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  • Pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB gera polêmica ao ser desafiado sobre trajeto de ônibus durante sabatina

    Pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB gera polêmica ao ser desafiado sobre trajeto de ônibus durante sabatina

    Durante um debate acalorado na sabatina promovida pela Novabrasil e SBT News nesta terça-feira (16), o pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal, causou polêmica ao ser desafiado a explicar como se deslocaria de transporte público saindo dos estúdios na região central da capital paulista até o bairro do Capão Redondo, na zona sul.

    Questionado pelo experiente jornalista e professor Heródoto Barbeiro sobre o trajeto, Marçal, que afirmou ter apartamento no Jabaquara, respondeu que usaria o metrô. O pré-candidato então disparou: “Ninguém conhece todas as 28 mil quadras da cidade de São Paulo. Você conhece?”, dirigindo-se a Barbeiro.

    A resposta atravessada não parou por aí. “Eu não sou candidato a motorista de ônibus”, afirmou Marçal, insinuando que o conhecimento sobre linhas de ônibus não era relevante para a corrida eleitoral. “Isso é uma tentativa de falar: ‘você não conhece [a cidade]’. Talvez eu não conheça a cidade tanto quanto você [Heródoto], mas eu conheço mais de gente que você, conheço mais do cérebro, da riqueza que você e isso faz a gente diferente? Não.“, completou o pré-candidato.

    Marçal finalizou o embate questionando se o apresentador está filiado a algum partido. Após Barbeiro negar qualquer filiação, o pré-candidato concluiu: “Eu tô. Então você já não pode servir o povo na cadeira de prefeito. Agora, se abrir vaga para motorista de ônibus, eu não estou cadastrado para essa vaga.“

    Apesar das rusgas e do tom crítico, a entrevista foi marcada por muitos momentos de bom humor e elegância por parte dos entrevistadores e do pré-candidato.

  • Câmera corporal mostra tiro de PM que deixou mulher cega em SP

    Câmera corporal mostra tiro de PM que deixou mulher cega em SP

    Vítima estava em estabelecimento da família em dezembro de 2023 quando sofreu o ferimento por um disparo que saiu de arma de policial militar e perdeu visão do olho direito. Segundo SSP, PM atirou acidentalmente. Caso é investigado.

    Uma câmera corporal de policiais militares registrou o momento em que uma mulher foi atingida no rosto por um tiro em 6 de dezembro, na Zona Leste de São Paulo. A vítima sobreviveu, ficou cega de um dos olhos e passou por uma reconstrução de parte da face.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “todas as circunstâncias dos fatos são investigadas minuciosamente pela Polícia Militar e pela Polícia Civil”, mas não explicou se os policiais envolvidos nessa ação foram afastados do trabalho ou não.

    Segundo as imagens, os dois policiais faziam um patrulhamento em Cidade Tiradentes, na Rua Dona Eloá do Valle Quadros, por volta das 20h. O soldado Diogo Britto Teixeira dirigia a viatura ao lado de Leonardo da Conceição Gomes Ferreira.

    A imagem a qual a TV Globo teve acesso é da câmera corporal acoplada na farda do soldado Leonardo.

    De acordo com a polícia, os PMs receberam uma denúncia de tráfico de drogas e foram checar uma área ao lado de uma adega, onde estava um homem parado.

    A imagem não é clara, mas de acordo com a polícia o homem pegou algo que estava preso por uma corda e saiu do local. O soldado Leonardo desceu do carro e foi verificar o objeto que estava pendurado pela corda.

    Com a mesma mão em que segurava a pistola, ele puxou o fio. Naquele momento, a arma disparou e perfurou um toldo, onde Daiane Cristina Santos estava sentada atrás, cuidando do bar da irmã e foi atingida no rosto.

    Na sequência, o policial voltou para a viatura e percebeu que Daiane, a poucos metros dele, estava sangrando. Os moradores da área e a família da vítima se desesperaram com a situação.

    Os PMs decidiram socorrer Daiane, e foram para um hospital da região. No caminho, o policial afirmou que a bala não saiu da arma dele.

    “Ninguém atirou não, mano. não foi, não foi.”

    Ao chegar na unidade de saúde, o soldado Leonardo afirmou novamente que não atirou ao enfermeiro.

    “Veio de cima do prédio. Eles estão achando que foi a gente, mas beleza.”

    A vida de Daiane mudou nos últimos 7 meses. “Perdi minha casa, me separei, estou com meus pais, só ele [pai] está trabalhando, ficou bem difícil. Entrei em depressão profunda, crise de ansiedade, bem difícil.”

    O advogado da vítima, Bruno Cerqueira Gomes, diz que entrou com uma ação contra o estado querendo tratamento médico, um globo ocular com movimento, tratamento estético, psicológico e uma indenização material.

    Além de passar pelo rosto de Daiane, a bala bateu no muro e atingiu a perna de uma mulher que estava em frente a um conjunto habitacional. Ela foi socorrida a outro hospital.

    Desde então, o caso é investigado pela Polícia Militar. O SP1 teve acesso ao documento.

    Um laudo apontou que dois tiros foram disparados. O projétil que atingiu Daiane foi apreendido. Por fim, o documento conclui que o soldado Leonardo Ferreira cometeu falta de procedimento operacional ao tentar pegar o objeto que estava amarrado ao lado da adega, com a mesma mão que segurava a arma, e que, por isso, a arma disparou acidentalmente.

    Durante depoimento, os policiais não deram nenhuma declaração. Ficaram em silêncio.

    “A gente vive de cesta básica e a ajuda do meu pai. Quando eu tinha um olho eu trabalhava, hoje, não. Dependo dos outros”, lamenta Daiane.

     

  • Polícia e Conselho de Enfermagem investigam se donos de clínica em SP, que são enfermeiros, também torturaram paciente até a morte

    Polícia e Conselho de Enfermagem investigam se donos de clínica em SP, que são enfermeiros, também torturaram paciente até a morte

    Cleber Silva e Terezinha Conceição são proprietários da Comunidade Terapêutica Efata, em Cotia, onde Jarmo Santana foi agredido e depois morreu. Funcionário Matheus Pinto foi preso pelo crime. Além dele, pelo menos mais 6 pessoas são investigadas por suspeita de tortura.

    A Polícia Civil e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) investigam se os donos da clínica de reabilitação para dependentes químicos na região metropolitana, onde um paciente foi torturado por um funcionário até a morte, também participaram das agressões.

    O paciente Jarmo Celestino de Santana morreu na segunda-feira (8). Segundo o hospital que o socorreu em Vargem Grande Paulista, o homem apresentava várias lesões pelo corpo e não resistiu aos ferimentos. Ele tinha 55 anos e havia sido internado compulsoriamente pela família na última sexta-feira (5) na Comunidade Terapêutica Efata, em Cotia.

    Matheus de Camargo Pinto, funcionário da clínica, foi preso em flagrante e indiciado pelo crime de tortura com o resultado morte. Ele tem 24 anos e confessou à polícia ter agredido e filmado Jarmo amarrado numa cadeira (veja vídeo abaixo). Nas imagens é possível ver outras quatro pessoas rindo da situação.

    A alegação que Matheus deu foi a de que o paciente estava “transtornado psicologicamente” e em “surto” e precisava ser contido. Nesta semana a Justiça decretou a prisão preventiva de Matheus.

    Em seu interrogatório, Matheus falou que Cleber Fabiano da Silva e Terezinha de Cássia de Souza Lopes da Conceição, que são enfermeiros e donos da Comunidade Efata, o ajudaram a conter Jarmo. E que, além dele, outras quatro pessoas (sendo quatro agentes de remoção de pacientes de uma empresa terceirizada e dois monitores da clínica) também participaram das agressões contra o paciente.

    O inquérito feito pelo 1º Distrito Policial (DP) de Cotia investiga as causas e responsabilidades pelo crime. Ao menos outras seis pessoas são investigadas no total por suposto envolvimento no caso.

    “Um laudo médico preliminar indica que a vítima teve lesões em datas diferentes, o que, segundo conversa com peritos, caracteriza ter ocorrido tortura”, disse a delegada Marcia Ianotti à reportagem. “A investigação aguarda o laudo do IML [Instituto Médico Legal] que irá apontar a causa da morte do paciente”.

    “Também apuramos quem mais participou da tortura. Queremos saber se os donos e outros funcionários participaram”, falou a delegada que investiga se outras pessoas participaram diretamente das agressões contra Jarmo ou se foram omissas por não tentar impedi-las.
    O casal Cleber e Terezinha já negou à polícia e por meio da sua defesa ter participado das sessões de tortura. Em entrevista à TV Globo, o dono da clínica alegou que “não participei da agressão, em momento nenhum.”

    Os donos da clínica já responderam criminalmente por maus-tratos contra quatro adolescentes internados em outra unidade terapêutica gerida por eles, em 2019. A defesa deles negou essa acusação e alegou que seus clientes são inocentes. O caso acabou arquivado pela Justiça porque o crime prescreveu.

    Seis pessoas já foram ouvidas sobre o caso da tortura contra Jarmo na delegacia. Outras oito deverão prestar depoimento a partir desta quinta-feira (11).

    Coren investiga donos enfermeiros

    O Coren-SP vai apurar se Cleber e Terezinha, que são enfermeiros, cometeram alguma infração ética e profissional. Para isso, o Conselho Regional de Enfermagem investiga se os donos da clínica também participaram da tortura contra o paciente que morreu.

    “O Coren-SP abriu sindicância para investigação da eventual participação de profissional de enfermagem no falecimento de paciente na instituição em Cotia. A apuração seguirá sob sigilo processual e, após a averiguação dos fatos, se forem constatados indícios de infração ética, será instaurado um processo ético-profissional”, informa trecho da nota divulgada pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo.

    “Os profissionais eventualmente envolvidos poderão ser notificados para manifestar a sua versão do fato, garantido o direito de defesa. As penalidades previstas na Lei 5.905/73, em caso de confirmação da infração são: advertência, multa, censura, suspensão temporária do exercício profissional ou cassação do exercício profissional pelo Conselho Federal de Enfermagem”, concluiu o Coren em seu comunicado.
    Ainda nesta terça, a Prefeitura de Cotia informou que a clínica de reabilitação era clandestina. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve no endereço, interditou o local e atestou que a clínica particular não tem nenhum tipo de autorização para funcionamento.

    A advogada Terezinha Cordeiro de Azevedo, que defende os interesses dos donos da clínica informou, no entanto, que, segundo os proprietários, o estabelecimento não é clandestino, está regularizado e tem autorização para funcionar.

  • Bola de Neve: Justiça de SP dá 48 horas para líder da igreja acusado de agredir mulher entregar armas

    Bola de Neve: Justiça de SP dá 48 horas para líder da igreja acusado de agredir mulher entregar armas

    Decisão foi publicada na quarta-feira (10). Em junho, esposa do apóstolo conseguiu medida protetiva contra ele depois de relatar supostos casos de lesão corporal, violência psicológica, ameaça, injúria e difamação. Ele nega as acusações.

    A Justiça de São Paulo determinou nesta quarta-feira (10) que Rinaldo Pereira entregue todas as armas que estão em sua posse em até 48 horas. O líder da igreja evangélica Bola de Neve, conhecido como apóstolo Rina, é acusado de diversos tipos de agressão contra a esposa, a pastora e cantora gospel Denise Seixas.

    Na decisão, o desembargador Hugo Maranzano deu prazo para a apreensão das armas do líder religioso a partir da notificação da decisão judicial.

    Em junho deste ano, Denise conseguiu uma medida protetiva contra o marido depois de relatar supostos casos de lesão corporal, violência psicológica, ameaça, injúria e difamação. Rinaldo deve manter distância de Denise e está proibido de manter qualquer tipo de contato com ela.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, Rinaldo Seixas negou “qualquer prática de violência e confia na apuração isenta e técnica de todos os fatos pela Polícia Civil e Ministério Público”.

    Agressões durante todo o relacionamento, diz vítima
    Em depoimento à Polícia Civil, Denise Seixas disse que sofreu diversos tipos de agressão durante todo o relacionamento com o apóstolo, de xingamentos a violência física.

    Em abril de 2023, o filho da pastora divulgou um vídeo em que Rinaldo aparece dizendo que a mulher está “completamento enlouquecida”. Denise conta que, a partir disso, o líder religioso teria ficado enfurecido, e ela passou a sofrer violência psicológica.

    Ela relata que, em um dos episódios violência, tomou um soco no nariz, mas não denunciou em razão de sua influência.

    Ela disse, ainda, que nos últimos meses de relacionamento, foi obrigada a gravar vídeos desmentindo que Rinaldo seria um agressor, a fim de proteger sua imagem e reputação.

    Como o vídeo “não deu certo, uma vez que as pessoas perceberam que ela estava lendo”, ela conta que o pastor arremessou uma cadeira em sua direção, mas não acertou porque ela teria desviado.

    Denise relata que, em um episódio de violência, o pastor disse que a esposa não poderia “ficar longe do leito”, já que ele estaria sem relação sexual havia um mês.

    Em outra suposta ocorrência, Rinaldo pediu para conversar com Denise e disse que aquele seria o “último dia”, ou seja, o prazo que ela teria para voltar a ter relação sexual com o marido.

    Denise ainda diz que, nos últimos dois meses, perdeu o acesso às redes sociais e teme que alguém faça algo contra sua reputação.

    Ela também afirmou que não tem acesso às suas finanças, tendo que recorrer a uma pessoa indicada por Rinaldo sempre que precisa de dinheiro.

     

  • Motorista de aplicativo é preso em Mauá, na Grande SP, após atear fogo em carro e matar namorada

    Motorista de aplicativo é preso em Mauá, na Grande SP, após atear fogo em carro e matar namorada

    Miqueias Bezerra de Almeida era casado e mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima.

    Um motorista de aplicativo foi preso na tarde desta terça-feira (9) em Mauá, na Grande São Paulo, acusado de matar e incendiar uma mulher com quem mantinha um relacionamento extraconjugal.

    Segundo informações da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da cidade, Miqueias Bezerra de Almeida ateou fogo no carro onde estava a namorada Alessandra Christina Dos Santos Aguiar, que morreu no local.

    Miqueias era casado, mas mantinha um relacionamento com a vítima. Ao ser preso, ele afirmou aos policiais que Alessandra ameaçava a integridade das filhas dele e, por isso, resolveu assassiná-la.

    Os dois tinham se encontrado na manhã desta terça (9) atrás de um campo de futebol no bairro Parque São Vicente. No encontro, Miqueias disse que entregou uma rosa para a amante e disse que os dois não poderiam mais se encontrar.

    O assassino afirmou que, diante do suposto escândalo da amante e de novas ameaças contra sua família, ele foi até o carro, pegou o galão de gasolina e ateou fogo no veículo onde Alessandra estava dentro.

    A gasolina tinha sido comprada horas antes do encontro. O criminoso afirmou à GCM de Mauá que foi ao encontro com a moça com o objetivo de tirar a vida dela ou se matar.

    Depois de ter incendiado o carro com a vítima dentro, o motorista de aplicativo fugiu e foi preso na casa onde morava com a família. Ele se declarou culpado pelo crime ao ser interrogado pelos agentes da polícia.

    O motorista de aplicativo foi preso em flagrante por feminicídio. O caso foi registrado no 1° Distrito Policial de Mauá.

  • Polícia persegue e prende suspeitos de cometerem arrastões em SP; um deles foi baleado

    Polícia persegue e prende suspeitos de cometerem arrastões em SP; um deles foi baleado

    Caso ocorreu na manhã de sábado (6), na Zona Sul de São Paulo. Segundo a PM, dois suspeitos foram detidos e um conseguiu fugir.

    Dois suspeitos de cometerem arrastões na cidade de São Paulo foram detidos na manhã deste sábado (6) após uma perseguição policial na Zona Sul da capital. Um deles, um adolescente de 17 anos, estava armado e levou quatro tiros.

    Segundo a Polícia Militar, agentes identificaram duas motos que haviam sido utilizadas em um roubo na última sexta-feira (5) e tentaram fazer uma abordagem. No entanto, os suspeitos fugiram, e os policiais iniciaram a perseguição.

    Em determinado momento, as motocicletas seguiram por caminhos diferentes, fazendo com que as equipes se dividissem.

    Um dos suspeitos foi em direção ao Viaduto Jabaquara, onde caiu da moto e depois bateu em outro veículo, continuando a fuga a pé. De acordo com a PM, ele estava armado e disparou contra os agentes, que revidaram, mas não atingiram ninguém.

    O suspeito foi detido e teve a arma apreendida.

    Na outra moto estavam dois homens, que seguiram pela Avenida Pedro Bueno, em direção à comunidade da Rua Alba. Durante a perseguição, o garupa, que estava armado, chegou a virar para trás e apontar a arma para os policiais.

    Ao chegar na entrada da comunidade, os suspeitos abandonaram a moto numa viela. O piloto conseguiu fugir, mas o garupa foi atingido por quatro disparos da polícia — no tórax, nas pernas e no braço esquerdo. No chão, o rapaz de 17 anos foi detido. Ele estava com celulares e relógios roubados.

    O adolescente foi socorrido consciente e encaminhado para o Hospital Saboya. Seu estado de saúde é desconhecido. O caso foi registrado no 16º Distrito Policial (DP) – Vila Clementino. O g1 solicitou mais informações sobre o caso à Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aguarda retorno.

    Roubo no Ibirapuera

    Segundo a polícia, os detidos são suspeitos de cometer diversos arrastões pela capital paulista. Um dos crimes teria sido um roubo ocorrido na região do Ibirapuera, na sexta-feira (5). Câmeras de segurança registraram a ocorrência

    Nas imagens, três criminosos em duas motos abordam um grupo de mulheres, dois deles armados. As vítimas entregam seus celulares e são obrigadas a passar as senhas dos aparelhos, que são imediatamente desbloqueados.

    Os assaltantes também pegam joias e até bolsa. Um deles arranca um colar do pesço de uma das moças. Depois disso, vão embora.

     

  • STF derruba ‘salário-esposa’ destinado à servidores em cidade do litoral de SP; entenda

    STF derruba ‘salário-esposa’ destinado à servidores em cidade do litoral de SP; entenda

    Benefício mensal era garantido aos servidores homens, que estavam casados ou em união estável há pelo menos cinco anos. As companheiras não podiam exercer atividade remunerada.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou uma lei que pagava ‘salário-esposa’ a servidores municipais de São Vicente, no litoral de São Paulo. O benefício mensal era voltado aos homens casados ou em união estável, há no mínimo cinco anos, com mulheres que não exerciam atividade remunerada.

    O ex-procurador-geral da República Augusto Aras contestou o ‘salário-esposa’ em junho de 2022, quando ainda exercia a função. O ministro do STF Kassio Nunes Marques é o relator do caso, que foi julgado na última semana. O tribunal, por unanimidade, decidiu anular a lei na segunda-feira (1º).

    De acordo com o documento do voto do relator, obtido pelo g1, o ‘salário-esposa’ se baseia apenas no estado civil do servidor. Por este motivo, fere diversos princípios constitucionais, como a igualdade, moralidade e razoabilidade.

    Segundo o ministro, um benefício diferenciado ao servidor municipal só é justificado diante de critérios voltados ao interesse público. Além disso, a bonificação deve estar vinculada ao desempenho funcional do beneficiado.

    “A concessão do chamado ‘salário-esposa’ […] consiste em desequiparação ilegítima em relação aos demais servidores solteiros, viúvos ou divorciados”, afirmou o relator, no documento.
    Sendo assim, o STF derrubou a continuidade do ‘salário-esposa’ em São Vicente, baseado na Constituição Federal de 1988 — mesmo que a lei tenha sido implantada antes, em 1978. Os pagamentos anteriores ao julgamento, entretanto, não precisarão ser ressarcidos à prefeitura.

  • Carros de luxo, armas e dinheiro são apreendidos em operação contra facção criminosa em SP

    Carros de luxo, armas e dinheiro são apreendidos em operação contra facção criminosa em SP

    Ação cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços na Zona Leste e um no Centro. Segundo a SSP, um dos veículos apreendidos é avaliado em mais de R$ 1 milhão.

    A Polícia Civil apreendeu pelo menos sete carros de luxo, um deles avaliado em mais de R$ 1 milhão, além de armas de fogo e dinheiro durante uma operação contra facção criminosa em São Paulo.

    De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em quatro endereços na Zona Leste e um no Centro na última segunda-feira (1º).

    Em um dos locais, os policiais encontraram uma mineradora de bitcoins (usada para registrar transações com moedas digitais), estimulando aplicações financeiras supostamente usada pelos criminosos para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

    Os investigadores ainda suspeitam que a quadrilha esteja usando postos de combustíveis para esconder a origem ilícita de ativos financeiros.

    Ainda conforme a SSP, diversos documentos que podem colaborar com as investigações também foram apreendidos durante a operação.

    Os investigados não foram localizados, mas continuam sendo procurados. As apreensões foram registradas no 10° Distrito Policial, na Penha.

     

  • Motorista é preso em SP suspeito de usar picape roubada para transportar 400 kg de maconha que iram ao Porto de Santos

    Motorista é preso em SP suspeito de usar picape roubada para transportar 400 kg de maconha que iram ao Porto de Santos

    Homem foi detido pela PM nesta terça em São Paulo com droga no veículo. Mercadoria iria para rodoviária da capital e depois iria para o litoral. Ele foi indiciado por tráfico de drogas.

    Um motorista foi preso em flagrante, na noite desta terça-feira (2), pela Polícia Militar (PM) por suspeita de transportar cerca de 400 quilos de maconha dentro de uma picape roubada na Zona Sul de São Paulo. O carregamento seria levado para o Porto de Santos, no litoral paulista, de acordo com a polícia.

    Segundo a PM, o homem foi detido em flagrante com a droga quando passava com o veículo pela Avenida Belmira Marin, no Grajaú. Policiais militares estavam em patrulhamento e decidiram abordar a picape. O motorista ainda tentou fugir a pé, mas foi preso em seguida.

    “Aí que ele começou a entrar em vielas, e aí ligamos a câmera e fomos atrás dele, quando, pela avenida, ele desembarcou do carro dele e entrou em uma viela. Daí com apoio de outras equipes, conseguimos deter o individuo”, falou o soldado William à TV Globo.

    Cerca de 500 tabletes de maconha estavam na caçamba do veículo. Além de roubada, a picape também usava placas clonadas de outro automóvel.

    “Daí foi consultado o veículo, e ele é roubado. E aí dentro do veículo a nossa equipe se deparou com 400 quilos de maconha”, disse o soldado da PM.

    Segundo a Polícia Militar, o motorista tinha passagens criminais anteriores. Ele foi identificado como Paulo Roberto de Souza Rodrigues, de 32 anos. O homem alegou em sua defesa que a droga não era dele, mas admitiu que havia recebido dinheiro para transportar a maconha até o Terminal de ônibus do Jabaquara, na Zona Sul. De lá, a mercadoria iria para a cidade de Santos.

    O caso foi registrado no 101º Distrito Policial (DP), Jardim das Imbuias. O motorista foi indiciado por tráfico de drogas e receptação.

     

  • Mulher trans indígena recebeu proposta para trabalhar em salão de beleza em SP e acabou em esquema de prostituição, diz PF

    Mulher trans indígena recebeu proposta para trabalhar em salão de beleza em SP e acabou em esquema de prostituição, diz PF

    Vítimas eram trazidas das regiões Norte e Nordeste do Brasil e ficavam em alojamentos alugados pela quadrilha.

    A operação da Polícia Federal que resgatou 22 vítimas de exploração sexual de uma rede de aliciamento nesta terça-feira (2), em São Paulo, começou em maio, quando uma mulher trans indígena procurou o Ministério dos Povos Indígenas para denunciar o caso.

    À polícia, a vítima detalhou que recebeu uma proposta para trabalhar em um salão de beleza na capital paulista, e que o contratante pagou a passagem. No entanto, ao chegar a São Paulo, descobriu que estava em um esquema de prostituição e que a dívida da passagem seria paga com trabalho.

    Segundo a Polícia Federal, as mulheres trans eram trazidas das regiões Norte e Nordeste do país e ficavam em alojamentos alugados pela quadrilha.

    “As vítimas que foram identificadas e ouvidas afirmam que elas se prostituem, recebem um valor pelo serviço de prostituição e uma porcentagem desses serviços é voltado ao pagamento. E essas dívidas, em razão de juros, se multiplicam e acaba se tornando um trabalho hercúleo pagar essas dívidas que vão sempre crescendo”, disse o delegado Leonardo Henrique Rodrigues.

    A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços. Eram duas casas, sendo uma na Freguesia do Ó, na Zona Norte, e outra em Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

    A polícia afirma que os imóveis eram usados como moradia por 22 mulheres trans, e que elas se prostituíam na região da Barra Funda, na Zona Oeste.

    A Justiça decretou a prisão preventiva da mulher que comandava o esquema, mas ela não foi encontrada. A investigação investiga suspeita de tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão e organização criminosa.

    Das 22 mulheres encontradas nos dois alojamentos, apenas uma aceitou ir para um serviço de acolhimento social. As outras preferiram permanecer nas casas.