Categoria: Geral

  • Fabricante diz não haver evidência de que ivermectina funcione contra Covid-19

    Fabricante diz não haver evidência de que ivermectina funcione contra Covid-19

    A farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD), responsável pela fabricação da ivermectina, afirmou que não existem evidências sobre a eficácia do medicamento contra a Covid-19. A informação foi divulgada em um comunicado oficial, na quinta-feira (4). 

    Segundo a empresa, cientistas continuam a examinar as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes sobre o efeito da remédio contra a doença causada pelo coronavírus, mas, até o momento, não há nenhuma base científica que aponte efeitos positivos em pacientes. 

     A ivermectina é um vermífugo usado para promover a eliminação pelo corpo de vários parasitas. É um medicamente aprovado para o tratamento oncocercose, elefantíase, pediculose, ascaridíase e escabiose. 

    Veja, abaixo, o trecho do comunicado da MSD referente à relação entre o vermífugo e tratamentos contra a Covid-19:

    A Merck (NYSE: MRK), conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e Canadá, afirma hoje sua posição em relação ao uso de ivermectina durante a pandemia de Covid-19. Os cientistas da empresa continuam a examinar cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes de ivermectina para o tratamento de Covid-19 para evidências de eficácia e segurança. É importante observar que, até o momento, nossa análise identificou:

    – Nenhuma base científica para um efeito terapêutico potencial contra Covid-19 de estudos pré-clínicos;

    – Nenhuma evidência significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em pacientes com doença Covid-19, e;

    – A preocupante falta de dados de segurança na maioria dos estudos.

    Não acreditamos que os dados disponíveis suportem a segurança e eficácia da ivermectina além das doses e populações indicadas nas informações de prescrição aprovadas pela agência reguladora.

  • Gabarito do Enem foi mudado porque tinha um erro, não por questão de racismo, diz presidente do Inep

    Gabarito do Enem foi mudado porque tinha um erro, não por questão de racismo, diz presidente do Inep

    O presidente do Inep, que organiza o Enem, disse ao G1 que a resposta do gabarito a uma pergunta que cita o livro “Americanah”, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichi, foi alterada porque tinha um erro, não por haver “questão de racismo”.

    “Não comentamos as questões. O que houve foi uma remissão errada. O gabarito não foi mudado por questão de racismo. O que houve foi a correção do gabarito”, disse Alexandre Lopes.

    A pergunta em discussão fez parte da prova de inglês. No trecho que ilustra a pergunta do Enem, duas mulheres negras conversam em um salão de cabeleireiro. A profissional, Aisha, recomenda que a cliente, Ifemelu, alise os fios para “ficar mais fácil de penteá-los”. A jovem não aprova a ideia: diz que gosta do seu cabelo natural, “como Deus o fez”.

    Em seguida, há o trecho, em tradução para o português: “Não é difícil pentear se você hidratar corretamente “, disse ela [Ifelemu], assumindo o tom persuasivo que ela usava sempre que tentava convencer outras mulheres negras sobre os méritos de usar seu cabelo natural”.

    Na primeira divulgação, a alternativa do gabarito oficial do Enem apontava letra “d” como certa: “demonstram uma postura de imaturidade”. Depois do questionamento do G1, o gabarito foi corrigido para “c”. O Inep disse que foi encontrada “uma inconsistência no material”.

    “A autarquia verificou que uma modificação feita no gabarito após o retorno das provas para o Inep não foi salva no banco de dados. Em função disso, a área técnica providenciou uma revisão no material e o instituto já disponibilizou as versões corrigidas no seu portal”, afirma a nota divulgada.

    Tatiane Ribeiro, coordenadora nacional da rede de cursinhos populares Emancipa, diz que manter o cabelo natural representa, sim, um ato de resistência contra um padrão da sociedade.

    “Eu passei pela transição capilar [processo de reassumir o cabelo natural], depois de fazer alisamento por muitos anos. Muitas pessoas disseram que eu perderia oportunidades de emprego por causa do meu cabelo. E sei que isso aconteceu”, conta.

    Sonia Guimarães, primeira mulher negra a se tornar doutora em física no Brasil e a ser professora no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), acredita que há um retrocesso.

    “O racismo forçou as mulheres – inclusive as negras – a acreditarem que o cabelo crespo é feio. Isso não é questão de imaturidade. O Inep deveria pedir desculpas”, diz.

    ‘Não quero restringir a opinião’

    O presidente do Inep reafirmou que “a primeira opção apresentada como alternativa estava errada. Não posso fazer comentários sobre um gabarito que estava errado”.

    “Tanto que a questão não foi anulada, houve uma mudança de gabarito. Isso não é decisão do presidente, do diretor, é de uma equipe técnica”, diz.

    Lopes declarou que não quer “restringir a opinião de ninguém”. “Houve um erro na divulgação do gabarito e foi corrigido. Uma vez corrigido está aberto à sociedade para discutir a questão e todos podem ter suas opiniões.”

    Outra questão foi alterada

    Além da pergunta sobre o trecho do livro “Americanah”, o gabarito oficial do Enem 2020 também foi alterado porque a resposta de outra pergunta afirmava que o Google associava nomes de pessoas negras a fichas criminais por causa da “linguagem”, não do “preconceito”.

    A questão dizia “o texto permite o desnudamento da sociedade ao relacionar as tecnologias de informação e comunicação com o(a)…”. A resposta, segundo o gabarito extraoficial do G1, é: “preconceito”. O Inep, inicialmente, havia indicado que a resposta certa seria “linguagem”. Depois, fez a correção.

    “Isso tem nome: racismo. A questão tinha mesmo de ser cancelada. É o primeiro passo para se retratar diante da comunidade negra”, diz a candidata Marcela Peixoto, de 18 anos.

  • Embrapa desenvolve buchada e dobradinha pré-prontas

    Embrapa desenvolve buchada e dobradinha pré-prontas

    Pratos típicos da culinária nordestina, a buchada e a dobradinha podem chegar pré-prontas aos mercados do país. Isso porque a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um método que padroniza o preparo desses pratos de forma higiênica e com maior tempo de conservação.

    Os produtos ainda não estão disponíveis ao consumidor e, de acordo com a Embrapa, o objetivo é capacitar os abatedouros, frigoríficos e agroindústrias ao longo deste ano para que eles cheguem aos mercados do Nordeste e Sudeste, regiões onde foi identificada uma maior demanda.

    Para pesquisadores, a inovação deve incentivar o aproveitamento de partes dos animais que são geralmente descartadas, já que o foco dos produtores é o uso da carcaça, ou seja, o animal abatido sem sangue, vísceras, órgãos internos e cabeça.

    “Na maioria das vezes esse material é tratado como resíduo industrial, sem valor comercial e causa problemas ambientais”, explica a pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), Lisiane Dorneles.

    Ela diz ainda que o método pode incentivar o consumo da buchada e da dobradinha que tem diminuído, mesmo entre os nordestinos mais jovens, devido ao preparo muito trabalhoso.

    “Diante disso, faz-se necessário incentivar o consumo e o desenvolvimento de produtos elaborados com vísceras, a partir de técnicas que facilitem o preparo, bem como a oferta de porções que sejam condizentes com as necessidades dos consumidores e que ofereçam garantia da qualidade higiênico-sanitária”, conclui a pesquisadora.

    A buchada e a dobradinha são pratos elaborados de forma artesanal, o que aumenta a possibilidade de contaminação microbiana. Por isso, a Empraba focou no desenvolvimento de técnicas para tornar os alimentos mais seguros ao consumidor final.

    A zootecnista Jaine de Sousa Santos, que faz parte da equipe do projeto, explica que os resultados das pesquisas mostraram que as vísceras submetidas ao processo de limpeza, utilizando água fervente com ácido acético, apresentaram redução do número de coliformes totais e termotolerantes.

    Além disso, houve diminuição da presença de Staphylococcus aureus – bactéria causadora de diversas infeções em seres humanos – quando comparadas com as vísceras que não receberam nenhum tipo de tratamento.

    “A contagem desses microrganismos é um indicador da eficiência da limpeza nas etapas de fabricação, da temperatura de conservação e da vida útil dos alimentos”, afirma Santos.

    As más condições de higiene nos processos de abate, principalmente no momento de retirar as vísceras, facilitam a disseminação de micro-organismos causadores de doenças, além de aumentar as perdas econômicas por reduzir ainda mais o tempo de prateleira dos produtos.

    “Daí a importância de oferecer capacitação, inclusive sobre boas práticas de fabricação, para os trabalhadores dos frigoríficos e abatedouros”, diz a Embrapa, em nota.

    Testes realizados pela Embrapa com 163 pessoas, de 17 a 70 anos, identificaram 90% de satisfação em relação à qualidade da buchada. A maioria (87%) também aprovou o aroma e a cor da iguaria e disseram (84% ) que consumiriam entre sempre e ocasionalmente o produto, caso estivesse disponível no mercado.

    Já em relação ao aroma da dobradinha, 86,15% dos participantes aprovaram, enquanto 75,38% demonstraram satisfação com sua cor.

    Os pesquisadores avaliam que isso se deve à comparação com a cor mais intensa do produto disponibilizado hoje no mercado. O sabor foi bem aceito por 83,07%. E, na avaliação global, 84,61% aprovaram a qualidade da dobradinha.

    Mais de 90% dos avaliadores afirmaram que consumiriam o produto se estivesse disponível para compra.

     
  • Indústria de petróleo dos EUA busca aliança com agronegócio para combater pauta de veículos elétricos de Biden

    Indústria de petróleo dos EUA busca aliança com agronegócio para combater pauta de veículos elétricos de Biden

    A indústria de petróleo dos Estados Unidos está tentando construir uma aliança com os produtores de milho e biocombustíveis do país para trabalhar contra o esforço do governo Biden por veículos elétricos, mas até o momento enfrenta uma recepção fria das partes, indicaram fontes familiarizadas com as discussões.

    O movimento marca uma tentativa incomum da indústria do petróleo de se aproximar de seus rivais de longa data, refletindo o tamanho da preocupação do setor com as medidas abrangentes do presidente Joe Biden para combater as mudanças climáticas e conter o consumo de combustíveis fósseis.

    Embora a indústria petrolífera e os produtores de biocombustíveis sejam concorrentes naturais por espaço nos tanques de combustível do país, ambos compartilham o desejo de garantir um futuro para os motores a combustão.

    O esforço também reflete a rápida mudança no panorama político em Washington: a outrora poderosa influência da indústria do petróleo diminuiu desde que Biden substituiu Donald Trump na presidência, mas o cinturão agrícola ainda constituiu um eleitorado vital e poderoso.

    O American Fuel and Petrochemical Manufacturers (AFPM), grupo comercial de refino de petróleo, confirmou que esteve em contato com representantes estaduais e nacionais das indústrias de milho e biocombustíveis nas últimas semanas, visando angariar apoio a uma política que reduziria a intensidade de carbono de combustíveis para transporte e bloquearia os esforços para concessão de subsídios federais aos veículos elétricos.

    Essa proposta seria uma alternativa à declarada meta de Biden de eletrificar a frota de veículos do país, garantindo um mercado contínuo para combustíveis líquidos, como gasolina e etanol de milho.

    O AFPM se reuniu em meados de janeiro com alguns lobistas das indústrias de milho e biocombustíveis, e algumas refinarias que fazem parte do grupo esperam sediar uma nova reunião em fevereiro, para discutir o futuro dos combustíveis líquidos.

    “Toda essa ideia levaria muito tempo para ser consolidada, mas fizemos alguns progressos”, disse Derrick Morgan, vice-presidente sênior do AFPM.

    Geoff Cooper, chefe da Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês), um importante grupo comercial da indústria de biocombustíveis, confirmou que os representantes da RFA foram convidados a participar da reunião de fevereiro, mas disse que sua organização ainda não decidiu se marcará presença.

    “Não nascemos ontem e não vamos deixar a indústria do petróleo nos enganar”, disse ele. “Eles têm uma longa história de empurrar uma aproximação nos microfones para fazer o trabalho sujo, e não estamos interessados nisso.”

    A Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA, na sigla em inglês) também está avaliando se deve enviar uma equipe para a reunião de fevereiro, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto.

    Mas o CEO da NCGA, Jon Doggett, disse à Reuters que nenhum encontro do gênero foi marcado, distanciando seu grupo da ideia de uma aliança entre petróleo e milho. “Não tenho nada a ver com os grupos de refino. Nós não conversamos”, afirmou.

    Fontes disseram que as indústrias de biocombustíveis e milho estão relutantes em unir forças ao setor petrolífero no assunto –não apenas por causa de sua longa rivalidade com as refinarias, mas também porque não desejam se opor publicamente às políticas para energia do novo presidente.

     
     
  • Mercado Livre vai deixar de anunciar e vender agrotóxicos

    Mercado Livre vai deixar de anunciar e vender agrotóxicos

    O Mercado Livre, um dos maiores sites de comércio eletrônico do país, não irá mais anunciar ou comercializar agrotóxicos em sua plataforma.

    A decisão é parte de um compromisso firmado pela empresa na segunda-feira (25) com o Ministério Público do Paraná (MPPR), após uma investigação da Operação Webcida, deflagrada em 2018, ter apontado que a plataforma foi utilizada para a venda de defensivos, o que é proibido por lei.

    Pelo acordo, a empresa se compromete a adotar, no prazo máximo de dois meses, medidas para identificar e remover de seu site qualquer forma de anúncio, exposição à venda ou comercialização de agrotóxicos.

    Isso inclui os produtos que tenham descrição ou imagens que os caracterizem como agrotóxico, defensivo agrícola, pesticida, produto fitossanitário, inseticida, herbicida, fungicida, veneno, raticida, mata mato, mata tiririca, entre outros.

    O Mercado Livre deverá ainda aprimorar os termos e condições gerais de uso do site, deixando clara a proibição da compra e venda de defensivos por meio da plataforma.

    Operação Webcida

    Outras três grandes empresas de e-commerce já firmaram compromisso semelhante com o MPPR, após investigações da Operação Webcida.

    A ação teve como foco impedir a exposição à venda, na internet, de agrotóxicos de uso agrícola a qualquer consumidor e a comercialização desses produtos sem receita.

  • CNA pede inclusão de produtores rurais a grupos prioritários de vacinação contra Covid-19

    CNA pede inclusão de produtores rurais a grupos prioritários de vacinação contra Covid-19

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou nesta sexta-feira (29) um ofício ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, solicitando a inclusão dos produtores rurais e demais envolvidos na cadeia de fabricação de alimentos entre os grupos prioritários de imunização contra o coronavírus, disse a entidade em nota.

    O pedido é para que eles sejam incluídos no Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, do governo federal, com o intuito de garantir o abastecimento de produtos agropecuários à população.

    “A produção agropecuária não parou. Os produtores rurais adotaram as medidas preventivas à Covid-19 e continuaram trabalhando, enfrentando dificuldades logísticas e mercadológicas em um primeiro momento”, disse o presidente da CNA, João Martins, no comunicado.

    Segundo ele, a imunização dos produtores rurais proporcionará garantia de abastecimento e maior tranquilidade às populações urbanas, o que contribuiria para os esforços do governo em restabelecer a economia, com a redução do tempo ativo da pandemia.

    “Queremos garantir que os produtores rurais se mantenham produzindo e continuem contribuindo efetivamente para o equilíbrio econômico e social do país, proporcionando segurança alimentar, gerando empregos e garantindo saldo positivo à nossa balança comercial”, disse Martins.

  • Bolsonaro diz que não é atribuição do governo levar oxigênio para o Amazonas

    Bolsonaro diz que não é atribuição do governo levar oxigênio para o Amazonas

    O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (30) que “não é competência” e “nem atribuição” do governo federal levar oxigênio para o Amazonas, que sofre com a falta do insumo para atender pacientes da Covid-19. Bolsonaro elogiou ainda a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, dizendo que “não há omissão” diante da crise.

    De acordo com o presidente, o governo federal enviou recursos financeiros para o estado enfrentar a crise. “Não é competência nossa e nem atribuição levar o oxigênio pra lá, demos os meios”, disse Bolsonaro.

    Bolsonaro afirmou ainda que a chegada dos primeiros cilindros de oxigênio enviados pelo governo federal aconteceu seis dias depois que o ministro da Saúde tomou conhecimento do caso.

    “Agora, ele (Pazuello) ficou sabendo em uma sexta-feira do problema do gás e na segunda foi em Manaus, na terça programou tudo e na quarta começou a chegar já o oxigênio lá com aviões da força aérea e balsa. Logo depois ele começou a transportar o pessoal doente também de Manaus para outras capitais aí da redondeza em especial para os hospitais universitários”, completou.

     

    Para o presidente, o ministro, que está em Manaus após ser alvo de pedido de inquérito por omissão na crise de oxigênio, fez um “trabalho excepcional”.

    “Ele trabalha de domingo a domingo, vira a noite, duvido que com outra pessoa teria tido a resposta que ele está dando”, afirmou.

    A Polícia Federal iniciou uma investigação sobre a conduta do ministro na crise sanitária do Amazonas. O ministro enviou 120 mil unidades de hidroxicloroquina, que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19.

    Até a manhã deste sábado, 335 pacientes com Covid-19 foram transferidos do Amazonas a outras 13 cidades brasileiras por conta do colapso causado por superlotação e falta de oxigênio no sistema de saúde local. Infelizmente, 11 pessoas não resistiram à doença e morreram.

    O Governo do Amazonas começou a enviar pacientes com Covid a outros estados no dia 15 de janeiro. A medida passou a ser adotada após hospitais do Amazonas ficarem sem oxigênio por conta da superlotação.

    O estado enfrenta um novo surto de Covid-19 e o sistema de saúde local entrou em colapso mais uma vez. Pazuello afirmou que a expectativa é enviar 1,5 mil pacientes para tratamento em outros estados.

    Segundo o governo estadual, 90 pacientes que foram transferidos para tratamento em outros estados já retornaram ao Amazonas recuperados da Covid-19. O governo estadual informou que os pacientes recuperados retornaram das cidades de Belém (PA), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Uberaba (MG), Natal (RN), Teresina (PI), São Luís (MA), Brasília (DF) e Goiânia (GO).

    O número de óbitos corresponde a 3% do total de pacientes enviados para tratamento em outro estado. O governo informou que tem prestado apoio psicossocial às famílias, providenciado os trâmites funerários e traslado do corpo para Manaus, que são realizados em aviões da Casa Militar.

    Até então, as cidades que receberam pacientes do Amazonas, desde o dia 15 deste mês, foram: Teresina/PI (23), São Luís/MA (39), Brasília/DF (15), João Pessoa/PB (15), Natal/RN (41), Goiânia/GO (48), Belém/PA (23), Maceió/AL (30), Vitória/ES (36), Recife/PE (27), Rio Branco/AC (3), Uberaba/MG (18) e Curitiba/PR (17).

     
     
  • Grupo Cash é referência no Brasil e tem métodos para aumento do Score

    Grupo Cash é referência no Brasil e tem métodos para aumento do Score

    Há 35 anos no mercado, o Grupo Cash é referência no setor de créditos no Brasil e tem todos os métodos para aumento do Score para quem está negativo ou com o Score baixo. A pontuação pode variar de 0 a 1.000 pontos.

    O Presidente do Banco Líder e Diretor Executivo do Grupo Cash, Fernando Alex informou que uma das grandes razões do grupo é ajudar seus clientes a conquistar sonhos.

    Outras pessoas pagam suas contas, estão com o nome limpo, mas tem dificuldades de financiamento e isso corresponde 22 milhões dos brasileiros.

    Seguindo sempre as questões legais de acordo com o CDC (Codigo de Defesa do Consumidor) o grupo reabilita o crédito para pessoa física (CPF) e jurídica (CNPJ) de todas as instituições de proteção e análise de crédito, de forma rápida, eficiente e com qualidade.

    Com vasta experiência na prestação de serviço em regularização de CPF/CNPJ,  Remoção de Restrição nas instituições de proteção e analise de crédito,  Aumento de Score (Serasa) e Recuperação de Crédito.

    “Realizamos nossas ações através de processos judiciais amparados pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor), com ações protetivas em nome de nossos clientes, fazendo com que suas pendências financeiras sejam normalizadas, e com a devida remoção no SPC, Serasa, SCPC, Check-Ok e nas demais instituições de proteção ao crédito”.

  • Portaria com regras para o 5G deve liberar Huawei e prever rede segura exclusiva para o governo

    Portaria com regras para o 5G deve liberar Huawei e prever rede segura exclusiva para o governo

    A portaria que estabelecerá as diretrizes do leilão da quinta geração de telefonia móvel, o 5G, não deve prever qualquer vedação à participação da chinesa Huawei na disputa. As normas devem incluir a criação de uma rede privada de comunicações para a administração pública federal.

    O texto elaborado pelo Ministério das Comunicações pode ser publicado ainda nesta sexta-feira (29) em edição extra do “Diário Oficial da União”.

    As regras deverão ser seguidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no edital do leilão, que pode ser votado já nesta segunda-feira (1º) em reunião extraordinária da agência.

    Nas regras que compõem a portaria obtida pela TV Globo, não há qualquer restrição à participação da chinesa Huawei ou de outra empresa de infraestrutura e tecnologia.

    Conselheiros da Anatel já haviam informado que o edital não poderia restringir a participação de firmas específicas na implementação do 5G brasileiro. O governo, no entanto, poderia usar a “segurança nacional” como justificativa para impor restrições desse tipo.

    O governo do presidente Jair Bolsonaro vinha sendo pressionado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para restringir a participação da empresa chinesa como fornecedora de equipamento para o 5G brasileiro. A Huawei é líder global na tecnologia 5G.

    Rede privada

    A rede privada citada na portaria do Ministério das Comunicações deve funcionar como um canal seguro para a comunicação estratégica do governo.

    A empresa que fornecer equipamentos para essa rede deverá, segundo uma fonte que participou da elaboração do documento, seguir padrões de transparência e governança corporativa.

    Os estudos preveem uma rede móvel de fibra ótica limitada ao Distrito Federal e uma rede fixa para atendimento dos órgãos públicos federais.

    A nova portaria elaborada pelo Ministério das Comunicações também prevê a cobertura de internet móvel em rodovias federais e a instalação de fibra óptica em municípios não atendidos, prioritariamente na região Norte. Essa regra ajudará na implementação do programa Norte Conectado, que prevê a instalação de 13 mil quilômetros de fibra ótica de alta velocidade.

    O leilão do 5G

    No leilão, serão ofertadas quatro faixas de frequência: 700 MHz; 2,3 GHz; 26 GHz; e 3,5 GHz. As faixas de frequências são espectros usados para a oferta de telefonia celular e de TV por assinatura.

     

    O 5G deve proporcionar velocidade muito maior de internet móvel. Um dos grandes pontos é a ampliação do serviço de internet das coisas (IoT na sigla em inglês).

    Atualmente, as operadoras conectam por exemplo máquinas de cartão, monitoraram caminhões e veículos, mas não há muito além disso. A ideia é que o 5G ofereça ferramenta para conectar outros produtos e a custos mais baixos.

    China, Huawei e o 5G

    Além de questões tecnológicas, o debate do 5G envolve disputas ideológicas, econômicas e de segurança nacional. O tema está, ainda, no centro da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    Em novembro, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o Brasil havia se juntado a um plano dos Estados Unidos para restringir o acesso de empresas chinesas ao mercado mundial de 5G.

    A iniciativa é chamada de “Clean Network” e, segundo o governo brasileiro, conta com a adesão de países da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar dos EUA.

    Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro havia afirmado em uma transmissão em rede social que caberia a ele próprio a decisão sobre a implementação da tecnologia 5G no Brasil. Segundo Bolsonaro, não haveria “ninguém dando palpite”.

     

    A definição dos parâmetros do leilão cabe à Anatel – que, segundo a Lei Geral de Telecomunicações, goza de “independência administrativa, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes e autonomia financeira”.

    Há, no entanto, debates sobre a tecnologia 5G em temas como segurança nacional, espionagem e privacidade de dados. Nestes casos, o tema caberia à inteligência do governo e à própria Presidência da República.

    O ex-presidente norte-americano Donald Trump, de quem Jair Bolsonaro era aliado, chegou a declarar emergência nacional em 2019 para proteger a internet dos Estados Unidos de “adversários estrangeiros”, sem citar nominalmente a firma chinesa.

    Em julho, o Reino Unido decidiu banir a Huawei dos leilões de 5G. A justificativa dada foi um posicionamento dos EUA que, na prática, impediu a gigante chinesa de receber chips de outros países para fabricar equipamentos.

    A decisão deve atrasar o 5G britânico em três anos, a um custo extra de 2 bilhões de libras (R$ 13,6 bilhões), e foi justificada com a necessidade de segurança do sistema. Já o bloqueio dos EUA foi justificado por supostos riscos à segurança nacional.

  • Avião do presidente do Equador faz pouso de emergência em Washington

    Avião do presidente do Equador faz pouso de emergência em Washington

    O avião presidencial do Equador, com o presidente Lenín Moreno e vários acompanhantes a bordo, fez um pouso de emergência em Washington, onde terminava uma visita oficial, mas todos “estão bem”, segundo o Ministério das Comunicações do Equador.

    “O avião presidencial apresentou uma falha mecânica e teve que fazer um pouso de emergência”, anunciou o órgão em um comunicado.

    “Moreno e todos os ocupantes do avião estão bem e voltarão ao Equador nas próximas horas”, acrescentou.

    O presidente, cujo mandato de quatro anos termina no dia 24 de maio, cumpriu uma agenda oficial na última semana na capital norte-americana.

    Ele se reuniu com Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), entidade que concedeu um empréstimo de 6,5 bilhões de dólares ao país sul-americano em setembro passado. Também encontrou funcionários do governo do novo presidente, Joe Biden.