Categoria: Econômia

  • Transnordestina transporta 946 toneladas de sorgo em segundo teste operacional

    Transnordestina transporta 946 toneladas de sorgo em segundo teste operacional

    Carga saiu do Piauí e chegou ao Ceará em pouco mais de 16 horas, reforçando a expectativa pela retomada do transporte ferroviário no Nordeste.

     A expectativa dos produtores rurais nordestinos em torno da circulação dos trens de carga da Transnordestina começou a se confirmar nesta segunda-feira (12), com a chegada de 946,12 toneladas de sorgo ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, durante o segundo teste operacional da ferrovia. A carga percorreu o trajeto em 16 horas e 34 minutos, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI).

    A linha férrea operacionalizada pela Transnordestina Logística (TLSA) está em operação desde dezembro de 2025. Apesar de as primeiras cargas transportadas serem de produtos agrícolas, o diretor comercial e de Terminais da TLSA, Alex Trevizan, adianta que a concessionária pretende variar as mercadorias nas próximas viagens experimentais. “Também pretendemos fazer um transporte com soja, mas fugindo um pouco do granel sólido agrícola, verificamos que há a possibilidade, ainda neste mês, de fazer um movimento de gipsita. Talvez no mês que vem de calcário e gesso agrícola, para diversificar um pouco mais para o granel sólido mineral”, afirma.

    Não há um número total de viagens ou prazo fixo estipulado para os testes operacionais, já que o tempo de viagem de cada locomotiva pode variar. Esse período, no entanto, é essencial para que a concessionária possa realizar testes em todos os âmbitos da operação da ferrovia.

    Um dos principais pontos avaliados é a logística de transbordo e os acessos das carretas. Segundo o diretor, a análise técnica foca na agilidade dos acessos e na integração entre o modal ferroviário e o rodoviário. “Um dos fatores que analisamos é o ponto de carregamento e o ponto da descarga dos produtos, a questão dos acessos das carretas para que elas possam manobrar e fazer o transbordo direto, sai do vagão e já cai rápido no caminhão, para esse giro ser rápido”, explica.

    Eficiência operacional

    Trevizan ressalta que a velocidade dessa transferência de carga é o que vai garantir a eficiência operacional da Transnordestina, permitindo que os vagões retornem rapidamente à origem para novos ciclos de transporte. Além disso, o desempenho da infraestrutura tem sido positivo. “Quanto mais rápido esse giro é, melhor para a gente e melhor para o cliente. Como a malha é nova, ela corresponde, quando opera, às nossas expectativas de velocidade”, conclui.

    O trecho ferroviário autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o tráfego de cargas tem aproximadamente 679 quilômetros, dos quais 580 estão sendo atualmente utilizados para o transporte comercial. A empresa já prevê outros fluxos no trecho autorizado para circulação, possibilitando outros pontos de origem e destino de acordo com a mercadoria e a demanda dos clientes.

  • Governo do Brasil destaca avanços sociais, econômicos e investimentos federais em Pernambuco em 2025

    Governo do Brasil destaca avanços sociais, econômicos e investimentos federais em Pernambuco em 2025

    Relatório aponta que 991 mil pernambucanos saíram da pobreza, 173 mil empregos formais foram criados e mais de 400 mil contribuintes terão isenção do Imposto de Renda a partir de 2026.

    Em 2025, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, alcançou o menor nível de pobreza de sua história e registrou o menor índice de desemprego dos últimos 13 anos. O país avançou na justiça tributária, com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ampliou sua presença internacional com a abertura de mais de 500 novos mercados e bateu recorde de turistas estrangeiros.

    Houve ainda investimentos em infraestrutura e avanços na educação, com 4 milhões de estudantes beneficiados pelo Pé-de-Meia, e na Saúde, com número recorde de cirurgias pelo SUS e a ampliação da gratuidade de medicamentos com o Farmácia Popular.

    Em todas as unidades da Federação, o Governo do Brasil atuou em programas, políticas e ações para beneficiar a população. Em Pernambuco, 991 mil pessoas deixaram a situação de pobreza em um cenário que, desde 2023, permitiu a criação de 173 mil empregos formais no estado. Em 2026, 414 mil contribuintes que ganham até R$ 5 mil deixarão de pagar o Imposto de Renda e terão mais dinheiro disponível em seus salários ao final de cada mês.

    SAÚDE – Na saúde, Pernambuco viu o número de profissionais do Mais Médicos dobrar, chegando a 1,7 mil em atuação. No Farmácia Popular, 961 mil pernambucanos foram atendidos. Na educação, 273 mil adolescentes recebem o incentivo do Pé-de-Meia para concluírem seus estudos e, na habitação, mais de 79 mil famílias pernambucanas terão realizado, até 2027, o sonho da casa própria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

    A lista de realizações em Pernambuco é longa. E para detalhar as principais realizações o Governo do Brasil preparou uma cartilha especial, que pode ser acessada abaixo. Confira os principais destaques do estado abaixo e veja como o Governo Federal trabalha para melhorar a vida no estado.

    Ou acesse o link para visualizar todos os livretos divididos pelas Unidades da Federação.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

  • Isenção do Imposto de Renda duplica número de professores da educação básica beneficiados em Pernambuco

    Isenção do Imposto de Renda duplica número de professores da educação básica beneficiados em Pernambuco

    Estudo do Ipea aponta que, com a nova faixa de isenção sancionada pelo presidente Lula, 53,5% dos docentes pernambucanos deixarão de pagar IR a partir de 2026.

    Pernambuco é uma das unidades da Federação com maior número de professores da educação básica beneficiados pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começa a vigorar em 2026, amplia a faixa de isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de estabelecer descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.

    Segundo estimativas projetadas em Nota Técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), antes da ampliação da faixa de isenção, 23,1% dos docentes da educação básica em Pernambuco estavam isentos do Imposto de Renda. Com as novas regras, 53,5% dos professores no estado não pagarão Imposto de Renda.

    Outros 20,3% dos professores da educação básica em Pernambuco serão contemplados com a redução das alíquotas de pagamento, na faixa de até R$ 7.350 mensais. O estudo indica ainda que o percentual de professores da educação básica pernambucana que terão tributação com a alíquota máxima de 27,5% ao mês vai cair de 49,8% para 26,2% do total de professores no estado.

    Infográfico | Isenção do IR para professores

     

    NACIONAL – Em todo o país, 620 mil professores da educação básica vão deixar de pagar o Imposto de Renda. Com isso, mais da metade de todos os profissionais da categoria passam a ser completamente isentos. O estudo do Ipea indica que a reforma mais do que dobra a proporção de isentos: antes, 19,7% dos docentes não pagavam Imposto de Renda. Após a mudança, o percentual chega a 51,6%. Outros 21,9% passam a integrar a faixa de redução do tributo. No total, ao menos 1 milhão de professores da educação básica vão ter aumento na renda disponível, seja por isenção total ou redução do IR.

    14º SALÁRIO – Considerando a isenção total e o desconto na tributação, 73,5% dos professores de educação básica estão contemplados. O ganho é particularmente relevante para docentes com salários próximos ao piso nacional do magistério, de R$ 4.867,77 em 2025. “Antes da reforma, eles pagavam a alíquota máxima de 27,5% sobre a base tributável. Com a isenção até R$ 5 mil, passam a não pagar nada de Imposto de Renda sobre esse salário”, afirma Paulo Nascimento, coordenador de educação e técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc/Ipea), que assina o estudo com outros pesquisadores. “O ganho médio anual estimado para esse grupo é de R$ 5.079,84, o que equivale, na prática, a quase um salário adicional no ano. É como um 14º salário derivado apenas da reforma tributária.”

    DOIS VÍNCULOS – O cenário também tem impacto nos profissionais que acumulam mais de um vínculo, seja em diferentes redes de ensino, seja em outra atividade fora da docência. Entre os que têm apenas um vínculo como professor, nas faixas de menor renda anual, 60,7% passam a ser isentos e 21,1% terão redução do imposto: 81,8% do grupo terá ganhos com a nova tabela do IR. Já entre os docentes com múltiplos vínculos, cerca de 17,5% do magistério da educação básica, 32,3% serão isentos e 26,1% terão redução. Um resultado intermediário aparece entre aqueles que acumulam outro tipo de ocupação fora da docência: 40,2% ficam isentos e 20,9% têm redução.

    REDE PÚBLICA X REDE PRIVADA – Há diferenças significativas na incidência da nova tabela entre docentes das redes pública e privada. Embora o setor público concentre a maior parte dos vínculos, é na rede privada que a ampliação da faixa de isenção tem efeito mais intenso: após a reforma, 82,2% dos professores de escolas particulares estarão isentos, percentual muito superior ao observado na rede pública (42,5%).

    “Se o desafio da valorização da carreira de professoras e professores já existe na categoria como um todo, é mais grave na rede privada, que tem remunerado os profissionais em valores inferiores ao piso salarial do magistério público”, pondera Adriano Senkevics, técnico de planejamento e pesquisa na Disoc/Ipea e um dos autores do estudo.

    DISPARIDADE – A disparidade reflete, em grande medida, a estrutura salarial das duas redes. No setor público, a remuneração média é mais elevada e relativamente homogênea. Já na rede privada, predominam jornadas parciais, maior dispersão salarial e valores médios mais baixos. “Em síntese, a ampliação da isenção beneficia a maioria dos docentes de ambos os segmentos, mas o efeito proporcionalmente mais intenso recai sobre quem leciona em escolas privadas, porque ali há mais gente ganhando até o novo teto de isenção”, explica Paulo Nascimento.

    UNIDADES FEDERATIVAS – Os estados mais beneficiados pela ampliação da faixa de isenção são Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Tocantins e Roraima, todos com 60% ou mais dos docentes isentos. O resultado sugere que, nessas unidades da federação, grande parte do magistério tem rendimentos anuais abaixo do novo limite de isenção. Outros estados concentram parcelas elevadas de docentes na faixa sujeita à alíquota máxima. Amapá, Distrito Federal, Pará e Goiás registram percentuais próximos ou superiores a 40% nesse grupo, refletindo salários relativamente mais altos no magistério.

    COMO FOI FEITO – Ao utilizar a Rais, os pesquisadores mapearam o magistério da educação básica a partir das informações sobre o posto de trabalho ocupado. A Relação Anual de Informações Sociais reúne dados sobre vínculos empregatícios. No entanto, não é um cadastro específico de docentes. Então, a identificação de professoras e professores depende dos campos de ocupação e do setor de atividades do empregador, permitindo uma inferência aproximada sobre quem integra o magistério entre trabalhadores formais.

    “A análise parte da Rais porque ela é a principal base administrativa nacional com informação padronizada sobre remuneração do trabalho formal. Isso nos permite olhar para a renda do trabalho docente de forma consistente. Mas há limitações importantes”, diz Nascimento. “Na prática, o ideal seria uma integração Rais–Censo Escolar, combinando a riqueza de informações salariais e de vínculos da Rais com o detalhamento escolar e pedagógico do Censo. Isso permitiria, em estudos futuros, estimar não apenas a redistribuição da carga tributária, mas como ela se articula com características das escolas, das redes e do território. Para isso, no entanto, o Inep precisaria disponibilizar ao Ipea os microdados identificados do Censo Escolar”.

    BASE DE CÁLCULO – Para calcular o salário anual, somaram-se os salários brutos de cada mês trabalhado em 2022, corrigidos pela inflação. A atualização monetária usou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até outubro de 2025. O décimo terceiro salário foi excluído, por não influenciar o cálculo das alíquotas mensais de tributação. A pesquisa também desconsidera deduções legais, como contribuições previdenciárias, dependentes ou despesas com saúde e educação.

    FAIXAS DE RENDIMENTO – Os docentes foram organizados em três faixas de rendimento anual. A Faixa 1 reúne os isentos do imposto de renda, cujo limite sobe de R$ 28.467,20 para R$ 60.000 após a reforma. A Faixa 2 abrange quem terá redução de alíquota: antes, incluía rendimentos entre R$ 28.467,21 e R$ 55.976,16; agora, cobre a faixa de R$ 60.000,01 a R$ 88.200, sujeita a uma alíquota progressiva ainda a ser regulamentada. A Faixa 3 inclui quem recebe acima de R$ 55.976,16 (pré-reforma) ou R$ 88.200,00 (pós-reforma), grupo sobre o qual permanece a alíquota máxima de 27,5%.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

  • Com segunda parcela do 13º a caminho, especialista orienta como usar a renda extra com planejamento

    Com segunda parcela do 13º a caminho, especialista orienta como usar a renda extra com planejamento

    Paulo Pereira Filho, da XP, destaca que organização antecipada, controle de gastos e uso estratégico do dinheiro são essenciais para transformar o benefício em segurança financeira.

    O 13º salário é um alívio financeiro importante no fim do ano para milhões de profissionais formais no Brasil. Com a chegada de dezembro, os trabalhadores começam a receber a última parcela do benefício, uma gratificação anual prevista na Constituição Federal. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2024 aproximadamente 92,2 milhões de brasileiros foram contemplados com esse rendimento extra, com valor médio de R$ 3.096,78. Para evitar que o abono se transforme em uma armadilha financeira, o planejamento é essencial.

    Para Paulo Pereira Filho, sócio e líder da XP no Norte e Nordeste, o trabalhador deve encarar o 13º como uma oportunidade de equilibrar o orçamento, organizar pendências e construir segurança futura. Ele reforça a importância de enxergar o benefício a partir de uma visão global das finanças pessoais. “Ter uma visão completa do seu orçamento é fundamental para tomar boas decisões. Quando essa análise é feita com calma e antecedência, sem impulsos, ela certamente se torna mais assertiva. O ideal é começar esse planejamento agora”, orienta.

    A recomendação inicial é listar todas as despesas previstas para o fim do ano, como presentes, roupas, confraternizações, viagens e compras em geral. Também é importante considerar os gastos fixos típicos do início do ano, como impostos (IPVA e IPTU), material escolar, matrícula, férias e demais compromissos.

    “É muito importante manter um olhar voltado para o futuro para não se iludir com o incremento temporário da renda e acabar se perdendo em compras parceladas, que pesam nos meses seguintes. Depois disso, defina quanto você pode gastar em cada uma dessas categorias e deixe tudo registrado e visível para facilitar o acompanhamento”, explica Paulo.

    O especialista destaca que o uso estratégico da renda extra também passa por escolher a forma de pagamento mais adequada para cada situação e por manter uma reserva de emergência. “O cartão de crédito pode ser útil para compras do dia a dia, desde que respeite um limite coerente com a renda, aproveitando benefícios como cashback ou milhas. Para itens de maior valor, pagar à vista pode gerar bons descontos. E sempre vale comparar taxas de financiamento com o retorno de investimentos, pois muitas vezes aplicar o dinheiro cobre os juros e ainda gera lucro. Hoje existem opções para todos os perfis e objetivos”, completa.

    Para quem está com as finanças organizadas e deseja aproveitar o 13º para projetos maiores, Paulo recomenda buscar orientação profissional. “Um assessor de investimentos ajuda a estruturar o planejamento financeiro com base em metas, perfil de risco e objetivos, garantindo decisões mais seguras e assertivas”.

    Ele também reforça que, ao formar uma reserva de emergência, é importante priorizar investimentos conservadores, de baixo risco e com liquidez diária, como CDBs, Tesouro Selic e fundos de renda fixa. Para quem possui mais recursos disponíveis, a diversificação continua sendo fundamental. “A diversificação é sempre o melhor caminho. Ela traz previsibilidade nos rendimentos pré-fixados e ajuda a proteger o patrimônio das oscilações do mercado”, pontua.

  • O custo oculto dos portos parados

    O custo oculto dos portos parados

    Os portos brasileiros refletem o ritmo da economia nacional e, infelizmente, ainda operam abaixo do potencial necessário para sustentar um país que depende fortemente do comércio exterior. A lentidão nas operações, a burocracia e a baixa integração entre sistemas logísticos geram um custo silencioso que afeta toda a cadeia produtiva e compromete a competitividade do Brasil.

    O peso da ineficiência
    Chamado de demurrage, o valor pago pelo uso adicional de contêineres é um dos principais sintomas da ineficiência portuária. Segundo o relatório Demurrage and Detention Benchmark 2023, da Container xChange, o custo médio dessas taxas no Brasil pode ultrapassar US$ 180 por contêiner por dia. Empresas perdem milhões de reais anualmente com atrasos que poderiam ser evitados com melhor coordenação entre terminais, armadores e órgãos reguladores.

    Impacto econômico e estrutural
    De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os custos logísticos representam cerca de 12,6% do PIB brasileiro, contra 8% em países desenvolvidos. Essa diferença reflete gargalos crônicos de infraestrutura e gestão, especialmente nos portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande, que concentram mais de 60% das exportações nacionais.

    Essas ineficiências vão além da perda financeira. O atraso médio no desembaraço aduaneiro, que ainda supera 48 horas em terminais de grande porte, reduz a previsibilidade das cadeias de suprimentos e afeta setores estratégicos como agronegócio, energia e siderurgia. Cada hora parada no cais representa capital imobilizado e perda de produtividade.

    Modernização e futuro
    A solução passa por um novo paradigma de gestão portuária, baseado em digitalização e análise de dados. Sistemas de automação documental, rastreabilidade em tempo real e inteligência artificial podem antecipar gargalos e otimizar a liberação de cargas. Modelos adotados em Singapura e Roterdã mostram que a integração entre órgãos aduaneiros e operadores reduz custos e amplia a eficiência sem demandar grandes obras físicas.

    Melhorar a performance portuária brasileira é uma urgência econômica. Cada ponto percentual reduzido nos custos logísticos representa bilhões de reais liberados para investimento produtivo e inovação. A modernização da infraestrutura e o uso de tecnologias inteligentes não são apenas medidas operacionais, mas decisões estratégicas para garantir competitividade e crescimento sustentável.

    Thiago Machado é gerente de supply chain, especialista em comércio exterior e logística internacional, com 13 anos de experiência em multinacionais dos setores de energia, siderurgia e agronegócio. Membro do Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP) e certificado em Supply Chain Strategy pela Rutgers University

  • Sobretaxa dos EUA ameaça liderança do Brasil no maior mercado de café do mundo, alerta Cecafé

    Sobretaxa dos EUA ameaça liderança do Brasil no maior mercado de café do mundo, alerta Cecafé

    Com tarifa de 50% sobre o café brasileiro, exportadores temem perder espaço para concorrentes como México, Honduras e Colômbia; setor pede isenção urgente para evitar prejuízos.

    Por Estadão Conteúdo

    Com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos importados brasileiros, o Brasil corre o risco de perder espaço no maior mercado consumidor de café do mundo a partir das próximas safras e ser substituído por outros fornecedores. O alerta é do diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos.

    “O grande receio é perder o maior mercado global, onde estão as principais empresas. É um prejuízo enorme perder o acesso ao maior mercado global para seus concorrentes”, afirmou Matos, em entrevista exclusiva ao Broadcast nas Redes.

    Diante da sobretaxa que atinge o café brasileiro, outros países, como México, Honduras e Colômbia, passaram a exportar maior volume aos Estados Unidos. “Levamos muito tempo para conquistar o primeiro lugar no mercado americano.

    Com novas safras vindo e perspectiva de maior colheita em importantes players, o grande risco é o Brasil ser o maior fornecedor e depois ir para o fim da fila e perder espaço nos blends deste grande mercado, quando a produção mundial de café aumentar. “O caminho é resolver isso o mais rápido possível”, observou Matos.

    O Brasil, por sua vez, redirecionou parte do que deixou de vender aos EUA para países europeus, árabes e asiáticos, minimizando efeitos sobre a balança comercial do setor em movimento de realocação no mercado mundial.

    No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 29,105 milhões de sacas, queda de 20,5% em relação aos nove meses de 2024, enquanto a receita gerada saltou 30%, para US$ 11,049 bilhões.

    Com a aplicação da alíquota, os Estados Unidos saíram de principal destino do café brasileiro em julho, antes da vigência da sobretaxa, para o terceiro destino em setembro, perdendo o posto de maior importador de cafés do Brasil para a Alemanha. Segundo o Cecafé, os impactos para os exportadores de café são “incalculáveis”.

    “Há um prejuízo enorme com custo de postergação de contratos e suspensão e cancelamento de contratos, por isso, não temos outra estratégia se não a isenção total aos cafés brasileiros. Se não resolvermos isso o mais rápido possível, além dos exportadores, os impactos chegarão aos produtores”, apontou o CEO do Cecafé.

    Dados do conselho apontam para queda de 52,8% nos embarques do grão ao mercado norte-americano em setembro, adquirindo 332.831 sacas. No ano passado, a exportação brasileira de café para os EUA somaram 8,1 milhões de sacas e US$ 2 bilhões, 16% de tudo que o País exportou.

    “O aumento de 40% no preço internacional do café somado à tarifa de 50% sobre o grão brasileiro inviabiliza os embarques”, apontou. O Brasil responde por 34% de tudo que os Estados Unidos consome de café. “76% dos americanos consomem café diariamente. São dois países insubstituíveis no comércio de café”, pontuou o diretor-executivo do Cecafé.

    O setor exportador defende que o café seja incluído na lista de exceções ao tarifaço. As sinalizações dos importadores é de que o produto é o item número 1 na lista, segundo Matos, para potenciais novas exceções.

    A abertura de diálogo entre os países, que começou com a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, e a missão diplomática brasileira ao governo americano, pode contribuir nesse movimento, segundo Matos. “Talvez seja factível a suspensão geral da tarifa ou a ampliação da lista. O importante é virar a página das tarifas”, defendeu o CEO do Cecafé.

    O impacto inflacionário do encarecimento do café, que registrou em agosto a maior alta no varejo americano desde 1997 nove vezes superior à média, bem como os efeitos já sentidos pelos consumidores e o fim do estoque da indústria local influenciam ainda no convencimento das autoridades e na pressão da opinião pública para isenção do café, avalia o Cecafé.

    Em paralelo, o setor busca também a diversificação de mercados. Para Matos, os movimentos de preservação de mercados consolidados, como Estados Unidos e Europa, e a abertura de novos destinos são pautas distintas que não devem se sobrepor. China e Austrália despontam entre os países em crescimento do consumo do grão brasileiro.

    Nesse cenário de escalada tarifária, estoques mundiais baixos e incertezas quanto à nova safra, os preços do grão tendem a seguir elevados no mercado internacional pelo menos até o fim do ano.

  • CAIXA e Governo Federal ampliam crédito imobiliário com novas regras e mais R$ 40 bilhões para habitação

    CAIXA e Governo Federal ampliam crédito imobiliário com novas regras e mais R$ 40 bilhões para habitação

    Banco volta a financiar até 80% do valor dos imóveis pelo SBPE e teto do SFH sobe para R$ 2,25 milhões, fortalecendo políticas habitacionais e impulsionando o setor da construção civil.

    Na última sexta-feira (10), a CAIXA participou do anúncio de um robusto pacote de medidas para impulsionar o crédito imobiliário no país. As mudanças decorrem da alteração na regra de direcionamento da poupança, que permitirá um incremento estimado de R$ 40 bilhões no orçamento destinado ao financiamento habitacional pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) nos próximos dois anos. O banco vai começar a operar com as novas regras a partir do dia 13 de outubro.

    Entre os principais ajustes está a elevação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, medida que foi regulamentada hoje pelo Conselho Monetário Nacional e será implementada nos próximos dias. Além disso, a cota de financiamento sobe para 80% na modalidade SAC e 70% no PRICE, o que já estará vigente a partir da próxima segunda-feira (13).

    Essas mudanças representam um impacto direto na oferta de crédito, com previsão de R$ 3 bilhões adicionais em 2025 apenas com o aumento das cotas.

    Ao anunciar que a CAIXA volta a financiar a cota de 80% no SBPE, o presidente da CAIXA, Carlos Vieira, afirmou que esse é um “momento de virada” e destacou a relevância estratégica do segmento da construção civil para as políticas públicas de habitação. “São ações dessa natureza, articuladas de forma conjunta, que farão com que esse segmento, que já acredita no avanço do Brasil e já acredita nas ações dos bancos públicos e privados, tenha muito mais condições de fazer a diferença. A construção civil é o grande alavancador da economia desse país”, destacou.

    A cerimônia de anúncio do novo modelo de crédito imobiliário foi realizada no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP), e contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Cidades, Jader Filho, além do presidente da CAIXA, Carlos Vieira, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, dentre outras autoridades.

    Em sua fala, o presidente Lula ressaltou a necessidade de dar condições dignas de moradia através do Minha Casa, Minha Vida e elencou as dificuldades da classe média para conseguir financiar um imóvel. “Um trabalhador metalúrgico, um bancário, um químico, um professor, que ganha R$ 10 mil, R$ 8 mil por mês (…) essas pessoas não estão nas faixas 1 e 2. O que vamos tentar fazer é adequar as dificuldades econômicas das pessoas, levando em conta o respeito à dignidade humana de morar no lugar onde se pensa que é bom morar. É pra isso que foi criado esse programa”, comentou.

    Ainda durante o evento, foi assinada resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que estabelece o novo modelo de crédito imobiliário. O documento define novas condições gerais e critérios para contratação de operação de crédito imobiliário pelas instituições financeiras e disciplina o direcionamento dos recursos captados em depósitos de poupança. Essa resolução permitirá a elevação das operações em mais de R$ 50 bilhões ao potencializar o direcionamento dos recursos da poupança e permitir parte do uso dos depósitos compulsórios para contratação de financiamento imobiliário.

    Habitação é com a CAIXA

    A CAIXA é líder absoluta no crédito imobiliário, com 66,8% do mercado (jun/2025). Apenas em 2024, o banco alcançou o valor de R$ 223,6 bilhões em contratações, maior volume já registrado em um único ano. No primeiro semestre de 2025, atingiu R$ 875,5 bilhões no saldo da carteira de crédito e 369,1 mil imóveis financiados.

    No âmbito do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), como principal operadora, a CAIXA viabilizou mais de 99% dos financiamentos do programa no ano, reforçando sua liderança no setor habitacional e seu compromisso com a ampliação do acesso à moradia e o desenvolvimento social do país.

     

  • Brazil Pays: uma ponte financeira entre Brasil e Estados Unidos para clientes e lojistas

    Brazil Pays: uma ponte financeira entre Brasil e Estados Unidos para clientes e lojistas

    Em um cenário de constante transformação no setor financeiro, a Brazil Pays surge como uma plataforma que conecta necessidades de brasileiros que atuam ou viajam aos EUA com soluções de pagamento que facilitam transações cross-border. O lema da empresa — “Segurança, inovação e credibilidade” — sintetiza a proposta: oferecer parcelamento de compras, pagamentos via PIX e outras soluções para consumidores e comerciantes que operam entre Brasil e Estados Unidos.

    A empresa coloca no centro do modelo a possibilidade de parcelar compras nos Estados Unidos por meio de soluções de pagamento digital que utilizam cartão de crédito. O objetivo é atender a diferentes momentos financeiros: desde o crédito para iniciar ou expandir empreendimentos nos EUA, até opções de pagamento parcelado para turistas brasileiros que visitam o país.

    Quem está à frente da Brazil Pays é Marina Alves, fundadora da empresa. Economista formada em 1998, ela possui MBA com foco em Banking pela Fundação Getúlio Vargas e formação em Valuation pela USP, em São Paulo. Com mais de 35 anos de experiência no setor financeiro, Marina Alves já atuou em grandes instituições como Banco Safra, Bradesco e Citibank. Segundo ela, o propósito da Brazil Pays é “desburocratizar as transações cross-border para lojistas nos EUA e consumidores brasileiros”.

     Proposta de valor a Brazil Pays se apresenta como plataforma que harmoniza tecnologia de ponta com atendimento próximo aos clientes. Entre as soluções oferecidas estão pagamento parcelado, PIX e outras opções que visam facilitar a vida de dois públicos: empresários que desejam aumentar o faturamento com facilidades de pagamento para clientes no exterior, e consumidores brasileiros que precisam realizar transações em solo americano com a mesma comodidade encontrada no Brasil.

    Posicionamento e visão de futuro fundada há mais de dois anos, a Brazil Pays enfatiza a ideia de desburocratizar as transações entre Brasil e EUA, trabalhando com uma visão de longo prazo. A empresa afirma que o mercado financeiro é dinâmico, mas defende que “valores sólidos” devem guiar o investimento. Em comunicação institucional, Marina Alves reforça o compromisso com inovação responsável e com a geração de valor para lojistas e viajantes que utilizam a plataforma.

     No contexto do mercado, o ecossistema de pagamentos transnacionais têm ganhado relevância com o crescimento do e-commerce global e o aumento de viagens entre os dois países. Soluções que permitem parcelamento de compras no exterior, recebimento em dólares por lojistas e operações rápidas em reais para consumidores no Brasil representam uma tendência de maior integração entre fintechs, varejo internacional e serviços de viagem.

     A Brazil Pays aposta em uma linha estratégica que combina tecnologia, atendimento próximo e soluções de pagamento cross-border para atender tanto lojistas quanto consumidores brasileiros que atuam ou visitam os EUA. Com liderança experiente e foco em desburocratizar transações internacionais, a empresa pretende manter a trajetória de inovação e geração de valor no cenário financeiro global. A empresária Mariana Alves com sua trajetória de sucesso já pensa em expandir seu empreendimento para Europa e com certeza será com o mesmo sucesso e credibilidade.

     Conheça mais sobre a Brazil Pays

    www.brazilpays.com

     

  • Amigo Card: o cartão que une saúde, economia e proteção para você

    Amigo Card: o cartão que une saúde, economia e proteção para você

    Com telemedicina, odontologia, plano funeral e descontos exclusivos, o Amigo Card oferece praticidade e cuidado para toda a família.

    Mais que um simples cartão, o Amigo Card chega ao mercado como uma solução completa de tranquilidade, economia e cuidado para você e sua família. Com ele, é possível acessar diversos serviços de saúde e benefícios exclusivos de forma prática, rápida e segura.

    Entre os destaques estão:

    • Telemedicina: consultas médicas sem sair de casa;
    • Odontologia: cuidado completo com seu sorriso;
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  • Prefeitos e secretários de Saúde do Agreste participam de workshop sobre gestão de contratos e prestação de contas

    Prefeitos e secretários de Saúde do Agreste participam de workshop sobre gestão de contratos e prestação de contas

    Evento promovido pela CODEAM com apoio do Instituto Vitalis abordou a nova lei de licitações e os principais desafios na administração pública municipal.

    Na manhã desta terça-feira, 15 de julho, a CODEAM (Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional) promoveu um workshop para Prefeitos e Secretários de Saúde com o tema “Gestão de Contratos e Prestação de Contas”, em parceria com o Instituto Vitalis Mais Saúde – IVIMS.

    O workshop foi conduzido pelo Professor e Consultor Marcus Vinícius Rodrigues Lima, que reúne experiência nos setores público e privado. Durante o evento, foram debatidos temas de grande importância para os municípios que integram o consórcio, com ênfase nas principais regras estabelecidas na nova lei de licitações (Lei Federal nº 14.133/21) desde o processo de planejamento até o encerramento de contratos que envolve o processo de prestação de contas.

    O palestrante explorou os principais cuidados que os gestores públicos devem ter em relação as novas regras, prazo legal de adequação, hipóteses de dispensa de licitações na saúde, transparência, atuação dos órgãos de controle interno e externo, além de apresentar casos comuns de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE/PE) e finalizou a abordagens trazendo recomendações para evitar a ocorrência dos riscos mais comuns.

    O Presidente do Consórcio e Prefeito de Saloá, Júnior de Rivaldo, foi representado pela Superintendente do Núcleo Intermunicipal de Saúde, Martinelle Lira Martins, que destacou o papel da CODEAM em apoiar os municípios consorciados nesse processo e acrescentou que esse será o primeiro de vários eventos que serão realizados nos próximos meses.