Categoria: Justiça

  • Kleber Gladiador é acusado de agredir funcionária de loja de conveniência em SP

    Kleber Gladiador é acusado de agredir funcionária de loja de conveniência em SP

    Caso aconteceu na madrugada do dia 3 de setembro na Zona Oeste da capital. Ex-jogador teria iniciado uma briga no local.

    Uma funcionária de um posto de conveniência na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência contra o ex-jogador de futebol Kleber Gladiador por agressão física.

    De acordo com informações do boletim de ocorrência, Kleber teria se envolvido em uma briga na madrugada de 3 de setembro. Uma das pessoas que estava envolvida na briga entrou na loja de conveniência, e o ex-jogador tentou entrar no local também.

    Quando foi impedido pela funcionária, Kleber teria tentado enforcado a vítima contra uma porta de vidro.

    O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

     

  • Polícia procura idoso suspeito de matar a facada estudante de 17 anos; crime ocorreu em Guarulhos

    Polícia procura idoso suspeito de matar a facada estudante de 17 anos; crime ocorreu em Guarulhos

    Segundo testemunhas, os dois teriam discutido após o homem de 60 anos assediar a namorada do adolescente. Crime ocorreu na última quinta-feira (7). Polícia procura suspeito, que fugiu após o crime.

    Um adolescente de 17 anos morreu após ser esfaqueado por um idoso. O crime ocorreu na última quinta-feira (7), em Guarulhos, na Grande São Paulo.

    Imagens de uma câmera de segurança de estabelecimentos da região gravaram partes do crime.

    Um dos registros, mostra o momento em que Pedro e a namorada, de 18 anos, saem de casa e descem a Avenida Marechal Rondon, no bairro Ponte Grande, para ir ao mercado.

    Antônio Tavares da Silva, de 60 anos, suspeito de assassinar o jovem, havia acabado de estacionar o carro na mesma rua.

    Segundo testemunhas, o idoso teria assediado a namorada de Pedro Albieri quando o casal passava pela via. Pedro decide voltar para tirar satisfação com o homem. Eles começaram a discutir.

    Pelas imagens é possível ver que Pedro pega uma pedra e atira contra Antônio. Na sequência, o homem parte pra cima do adolescente e o acerta no peito com uma faca.

    Após atingir o jovem, Antônio Tavares da Silva corre em direção ao carro.

    As imagens não mostram o momento do assassinato, mas registraram quando idoso entra veículo enquanto a namorada de Pedro sobe a rua correndo, desesperada, para pedir ajuda.

    Família pede ajuda
    Em entrevista à TV Globo, a mãe de Pedro, Angela Fialho Albieri, contou que o estudante era um menino “muito alegre, muito protetor com os irmãos, a namorada”.

    A família registrou o boletim de ocorrência e pede ajuda para que o suspeito seja encontrado e preso.

    “Conto com a ajuda de todas as pessoas que possam denunciar esse monstro que fez isso”.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o setor de homicídio e de proteção à pessoa de Guarulhos investiga o caso. Ainda de acordo com a pasta, a polícia ouviu testemunhas e realiza buscas para tentar encontrar o suspeito.

     

  • Belo é condenado a pagar R$ 515 mil por faltar a show em Campinas

    Belo é condenado a pagar R$ 515 mil por faltar a show em Campinas

    Show estava marcado para março e decisão considera devolução de valores a casa de eventos e indenizações por danos. Pagamento deve ser solidário com produtoras e cabe recurso.

    O cantor Belo e duas produtoras foram condenados a pagar R$ 515,2 mil a uma empresa de eventos em Campinas (SP) porque o artista faltou a um show marcado para 11 de março. A decisão da 6ª Vara Cível diz que a quantia total considera a devolução de valores e indenizações. Cabe recurso.

    A decisão do juiz Francisco Jose Blanco Magdalena mencionou que houve rescisão contratual por culpa dos réus. Com isso, Belo e as empresas devem pagar de forma solidária para a Vidotti Eventos:

    💸 R$ 160 mil – devolução de valores à empresa de eventos
    💸 R$ 335,2 mil – indenização por dano material
    💸 R$ 20 mil – indenização por dano material

    “O descumprimento do contrato atingiu diretamente a reputação da autora, eis que todos ficaram a espera do artista e sua equipe; estes, porém, não compareceram, frustrando os convidados nas horas que antecederiam ao evento, ao responsável pela contratação a autora o constrangimento e a humilhação perante todos”, informa trecho da decisão publicada na quinta-feira (7).
    O valor final a ser pago por Belo e as produtoras ainda deve incluir correção monetária e os réus também devem desembolsar acréscimo de 15% para custas processuais e honorários, diz o juiz.

    📄 O caso

    De acordo com a decisão, o contrato para realização do show foi firmado entre a Vidotti e a Digital Prime Produções e Eventos, representante de Belo, em dezembro de 2022. A outra empresa que é ré e foi condenada pela Justiça a dividir os pagamentos foi a GR Shows Produções Artísticas.

    No dia do evento, diz o magistrado, a Vidotti recebeu um e-mail de notificação extrajudicial com a notícia de cancelamento do show por “falta de alvará de funcionamento do evento”.

    Além disso, a Digital Prime alegou que tinha recebido uma ligação na data anterior, feita pelo responsável legal da empresa de Campinas, e foi informada de que o local do show estaria fechado por determinação legal ou administrativa e não haveria tempo para regularizar e liberar o local.

    Por outro lado, segundo o magistrado, a Vidotti relatou que informou à equipe do cantor ainda em 10 de março a disponibilidade de outro local, na mesma região e proximidade, validado após visita técnica. No entanto, segundo a empresa, no dia posterior o representante da Digital Prime considerou que a validação e autorização eram inválidas, e por isso houve solicitação de devolução dos valores.

    A GR Shows, diz a sentença, publicou uma nota em rede social onde informou que o show não seria realizado por conta do fechamento temporário da casa de shows, enquanto que a Vidotti também foi às plataformas para comunicar que a decisão de cancelamento foi tomada pela equipe do artista.

    “Demonstradas as autorizações concedidas pela Municipalidade de Campinas e pelo Corpo de Bombeiros quanto ao evento a ser realizado no Espaço Campinas Hall referente ao show do cantor Belo, ora contratado pela autora (fls. 95/104). Diante desse contexto, não se vislumbra prova concreta de que o artista estaria impedido pela autora de realizar seu show sob o argumento de que, ante a ausência de autorização de alvará municipal, outra data seria marcada para sua apresentação”, ressalta outro trecho da decisão.

    🎤 O que dizem o cantor e as empresas?

    O g1 procurou a assessoria de Belo na noite desta segunda-feira (11) e aguarda resposta sobre o caso.

    A reportagem não localizou as assessorias das produtoras também condenadas solidariamente.

  • Antony diz que vai comprovar inocência e se defende de acusação de agressão feita por bancária: ‘Tivemos encontro consensual’

    Antony diz que vai comprovar inocência e se defende de acusação de agressão feita por bancária: ‘Tivemos encontro consensual’

    Ingrid Lana disse ao g1 que caso foi em 2022, e jogador do Manchester pediu para ela não denunciá-lo, pois jogaria a Copa do Catar. Bancária avalia se fará queixa à polícia. Ex-namorada de Antony e outra mulher também o acusam de agressão. Polícia apura, e atleta nega crimes.

    O jogador do Manchester United Antony diz que vai comprovar sua inocência a respeito de acusações de agressões contra mulheres que têm se tornado públicas. Ao g1, o atleta relatou neste domingo (10) que teve com a bancária Ingrid Lana, de 33 anos, um “encontro íntimo e consensual”. Ela, no entanto, afirma que ele tentou beijá-la, mas, como ela recusou, o atleta a empurrou, e a bancária bateu a cabeça na parede.

    Ingrid disse ainda que nunca se envolveu com Antony ou foi amante dele e que analisa com seus advogados se irá registrar boletim de ocorrência contra o atleta por agressão (leia mais abaixo).

    Na nota, Antony diz que “conversava com a Ingrid por WhatsApp. Quando ela foi para Portugal para ir num aniversário de sua prima, pediu para vir aqui para Manchester me encontrar, com clara intenção de se encontrar comigo intimamente, inclusive me perguntando se preferia lingerie vermelha ou branca”.

    E complementa: “Comprei passagem e reservei um hotel para ela. De fato, me encontrei com ela no referido hotel e tivemos um encontro íntimo e consensual. Apesar dela insistir para nos encontrarmos novamente para outro encontro íntimo, por uma questão de agenda não pude vê-la novamente, tendo ela retornado ao Brasil. Desde então, nunca mais me encontrei com ela”.

    Antony afirma que pode comprovar suas afirmações por mensagens trocadas no WhatsApp. “Só não publico na íntegra para preservar o direito de privacidade. No entanto, vou disponibilizar pelas vias adequadas, se necessário, para comprovar minha inocência, bem como para propor a competente ação reparatória e pedido de investigação”, finaliza.

    Neste domingo (10), o Manchester divulgou o afastamento de Antony dos treinos do clube devido às acusações contra o jogador.

    O que diz Ingrid
    “Do nada, ele tentou me beijar. Mudou de assunto e já veio para cima de mim. Eu falei: ‘O que está acontecendo?’ Aí eu fui falei: ‘Não quero!’ Aí ele me empurrou contra a parede com ódio. Eu bati a cabeça na parede”, disse Ingrid sobre o episódio.

    Segundo a bancária, a agressão ocorreu em setembro de 2022, quando ela foi à cidade do clube inglês tratar de negócios de remessas internacionais de dinheiro dele para a mãe no Brasil.

    “Ele pegou e falou para mim: ‘O que você veio fazer aqui, então?’ Eu falei: ‘Antony eu vim para a gente falar de negócios. Vocês me convidaram para isso, não sei o que você quer. Aí encheu o olho de lágrima, ele me pediu perdão… que foi da cabeça dele. Acho que ele nunca recebeu um não”, contou Ingrid, terceira mulher a acusar o jogador de futebol de agressão.

     

  • Cantor preso por manter ‘floresta de maconha’ vendia a droga durante shows, diz MP

    Cantor preso por manter ‘floresta de maconha’ vendia a droga durante shows, diz MP

    Vídeo de Gustavo Fildzz sendo acordado por policiais e questionando se eles ‘estavam loucos’ acabou viralizando nas redes sociais.

    O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra o cantor da banda Aliados, Gustavo Fildzz, preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico em Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com o documento, obtido pelo g1, o músico utilizava os entorpecentes para uso terapêutico e tratamento de ansiedade e insônia. A Justiça decidiu, nesta semana, manter o cantor preso acatando os argumentos do MP.

    Fildzz, que é ex-atleta de ginástica olímpica e foi campeão panamericano em 1999, é apontado como responsável por dois endereços usados para plantações de maconha em Praia Grande, também no litoral paulista. O cantor é conhecido nacionalmente por conta da banda Aliados, que já emplacou algumas de suas canções como trilhas de novelas de diferentes emissoras brasileiras.

    De acordo com a denúncia, Fildzz e o caseiro Wagner Gonçalves, ambos presos em flagrante, administravam imóveis transformados em laboratórios de produção de entorpecentes destinados ao comércio de maconha e seus derivados, como ‘skank’ e haxixe. Além de mais de 100 pés de maconha, drogas sintéticas também acabaram sendo apreendidas durante a operação que culminou na prisão dos dois suspeitos.

    O Ministério Público também teve acesso a conversas entre os dois indiciados sobre a manutenção dos equipamentos encontrados nos laboratórios e, também, sobre o andamento da produção da droga, bem como conversas de Wagner Gonçalves falando sobre a venda dos entorpecentes produzidos pelos laboratórios, o que acabou pesando pelo indeferimento do pedido de relaxamento da prisão.

    Ainda segundo o Ministério Público, praticamente toda a produção da droga era negociada com um outro suspeito identificado como ‘Kabeça’. O restante, de acordo com o MPSP, era vendido pelo próprio cantor durante seus shows para alguns fãs da banda. No momento de sua prisão, Gustavo Fildzz estava dormindo e acabou sendo acordado pelos próprios policiais que acabaram o prendendo em flagrante.

    Investigações
    De acordo com o delegado Fabiano Barbeiro, responsável pelo caso, foram três meses de investigação até o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Para chegar aos suspeitos, a polícia usou técnicas investigativas, principalmente de monitoramento e campanas nos endereços investigados.

    Neste cenário, Fildzz foi visto mais de uma vez nos locais. “Ele [Fildzz] é o responsável, o grande articulador desse esquema, então por conta disso está sendo autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico”, explicou o delegado da Deic.

    Barbeiro diz que se surpreendeu com a ligação do músico com os crimes. “Uma grande decepção. É uma pessoa que tem uma expressão na região muito forte, até mesmo nacional. Tem talento e uma série de atributos pessoais, inclusive é um formador de opiniões”, afirmou.

    A prisão

    Um vídeo obtido pelo g1 mostrou o vocalista da banda Aliados sendo acordado por policiais e preso em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico em Santos. Nas imagens, os agentes aparecem entrando armados e com lanternas no quarto do músico, que acorda assustado (veja o vídeo acima).

    – “Levanta aí. Polícia, Fildzz”, disse um dos agentes, enquanto entrava no quarto.
    – “Tão ficando louco, meu? Quem é? Quem é?”, perguntou o cantor, acordando assustado.
    – “Oh, amigo. Pelo amor de Deus”, complementou o músico.
    Imagens obtidas pelo g1 no dia da prisão mostraram os cômodos das casas com revestimentos próprios para o cultivo da planta cannabis, bem como equipamentos de iluminação e produtos químicos.

    De acordo com a Polícia Civil, Fildzz alegou que a maconha era para consumo próprio, inclusive sob prescrição médica. No entanto, em cada endereço, havia mais de 50 pés, além de brotos e plantas em crescimento.

  • Falcão e Kleiton Lima: o que se sabe sobre denúncias de mulheres contra ex-funcionários do futebol do Santos

    Falcão e Kleiton Lima: o que se sabe sobre denúncias de mulheres contra ex-funcionários do futebol do Santos

    Santos Futebol Clube está envolvido nos últimos meses em denúncias de mulheres contra dois de seus funcionários – e que renderam as saídas deles.

    Em 4 de agosto, Paulo Roberto Falcão deixou o cargo de coordenador de futebol do Santos Futebol Clube. Pouco mais de um mês depois, nesta quinta-feira (7), foi a vez de Kleiton Lima, técnico das Sereias da Vila, colocar o cargo à disposição e ter o sim da diretoria. Além dele, toda a comissão técnica do time feminino do Santos deixou o clube. Em ambos os casos, as acusações envolvem assédio sexual. No caso de Lima, moral também.

    Veja abaixo o que se sabe sobre cada um dos assuntos:

    Falcão

    O que aconteceu?
    A recepcionista de um apart-hotel no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo, registrou boletim em 4 de agosto de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da Cidade por importunação sexual cometida por Paulo Roberto Falcão, então coordenador de futebol do Santos Futebol Clube. O dirigente morava no local. Foram duas tentativas, segundo a advogada da vítima: nos dias 2 e 4 de agosto.

    O que a vítima diz?
    A recepcionista, de 26 anos, contou que Falcão entrou em uma área restrita para funcionários com algumas roupas em mãos para mandar lavar.

    Antes de entregá-las, porém, se aproximou dela falando sobre a câmera de monitoramento, momento em que ela disse ter sido importunada sexualmente no dia 4 de agosto. No dia 2, segundo ela, a ação foi a mesma, inclusive o discurso escolhido.

    Dessa vez, porém, a mulher contou ter se afastado e demonstrado ódio diante da situação. De acordo com a funcionária, o impulso assustou Falcão, que deixou as roupas e foi para o quarto.

    A recepcionista disse à reportagem que ligou para o marido, que se deslocou para o apart-hotel e conversou com o gerente do hotel. O síndico do prédio também foi acionado e, segundo ela, ligou para Falcão. “O síndico ligou para ele e me pediu desculpa”, disse ela.

    Como está a investigação?
    As investigações sobre o caso continuam em curso.

    O que diz o acusado?
    Falcão pediu demissão do cargo e, por meio das redes sociais, afirmou na época: “Em respeito à torcida do Santos Futebol Clube, pelos recentes protestos diante do desempenho do time em campo, decidi deixar o cargo de coordenador esportivo”.

    Falcão ressaltou que o primeiro sentimento dele, ao tomar a decisão, foi o de defender a imagem da instituição. “Sobre a acusação feita nesta sexta-feira (4 de agosto), que recebi com surpresa pela mídia, afirmo que não aconteceu”.

    Kleiton Lima

    O que aconteceu?
    Dezenove cartas contendo acusações de assédio moral e sexual contra Kleiton Lima, técnico das Sereias da Vila, foram divulgadas pelo ge.globo nesta quinta-feira (7). Todas as correspondências foram escritas a mão e de forma anônima. As cartas foram entregues para a supervisora das Sereias da Vila, Aline Xavier, que encaminhou todo o material para a diretoria.

    O treinador colocou o cargo à disposição e a diretoria aceitou. Com ele também saíram a auxiliar técnica Fabi Guedes, a preparadora física Vanessa Monte Bello, o analista de desempenho Julio Resende, o preparador de goleiras Gabriel Ribeiro, a psicóloga Luiza Garutti, o massagista Tarso Ajifu e os fisioterapeutas Dhouglas Antonini e Lucas Wasem.

    O que as vítimas dizem?
    Nas cartas, citações são feitas sobre a conduta do treinador em diversas situações. Uma delas envolve contusões de atletas. “Algumas brincadeiras e comentários que não cabiam no momento, insinuando que eu estava machucada de propósito, como seu eu tivesse simulado minha dor. Porém, só eu sei o que passei e sei o quanto foi difícil a minha recuperação”, disse uma das jogadoras.

    Em outros manuscritos, fala-se em “agressões verbais, humilhações em público e de forma particular”. Há menção em um dos textos, inclusive, de que uma delas passou “a pensar em suicídio e entrar em profunda depressão”.

    A indignação maior, de acordo com os textos, refere-se ao aspecto sexual. “Estou cansada de seus comentários sobre os nossos corpos de uma maneira desrespeitosa, cansada de seus toques de maneira indevida”, diz uma delas.

    “Uma vez, na feira, eu estava esperando perto de uma barraca de pastel. Lá, o treinador chegou e perguntou se eu estava comendo pastel, aí eu respondi ‘não, estou esperando as meninas’. Então ele deu a volta por mim, olhou para minha bunda e disse: ‘acho que não’, insinuando que minha bunda parecia grande, então isso significava que eu estava comendo pastel”, menciona outra. “O treinador diariamente falta com respeito em sua fala constrangedora e desrespeitosa, como ‘xerecada’ e ‘tetada’”, comenta mais uma.

    As roupas de Kleiton Lima também estão incluídas e são assunto recorrente nas cartas. “Suas vestimentas não são adequadas ao ambiente de trabalho, pois deixam transparecer o seu órgão genital na calça ou short, principalmente por estar em um departamento feminino, tornando o ambiente desconfortável”, diz mais um dos relatos.

    “Atitudes de extremo desrespeito para com as atletas (como por exemplo treinos sem o uso de roupa íntima por baixo da calça por parte do treinador, causando assim desconforto em nós, meninas”, diz outro trecho.

    Como está a investigação?
    Em nota enviada ao g1, o Santos Futebol Clube “informa que está apurando o caso, conversou com o profissional, que negou todos os fatos, mas colocou o cargo a disposição, o que foi aceito pela diretoria para melhor apuração do caso. O Santos FC seguirá buscando sempre o melhor ambiente para todos os seus funcionários”.

    O que diz o acusado?
    O técnico Kleiton Lima enviou nota ao g1 em que nega as acusações. Confira a íntegra:

    “Antes de mais nada, eu não pedi demissão, coloquei o cargo à disposição para diretoria do clube após tomar conhecimento de reclamações de parte do elenco em relação ao meu trabalho. O Santos resolveu desligar a comissão técnica inteira do futebol feminino. Tomei conhecimento também de supostas queixas de assédio, o que me causou estranheza e revolta. Uma acusação dessa é muito grave e tomarei minhas providências legais, quem denuncia tem que provar. Tenho uma carreira profissional de quase 30 anos de forma ilibada e vitoriosa, nunca tive nenhuma queixa nesse sentido durante toda a minha trajetória. Nao aceito que utilizem desse artifício para me tirarem do cargo e tentarem manchar a minha história e a do clube”.

     

  • Homem que causou incêndio e matou o próprio pai em Conchal disse à polícia que briga por maço de cigarros motivou o crime

    Homem que causou incêndio e matou o próprio pai em Conchal disse à polícia que briga por maço de cigarros motivou o crime

    Crime aconteceu na noite da quinta-feira (7). Florival Araújo foi preso em flagrante e conduzido à Cadeia Pública de Limeira.

    O homem de 50 anos que provocou o incêndio que matou o próprio pai, disse à Polícia Civil que ateou fogo em um material da cozinha depois de discutir com o genitor por conta de um maço de cigarros. O crime aconteceu na quinta-feira (7), em Conchal (SP).

    Depois de incendiar a casa, Florival Cerqueira de Araújo saiu do imóvel e foi para um bar. Lourival Cerqueira de Araújo, um idoso de 73 anos com problemas de locomoção, não conseguiu sair da residência em chamas e morreu carbonizado.

    “Ele foi para o bar depois de atear fogo e mesmo sabendo que o pai tinha morrido, ele voltou para o bar”, disse o delegado titular de Conchal, Luís Henrique Lima Pereira.

    Florival foi preso em flagrante e conduzido para a Cadeia Pública de Limeira, onde aguarda audiência de custódia. O g1 não conseguiu localizar a defesa dele para comentar o caso.

    Segundo informações da Guarda Civil Municipal, o crime aconteceu na Rua Alencar da Silva Lopes, no bairro Visconde de Indaiatuba.

    A corporação foi chamada por volta das 19h para atender um incêndio de grandes proporções em uma casa. No local, com a ajuda da Defesa Civil, os guardas controlaram as chamas.

    O filho da vítima foi preso no local e encaminhado para o Plantão Policial de Araras. O corpo do idoso foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Limeira.

    O caso foi registrado como homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

  • Polícia Civil busca por suspeitos de assalto à clínica em São José dos Campos, SP

    Polícia Civil busca por suspeitos de assalto à clínica em São José dos Campos, SP

    Caso aconteceu no dia 23 de agosto. De acordo com a polícia, suspeitos foram reconhecidos pelas vítimas.

    A Polícia Civil faz buscas por dois homens que assaltaram uma clínica em São José dos Campos no dia 23 de agosto. Segundo a polícia, os suspeitos são Jesse Matos da Silva e Wesley Brian Camargo Palmeira, que tiveram a prisão temporária decretada.

    De acordo com a polícia, um dos suspeitos foi identificado pelas vítimas como autor do roubo devido a uma tatuagem no pescoço. O outro suspeito, que utilizava arma de fogo na hora do crime, também foi identificado pelas vítimas.

    Nas imagens divulgadas pela Polícia Civil é possível ver que a dupla rende os funcionários e levam eles para uma sala (veja vídeo acima). Com ameaças, um dos suspeitos, que está armado, chega a dar tapas e a puxar o cabelo de uma das vítimas. As imagens mostram ainda que o outro suspeito chega a derrubar outra mulher no chão.

    No mandado de prisão expedido pela Justiça, a juíza afirmou que “a prisão dos investigados é, para fins de reconhecimento pessoal, especialmente, imprescindível para esclarecer os fatos”.

    Segundo a polícia, as denúncias com informações sobre os homens podem ser feitas pelo número 181 ou por mensagem, no telefone (12) 97405-4293.

     

  • Justiça torna diretor de cooperativa e outros 30 réus por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas em galerias pluviais de Campinas

    Justiça torna diretor de cooperativa e outros 30 réus por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas em galerias pluviais de Campinas

    Diego Nunes foi afastado do cargo enquanto durar o processo, e outros 23 indiciados tiveram prisão preventiva decretada. Relembre a investigação.

    A Justiça aceitou parte da denúncia do Ministério Público (MP) e tornou rés 31 pessoas por envolvimento na quadrilha de tráfico de drogas que atuava em galerias pluviais da Vila Formosa, em Campinas (SP). Entre os denunciados está o diretor de uma cooperativa do transporte público alternativo da metrópole.

     Conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o processo foi dividido em duas partes e alguns dos réus aparecem em ambas as acusações. Entenda, abaixo, como foram feitas as denúncias:

    Na primeira acusação, oito pessoas foram denunciadas pelo crime de lavagem de dinheiro. Dentre elas está Diego Nunes, diretor operacional da cooperativa Altercamp;
    Neste primeiro caso, o juiz determinou o afastamento de Nunes da Altercamp e proibiu a atuação do diretor em cooperativas de transporte enquanto durar o processo;
    A segunda acusação envolve 27 pessoas, que responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa;
    Nesta acusação, por sua vez, foi decretada a prisão preventiva de 23 indiciados. Outras quatro rés devem responder em liberdade por terem filhos pequenos.

    Entre os denunciados está o sobrinho de Wanderson de Paula Lima, conhecido como Andinho. O homem, que tem 25 anos, foi preso em abril do ano passado pelo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e apontado pela investigação como o chefe da organização criminosa.

    Relembre o caso
    A operação que desmontou a quadrilha foi deflagrada em julho deste ano. À época, a Polícia Militar (PM) e o Gaeco prenderam 15 pessoas e apreenderam R$ 138,4 mil em dinheiro no distrito de Matão, em Sumaré (SP).

    Em Campinas (SP), os mandados foram cumpridos nos bairros São Fernando, Jardim Itatiaia, Vila Formosa e Jardim Paranapanema. Em um dos endereços, os agentes apreenderam 5 milhões de microtubos vazios para embalo de drogas.

    Dois dias depois, em um desdobramento da operação, a PM deu início às buscas na sede da cooperativa Altercamp, no bairro Ponte Preta. A suspeita era de que as linhas de ônibus estariam sendo administradas por membros da organização criminosa e em nome de “laranjas”.

    Segundo a investigação, o dinheiro do tráfico era usado para manutenção de seis ônibus. Em contrapartida, o valor pago por passageiros retornava para o grupo como rendimento.

    A Altercamp e outras duas cooperativas totalizam mais de 1,1 mil ônibus que transportam, diariamente, cerca de 204 mil usuários.

    Tráfico via bueiros
    Ainda segundo o MP, a operação foi chamada de “Sumidouro” porque, durante as investigações, foi descoberto que os suspeitos transitavam e escondiam drogas nas galerias de águas pluviais da Vila Formosa. A tática era usada para escapar de viaturas e os bueiros eram tampados com pedaços de madeira.

    “Os usuários adquirem pelas grades das galerias. Foi montada toda uma estrutura dentro dessas galerias para impedir que a água caia sobre eles, mudando o curso da água, para impedir que os policiais consigam ingressar e também como rota de fuga”, detalhou o promotor Rodrigo Lopes.

    O que dizem os citados?
    À EPTV, afiliada da TV Globo, a defesa de Diego Nunes, diretor operacional da Altercamp, classificou a denúncia como “incauta” e “destituída de justa causa” e ressaltou que o cliente “apenas intermediava o pagamento de todas as publicidades para os respectivos permissionários”.

    “Importante destacar que o meu cliente atendia a todos os permissionários que veiculavam propagandas nos seus carros, e não só a um grupo restrito de permissionários, como sugere o Ministério Público. A defesa acredita, irrestritamente, na inocência do acusado”, diz João Paulo Sangion, em nota.

    Já a Altercamp disse que a denúncia foi precipitada “porque foi feita antes da finalização da própria investigação, uma vez que até a presente data não foram apresentados os laudos e análises dos documentos e bens da cooperativa, fornecidos voluntariamente e sem qualquer embaraço”.

    Leia, abaixo, a nota da cooperativa na íntegra:

    “O Ministério Público, antes de finalizar a operação Sumidouro, optou de forma precipitada por denunciar, dentre outros investigados, um dos conselheiros fiscais da Cooperativa que também trabalhava no departamento de operação. Dizemos precipitada porque foi feita antes da finalização da própria investigação, uma vez que até a presente data não foram apresentados os laudos e análises dos documentos e bens da cooperativa, fornecidos voluntariamente e sem qualquer embaraço.

    Segundo eles, cabia à cooperativa denunciar a suspeita ou a certeza de prática criminosa, quando inexiste tal obrigação legal, além de ser nítido o risco que isso imputaria a todos que lá trabalham e à própria pessoa que denuncia.

    O integrante denunciado de forma totalmente factual pelo MP estava apenas exercendo seu labor igual a tantos outros profissionais que lá estão, dia a dia trabalhando.

    A denúncia se baseia no fato do funcionário da cooperativa interagir com os outros acusados de igual forma que interagia com os demais permissionários/integrantes da cooperativa.

    A ciência ou a suspeita de que um permissionário e terceiro praticam crime não exime a obrigação da continuidade da prestação de serviço da entidade; assim como não obriga a entidade ou quem dela participa o dever de denúncia, colocando a si e sua família em risco”.

     

  • ‘Sentimento de injustiça’, diz família de mulher morta na frente da filha em Franca, SP, após decisão que absolveu réus

    ‘Sentimento de injustiça’, diz família de mulher morta na frente da filha em Franca, SP, após decisão que absolveu réus

    Na sexta-feira (1º), júri popular inocentou Luciano Berteli, ex-marido da vítima, e Regiane de Fátima Ferreira, apontada como intermediadora do assassinato com os executores. Ministério Público vai recorrer.

    Menos de uma semana depois e ainda muito abatida, a família da servidora pública Janaína Carrijo, morta a tiros enquanto dirigia por uma rodovia na região de Franca (SP) em 2021, lamenta a decisão do júri popular, que absolveu Luciano Berteli de Figueiredo e Regiane de Fátima Ferreira, acusados de envolvimento no crime.

    A sentença foi proferida na sexta-feira (1º), em julgamento que durou dois dias.

    “Agora é aquele sentimento de injustiça. A gente ficou bem chateado, o sentimento de injustiça e impunidade é grande”, diz um parente da vítima.

    O dispositivo da sentença diz que a decisão foi tomada com fundamento no artigo 386, inciso IV, do Código de Processo Penal, que dispõe que o juiz absolverá o réu, desde que reconheça não existir prova de ter ele concorrido para a infração penal.

    “Não foi o que a gente esperava. A gente ficou até um pouco surpreso, porque tinham bastante indícios e os indícios eram fortes. Não sei o que aconteceu, pegou a gente de surpresa”, desabafa o familiar.
    O Ministério Público informou ao g1 que vai recorrer da decisão. Isso pode acontecer por meio de um recurso de apelação, que é feito por uma das partes que não concorda com uma decisão.

    Caso este recurso seja julgado procedente, o que acontece é um novo julgamento, uma vez que o tribunal não pode reverter a decisão dos jurados.

    Berteli, que é ex-marido da vítima e foi apontado como mandante, e Regiane, que foi apontada como intermediadora com os executores, estavam presos desde 2021, quando aconteceu o crime. Ao fim julgamento, os dois foram liberados ainda na sexta-feira.

    Outros dois acusados do assassinato de Janaína, Claudinei Alves da Silva e Wemerson Luiz Barbosa, estão foragidos e ainda não foram julgados.

    O crime
    Janaína tinha 48 anos quando morreu com um tiro na noite de 16 de abril de 2021, na Rodovia Ronan Rocha (SP-345), em Patrocínio Paulista.

    Ela seguia com a filha de 11 anos em direção a Franca, onde morava, quando o veículo que dirigia foi emparelhado por outro, de onde foram feitos os disparos.

    Baleada na cabeça, a servidora perdeu o controle do carro, que saiu da pista e só parou em um barranco.

    Equipes da concessionária que administra o trecho, do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas Janaína foi encontrada sem vida.

    A filha dela não se feriu e foi levada por moradores aos cuidados de familiares após ser encontrada desorientada e andando sozinha pela rodovia.

    Investigações
    Após o término do inquérito policial, quatro pessoas foram indiciadas e alvos de prisões preventivas.

    À época, a Polícia Civil concluiu que dois homens abordaram a vítima na rodovia e a assassinaram a mando de Berteli.

    Além disso, as investigações apontaram que Regiane, namorada de um dos indivíduos que efetuaram os tiros, foi a responsável por fazer a intermediação do fazendeiro com os executores do crime.

    Berteli se apresentou à Polícia Civil dois dias depois e negou envolvimento no homicídio. Antes de morrer, Janaína registrou boletins de ocorrência contra o ex por ameaças.