o atual namorado dela.

    O g1 tenta contato com a defesa do homem, que tentou atirar também contra o ex-sogro. Ele chegou a fugir pela área de mata da cidade, mas foi preso em flagrante.

    A mulher tem 24 anos e comemorava o aniversário em casa. Ela foi atingida na clavícula direita e socorrida com vida à UPA do bairro Massaguaçu. Depois, foi encaminhado ao hospital Stella Maris. Não se sabe o estado de saúde da vítima.

    O caso foi registrado como violência doméstica, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio contra autoridade e tentativa de feminicídio no 2° DP de Caraguatatuba.

    O caso
    Ainda segundo informações do boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 22h deste domingo (28), em uma casa na avenida Otavio Luiz Soares, no bairro Massaguaçu.

    Uma jovem de 24 anos comemorava seu aniversário no local, quando o ex-namorada dela invadiu a casa com uma arma de fogo e disse aos convidados que estava lá para assassiná-la.

    O criminoso efetuou disparos contra a jovem, que ficou ferida na clavícula direita. Ela foi socorrida pelo próprio pai à Unidade de Pronto Atendimento do bairro.

    Após os disparos, os convidados – inclusive crianças – começaram a correr do local para fugir do atirador. Durante a fuga, ele tentou atirar contra o atual namorado da mulher – um escrivão da Polícia Civil, de 30 anos – e contra o pai dela – seu ex-sogro, de 51 anos -, mas não conseguiu.

    O homem fugiu após o crime. A Polícia Militar foi acionada, mas não conseguiu encontra-lo. Em seguida, enquanto registrava o caso na delegacia, o delegado da Polícia Civil ligou para o celular de Ricardo, que atendeu.

    O criminoso e o delegado iniciaram uma negociação para que o homem se entregasse. O policial prometeu proteger a integridade física do criminoso, que se entregou.

    Ele foi preso em flagrante e contou que, durante a fuga pela Travessia do Ilhote da Cocanha na Praia da Cocanha, perdeu a arma de fogo que usou no crime. O carro, o celular e a carteira do homem foram apreendidos.

    De acordo com a Polícia Civil, Ricardo Germano Ferreira de Sena já tinha antecedentes criminais, inclusive por violência doméstica contra a ex-namorada.

     

  • Assessores de Carlos Bolsonaro também são alvo da PF; suspeita é que pediram à Abin informações clandestinas em nome do chefe

    Assessores de Carlos Bolsonaro também são alvo da PF; suspeita é que pediram à Abin informações clandestinas em nome do chefe

    A suspeita é que esses auxiliares de Carlos pediam informações em nome do vereador para o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. A PF apura se Carlos recebeu materiais obtidos ilegalmente pela Abin.

    A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta segunda-feira (29) no Rio de Janeiro mandados de busca e apreensão contra o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A notícia foi dada no Blog da Andréia Sadi. Dois assessores de Carlos também foram alvo da PF — um está no Rio, outro, em Formosa (GO).

    É mais uma etapa da Operação Vigilância Aproximada, deflagrada na última quinta-feira (25). Segundo a PF, o objetivo é investigar “organização criminosa que se instalou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial”.

    A suspeita é que esses auxiliares de Carlos pediam informações em nome do vereador para o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. A PF apura se Carlos recebeu “materiais” obtidos ilegalmente pela Abin.

    Agentes estiveram na casa dele, no Vivendas da Barra — um condomínio de luxo na Praia da Barra da Tijuca —, e no gabinete dele na Câmara de Vereadores, no Centro. Carlos não estava em nenhum desses locais: ele tinha ido a Angra dos Reis, na Costa Verde.

    Policiais ficaram cerca de 3 horas na residência na Barra. Para a Câmara, a PF mobilizou veículos descaracterizados. Documentos e um computador foram apreendidos.

    Também é alvo da operação um militar do Exército — que hoje está na Bahia — e era cedido para a Abin sob o comando de Ramagem.

     

  • Polícia prende dois homens com faca e soco-inglês após ataque a voluntários do MBL na Avenida Paulista

    Polícia prende dois homens com faca e soco-inglês após ataque a voluntários do MBL na Avenida Paulista

    Vítimas recolhiam assinaturas para criação de partido. Uma delas teve um corte no rosto e precisou de atendimento médico.

    Segundo o boletim de ocorrência, os policiais estavam em patrulhamento a pé quando se depararam com a confusão em frente ao MASP. Quatro suspeitos agrediam dois homens. Entre o grupo agressor, dois conseguiram fugir e uma dupla foi detida.

    Dois jovens, de 22 e 27 anos, foram presos em flagrante por tentativa de homicídio contra outros dois homens, de 33 e 39 anos, na manhã de domingo (28), na Avenida Paulista. As vítimas faziam uma ação para o MBL (Movimento Brasil Livre).

    Durante a revista, com um deles foi achada uma faca no bolso da calça e com o outro um soco-inglês e spray de pimenta. As duas pessoas feridas foram encaminhadas para atendimento na UPA Vergueiro com ferimentos no rosto e braço.

    Agressão
    As duas vítimas estavam em uma barraca colhendo assinaturas para a criação de um novo partido, quando foram abordadas pelos suspeitos desconhecidos e xingadas de “fascistas”. Aos policiais, os dois presos negaram vínculos políticos no ataque.

    Uma das vítimas disse à polícia no 78º Distrito Policial que apoia o Movimento Brasil Livre (MBL) e fazia o trabalho voluntário para as assinaturas. Segundo o rapaz, o grupo se aproximou dizendo que tinha interesse em assinar o documento.

    Acompanhados por um advogado na delegacia, Victor Gabriel e Rogério Silva ficaram em silêncio sobre o crime. Rogério tem passagem por furto. A polícia apreendeu uma faca, soco-inglês, spray de pimenta e dois celulares.

    Os dois foram presos em flagrante por tentativa de homicídio e associação criminosa.

    Em nota, o MBL informou que vai acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que ajude na apuração contra os agressores.

    “Os agressores primeiro falaram que queriam assinar as fichas, nosso militante perguntou se eles já conheciam o partido, então eles disseram que sim, que é um partido de “fascistas” e começaram as agressões. Por sorte a Polícia Militar chegou rápido e prendeu dois deles.

    Vamos acionar o TSE para que ajude na investigação contra esses criminosos. Trata-se de um evidente ataque à democracia, de violência para intimidar militantes e inibir a criação de um partido político. É intolerável que façam associação criminosa e tentativa de homicídio para calar adversários políticos. Não é a primeira vez, é sistemática a violência contra membros do MBL.”

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que durante patrulhamento uma equipe da Polícia Militar viu os autores agredindo as vítimas.

    “Outras duas pessoas, ainda não identificadas, também participaram da ação, mas conseguiram fugir. As vítimas foram socorridas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vergueiro, onde foram medicadas e liberadas. Uma faca, um soco inglês, um gás de pimenta e dois celulares foram apreendidos. O caso foi registrado como associação criminosa e tentativa de homicídio pelo 78º Distrito Policial (Jardins), que requisitou perícia”.