Categoria: Justiça

  • Quem é Aécio Pereira, primeiro réu condenado no STF por atos golpistas de 8 de janeiro

    Quem é Aécio Pereira, primeiro réu condenado no STF por atos golpistas de 8 de janeiro

    Aécio é ex-funcionário da Sabesp e ex-síndico de um prédio em Diadema, na Grande SP, e coleciona boletins de ocorrência por brigas com vizinhos, em alguns casos, por divergência política. Ele foi condenado a 17 anos de reclusão, 100 dias-multa e R$ 30 milhões em danos morais coletivos.

    O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (14) o ex-funcionário da Sabesp Aécio Lúcio Costa Pereira, primeiro réu julgado pelos atos golpistas de 8 de janeiro, pelos cinco crimes citados na denúncia da Procuradoria-Geral da República.

    Aécio foi condenado a 17 anos de prisão por dano qualificado, deterioração de patrimônio público tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa. O placar foi de 8 votos a 3 pela condenação pelos cinco crimes.

    Relator, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu uma pena total de 17 anos de reclusão, 100 dias-multa e R$ 30 milhões em danos morais coletivos, que foi acompanhada da maioria.

    Mas quem é Aécio?
    Ele foi técnico em sistemas de saneamento da Sabesp de 2014 até 11 de janeiro deste ano, quando foi demitido por justa causa após a divulgação do vídeo em que aparece invadindo o Congresso e participando dos atos golpistas de 8 de janeiro. Ele também foi síndico de um prédio em Diadema, na Grande São Paulo, e coleciona confusões pelo Whatsapp.

    Segundo sua defesa, após a prisão, a família de Aécio está vivendo de doações.

    No vídeo feito no Congresso, ele aparece usando uma camiseta com uma estampa pedindo “intervenção militar federal” e diz: “Amigos da Sabesp: quem não acreditou, estamos aqui. Olha onde eu estou: na mesa do presidente. Vai dar certo, não desistam. Saiam às ruas”.

    À Justiça, a defesa dele alegou que Aécio “é réu primário, sem antecedentes criminais, possui residência fixa, trabalhou há mais de 25 anos na mesma empresa”. Eles também dizem não ser possível identificar Aécio em nenhum ato de depredação ou vandalismo do patrimônio público e afirmam que ele não estava com armas.

    Confusões com moradores
    Ao menos desde 2017 há registros de discussões entre o ex-síndico e moradores que foram parar na delegacia. Ele foi reeleito por três mandatos e substituído após a prisão em janeiro. Em junho de 2017, uma mulher de 57 anos, ex-conselheira do condomínio, afirmou ter sofrido injúria por parte de Aécio. À polícia, ela contou que o ajudou a se mudar para o prédio e a tornar-se síndico.

    A ex-conselheira diz que ele segurou seu braço e que teria tentado dar tapas em sua boca. Em relato feito ao boletim de ocorrência conta como ele a xingava:

    “Afirma que ele sempre que a encontra no condomínio a xinga de ‘bruxa’, ‘louca’, ‘bruxa velha’ e, pelo fato dele estar chegando cada vez mais próximo, isso deixa a declarante com muito medo do que ele possa fazer”.
    A mesma vítima registrou furto de celular no ano seguinte. Na ocasião, Aécio teria pego o aparelho dela durante uma discussão e não devolvido até a data do registro.

    ‘Comunista merece morrer’
    Em um boletim de ocorrência de 8 de novembro de 2022, o morador de um dos apartamentos relata ameaça por divergência política.

    Depois do segundo turno das eleições, afirmou o morador à polícia, Aécio passou a enviar mensagem por WhatsApp dizendo que, se a vítima aparecesse no local, “seria morta, porque todo comunista merece morrer”.

    O mesmo morador, em setembro de 2022, entrou com uma ação de danos morais contra o condomínio e o ex-síndico.

    Em abril daquele ano, o morador, um idoso, afirmou que tentou religar a energia elétrica do imóvel depois de um corte feito pela empresa, mas não foi possível porque os fios da caixa de força tinham sido retirados. Eram cerca de 15 metros. O condomínio se defendeu neste mês na ação e alegou que o idoso é proprietário do imóvel há 20 anos e considerado morador “antissocial”.

    Ao g1, o advogado do condomínio, Cláudio Pereira, afirmou que, com relação ao morador da situação dos fios elétricos, a ligação corria o risco de pegar fogo por ser clandestina e realmente foram tirados os fios.

    ‘Diretorinha de escola mentirosa’
    Ele também tem mais um boletim de injúria, calúnia, difamação e perturbação da tranquilidade feito em fevereiro de 2018 de um caso ocorrido em novembro de 2017.

    Uma professora, na época com 49 anos, procurou a polícia para dizer que era moradora do prédio e o síndico mandava e-mail escrevendo “diretorinha de escola mentirosa”, entre outros xingamentos.

    Segundo o boletim de ocorrência, o síndico disse que ela e outras mulheres teriam adulterado a ata do condomínio.

    Em 2018, outra professora de 50 anos comunicou ameaça e injúria. Em maio daquele ano, por volta das 19h20, a vítima estava dormindo quando o então síndico teria enviado uma mensagem pelo WhatsApp: “Sua fuxiqueira, biscate, crente safada. Você vai ter o que procura! Você não sabe com quem mexeu”, relata no documento.

    A mulher, que morava sozinha, ficou nervosa, não conseguiu dormir e chamou um conhecido para ficar com ela.

    “O averiguado enviou os xingamentos depois que houve um desentendimento por causa de pombos que existem no prédio. A vítima pediu para o averiguado verificar e ele respondeu dizendo que a culpa era do vizinho da vítima e passou a dizer que as fezes dos pombos era shampoo para a vítima usar, que era para ela anotar a placa do ânus do pombo que fizesse sujeira. Contrariado, o averiguado fica agressivo, inclusive em assembleias do condomínio”, detalhou a professora à polícia.

     

  • Frio, manipulador e desprezo pela vida: veja trechos da sentença que condenou médico pela morte da ex

    Frio, manipulador e desprezo pela vida: veja trechos da sentença que condenou médico pela morte da ex

    Outras duas rés também foram condenadas após júri popular que durou dois dias. Crime ocorreu em 2017 e chocou São José dos Campos (SP).

    O médico Gustavo André da Costa foi condenado a 32 anos e 6 meses de prisão por mandar matar a ex-esposa Jaqueline Barros em 2017, em São José dos Campos (SP).

    A condenação foi feita após o júri popular que durou dois dias e o considerou culpado por homicídio, crime contra mulher, por motivo torpe, porte ilegal de arma e fornecimento de arma, falsificação de crime e por ocultar o crime. Outras duas mulheres também foram condenadas (veja mais abaixo).

    Crime premeditado
    Na sentença, o juiz Milton de Oliveira Sampaio Neto,destacou que além de encomendar o crime, Gustavo participou ativamente do crime.

    “O réu premeditou o crime e, com a colaboração de sua namorada, a corré Camila, convenceu outras três pessoas a com ele praticarem o crime, prometendo-lhes recompensa. O réu, além de ter sido o mandante, participou ativamente do crime – foi a Campos do Jordão buscar os coautores em seu próprio automóvel. Gustavo também forneceu a arma do crime a Maycon”, diz a sentença.

    Frio, manipulador e desprezo pela vida
    O juiz Milton de Oliveira Sampaio afirma que o médico agiu com desprezo à vida humana ao planejar e participar do crime contra a vendedora Jaqueline Barros, em 2017.

    “Tais circunstâncias e consequências do crime, (…) são reveladoras de que o réu é pessoa de personalidade extremamente fria, manipuladora, que demonstrou total desprezo pela vida humana, características que evidenciam sua periculosidade”.
    A sentença ainda desta que “além de ter sido cometido por motivo torpe, verdadeiramente repugnante, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi surpreendida no interior da loja de móveis em que trabalhava”.

    Tentativa de homicídio forjada
    No mesmo dia do crime, ainda segundo a acusação, Gustavo forjou uma tentativa de homicídio, ao atirar contra o próprio abdômen. A arma usada foi a mesma usada no crime e foi encontrada pela polícia no telhado da casa do médico.

    A ideia dele era simular uma tentativa de homicídio e forjar um álibi, o que também foi citado na sentença.

    “O réu provocou a ação da autoridade policial, comunicando-lhe a ocorrência de crime que sabia não ter se verificado. Disparou contra si o revólver que havia sido utilizado para matar a vítima Jaqueline, alegando que as pessoas envolvidas na morte de Jaqueline também teriam tentado matá-lo, o que se mostrou ser inverídico”.

    “O réu assim agiu com o nítido propósito de tentar ocultar e assegurar a impunidade do crime de homicídio”.

    Mais duas condenações
    Além de Gustavo, a enfermeira Camila Faria Minamissawa, que era companheira de Gustavo na época do assassinato, também foi condenada à prisão em regime fechado. Ao todo, ela pegou 20 anos de prisão, sendo 16 pelo homicídio e os demais por motivo torpe.

    Jéssica Cristina Viana, que também era ré no processo por ter indicado o assassino para matar a vendedora, foi condenada a 16 anos de prisão, sendo 14 pelo assassinato e o restante por motivo torpe.

    No entanto, por Jéssica ter confessado o crime e delatado os acusados em plenário, ela teve a pena reduzida para 8 anos e vai cumprir em regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições de liberdade.

    Gustavo e Camila foram detidos e levado pelos policiais da DEIC até a cadeia de Caçapava, onde devem passar a noite, até que sejam transferidos para presídios de Tremembé (SP).

    O que dizem os condenados
    Procurado pelo g1, o advogado de defesa Ary Bicudo, que representa os réus Camila e Gustavo, informou que amanhã “já vai preparar um recurso para que eles possam responder em liberdade, pedindo a suspensão da prisão”.

    O advogado disse ainda que espera “reverter esse julgamento no TJ e conseguir outro júri”, no qual ele avalia que os clientes “certamente serão absolvidos”.

    Já a advogada Ledamar Serpa Vergueiro, que defende Jéssica, informou que ela e a cliente “estão muito satisfeitas com o resultado, mesmo não havendo absolvição”. Disse ainda que “Jéssica vai cumprir pena com uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições, assim, mesmo não sendo liberdade plena, ela poderá seguir a vida de modo quase normal”.

     

  • Homem é preso suspeito de matar menina de 10 anos a facadas dentro de casa em construção no interior de SP

    Homem é preso suspeito de matar menina de 10 anos a facadas dentro de casa em construção no interior de SP

    Carlos Eduardo dos Santos de 27 anos foi localizado pela Polícia Militar e confessou o crime na noite de quarta-feira (13), em São José do Rio Preto (SP).

    Foi preso na noite de quarta-feira (13) o suspeito de matar uma menina de 10 anos em uma obra localizada no bairro SetPark, em São José do Rio Preto (SP).

    O corpo de Mikaele dos Santos Santos foi encontrado na manhã de quarta-feira por um pedreiro que trabalhava na construção de uma casa. A vítima apresentava ferimentos provocados por faca.

    O corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames. Durante a pericia, foi constatado indícios de que Mikaele também foi alvo de violências sexuais.

    Câmeras de segurança flagraram o principal suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, de 27 anos, que foi detido pela Polícia Militar e confessou o crime. Em seguida, foi encaminhado à carceragem da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic).

    “Conseguimos algumas imagens próximas à construção onde a criança foi morta, com esse individuo saindo da construção, tirando camiseta, se limpando. Fizemos contato com moradora da localidade que de imediato o reconheceu nas imagens. Disse que cresceu com o indivíduo e o reconhecia sem sombra de dúvidas”, conta Murilo Blanco, tenente da Polícia Militar.

    “Durante a prisão, ele disse que estava louco, maluco, possuído, transtornado, e não sabe porque cometeu esta atrocidade.”

    Carlos Eduardo dos Santos passou por audiência de custódia e permaneceu preso. Ele será levado à cadeia de Catanduva e, depois, ao presídio de Lucélia (SP). A motivação do crime será investigada pela Polícia Civil.

    Desaparecimento
    Durante a tarde de terça-feira (12), a família constatou o desaparecimento da vítima e registrou um boletim de ocorrência na Central de Flagrantes.

    De acordo com o histórico, ela foi à escola no período da manhã e o irmão, de 13 anos, a encontrou no trajeto, mas depois a menina desapareceu.

    Conforme apurado pela reportagem, Mikaele dos Santos Santos vai ser velada às 8h desta quinta-feira (14) no Cemitério São João Batista, em São José do Rio Preto, e enterrada no local às 14h.

     

  • Assassinato de motorista de aplicativo: quatro passam por júri popular a partir desta quinta

    Assassinato de motorista de aplicativo: quatro passam por júri popular a partir desta quinta

    Júri acontece desde 9h20, na Câmara Municipal. Crime aconteceu em 2021 em Tremembé.

    Os quatro acusados de envolvimento no assassinato do motorista de aplicativo Márcio Gatti, morto em fevereiro de 2021, em Tremembé, no interior de SP, passam por júri popular nesta quinta-feira (14).

    O júri acontece desde às 9h20, na Câmara Municipal. Os acusados são Valter Rian da Silva Correa, João Victor da Silva Teixeira, Maurício dos Santos Jorge e Washington Luiz da Silva Gil, que responde pelo processo em liberdade.

    A defesa de Maurício, apontado como mandante do crime, disse que se solidariza com os parentes da vítima e espera que a Justiça seja feita “para que os culpados sejam condenados e os inocentes sejam absolvidos”

    Relembre o crime
    Márcio foi encontrado morto a facadas em um lago no bairro Maracaibo, em Tremembé, no dia 5 de fevereiro de 2021. Ele estava desaparecido depois de ter saído para uma corrida por aplicativo.

    As investigações apontam que o crime foi encomendado por Maurício, que contratou Valter e João Victor por R$ 1,5 mil para atrair o motorista para uma emboscada. Um dia após o crime, o carro da vítima foi levado para casa de Washington, que o desmontou e se desfez das peças.

    A motivação, segundo o Ministério Público, é que Maurício havia descoberto que Márcio teve um caso com sua esposa. A vítima era divorciada e deixou quatro filhos.

    Em outubro de 2021, a Justiça manteve a prisão preventiva dos quatro acusados do crime. À época, a juíza Maria Prado de Melo alegou que a prisão preventiva foi mantida como “garantia da ordem pública, pois o crime praticado traz desassossego social gerando ainda mais pânico no momento delicado em que estamos vivendo”.

    Homenagens
    No último feriado de 7 de setembro, os filhos de Márcio Gatti fizeram uma homenagem para o pai e mobilizaram a população para pedir o fim da violência em Tremembé.

    Com doações de livros, intervenções culturais e soltura de balões, os filhos tentam ressignificar a morte de Márcio, usando o legado da educação deixado pelo pai, para evitar novas tragédias na cidade e quebrar o ciclo de violência.

    Na manhã desta quinta-feira (14), a família fez outra ação, que aconteceu antes do início do júri. Família e amigos da vítima se reúnem na praça Padre Luiz Balmes, no Centro, para pedir justiça.

     

  • Serginho Chulapa, ídolo do Santos, é preso por não pagar pensão alimentícia

    Serginho Chulapa, ídolo do Santos, é preso por não pagar pensão alimentícia

    Ex-jogador e ídolo do Santos Futebol Clube foi abordado em um posto de combustíveis em Santos.

    O ex-jogador de futebol Sergio Chulapa foi preso em Santos, no litoral de São Paulo, por não pagar pensão alimentícia. De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo g1 nesta quinta-feira (14), o ídolo e ex-auxiliar técnico do Santos Futebol Clube foi detido em um posto de combustíveis no bairro Aparecida.

    Segundo consta no documento, uma equipe policial estava em patrulhamento de rotina quando parou em um posto na Rua Alexandre Martins, na noite desta terça-feira (12). No local, os agentes reconheceram Chulapa, que estava com um mandado de prisão contra ele. O documento foi expedido pela Vara de Família e Sucessões de Catanduva (SP).

    Os policiais conduziram o ex-atleta à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, onde a prisão foi confirmada. Após as autoridades cumprirem as formalidades legais, Chulapa foi encaminhado à cadeia pública.

    Até agosto do ano passado, Serginho Chulapa atuava como auxiliar da comissão técnica do Santos Futebol Clube.

    O g1 não localizou a defesa do ex-jogador até a última atualização desta reportagem.

    Serginho Chulapa
    Nascido em São Paulo, Sérgio Bernardino começou sua carreira jogando na base do São Paulo. Em 1982, ele disputou a Copa do Mundo, na Espanha. Sua ida para o Santos, seu time de infância, ocorreu no ano de 1983.

    Serginho jogou com a camisa santista 201 jogos e teve 104 gols marcados pelo Peixe. Em 1985, teve uma rápida passagem pelo Corinthians. Em 1987 atuou pelo Marítimo, e em 1988 no Malatyaspor. Após deixar o Alvinegro, ele atuou pelo Atlético Sorocaba, Portuguesa Santista e São Caetano. Ele encerrou sua carreira aos 40 anos, em 1993.

    Em 1994, a convite do então treinador santista, o eterno Pepe, Serginho virou auxiliar técnico do Santos. Com a demissão do Canhão da Vila, o próprio sugeriu a diretoria que colocasse seu auxiliar no comando técnico, no caso, Serginho Chulapa. Ele assumiu a equipe e permaneceu a temporada como treinador.

    Atualmente, Chulapa integra o time de ídolos eternos do Santos FC. O grupo de ex-jogadores recebe um valor fixo mensal e outro por participação em eventos.

     

  • Mulher de 19 anos é morta pelo companheiro com golpe de picareta na cabeça em Caçapava

    Criminoso tem 54 anos e confessou o crime ao ser preso em flagrante pela polícia.

    Uma mulher de 19 anos foi morta pelo companheiro com um golpe de picareta na cabeça na tarde desta terça-feira (12) em Caçapava, no interior de São Paulo.

    A vítima foi identificada como Adrielly Perregon Feliciano. O autor do crime, Dimas Vicente Leandro, de 54 anos, foi preso em flagrante e confessou ter matado a namorada.

    De acordo com informações do boletim de ocorrência, o feminicídio aconteceu em uma casa na avenida Benedito Macedo Carvalho Filho, no bairro Panorama, por volta das 15h30.

    A Polícia Militar foi acionada pela filha do homem e o encontrou em um bar, que fica perto da casa onde o crime aconteceu. Ele foi preso e encaminhado à delegacia, onde prestou depoimento.

    Dimas Vicente Leandro, que não apresentou advogado à polícia, disse à Polícia Civil que agiu em legítima defesa (veja mais abaixo).

    Versão do suspeito
    Em depoimento à Polícia Civil, o criminoso disse que tirou Adrielly das ruas há cerca de quatro anos, quando ela tinha 15. Desde então, eles iniciaram um relacionamento.

    Dimas disse que os dois não moravam juntos, mas a jovem dormiu na casa dele na noite anterior ao crime. Ele alegou que ela passou a noite consumindo droga e, na manhã seguinte, começou a pedir dinheiro para os irmãos de Dimas, que se irritou e iniciou uma discussão.

    Ele alega que Adrielly pegou o cabo de uma picareta e ameaçou agredi-lo. Dimas tomou o objeto da mão da companheira e a atacou na cabeça.

    Quando viu que ela havia morrido, cobriu seu corpo e foi para um bar beber. À polícia, ele relatou que a ideia era esperar a filha sair do trabalho para contar a ela, pois não sabia o que fazer.

    Quando isso aconteceu, a filha de Dimas acionou a Polícia Militar, que primeiro foi à casa e localizou o corpo e, em seguida, ao bar, onde encontrou o autor do crime.

    Ainda segundo o depoimento do criminoso, o casal tinha um relacionamento harmônico, sem histórico de brigas.

    A perícia foi acionada para o local, e o corpo encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames de necropsia. O caso foi registrado como feminicídio.

  • Funcionário é preso suspeito de esfaquear gerente de padaria em Taboão da Serra por promessa de promoção que não saiu

    Funcionário é preso suspeito de esfaquear gerente de padaria em Taboão da Serra por promessa de promoção que não saiu

    Segundo a polícia, Vitor Moreira da Silva, de 25 anos, foi até a casa do gerente cobrar aumento de salário, cometeu o crime e fugiu. Ele foi encontrado em uma mata do bairro Parque Marabá. Vítimas foram encaminhadas ao Hospital Geral de Taboão em estado grave.

    A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Taboão na Serra, na Grande São Paulo, prendeu nesta quarta-feira (13), um rapaz de 25 anos, acusado de esfaquear um casal no bairro Parque Marabá.

    Segundo informação de um dos guardas, o suspeito preso – Vitor Moreira da Silva – morava em Osasco e era empregado de uma das vítimas em uma padaria.

    Ele estava com o salário atrasado há cerca de três meses. Depois de várias cobranças e promessa de promoção em uma outra padaria, foi até a casa do gerente do estabelecimento e cometeu o crime contra o patrão e a esposa dele.

    Ao ser ouvido pelos investigadores na delegacia, Vitor Moreira mudou a versão e contou que o gerente havia tirado ele de uma padaria em Osasco para uma unidade no Morumbi, com promessas de promoção e aumento de salário que não saíram. E, por isso, ele esfaqueou o gerente e a esposa dele.

    O caso aconteceu na Rua Amândio do Nascimento e as vítimas foram levadas ao Pronto Socorro Antena de Taboão e, posteriormente, transferidas para o Hospital Geral de Taboão da Serra.

    Segundo a GCM, uma das vítimas foi atingida no pescoço pelas facadas e está em situação grave de saúde.

    Depois do crime, o acusado fugiu do local, mas foi encontrado pelos policiais em uma região de mata do bairro, com marcas de sangue pelo corpo.

    Os agentes relataram que o agressor aparentava estar sob efeito de drogas.

    O crime foi registrado no 1º DP de Taboão da Serra. A faca usada na ação foi encontrada pelos policiais junto ao casal ferido e também levada para delegacia.

  • Justiça decreta prisão de pai de santo acusado de importunação sexual contra mulheres durante consultas na Zona Leste de SP

    Justiça decreta prisão de pai de santo acusado de importunação sexual contra mulheres durante consultas na Zona Leste de SP

    Ao menos oito mulheres ouvidas pela Polícia Civil acusam Laércio José de Oliveira de abusos. Médium dizia que as vítimas precisavam de limpeza espiritual e, para que isso acontecesse, era necessário que tivessem relações sexuais com ele.

    A Justiça de São Paulo decretou nesta terça-feira (12) a prisão de um homem que se apresentava como pai de santo em terreiros de umbanda na Zona Leste. Laércio José de Oliveira é acusado de importunação sexual contra mulheres durante as consultas espirituais.

    Ao menos oito mulheres ouvidas pela Polícia Civil denunciaram os abusos. Pelo menos três vítimas foram ouvidas pelo SP1, da TV Globo, na condição de anonimato, e narraram os abusos.

    Laércio ainda não foi preso e está sendo procurado pelos investigadores.

    Segundo as vítimas, o pai de santo dizia que as mulheres precisavam de limpeza espiritual e, para que isso acontecesse, era necessário que os dois tivessem relações sexuais.

    “Ele tentou tocar nas minhas genitais, eu não permiti. Tentou fazer com que eu tocasse na genital dele, eu também não quis. Foi quando ele começou a se masturbar na minha frente. Ele falava que era necessário para quebrar o trabalho [que tinham feito contra mim]”, declarou uma das vítimas.
    “Me senti completamente abalada. Só sabia chorar. No momento que ele tava fazendo, eu já tava chorando. Assim que ele foi embora, pensei até em tirar minha vida para ser bem sincera. Porque eu tava muito mal…muito”, completou a mulher.

    Ela não foi a única. Ao longo de dois anos, pelo menos mais sete mulheres denunciaram Laércio por atitudes parecidas. Uma delas é menor de idade.

    “No dia que eu fui até o terreiro, a esposa dele não estava presente e por ser uma pessoa que eu conheci eu confiava, acabei me consultando com as entidades dele. Foi um momento que ele acabou me levando para um canto mais afastado, que não tem muita visibilidade, e antes de acontecer, ele perguntou diversas vezes eu confiava nele. Aí ele colocou a mão dele dentro da minha blusa”, narrou outra moça.
    A terceira vítima diz que foi atacada durante uma consulta em 2020, enquanto ele atuava como médium em outra casa.

    “Ele enfiou a mão nos meus seios e começou a apertar, apertar. Fiquei em choque, não sabia o que fazer. Segurei a mão dele e tirei bruscamente. Ele me puxou pelo braço e falou ‘se você contar para alguém que eu fiz isso, eu vou falar para todo mundo que você veio aqui para fazer amarração para o meu ex. Ninguém vai acreditar em você. Você nunca mais vai poder pisar nessa casa’”, contou a moça.

    O que diz a defesa do acusado
    Em nota, os advogados de Laércio José de Oliveira – Andreia Gomes Fonseca e Rafael Breim – disseram que “o réu acompanhou diretamente toda a investigação criminal, comparecendo de forma espontânea a todos os atos para os quais foi convocado, inclusive indicou, por sua defesa, testemunhas para serem ouvidas”.

    Os advogados também refutaram as acusações das vítimas: “Durante a instrução processual demonstrará de forma cabal sua inocência. Quanto a decretação da prisão, entende a defesa que não restou devidamente fundamentada e que buscará junto ao Judiciário sua revogação para que possa acompanhar o desenrolar do processo em liberdade, tal como lhe garante a Constituição Federal e a Lei processual brasileira.”

    Quem é Laércio José de Oliveira?
    Entre 2020 e 2022, Laércio integrou dois terreiros na Zona Leste da capital paulista. Em um deles, atuou como médium.

    Em 2021, o pai de santo abriu a própria casa de umbanda, onde ainda atuava neste ano.

    Aos poucos, as vítimas dos dois locais foram tomando conhecimento dos casos umas das outras. Foi então que elas decidiram se unir e denunciar.

    “A gente começou a ver as meninas que se afastaram do terreiro, que cortaram vínculos e tudo mais e conforme a gente ia descobrindo outros casos, outras situações, era para tentar fazer alguma coisa assim, que que impedisse que ele continuasse porque ainda assim tem pessoas que, que fecham os olhos diante do que aconteceu, tem pessoas que ele ainda consegue manipular, enfim, de forma psicológica falando que é tudo uma conspiração contra ele contra a família dele”, declarou uma das vítimas.

    Prisão decretada
    A Polícia Civil informou que o homem citado foi investigado por meio de dois inquéritos policiais, que tramitaram pela 5° Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

    As investigações apuraram a prática de crimes sexuais contra ao menos sete vítimas.

    Em março deste ano, a Polícia Civil encaminhou os casos ao Ministério Público de São Paulo, que pediu a prisão preventiva de Laércio, alegando que “na condição de líder espiritual, ele abusava sexualmente de vítimas que o procuravam para pedir ajuda”.

    A Justiça acolheu o pedido do MP e decretou a prisão dele. Diligências policiais estão em andamento para localizar e prender o criminoso, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

    “O modo de agir dele tem um padrão. Isso é muito interessante de ser observado, né? isso se repete interessante que isso se repete de maneira quase que em série com todas as vítimas. O que se fala, o que se faz e o resultado, é quase que sempre o mesmo, né? E colocando as vítimas sempre nessa posição de aprendizes, de ouvintes ali da palavra do líder. E ele se utiliza dessa posição. E terminava sempre levando elas para ambientes em que ficavam só os dois para perpetrar esses crimes sexuais”, declarou o advogado Gabriel Calze, que representa ao menos seis vítimas.

    Comunidade condena ações de Laércio
    O antropólogo Rodney William é babalorixá e especialista em religiões de matriz africana. Ele diz que atitudes como a de Laércio são condenadas pela comunidade da Umbanda e são representam a religião.

    “As religiões de matrizes africanas são religiões que reproduzem a família extensa africana, que foi esfacelada com o processo de escravização. Então, é uma família que via trazer esse sentimento, esse afeto e apoio que é tão fundamental pra um ser humano se constituir como pessoa. Uma pessoa não pode ir pra um terreiro – que está voltado pra trazer a paz, conforto, harmonia, para sua vida espiritual – e ser vítima de abusos dentro do terreiro”, comentou.

    As vítimas de Laércio narram que não abandonaram a religião depois das ações do pai de santo, mas foram buscar ajuda em outros terreiros.

    “Hoje em dia eu tô em outra casa que eu fui muito bem acolhida. Na verdade, se não fosse a casa acho que eu não teria aguentado tudo que eu aguentei”, contou uma das vítimas.
    “Eu não consigo esquecer o que ele fala voz ainda fica grudada na minha mente. Eu tô fazendo tratamento com psicólogo, para tentar me libertar, desse trauma”, declarou outra mulher.

  • Técnico de enfermagem é acusado de estuprar paciente em UTI; testemunha diz ter presenciado abusos mais de uma vez

    Técnico de enfermagem é acusado de estuprar paciente em UTI; testemunha diz ter presenciado abusos mais de uma vez

    Vítima estava internada desde 27 de agosto em hospital na Grande SP e não conseguia falar por conta do impacto do acidente doméstico que sofreu. Mesmo assim, ela indicou desconforto no corpo para cunhada. Técnico de enfermagem está preso temporariamente desde domingo (10).

    Um técnico de enfermagem do Hospital Regional de Osasco, na Grande São Paulo, é o principal suspeito de ter estuprado uma paciente no leito da UTI no último sábado (9). O acusado está preso temporariamente desde domingo (10).

    O hospital afirma que repudia casos de abuso e que abriu uma investigação interna. Disse também que a vítima está isolada em um leito, com acompanhamento 24 horas da família (leia mais abaixo).

    A denúncia foi feita pela cunhada da vítima, que está internada desde 27 de agosto. O paciente que estava no leito ao lado testemunhou o abuso, segundo Boletim de Ocorrência registrado no 9° Distrito Policial.

    A cunhada relatou que foi visitar a vítima depois que ela foi internada por ter sofrido um acidente doméstico.

    Ao relatar o crime, a cunhada disse que a vítima, que tem 43 anos, não conseguia se comunicar por causa do impacto da queda, mas demonstrou sentir incômodo nas partes de baixo do corpo. Ela então buscou entender o que tinha acontecido e conversou com uma enfermeira, que avisou que, no momento da troca de fralda, houve uma confuta inadequada por parte de um profissional, mas não entrou em detalhes.

    A cunhada, então, entrou em contato com um advogado e com a polícia. Estes conversaram com um paciente que estava internado ao lado da vítima. Ele relatou ter visto uma movimentação estranha no leito vizinho, além de ter percebido que um técnico de enfermagem, Anderson Leonel da Silva, que estava cuidando dos pacientes dava mais atenção para uma paciente específica.

    Em determinado momento, o paciente disse que viu o técnico fechar o biombo, levantar o lençol da paciente e ficar mexendo na parte de baixo do corpo dela.

    Na noite de sexta (8), o paciente disse que viu Anderson ir mais uma vez ao leito da vítima. Desta vez, ele se abaixou para tentar ver o que estava acontecendo e flagrou o funcionário com a boca nos seios da vítima deitada.

    A esposa do paciente contou que, quando o marido reagiu ao ver o que estava sendo feito, o técnico ameaçou aplicar uma injeção nele caso revelasse o que tinha presenciado.

    Após a ameaça, o paciente combinou com outro vizinho de leito de revezarem o sono para vigiar as condutas do técnico de enfermagem.

    O irmão da vítima disse que não quer falar no momento sobre o ocorrido.

    A esposa da testemunha também contou que questionou enfermeiras e médicos e foi informada que o crime ainda estava sendo apurado e que as respostas das enfermeiras eram sempre evasivas, assegurando que “nada de mais grave” teria ocorrido, que seria “superficial” apenas a conduta do técnico, assim como foi dito para a cunhada da vítima.

    A Secretaria Estadual da Saúde informou, em nota, que “o Hospital Regional de Osasco Dr. Vivaldo Martins Simões repudia veementemente qualquer tipo de abuso dentro ou fora da unidade. Imediatamente após a denúncia do caso, o hospital prestou toda assistência e acolhimento à paciente em um leito isolado, com direito a acompanhante familiar 24hrs por dia”.

    O comunicado também afirma que “um processo de apuração interna foi aberto pela unidade, que segue investigando o caso. O funcionário, que era terceirizado, entrou para o quadro de colaboradores há 5 meses. Não houve prestação de serviço em nenhuma outra unidade de administração direta do Estado. O funcionário acusado foi afastado antes mesmo de ser preso pela Polícia Civil. O Hospital segue à disposição das autoridades para contribuir com as investigações”.

    A TV Globo não conseguiu localizar a defesa do suspeito preso. O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo informou que abriu uma sindicância pra investigar o caso e, se a infração for confirmada, o profissional pode ser multado e até perder a licença para trabalhar.

     

  • PF cumpre mandados contra ex-integrantes do Gabinete de Intervenção Federal no RJ; Braga Netto tem sigilo telefônico quebrado

    PF cumpre mandados contra ex-integrantes do Gabinete de Intervenção Federal no RJ; Braga Netto tem sigilo telefônico quebrado

    General, que comandou o órgão, não é alvo de mandados nesta terça. Operação investiga se houve sobrepreço na compra de 9 mil coletes balísticos. Governo dos EUA descobriu indícios ao investigar morte do então presidente do Haiti, Jovenel Moïse, e comunicou as autoridades brasileiras.

    Militares que integraram o Gabinete da Intervenção Federal (GIF) no Rio de Janeiro, em 2018, e empresários são alvo nesta terça-feira (12) da Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar supostas fraudes na verba do programa, que custou R$ 1,2 bilhão. O general Walter Souza Braga Netto, nomeado interventor, é investigado e teve o sigilo telefônico quebrado pela Justiça.

    Agentes saíram para cumprir 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo e no Distrito Federal. Não há mandados de prisão, e Braga Netto não é alvo de mandados.

    Em fevereiro do ano passado — durante o mandato de Jair Bolsonaro —, o governo dos Estados Unidos avisou às autoridades brasileiras do possível desvio ao investigar o atentado ao presidente do Haiti, Jovenel Moïse, em julho de 2021.

    A PF investiga crimes de contratação indevida, dispensa ilegal de licitação, corrupção e organização criminosa na contratação da empresa americana CTU Security LLC para aquisição de 9.360 coletes balísticos com sobrepreço de R$ 4,6 milhões. O acordo acabou cancelado, e o valor, estornado.

    Investigação começou no Haiti
    Em 7 de julho de 2021, o presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital, Porto Príncipe. Ao investigar o atentado, a Agência de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos (Homeland Security Investigations, ou HSI) descobriu que a CTU Security LLC forneceu logística militar para o crime.

    A HSI passou a examinar conexões e contratos da CTU e localizou o do fornecimento de coletes para o GIF. Em 9 de fevereiro de 2022, a Embaixada dos Estados Unidos encaminhou um e-mail à Polícia Federal, em Brasília, avisando do sobrepreço.

    Segundo a PF, a CTU celebrou o contrato 79/2018 com o GIF, após a dispensa de licitação 27/2018, em 31 de dezembro de 2018 — último dia da intervenção — no valor de US$ 9.451.605,60 (valor global de R$ 40.169.320,80 do câmbio à época), tendo recebido integramente o pagamento do contrato em 23 de janeiro de 2019.

    Desses R$ 40 milhões, cerca de R$ 4,6 milhões teriam sido previstos como sobrepreço.
    Após a suspensão do contrato pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o valor foi estornado em 24 de setembro de 2019. Nenhum colete foi entregue.

    Além desta contratação, a Operação Perfídia investiga o conluio de duas empresas brasileiras que atuam no comércio proteção balísticas e formam um cartel deste mercado no Brasil. Tais empresas possuem milhões em contratos públicos.

    Relembre a intervenção
    Durante quase todo o ano de 2018, a segurança pública do RJ ficou a cargo das Forças Armadas, após um decreto do então presidente Michel Temer. A medida foi tomada depois de um carnaval marcado por arrastões e ataques em blocos.

    O general Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, foi nomeado interventor. Antes, ele coordenou a segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016, e ocupou o serviço de inteligência do Exército. Braga Netto escolheu como auxiliares os também generais Richard Fernandez Nunes, como secretário de segurança, e Mauro Sinott, para o operacional.

    Na cerimônia de encerramento da intervenção, em 27 de dezembro de 2018, as Forças Armadas informaram que tinham empenhado até então R$ 890 milhões do R$ 1,2 bilhão reservado para a iniciativa e que havia a previsão de devolver R$ 120 milhões.

    Mas a GloboNews mostrou, no início de dezembro de 2018, que o GIF mal tinha efetivamente gasto um terço dessa verba bilionária até então.