Categoria: Brasil

  • Alan Barros e o Mundo das Criptomoedas: Parcerias, Interesse de Celebridades e Potenciais Investimentos

    Alan Barros, em um vídeo divulgado em um grupo de investidores no Telegram, destaca a importância da mentalidade em relação aos investimentos, contrastando aqueles que buscam compreender e contribuir com projetos, como o cantor Jason Derulo, com aqueles que negligenciam seus ativos valiosos. Em uma demonstração de credibilidade, Alan exibe uma mensagem privada do cantor norte-americano, expressando interesse no projeto da DriveCrypto, criptomoeda lançada pela empresa de Alan.

    Enquanto aguarda confirmação do envio da mensagem por parte da equipe de Jason Derulo, Alan continua a promover sua empresa em outros vídeos, destacando parcerias estratégicas, como a aceitação de criptomoedas como forma de pagamento em uma loja de carros. Além disso, ele menciona o interesse de um grupo estrangeiro em investir significativamente nas criptomoedas de sua empresa, ressaltando o potencial de crescimento do projeto.

    Esses episódios destacam não apenas a importância da confiança e credibilidade nos investimentos, mas também a crescente aceitação e adoção das criptomoedas em diversos setores econômicos. Ao mesmo tempo, levantam questões sobre a transparência e a veracidade das informações compartilhadas por empresários e investidores no mercado digital.

  • Cliente expulso de padaria de SP por usar notebook é preso de fraude de criptomoedas

    Cliente expulso de padaria de SP por usar notebook é preso de fraude de criptomoedas

    Um empreendedor de 32 anos, cuja presença foi inicialmente rejeitada em uma padaria de Barueri, São Paulo, por estar usando um notebook, acabou sendo detido em uma operação conduzida pela Polícia Federal, revelando uma vida de ostentação através das redes sociais. Allan Barros, conhecido por suas postagens frequentes exibindo carros de luxo e destinos paradisíacos ao redor do mundo, viu-se surpreendido pela ação policial, que o prendeu temporariamente em Curitiba.

    De acordo com Leonardo Dechatnik, advogado responsável por sua defesa e da empresa Unimetaverso Gestão de Ativos Digitais e Marketing LTDA., tanto Barros quanto sua empresa não tinham histórico de enfrentar processos por parte de investidores, conforme comunicado em nota.

    As redes sociais de Allan Barros eram um verdadeiro desfile de glamour, repletas de imagens capturadas em destinos exóticos como as Maldivas, Londres, Paris e Abu Dhabi. Além de exibir carros de luxo, ele era frequentemente visto pilotando motos aquáticas e presenteando parceiros de negócios com relógios de alto padrão. Sua residência em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, acrescentava um toque de exclusividade à sua vida.

    Curiosamente, cerca de um mês antes de sua prisão, Barros foi protagonista de um incidente em uma padaria local. Em 31 de janeiro, o proprietário repreendeu-o por utilizar seu notebook no estabelecimento, resultando em uma discussão que quase culminou em agressão física. O dono, identificado como Silvio Mazzafiori, de 65 anos, tentou atacar Barros com um pedaço de madeira, mas acabou tropeçando e sendo contido por terceiros.

    A operação da PF que deteve Barros, denominada Operação Fast, tinha como alvo um grupo criminoso sediado em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Esse grupo estava sendo investigado por aplicar golpes no sistema financeiro através de criptomoedas e Tokens Não-Fungíveis (NFTs). Estima-se que cerca de 20 mil vítimas, tanto no Brasil quanto no exterior, tenham perdido aproximadamente R$ 100 milhões devido a esses golpes.

    A polícia detalhou que os golpes seguiam um padrão, com a oferta de uma criptomoeda supostamente desenvolvida pelo grupo, prometendo lucros excepcionais por meio de parcerias fictícias com empresas. Para atrair mais vítimas, o lançamento da moeda fraudulenta foi promovido em uma feira de criptoativos em Dubai.

    A defesa de Barros enfatizou sua cooperação com as autoridades desde o início das investigações, ressaltando que o processo corre em sigilo judicial, impedindo a divulgação de detalhes específicos. No entanto, eles reiteraram seu compromisso em esclarecer completamente os fatos.

  • MPRJ denuncia policiais civis presos por invasão e furto de casa de morador na Zona Norte do Rio

    MPRJ denuncia policiais civis presos por invasão e furto de casa de morador na Zona Norte do Rio

    Mark Rodrigues Estebanez Stael e Mauro Tadeu Pereira Ribeiro foram denunciados por abuso de autoridade, peculato e prevaricação. Órgão também requereu a conversão em preventiva da prisão temporária dos dois.

    O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou, nesta sexta-feira (1º), os policiais civis Mark Rodrigues Estebanez Stael e Mauro Tadeu Pereira Ribeiro por abuso de autoridade, peculato e prevaricação e pediu a prisão preventiva dos dois denunciados.

    Mark e Mauro foram presos temporariamente nesta quinta-feira (29) em uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ, e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

    As investigações contra os dois policiais começaram a partir de uma denúncia. Segundo o MPRJ, no dia 11 de janeiro os dois invadiram a casa de um homem em um dos acessos à comunidade da Serrinha, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, sem autorização judicial, com o objetivo “de prejudicá-lo em uma suposta prisão por posse de artefatos ilícitos.”

    Segundo os investigadores, eles furtaram uma pistola, o certificado de registro da arma, uma aliança avaliada em R$ 9 mil e a carteira de habilitação do morador do local.

    “Importa afirmar que os denunciados, e o terceiro elemento ainda não identificado agiram imbuídos do mesmo propósito de subtrair os bens encontrados no interior da casa da vítima, vez que deixaram de proceder a sua entrega e formalização de apreensão em sede policial”, diz um trecho da denúncia.

    A Corregedoria da Polícia Civil encontrou dinheiro, documentos e munição escondidos debaixo do piso da 32ª DP (Taquara). De acordo com as investigações, o material pertence aos dois policiais presos.

    Uma câmera de segurança registrou a movimentação dos dois perto do local de trabalho do morador. Um terceiro homem que aparece nas imagens ainda não foi identificado. O homem procurou a Corregedoria pouco tempo depois.

    A 42ª Vara Criminal determinou a suspensão do exercício de função pública e a suspensão do porte de arma dos agentes.

     

  • Motorista da Câmara de Aparecida (SP) é preso com maconha e cocaína em carro oficial

    Motorista da Câmara de Aparecida (SP) é preso com maconha e cocaína em carro oficial

    Servidor foi preso em São Paulo, para onde tinha levado um vereador para uma reunião. Policiais encontraram 13 tabletes de maconha, quatro de ‘skunk’ e um de cocaína no carro.

    Um motorista da Câmara Municipal de Aparecida (SP) foi preso em flagrante com tabletes de maconha e cocaína em um carro oficial do legislativo. A prisão aconteceu na capital paulista, na tarde desta quinta-feira (29).

    De acordo com o boletim de ocorrência, o homem preso foi identificado como João Vieira de Araújo, de 59 anos. No site da Câmara de Aparecida, João consta como ‘motorista e revisor de viaturas’, com admissão em agosto de 1990. O g1 tenta contato com a defesa dele.

    Ainda segundo o BO, policiais civis receberam a denúncia de que um carro oficial da Câmara fazia transporte de drogas com frequência e fizeram a abordagem o carro na avenida Conceição, no bairro Vila Maria, Zona Norte de São Paulo, por volta das 15h30.

    No carro, a Polícia Civil encontrou 13 tabletes de maconha, quatro de ‘skunk’ e um de cocaína – cerca de 13,5 kg de drogas. Os tabletes estavam em uma caixa de papelão no banco traseiro do veículo.

    De acordo com o BO, o homem disse aos policiais que sabia que estava transportando drogas e que havia buscado os entorpecentes em Diadema, na Grande São Paulo, e os levaria até Aparecida.

    Na delegacia, João optou por ficar em silêncio e permaneceu preso por tráfico de drogas. O celular dele foi apreendido e passará por perícia. Além disso, o carro oficial da Câmara de Aparecida também foi apreendido. O caso foi registrado no 3º DP de Diadema.

    O que diz a Câmara?
    O presidente da Câmara de Aparecida, Valdemir Budão (PL), informou que João Vieira de Araújo é funcionário do legislativo há mais de 30 anos e que foi para São Paulo para levar um vereador e um assessor para uma reunião.

    Valdemir disse ainda que acredita se tratar de um ato isolado, pois nunca soube da prática desse crime por parte do motorista, e que a Câmara dos Vereadores está ‘tomando todas as medidas administrativas cabíveis, inclusive para liberação do carro oficial’.

  • Ex-apresentador preso por tráfico era conhecido como ‘Vovozinho’ e principal fornecedor de grupo criminoso

    Ex-apresentador preso por tráfico era conhecido como ‘Vovozinho’ e principal fornecedor de grupo criminoso

    Marcelo Carrião foi detido com mais oito suspeitos em Santos, no litoral de São Paulo.

    Marcelo Carrião, o jornalista e ex-apresentador preso em flagrante por tráfico de drogas em Santos, no litoral de São Paulo, era o principal “fornecedor” de entorpecentes para um grupo criminoso investigado pela Polícia Civil. O g1 apurou, nesta quinta-feira (29), que ele foi apelidado de “Vovozinho” entre os envolvidos.

    Segundo o delegado Fabiano Barbeiro, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Carrião foi detido com mais oito suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na região, em uma operação chamada ‘Dama de Ferro’.

    A Polícia Civil estabeleceu essa operação com o objetivo de prender o grupo, identificado em uma investigação que começou após a prisão de duas mulheres em Santos, no início de fevereiro. A dupla, ainda de acordo com a corporação, era responsável por um ‘disk drogas’ na cidade.

    “Marcelo, cujo apelido é ‘Vovozinho’, seria o principal articulador e fornecedor de drogas para esse pessoal”, afirmou o delegado Barbeiro. “Estamos apurando, agora, as fontes de quem o Marcelo comprava esses entorpecentes”.
    O g1 tentou contato com a defesa de Carrião, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    Fornecedores e ‘disk drogas’

    Os nove presos, segundo o delegado Leonardo Rivau, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), eram os fornecedores de entorpecentes para o ‘disk drogas’, comandado pelas mulheres (veja detalhes abaixo). Os suspeitos foram identificados a partir da apreensão de um celular encontrado com elas.

    Nesse aparelho, ainda de acordo com o delegado Rivau, foram encontradas diversas conversas de Carrião com uma das mulheres. “Ele ofereceu a droga, ela fez o pedido e combinou a entrega para que pudesse comprar e revender no Gonzaga”, explicou.

    ‘Dama de Ferro’

    Na Operação ‘Dama de Ferro’, a Polícia Civil cumpriu nove mandados de busca e apreensão na Baixada Santista, nesta quarta-feira (28). Os delegados acrescentaram que, destes, seis suspeitos foram detidos – entre eles, Carrião.

    As investigações prosseguem em busca dos outros três, que ainda não foram localizados. Além deles, a corporação prendeu mais três pessoas, identificadas a partir de conversas em celulares apreendidos.

    “Nos locais, foram encontrados os suspeitos com uma quantidade de droga, que ainda estamos apurando. Neste [local], em particular, encontramos uma plantação de dois irmãos que são fornecedores de drogas para um dos alvos [da operação]”, afirmou o delegado.

    Nas imagens, obtidas pelo g1, é possível ver três ‘barracas’ com os pés de maconha na casa localizada na Rua Joaquim Nabuco, no bairro Vila Matias, em Santos. Essas estufas contavam, inclusive, com ventiladores no interior e iluminação especializada (assista acima).

    ‘Disk drogas’

    Duas mulheres, de 19 e 23 anos, foram detidas suspeitas de traficar entorpecentes por meio de um ‘disk drogas’, no dia 6 de fevereiro, em Santos (SP).

    Em entrevista à TV Tribuna, emissora afiliada da Globo, o delegado da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), Leonardo Rivau, explicou à época que uma delas realizava as entregas das drogas. O vídeo acima, inclusive, mostra a suspeita entregando entorpecentes para dois homens.

    A companheira dela, por sua vez, era responsável pela logística do tráfico de drogas em um apartamento no bairro Gonzaga. De acordo com o delegado, a suspeita também fazia a intermediação com as pessoas — ainda não identificadas — que forneciam os entorpecentes para elas.

    Marcelo Carrião
    Carrião se formou em jornalismo na Universidade Católica de Santos, em 1995.

    Ele trabalhou como produtor e repórter na TV Mar, afiliada à TV Manchete, entre 1993 e 2005, e repórter da Rede Record, entre 2005 e 2011. Conforme divulgado por ele na internet, o último trabalho foi no SBT, como repórter e apresentador de telejornal, entre 2012 e 2024.

    O g1 entrou em contato com o SBT e a emissora informou que Carrião não trabalha mais no local e não tem nada a declarar.

  • PMs são investigados por cobrar propina em blitz da Lei Seca e ocultar imagens nas câmeras corporais

    PMs são investigados por cobrar propina em blitz da Lei Seca e ocultar imagens nas câmeras corporais

    Caso é investigado pelo MP e pela própria PM. Imagens da gravação das câmeras foram interrompidas. Em determinado momento, entretanto, é possível ver um agente contando o dinheiro.

    O Ministério Público do Rio e a Polícia Militar investigam três policiais militares por ter cobrado propina em uma blitz da Lei Seca e ocultado imagens das abordagens a motoristas registradas nas câmeras corporais.

    Os PMs foram denunciados pelo Ministério Público por desobediência e por terem cobrado propina dos motoristas para liberá-los após irregularidades, como dirigir após beber.

    O MP também pede que os policiais sejam afastados do serviço nas ruas até a conclusão do processo.

    O caso ocorreu em Guaratiba, na Zona Oeste, no dia 22 de setembro de 2022. Imagens das câmeras que não foram apagadas mostram que em uma das abordagens, o motorista admite que bebeu.

    PM: Tu bebeu?
    Motorista: Estava na resenha em frente ao trabalho, bebi tem 1 hora.
    PM: Então vai te agarrar, infelizmente.
    Motorista: Eu sei, parceiro.
    PM: Infelizmente olha como a gente trabalha hoje em dia.
    Motorista: Tô vindo do trabalho, vim buscar minha esposa
    PM: Disse que tomou um gelo. Já falou comigo. Tá vencida […]

    Três policiais militares estavam na abordagem: os cabos Carlos Henrique Braga Mello e Marjori Luciano Corrêa Vieira; e o soldado Edson Antunes Jorge.

    Durante a abordagem, a imagem da câmera corporal que era usada pelo cabo Carlos Henrique Braga simplesmente some. Depois, os outros dois PMs também ficam sem o equipamento.

    Segundo o Ministério Público e a própria Polícia Militar, eles retiraram a câmera para cobrar propina. Minutos depois, um dos policiais já está novamente usando a câmera e é possível ver o motorista indo embora.

    Segunda abordagem
    Momentos depois, os policiais fazem uma nova abordagem a um o condutor que está com documento do carro atrasado, CNH vencida e sem placa dianteira:

    PM: Carro tá sem placa por causa de que?
    Motorista: Caiu na… Peguei uma chuvarada e caiu
    PM: Quando?
    Motorista: Tem uns 2 meses, até já paguei para fazer outra
    PM: E habilitação?
    Motorista: Habilitação eu relaxei mesmo
    PM: Pô, relaxou pra caramba
    Mais uma vez, segundo as investigações, o cabo Braga retira a câmera. Entretanto, o equipamento que estava com o outro policial registra o diálogo entre eles: “Calma, vai, você que tá sem o bagulho. Ele vai só apertar a mão”, diz um dos agentes.

    O cabo Marjori, então, se aproxima novamente do veículo e aperta a mão do motorista, que é liberado.

    “Vai com Deus”, diz um dos agentes.
    O flagrante
    Ainda de acordo com as investigações, os policiais seguiram abordando outros motoristas e, em alguns momentos, retirando a câmera corporal. Ainda assim, um dos equipamentos registrou um PM contando dinheiro dentro da viatura.

    Já passava da meia-noite quando o capitão que estava na blitz se aproxima dos policiais e diz que há denúncia de vítimas de extorsão:

    Capitão: Rapaziada, a gente ta com a seguinte situação ali, nem ia falar com vocês aí: tem três vítimas ali dizendo que vocês extorquiram eles (sic) em R$ 300, tá? A gente ia conduzir direto, a orientação aqui do comando, conversa com os PMs, eu falei os policiais estão com câmera. Vocês abordaram aquele pessoal que tá ali no carro? Vocês fizeram alguma coisa de errado?
    Policial suspeito: De errado como assim, senhor? Posso falar com o senhor?

    Primeiro, o cabo Braga diz que o condutor tentou oferecer dinheiro a ele: “Se for pela abordagem, teve uma pessoa que ofereceu R$ 300 sim”, argumenta. Mas, depois, quer tentar “resolver” a situação, devolvendo o dinheiro da propina.

    Capitão: Então assim, vocês vão ser conduzidos [para a delegacia] e a câmera vai falar, entendeu? Foram três, então vocês vao ser conduzidos. Tem alguma coisa pra passar?
    Policial suspeito: Mano, não tem como resolver isso aqui antes não?
    Capitão: Resolver? Que?
    PM suspeito: Eu posso ate devolver o dinheiro que ela me pagou.
    Capitão: Guerreiro, olha só: o senhor esta com a câmera, a serviço da Lei Seca, tá?
    Os três policiais foram levados para a Delegacia de Polícia Judiciária Militar após a blitz. A Corregedoria da PM afirmou que houve transgressões disciplinares graves por parte dos três PMs e que eles serão submetidos ao Conselho de Revisão Disciplinar.

  • MP pede que filho de ex-deputado que matou casal volte à prisão

    MP pede que filho de ex-deputado que matou casal volte à prisão

    A Procuradoria de Mato Grosso solicitou a anulação da prisão domiciliar de Carlos Alberto Gomes Bezerra, 58 anos, acusado de feminicídio, após ele violar as condições de sua reclusão domiciliar. Bezerra foi flagrado fazendo compras acompanhado por seguranças armados, a despeito de estar sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, conforme destacado em um relatório apresentado no domingo (25) pelo promotor Jaime Romaquelli. Essa conduta foi interpretada como um desafio à justiça e uma ameaça potencial a familiares e testemunhas do caso.

    A medida restritiva, aplicada ao filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, exigia que ele permanecesse em casa 24 horas por dia. No entanto, o promotor relatou que Bezerra realizou várias saídas não permitidas, incluindo visitas a supermercados com escolta armada, configurando uma violação direta à justiça e um risco à integridade dos envolvidos no processo.

    Bezerra é réu pelo assassinato de sua ex-parceira, Thays Machado, e do parceiro dela, Willian César Moreno, em 18 de janeiro de 2023, e foi capturado em flagrante. Apesar de ter sido concedida a prisão domiciliar baseada em um laudo médico que citava seu diabetes e a necessidade de tratamento domiciliar, o promotor Romaquelli contestou a validade desse documento, argumentando que não havia evidência da gravidade da condição de saúde alegada.

    O promotor enfatizou que Bezerra, mantendo o tratamento adequado para o diabetes, demonstrou estar em condição de saúde satisfatória, contrariando a alegação de fragilidade extrema devido à doença. Ele criticou a defesa por apresentar exames e atendimentos médicos irrelevantes para o caso, defendendo a revogação da prisão domiciliar e o retorno à prisão preventiva.

    Romaquelli também destacou que a prisão não prejudicaria o tratamento de diabetes de Bezerra, mencionando que a alimentação especial e medicamentos necessários poderiam ser fornecidos pela família. Ele lembrou que, durante a estadia de Bezerra no presídio da Mata Grande, o réu desfrutou de condições relativamente confortáveis, sugerindo que a prisão poderia acomodar suas necessidades médicas sem problemas.

  • Braiscompany: Antônio Ais é condenado a 88 anos de prisão

    Braiscompany: Antônio Ais é condenado a 88 anos de prisão

    A Corte Federal proferiu sentença condenatória contra o casal responsável pela Braiscompany, um esquema ilegal envolvendo criptomoedas, pelo crime de movimentação ilícita de fundos superiores a 1 bilhão de reais, impondo penas que somam aproximadamente 150 anos de reclusão por delitos contra o sistema financeiro do país e a ordem econômica. A decisão ainda permite a apresentação de recursos.

    Originária de Campina Grande, Paraíba, a empresa se dedicava à captação não autorizada de recursos de investidores, prometendo retornos de até 10% ao mês, uma promessa desalinhada com as flutuações naturais do mercado de ações. No término de 2022, a companhia cessou os pagamentos aos seus investidores, resultando em prejuízos para aproximadamente 20 mil indivíduos.

    O juiz federal Vinícius Costa Vidor estabeleceu as penas de Antonio Inacio da Silva Neto e sua esposa, Fabricia Farias Campos, em 88 anos e sete meses e 61 anos e 11 meses, respectivamente, determinando que ambos iniciem o cumprimento em regime fechado. Adicionalmente, oito outros participantes foram igualmente condenados.

    Os dez indivíduos condenados foram também sentenciados a pagar uma indenização coletiva totalizando R$ 377,6 milhões pelos prejuízos materiais e morais causados.

    Segundo o magistrado, as evidências coletadas durante a fase de instrução comprovam que Neto e Fabrícia, processados no final do último ano, foram os arquitetos e principais beneficiários do esquema delituoso em questão.

    No entanto, desde fevereiro de 2022, quando a Braiscompany foi investigada na operação Halving da Polícia Federal — nome que remete à redução pela metade da emissão de novos Bitcoins durante o processo de mineração —, o casal encontra-se foragido.

    Não foi possível obter um pronunciamento da defesa de Neto e Fabricia. Ambos já enfrentaram acusações judiciais anteriormente, como integrantes do D9 Club de Empreendedores, outro esquema fraudulento que utilizava criptoativos como meio de enganar as vítimas.

    “A condenação representa um marco significativo para os lesados pela Braiscompany. Embora ainda caiba recurso, o resultado até o momento é um indicativo de que o caso não permanecerá sem punição, contrariamente a tantos outros em nossa nação”, afirmou Artêmio Picanço, advogado especializado em tecnologia blockchain e prevenção a fraudes financeiras.

    Nos últimos cinco anos, golpes envolvendo criptomoedas acarretaram perdas de 40 bilhões de reais a cerca de quatro milhões de brasileiros. Um relatório recente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelou que, no Brasil, as vítimas de esquemas de pirâmide financeira tendem a ser recorrentemente enganadas por fraudes similares.

  • Jogador do Vitória é denunciado pela ex por violência doméstica; suspeito teria mordido a vítima

    Jogador do Vitória é denunciado pela ex por violência doméstica; suspeito teria mordido a vítima

    Caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da Casa da Mulher Brasileira.

    O jogador do Vitória Eduardo Marcelo Rodrigues Nunes, de 24 anos, foi denunciado pela ex-companheira por violência doméstica. A vítima compartilhou foto do boletim de ocorrência neste sábado (17) em uma rede social.

    “Cofiando na Justiça do nosso país”, escreveu a mulher na publicação.

    A reportagem da TV Bahia tentou contato com o jogador, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

    O caso foi registrado no 11 de janeiro e é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da Casa da Mulher Brasileira. A informação foi confirmada neste sábado pela Polícia Civil.

    De acordo com a ocorrência, durante um desentendimento, o jogador teria mordido a então companheira.

    Foram expedidas as guias para os exames periciais, que foram realizados pela vítima – que, segundo a polícia, informou não desejar medida protetiva de urgência.

    Ainda de acordo com a polícia, detalhes da investigação não estão sendo divulgados, a fim de que seja preservado o andamento da apuração do caso.

  • Major da reserva é demitido de empresa pública de SP após ser alvo de operação por suspeita de tentativa de golpe

    Major da reserva é demitido de empresa pública de SP após ser alvo de operação por suspeita de tentativa de golpe

    Militar sofreu busca e apreensão e é investigado por produzir e divulgar fake news sobre urnas. Controlador-Geral do Estado participou de reunião com Bolsonaro e ex-ministros. Ele foi inicialmente afastado e desligado do cargo na segunda (12).

    O major da reserva do Exército Angelo Martins Denicoli foi demitido do cargo que ocupava na Prodesp, empresa pública de TI do estado de São Paulo, após ter sido alvo de busca e apreensão na Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

    A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tinha inicialmente afastado o militar do posto. Nesta quarta (14), porém, confirmou que o desligamento ocorreu na segunda (12).

    Denicoli é investigado no inquérito que apontou tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    No relatório que sustentou a operação, a Polícia Federal afirmou que o major da reserva faria parte de um núcleo de “desinformação” do esquema. Segundo a PF, Denicoli atuou na produção, divulgação e amplificação de notícias falsas sobre o processo eleitoral.

    A Polícia Federal aponta sua interlocução com o Fernando Cerimedo, responsável por uma live com ataques às urnas.

    O major do Exército era assessor especial na Prodesp e precisou entregar seu passaporte por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

    Na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, o militar também foi diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS) do Ministério da Saúde.

    Ele recebia um salário R$ 32 mil, como aponta o Portal da Transparência do estado de São Paulo.

    Em nota, o Exército afirmou que as investigações “estão a cargo de inquérito determinado pelo Supremo Tribunal Federal e conduzido pela Polícia Federal.”

    “O Exército, enquanto Instituição que prima pela legalidade e pela harmonia entre os demais entes da República vem colaborando com as autoridades policiais nas investigações conduzidas. As providências, quando necessárias, serão tomadas em conformidade com as decisões jurídicas acerca do assunto.”

    Governo de SP mantém Controlador-Geral que questionou gravação
    Já o ex-ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU) e atual Controlador Geral do estado de São Paulo Wagner Rosário foi mantido no cargo pelo governador Tarcísio de Freitas apesar de ter participado de uma reunião citada pela PF como um dos capítulos sobre a suspeita de participação de militares e ex-ministros na tentativa de golpe de Estado.

    A reunião do dia 5 de julho de 2022 foi gravada. O vídeo é uma das peças que embasaram a operação da PF. No encontro, Rosário sinalizou preocupação de o encontro estar sendo gravado. Ele chegou a interromper a própria fala para questionar se estava sendo gravado.

    “Essa junção de Polícia federal, Forças Armadas e CGU tem que fazer urgente, urgente. As outras equipes, a gente chegar a um consenso assim… tem qu. ser, porque já não temos garantia disso. E aí já não são as Forças Armadas falando, são três instituições. A gente tem que se preparar para atuar como força-tarefa nesse negócio”, diz Rosário.

    Na sequência, ele pergunta sobre a gravação. O ex-presidente Bolsonaro e Braga Netto, ex-ministro-chefe da Casa Civil, fazem sinal de negativo com o dedo.

    Rosário: “A reunião está sendo gravada?”
    Braga Netto: “Não”

    O ex-ministro da Casa Civil olha para Bolsonaro e faz o sinal de negativo com a mão. Bolsonaro repete o mesmo sinal. “Eu mandei gravar a minha fala”, disse Bolsonaro.

    O discurso do ex-presidente ocorreu no início da reunião, antes de o microfone ser passado aos demais presentes.

    Ao “confirmar” que a reunião não era gravada, Wagner Rosário continua sua fala sobre a segurança das urnas eletrônicas. “O TCU já soltou um relatório dizendo que as urnas são seguras. O relator foi o Bruno Dantas (ministro do Tribunal de Contas da União)”, falou Rosário.

    Bolsonaro toma a palavra e pede aos presentes da reunião que articulassem para que órgãos como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), e até entidades externas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), fizessem uma nota afirmando que seria “impossível” atingir as condições necessárias para garantir a lisura das eleições de 2022.

    Apesar da investigação da Polícia Federal e trechos da reunião terem sido usados na representação que resultou na operação, o governador Tarcísio de Freitas manteve Wagner Rosário no cargo de Controlador-Geral do Estado. Oficialmente, o governo de São Paulo não comentou a investigação.

    Em nota enviada à GloboNews, Wagner Rosário disse que tudo o que foi dito durante a reunião quando ocupava o cargo de CGU “teve como objetivo a garantia de que as eleições transcorressem com normalidade, e que houvesse fiscalização que garantisse plena segurança, transparência e confiabilidade para o processo eleitoral”. Ele complementa ao dizer que “qualquer outra leitura acerca do que foi dito trata-se de mera ilação”.