Categoria: Brasil

  • “Dinheiro de uma vida inteira”: XP é acusada de prática abusiva com operações alavancadas

    “Dinheiro de uma vida inteira”: XP é acusada de prática abusiva com operações alavancadas

    A XP Investimentos, maior corretora do país, está sob suspeita de realizar operações financeiras não autorizadas por investidores, resultando em perdas milionárias e levantando suspeitas de práticas de churning — uma fraude financeira que envolve negociações excessivas para aumentar comissões e taxas de corretagem.

    Com mais de 4,5 milhões de clientes e R$ 1,1 trilhão sob custódia no final de 2023, a XP enfrenta processos de clientes que alegam terem sido induzidos a realizar operações alavancadas, sem entenderem os riscos, em produtos financeiros como Certificados de Operações Estruturadas (COEs).

    O relato de uma investidora

    Uma das vítimas entrevistadas pelo Jornal GGN, que preferiu manter o anonimato, relatou que confiou toda sua “economia de uma vida inteira” à corretora, sendo induzida a realizar um investimento de alto risco, mesmo tendo perfil conservador. Ela explicou que, ao deixar claro que era “totalmente leiga” no assunto, o corretor da XP prometeu aumentar seu capital em até 80%, chamando a oportunidade de “benefício exclusivo da XP”.

    Apesar do perfil conservador da investidora, que busca segurança em seus investimentos, ela foi convencida a alocar recursos em COEs, produtos voltados para perfis moderados ou agressivos, que misturam renda fixa e variável. O problema se intensificou quando, meses após iniciar os investimentos, a cliente descobriu um empréstimo elevado vinculado a sua conta, que estava atrelado a operações de alavancagem realizadas pela XP, sem seu conhecimento ou autorização.

    A falta de resposta e o impacto emocional

    Ao perceber o empréstimo e as perdas associadas, a investidora tentou resolver o problema com a XP, solicitando a troca de assessor e pedindo explicações. No entanto, a corretora não respondeu prontamente e a cliente precisou recorrer às redes sociais para ser ouvida. Segundo ela, o novo assessor afirmou que desfazer o empréstimo implicaria em mais perdas, gerando ainda mais frustração.

    Diante da situação, a investidora relatou que sua carteira foi ajustada sem seu consentimento para um perfil moderado, permitindo a continuidade das operações arriscadas. Ela tentou, sem sucesso, reverter a situação em uma reunião presencial com um novo corretor.

    A suspeita de churning e as consequências

    O caso ilustra uma possível prática de churning, na qual as operações financeiras são feitas de forma desmedida para maximizar comissões e taxas para a corretora, em detrimento dos interesses do cliente. A cliente, que agora enfrenta uma dívida maior do que seus ativos devido aos juros, ainda tenta resolver a situação com a XP, preocupada com o impacto financeiro devastador em suas economias de uma vida inteira.

    “Eu choro porque fico irritada, não consigo entender. Estou nas mãos deles”, desabafou a investidora, que ainda busca uma solução para o caso que comprometeu suas finanças.

    A XP não comentou diretamente o caso específico, mas as denúncias de práticas abusivas como essa colocam em xeque a transparência e o compromisso da corretora com a proteção de seus clientes, especialmente os de perfil mais conservador.

  • Entenda por que empresário que arrastou e matou garota de programa em Ribeirão Preto vai para regime aberto

    Entenda por que empresário que arrastou e matou garota de programa em Ribeirão Preto vai para regime aberto

    Pablo Russel Rocha foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado pela morte de Nicole em setembro de 1998. Em fevereiro, Justiça de São Paulo autorizou a progressão de pena dele.

    O resultado de um exame criminológico feito no empresário Pablo Russel Rocha, condenado em Ribeirão Preto (SP) a 24 anos de prisão pela morte da garota de programa Selma Heloísa Artigas da Silva, conhecida como Nicole, embasou a decisão da Justiça que autorizou a progressão de pena dele do regime semiaberto para o aberto.

    Segundo o laudo emitido por uma psicóloga e uma assistente social e atestado pela direção do presídio em Tremembé (SP), durante a entrevista realizada em novembro de 2023, Pablo “manifestou arrependimento, demonstrou empatia para com a vítima e com sofrimento familiar provocado por seus atos”.

    De acordo com as avaliadoras, ele é um “indivíduo consciente, maduro, vinculado aos laços familiares e com planejamento coerente e possível para sua liberdade. Demonstrou criticidade e maturidade para o convívio social, não havendo aspectos psicológicos que justifiquem seu indeferimento”.

    A decisão foi proferida na sexta-feira (2). A defesa de Pablo não quis falar sobre o assunto.
    O crime aconteceu em 1998. Logo depois, Pablo foi preso. Ele deixou a cadeia em 2000 por força de um habeas corpus e respondeu o processo em liberdade. Em 2016, 18 anos após a morte, ele foi condenado a 24 anos de detenção em regime fechado por homicídio triplamente qualificado. Foi preso, mas conseguiu um habeas corpus.

    Em dezembro de 2018, a Justiça novamente determinou a prisão, mas ele ficou foragido até agosto de 2019. O nome dele chegou a ser colocado na lista de procurados da Interpol.

    Com isso, Pablo deve cumprir as seguintes medidas cautelares:

    Tem que comparecer trimestralmente à Vara de Execuções Criminais para informar sobre suas atividades;
    Precisa conseguir um trabalho no prazo de 90 dias, devendo comprovar a ocupação;
    Não pode sair de casa das 20h às 6h, salvo com autorização judicial;
    Não pode mudar de residência ou Comarca sem prévia autorização do juízo;
    Não pode frequentar bares, casas de jogo e outros locais incompatíveis com o benefício conquistado.
    Mudança de regime
    O pedido para a progressão foi feito pela defesa em novembro de 2023 após Pablo atingir o cumprimento de 27,82% da pena ou pouco mais de ¼, o equivalente a seis anos de prisão.

    O artigo 112 da Lei de Execuções Penais prevê que a pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso a depender do tempo de cumprimento.

    Ele estava no semiaberto desde 2021. Em regime fechado, Pablo ficaria na cadeia até 2040.

    Entre os aspectos analisados pela equipe psicológica, a juíza responsável pela avaliação do pedido determinou que fossem observados valores éticos e morais, presença de agressividade e impulsividade, se ele era capaz de conter impulsos e fazer crítica sobre delitos, além da possibilidade de reincidência.

    O Ministério Público acrescentou mais questionamentos, entre eles se Pablo tinha consciência de ter infringido norma de conduta e se apresentava sinais de periculosidade ou estereótipos comportamentais de que poderia voltar a delinquir.

    Culpa
    Durante a entrevista para a elaboração do laudo, Pablo admitiu ter cometido o crime em 1998, mas disse que a morte de Nicole foi resultado da grande quantidade de bebida alcoólica que ele havia consumido anteriormente.

    Ele tinha 24 anos na época. Segundo relato do empresário à equipe, na noite de 11 de setembro de 1998, após beber com amigos na loja de conveniência de um posto de combustíveis em Ribeirão Preto, ele seguiu com o grupo para um prostíbulo.

    Depois que todos deixaram o local, Pablo se desencontrou de um amigo e voltou ao prostíbulo para encontrá-lo. Ao chegar, foi informado pelo dono do estabelecimento que não havia mais ninguém lá. Uma jovem que ele não conhecia pediu carona e ele concordou em levá-la.

    Segundo Pablo, Nicole entrou no carro dele e, no meio do caminho, pediu que ele parasse em um endereço para comprar drogas. Os dois discutiram e Nicole abriu a porta do veículo.

    O empresário afirma que seguiu dirigindo, mas parou muitos metros à frente, na região da Avenida Caramuru, porque suspeitou de que um pneu havia furado. Ao descer para verificar a roda, se deparou com Nicole presa ao cinto de segurança.

    De acordo com a acusação, Nicole, de 21 anos, foi arrastada presa à caminhonete por cerca de dois quilômetros. Ela estava grávida e não resistiu aos ferimentos.

    ‘Arrependimento’

    Para a equipe multidisciplinar que o avaliou para a progressão de pena, ao assumir o crime, Pablo “exterioriza arrependimento, demonstrando entendimento da gravidade, discernimento da regra social e suas obrigações”. Ainda segundo o documento, os planejamentos dele fora da prisão, que incluem retomar o trabalho em Florianópolis (SP), onde estava vivendo antes de ser preso, “são possíveis e coerentes para o cumprimento da pena em regime mais brando”.

    A direção da unidade prisional em Taubaté (SP), onde ele cumpria pena, também declarou que Pablo demonstrou “ótimo” comportamento, inclusive trabalhando e estudando no local. As atividades inclusive levaram à redução do total da pena em nove meses.

    O Ministério Público emitiu parecer contrário à progressão de regime ao considerar a gravidade do crime cometido, a elevada pena imposta, o pequeno tempo de cumprimento de pena e o longo saldo. Segundo o MP, o regime aberto reforçaria na sociedade a sensação de impunidade diante do abrandamento da pena.

    Ao proferir a decisão, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, do Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim) em São José dos Campos (SP), não encontrou elementos jurídicos para recusar o pedido.

    “Com efeito, verifica-se que o sentenciado teve sua conduta classificada como ótima pelo Serviço de Segurança e Disciplina do estabelecimento em que cumpre pena, não havendo registro de falta disciplinar por ele cometida, constando ainda que vem usufruindo das saídas temporárias, retornando normalmente ao presídio, bem como vem se dedicando ao trabalho e ao estudo no cárcere. Ademais, preenche o lapso temporal necessário e possui situação processual definida. É de se destacar ainda que obteve resultado positivo no exame criminológico realizado, sendo considerado apto a usufruir do regime aberto pela unanimidade dos avaliadores participantes.”

    O Ministério Público informou que recorreu da decisão.

     

  • Padre de Osasco, na Grande SP, é um dos alvos da operação da Polícia Federal contra atos golpistas

    Padre de Osasco, na Grande SP, é um dos alvos da operação da Polícia Federal contra atos golpistas

    Segundo as investigações, José Eduardo de Oliveira e Silva fazia parte do núcleo jurídico do esquema que teria atuado para dar um golpe de Estado.

    Um dos alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8) contra suspeitos de tentar dar um golpe de Estado no país é um padre que atua na diocese de Osasco, na Grande São Paulo.

    Na decisão do ministro Alexandre de Moraes, José Eduardo de Oliveira e Silva citado como integrante do núcleo jurídico do esquema, que atuaria no “assessoramento e elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses golpistas do grupo investigado”.

    O religioso foi alvo de um mandado de busca e apreensão e terá que cumprir as seguintes medidas cautelares, segundo decisão do STF:

    a proibição de manter contato com os demais investigados;
    e de se ausentar do país, com determinação para entrega de todos os passaportes (nacionais e estrangeiros) no prazo de 24 (vinte e quatro) horas.
    Procurada pelo g1, a arquidiocese de Osasco informou que vai apurar as notícias antes de se manifestar.

    Segundo a investigação, fazem parte do núcleo jurídico:

    • Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
    • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
    • Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres;
    • José Eduardo de Oliveira e Silva, padre da diocese de Osasco;
    • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

    De acordo com a PF, o padre participou de uma reunião no dia 19 de novembro de 2022, com Filipe Martins e Amauri Feres Saad, como indicam os controles de entrada e saída do Palácio do Planalto.

    “Como apontado pela autoridade policial, ‘José Eduardo possui um site com seu nome no qual foi possível verificar diversos vínculos com pessoas e empresas já investigados em inquéritos correlacionados à produção e divulgação de notícias falsas’”, diz a decisão.

     

  • Prejuízo milionário: XP é processada por investidores por perdas em aplicações financeiras

    Prejuízo milionário: XP é processada por investidores por perdas em aplicações financeiras

    A XP Investimentos, a maior corretora do Brasil com R$ 1,1 trilhão sob sua custódia e 4,5 milhões de clientes, está enfrentando uma série de processos judiciais sob acusações de práticas abusivas que levaram investidores a perdas milionárias e ao esvaziamento de seus patrimônios. Segundo os reclamantes, a corretora teria fornecido informações erradas ou incompletas sobre os investimentos, prometido lucros elevados e incentivado aportes em papéis pouco vantajosos, com maior retorno em taxas de corretagem.

    De acordo com uma investigação conduzida pelo Metrópoles, os processos na Justiça incluem trocas de mensagens entre assessores e clientes da XP, nas quais produtos financeiros de alto risco eram vendidos com a falsa garantia de “blindagem” contra perdas, o que, na prática, não ocorreu. Além disso, há alegações de que assessores teriam realizado operações financeiras milionárias sem a autorização dos clientes, aumentando tanto os prejuízos dos investidores quanto as comissões dos agentes envolvidos.

    Entre os produtos mencionados nos processos estão os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) e as operações alavancadas com empréstimos. Os COEs, uma combinação de investimentos de renda fixa e variável, foram vendidos como uma opção com potencial de lucro acima da média, garantindo a devolução do capital principal em caso de baixa, o que não se concretizou para muitos investidores.

    Em resposta às acusações, a XP declarou ao Terra que “segue rigorosamente a regulação e preza pela absoluta transparência nas condições e prazos dos seus produtos de investimentos”, afirmando ainda que está alinhada aos mais altos padrões de compliance e adequação ao perfil do investidor (suitability). No entanto, a empresa não comentou diretamente os casos que tramitam na Justiça.

    Fundada em 1997 pelo economista Guilherme Benchimol, a XP tem expandido suas operações nos últimos anos, adquirindo várias empresas do mesmo setor. No entanto, as recentes alegações de má conduta têm colocado em xeque a reputação da corretora no mercado financeiro brasileiro.

  • Investidores processam XP por prejuízos milionários em aplicações financeiras

    Investidores processam XP por prejuízos milionários em aplicações financeiras

    Prejuízos que somam até R$ 18 milhões e investimentos que resultaram em dívidas geraram uma onda de processos milionários contra a XP Investimentos. Clientes da corretora alegam terem sido vítimas de práticas abusivas, incluindo informações incompletas, operações não autorizadas e promessas de lucros exorbitantes que não se concretizaram.

    Em um dos casos mais emblemáticos, um cliente relatou que as taxas de corretagem sobre as operações malsucedidas ultrapassaram seu patrimônio de R$ 20 milhões. De acordo com os investidores, os produtos financeiros eram vendidos com a promessa de proteção contra perdas, o que, na prática, não aconteceu.

    Fundada em 1997 por Guilherme Benchimol, a XP encerrou 2023 com R$ 1,1 trilhão sob custódia e mais de 4,5 milhões de clientes. No entanto, processos recentes sugerem que a corretora enfrenta uma crise de confiança entre seus clientes de alto patrimônio.

    Promessas não cumpridas e mudanças de perfil de risco

    Os clientes alegam que os assessores da XP muitas vezes sugeriam investimentos em produtos complexos, como Certificados de Operações Estruturadas (COEs) e operações alavancadas, sem explicar adequadamente os riscos envolvidos. O COE, por exemplo, é vendido como um investimento seguro, com a promessa de proteção do capital inicial, mas muitos investidores dizem que essa garantia não se concretizou, levando a perdas substanciais.

    Além disso, os processos incluem acusações de que corretores incentivaram investidores conservadores a mudar seus perfis de risco para adotar estratégias mais agressivas, sem a devida compreensão dos riscos envolvidos. Um professor, por exemplo, relata que, orientado por seu assessor, investiu R$ 1 milhão em COEs e alavancagem, resultando em perdas significativas.

    Alavancagem e prejuízos

    As operações alavancadas, que permitem ao investidor negociar valores maiores do que possui com a expectativa de retorno maior, são outro ponto crítico nas disputas. Um dos investidores alega que a XP fez operações alavancadas de R$ 360 milhões sem sua autorização, resultando em um prejuízo considerável. Em outro caso, um músico afirmou que as operações alavancadas em sua conta chegaram a 56 vezes seu patrimônio, levando-o a prejuízos milionários.

    Reação dos investidores

    Alguns investidores moveram ações contra a XP não apenas para recuperar os prejuízos, mas também para expor o que consideram ser práticas enganosas. O empresário Marcos Varotti, que afirma ter perdido R$ 18 milhões, disse que foi tratado com “descaso” pela corretora e seus assessores. Já o estatístico Marcelo Alves relatou que, após seguir as orientações da XP, perdeu todo o seu capital de R$ 1,2 milhão, exceto por um saque de R$ 500 mil realizado no início do investimento.

    XP se defende

    Procurada, a XP Investimentos afirmou, por meio de nota, que “segue rigorosamente a regulação e preza pela absoluta transparência nas condições e prazos dos seus produtos de investimentos”. A empresa também destacou seu compromisso com os mais altos padrões de compliance, mas não comentou os casos específicos que tramitam na Justiça.

    A batalha judicial continua, e os investidores seguem buscando reparação, enquanto o mercado observa de perto os desdobramentos que podem impactar a reputação da maior corretora do país.

  • Equilíbrio Nutricional e Atividade Física: Guiando seu Caminho para o Bem-Estar

    Equilíbrio Nutricional e Atividade Física: Guiando seu Caminho para o Bem-Estar

    Em um mundo onde o ritmo acelerado muitas vezes nos leva a negligenciar o bem-estar, Nathalia Belletato emerge como uma voz influente e inspiradora no universo do auto cuidado. 

    Nathalia Belletato, uma entusiasta da saúde e do fitness, acredita firmemente que cuidar de si mesmo é um ato de amor próprio e respeito. Neste contexto, a dieta e os exercícios não são vistos como tarefas árduas, mas como oportunidades para nutrir e fortalecer o corpo. Combinar uma alimentação saudável com uma rotina de exercícios adequada é a chave para alcançar um estado de saúde ótimo e sustentável.

    Fundamentos da Nutrição Balanceada

    Nutrição balanceada é o alicerce de um estilo de vida saudável e um dos pilares centrais no conceito de auto cuidado de Nathalia Belletato. Este segmento explora os aspectos essenciais de uma alimentação equilibrada, destacando as orientações de Belletato para incorporar hábitos alimentares saudáveis no cotidiano.

    Princípios da Alimentação Saudável

    Variedade e Equilíbrio: Uma dieta equilibrada inclui uma variedade de alimentos de todos os grupos alimentares – frutas, vegetais, proteínas, grãos integrais e laticínios. Nathalia Belletato enfatiza a importância de incluir uma ampla gama de nutrientes para manter o corpo bem nutrido.

    Moderação e Controle de Porções: Consumir alimentos em quantidades adequadas é fundamental para manter um peso saudável e evitar excessos. Belletato aconselha atenção às porções e ao equilíbrio entre as calorias consumidas e as gastas em atividades físicas.

    Alimentos Nutrientes-Densos: Escolher alimentos ricos em nutrientes e baixos em calorias vazias é crucial para uma nutrição eficaz. Belletato destaca a importância de alimentos integrais e minimamente processados para uma dieta saudável.

    Hidratação Adequada: A hidratação é uma parte essencial da nutrição balanceada. Belletato lembra que a água desempenha um papel vital em muitas funções corporais e recomenda o consumo regular de água ao longo do dia.
     

    Dicas Práticas para uma Dieta Saudável

    Planejamento de Refeições: Planejar refeições e lanches com antecedência pode ajudar a manter uma dieta equilibrada. Belletato sugere o uso de planejadores de refeições para garantir que todos os grupos alimentares estejam representados.

    Leitura de Rótulos Alimentares: Entender os rótulos dos alimentos é chave para fazer escolhas informadas. Belletato incentiva a leitura atenta para evitar excesso de açúcares, sal e gorduras saturadas.

    Preparação de Alimentos: Preparar refeições em casa oferece controle total sobre os ingredientes utilizados. Belletato recomenda técnicas de cozimento saudáveis como grelhar, assar e cozinhar a vapor.

    Moderação em Doces e Processados: Reduzir o consumo de alimentos processados e ricos em açúcar é uma recomendação constante de Belletato, visando manter a saúde e o equilíbrio nutricional.

    Planejamento de Treinos para o Bem-Estar

    O planejamento de treinos é uma parte essencial do regime de auto cuidado defendido por Nathalia Belletato. Não se trata apenas de moldar o corpo, mas de nutrir o bem-estar físico e mental. Este segmento explora como estruturar um plano de treinos que harmonize com o estilo de vida, objetivos pessoais e necessidades de cada indivíduo.

    Importância dos Treinos Regulares

    Benefícios para a Saúde Física e Mental: Treinos regulares trazem benefícios significativos, incluindo melhora na saúde cardiovascular, aumento da força e flexibilidade, redução do estresse e melhoria do humor. Belletato enfatiza que a atividade física é crucial para um estilo de vida equilibrado.

    Personalização Conforme Metas e Necessidades: Cada pessoa tem necessidades e objetivos únicos quando se trata de treinamento físico. Belletato aconselha a adaptação dos treinos para atender a esses objetivos, seja para perda de peso, ganho de massa muscular, melhoria da saúde geral ou aumento do bem-estar mental.
     

    Estruturação de um Plano de Treinos

    Variedade de Atividades: Incluir uma variedade de atividades físicas – como cardio, força, flexibilidade e equilíbrio – é essencial para um treino completo. Belletato sugere a combinação de diferentes tipos de exercícios para manter o treino interessante e abrangente.

    Consistência e Progressão: A consistência é a chave para o sucesso a longo prazo. Belletato recomenda estabelecer uma rotina regular, aumentando gradualmente a intensidade e a duração dos treinos à medida que a condição física melhora.

    Escuta do Corpo e Recuperação: Respeitar os limites do próprio corpo e permitir tempo adequado para a recuperação é crucial. Belletato enfatiza a importância de ouvir o corpo e descansar adequadamente entre as sessões de treino.

    Monitoramento e Ajustes: Avaliar o progresso e fazer ajustes conforme necessário é parte do processo. Belletato aconselha o uso de tecnologias de monitoramento, como aplicativos e dispositivos de fitness, para acompanhar o desempenho e ajustar os treinos de acordo com os resultados.

    Integrando Dieta e Exercício

    A integração de uma dieta equilibrada com um plano de exercícios adequado é fundamental para alcançar o máximo de benefícios em termos de saúde e bem-estar. Nathalia Belletato destaca que a sinergia entre alimentação e atividade física potencializa os resultados, seja para perda de peso, ganho de massa muscular, ou simplesmente para manter um estilo de vida saudável. Uma alimentação nutritiva fornece a energia necessária para os treinos, enquanto os exercícios ajudam a otimizar o metabolismo e a absorção de nutrientes.

    Gestão do Estresse e Recuperação

    A gestão do estresse e a recuperação adequada são componentes essenciais do auto cuidado. Belletato enfatiza a importância de técnicas de relaxamento e recuperação para complementar a rotina de exercícios. Isso inclui práticas como meditação, yoga, sono de qualidade e técnicas de relaxamento. Reconhecer a necessidade de descanso e recuperação é tão importante quanto manter uma rotina de exercícios regular.

    Incorporar práticas de auto cuidado em uma rotina diária pode ser um desafio, especialmente para quem tem um estilo de vida agitado. Belletato sugere estratégias práticas para integrar hábitos saudáveis no dia a dia, como preparar refeições saudáveis com antecedência, escolher atividades físicas que sejam prazerosas, e estabelecer rotinas de relaxamento antes de dormir. A chave é encontrar um equilíbrio que funcione para o estilo de vida individual.

    A abordagem de Nathalia Belletato para o auto cuidado com o corpo, combinando nutrição, exercício, gestão do estresse e recuperação, oferece um modelo holístico para uma vida saudável e equilibrada. Seus conselhos e estratégias não apenas proporcionam orientações para melhorar a saúde física, mas também destacam a importância do bem-estar mental e emocional. Integrar esses elementos em uma rotina diária não é apenas benéfico para o corpo, mas também para a mente, promovendo um estilo de vida sustentável e enriquecedor.

  • Brumadinho: ex-presidente da Vale tenta habeas corpus, um dos réus nunca foi localizado e ninguém foi condenado

    Brumadinho: ex-presidente da Vale tenta habeas corpus, um dos réus nunca foi localizado e ninguém foi condenado

    Passados 5 anos, processo segue a passos lentos na Justiça Federal. Tragédia matou 270 pessoas no dia 25 de janeiro de 2019.

    Mudança de competência, desmembramento dos processos, réu não localizado, tentativa de habeas corpus e nenhuma punição. Passados cinco anos da tragédia de Brumadinho, os processos relativos ao caso caminham a passos lentos na Justiça e sem previsão de julgamento ou de responsabilização dos envolvidos.

    “Eu faço uma pergunta para juízes, desembargadores, promotores, políticos. De qual lado vocês querem ser lembrados neste ano? O da justiça ou o da impunidade?”, questionou a presidente da Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum), Andresa Rodrigues.
    Em janeiro de 2023, o caso começou a tramitar, do zero, na Justiça Federal, depois de mais de dois anos na Justiça Estadual de Minas Gerais. O processo também foi desmembrado em dois segmentos, criminal e ambiental. O Ministério Público Federal (MPF) replicou a denúncia que já havia sido apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anteriormente.

    Réu não localizado e tradução em andamento
    A denúncia foi aceita e 16 pessoas, entre funcionários e lideranças da Vale e da Tüv Süd, se tornaram rés no processo criminal por 270 homicídios qualificados, crimes contra a fauna, contra a flora e de poluição.

    Passado um ano, o caso ainda está em fase de citação dos acusados — momento em que a Justiça comunica os réus de que eles estão respondendo a uma Ação Penal e dá o prazo para que apresentem, por escrito, os primeiros pontos de suas defesas.

    Como o MPF replicou a denúncia do MPMG, os réus são os mesmos desde 2020 (veja lista completa ao final da reportagem).

    Entretanto, mesmo depois de todo este tempo, um dos acusados ainda não foi localizado pela Justiça. Trata-se de Marsílio Oliveira Cecílio Júnior, especialista da Tüv Süd, empresa que atestou a estabilidade da barragem à época dos fatos.

    Em decisão do último dia 16, a juíza federal substituta Raquel Vasconcelos Lima pediu para que o MPF apresente um novo endereço para que a Justiça o intime. A procuradoria informou que está procurando por Marsílio, mas ainda sem sucesso.

    Além disso, o réu Chris-Peter Meier, gerente da Tüv-Süd no Brasil, é alemão e somente será citado quando o documento for traduzido, o que ainda não aconteceu. Esse documento já havia sido traduzido no âmbito estadual, mas precisa passar novamente pelo processo.

    Os acusados que já foram citados tem até meados de março para apresentar a defesa inicial. Alguns já o fizeram.

    “O mais demorado agora é ter que fazer a tradução do acréscimo da acusação e o procedimento para citar no exterior, que envolvem mais formalidades. E, em geral, as defesas [já apresentadas] são só preliminares e não costumam entrar demais no mérito das questões”, esclareceu Bruno Nominato, procurador da República responsável pela acusação do caso.

    Habeas Corpus de ex-presidente da Vale
    Paralelo ao processo, o ex-diretor presidente da Vale, Fabio Schvartsman, espera pela resposta do pedido de habeas corpus na segunda instância da Justiça Federal. Na prática, pede que o nome dele seja retirado da lista de possíveis responsabilizados pela tragédia.

    O ex-presidente da empresa argumenta que não tinha conhecimento da situação das barragens, sustentando a tese que um dos subordinados a ele, o ex-diretor-executivo Gerd Peter Poppinga, não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público por esse mesmo motivo e por ter sido autor de iniciativas de segurança nas estruturas.

    “Fabio Schvartsman se esquece que duas semanas antes da barragem se romper um funcionário, através do Compliance da Vale, enviou um e-mail ao presidente e à alta cúpula avisando da insegurança das barragens e solicitando esforços tanto em âmbito pessoal quanto financeiro para que não se rompesse. E a resposta do presidente é o que mais nos deixa estarrecidos: em vez de tomar providências, disse que a pessoa que escreveu o e-mail era um ‘câncer que tentava manchar a empresa’”, disse Andresa Rodrigues, presidente da Avabrum, assistente de acusação na ação criminal, se referindo a uma troca de e-mails que compõe a acusação feita pelo Ministério Público.
    Voto favorável ao ex-presidente da Vale
    Em 13 de dezembro do ano passado, Schvartsman recebeu voto favorável pelo habeas corpus pelo relator do processo no Tribunal Regional Federal da 6ª Região, o desembargador federal Flávio Boson Gambogi.

    O magistrado que daria o voto seguinte, Pedro Felipe Santos, pediu vista — mais tempo para analisar o processo, que deve ser retomado em fevereiro.

    “Nós entendemos que ele deveria ser mantido no processo. Ele ter idealizado o sistema que funcionou na Vale que permitiu que o acidente ocorresse, o que entendemos que existem elementos para que ele seja levado a julgamento”, argumentou Bruno Nominato, procurador responsável.
    A Avabrum, assistente de acusação, também apresentou à Justiça argumentos contrários ao habeas corpus.

    Retrospectiva processual
    Janeiro de 2020: O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a partir de uma investigação conjunta com a Polícia Civil, denuncia 16 pessoas, incluindo o ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, por homicídios dolosos e crimes ambientais decorrentes do rompimento da barragem. A mineradora e a empresa Tüv Süd são denunciadas por crimes ambientais.
    Fevereiro de 2020: A Justiça de Minas Gerais aceita a denúncia do MPMG e todos os denunciados viraram réus.
    Outubro de 2021: A pedido da defesa de Schvartsman e do engenheiro Felipe Figueiredo Rocha, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide pela extinção do processo criminal, e todos os denunciados deixam de ser réus. O STJ conclui que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal.
    Novembro de 2021: A PF indicia 19 pessoas por homicídio doloso, crimes ambientais e apresentação de declaração falsa à Agência Nacional de Mineração (ANM). Vale e Tüv Süd também são indiciadas.
    Junho de 2022: Após o MPMG recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin defere o pedido do órgão e decide que cabe à Justiça Estadual julgar a ação.
    Dezembro de 2022: Schvartsman e Figueiredo recorrem, e a Segunda Turma do STF muda o entendimento e estabelece competência da Justiça Federal para processar o caso.
    Janeiro de 2023: Diante do risco de prescrição de delitos ambientais, a presidente do STF, ministra Rosa Weber, determina que a Justiça Federal de Minas Gerais dê prosseguimento à ação penal. Em seguida, o TRF-6 aceita a denúncia do MPF.
    Março de 2023: Justiça recebe o pedido de habeas corpus do ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman.
    Dezembro de 2023: Fabio Schvartsman recebe um voto favorável para seu habeas corpus.

    Quem são os réus nos processos de Brumadinho

    Fábio Schvartsman (então diretor-presidente da Vale);
    Silmar Magalhães Silva (diretor da Vale);
    Lúcio Flavio Gallon Cavalli (diretor da Vale);
    Joaquim Pedro de Toledo (gerente executivo da Vale);
    Alexandre de Paula Campanha (gerente executivo da Vale);
    Renzo Albieri Guimarães Carvalho (gerente da Vale);
    Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo (gerente da Vale);
    César Augusto Paulino Grandchamp (geólogo especialista da Vale);
    Cristina Heloíza da Silva Malheiros (engenheira da Vale);
    Washington Pirete da Silva (engenheiro especialista da VALE);
    Felipe Figueiredo Rocha (engenheiro da VALE);
    Chris-Peter Meier (gerente da Tüv Süd no Brasil; na Alemanha, gestor);
    Arsênio Negro Junior (consultor técnico da Tüv Süd);
    André Jum Yassuda (consultor técnico da Tüv Süd);
    Makoto Namba (coordenador da Tüv Süd);
    Marsílio Oliveira Cecílio Júnior (especialista da Tüv Süd).
    No processo ambiental, as empresas Vale S.A. e Tüv Süd Bureau de Projetos e Consultoria LTDA. também são rés.

    O que dizem os envolvidos
    Vale

    Em nota, a Vale destacou “seu respeito às famílias impactadas pelo rompimento da barragem” e afirmou que “segue comprometida com a reparação dos danos, o que vem avançando de forma consistente e nas bases pactuadas no acordo judicial de reparação integral e em outros compromissos firmados para indenização individual”.

    “A empresa ratifica que sempre norteou suas atividades por premissas de segurança e que nunca se evidenciou nenhum cenário que indicasse risco iminente de ruptura da estrutura B1”, declarou.

    Tüv Süd

    “A TÜV SÜD continua profundamente abalada pelo trágico colapso da barragem em Brumadinho. Nossos pensamentos continuam com as vítimas e suas famílias. Contudo, estamos seguros de que a TÜV SÜD não tem responsabilidade legal pelo rompimento da barragem. A responsabilidade da operadora da barragem de Brumadinho já foi estabelecida. “

    Demais réus

    Em nota, a defesa do ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman disse que “prefere não se manifestar, em respeito à Justiça, considerando que o julgamento do pedido de habeas corpus foi iniciado”.

    Com relação ao caso da suposta retaliação ao funcionário que alertou para a insegurança das barragens, citado pela presidente da Avabrum, afirmou que o e-mail citado “trata-se de denúncia de má fé com ataques variados e inespecíficos a funcionários de outras áreas, contendo cerca de 38 parágrafos e uma genérica referência de uma linha a barragens”.

    “Basta ler seu conteúdo para verificar que a alegação é descontextualizada e não diz respeito à barragem da Mina Córrego do Feijão. A defesa reitera a inocência de Fábio”, completou.

    Já a defesa de Lucio Cavalli e Silmar Silva informou que a denúncia “se baseia exclusivamente em seus cargos de diretores da Vale à época dos fatos, sendo a acusação absolutamente desprovida de fundamentos factuais, pois ser diretor da empresa não implica em responsabilidade criminal automática”. Completa, ainda, que “não há nenhum indício e muito menos provas concretas que sustentem a ilação de que tenham contribuído de alguma forma para a ruptura da B1”.

    As defesas de Andre Jum Yassuda, Felipe Figueiredo Rocha e Makota Namba também preferiram não se manifestar.

    Os demais réus não responderam ao contato do g1. A reportagem não conseguiu localizar as defesas de Arsênio Negro Júnior e Marsílio Oliveira Cecílio Júnior.

     

  • Desvendando as Complexidades do Mercado Brasileiro diante das Baixas Taxas de Juros

    Desvendando as Complexidades do Mercado Brasileiro diante das Baixas Taxas de Juros

    Em um mundo financeiro em constante evolução, a compreensão das nuances do investimento se torna primordial, especialmente sob a ótica de taxas de juros em queda e relatórios críticos sobre a economia. 

    Com a perspectiva de queda na taxas de juros e um relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) indicando uma falsa melhora na economia brasileira, o cenário se torna desafiador para investidores e analistas. Carlos Eduardo Franco de Abreu, analista de investimentos experiente e com profunda e visão estratégica sobre o atual cenário, oferece insights valiosos sobre como navegar neste ambiente incerto. Este artigo não apenas destaca suas análises e recomendações, mas também explora as diversas facetas e implicações desse cenário para investidores individuais e institucionais.

    O objetivo é oferecer uma visão abrangente que equilibre a compreensão técnica com insights práticos, refletindo sobre como a atual conjuntura econômica afeta as decisões de investimento. A partir da experiência e do conhecimento de Carlos Eduardo Franco de Abreu, abordaremos estratégias adaptativas que podem ser adotadas neste ambiente desafiador, destacando a importância da diversificação do portfólio, da avaliação criteriosa dos riscos e da manutenção de uma perspectiva a longo prazo.

    Análise do Cenário Econômico Atual

    Neste momento, a economia brasileira enfrenta uma conjuntura desafiadora, caracterizada por mudanças dinâmicas nas taxas de juros e suas implicações no mercado financeiro. Este cenário complexo é analisado sob a perspectiva de especialistas como Carlos Eduardo Franco de Abreu, cujas percepções oferecem insights valiosos para investidores e analistas.

    Estado Atual da Economia

    As projeções para 2024 indicam uma desaceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, passando de 3,1% em 2023 para 1,6% em 2024. Esta diminuição é atribuída aos efeitos prolongados das taxas de juros mais altas e da redução da demanda externa. No entanto, há um leve aumento nas expectativas de crescimento do PIB, com economistas do mercado financeiro elevando a projeção de 1,52% para 1,59% segundo relatório Focus do Banco Central.

    Impacto das Taxas de Juros em Declínio

    A trajetória das taxas de juros, especialmente a Selic, tem um impacto significativo no mercado financeiro. Atualmente, espera-se que a Selic encerre 2024 em aproximadamente 9,00%, condicionada à continuação da trajetória de queda da inflação, com o IPCA caminhando para menos de 4% ao final do ano. Este ambiente de taxas de juros mais baixas apresenta tanto desafios quanto oportunidades para o mercado financeiro.

    Para analistas como Carlos Eduardo Franco de Abreu, este cenário requer uma abordagem estratégica refinada, que equilibre as oportunidades de investimento com uma gestão de risco cuidadosa. Em um mercado marcado por taxas de juros em declínio, a escolha de investimentos torna-se mais complexa, exigindo uma análise mais aprofundada e uma diversificação estratégica do portfólio.

     

    Estratégias de Investimento em um Ambiente de Baixas Taxas

    No atual cenário de taxas de juros em declínio, investidores como Carlos Eduardo Franco de Abreu enfrentam o desafio de adaptar estratégias para maximizar retornos e reduzir os riscos da carteira. A diversificação do portfólio e a gestão de riscos surgem como fundamentais neste contexto.

    Diversificação de Portfólio

    Em um ambiente de taxas de juros mais baixas, a diversificação torna-se uma estratégia chave. Especialistas recomendam diversificar os tipos de títulos de renda fixa, incluindo Tesouro Direto, CDBs, LCAs e LCIs. Investimentos prefixados com vencimento de no máximo cinco anos e títulos híbridos atrelados ao IPCA com vencimentos mais longos são sugeridos. Além disso, produtos de crédito privado e infraestrutura, como debêntures, são considerados alternativas interessantes para melhorar o perfil de retorno da parcela dos portfólios direcionada para risco mais baixo. Outra possibilidade interessante é aproveitar a oportunidade da desvalorização do dólar frente ao real para investir em ativos de renda fixa no exterior dado que a taxa de juros de países considerados mais seguros para investimentos como os Estados Unidos continuam na máxima histórica.

    Renda Variável e Fundos Multimercados

    Com a bolsa brasileira apresentando preços de ações relativamente mais baixos em comparação aos seus lucros ou patrimônio, a renda variável se torna atraente. A migração do dinheiro da renda fixa para as ações é uma tendência, especialmente em setores que se beneficiam do ciclo de corte de juros. Além disso, os fundos multimercados, que mesclam ativos de vários tipos (como juros, ações e moedas), são recomendados como uma ferramenta de proteção para períodos de volatilidade.

    Adaptação às Condições Econômicas

    É crucial acompanhar as oportunidades que surgem com as condições econômicas, pois estas afetam os preços dos ativos e, por consequência, os investimentos. O entendimento sobre o apetite ao risco é essencial, pois investimentos mais arriscados tendem a oferecer maiores retornos, mas também requerem maior tolerância às flutuações do mercado.

    Relatório do TCU e a Realidade da Economia Brasileira

    O relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a economia brasileira em 2024 oferece uma análise crítica e detalhada, apontando desafios significativos. Profissionais como Carlos Eduardo Franco de Abreu têm perspectivas importantes sobre esses achados e sobre a “falsa melhora” na economia.

    Análise do Relatório do TCU

    O relatório do TCU para 2024 revela um possível déficit primário de até R$ 55,3 bilhões, contrariando as expectativas de um orçamento equilibrado. A preocupação central é com as receitas primárias líquidas superestimadas em 19,2% do PIB, um valor muito acima do observado em anos anteriores, indicando otimismo excessivo. Isso traz incertezas sobre a sustentabilidade da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), com a atual taxa real de juros acima de 6% ao ano, dificultando a possibilidade de equilíbrio fiscal nos próximos 10 anos.

    Perspectivas de Carlos Eduardo Franco De Abreu

    Analisando esses dados, especialistas como Carlos Eduardo Franco de Abreu podem interpretar que, embora o governo tenha planos para aumentar a arrecadação por meio de medidas como a reoneração da folha de pagamento e a tributação de offshores, a eficácia dessas medidas permanece incerta. A falta de clareza e previsibilidade nessas projeções de receita aumenta o risco de não atingir as metas fiscais, potencialmente resultando em um cenário econômico menos favorável do que o projetado pelo governo.

    Ao avaliar o cenário econômico atual e as perspectivas de investimento em um ambiente de baixas taxas de juros, juntamente com a análise crítica do relatório do Tribunal de Contas da União, torna-se evidente a complexidade do mercado financeiro brasileiro em 2024. Especialistas como Carlos Eduardo Franco de Abreu desempenham um papel vital ao oferecer orientações estratégicas fundamentadas que equilibram otimismo com realismo pragmático.

    A capacidade de adaptação e a flexibilidade de estratégias são cruciais neste cenário incerto. A diversificação do portfólio, a atenção à gestão de riscos e uma análise cuidadosa das tendências econômicas emergentes são essenciais para navegar com sucesso pelas ondas voláteis do mercado financeiro. A interpretação do relatório do TCU por profissionais experientes revela a necessidade de uma abordagem cautelosa e bem informada, considerando tanto as oportunidades quanto os riscos potenciais.

  • Justiça condena à prisão ex-prefeito de Morro Agudo por desvios durante mandato

    Justiça condena à prisão ex-prefeito de Morro Agudo por desvios durante mandato

    Esquema chefiado por Gilberto Barbeti desviou R$ 1 milhão da administração pública, segundo MP. Fraudes em licitações foram reveladas em abril de 2018 pela Operação Eminência Parda.

    A Justiça de Morro Agudo (SP) condenou à prisão o ex-prefeito Gilberto Barbeti, acusado de chefiar uma organização criminosa que desviou R$ 1 milhão da prefeitura durante a gestão dele, entre 2016 e 2019.

    O esquema foi revelado em abril de 2018 na operação Eminência Parda, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Franca (SP). Barbeti teve o mandato cassado pela Câmara dos Vereadores em junho de 2019.

    Na decisão, o juiz Samuel Bertolino dos Santos condenou o ex-prefeito às penas de 13 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e mais quatro de detenção, esses em regime semiaberto, além do pagamento de multa.

    Segundo a denúncia do Ministério Público, o esquema de fraudes em licitações envolveu secretários municipais, um vereador, funcionários públicos, empresários e um ex-servidor de Morro Agudo, com intuito de obter vantagem ilícita (veja abaixo detalhes).

    Ao decidir pela condenação, o magistrado reafirmou as acusações.

    “No que se refere às suas circunstâncias, observo que o acusado, para a prática do crime em questão, valeu-se do auxílio de outros servidores públicos, ocupantes de cargo em comissão, fazendo uso de sua superioridade hierárquica para determinar a prática do delito”, diz trecho da decisão.
    A reportagem ligou na manhã desta quarta-feira (24) para o escritório de advocacia responsável pela defesa do ex-prefeito, mas ninguém havia atendido até a última atualização desta matéria.

    Outros condenados
    Em junho de 2020, a Justiça já havia condenado outros nove acusados de integrar a organização criminosa.

    Considerado peça fundamental na engrenagem da organização, Tiago Stolarique fechou acordo de delação premiada com o MP e foi condenado a quatro anos de prisão, em regime semiaberto.

    Acusados, cargos ocupados na época da operação e penas:

    Tiago Stolarique: ex-assessor de Assuntos Urbanos e marido da secretária da Saúde. Condenado a quatro anos e um mês de prisão, em regime inicial semiaberto;
    Daiana Stolarique: secretária da Saúde. Condenada a três anos e 11 meses de reclusão, em regime semiaberto;
    Cleire de Souza: secretária de Administração e Planejamento. Condenada a oito anos e um mês de prisão, em regime inicial fechado;
    Átila Juliano da Silva: empresário e marido de Cleire. Condenado a oito anos e um mês de prisão, em regime inicial fechado;
    João Marcos Ficher: secretário de Serviços Urbanos, Transportes e Obras Públicas. Condenado a sete anos e um mês de reclusão, em regime inicial fechado;
    Mara Cristina Braga Pereira: chefe do Setor de Licitações e Despesa da Prefeitura. Condenada a sete anos e um mês de prisão, em regime inicial fechado;
    Élvis Júnio Marques, o Juninho Serralheiro: vereador pelo PT, condenado a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto;
    Elisiane Ferreira: secretária do prefeito. Condenada a seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto;
    Adenilton Germana: empresário e marido de Mara. Condenado a quatro anos de reclusão, em regime inicial aberto, substituídos por pagamento de multas e prestação de serviços comunitários.

    Absolvidos:

    Willian Jorge, Gerson Braga e Neurandi Nogueira dos Anjos foram absolvidos por falta de provas.

    O esquema
    De acordo com o Gaeco, os suspeitos direcionavam contratos aos membros da quadrilha, dispensando processos licitatórios para contratação de prestadores de serviços à Prefeitura. As práticas irregulares foram apontadas e condenadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

    Ao tomar posse em 2017, segundo a Promotoria, Barbeti nomeou secretários com o intuito de dar continuidade aos desvios. O mesmo grupo já teria agido em duas gestões anteriores do prefeito, de 2005 a 2012, mas de forma menos engenhosa.

    Cada chefe de secretaria ficava responsável para que a contratação dos serviços necessitados pela pasta fossem conduzidos de maneira ilícita.

    Marido da secretária de Saúde, o ex-servidor público Tiago Stolarique foi apontado como o negociador de operações, sem ocupar cargo na Prefeitura de Morro Agudo. Em 2012, a Justiça o proibiu de ocupar público devido a uma ação de improbidade administrativa.

    Para o Ministério Público, a ação da quadrilha foi dividida em quatro células:

    Gerencial/executiva: formada por Cleire, Mara, João Marcos e Tiago, que estavam abaixo do prefeito, considerado o chefe do esquema, mas tinham autonomia em relação aos demais membros.
    Subordinada: formada por Daiana, Willian e Elisiane, que recebiam ordens e as executavam para garantir o sucesso dos atos ilícitos.
    Particular/beneficiária: formada por Adenilto e Neurandi, que eram beneficiados com as contratações indevidas.
    Familiar: formada por Átila e Gerson, casados com Cleire e Mara, e que eram contratados para serviços utilizando até mesmo empresas deles nos nomes de terceiros para as fraudes.
    Legislativa: o vereador Elvis fornecia apoio político ao grupo criminoso, em troca de favorecimento com recebimento de doação de bens públicos e contratações fraudulentas.

    Conjunto de provas
    A participação de cada um deles foi identificada após buscas e apreensões autorizadas pela Justiça em abril de 2018 e pela interceptação telefônica dos suspeitos.

    Ao ser deflagrada, a operação prendeu seis investigados. Tiago Stolarique fechou acordo de delação premiada. Na sentença condenatória, o juiz Samuel Bertolino dos Santos, citou trecho de um dos depoimentos do acusado para resumir as práticas ilegais ocorridas na Prefeitura de Morro Agudo.

    “O Gilberto fez três compromissos, ele falou na campanha, ele falou: “Tiago, eu não tenho dinheiro, então nós vamos prometer três coisas”, para quem era efetivo, designar cargos, quem era cargo de comissão, alguns ele ia nomear em comissão, que não eram efetivos, e outros que trabalhavam, alguma firma terceirizada que viesse ele ia colocar essas pessoas na firma terceirizada.”

    Segundo o magistrado, o trecho corrobora a denúncia do MP e serve para demonstrar que os atos administrativos praticados durante a gestão de Barbeti “foram levados a efeito de forma viciada e criminosa, com finalidades espúrias e em descompasso com aquilo que se espera de todo e qualquer ocupante de cargo público”.

    Ainda de acordo com o juiz, um elemento essencial para a caracterização do crime de organização criminosa é a “forma estruturada e caracterizada pela divisão de tarefas”, consistente na existência das chamadas células ou núcleos do grupo que atuava em Morro Agudo.

    “Pode-se afirmar por comprovada a existência de uma organização criminosa, chefiada pelo então prefeito Gilberto César Barbeti e integrada, diretamente, pelos acusados Tiago, Cleire, João Marcos, Átila, Daiana, Elisiane e Elvis”, afirma Santos na sentença.

     

  • Professor de educação física é preso suspeito de importunação sexual contra funcionária de academia da Zona Sul do Rio

    Professor de educação física é preso suspeito de importunação sexual contra funcionária de academia da Zona Sul do Rio

    Saulo Renan, de 35 anos, foi preso em flagrante e tentou agredir os policiais enquanto era detido. Funcionária da academia afirma que homem passou a mão em seus seios depois de persegui-la por conta de demissão.

    Um professor de Educação Física foi preso por policiais do Laranjeiras Presente, nesta segunda-feira (22), suspeito de importunação sexual dentro de uma academia em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

    Saulo Renan Alves de Oliveira, de 35 anos, foi acusado por funcionária do estabelecimento, que fica na rua Correia Dutra.

    A mulher, que tem 23 anos, afirma que Saulo passou a mão em seus seios sem permissão, e que ele tinha ido ao local ao menos 12 vezes somente nesta segunda.

    Saulo foi demitido da academia em junho do ano passado, depois de trabalhar lá por dois meses. Segundo a vítima, o professor estava indo lá acusá-la de ser culpada pela demissão. A jovem disse, aos policiais, que Saulo ameaçou não a deixar em paz.

    Durante a abordagem policial, o preso reagiu e tentou agredir os agentes, que precisaram entrar em luta corporal com o professor.

    Ele foi levado para a 12ªDP (Copacabana), onde continuou preso. Saulo vai responder por perseguição, resistência e importunação sexual.