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  • Laudo do IML conclui que paciente torturado morreu por agressões e uso de 11 remédios; polícia indicia donos de clínica por homicídio

    Laudo do IML conclui que paciente torturado morreu por agressões e uso de 11 remédios; polícia indicia donos de clínica por homicídio

    Jarmo Santana faleceu por ‘trauma abdominal’ e uso de ‘fármacos psiquiátricos’, diz perícia. Cleber Silva e Terezinha Conceição foram responsabilizados por morte. Antes, monitor Matheus Pinto havia sido indiciado e preso por tortura. Crimes foram em julho em Cotia.

    Laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu neste mês que o paciente torturado numa clínica de terapia para usuários de drogas em Cotia, na Grande São Paulo, morreu em julho por causa das agressões que sofreu e dos 11 tipos diferentes de remédios que foi obrigado a tomar.

    De acordo com o documento da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, obtido pelo g1, Jarmo Celestino de Santana morreu em decorrência de “trauma abdominal” e do uso de “fármacos psiquiátricos”. Ele sofreu socos e pontapés e ainda tomou um composto com comprimidos chamado de “Danoninho” pelos funcionários. A vítima tinha 55 anos.

    Por causa da conclusão do exame pericial, a Polícia Civil decidiu indiciar também o casal dono da Comunidade Terapêutica Efata pela morte do paciente. Os enfermeiros Cleber Fabiano da Silva e Terezinha de Cássia de Souza Lopes da Conceição foram responsabilizados por “homicídio doloso”. Os dois respondem ao crime em liberdade.

    Vídeo mostra tortura

    Antes do indiciamento do casal, a delegacia que investiga o caso já havia indiciado Matheus de Camargo Pinto, monitor da Efata, pela “tortura seguida de morte” de Jarmo. O funcionário da clínica chegou a filmar e compartilhar um vídeo nas redes sociais que mostra a vítima com os braços para trás, amarrados com corda, e presos a uma cadeira.

    Nas imagens é possível ver outros quatro jovens rindo e zombando do paciente. Matheus ainda enviou uma mensagem de voz para uma pessoa confirmando ter agredido o interno: “Cobri no cacete” (veja vídeo acima).

    Além da confissão, Matheus afirmou no seu interrogatório à polícia que teve a ajuda de outras pessoas para imobilizar Jarmo. Falou que Cleber e Terezinha o ajudaram a conter o interno. A defesa dos dois nega e alega que eles não viram nem participaram da tortura.

    A polícia investiga se mais pessoas participaram do crime. Matheus disse que outras seis pessoas (sendo quatro agentes de remoção de pacientes de uma empresa terceirizada e dois monitores da clínica) participaram diretamente das agressões contra o paciente. Segundo ele, o grupo ainda deu remédios para o interno ficar calmo.

    O monitor responde ao crime preso preventivamente por decisão da Justiça. Ele também é réu no processo que apura as responsabilidades pela morte de Jarmo. O julgamento do caso ainda não foi marcado.

    O g1 não conseguiu localizar a defesa de Matheus para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem.

    Em outros vídeos gravados por Matheus, ele aparece rezando no local com mais internos antes do crime (veja acima também). Jarmo não aparece nas imagens.

    Donos de clínica

    Cleber e Terezinha ainda não foram denunciados pelo Ministério Público (MP). O 1º Distrito Policial (DP) de Cotia pretende concluir antes o inquérito sobre o caso. Até lá, decidirá se pedirá à Justiça a prisão do casal dono da clínica.

    “Eles [Cleber e Terezinha] são responsáveis por ministrar os remédios que contribuíram para a morte de Jarmo e também são coautores das lesões no paciente por não impedirem o funcionário deles de agredir o paciente”, afirmou a delegada Marcia Ianotti, titular do 1º DP. “Quando terminar o inquérito, verei se cabe prisão para mais alguém.”

    “Fiquei surpresa, pois eles nem imaginavam que deram emprego a um homicida. Mas respeito a posição da delegada”, disse ao g1 a advogada Terezinha Cordeiro de Azevedo, que defende Cleber e Terezinha Conceição. “Futuramente será devidamente comprovada a inocência do casal”, afirmou.

    Se o MP e a Justiça concordarem com a posição da polícia, os donos da clínica podem ser levados a júri popular por homicídio.

    Internação de paciente

    Jarmo havia sido internado na clínica em 5 de julho, quando foi levado à força para a Efata por funcionários a pedido da família dele. A morte do paciente acabou confirmada em 8 de julho, quando deu entrada ferido num hospital em Vargem Grande Paulista, outro município da região metropolitana.

    Quem o levou ao hospital foram outros monitores da Efata. Jarmo apresentava diversas lesões de agressões pelo corpo e não resistiu aos ferimentos, segundo os médicos.

    Matheus trabalhava como monitor da clínica havia duas semanas. Quando foi interrogado pelos policiais, confessou que bateu em Jarmo para contê-lo porque o paciente estava “transtornado psicologicamente” e em “surto”.

    Conselho de Enfermagem

    O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) também investiga se Cleber e Terezinha, que são enfermeiros, cometeram alguma infração ética e profissional em relação à clínica e ao próprio paciente morto.

    As punições previstas, em caso de confirmação da infração são: advertência, multa, censura, suspensão temporária do exercício profissional ou cassação do exercício profissional pelo Conselho Federal de Enfermagem.

    Segundo a Prefeitura de Cotia, a clínica de terapia era clandestina. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve no endereço, interditou o local e atestou que a clínica particular não tem nenhum tipo de autorização para funcionamento. Os donos alegam o contrário: de que estariam regularizados para funcionar.

     

  • PRTB de São Paulo Confirma Força Total na Candidatura de Pablo Marçal

    PRTB de São Paulo Confirma Força Total na Candidatura de Pablo Marçal

    Convenção partidária que oficializará a candidatura acontece no próximo domingo, 4 de agosto, na Max Arena.

    Membros das executivas estadual e municipal do PRTB de São Paulo se reuniram na segunda-feira, 29, na capital, para ajustar os últimos detalhes da convenção partidária que confirmará Pablo Marçal como candidato à prefeitura de São Paulo. A significativa adesão da população paulistana à candidatura de Marçal mobilizou a cúpula do PRTB. A convenção municipal do partido acontece no próximo domingo, 4 de agosto.

     

    O encontro partidário teve a presença de integrantes das executivas nacional, estadual e municipal do partido, além do Presidente de Honra Nacional, Pablo Marçal, e do Presidente Nacional, Leonardo Avalanche. Também marcaram presença os filhos do fundador do PRTB – Levy Fidelix-, Levy Fidelix Filho e Lívia Fidelix. 



     

    O apoio da família Fidelix à candidatura de Marçal reforça a candidatura e sinaliza a efetivação de um projeto de crescimento do partido a partir da candidatura majoritária na maior cidade da América Latina. Levy Fidelix Filho reforçou que o legado de seu pai segue firme, e que o atual presidente nacional do partido, Leonardo Avalanche, atua em total sintonia com as pautas e valores defendidos pelo PRTB. 

     

    A união em torno da candidatura de Marçal reforça o compromisso do partido em buscar protagonismo, oferecendo ao povo brasileiro e, em especial, aos paulistanos, novos nomes que conduzam uma política honesta, transparente e que represente os ideais e princípios da população. “A população está cansada das mesmas práticas políticas e vê em Pablo Marçal um líder capaz de trazer mudanças reais para a cidade”, completou Fidelix Filho.

     

    Pablo Marçal está confiante com o apoio popular e com o entorno da campanha: “Não existe racha lá dentro (PRTB). O que existe é gente de fora dando pitaco. Aqui estamos todos unidos e focados em promover uma verdadeira transformação em São Paulo, com o apoio de milhões de pessoas”, afirmou Marçal.

     

    Serviço 

    O que: Convenção municipal do PRTB São Paulo

    Quando: domingo, 4 de agosto

    Onde: Max Arena

    Horário: 10h

  • MP denuncia funcionário de clínica à Justiça por tortura e morte de paciente na Grande SP

    MP denuncia funcionário de clínica à Justiça por tortura e morte de paciente na Grande SP

    Matheus Pinto é acusado de torturar e matar Jarmo Santana, no começo de julho. Monitor trabalhava Comunidade Terapêutica Efata, em Cotia. Justiça pode tornar funcionário réu.

    O Ministério Público (MP) denunciou nesta semana o funcionário da clínica de terapia para usuários de drogas em Cotia, na Grande São Paulo, acusado de torturar um paciente até a morte no início do mês.

    Caso a Justiça aceite a denúncia, Matheus de Camargo Pinto se tornará réu no processo pela tortura e morte de Jarmo Celestino de Santana.

    Matheus responde ao crime preso preventivamente. Ele tem 24 anos e era monitor da Comunidade Terapêutica Efata, em Cotia, havia duas semanas.

    Jarmo tinha 55 anos e era paciente da clínica. Ele estava internado à força por decisão da família, desde 5 de julho. A morte dele foi confirmada no dia 8 de julho, quando acabou levado ferido, por funcionários da Efata, a um hospital em Vargem Grande Paulista, outro município da região metropolitana.

    A vítima apresentava diversas lesões de agressões pelo corpo, não resistiu aos ferimentos e faleceu, segundo os médicos. O Instituto Médico Legal (IML) ainda não conseguiu apontar a causa da morte de Jarmo. O laudo necroscópico inicial foi inconclusivo. Os peritos médicos ainda aguardam resultados de exames toxicológicos para ajudar a saber exatamente o que o matou.

    Mesmo assim, a Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que Jarmo morreu em razão das agressões que sofreu ao ser torturado por Matheus.

    Matheus confessou aos policiais que bateu no paciente para contê-lo porque ele estava “transtornado psicologicamente” e em “surto”. O funcionário foi indiciado pela Polícia Civil por “tortura seguida de morte”.

    Funcionário disse que teve ajuda

    Além da confissão, Matheus afirmou no seu interrogatório à polícia que teve a ajuda de outras pessoas para imobilizar Jarmo. Falou que o casal Cleber Fabiano da Silva e Terezinha de Cássia de Souza Lopes da Conceição, que são enfermeiros e donos da Comunidade Efata, o ajudaram a conter o interno. A defesa dos dois nega e alega que eles não viram e nem participaram da tortura.

    Matheus também disse à investigação que outras quatro pessoas (sendo quatro agentes de remoção de pacientes de uma empresa terceirizada e dois monitores da clínica) participaram diretamente das agressões contra o paciente. Segundo ele, o grupo ainda deu remédios para o interno ficar calmo.

    Apesar disso, o relatório final da polícia e a denúncia do MP só apontaram Matheus como o único autor da tortura que matou Jarmo.

    Acusado gravou tortura e reza

    Matheus gravou o momento em que Jarmo aparece amarrado com as mãos para trás, preso a uma cadeira (assista mais acima). Nas imagens é possível ver outros quatro jovens rindo e zombando do paciente. Matheus ainda enviou uma mensagem de voz para uma pessoa confirmando ter agredido o interno: “Cobri no cacete”.

    Em outros vídeos gravados por Matheus, ele aparece rezando no local com mais internos antes do crime (veja acima também). Jarmo não aparece nas imagens.

    Conselho de Enfermagem

    O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) também investiga se Cleber e Terezinha, que são enfermeiros, cometeram alguma infração ética e profissional em relação à clínica e ao próprio paciente morto.

    As penalidades previstas, em caso de confirmação da infração são: advertência, multa, censura, suspensão temporária do exercício profissional ou cassação do exercício profissional pelo Conselho Federal de Enfermagem.

    Segundo a Prefeitura de Cotia, a clínica de terapia era clandestina. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve no endereço, interditou o local e atestou que a clínica particular não tem nenhum tipo de autorização para funcionamento. Os donos alegam o contrário: de que estariam regularizados para funcionar.

  • Motorista de Porsche atropela e mata motociclista em SP após discussão de trânsito

    Motorista de Porsche atropela e mata motociclista em SP após discussão de trânsito

    Segundo testemunhas, condutor do veículo de luxo teria discutido com motociclista por conta de um retrovisor atingido antes do acidente. Pedro Kaique Figueiredo, de 21 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

    Um motorista de carro de luxo atropelou e matou um motociclista na madrugada desta segunda-feira (29) na Avenida Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.

    Um vídeo feito por câmeras de segurança registrou o momento da batida. (Veja acima)

    Segundo testemunhas e familiares da vítima, o condutor do veículo de luxo teria discutido com o motociclista por conta de um retrovisor atingido antes do acidente.

    Após a briga, ele teria perseguido e atropelado o motociclista, identificado como Pedro Kaique Ventura Figueiredo, de 21 anos.

    A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Depois de atingir o motociclista, o condutor do Porsche amarelo chegou a colidir contra um poste.

    Não há informações sobre o estado de saúde do condutor do Porsche, que foi identificado como Igor Ferreira Sauceda. Ele deverá prestar depoimento nesta manhã.

    Por causa do acidente, a Avenida Interlagos ficou totalmente interditada durante as primeiras horas da manhã para a perícia.

     

  • Motorista é preso com ‘carro do golpe’; veículo equipado disparava falsos anúncios bancários para roubar dados de vítimas em SP

    Motorista é preso com ‘carro do golpe’; veículo equipado disparava falsos anúncios bancários para roubar dados de vítimas em SP

    Segundo a PM, Everton Oliveira confessou que recebia R$ 1 mil por semana dos criminosos para dirigir pelas ruas da capital paulista. Carro usava antena e computador para disparar mensagens para celulares de motoristas e passageiros, diz Polícia Civil.

    Um homem foi preso na Zona Sul de São Paulo com o “carro do golpe”, veículo equipado com computador e antena que enviavam mensagens SMS com falsos anúncios de bancos para celulares de motoristas e passageiros parados em congestionamentos em bairros nobres da capital paulista.

    Algumas dessas pessoas clicavam nos links, preenchiam dados pessoais e bancários e depois viam o dinheiro de suas contas sumirem.

    Os bandidos usavam as senhas repassadas pelas vítimas para acessarem investimentos financeiros. Eles eram transferidos para contas de ‘laranjas’.

    Segundo a polícia, Everton Nascimento de Oliveira, de 22 anos, confessou que recebia R$ 1 mil por semana dos criminosos somente para dirigir o veículo.

    Everton foi indiciado por associação criminosa, invasão de dispositivo informático, uso clandestino de sistema de telecomunicação e corrupção de menor de 18 anos. Como não tinha carteira de motorista, ele também vai responder por dirigir veículo sem habilitação.

    Mapa do crime
    O trajeto era quase sempre o mesmo, bairros nobres em diversas regiões da cidade, como Jardins (no Centro), Itaim Bibi (na Zona Sul), Pinheiros (Zona Oeste), Tatuapé (e Zona Leste).

    Os bandidos alugaram um Jeep Renegade branco para que Everton circulasse em vias congestionadas.

    O motorista deveria se aproximar a cerca de 5 metros de outros veículos parados. Dessa maneira, a antena no porta-malas conseguia rastrear celulares próximos.

    A partir daí, computador que ficava no banco de trás era acionado e disparava mensagens em massa para os telefones.

    Por SMS, as vítimas recebiam textos imitando bancos nacionais conhecidos, informando que os clientes precisavam acessar um link para resgatar um dinheiro.

    Quem clicava, caia em outra página onde o falso banco pedia que a pessoa respondesse a algumas perguntas e digitasse a senha para confirmar a informação.

    Nesse instante, o golpe era concretizado e minutos depois todo o dinheiro da vítima era retirado da sua conta. O 42º Distrito Policial (DP), Parque São Lucas, que investiga o caso, tenta localizar todas as vítimas para que elas prestem queixa na delegacia. A investigação trabalha com a possibilidade de que ao menos 100 pessoas tenham sido lesadas em um mês.

    “O motorista é uma mão de obra da quadrilha. Ele recebia R$ 1 mil por semana para dirigir o veículo. O notebook ficava instalado no banco traseiro. No porta-malas ficava bateria, antena e outra parte do equipamento”, falou o delegado Alexandre Bento, do 42º DP.

    A polícia também tenta identificar quem sãos os outros membros da quadrilha. “Sabemos que a namorada do preso, uma adolescente, ajudava a movimentar o dinheiro das vítimas. Estamos tentando localizá-la. Além de buscarmos pistas para saber quem são os outros membros do bando”.

    A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Everton para comentar o assunto.

     

  • Câmera corporal de PM mostra que motorista que invadiu contramão e causou morte em Guarulhos admitiu ter bebido horas antes

    Câmera corporal de PM mostra que motorista que invadiu contramão e causou morte em Guarulhos admitiu ter bebido horas antes

    Felipe Malheiros e Gustavo Cardoso estava no carro que entrou na contramão e bateu no veículo de Ednaldo Mendes, que morreu após o acidente. Em depoimento no hospital, Felipe admitiu que tinha bebido, mas, ainda assim, não foi feito teste do bafômetro.

    Imagens das câmeras corporais dos agentes que atenderam a ocorrência da batida que provocou a morte de um motorista de aplicativo de 41 anos em Guarulhos, na Grande São Paulo, mostram que mesmo com Felipe Malheiro afirmando que havia bebido no dia, não foi pedido o teste do bafômetro.

    Felipe e Gustavo Cardoso estavam no carro que bateu de frente contra o automóvel de Ednaldo de Souza Mendes. Eles foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio doloso com dolo eventual. No entendimento do 1º Distrito Policial (DP) de Guarulhos, eles assumiram o risco de matar a vítima. Os dois respondem ao crime em liberdade.

    Pela filmagem, os policiais conversam com Felipe Malheiro no hospital em que os amigos foram atendidos após o acidente.

    Durante o interrogatório, Felipe afirmou que bebeu.

    Policial: Você fez uso de bebida alcoólica?
    Felipe: Só meio-dia. Meio-dia do dia passado.
    A batida ocorreu na madrugada de sábado (13) para domingo (14). No mesmo dia, Gustavo e Felipe consumiram mais de R$ 1 mil em bebidas, como apontam comandas do bar em que estiveram antes do acidente.

    Policial: Do dia passado?
    Felipe: Isso!
    Policial: Você faz uso de algum entorpecente?
    Felipe: Nada, nada!
    O agente também perguntou como Felipe estava.

    Policial: Tá, beleza! Como é que tá a sua situação aí?
    Felipe: Tá de boa! Falar para você, machucou os cílios, a perna está doendo um pouco, o braço também. De resto, tudo normal.

    O agente também orientou que Felipe acionasse o guincho para retirar o carro.

    Policial: Só pede para alguém já ir lá ver a questão de guincho, tirar o carro de lá, beleza? O carro já era.
    Felipe: Petezão?
    Policial: Petezão! Tem seguro? Pode acionar o seguro pra tirar ele de lá. Acho que daqui a pouco já vai liberar lá já pra tirar. Beleza? Melhoras.

    Câmeras de segurança mostram o momento da batida que ocorreu na Avenida Doutor Timóteo Penteado
    É possível ver quando o carro em que os jovens estavam ultrapassa outro veículo, entra na contramão, e depois bate de frente com o automóvel de Ednaldo, que vinha no sentido correto da via.

    Jovem mentiu
    Felipe estava no banco do carona. Ele é filho do dono do veículo e havia emprestado o automóvel para Gustavo. Mas quando foi à delegacia, Felipe chegou a dizer que era ele quem dirigia o carro. Depois admitiu aos policiais que havia mentido para a seguradora dar outro veículo ao pai dele.

    Por esse motivo, Felipe responde também pelos crimes de fraude processual e por ter emprestado o carro para uma pessoa não habilitada.

    A Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência do acidente, não fez o teste do bafômetro nos rapazes para saber se eles haviam bebido. A alegação dos policiais militares foi a de que os amigos estavam feridos e precisavam de atendimento médico urgente. Por isso foram levados a um hospital para atendimento. Mas não fizeram o exame neles depois.

    Uma garrafa de uísque foi encontrada no banco do carro onde Gustavo e Felipe estavam. Segundo uma testemunha, os dois beberam a garrafa inteira antes de entrarem no bar.

     

  • Idoso é agredido com empurrões e soco no rosto por homem na Vila Mariana, Zona Sul de SP

    Idoso é agredido com empurrões e soco no rosto por homem na Vila Mariana, Zona Sul de SP

    Suspeito de agressão foi liberado após prestar depoimento na delegacia, no BO, ele disse que revidou agressões sofridas. A vítima tem 85 anos, foi socorrida e não corre risco de morte.

    Um idoso de 85 anos foi agredido, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (17). O suspeito é um homem de 35 anos e, segundo o boletim de ocorrência, o agressor foi identificado por policiais como sendo Hans River do Rio Nascimento.

    A vítima foi socorrida ao Hospital Saboya, no Jabaquara, também na Zona Sul, e teve alta no mesmo dia da agressão. Durante os ataques, o idoso foi empurrado, levou uma rasteira, caiu e bateu a cabeça no chão. Segundo fontes ouvidas, a vítima tem deficiência auditiva.

    De acordo com o BO, Hans disse à polícia que passava pelo estande de vendas quando o idoso ficou olhando para ele e avaliou que com um “tom discriminatório”. Segundo a declaração, não houve nenhuma fala racista, mas Hans decidiu confrontar o idoso, que teria o xingado e, depois, lhe dado um soco. Por isso, disse, revidou as agressões sofridas.

    A Polícia Civil de São Paulo informou que o caso é investigado como lesão corporal pelo 27º DP (Campo Belo). O suspeito compareceu à delegacia, prestou depoimento e foi liberado.

    Hans River ficou conhecido após ofender a jornalista Patrícia Campos Mello, da “Folha de S.Paulo”, durante a CPI das Fake News em 2020.

    Agressão

    O idoso, que é corretor imobiliário, foi agredido em frente ao seu local de trabalho. Nas imagens é possível ver Hans passando ao lado dele na calçada da Rua Domingos de Moraes. Segundos depois, ele volta e começa a falar com o idoso. O vídeo não tem áudio disponível, mas, durante a conversa, o homem empurra o idoso, que cai.

    A vítima se levanta e vai até o agressor. Nesse momento, o vídeo mostra que o idoso dá um soco em Hans River. Então, o homem dá uma rasteira no corretor, que cai e bate a cabeça na calçada. O vídeo termina com alguns pedestres em volta do idoso após terem presenciado as cenas de agressão, e Hans fugindo.

     

  • polícia de SP reproduz em 3D acidente com Porsche que matou motorista de aplicativo

    polícia de SP reproduz em 3D acidente com Porsche que matou motorista de aplicativo

    Laudo com animação do IC usou scanner laser tridimensional para mapear avenida onde carro de luxo de Fernando Sastre Filho bateu a 136 km/h na traseira do Renault de Ornaldo da Silva Viana, que morreu. Mais vídeos mostram depoimentos de testemunhas do caso.

    A Polícia Técnico-Científica de São Paulo reproduziu em 3D o acidente com o Porsche que matou um motorista de aplicativo e deixou um estudante ferido no último dia 31 de março na Zona Leste de São Paulo (veja vídeo acima).

    A animação tridimensional foi feita pelo Instituto de Criminalística (IC), que usou um scanner laser 3D para mapear a Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, onde o Porsche dirigido pelo empresário Fernando Sastre de Andrade Filho bateu na traseira do Renault conduzido por Ornaldo da Silva Viana, que morreu.

    Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo de Fernando e que estava no banco do carona do Porsche, ficou gravemente ferido na batida.

    O laudo 3D com a reconstituição do acidente mostra por vários ângulos como o carro de luxo bateu no outro automóvel a 136 km/h. Essa velocidade foi detectada pelo módulo do Porsche, uma espécie de “caixa-preta” do veículo. O limite permitido para a via é de 50 km/h. Fernando não se feriu.

    Para elaborar o laudo, peritos analisaram os vídeos de câmeras de segurança que gravaram o momento que o Porsche passa pela via e depois bateu no Renault. Além de reproduzirem o acidente, os especialistas conseguiram projetar como ele ocorreu visto por cima e de frente (posições até então desconhecidas).

    O documento foi anexado ao processo na Justiça que apura as causas e responsabilidades pelo acidente. Ele esclarece como foi a batida e mostra a partir de outros pontos de vista a violência do impacto do carro de luxo do empresário no veículo da vítima.

    Nesta quinta-feira (18), o juiz Roberto Zanichelli Cintra retirou o sigilo do caso a pedido do Ministério Público (MP). Desse modo, o processo se tornou público. O magistrado atua na 1ª Vara do Júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital.

    “O Ministério Público acredita que a transparência e publicidade do processo é uma garantia constitucional e que a sociedade tem direito de saber a verdade e a seriedade que o caso está sendo tratado, até para coibir práticas semelhantes por outros condutores. Nesse sentido, o pedido do Ministério Público pelo magistrado demonstra sua imparcialidade e comprometimento com a lei e a Justiça”, afirmou a promotora Monique Ratton em nota.

    O g1 não conseguiu localizar a defesa de Fernando para comentar o assunto. O motorista do Porsche é réu no processo e está preso desde 6 de maio acusado de homicídio por dolo eventual. O empresário também responde por lesão corporal gravíssima.

    Segundo Monique, Fernando assumiu o risco de matar Ornaldo ao dirigir em velocidade acima do limite para a avenida. A Promotoria também acusa o motorista do Porsche de ter dirigido sob efeito de bebida alcoólica, a partir de depoimentos dados por testemunhas. O motorista do Porsche, por sua vez, negou na delegacia ter bebido.

    Vídeos mostram testemunhas

    Entre as testemunhas que reafirmaram que Fernando ingeriu bebida alcoólica num restaurante estão Marcus e sua namorada, Juliana de Toledo Simões. Os dois foram ouvidos em 28 de junho pela Justiça na audiência de instrução do caso. Essa etapa do processo serve para decidir se o réu deve ir a júri popular.

    Os casais Marcus e Juliana e Fernando e Giovanna Pinheiro Silva tinham combinado de sair para beber antes do acidente. Giovana também depôs, mas negou que o empresário tenha bebido.

    Juiz Roberto Cintra – O quê você fizeram nesse local?
    Marcus Rocha – A gente comeu e bebeu.
    Juiz – Beberam o quê?
    Marcus – Drinks.
    Juiz- Bebida alcoólica?
    Marcus – Sim!
    Juiz – Mais de um drink?
    Marcus – Mais de um.

    Juliana também falou ao magistrado que todos os quatro amigos tinham consumido “bebida alcoólica”. Giovanna, no entanto, falou que só Fernando “não” bebeu.

    Réu será interrogado

    Em entrevista ao Fantástico, antes de ser preso, e em depoimento no 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé, Fernando disse que não correu com o Porsche, mas não soube informar qual era a velocidade que estava. Outras testemunhas ouvidas pela investigação falaram que o Porsche corria bastante.

    O empresário está preso preventivamente na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista. O réu será interrogado às 16h de 2 de agosto pela Justiça. A audiência será feita por videoconferência, diretamente da prisão, a pedido de sua defesa.

    O empresário acompanhou por um monitor de TV direto de Tremembé a primeira audiência do caso.

    Foram ouvidas 17 das 25 testemunhas previstas, sendo dez de acusação e sete de defesa.

    Os vídeos que mostram o Porsche passando pela avenida e batendo no Sandero, além das imagens das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam a ocorrência do acidente e liberaram Fernando Filho sem fazer o teste do bafômetro foram analisadas pela polícia.

    Outro vídeo, que mostra o empresário dentro do Porsche dizendo “vamos jogar sinuca” com voz pastosa momentos antes da batida, também foi analisado pela investigação. E, segundo a acusação feita pelo Ministério Público, as cenas mostram que o empresário estava em alta velocidade e bebeu.

    A Justiça de São Paulo mandou a Polícia Civil abrir um novo inquérito sobre o caso do Porsche. Desta vez, para investigar se parentes do motorista do carro de luxo cometeram crime de fraude processual. Testemunhas contaram que viram familiares de Fernando Filho retirando bebidas alcoólicas do veículo logo após o acidente e antes da chegada da perícia.

     

  • Peeling de fenol: Laudo do IML conclui que paciente morreu de ‘edema pulmonar agudo’ ao inalar produto durante procedimento em clínica de SP

    Peeling de fenol: Laudo do IML conclui que paciente morreu de ‘edema pulmonar agudo’ ao inalar produto durante procedimento em clínica de SP

    empresário Henrique Chagas morreu devido a um ‘parada cardiorrespiratória’ em decorrência de edema pulmonar agudo’ ao inalar fenol durante peeling em junho. Natalia Becker, dona da clínica, foi indiciada por homicídio.

    O laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica concluiu que o empresário Henrique Chagas morreu devido a um parada cardiorrespiratória em decorrência de “edema pulmonar agudo” ao inalar fenol durante peeling numa clínica em São Paulo. A morte do paciente ocorreu no mês passado e o exame ficou pronto nesta semana. 

    A perícia encontrou vestígios do produto químico na pele do paciente e conseguiu confirmar o que causou o problema nos pulmões dele:

    “Edema pulmonar agudo desencadeado por ação inalatória local do agente químico fenol”, informa o documento assinado pelo médico que fez o exame necroscópico em Henrique. “Consta a presença da substância química fenol na análise do fragmento de pele e tecido estuados em dose qualitativa”.

    “Consideramos que a inalação do ácido volátil ‘fenol’, usado topicamente na pele da vítima e identificado qualitativamente em exame toxicológico nos fragmentos enviados, provocou loco-regionalmente as alterações descritas macro e microscopicamente descritas em epiglote, laringe, traqueia e pulmões, culminando num edema pulmonar agudo responsável pelo êxito letal”, informa o laudo.

    “As alterações ocasionaram danos na função respiratória, com inibição da hematose, que gerou o escurecimento sanguíneo, a congestão polivisceral e as equimoses (…)”, aponta a perícia no documento. “Deve-se considerar ainda que a escarificação apresentada em face poderia ter contribuído para um aumento da absorção do produto, embora o mesmo não tenha sido detectado na amostra de sangue estudada”.

    Henrique perdeu a vida no dia 3 de junho deste ano logo após fazer o procedimento no Studio Natalia Becker, no Campo Belo, área nobre da Zona Sul da capital paulista. O fenol é um produto químico usado para escamar a pele, fazendo com que ela rejuvenesça depois.

    Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o tratamento é invasivo e pode trazer riscos à saúde, como taquicardia. Por esse motivo, somente médicos dermatologistas podem fazer o procedimento, de acordo com o órgão.

    Quem aplicou o peeling de fenol em Henrique foi a influenciadora digital Natalia Fabiana de Freitas Antonio, que se apresenta como Natalia Becker nas redes sociais. Ela também é a dona da clínica. A mulher foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio por dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Ela responde ao crime em liberdade.

    Procurada pela reportagem para comentar o laudo com a causa da morte de Henrique, a a defesa de Natalia informou que sua equipe técnica analisa o resultado para se posicionar depois sobre os achados do IML.

    “Nossos peritos estão analisando os laudos e a análise é exclusivamente técnica. Estamos totalmente comprometidos e empenhados na apuração da verdade dos fatos, mas pela simples leitura do laudo, não há prova de causa ou responsabilidade relacionada à Natália”, informa nota divulgada pela defesa.

    Em entrevista exibida em junho pelo Fantástico, Natalia havia dito que a morte de Henrique “foi uma fatalidade”. Ela é influencer, tinha mais de 230 mil seguidores no Instagram, onde se apresentava como esteticista. Sua conta foi desativada após a repercussão do caso.

    O Studio Natalia Becker foi fechado pela prefeitura de São Paulo após a morte do paciente por suspeita de irregularidades.

    Segundo a Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos (Anesco), Natalia não tem registro para atuar na área. Em seu depoimento à polícia, ela disse ter feito um curso online em 2023 pelo período de seis horas para saber como aplicar o peeling de fenol. As aulas foram dadas pela farmacêutica e biomédica Daniele Stuart, que tem uma clínica em Curitiba, no Paraná.

    Como Daniele também não é médica, o delegado de São Paulo pediu para a Polícia Civil do Paraná investigar a mulher por suspeita de exercício ilegal da medicina por vender cursos sobre como fazer peeling de fenol. A investigação será feita pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa) em Curitiba.

    Além de pedir que a polícia paranaense investigue Daniele, a Polícia Civil de São Paulo quer ouvi-la no inquérito que apura a morte de Henrique. Ainda não ficou definido se a farmacêutica dará depoimento na capital paulista ou no Paraná.

    Cerca de dez pessoas já foram ouvidas pelo 27º DP no inquérito que apura o caso do paciente morto após o peeling de fenol.

    Daniele é proprietária da Clínica Neo Stuart. Nas suas redes sociais, ela se apresenta como doutora. Em entrevista coletiva nesta terça em Curitiba, ela e seu advogado, Jeffrey Chiquini, disseram que Natalia concluiu o curso cinco dias após a morte de Henrique.

    E, apesar de confirmar que Natalia comprou o curso online sobre peeling de fenol com ela, Daniele comentou que a dona da clínica em São Paulo não estava autorizada a realizar o procedimento.

    Procurada pela reportagem, a defesa de Natalia, feita pela advogada Tatiane Forte, confirmou que sua cliente baixou a conclusão do curso após a morte de Henrique, mas três dias depois. E que fez isso porque não tinha o certificado. Ainda segundo a defesa da investigada, sua cliente fez o curso no ano passado.

    Henrique tinha 27 anos e era dono de um pet shop em Pirassununga, interior de São Paulo, onde foi enterrado.

    Há três anos, namorava o administrador Marcelo Camargo, de 49 anos, que mora em Campinas, também no interior do estado. Foi ele quem acompanhou o empresário ao procedimento na clínica em São Paulo e filmou com o celular o preparo para aplicação do fenol. O vídeo mostra o rosto do paciente cortado e sangrando após uma funcionária usar uma caneta com uma agulha na ponta.

    Henrique pagou R$ 5 mil pelo tratamento. O empresário se queixava de marcas de acne que adquiriu na adolescência.

    Além desses vídeos, o Fantástico teve acesso à filmagem feita pelas câmeras de segurança do Studio Natalia Becker. Nas cenas, é possível ver quando Henrique passa mal.

    Marcelo contou que o namorado era saudável, mas teve uma reação súbita após se queixar das dores que estava sentindo assim que acabou o procedimento. “Ele apertou meu braço, arregalou o olho e… sufocado, disso ele já foi… e dali não tinha mais nada.”

    Segundo os advogados Adrian Piranga e Elaine Colicigno, que defendem os interesses de Marcelo, Henrique morreu por “asfixia” ao inalar o fenol, que é um produto tóxico.

    Natalia Becker é o nome fantasia de Natalia Fabiana de Freitas Antonio. Ela tem 29 anos e diz ainda possuir três clínicas com o nome Studio Natalia Becker: em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Goiânia.

     

  • Justiça de SP torna Nino Abravanel e o irmão réus pelo crime de homicídio; eles vão responder em liberdade

    Justiça de SP torna Nino Abravanel e o irmão réus pelo crime de homicídio; eles vão responder em liberdade

    Segundo a investigação, os irmãos planejaram o assassinato do servente porque ele teria provocado a morte do avô.

    A Justiça de São Paulo revogou o pedido de prisão temporária dos irmãos Deivis Elizeu Costa Silva, conhecido como Nino Abravanel, e Derik Elias Costa Silva pela morte do servente de pedreiro Tarcísio Gomes da Silva, de 32 anos. O crime teria sido motivado por vingança.

    Porém, na decisão acatou o pedido do Ministério Público de São Paulo e tornou os irmãos réus por homicídio qualificado.

    Segundo a juíza, eles poderão responder em liberdade por serem primários. Ela argumentou ainda que as principais testemunhas do caso são policiais. A prisão preventiva foi pedida no início deste mês.

    Em nota, a defesa do influenciador disse ainda que os irmãos irão responder pelas acusações em liberdade.

    “Desde o início, nossa equipe de defesa dedicou-se incansavelmente a demonstrar não apenas a ausência de fundamentos sólidos para uma eventual acusação, mas também a flagrante desproporcionalidade de qualquer medida restritiva ao direito fundamental à liberdade de Nino e Deric”.

    Câmeras de segurança registraram o momento em que o irmão do influenciador disparou 11 vezes contra a vítima. (veja vídeo acima)

    O caso ocorreu no dia 19 de maio, na Estrada do M’Boi Mirim”. Segundo a polícia, eles cometeram o homicídio após Tarcísio agredir o avô dos irmãos, que morreu no dia seguinte à violência. Nino teria ficado responsável por dirigir o carro de fuga.

    11 disparos

    Derik fez o primeiro disparo pelas costas da vítima, que caiu no chão. Em seguida, ele efetua cerca de 10 disparos contra o homem.

    Antes de cometer o crime, imagens de câmeras de segurança registraram os irmãos em um restaurante no Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo

    Uma câmera de segurança registrou o veículo onde os irmãos estavam estacionando na rua às 21h50 de 19 de maio.
    Derik teria descido do carro para executar o servente de pedreiro, enquanto Nino, vestido com uma blusa azul, assumiu a direção do carro na fuga.

    Colaboração de seguidores
    As autoridades também investigam se houve a colaboração de seguidores do influencer, que teriam enviado informações que ajudaram Nino e Derik a localizar Tarcísio.

    A polícia pretende intimar essas pessoas para prestar esclarecimentos.

    Defesa dos suspeitos nega envolvimento
    A defesa dos irmãos afirmou que as suspeitas são infundadas e baseadas em suposições, sem evidências concretas que comprovem a participação deles no crime. Eles também consideram o pedido de prisão temporária injusta e desproporcional.

    Quem é Nino Abravanel

    Deivis Elizeu Costa Silva, conhecido como Nino Abravanel, tem mais de 4 milhões de seguidores no Instagram, onde publica fotos e vídeos com carros e motos de luxo. Ele ganhou fama compartilhando histórias do seu dia a dia nas redes sociais. Ele é amigo de nomes do rap e funk nacional, como o Mc Ryan e o Oruam – que, inclusive, usou as redes sociais para pedir liberdade para Nino.