Categoria: Justiça

  • Falso médico colecionava fotos com famosos em festas e frequentava haras antes de ser preso

    Falso médico colecionava fotos com famosos em festas e frequentava haras antes de ser preso

    Thiago Celso Andrade Reges chegou a trabalhar em quatro hospitais do Ceará. Em um deles, tinha salário de R$ 42 mil. Ele publicava nas redes sociais armas, luxo e presença em festas.

    Da esquerda para direita: Thiago Celso Andrade Reges na companhia de Gusttavo Lima, Wesley Safadão e Andressa Suita

    O falso médico Thiago Celso Andrade Reges, 36 anos, acusado de exercer medicina de forma ilegal, era frequentador assíduo de festas e haras promovidas por famosos. Conforme documento ao qual nos tivemos acesso, ele usou dinheiro obtido com o exercício ilegal da medicina para bancar uma vida de luxo.

    Ele trabalhou em pelo menos quatro hospitais no Ceará, nas cidades de Itapajé, Mulungu, Baturité e Pentecoste. Somente em Itapajé ele tinha salário mensal de R$ 42.500.

    Nas redes sociais, ele postou fotos com Wesley Safadão, Nicole Bahls, Gusttavo Lima, Andressa Suita, entre outros. Ele também ostentava imagens de armas de fogo, viagens e fotos em jatinhos particulares e carros de luxo.

    Falso médico preso no Ceará (à direita) ao lado de Nicole Bahls e do ex-marido dela — Foto: Reprodução

    Falso médico preso no Ceará (à direita) ao lado de Nicole Bahls e do ex-marido dela

    Segundo a denúncia contra Thiago Celso Andrade Reges ele trabalhou como médico após obter uma liminar na Justiça para que o diploma de medicina de uma universidade na Bolícia fosse validado no Brasil.

    A reitoria da Universidade Estadual do Ceará (Uece) emitiu a revalidação, anulada após a universidade descobrir que ele não havia se formado, e o diploma era falso. O registro dele no Conselho Regional de Medicina (Cremec) também foi cassado.

    Ele foi preso em 17 de março e solto uma semana depois. Em manifestação nas redes sociais neste após a soltura, ele disse que “tudo será esclarecido”.

    “Não julgue, não acuse, não precipite, não apresse, porque o único que pode fazer isso é Deus. Tudo será esclarecido no tempo certo e de Deus. Aos verdadeiros amigos e amigas, minha gratidão. Estou bem e nos braços da minha família”, disse.

    O advogado de Thiago afirmou que ele “clinicou apenas enquanto tinha uma liminar para isso”. “A defesa alega, desta forma, que ele não exerceu ilegalmente a profissão.”

    Falso médico usou dinheiro obtido com exercício ilegal da medicina para adquirir animais de alto valor, aponta denúncia

  • Empresário preso em SP por fraudes em jogos do Campeonato Brasileiro era quem fazia apostas e intermediava contatos com jogadores, diz MP

    Empresário preso em SP por fraudes em jogos do Campeonato Brasileiro era quem fazia apostas e intermediava contatos com jogadores, diz MP

    Bruno Lopez de Moura seria um dos responsáveis por dar ‘sinal’ de R$ 10 mil para jogador do Vila Nova para que fosse provocado pênalti em jogo. Após marcação não ser feita, ele teria passado a cobrar até mesmo o presidente do clube pelo prejuízo na aposta.

    O empresário Bruno Lopez de Moura, que foi preso em São Paulo suspeito de participar de um esquema que fraudava resultados de jogos, era quem fazia as apostas esportivas e intermediava contatos com os jogadores, segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO). Ele seria um dos responsáveis por entrar em contato com um jogador do Vila Nova e pagar um sinal de R$ 10 mil para que fosse provocado um pênalti no primeiro tempo de jogo.

    “Ele atua nessa frente, ele é o responsável por realizar, de fato, a aposta, por também promover contato direto com os jogadores, por também fazer a cobrança, o que deu errado”, contou o promotor de Justiça Fernando Martins Cesconetto.

    Até a última atualização desta reportagem, nos não havia obtido contato com a defesa do suspeito para que se posicione.

    Bruno foi preso temporariamente na terça-feira (14), durante a operação, que foi batizada de Penalidade Máxima. A prisão temporária tem duração de até cinco dias e o MP explicou que essa ação era necessária para evitar que a investigação fosse prejudicada. A operação ainda cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Goiás e outros estados.

    Segundo o Ministério Público, um jogador do Vila Nova, que também é investigado por participar do esquema, recebeu um “sinal” de R$ 10 mil para provocar um pênalti no primeiro tempo de jogo. Se o pênalti fosse marcado – o que não aconteceu, ele receberia mais R$ 140 mil. Como a marcação não foi feita, o apostador teria começado a “cobrar” o jogador pelo prejuízo na aposta.

    “Como no jogo do Vila Nova não houve o pênalti, mas houve o pagamento do sinal para atleta envolvido, o apostador passou a cobrar excessivamente o atleta pelo prejuízo causado, já que em outros dois jogos houve o pênalti e os atores envolvidos esperavam receber, cada um, R$ 150 mil”, completou o promotor.
    Em entrevista à TV Anhanguera, o presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo , que também é major da Polícia Militar, contou que ficou sabendo da suposta fraude após o próprio apostador entrar em contato com ele, em novembro de 2022, pedindo que ele cobrasse do jogador, alegando que teve um prejuízo de cerca de R$ 500 mil.

    “Essa pessoa, por incrível que pareça, passou a entrar em contato comigo me pedindo cobrar do atleta, que tinha recebido o dinheiro, a devolução daquele dinheiro. Ele alegava que aquele fato teria gerado um prejuízo de aproximadamente meio milhão para ele”, disse o presidente do Vila.

  • Polícia prende homem envolvido em roubo a banco na Avenida Paulista, um dos maiores do país

    Polícia prende homem envolvido em roubo a banco na Avenida Paulista, um dos maiores do país

    Ele tinha um mandado de prisão em aberto. Em 2011, a quadrilha arrombou 161 cofres do banco Itaú, roubou joias, pedras preciosas, documentos e cerca de R$ 500 milhões.

    Um homem de 49 anos, que participou de um dos maiores assaltos a banco da história do país, em agosto de 2011, na Avenida Paulista, foi preso por policiais militares, na manhã desta quarta-feira (29), na Rua Professor Jose Soares de Mello, Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo.

    Após denúncia anônima, os policiais abordaram o homem ao sair de sua casa e o encaminharam até o 72º Distrito Policial Ele tinha um mandado de prisão em aberto.

    Em 2011, a quadrilha arrombou 161 cofres do banco Itaú, roubou joias, pedras preciosas, documentos e cerca de R$ 500 milhões.

    O homem permanecerá preso à disposição da Justiça.

    O roubo
    O roubo ocorreu entre a noite de 27 e madrugada de 28 de agosto de 2011 e demorou cerca de 10 horas. O caso só foi descoberto oito dias depois. Para invadir a agência, uma porta de vidro foi quebrada. Dois homens entraram primeiro e dominaram um segurança. Outros dez assaltantes desceram até o subsolo do prédio.

    No momento da ação, o alarme estava desligado. Além disso, os ladrões desligaram o botão de pânico, que poderia ser usado pelo vigilante para alertar a segurança. Durante dez horas, a quadrilha estourou os cofres. Segundo a polícia,170 deles foram abertos e revirados. Dentro das gavetas havia dinheiro e objetos de valor. Nem o banco e nem os clientes que alugavam os cofres informaram, em detalhes, o que foi roubado.

    Parte das joias roubadas foi localizada na noite de 15 de setembro daquele ano por policias do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo. Além das joias, 10.840 libras esterlinas, pedras preciosas, uma ferramenta para cortar metais e um carro, uma Montana, também foram apreendidos pelos policiais.

  • ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    Ana Célia da Rosa, de 58 anos, estava internada no Hospital das Clínicas. Ela foi salva pela professora de educação física Cinthia Barbosa, que conseguiu imobilizar o agressor.

    A professora Ana Célia da Rosa, de 58 anos, uma das vítimas do ataque a Escola Estadual Thomazia Montoro, na segunda-feira (27), que teve alta na manhã de terça-feira (28), falou à TV Globo que pretende voltar a dar aula.

    “Isso não vai me abater, eu sou muito guerreira, eu sempre quis fazer o curso de história, eu aprendo muito todos os dias e não vou desistir. Vou voltar dia 9, assim que acabar a licença, não vai ser um susto desse que vai me tirar não”, disse Ana Célia.
    Ana foi uma das vítimas do ataque, no total, quatro professoras e um aluno foram esfaqueados dentro da escola, na Vila Sônia. Uma professora morreu. O agressor, um aluno de 13 anos do oitavo ano na escola, foi desarmado por professoras, apreendido por policiais e levado para o 34° DP, onde o caso foi registrado.

    A professora de história, que leciona há 8 anos, foi atingida na cabeça, na mão e nas pernas. Ela conta que ouviu gritos dos alunos pedindo ajuda para socorrer a professora Elisabete Tenreiro. “Corri, fui até a sala dela, quando cheguei ela estava caída e com um monte de sangue próximo ela. Me levantei e fui para a porta, quando vi ele chegou na porta, eu pedi ajuda e ele me deu a primeira facada”.

    “Ele me atacou, eu fui segurado porque achei que se ele saísse ia machucar mais pessoas. Nisso a professora Cinthia, de educação física, chegou […]. Eu sou muita grata pela professora Cinthia, ela me salvou”, afirmou.
    ‘É uma confusão de sentimentos’, diz professora que imobilizou agressor para salvar vítima de ataque em escola de SP
    Corpo de professora morta em ataque dentro de escola é velado na Zona Oeste de SP
    Com 30 pontos no braço, professora esfaqueada diz que está preocupada com a saúde mental dos alunos e professores

     

    Professoras e aluno foram esfaqueados na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, no dia 27 de março de 2023

    Câmeras de segurança mostram que os ataques ocorreram dentro da sala de aula. Em vídeos registrado pelo circuito interno é possível ver o agressor atingindo uma das vítimas pelas costas

    A professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, não sobreviveu. Ela teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário, da USP.

  • ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    ‘Não vai ser um susto desse que vai me tirar da escola’, diz professora que foi vítima de ataque em escola

    Ana Célia da Rosa, de 58 anos, estava internada no Hospital das Clínicas. Ela foi salva pela professora de educação física Cinthia Barbosa, que conseguiu imobilizar o agressor.

    A professora Ana Célia da Rosa, de 58 anos, uma das vítimas do ataque a Escola Estadual Thomazia Montoro, na segunda-feira (27), que teve alta na manhã de terça-feira (28), falou à TV Globo que pretende voltar a dar aula.

    “Isso não vai me abater, eu sou muito guerreira, eu sempre quis fazer o curso de história, eu aprendo muito todos os dias e não vou desistir. Vou voltar dia 9, assim que acabar a licença, não vai ser um susto desse que vai me tirar não”, disse Ana Célia.
    Ana foi uma das vítimas do ataque, no total, quatro professoras e um aluno foram esfaqueados dentro da escola, na Vila Sônia. Uma professora morreu. O agressor, um aluno de 13 anos do oitavo ano na escola, foi desarmado por professoras, apreendido por policiais e levado para o 34° DP, onde o caso foi registrado.

    A professora de história, que leciona há 8 anos, foi atingida na cabeça, na mão e nas pernas. Ela conta que ouviu gritos dos alunos pedindo ajuda para socorrer a professora Elisabete Tenreiro. “Corri, fui até a sala dela, quando cheguei ela estava caída e com um monte de sangue próximo ela. Me levantei e fui para a porta, quando vi ele chegou na porta, eu pedi ajuda e ele me deu a primeira facada”.

    “Ele me atacou, eu fui segurado porque achei que se ele saísse ia machucar mais pessoas. Nisso a professora Cinthia, de educação física, chegou […]. Eu sou muita grata pela professora Cinthia, ela me salvou”, afirmou.
    ‘É uma confusão de sentimentos’, diz professora que imobilizou agressor para salvar vítima de ataque em escola de SP
    Corpo de professora morta em ataque dentro de escola é velado na Zona Oeste de SP
    Com 30 pontos no braço, professora esfaqueada diz que está preocupada com a saúde mental dos alunos e professores

     

    Professoras e aluno foram esfaqueados na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, no dia 27 de março de 2023 — Foto: Cristina Mayumi/TV Globo

    Professoras e aluno foram esfaqueados na Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, no dia 27 de março de 2023

    Câmeras de segurança mostram que os ataques ocorreram dentro da sala de aula. Em vídeos registrado pelo circuito interno é possível ver o agressor atingindo uma das vítimas pelas costas

    A professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, não sobreviveu. Ela teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário, da USP.

  • Moradores acionam a Justiça contra o prefeito Ricardo Nunes por enchentes na Zona Leste de SP

    Moradores acionam a Justiça contra o prefeito Ricardo Nunes por enchentes na Zona Leste de SP

    Ação cobra que Prefeitura de São Paulo faça obras e manutenção para evitar que ocorra alagamentos no bairro de Ermelino Matarazzo. Prefeitura diz queinvestiu mais de R$ 46,2 milhões em obras para aprimorar o funcionamento do sistema de drenagem.

    Moradores da Zona Leste de São Paulo acionaram o prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Justiça por conta das enchentes provocadas pelas chuvas de verão na região de Ermelino Matarazzo, região próxima à divisa com Guarulhos.

    O documento protocolado na Vara Central da Fazenda na segunda-feira (27) pede que Nunes responda por obras estruturais e limpezas preventivas que deveriam ter sido feitas para evitar enchentes, em especial nas áreas das avenidas Paranaguá e Milene Elias.

    Entre as ações urgentes pedidas pelos moradores estão limpeza de bueiros, desentupimento de tubulações e manutenção periódica. Ainda solicitam que a prefeitura elabore um projeto de drenagem específico para as áreas afetadas por alagamentos.

    À Justiça, citam caso em que comerciantes tiveram que colocar placas metálicas em frente aos seus comércios para tentar evitar a entrada de água de enchente ocorrida em abril de 2022. A Prefeitura de São Paulo informou que não foi notificada da ação civil mencionada.

    Representante do Instituto padre Ticão, responsável pela ação, Rafaela Guabiraba afirma que há descaso do poder público com a região. “Não há nenhum plano ou programa debatido com a comunidade para resolução do problema, o bairro tá esquecido do ponto de vista de serviço público”, diz Guabiraba.

    Douglas Samoel, morador de Ermelino Matarazzo, diz que “não se pode normalizar um alagamento que atingiu 1,20m acima do nível da rua, arrastou carros, invadiu comércios e casas, deixando um cenário de caos e abandono”.

    Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) afirmou que, “desde 2021, já investiu mais de R$ 46,2 milhões em obras para aprimorar o funcionamento do sistema de drenagem, bem como garantir a segurança da população da região de Ermelino Matarazzo.”

    “A SIURB executou as obras de contenção de taludes e margens do córrego das ruas Duas Ilhas e dos Anjos, além da recuperação das margens do córrego da Rua João Spínola e contenção das margens do córrego da Rua Benfica de Minas. A região também foi contemplada no Caderno de Drenagem do Córrego Tiquatira, publicado em 2022, e que apresenta a atual situação da bacia hidrográfica local, seus pontos críticos e mais as alternativas para mitigação de cheias.

    A Subprefeitura Ermelino Matarazzo esclarece que, de janeiro e março deste ano, realizou a limpeza de 6.016 bocas de lobo na região sob a sua jurisdição. Em todo ano de 2022, 34.260 bocas de lobos passaram por serviço de zeladoria.”

    Verba

    entre 1º de janeiro e 14 de março, a prefeitura da capital utilizou apenas 4% do valor destinado para ações de prevenção e combate a enchentes e alagamentos.

    A cidade vive seu melhor momento orçamentário da história, com um caixa recorde de mais de R$ 31 bilhões.

    De acordo com dados do Portal da Transparência da capital, entre 1º de janeiro e 14 de março, período de chuvas mais intenso deste ano:

    R$ 1,54 bilhão foi previsto pela gestão municipal para investimentos no combate às enchentes;
    R$ 572,9 milhões foram empenhados, ou seja, liberados para serem utilizados para determinada finalidade. A prefeitura informou que utilizou R$ 23 milhões (4%) do valor empenhado;

  • Trabalho escravo na produção de vinhos e suco de uva escancara a face mais obscura do agronegócio

    Trabalho escravo na produção de vinhos e suco de uva escancara a face mais obscura do agronegócio

    O trabalho escravo é uma faceta persistente nas áreas rurais brasileiras, ainda que a maioria da mídia corporativa faça vistas grossas desse problema, na medida em que a prática está firmemente fincada no que seriam os bons exemplos do agronegócio brasileiro. A mais recente descoberta  aponta que 200 trabalhadores arregimentados no estado da Bahia estavam sendo submetidos à formas modernas de escravidão em estabelecimentos ligados à empresas como as vinícolas Salton, Aurora e Garibaldi. Como essas empresas operam na Serra Gaúcha fica claro que a prática de escravizar trabalhadores estava acontecendo em propriedades modernas e altamente fianciadas, o que desmente a noção de que trabalho escravo é algo que ocorre apenas nos grotões mais distantes do Brasil profundo.

    Suco de uva tingido com sangue de trabalhador escravo é a imagem da regressção de direitos trabalhistas

    Mas a persistência de libertação de trabalhadores escravos em áreas controladas pelo agronegócio que é normalmente apresentado como sendo o mais moderno, como foi o caso da descoberta de trabalho escravo em cafezais mineiros que eram certificados internacionalmente, deixa claro que esse é um problema que está espraiado por todo o Brasil. Aliás, há que se lembrar que a contra reforma trabalhista operada pelo governo de facto de Michel Temer tornou mais difícil imputar a prática de escravizar trabalhadores aos donos das empresas que são flagradas pelas operações realizadas pelo Ministério do Trabalho.

    Popr outro lado, as diferentes mudanças na legislação trabalhista tornam quase impossível que os responsáveis pela escravização de trabalhadores sejam punidos de forma contundente. Na verdade, na maioria dos casos, os escravizadores nem pagam as multas que são aplicadas, deixando tudo muito confortável para eles.

    Por isso, o combate ao trabalho escravo deve ser uma prioriedade do governo Lula, na medida em que é quase certo que neste momento muitos brasileiros estão vivendo em condições degradantes de trabalho ou estão simplesmente sendo escravizados. O fato é que se nada for feito para apertar o laço no pescoço dos que aumentam suas fortunas com os produtos do trabalho escravo, nada mudará.

  • Investigação: MP vai apurar supostas irregularidades em licitação da Prefeitura de Codó

    Investigação: MP vai apurar supostas irregularidades em licitação da Prefeitura de Codó

    Comandada por José Francisco Lima Neres, conhecido como Dr. Zé Francisco, a Prefeitura de Codó é alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Maranhão.

    A investigação visa apurar indícios de possíveis irregularidades no processo licitatório Pregão Eletrônico nº 027/2022 – CPL/PMC (Processo Administrativo nº 1299,1300,1467/2022), que prevê a contratação de empresa especializada na prestação de serviços terceirizados, abrangendo as categorias de serviços gerais e apoio administrativo, em caráter complementar, a serem executados nas dependências da prefeitura municipal de Codó e nas dependências das suas secretarias.

    De acordo com o promotor Carlos Augusto Soares, titular da 1ª Promotoria de Justiça da comarca de Codó, que assinou a portaria, há necessidade de promover outras diligências, visto que encerrou o prazo de vigência da Notícia de Fato, a fim de averiguar os trâmites do processo licitatório, que foi questionado mediante denúncia sobre possíveis irregularidades.

    Uuma decisão da Comissão Permanente de Licitação de Codó sobre recurso impetrado pelo Instituto Viver, uma das empresas que participou da concorrência pública, pedindo a revisão e reformulação do resultado do pregão nº 027/ 2022, que declarou a L G de Sousa Soluções e Negócios Eireli vencedora do certame. De acordo o Iviver, como também é conhecido o instituto, a habilitada não apresenta qualificação técnica conforme exige o edital, e teria apresentado nota fiscal “duvidosa e cancelada”. (veja o documento)

    A administração pública não acatou o pedido e manteve a contratação da empresa de Lourival Garreto de Sousa Filho, que fica localizada em São Luís.

    Em levantamento junto ao portal do Tribunal de Contas do Estado (TCE), foi verificado que a administração do Dr. Zé Francisco mantém vários acordos milionários com a L G de Sousa Soluções e Negócios Eireli, somando um total de R$ 22.792.897,20 milhões. Todos os contratos foram firmados em 2022.

  • Justiça decreta prisão de ginecologista acusado de abuso sexual contra pacientes no Maranhão

    Justiça decreta prisão de ginecologista acusado de abuso sexual contra pacientes no Maranhão

    Médico Gonzalo Revatta é alvo de diversas denúncias de pacientes e está foragido.

    A Justiça determinou a prisão preventiva do médico ginecologista peruano, naturalizado brasileiro, Gonzalo Arturo Buleje Revatta, de 51 anos. Ele é acusado de diversos crimes de assédio sexual contra pacientes em cidades do Maranhão, especialmente em uma clínica em Rosário, a 72 km de São Luís.

    A decisão é do Tribunal de Justiça do Maranhão e foi assinada pelo desembargador Antonio Fernando Bayma Araújo. Até o momento, Gonzalo respondia em liberdade pelos crimes e está foragido.

    Em um dos casos, uma das vítimas, de 26 anos, relatou os supostos abusos à Polícia Civil. Ela disse que foi abusada sexualmente por meio de diversas carícias e toques, por vários minutos, além de ser colocada em diversas posições sexuais com perguntas de cunho erótico.

    “Nós entendemos que uma consulta, um exame ginecológico existe o limite de alguns contatos, de alguns procedimentos médicos devem ser adotados. Entretanto, a situação trazida pela vítima foge de qualquer padrão de legalidade”, declarou o delegado de Rosário, Ivônio Ribeiro.

    Gonzalo Arturo chegou a ser preso em flagrante e foi constatado que já existem outras ocorrências da mesma natureza. Ele foi encaminhado para a Unidade Prisional de Rosário e o Ministério Público chegou a pedir pela conversão da prisão em preventiva, mas o médico foi solto na Audiência de Custódia.

    Em contrapartida, o ginecologista teve que entregar o passaporte, foi proibido de viajar para cidades fora da comarca de Rosário e de entrar na Super Clínica da Família, onde ele é proprietário e fazia os atendimentos. Ele também teve o direito de exercer a medicina suspenso pela Justiça.

    Vítimas dão detalhes dos abusos

    Uma das vítimas conta que foi à clínica de ginecologia fazer um exame preventivo pela primeira vez e foi abusada pelo médico. Ela disse que Gonzalo a fez ficar em vários posições diferentes, sem roupa, durante o suposto exame.

    “Ele falou assim: gora Asente, abre bem as tuas pernas e relaxa. Eu sentei, abri as pernas e aí ele começou a tocar nas minhas pernas. Ele perguntou assim pra mim: ‘Tu malha?’. Aí eu disse, sim, eu malho. Ele disse: ‘Nossa, tuas pernas são bem durinhas’. Daí então eu paralisei, não tive mais ação nenhuma. Então ele pegou e falou assim: ‘Relaxa’, e eu relaxei. Quando eu relaxei, ele pegou os três dedos dele, sem luva, e começou a me masturbar”

    “Ele disse assim: ‘Vira de frente para mim e abre as pernas’. Eu disse: doutor, é só essa posição que eu posso fazer? Nervosa, eu não sabia o que fazia. E ele disse: ‘não, vira pra mim, pra parede, de costas pra mim e abre as pernas’. Eu não estava conseguindo me empinar. Ele falou assim: ‘te empina mais, tu não sabe o que é ficar de quatro?”. Aí eu, automaticamente, ‘meu Deus do céu, o que é que eu tô fazendo aqui?’. Tipo, não sabia o que fazia, não tomava nenhuma iniciativa porque não é fácil passar por isso. (…)”

    A vítima diz ainda que o médico fez perguntas de cunho sexual e um último comentário antes de terminar o ‘exame’.

    “Ele disse assim: ‘Nossa, você não ‘goza’. Você é muito difícil de ‘gozar’, nem parece que você é casada’. Eu quero te dizer algo: Eu disse ‘sim’. Aí ele disse: ‘Você é bem apertadinha’”, relata a vítima.

    Segundo a polícia, há outras cinco denúncias registradas contra ele em Rosário e em outras duas cidades maranhenses. Ano passado, ele foi demitido do Hospital Municipal de Rosário por causa de uma denúncia de assédio.

    Outra mulher de 21 anos diz ter sido vítima do médico em 2019. Ela afirma que foi dopada e abusada por ele.

    “Ele disse: ‘Eu vou te aplicar um remedinho para você não sentir dor. Porque dói um pouco’. Eu falei: ‘tudo bem’. Aí quando ele aplicou, eu apaguei logo. Só que eu não consegui dormir totalmente. Aí ele começou a massagear, passar a mão nas minhas partes íntimas, começou a perguntar se eu estava sentindo prazer, se eu queria ter relação… Eu falei que estava machucando. Ele falou: ‘Não, relaxa, não vai machucar. É porque você está prendendo as pernas”, descreve.

    Na época, a vítima procurou a polícia, mas a investigação não avançou. Porém, depois foi chamada para prestar um novo depoimento.

    O advogado de Gonzalo Revatta disse, na época, que o médico não vai se pronunciar sobre as denúncias.

  • MARIDO DE PERLLA, PATRICK ABRAHÃO SURGE EM FOTO INÉDITA NA PRISÃO 42 DIAS APÓS SER DETIDO

    MARIDO DE PERLLA, PATRICK ABRAHÃO SURGE EM FOTO INÉDITA NA PRISÃO 42 DIAS APÓS SER DETIDO

    Sem os pesados colares de ouro que costumava ostentar, o empresário Patrick Abrahão surgiu numa foto ainda inédita na prisão, 42 dias após ser detido. Nenhuma imagem do marido da cantora Perlla tinha sido vista desde que ele foi preso no dia 19 de outubro e levado para o presídio Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

    No dia 26 de novembro, inspetores de Polícia Penal da Secretaria de Estado de Administração Penal (Seap) encontraram com Patrick Abrahão um celular e um carregador, durante uma revista no presídio.

    Alguns dias antes, o detento chegou a divulgar uma carta aberta que escreveu na prisão, declarando ser inocente.

    “Em meio a dias difíceis, queremos agradecer o carinho e a oração de todos, principalmente a nossa família. (…) Me sinto muito machucado por tantas inverdades. Fatos que nem constam no processo a meu respeito e nem denuncia existe ainda. Como se eu tivesse esmeraldas em casa, movimentado bilhões, me colocando como dono de uma empresa que eu era investidor. Declaro que estamos 100% a disposição da justiça para esclarecer tudo.”, dizia ele num trecho da carta.

    Patrick Abrahão, de 24 anos, foi preso na Operação La Casa de Papel, da Polícia Federal (PF), da Receita Federal e da Agência Nacional de Mineração, suspeito de participar de um esquema de pirâmide financeira transnacional.

    A operação apreendeu cerca de R$ 5 milhões em carros de luxo, R$ 1,3 milhão em criptoativos e R$ 75 mil em espécie. Segundo as investigações, a rede de Patrick lesou pelo menos 1,3 milhão de pessoas em 80 países e lhes impôs um prejuízo de R$ 4,1 bilhões.

    Patrick é investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional, evasão de divisas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, usurpação de bens públicos, crime ambiental e estelionato.