Autor: Redacao

  • Brasil vence o Japão nos acréscimos e garante vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo

    Brasil vence o Japão nos acréscimos e garante vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo

    Com gol decisivo de Gabriel Martinelli aos 51 minutos do segundo tempo e outro de Casemiro, a Seleção Brasileira virou sobre os japoneses por 2 a 1 e agora aguarda o vencedor de Noruega e Costa do Marfim

    Ufa! Em partida eletrizante, a seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo. Acionado no segundo tempo, Gabriel Martinelli foi o herói do dia, com gol salvador aos 51 minutos. Casemiro também balançou as redes para o Brasil, enquanto Sano fez o dos japoneses.

    Classificada, a seleção brasileira agora aguarda o vencedor de Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentarão amanhã, para descobrir o adversário das oitavas de final. A partida será no próximo domingo (5), às 17h.

    Dentro do possível, o Brasil teve boa atuação contra o Japão. Com exceção do lance do gol, que nasceu após erro de Danilo ainda no campo de defesa, os japoneses praticamente não levaram perigo para Alisson. O goleiro brasileiro, aliás, pouco pôde fazer na finalização de Sano que abriu o placar.

    Após começar bem no primeiro tempo e ter o ímpeto esfriado pela pausa para hidratação, o Brasil sentiu o gol japonês e não soube se organizar em campo para tentar empatar a partida na primeira etapa. No segundo tempo, porém, o cenário foi outro. Certeiro, Ancelotti foi bem ao escalar Endrick no lugar do lesionado Paquetá. Ainda que o jovem não tenha brilhado tanto individualmente, o esquema com quatro atacantes bagunçou o antes implacável sistema defensivo japonês.

    A seleção pressionou o Japão antes de chegar ao empate. Num lance impressionante, Casemiro já havia ensaiado seu gol, mas a bola foi tirada em cima da linha por um zagueiro, e depois por Suzuki. Mas depois do cruzamento certeiro de Gabriel Magalhães, não teve jeito. Aos 11 minutos do segundo tempo, o volante cabeceou sem chances para o bom goleiro japonês.

    Quando a partida caminhava para a prorrogação — e com Neymar, que seria acionado por Ancelotti, segundo o próprio italiano —, brilhou mais uma vez a estrela do treinador da seleção. Martinelli, que entrou no segundo tempo na vaga de Matheus Cunha, recebeu passe brilhante de Bruno Guimarães e deu a vitória ao Brasil.

  • Urna não é arquibancada

    Urna não é arquibancada

    Em artigo, Janguiê Diniz reflete sobre os riscos da “futebolização” da política e defende um voto mais consciente, crítico e responsável em ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais

    Coluna Janguiê Diniz

    Janguiê Diniz – Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group; diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

    Em ano de Copa do Mundo e de eleições presidenciais, é inevitável que dois dos temas mais comentados pelos brasileiros ocupem espaço nas conversas, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Embora ambos despertem interesse coletivo e mobilizem milhões de pessoas, existe uma diferença fundamental entre eles: enquanto o futebol é movido pela paixão, pela emoção e pela torcida, a política deveria ser guiada pela razão, pela análise e pela responsabilidade.

    Torcer por uma seleção é um exercício legítimo de emoção. O futebol faz parte da cultura brasileira e desperta sentimentos intensos de pertencimento, identidade e entusiasmo. Durante uma Copa do Mundo, é natural que as pessoas defendam seu time, celebrem vitórias, lamentem derrotas e vivam intensamente cada partida. Nesse contexto, a paixão faz parte do espetáculo. Já as eleições seguem uma lógica completamente diferente. Quando um cidadão escolhe um presidente, um governador, um senador ou um deputado, não está escolhendo um time para torcer durante uma temporada. Está ajudando a definir os rumos do país, da economia, da educação, da saúde, da segurança pública e de inúmeras outras áreas que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas.

    Apesar disso, o que se observa cada vez mais é uma espécie de “futebolização” da política. Candidatos passam a ser tratados como ídolos intocáveis. Adversários são vistos como inimigos. O debate de ideias dá lugar aos confrontos emocionais. A análise racional é substituída por slogans, memes e ataques pessoais. Em vez de eleitores, surgem torcedores. Essa transformação é preocupante porque o fanatismo raramente convive bem com o pensamento crítico. O torcedor costuma defender seu time independentemente do desempenho em campo. O eleitor, por outro lado, deveria ser capaz de avaliar, questionar, concordar em alguns pontos e discordar em outros. A democracia saudável depende justamente dessa capacidade de reflexão.

    Quando a política se transforma em torcida organizada, perde-se algo essencial: a disposição para ouvir. O diálogo se torna impossível. Cada grupo passa a consumir apenas informações que confirmam suas próprias crenças. O adversário deixa de ser alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como alguém que precisa ser derrotado a qualquer custo. Esse comportamento enfraquece o debate público e empobrece a democracia. Afinal, nenhum candidato é perfeito, assim como nenhum projeto político está livre de falhas. A maturidade democrática exige reconhecer virtudes e limitações em todos os lados. Exige compreender que governantes são servidores públicos, não celebridades ou líderes infalíveis.

    Por isso, uma eleição presidencial exige um nível de responsabilidade muito maior do que uma simples preferência emocional. Antes de votar, é importante analisar a trajetória dos candidatos, sua experiência administrativa, sua capacidade de liderança, suas propostas, suas equipes e sua visão para o futuro do país. É preciso observar o histórico de realizações, a coerência entre discurso e prática e a viabilidade das promessas apresentadas.

    Mais do que escolher uma pessoa, o eleitor escolhe um projeto de poder e uma direção para a nação. Cada candidatura representa prioridades diferentes, estratégias distintas e formas particulares de enfrentar os desafios nacionais. Algumas propostas podem privilegiar determinadas áreas; outras podem adotar caminhos alternativos. Cabe ao cidadão avaliar essas diferenças com atenção e decidir, de forma consciente, qual projeto considera mais adequado para o futuro do país. A boa política não nasce da paixão cega, mas da participação consciente. Ela exige informação, reflexão e disposição para analisar fatos. Isso não significa abandonar convicções ou valores pessoais. Pelo contrário. Significa fundamentar essas convicções em argumentos sólidos e em uma avaliação responsável da realidade.

    Também é importante compreender que o resultado de uma eleição não encerra a responsabilidade do cidadão. A democracia não termina na urna. Governantes devem ser acompanhados, fiscalizados e cobrados durante todo o mandato. Quem vota de forma consciente também exerce cidadania de forma contínua.

    Em tempos de polarização intensa, talvez seja necessário resgatar uma verdade simples: candidatos não são times de futebol. Eles não precisam de torcedores incondicionais. Precisam de cidadãos atentos, críticos e participativos. O Brasil não ganha quando um lado humilha o outro. Ganha quando a população faz escolhas informadas e mantém a capacidade de diálogo, mesmo diante das divergências.

    Neste ano em que Copa do Mundo e eleições dividem as atenções dos brasileiros, vale lembrar que a arquibancada é o lugar da paixão. A cabine de votação, por sua vez, deve ser o espaço da consciência. Porque, enquanto um resultado esportivo produz alegrias ou frustrações passageiras, uma eleição tem o poder de influenciar o destino de uma nação por muitos anos. E o futuro de um país é importante demais para ser decidido como se fosse uma partida de futebol.

  • Empresa de motorista recebeu milhões em campanhas do PT e levanta suspeitas em prestações de contas eleitorais

    Empresa de motorista recebeu milhões em campanhas do PT e levanta suspeitas em prestações de contas eleitorais

    Focal Confecção e Comunicação, com capital de R$ 30 mil, recebeu cerca de R$ 25 milhões da campanha de Dilma Rousseff e já foi apontada em análises do TSE por irregularidades em notas fiscais; caso envolve sócios com baixa renda formal e histórico de vínculos com campanhas petistas

    SÃO PAULO — Uma das empresas que mais recebeu dinheiro da campanha da presidente Dilma Rousseff tem como sócio um motorista com salário de R$ 2 mil. A Focal Confecção e Comunicação embolsou R$ 23,9 milhões pelo fornecimento de material gráfico e montagem de palanques, embora tenha capital social de apenas R$ 30 mil. A firma é de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e a despesa com ela só foi menor do que a registrada com o marqueteiro João Santana. Prestações de contas de eleições passadas mostram que a Focal é uma antiga fornecedora de campanhas petistas. Notas fiscais da empresa foram consideradas irregulares por técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que examinaram as contas da campanha de Dilma.

    A participação de Elias Silva de Mattos, que era motorista até o ano passado e recebia cerca de R$ 2 mil por mês, no quadro societário da empresa foi divulgada ontem pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Elias passou a fazer parte da firma em novembro de 2013 com uma participação de R$ 3 mil do valor total da empresa. A outra sócia é Carla Regina Cortegoso, com cota de R$ 27 mil.

    Carla é filha do empresário Carlos Cortegoso, que apareceu nas investigações do mensalão em uma lista entregue pelo publicitário Marcos Valério à CPI do Correios, ao Ministério Público e à Polícia Federal como um dos recebedores de dinheiro (R$ 400 mil) do esquema. Na época, o operador do mensalão, um dos condenados que cumpre pena em regime fechado, disse que o repasse à Focal era para pagar pela venda de camisetas ao PT na campanha.

    Nas últimas eleições, o PT tem sido o principal cliente da empresa. Neste ano, dos 23 candidatos que declararam despesas com a Focal, 21 são do partido — entre eles o candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha e a ex-ministra e candidata ao governo do Paraná Gleisi Hoffmann. Os outros dois são os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB) e José Luiz Penna (PV). A campanha de Dilma registrou gastos de R$ 23,9 milhões com a empresa; as demais, juntas, R$ 1,6 milhão.

    CASA NOS FUNDOS

    O GLOBO esteve na sede da Focal e no endereço residencial de Elias, ambos em São Bernardo do Campo. No entanto, ninguém foi encontrado para comentar o caso. Na empresa, onde funciona uma gráfica, duas pessoas em duas entradas diferentes disseram que Carlos, Carla e Elias não se encontravam. Um funcionário passou o número do telefone da administração. Em todas os contatos, a secretária informou que nenhum dos três estava, anotou recado, mas não houve retorno.

    Elias mora em uma casa de fundos, em um bairro na periferia de São Bernardo. A moradora da residência da frente informou que o vizinho sai para trabalhar cedo e só volta à noite. Segundo ela, ele mora sozinho. Chama a atenção, no portão de entrada para os fundos, uma pequena câmera colocada na parte superior.

    A reportagem também tentou contato por telefone com Carla, sem sucesso.

    À “Folha”, Elias disse que não estava “preparado para falar” sobre a empresa e, num desabafo, afirmou que sabia que a Focal “ia virar um transtorno” para a sua vida.

    Carlos Cortegoso foi o único a dar entrevista à “Folha”, apesar de não ser sócio oficial da empresa. Segundo ele, “todo mundo tem o direito de ascender na escala social mediante o trabalho e competência”.

    O tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, deputado estadual Edinho Silva (PT), confirmou a relação antiga entre a Focal e o PT e disse que a empresa recebeu pagamentos porque prestou serviços de montagem de palanques e de material gráfico para a reeleição da presidente.

    — Essa empresa fornece serviços para o PT desde que o partido existe. O Carlão (Carlos Cortegoso) , dono da Focal, que é de São Bernardo do Campo, monta palanques e faz serviços gráficos não só para o PT, mas para outros partidos também — afirmou Edinho.

    “Virou devassa contra o PT”

    Quanto à presença de um motorista entre os sócios da firma, o deputado defendeu que não cabe à equipe de campanha conhecer detalhes do quadro de sócios de um fornecedor antes de contratá-lo.

    — Não quero mexer nisso. Um tesoureiro de campanha não tem como saber quem é o sócio de cada uma das centenas de empresas que prestam serviço. A Focal prestou serviços, apresentou notas das despesas e foi paga pelos valores apresentados. Para mim, isso é o suficiente. Não será por isso que o TSE rejeitará nossas contas — argumentou Edinho.

    Para o tesoureiro da campanha de Dilma, não há ilegalidade nas contas.

    — Virou devassa contra o PT — reclamou.

  • O IPO de 1602 e a corrida espacial de 2026: por que o futuro sempre pertence aos obstinados

    O IPO de 1602 e a corrida espacial de 2026: por que o futuro sempre pertence aos obstinados

    Em artigo, Janguiê Diniz compara a criação da Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) com a trajetória da SpaceX para refletir sobre inovação, risco e a construção do futuro

    Coluna Janguiê Diniz

    Em 1602, um grupo de investidores decidiu financiar algo que jamais havia sido feito. Sob a liderança do estadista holandês Johan van Oldenbarnevelt, eles colocaram dinheiro em uma empresa que prometia navegar por oceanos desconhecidos, atravessar tempestades imprevisíveis e alcançar terras que poucos acreditavam existir.

    Mais de quatro séculos depois, investidores fizeram algo semelhante. Apostaram bilhões em uma empresa cujo objetivo não era cruzar mares, mas conquistar o espaço. Separadas por 424 anos, a Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) e a SpaceX contam, na essência, a mesma história: a história de pessoas que transformaram o impossível em uma oportunidade de investimento. É também a história da obstinação humana, essa capacidade de seguir adiante mesmo quando o caminho parece incerto.

    A tecnologia mudou. Os meios mudaram. Mas a natureza humana permanece a mesma. O progresso sempre foi financiado por aqueles que acreditaram antes das provas definitivas. Em outras palavras, por aqueles que tiveram a coragem de agir com obstinação quando a maioria preferiu esperar.

    Quando a VOC foi criada, em 1602, o mundo era muito diferente. Não existiam bolsas de valores modernas, fundos de investimento ou mercados globais. Uma viagem da Europa até a Ásia podia durar mais de oito meses. Tempestades destruíam embarcações, doenças matavam tripulações inteiras e piratas atacavam rotas comerciais.

    Mesmo assim, havia um prêmio gigantesco esperando do outro lado. Especiarias como pimenta, canela, noz-moscada e cravo tinham valor extraordinário na Europa, chegando a ser negociadas por preços equivalentes ao ouro. O problema era o financiamento. Nenhum comerciante individual possuía capital suficiente para bancar expedições tão arriscadas.

    Foi então que Oldenbarnevelt ajudou a viabilizar uma ideia revolucionária: unir seis companhias rivais e dividir o risco entre milhares de investidores. A VOC captou aproximadamente 6,5 milhões de florins holandeses, uma quantia monumental para a época. Pela primeira vez na história, pessoas comuns podiam adquirir participação em uma empresa e compartilhar seus lucros.

    Nascia o mercado de capitais moderno. Mais do que uma inovação financeira, era uma inovação de confiança. Hoje, quando um investidor compra ações pelo celular em poucos segundos, é difícil compreender o nível de incerteza existente em 1602.

    Os acionistas da VOC não recebiam relatórios trimestrais. Não havia internet. Não havia comunicação instantânea. Muitas vezes, passavam anos sem saber se uma frota havia chegado ao destino ou desaparecido no mar. Era um investimento baseado em visão. Era preciso acreditar antes de ver. Era preciso, acima de tudo, ter obstinação.

    Quatro séculos depois, o oceano deixou de ser o principal desafio e o novo território desconhecido passou a ser o espaço. Quando Elon Musk fundou a SpaceX, em 2002, a empresa parecia um projeto improvável. A indústria aeroespacial era dominada por governos e gigantes centenários. Especialistas afirmavam que foguetes reutilizáveis eram economicamente inviáveis.

    Entre 2006 e 2008, os três primeiros lançamentos do Falcon 1 fracassaram. Após o terceiro desastre, a empresa estava próxima da falência e tinha recursos para apenas mais uma tentativa. Se o quarto lançamento falhasse, provavelmente deixaria de existir. Mas ele funcionou e mudou a história.

    Aquele momento se tornou um exemplo emblemático de que grandes transformações raramente nascem da conveniência. Elas nascem da obstinação de continuar tentando quando todos os indicadores sugerem desistência.

    A grande inovação da SpaceX não foi apenas construir foguetes. Foi tornar o acesso ao espaço muito mais barato por meio da reutilização. O resultado foi uma revolução econômica que transformou a empresa em uma das mais valiosas do mundo e protagonista da nova corrida espacial.

    À primeira vista, uma empresa marítima do século XVII e uma companhia espacial do século XXI parecem não ter relação alguma. Mas possuem mais semelhanças do que diferenças. Ambas nasceram para explorar territórios desconhecidos. Ambas precisaram captar recursos para financiar jornadas extremamente arriscadas. E ambas exigiram investidores e líderes obstinados, capazes de enxergar décadas à frente.

    Os continentes asiáticos eram a grande fronteira dos investidores da VOC. Marte representa esse mesmo conceito para os investidores da SpaceX. A geografia mudou, mas a mentalidade não.

    O futuro nunca é construído pelos que esperam garantias absolutas. A VOC não possuía mapas completos e a SpaceX não possuía certeza de sucesso. Os grandes avanços surgem quando alguém decide agir antes que todas as respostas estejam disponíveis.

    Vivemos uma época semelhante. A inteligência artificial, a biotecnologia, a computação quântica e a nova economia digital estão criando oportunidades comparáveis às grandes revoluções do passado. Muitos observam essas mudanças com medo. Outros observam com curiosidade. Mas poucos têm coragem de investir tempo, energia e recursos para participar delas.

    Historicamente, são esses poucos que mudam o mundo. São os obstinados que enxergam possibilidades onde a maioria vê obstáculos. O verdadeiro otimismo não é ingenuidade. É a confiança de que vale a pena construir algo mesmo sem garantias.

    No fim das contas, a história não recompensa quem prevê o futuro. Ela recompensa quem ajuda a criá-lo. E eu acredito profundamente que a diferença entre sonhadores e realizadores não está no tamanho da visão. Está na capacidade de convencer outras pessoas a acreditarem nela.

    Johan van Oldenbarnevelt fez isso em 1602. Elon Musk faz isso no século XXI. E todo empreendedor que constrói algo relevante precisa aprender a fazer o mesmo.

    Porque o futuro, ontem como hoje, continua pertencendo aos obstinados.

    Janguiê Diniz  – Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group; diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

  • Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

    Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

    Pré-candidato à Presidência pelo PSD elogiou a gestão de Raquel Lyra e afirmou que terá palanque próprio no estado, mesmo sem pedido de voto da governadora

    O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou estar tranquilo com o fato de a governadora Raquel Lyra (PSD) não pedir voto para ele em Pernambuco.

    A gestora, que faz diversas sinalizações de unidade institucional com o presidente Lula, recebeu o “aval” do líder do partido, Gilberto Kassab, para declarar voto no petista, o que Raquel não fez até então, optando pela neutralidade. Em entrevista à CNB Recife, Caiado teceu elogios à chefe do Executivo estadual e disse que ela não pode ser cobrada.

    “Com muita tranquilidade. Sabe porque? Porque você não pode cobrar da governadora, que mostra toda a sua capacidade ímpar de gestão. Me dou maravilhosamente bem com a governadora Raquel. competentemente você viu enfrentar o que é superar os primeiros anos de dificuldade, dar a volta por cima e agora se consolidar no processo deste ano e, sem dúvida nenhuma, um segundo mandato será consagrador”, afirmou.

    Caiado explicou que nacionalmente muitos candidatos estão adotando a mesma estratégia, uma vez que há eleitores que votam em um nome de determinado partido para governador e outro para a presidente. 

    “Neste momento você tem que entender que existe um processo de nacionalização que um governador não quer entrar nele, é mais do que normal. As pessoas, às vezes, que votam nela votam em outros presidentes. Neste momento, ela está cuidando de Pernambuco, a função dela neste momento é cuidar de Pernambuco. Meu palanque aqui eu terei, com deputados, com cadidato ao Senado, terei com prefeitos que é a densidade do PSD no estado” completou.

    Apesar da fala de Caiado, o nome do PSD que tem despontado como favorito para o Senado é o do deputado federal Túlio Gadêlha, que representa a ala lulista na chapa de Raquel. A pré-candidatura dele, inclusive, foi costurada pelo Planalto. O Blog Cenário registrou, durante um evento do PSD com prefeitos em Brasília, Kassab afirmou que o parlamentar trabalha pelo presidente.

    “Na minha cédula eu vou tirar o presidente Lula, respeitosamente, e vou por o Caiado. A Raquel vai ter o Túlio trabalhando por Lula e tantos de vocês aqui. Se o Lula tiver o apoio de vocês aqui, é porque merece o apoio de vocês. Eu vou pescar alguns para fazer a campanha para o Caiado”, disse em tom bem humorado.

  • Brasil goleia a Escócia, garante liderança do Grupo C e avança invicto na Copa do Mundo

    Brasil goleia a Escócia, garante liderança do Grupo C e avança invicto na Copa do Mundo

    Com dois gols de Vinícius Júnior e um de Matheus Cunha, Seleção vence por 3 a 0 em Miami e aguarda definição do próximo adversário no mata-mata

    O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Com o resultado, a equipe comandada por Carlo Ancelotti confirmou a liderança do Grupo C, terminou a primeira fase invicta e garantiu vaga no mata-mata da competição. Marrocos venceu o Haiti por 4×2 e passou em segundo. Já a Escócia fica em terceiro e ainda aguarda o fim da fase de grupos para saber se irá avançar.

    Vini Jr foi o principal destaque da partida ao marcar dois gols ainda no primeiro tempo. Matheus Cunha completou o placar na etapa final. O camisa 7 ainda chegou a balançar as redes antes do seu segundo gol, mas o lance acabou anulado após revisão do VAR.

    Agora, o Brasil aguarda o encerramento da terceira rodada do Grupo F para conhecer seu adversário nos 16 avos de final. Neste momento, o cenário aponta o Japão como provável rival da Seleção Brasileira, já que o primeiro colocado do Grupo C enfrenta o segundo colocado do Grupo F.

    Como foi Brasil x Escócia

    O Brasil dominou a partida desde os primeiros minutos e abriu o placar logo no início. Após pressão na saída de bola da Escócia, Rayan desarmou Robertson dentro da área. A bola ficou com Vini Jr, que driblou o goleiro Gunn e finalizou para marcar o primeiro gol da Seleção.

    A equipe brasileira continuou pressionando e chegou a marcar novamente com Vini Jr, mas o lance foi anulado pelo árbitro de vídeo.

    Nos acréscimos do primeiro tempo, Matheus Cunha e Danilo venceram divididas na saída de bola adversária. Bruno Guimarães cruzou pela direita e encontrou Vini Jr livre na segunda trave para cabecear e ampliar o marcador.

    Na segunda etapa, o Brasil manteve o controle da partida e transformou a superioridade em goleada. Bruno Guimarães voltou a participar da jogada ofensiva ao encontrar Matheus Cunha livre na área. O atacante finalizou rasteiro para marcar o terceiro gol brasileiro.

    A Escócia tentou responder principalmente em bolas aéreas, mas encontrou um Alisson seguro quando foi exigido. O segundo tempo também ficou marcado pelo retorno de Neymar à Seleção Brasileira. O camisa 10 entrou na reta final da partida, recebeu apoio da torcida e participou das principais ações ofensivas até o apito final.

    Brasil termina na liderança do Grupo C

    Com a vitória, a Seleção Brasileira encerrou a fase de grupos com sete pontos, duas vitórias e um empate.

    Além da campanha invicta, o time marcou sete gols, sofreu apenas um e terminou com saldo positivo de seis gols.

    1. Brasil – 7 pontos – 3 partidas – 2 vitórias – 1 empate – 0 derrotas – 7 gols marcados – 1 gol sofrido – saldo +6.
    2. Marrocos – 7 pontos – 3 partidas – 2 vitórias – 1 empate – 0 derrotas – 5 gols marcados – 3 gols sofridos – saldo +2.
    3. Escócia – 3 pontos – 3 partidas – 1 vitória – 0 empates – 2 derrotas – 1 gol marcado – 4 gols sofridos – saldo -3.
    4. Haiti – 0 ponto – 3 partidas – 0 vitórias – 0 empates – 3 derrotas – 2 gols marcados – 7 gols sofridos – saldo -5.

    Possível adversário do Brasil no mata-mata

    O Brasil ainda aguarda a definição do Grupo F para conhecer seu adversário nos 16 avos de final da Copa do Mundo. Se a classificação da chave permanecer como está atualmente, a Seleção enfrentará o Japão, segundo colocado do Grupo F.

    Vale lembrar que a terceira e última rodada do Grupo F ainda será disputada, portanto os cruzamentos podem sofrer alterações.

    Os confrontos projetados neste momento são:

    • Brasil (1º do Grupo C) x Japão (2º do Grupo F)
    • Holanda (1º do Grupo F) x Marrocos (2º do Grupo C)
    • Escócia (3º do Grupo C) x México*

    *O confronto da Escócia é apenas uma projeção, já que a seleção disputaria uma vaga entre os melhores terceiros colocados e o adversário ainda pode mudar após o encerramento da fase de grupos.

    Escalações confirmadas

    Brasil

    Alisson; Danilo; Marquinhos; Gabriel Magalhães; Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho); Bruno Guimarães; Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick); Matheus Cunha (Neymar); Vini Jr.

    Escócia

    Gunn; Robertson (Tierney); McTominay; McGinn (Curtis); Hendry; Gannon-Doak (Christie); Ferguson; Shankland (Adams); Patterson (Ralston); McLean; McKenna.

    Ficha técnica

    • Jogo: Brasil x Escócia
    • Competição: Copa do Mundo de 2026 – 3ª rodada da fase de grupos (Grupo C)
    • Data: Quarta-feira, 24 de junho de 2026
    • Horário: 19h (horário de Brasília)
    • Local: Hard Rock Stadium, Miami (Estados Unidos)
    • Árbitro: Cesar Ramos (México)
    • Assistentes: Alberto Morin e Marco Bisguerra (México)
    • Transmissão: Globo, SBT, Sportv, N Sports, CazéTV, Globoplay e Getv
    • Cartões amarelos: Danilo, Fabinho (Brasil); Christie (Escócia)
    • Gols: Vini Jr (2) e Matheus Cunha (Brasil)
  • Muito além dos aplausos: o verdadeiro valor do reconhecimento

    Muito além dos aplausos: o verdadeiro valor do reconhecimento

    Artigo de Marcia Bortolanza reflete sobre a importância do reconhecimento, os riscos da dependência da aprovação externa e o poder de valorizar quem faz a diferença no cotidiano

    Por Marcia Bortolanza
    Escritora e Psicóloga

    Vivemos em uma sociedade que valoriza resultados, conquistas e visibilidade. Somos frequentemente incentivados a buscar metas, superar desafios e alcançar novos patamares. No entanto, em meio a essa corrida constante, existe uma necessidade humana que permanece presente em todas as fases da vida: o reconhecimento. Mais do que ser admirado, todo ser humano deseja sentir que é importante para algo ou para alguém, que sua presença tem valor e que sua contribuição faz diferença no mundo ao seu redor.

    Desde a infância, buscamos sinais de que somos vistos, acolhidos e valorizados. Uma palavra de incentivo, um elogio sincero ou um gesto de gratidão têm o poder de fortalecer nossa autoestima e alimentar nossa motivação. O reconhecimento não é apenas uma recompensa emocional; ele também confirma que nossos esforços produziram significado para alguém.

    No ambiente profissional, o reconhecimento estimula o comprometimento e aumenta a sensação de pertencimento. Nas famílias, fortalece vínculos e constrói relações mais saudáveis. No voluntariado e nas ações solidárias, ele surge como um incentivo para continuar fazendo o bem. Afinal, todos nós gostamos de saber que aquilo que realizamos fez diferença na vida de alguém.

    Entretanto, existe uma armadilha silenciosa quando passamos a depender exclusivamente do reconhecimento externo. Quando nossa felicidade fica condicionada aos aplausos, aos elogios ou à aprovação dos outros, corremos o risco de entregar nosso valor pessoal às opiniões alheias. Nem sempre o mundo reconhece imediatamente o esforço, a dedicação ou os sacrifícios que fazemos. Muitas vezes, os maiores trabalhos acontecem longe dos holofotes.

    As redes sociais ampliaram ainda mais essa busca. Curtidas, comentários e compartilhamentos passaram a ser, para muitas pessoas, uma medida de aceitação e importância. Embora sejam formas legítimas de interação, não podem se tornar a única referência de valor pessoal. A necessidade constante de aprovação pode gerar ansiedade, frustração e a sensação equivocada de que só somos importantes quando somos notados.

    Quantas mães dedicam suas vidas aos filhos sem receber agradecimentos diários? Quantos profissionais trabalham com excelência sem serem constantemente elogiados? Quantos voluntários transformam realidades sem jamais aparecerem nas manchetes? Quantos cuidadores, educadores e líderes silenciosos seguem firmes em sua missão sem qualquer reconhecimento público? Ainda assim, o impacto de suas ações permanece vivo, muitas vezes de forma muito mais profunda do que imaginam.

    A maturidade emocional nos ensina que o reconhecimento mais importante é aquele que nasce dentro de nós. É a capacidade de olhar para a própria trajetória e compreender o valor do caminho percorrido. É reconhecer os desafios superados, as escolhas difíceis enfrentadas e as sementes plantadas ao longo da vida. Quando aprendemos a validar nossos próprios esforços, nos tornamos menos dependentes da aprovação externa e mais conscientes de quem somos.

    Isso não significa abrir mão da gratidão ou ignorar a importância de valorizar as pessoas. Pelo contrário. Reconhecer o outro é um ato de generosidade e humanidade. Muitas vezes, uma simples palavra de agradecimento pode transformar o dia de alguém. Todos carregamos batalhas invisíveis, e o reconhecimento sincero pode ser o combustível necessário para continuar seguindo em frente.

    Talvez devêssemos praticar mais essa virtude. Reconhecer o esforço de um colega, agradecer quem estende a mão, valorizar quem cuida, ensina, acolhe e serve. Pequenos gestos têm um impacto muito maior do que imaginamos. Em um mundo onde as críticas costumam ser mais rápidas do que os elogios, reconhecer o valor das pessoas é também uma forma de construir relações mais saudáveis e humanas.

    No final das contas, o verdadeiro reconhecimento não está apenas nos títulos, nas homenagens ou nos aplausos. Ele está nas marcas que deixamos, nas vidas que tocamos e no bem que semeamos. Porque o tempo pode apagar muitas conquistas, mas jamais apaga o legado de quem fez a diferença na vida de outras pessoas.

    E talvez seja justamente esse o reconhecimento que mais importa: aquele que permanece quando os aplausos terminam, as luzes se apagam e o silêncio volta a ocupar o espaço. O reconhecimento que nasce do respeito, da gratidão e da certeza de que nossa passagem pelo mundo teve significado. Esse, sim, vai muito além dos aplausos.

  • LCM, construtora de Belo Horizonte investigada pela PF, firma contrato com governo Raquel Lyra em Pernambuco enquanto amplia domínio em obras federais

    LCM, construtora de Belo Horizonte investigada pela PF, firma contrato com governo Raquel Lyra em Pernambuco enquanto amplia domínio em obras federais

    “Campeã do asfalto”, empresa acumula R$ 8,3 bilhões em contratos no governo Lula, é alvo de investigações por suspeitas de cartel e superfaturamento e amplia atuação em diferentes estados e esferas do poder público

    A construtora LCM Construção e Comércio, sediada em Belo Horizonte e alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades em licitações e execução de obras rodoviárias, ampliou sua atuação no setor público ao firmar contrato de licitação com o governo de Pernambuco, sob a gestão da governadora Raquel Lyra.

    Apontada como “campeã do asfalto” no atual governo federal, a empresa acumulou cerca de R$ 8,3 bilhões em contratos de pavimentação e infraestrutura no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, valor que supera em 25% as contratações realizadas no mesmo período da gestão de Jair Bolsonaro. O montante também representa quase o dobro do obtido pela segunda colocada no ranking de construtoras do setor.

    Com atuação em expansão, a LCM firmou 128 contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em 22 estados brasileiros no atual governo. A Construtora Luiz Costa Ltda. aparece em segundo lugar, com R$ 4,8 bilhões, seguida pela V. F. Gomes Construtora Ltda., com R$ 2,4 bilhões, e pela Construtora Caiapó Ltda., com R$ 1,54 bilhão.

    Ascensão no setor e crescimento no pós-Lava Jato

    A LCM Construção e Comércio foi fundada em 2014 e firmou seu primeiro contrato com o governo federal no mesmo ano. Inicialmente com atuação considerada modesta, a empresa ampliou significativamente seu faturamento nos anos seguintes, especialmente durante o governo Bolsonaro, quando teria alcançado R$ 6,6 bilhões em obras em três anos, em valores corrigidos pela inflação.

    A ascensão da chamada “campeã do asfalto” ocorreu no contexto do enfraquecimento das grandes empreiteiras após a Operação Lava Jato, que reconfigurou o setor de infraestrutura no país. Em entrevista em 2015, o empresário Luiz Otávio Fontes Junqueira afirmou que a empresa se beneficiaria do espaço deixado pelas construtoras atingidas por investigações.

    Suspeitas de cartel e investigações da PF

    A empresa e seu proprietário são alvos de investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de formação de cartel, superfaturamento e fraudes em licitações de obras rodoviárias em diferentes estados.

    Entre os casos investigados está a atuação no Amapá, envolvendo obras na BR-156, onde a PF aponta possível conluio com empresas ligadas a Breno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. A investigação também identificou o envolvimento de um superintendente do DNIT no estado, posteriormente afastado do cargo.

    Relatórios da PF apontam ainda trocas de mensagens e documentos sigilosos antes da publicação de editais, além de indícios de influência política na liberação de recursos e empenhos.

    Suspeita de cartel em múltiplos estados

    Além do Amapá, há investigações que indicam possível atuação de cartel em ao menos cinco estados, incluindo Rondônia, onde a LCM firmou cerca de R$ 848,8 milhões em contratos.

    Segundo apurações, o esquema envolveria empresas e consórcios responsáveis por obras de pavimentação asfáltica e agentes públicos. Em um dos casos citados, a empresa teria recebido pagamentos superiores ao executado, com divergências significativas na espessura do asfalto medido e o valor pago pelo DNIT.

    Na mira da CGU e do Cade

    A LCM também é investigada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em uma obra na BR-367, entre Minas Gerais e Bahia. Relatórios de auditoria apontam possíveis “informações inverídicas” em medições de obras, além de pagamentos por intervenções inexistentes.

    Auditores identificaram, com base em imagens de satélite e registros fotográficos, casos em que a empresa teria sido remunerada duas vezes por serviços no mesmo trecho de rodovia.

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também apura suspeitas de cartel envolvendo a empresa e outras construtoras. As investigações apontam possíveis coincidências de IPs e metadados em pregões eletrônicos, sugerindo atuação coordenada em licitações públicas.

    O relatório encaminhado ao órgão indica “indícios robustos de infração à ordem econômica”, com práticas como divisão de mercado, simulação de concorrência e subcontratações cruzadas.

    Posicionamento da empresa e das autoridades

    Em nota, a LCM afirma que seu crescimento se deve à “destacada capacidade técnica e ao comprometimento de seus colaboradores”, negando irregularidades e afirmando que presta esclarecimentos aos órgãos de controle.

    A empresa declara ainda que sua atuação é pautada por “rigorosos princípios éticos, legais e de governança”.

    O senador Davi Alcolumbre, citado em investigações, negou relação com as empresas mencionadas. O DNIT informou colaborar com as investigações. Já Breno Chaves Pinto não se manifestou.

    Débitos federais e situação fiscal (Receita Federal / PGFN)

    Segundo informações de apoio para emissão de certidão da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a empresa LCM Construção e Comércio S.A. (CNPJ 19.758.842/0001-35) possui registros de débitos e situações fiscais com diferentes classificações, incluindo inscrições com exigibilidade suspensa e parcelamentos ativos no sistema da União.

    Inscrição com exigibilidade suspensa (SIDA)

    • Inscrição: 50.5.25.004086-02
    • Receita: 3623-CLT
    • Data de inscrição: 03/07/2025
    • Processo: 14152.031.179/2021-51
    • Tipo de devedor: corresponsável
    • Devedor principal: 29.834.183/0001-22

    Inscrições ativas não ajuizáveis negociadas no SISPAR

    • 60.5.22.003404-39 — Processo 47257.000.049/2019-32
    • 60.5.22.003405-10 — Processo 47257.000.050/2019-67
    • 60.5.22.003406-09 — Processo 47257.000.051/2019-10
    • 60.5.22.003407-08 — Processo 47257.000.058/2019-23
    • 60.5.22.003408-06 — Processo 47257.000.059/2019-78
    • 60.5.22.003409-04 — Processo 47257.000.060/2019-01
    • 60.5.22.003410-87 — Processo 47257.000.061/2019-47
    • 60.5.22.003411-60 — Processo 47257.000.062/2019-91

    Todas constam como “devedor principal” e em situação de negociação no SISPAR.

    Pendências de parcelamento (SISPAR)

    • CNPJ 19.758.842/0001-35
      Conta: 006153844
      Modalidade: parcelamento convencional sem garantia (dívida não previdenciária até R$ 15 milhões)
    • CNPJ 27.853.182/0001-08
      Conta: 013920442
      Modalidade: parcelamento convencional sem garantia (mesma faixa de dívida)

    Parcelamento com exigibilidade suspensa (PERT)

    • CNPJ 23.998.438/0001-06
      Conta: 001428538
      Programa: PERT – Demais débitos
      Modalidade: parcelamento com entrada e saldo até 145 meses

    O relatório também registra que determinados vinculados não apresentam pendências ativas nos sistemas da Receita Federal e PGFN.

    Final do relatório
    Data: 19/06/2026 – 10:58:19
    Página: 90 / 90

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  • Batalha das Startups estreia 4ª temporada com foco em empreendedores que desafiam limites

    Batalha das Startups estreia 4ª temporada com foco em empreendedores que desafiam limites

    Programa comandado por Janguiê Diniz reúne 32 startups brasileiras e aposta em formato inspirado nos esportes de combate para revelar novos talentos do empreendedorismo nacional

    Comandado por Janguiê Diniz, programa da Record News reúne 32 startups de todo o país e aposta em formato inspirado nos esportes de combate para revelar os empreendedores que estão construindo o futuro do Brasil.

    O principal game show de empreendedorismo da televisão brasileira está de volta. O Batalha das Startups estreia sua quarta temporada no dia 5 de setembro de 2026, às 21h15, na Record News, apresentando ao público um novo conceito, novos desafios e uma proposta ainda mais conectada à realidade dos empreendedores brasileiros.

    Com o tema “O Código dos Obstinados”, a temporada parte de uma premissa simples: antes de toda grande empresa existe alguém que se recusou a desistir.

    Capitaneado pelo empreendedor empresarial, investidor e educador Janguiê Diniz, o programa amplia sua missão de fomentar a cultura empreendedora no país ao colocar no centro da narrativa não apenas startups promissoras, mas principalmente os homens e mulheres que enfrentam diariamente os desafios de construir negócios, gerar empregos, criar soluções e transformar mercados.

    Ao longo da competição, 32 startups de diferentes regiões do Brasil disputarão o título de Startup Mais Promissora do Brasil. Mais do que apresentar modelos de negócio, os participantes serão submetidos a uma série de provas, desafios e avaliações que testarão competências essenciais para o sucesso empresarial, como liderança, gestão, inovação, comunicação, vendas, negociação, estratégia e capacidade de execução.

    UMA TEMPORADA INSPIRADA NOS ESPORTES DE COMBATE

    A grande novidade da quarta edição está em sua construção narrativa e visual. Inspirado no universo dos esportes de combate, o programa transforma a jornada empreendedora em uma verdadeira preparação para a arena. Os participantes passam por treinamentos, mentorias, resistência mental, desafios estratégicos e confrontos eliminatórios que simbolizam as batalhas enfrentadas por quem decide empreender.

    A competição acontece em um ambiente que remete a uma grande academia de preparação, onde cada fase representa um novo nível de evolução até a chegada à Grande Arena, espaço reservado aos competidores que demonstrarem possuir o verdadeiro Código dos Obstinados.

    “O empreendedor é alguém que aprende a conviver com a incerteza. Alguém que cai, levanta, corrige a rota e continua avançando. A obstinação é uma das características mais presentes nos grandes realizadores e é exatamente isso que queremos mostrar ao Brasil nesta temporada”, afirma Janguiê Diniz.

    SQUAD TÉCNICO REÚNE REFERÊNCIAS NACIONAIS

    Para avaliar, orientar e desafiar os participantes, o programa contará com um Squad Técnico formado por empresários, investidores, especialistas e influenciadores reconhecidos nacionalmente.

    Entre os nomes já confirmados estão Gilberto Augusto, um dos maiores especialistas brasileiros em marketing e posicionamento de mercado; Pastor Cláudio Duarte, referência nacional em liderança, desenvolvimento humano e valores; o ex-lutador e empresário Rodrigo Minotauro, um dos maiores ícones do esporte brasileiro; Willian Bardi, especialista em crescimento empresarial; Gilmar Theobald, empresário e mentor; Carollyne Mota, executiva e estrategista de negócios; Adriana Duarte, conselheira e advogada empresarial; Cândida Catalde, referência em gestão e desenvolvimento empresarial; Mariana Scribel, especialista em posicionamento e inovação; Raony Falceta, empreendedor e investidor; Raul Canal, jurista e empresário; Janaína Guerra, especialista em liderança e gestão; Jenny Garzon, executiva internacional; Rosane Oliveira, empresária e mentora; e Ricardo Rodrigues, referência em desenvolvimento empresarial.

    O grupo representa diferentes setores da economia e contribuirá para enriquecer a experiência dos participantes com avaliações práticas, mentorias e provocações estratégicas ao longo da competição.

    CONVIDADOS ESPECIAIS E PARTICIPAÇÕES DE DESTAQUE

    Além do Squad Técnico, a quarta temporada contará com a participação de convidados especiais que atuarão como sparrings, mentores, avaliadores e provocadores estratégicos ao longo da competição.

    Entre os nomes convidados estão: Jânyo Diniz, Joaldo Diniz, Eduardo Cavalcante, Guto Galamba, Samuel Pereira, Kaká Diniz, Thiago Reis, Roberto Shiniashiki, Tathiana Deandhela, Victor Damázio, Popó Freitas e Reinaldo Zanon.

    A temporada também contará com a participação de jurados convidados e especialistas reconhecidos em suas áreas de atuação, entre eles Sandra Cristina Janguiê, Alisson Zirgulick, Cristiane Costa, Danilo Vasconcelos, Graziela Cabral, Thomaz Otonari, Leandro Moura, Omar Faria, Paulo Mendes e Hugo Fernandes Damasceno.

    As participações especiais ampliam a diversidade de experiências presentes no programa e proporcionam aos competidores contato direto com empresários, investidores, mentores e profissionais que são referência em seus segmentos, enriquecendo ainda mais a jornada de desenvolvimento dos participantes.

    MAIS DO QUE UM PROGRAMA DE TELEVISÃO

    Desde sua criação, o Batalha das Startups consolidou-se como uma das principais vitrines do empreendedorismo nacional, conectando startups, investidores, empresários e especialistas em uma plataforma de conteúdo, inspiração e desenvolvimento de negócios.

    Ao longo das temporadas, o programa já apresentou dezenas de empresas inovadoras, histórias de superação e soluções capazes de impactar positivamente diferentes segmentos da economia brasileira. Mais do que descobrir empresas promissoras, o objetivo é revelar líderes, pessoas capazes de inspirar, inovar, superar desafios e construir o futuro.

    LANÇAMENTO OFICIAL

    O lançamento da nova temporada acontecerá em um coquetel exclusivo no dia 10 de julho de 2026, em São Paulo, reunindo participantes, investidores, empresários, patrocinadores, influenciadores, parceiros estratégicos e representantes da imprensa para conhecer em primeira mão os bastidores e as novidades desta superprodução.

    SERVIÇO

    Coquetel de Lançamento
    Batalha das Startups – 4ª Temporada
    Tema: O Código dos Obstinados
    Data: 10 de julho de 2026
    Horário: 19h

    -O acesso demanda confirmação de presença com Carol Figueiredo pelo
    Fone 11.96403.1073
    Local:
    Mentor Capital Group Hall
    Ed. Riverview Corporate Tower
    Av. Dr. Chucri Zaidan, 246 – Conj. 111 – 11º andar
    São Paulo/SP

    Estreia:
    5 de setembro de 2026
    Record News
    21h15

  • PRTB confirma Leonardo Avalanche na presidência nacional da legenda após disputa jurídica

    PRTB confirma Leonardo Avalanche na presidência nacional da legenda após disputa jurídica

    Certidão da Justiça Eleitoral registra nova composição da Executiva Nacional do partido e marca reorganização da sigla para as eleições de 2026

    A história recente do PRTB é uma demonstração clara de que a política brasileira ainda impõe desafios enormes àqueles que ousam enfrentar estruturas consolidadas e lutar por mudanças reais. Nos últimos meses, Leonardo Avalanche travou uma verdadeira batalha jurídica, política e institucional para garantir que a vontade legítima dos filiados e das instâncias partidárias fosse respeitada.

    Mesmo após decisão judicial determinando o restabelecimento de Leonardo Avalanche à presidência nacional do partido, o processo de regularização e anotação perante a Justiça Eleitoral enfrentou obstáculos que colocaram em risco não apenas a direção da legenda, mas também a participação efetiva do partido no processo eleitoral de 2026. Segundo reportagens da época, o PRTB era apontado como a única legenda que corria o risco de ficar fora das eleições em razão da demora no cumprimento de decisões judiciais já reconhecidas pelos tribunais.  

    Apesar das dificuldades, da pressão e das tentativas de enfraquecer o projeto político construído por milhares de brasileiros, a perseverança prevaleceu. A certidão da Justiça Eleitoral emitida em 16 de junho de 2026 confirma oficialmente a anotação da Comissão Executiva Nacional do PRTB, tendo Leonardo Alves de Araújo (Leonardo Avalanche) como presidente nacional da legenda.

    Essa conquista não pertence apenas a uma pessoa. Ela pertence a todos os brasileiros que acreditam que a política pode ser diferente. Pertence àqueles que não desistiram do Brasil quando muitos diziam que não havia mais solução.

    A trajetória de Leonardo Avalanche prova que, mesmo quando tudo parece perdido, ainda é possível virar o jogo. Foi uma vitória conquistada praticamente “aos 45 minutos do segundo tempo”, quando muitos já consideravam impossível a recuperação do partido.

    Agora começa uma nova etapa.

    O Brasil vive um momento decisivo. As eleições de 2026 serão fundamentais para definir os rumos da nação. Muitos partidos enfrentam desafios para manter sua representatividade e superar as exigências cada vez maiores do sistema eleitoral brasileiro.  

    Por isso, fazemos um apelo a todos aqueles que sonham com um país mais justo, mais livre, mais eficiente e mais comprometido com o cidadão comum:

    Ainda há tempo.

    Ainda há tempo para participar.

    Ainda há tempo para construir.

    Ainda há tempo para fazer a diferença.

    Se conseguimos mudar o jogo quando poucos acreditavam ser possível, também podemos mudar o Brasil.

    Assim como viramos a partida nos instantes finais para garantir a sobrevivência e a reorganização do partido, vamos mostrar que é possível transformar o país com coragem, determinação e participação popular.

    Mudamos o jogo aos “28” do segundo tempo. Agora vamos mudar o Brasil.