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  • Alesp aprova por unanimidade projeto de Tarcísio para reajuste salarial dos policiais

    Alesp aprova por unanimidade projeto de Tarcísio para reajuste salarial dos policiais

    O projeto prevê aumentos para as polícias que variam de 13% a 34%, a depender do cargo. Policiais civis criticaram o reajuste menor do que o dado para policiais militares. Os agentes penitenciários, ou policiais penais, ficaram de fora do reajuste.

    A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou na noite desta terça-feira (23) a proposta de reajuste salarial do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para as polícias.

    Todos os 84 deputados presentes votaram a favor e o texto foi aprovado na íntegra, sem alterações. Agora, será sancionado por Tarcísio.

    Na semana passada, depois de uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, o governo recuou e decidiu retirar do projeto de lei a alíquota que definia em 10,5% a contribuição previdenciária dos PMs. De resto, o governo manteve a proposta sobre o reajuste escalonado por classe e cargo, e os deputados concordaram.

    O projeto prevê aumentos para as polícias que variam de 13% a 34%, a depender do cargo. Tarcísio detalhou que as categorias de entrada nas corporações receberiam os maiores acréscimos como forma de manter os novos profissionais nas categorias.

    No entanto, os percentuais ficaram maiores entre as categorias de policiais militares, como soldados e oficiais, em relação aos civis, de investigadores a delegados.

    Como exemplo, os segundo-tenentes da Polícia Militar terão o menor reajuste, de 13,71% em seus salários – que passarão de R$ 7.577,12 para R$ 8.615,94. Já os alunos de praça da PM terão o maior aumento, de 34,24%: salários passam de R$ 3.029,36 para R$ 4.066,54.

    Enquanto delegados da Civil tiveram reajuste de 17,03%, o posto de capitão da PM recebeu 28,79%. Investigadores de primeira classe receberão 17,17%, já soldados também de primeira classe, 22,7%.

    A proposta gerou insatisfações pontuais entre os policiais civis do estado de São Paulo. Eles criticam, principalmente, o fato de terem recebido percentuais menores de reajuste do que os policiais militares.

    O Sindicato dos Delegados de Polícia de SP (Sindpesp) chegou a se articular com deputados. Entre as críticas feitas pelos parlamentares está a discrepância de percentual de aumento para diferentes classes (principalmente da PM) e a diferença também em relação aos reajustes propostos para a Polícia Civil.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP) negou que haja disparidade no projeto de lei que prevê o reajuste salarial e ressaltou que “o reajuste também foi pensado de forma a não aprofundar ainda mais um dos problemas diagnosticados, que é a diferença de salário entre carreiras iniciais das polícias civil e militar”.

    E segue: “Por exemplo, com o reajuste atual um soldado de 2ª Classe vai ganhar R$ 4.852,21, enquanto uma carreira de Agente Policial Civil de 3ª Classe ganhará R$ 5.286,01, ambos de nível médio. Logo, se a mesma porcentagem fosse estabelecida, aumentaria ainda mais o desnivelamento” (leia a íntegra abaixo).

    Para Rafael Alcadipani, professor da FGV e integrante do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, a Polícia Civil saiu prejudicada no projeto apresentado pelo governo Tarcísio.

    “Se pegarmos a inflação desde 2009, quando foi o reajuste anterior [ao dado pelo ex-governador] Doria até o momento, a inflação não é reposta. O próprio governo diz que esta defasagem é de 30%”, sustenta.

    Os agentes penitenciários, ou policiais penais, ficaram de fora do reajuste.

    O Sindicato de Servidores da Fundação Casa enviou uma nota publicada no site oficial mostrando a insatisfação da categoria por não ter sido incluída no projeto de lei.

    “Hoje (23) aconteceu uma votação na Alesp onde a maioria dos deputados estaduais votou contra a inclusão dos servidores da Fundação CASA no Projeto de Lei Complementar 75/2023 que propõe um reajuste salarial para as forças policiais.

    No dia de hoje vimos que a maioria dos deputados estaduais viraram as costas aos trabalhadores socioeducativos.”

  • PM réu pela morte do lutador Leandro Lo é interrogado pela Justiça em SP

    PM réu pela morte do lutador Leandro Lo é interrogado pela Justiça em SP

    ‘Disse todas as circunstâncias que motivaram a ação defensiva dele’, diz advogado do PM Henrique Velozo. Crime foi registrado em 7 de agosto de 2022. Leandro morreu após ser baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio.

    A Justiça ouviu na terça-feira (23) pela primeira vez o policial militar Henrique Velozo, que está preso provisoriamente pela morte do lutador de jiu-jítsu Leandro Lo.

    Na 1ª Vara do Júri de São Paulo foi finalizada a fase de audiências com os depoimentos de testemunhas de acusação, de defesa e o interrogatório do réu.

    “Explicou todos os pontos que lhe diziam respeito, disse todas as circunstâncias que motivaram a ação defensiva dele e tudo ficou muito claro”, disse Claudio Dalledone, advogado de Velozo.

    O réu solicitou ao juiz que fosse retirado o segredo de Justiça do caso porque, segundo o advogado, “a sociedade realmente precisa saber o que aconteceu”. No andamento do processo, os advogados irão se manifestar, e o juiz irá decidir se o PM vai ser julgado pelo Tribunal do Júri.

    O crime foi registrado em 7 de agosto de 2022. Leandro morreu após ser baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio. O PM se entregou à Corregedoria e está detido no presídio militar Romão Gomes.

    O PM voltou a receber salário em março deste ano e ficará preso provisoriamente até o julgamento, ainda sem data marcada.

    Denúncia por homicídio
    O PM Velozo se tornou réu pela morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo no ano passado. Segundo o g1 apurou, o Ministério Público ofereceu em 30 de agosto a denúncia contra o policial por homicídio triplamente qualificado.

    As qualificadoras do homicídio apontadas pelo MP foram: por motivo torpe; com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; e à traição, de emboscada.

    A denúncia foi aceita pela Justiça, que também decretou no dia 2 de setembro a conversão da prisão temporária de 30 dias do policial para preventiva.

    Defesa
    O advogado do policial militar afirmou ao g1 em 15 de agosto que o oficial agiu por “defesa” depois que foi cercado por seis lutadores.

    Já a defesa de Leandro ressaltou, anteriormente, que o lutador teve uma discussão com o policial e, para acalmar a situação, imobilizou o homem. Após se afastar, o agressor sacou uma arma, atirou uma vez na cabeça do lutador e deu dois chutes em Leandro antes de fugir.

  • Vila Reencontro: após 5 meses, famílias elogiam privacidade nas casas, mas se preocupam com prazo para deixar projeto

    Vila Reencontro: após 5 meses, famílias elogiam privacidade nas casas, mas se preocupam com prazo para deixar projeto

    Primeira unidade do programa de habitação temporária da Prefeitura de SP, na Zona Norte, abriga 33 famílias atualmente. Apenas 40 casas modulares foram instaladas no local, que tem capacidade para 270. Segundo secretário, ampliação de vagas deve ocorrer até o final deste ano.

    A inauguração da Vila Reencontro Cruzeiro do Sul, na Zona Norte de São Paulo, completa cinco meses nesta quarta-feira (24). Localizada no Canindé, é parte do projeto da gestão municipal de restabelecer a autonomia de pessoas que se encontram em situação recente de rua, oferecendo assistência social e cursos profissionalizantes.

    O g1 esteve no local para conhecer as histórias de três famílias que se mudaram para lá em momentos diferentes e suas perspectivas em relação ao programa (leia mais abaixo).

    Inicialmente, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) havia estabelecido que as vilas acolheriam famílias com crianças em situação de rua há no máximo dois anos por um prazo de 12 meses, que poderia ser prolongado para até 18 meses.

    Contudo, a orientação atual da pasta modifica esses prazos para três anos em situação de rua e acolhimento na vila por até 24 meses (dois anos).

    Unidade Cruzeiro do Sul
    A primeira unidade da Vila Reencontro fica em um terreno de 31 mil m², no endereço do antigo clube da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC). O local recebeu 40 casas modulares, mas sua capacidade é de até 270 moradias do tipo.

    Segundo o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Carlos Bezerra Júnior, a ampliação da unidade deve ocorrer até o final do ano. O processo teria sido adiado devido a reformas que estavam previstas, mas acabaram se mostrando mais complexas do que o planejado.

    Na visita ao local, o g1 apurou que estão sendo construídas uma sala de atendimento para assistentes sociais, uma sala de técnicos, uma brinquedoteca e um novo refeitório.

    De acordo com a pasta, 33 famílias vivem na unidade atualmente, sendo que outras 18 já passaram por lá e saíram do projeto. Ao g1, os moradores relatam que houve brigas e citam uso de álcool e drogas ilícitas — proibidos pela secretaria.

    Bezerra afirmou ter conhecimento sobre dois ou três casos envolvendo violência doméstica contra mulher, situações em que, após advertências, teria ocorrido o desligamento dos agressores, mas não de suas famílias.

    Questionado sobre os relatos dos moradores, o secretário disse que é realizado um trabalho intenso de conscientização sobre dependência química. “Nosso objetivo é que, durante esse período de 24 meses, todos aqueles que demonstrarem questões ligadas à dependência química possam ter um acompanhamento de perto, mas isso jamais será impositivo”, afirmou.

    Outro incidente mencionado pelos residentes foi em relação à alimentação fornecida por uma empresa contratada. De acordo com os relatos, após um tempo já atuando na unidade, o fornecedor teria passado a entregar refeições com alguns problemas, como a presença de fios de cabelo nos alimentos.

    Segundo a organização da sociedade civil responsável pela administração da unidade, a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI), a contratação do fornecedor foi realizada pela gestão municipal. O g1 procurou a secretaria para comentar o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    No eixo trabalho, previsto no programa Reencontro, nove residentes da Vila Cruzeiro do Sul já conseguiram empregos formais. Os demais ainda estão realizando entrevistas e aguardando o chamamento do POT — Programa Operação Trabalho, da Prefeitura de São Paulo.

    Primeiras famílias
    Antiga moradora de um hotel social, Jaqueline Pereira de Andrade, de 41 anos, se mudou com o esposo e a filha mais nova para a Vila Cruzeiro do Sul em 29 de dezembro do último ano, cinco dias após o evento de inauguração do local.

    “Eu gosto muito daqui, é um passo para futuramente termos o nosso canto”, disse. Ao falar sobre o projeto, ela elogiou o trabalho dos assistentes sociais e a cooperação entre os próprios beneficiários.

    Amante de fotografia, a moradora quer aproveitar o período na Vila Reencontro para retomar os estudos sobre captura de imagens e se tornar uma fotógrafa. “Eu quero dar continuidade ao que parei, dar um futuro bom para os meus filhos, para eles se espelharem em coisas boas, não no que passou, lá atrás não foi bom. É seguir daqui pra frente.”

    Além da pequena Maria, Jaqueline tem outros quatro filhos, que vivem em cidades diferentes, sob cuidados de parentes. Ela pretende reuni-los quando tiver condições financeiras.

    O que a deixa mais ansiosa no momento é a questão de conseguir trabalho. O esposo de Jaqueline é um dos nove residentes da unidade que já estão empregados.

    Aos 32 anos, Rafael Cortês mora em uma casa modular com a esposa e os dois filhos pequenos, o mais novo com apenas dois meses.

    Devido a um problema com o irmão, o rapaz deixou a casa onde vivia e passou oito meses com a família em um Centro de Acolhida Especial (CAE) na região de Santo Amaro, na Zona Sul, até que foi selecionado para integrar a Vila Reencontro em janeiro deste ano. “Ainda estou me acostumando a morar perto do Centro”, brincou.

    O ponto que mais valoriza no projeto é a privacidade que as famílias têm. Porém, há um fator que o incomoda: a ansiedade causada pelo prazo de permanência.

    Segundo Rafael, o medo é de chegar ao final dos dois anos sem ter uma autonomia financeira e precisar ser encaminhado para outros programas de acolhimento.

    “Nosso sonho é ter uma moradia para nossa família, não ficar pingando de galho em galho. Aluguel tá praticamente impossível pagar, aí você paga aluguel, faz compra e pode até conseguir se manter vivo, mas não vai progredir. Isso eu não quero para a minha vida, não quero que minha filha cresça assim”, disse.

    No entanto, segundo os profissionais da assistência social responsáveis pela Vila Cruzeiro do Sul e a própria SMADS, ninguém ficará desamparado quando os 24 meses terminarem. “Nosso foco não está no prazo, está na autonomia”, disse o secretário Carlos Bezerra Jr. Ele afirma que ao final do programa a questão do aluguel social será trabalhada com as famílias, como forma de moradia definitiva.

    Assim como a esposa, Rafael está cadastrado no POT, aguardando chamamento da prefeitura para trabalhar.

    Recém-chegada à vila, Cátia dos Santos Alves, de 31 anos, se mudou para o Canindé no final de abril, com sua filha de 4 anos e sua companheira, Juliana. Ela contou que a família foi bem recebida pelos outros moradores, sem preconceito por serem, até então, o único casal de mulheres na vila.

  • Servidores municipais de SP protestam no Centro por melhores condições de trabalho e valorização salarial

    Servidores municipais de SP protestam no Centro por melhores condições de trabalho e valorização salarial

    Categorias como a educação se reuniram nesta terça (23) para avaliar proposta de reajuste salarial de 5% da prefeitura.

    Servidores públicos municipais protestaram em frente à Prefeitura de São Paulo, no Centro, na tarde desta terça-feira (23).

    Os manifestantes, de todas as carreiras do funcionalismo municipal, como educação e saúde, pedem a revogação do que chamam de confisco de 14% dos aposentados e pensionistas, valorização salarial, melhores condições de trabalho e saúde, o fim das terceirizações e abertura de concursos públicos.

    As categorias representadas vão se reunir para decidir se aceitam ou não uma segunda proposta da prefeitura, de reajuste salarial de 5%.

    Segundo a Polícia Militar, por volta das 16h30, os manifestantes começaram a dispersão.

    Educação
    No dia 16, os servidores públicos protestaram e recusaram a proposta da prefeitura de reajustar o salário via subsídio, que aumentaria o piso em 22,7%, ou seja, de R$ 5.050 para R$ 6,2 mil, mas não haveria aumento de salário mediante tempo de carreira. A prefeitura anteciparia uma porcentagem dos valores que viriam durante os anos de prática da profissão para carreiras que estão nas fases iniciais.

    Com a proposta recusada, a prefeitura havia afirmado que o reajuste no mesmo modelo de pagamento atual, com evolução de salário pelo tempo de carreira, seria de apenas 3%, o que também não foi aceito.

    Nesta segunda-feira (22), a prefeitura ofereceu outra alternativa: um reajuste de 5% para todos os servidores da Educação com pagamento por abono, sem a incorporação nas tabelas salariais. Caso a medida seja aceita, o piso passa de R$ 5.050 para R$ 5.339.

     

  • Policial é apedrejado e agredido com paulada na cabeça após briga com moradores no litoral de SP.

    Policial é apedrejado e agredido com paulada na cabeça após briga com moradores no litoral de SP.

    Caso aconteceu na madrugada desta terça-feira (23), em Bertioga, no litoral de São Paulo.

    Um policial militar ficou ferido após ser agredido com um pedaço de madeira por moradores em uma praça de Bertioga, no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo g1, a confusão começou após o policial solicitar o fechamento de um estabelecimento comercial. O homem foi encaminhado para o pronto-socorro municipal da cidade, com ferimentos na região da cabeça.

    O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira (23), na Rua Engenheiro José Sánches Ferrari, no Jardim Vicente de Carvalho. O g1 obteve as imagens da confusão (veja vídeo acima). Nelas, é possível ver que ao menos 10 pessoas cercaram o policial. Uma delas atira uma pedra nas costas dele, que não reage a ação. Em seguida, duas pessoas se aproximam do grupo e tentam afastar o homem do local.

    Quando o policial estava sendo retirando da praça, um dos moradores espera ele virar de costas e usa um pedaço de madeira para bater na nuca do policial. O agente cai imediatamente no chão e tem a arma dele subtraída. Mesmo machucado, o policial levantou do chão e novamente foi atingido por uma pedra.

    Com a ajuda de uma policial militar, que chegou no local para dar apoio a ocorrência, ele foi levado para o Hospital Municipal de Bertioga. De acordo com a unidade de saúde, a vítima teve ferimentos na nuca, precisou passar por procedimento médico e ficou em observação por 12 horas.

    O que diz a polícia
    Segundo a Polícia Militar, durante patrulhamento por volta das 22h, um policial solicitou o fechamento de um estabelecimento comercial, que estava funcionando após o horário permitido por lei. Porém, algumas pessoas não atenderam a determinação e após alguns desentendimentos, os moradores do bairro partiram para a agressão.

    Um deles com um pedaço de pau agrediu a autoridade que, na sequência, caiu no chão. Em seguida, ele teve a arma dele subtraída por um indivíduo. Uma policial que havia chegado no local para dar apoio conversou com um dos integrantes do grupo e conseguiu resgatar o objeto. Na sequência, ela levou o policial ferido para o hospital.

    Ainda de acordo com o relato da policial, o companheiro agredido apresentou um comportamento agressivo e teria feito gestos obscenos para os agressores. Diante das informações, foi instaurado um inquérito policial militar de ato obsceno e lesão corporal. A Polícia Militar informou que vai avaliar as imagens e prosseguir com as investigações.

     

  • CNJ pune juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio sexual contra mulheres em SP, com aposentadoria compulsória

    CNJ pune juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio sexual contra mulheres em SP, com aposentadoria compulsória

    Defesa diz que decisão ignorou testemunhas favoráveis e que tomará medidas cabíveis. Magistrado foi afastado das funções e continuará recebendo salário de mais de R$ 32 mil. Caso foi revelado em 2022 pelo g1 após vítimas procurarem ‘Me Too’ e ‘Justiceiras’.

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, puniu nesta terça-feira (23) o juiz Marcos Scalercio com aposentadoria compulsória após ele ter sido acusado de assédio sexual e importunação sexual contra ao menos três mulheres em São Paulo.

    Segundo as vítimas, os crimes ocorreram em 2014, 2018 e 2020. Elas são: uma aluna do cursinho Damásio, uma funcionária do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) e uma advogada.

    Os casos foram revelados em agosto de 2022 pelo g1 após as mulheres procurarem a organização que combate o assédio contra mulheres Me Too Brasil e o Projeto Justiceiras.

    O magistrado, que era juiz substituto do TRT-2, sempre negou as acusações por meio de sua defesa. O magistrado estava afastado de suas funções desde setembro do ano passado pelo CNJ. O órgão havia aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) à época para apurar as denúncias feitas pelas mulheres.

    Nesta manhã, Scalercio foi julgado pelo Conselho Nacional de Justiça. A sessão foi transmitida ao vivo pelo site da entidade. Os membros do órgão votaram o relatório final do PAD feito pela juíza Salise Monteiro Sanchotene. Ela sugeriu a aposentadoria compulsória como punição a Scalercio. No entendimento dela há indícios de que os assédios ocorreram.

    “A condução desse processo levou exclusivamente às informações prestadas pelas três vítimas”, disse Salise durante sua fala no CNJ. Ela também informou ter possibilitado a defesa que se manifestasse durante o PAD.

    Por meio de nota, a defesa de Scalercio afirmou que a decisão do CNJ “certamente não se fundou na análise das provas e ignorou as testemunhas favoráveis à defesa” e que “serão tomadas as medidas cabíveis” após a publicação do acórdão.

    Segundo a juiza Salise Monteiro Sanchotene, “é a análise de todo conjunto probatório que produz a convicção do julgador” e “a palavra das vítimas têm relevância”. “Entendo cabível a pena de aposentadoria compulsória”, concluiu.
    Por unanimidade, os 14 conselheiros que votaram decidiram punir Scalercio com aposentadoria compulsória. Uma conselheira não pôde votar por se considerar impedida por já ter julgado questões anteriores do mesmo caso contra o magistrado, mas no TRT-2, em São Paulo.

    “Se esse juiz é tarado a esse ponto, a pena de aposentadoria compulsória é pouca”, disse o conselheiro e advogado Marcello Terto e Silva em seu voto a favor da punição de aposentaria compulsória.

    Salário de mais de R$ 30 mil

    Com essa decisão do CNJ, Scalercio deixará a função de juiz e passará a receber a aposentadoria proporcional, que será calculada pelo tempo de serviço. Para isso, o salário dele será usado como base de cálculo. Segundo o site do TRT-2, um juiz substituto ganha, em média, salário de mais de R$ 32 mil mensais.

    A aposentadoria compulsória é considerada a punição mais grave na magistratura. Outras punições previstas são: disponibilidade (não trabalha e fica afastado, mas é limitado a um período de tempo), remoção para outra unidade, censura ou advertência.

    Segundo a assessoria de imprensa do CNJ, os conselheiros que votaram são representantes do Poder Judiciário (um colegiado da Justiça estadual, federal e tribunais superiores), do Ministério Público (MP), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e membros do Senado e da Câmara. A atual presidente do conselho é a ministra Rosa Weber, integrante do Superior Tribunal Federal (STF).

    “O voto da desembargadora Salise é pioneiro”, disse Rosa, que votou pela aposentadoria compulsória de Scalercio. “O que mais me dói nesse processo, a partir de tudo quanto se viu, as atitudes eram adotadas e se invocava a condição de magistrado: ‘eu posso por que sou juiz’”.

    ‘Que sirva de exemplo’, diz vítima após resultado

    Procurada pelo g1 para comentar a decisão do CNJ, uma das vítimas, a funcionária do TRT-2, falou como se sentiu ao saber da punição de Scalercio.

    “Estava acompanhando. Muito emocionada. O CNJ deu a resposta. Assim como a ministra Rosa disse, não há como sair feliz de uma situação como essa, mas houve uma efetiva apuração e uma resposta do CNJ. Que sirva de exemplo para evitarmos novos casos. Que o Judiciário saiba acolher as vítimas”, disse a funcinária do TRT-2. “Fiquei muito emocionada com o voto da Relatora e de todos os conselheiros. Foram sensíveis.”
    “A sua exclusão da atividade jurisdicional [de Scalercio], pelo CNJ, preserva a magistratura, pois esse tipo de comportamento afeta a imagem da imensa maioria de juízes que atuam de modo correto e ético”, disse à reportagem o advogado José Lúcio Munhoz, que defende os interesses da funcionária do TRT-2.

    “Muito satisfeita. Satisfeita com a resposta que o CNJ deu para toda a sociedade brasileira, pra todas as pessoas que são servidoras públicas. E dizendo de forma nítida que ninguém está acima da lei. É um julgamento paradigmático [no qual] foi aplicado o protocolo com perspectiva de gênero para garantir a subjetividade das vítimas e levem em consideração toda a estrutura de país que a gente tem, que sim é machista e misógino”, disse Luanda Pires, uma das diretoras do Me Too Brasil, ONG que acompanha juridicamente algumas das mulheres que denunciaram o magistrado.

    “Agora ele vai ser aposentado com provento ajustado ao tempo de serviço. Vai ter que esperar 3 anos para conseguir advogar. Mas espero que a OAB declare a falta de idoneidade dele para a advocacia”, falou Luanda.

    O advogado Leandro Raca, que defende Scalercio, negou todas as acusações quando foi fazer a sustentação oral no CNJ. Ele defendeu que se houvesse punição, ela fosse a de advertência ou censura. Mas seu pedido não foi aceito por nenhum dos conselheiros.

    “O magistrado a teria beijado à força. Tal fato não ocorreu”, disse Raca sobre uma das acusações. “O que se pede aqui é aplicação se o caso, aplicação de pena proporcional de advertência ou censura”.
    Denúncias são de 2014, 2018 e 2020

    Nesse PAD que respondia no conselho, Scalercio foi acusado por uma então aluna do cursinho Damásio Educacional (voltado a estudantes de direito, onde ele dava aulas como professor); uma funcionária do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e uma advogada que o conheceu pelas redes sociais.

    A ex-estudante do Damásio contou que foi atacada pelo professor quando o encontrou numa cafeteria em 2014. A funcionária do TRT-2 falou que foi assediada dentro do gabinete do magistrado no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, em 2018. E a advogada disse que o juiz a importunou pelas redes sociais dele na internet, em 2020.

    Todas as três mulheres acima já deram seus depoimentos ao CNJ. Elas foram ouvidas por videoconferência diretamente do TRT-2, que tem sua sede em São Paulo. Contaram por mais de 4 horas que foram abordadas sexualmente por Scalercio sem o consentimento delas.

    Além disso, 15 testemunhas foram indicadas para serem ouvidas, sendo oito arroladas pelo Ministério Público Federal (MPF) e mais sete pela defesa do juiz.

    Em dezembro de 2022, Scalercio foi interrogado presencialmente por mais de 4 horas, também no TRT-2, na capital paulista. Naquela ocasião, o magistrado voltou a negar as acusações de que cometeu crimes sexuais contra as mulheres.

    TRT-2

    O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região abriu em fevereiro de 2023 um outro PAD, este no âmbito do TRT-2 em São Paulo, para investigar o juiz e professor Scalercio por novas denúncias de assédio e importunação sexual contra mulheres.

    Além disso, ele responde a uma Reclamação Disciplinar (RD) no mesmo órgão também por acusações de crimes sexuais contra vítimas do sexo feminino. Até a última atualização desta reportagem, o TRT-2 não havia informado os resultados do PAD e do RD contra Scalercio.

    As apurações são feitas pela Corregedoria do Tribunal. Entre as eventuais punições estão: aposentadoria, advertência e suspensão. Existe a possibilidade ainda que o magistrado seja considerado inocente, e o caso fique arquivado.

    Pelo menos 22 mulheres, entre estudantes de direito e advogadas, decidiram denunciar o magistrado e docente após o g1 revelar, em agosto do ano passado, que outras vítimas o acusavam de violência sexual. Três delas levaram o caso ao Conselho Nacional de Justiça.

    O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no estado de São Paulo (Sintrajud-SP) acompanha o caso. “Esperamos uma apuração rigorosa. O ambiente de trabalho exige condições físicas, psíquicas e mentais para os trabalhadores, sendo inadmissível o assédio sexual denunciado. É preciso garantir condições de trabalho seguras para as trabalhadoras”, disse a advogada Eliana Lúcia Ferreira, do Sintrajud.

    Mais de 90 mulheres acusam juiz

    Os casos envolvendo o juiz e professor foram revelados em agosto de 2022 pelo g1. Mas eles chegaram inicialmente ao Me Too Brasil, movimento ligado ao Projeto Justiceiras. Os órgãos prestam assistência jurídica gratuita a vítimas de violência sexual e haviam levado as denúncias contra Scalercio ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região em São Paulo.

    Em 2021, o TRT-2, decidiu, no entanto, por duas vezes, arquivar as acusações da Reclamação Disciplinar contra o magistrado. A alegação foi a de que não havia provas de que Scalercio assediou ou importunou sexualmente as três mulheres.

    Mas após a repercussão dos casos na imprensa, o Me Too Brasil recebeu mais relatos de mulheres que acusam Scalercio de crimes sexuais. Até setembro, o movimento totalizava 96 denúncias. Seis delas o acusaram de estupro.

    3 mulheres ouvidas pelo CNJ

    Em 2022, o g1 e a TV Globo entrevistaram duas das três mulheres que acusam Scalercio de assédio e importunação sexual no Processo Administrativo Disciplinar aberto contra ele pelo Conselho Nacional de Justiça:

    “Ele ficava falando de me levar livros até a minha faculdade e um dia simplesmente apareceu. Entrei no carro dele e nós fomos numa cafeteria próxima ao local, quando ele tentou me agarrar”, afirmou uma delas, que foi aluna dele no cursinho Damásio em 2014, em entrevista ao g1 e a TV Globo.
    “Ele se levantou, veio perto da minha cadeira, se apoiou na minha cadeira e começou a tentar me beijar, me assustei e fui para trás com a cadeira. Mas ele forçava todo o corpo pesado nos meus braços, até que teve uma hora que ele fez menos força, e eu consegui me desvincular. Ele tentava me beijar e falava que ‘sabia que eu queria’ e, como não tinha câmeras no gabinete, eu podia ficar tranquila”, contou a servidora do TRT, também à reportagem, sobre o que ocorreu em 2018, segundo ela (veja vídeo acima).

    A advogada falou ao Me Too que, em 2020, durante o início da pandemia de Covid, seguia o juiz e professor nas redes sociais dele. Ela disse que Scalercio puxou conversa e depois, sem qualquer motivo aparente, passou a perguntar sobre a vida sexual dela.

    “Começou com conversas relacionadas às dúvidas, sendo solícito como professor, mas já partiu para uma conversa de cunho sexual”, disse a advogada. Como ela não deu bola, foi chamada por Scalercio de “assexuada”.

  • Tarcísio diz que ViaMobilidade deve assumir obras da Linha 17-Ouro do monotrilho após rescisão com atual consórcio

    Tarcísio diz que ViaMobilidade deve assumir obras da Linha 17-Ouro do monotrilho após rescisão com atual consórcio

    Governador de SP afirmou que rescisão com o Consórcio Monotrilho Ouro deve ser publicada no Diário Oficial desta terça-feira (23). Apenas no primeiro ano de concessão, completado em janeiro de 2023, as linhas operadas pela ViaMobilidade acumularam ao menos 132 falhas.

    O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (22) que a rescisão do contrato com o Consórcio Monotrilho Ouro, responsável pelas obras da Linha 17 do monotrilho, deve ser publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (23).

    Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do estado, afirmou que, entre três opções para substituir o atual consórcio, a ViaMobilidade tem a preferência do governo para assumir a missão de concluir a construção das estações.

    Isso porque a empresa já havia sido escolhida para administrar a Linha 17-Ouro após a conclusão das obras. A ViaMobilidade é investigada pelo Ministério Público de São Paulo pela sequência de falhas nas linhas 8 e 9 de trens.

    O governador informou que o Consórcio Monotrilho “não tem mais oxigênio financeiro” e apresentou as três alternativas para resolver o problema:

    Chamar o próximo [terceiro] colocado na licitação;
    Fazer uma nova licitação;
    “Aproveitar o fato de que, quando foi feita a concessão da Linha 5, foi feita a concessão da linha 17 junto. É uma linha que já tem concessionaria [ViaMobilidade]”.
    Apenas no primeiro ano de concessão, completado em janeiro, as linhas operadas pela ViaMobilidade acumularam ao menos 132 falhas — número recorde nos últimos 10 anos, quando a TV Globo iniciou seu levantamento diário sobre os problemas no transporte.

    “Observe, eu tenho recurso para fazer a obra, não tenho empresa. Se eu faço o aditivo no contrato de concessão e incluo a obra para dentro, eu pego esse recurso, transponho para a empresa para fazer o equilibro econômico-financeiro, e aí eu não tenho diluição de responsabilidade”, afirmou.

    “Eu vou ter o concessionário já fazendo a obra da linha que ela mesma vai operar, estamos buscando essa alternativa”, completou Tarcísio. “Se esse caminho não for viável, a gente parte pra nova contratação da obra. Agora esse caminho que estamos propondo preferencial é o que encurta o cronograma porque, se isso der certo, a gente tem tudo pra, no final de 2025, início de 2026, estar com a Linha 17 operando.”

    Histórico recente
    As construtoras KPE e Coesa foram contratadas em julho de 2021, no governo de João Doria (ex-PSDB) por cerca de R$ 500 milhões para entregar as estações e a via por onde o monotrilho iria passar.
    A TV Globo descobriu, por meia de Lei de Acesso à Informação (LAI), que o consórcio recebeu pouco mais de R$ 102 milhões pelo que efetivamente fez, e que responde a sete processos administrativos por descumprir pelo menos 12 prazos.
    Na maior parte dos meses, a obra não avançou nem 1%. Mesmo assim, o Metrô autorizou a instalação de 67 escadas rolantes nas estações inacabadas. Cada uma delas custou R$ 558 mil. Os equipamentos estão protegidos por lonas plásticas, mas alguns estão parcialmente expostos ao tempo.
    O monotrilho deveria ser mais barato e mais rápido de construir que uma linha de Metrô convencional, mas os 8 quilômetros da Linha 17 estão em obra há mais de dez anos;
    Para efeito de comparação, 10 anos foi o tempo que o governo levou para entregar quase 13 km da segunda fase da Linha 5-Lilás do Metrô. Mesmo com atraso.

  • Cinco peixes-papagaios, espécie em perigo de extinção, são encontrados à venda em comércio de Santos, SP

    Cinco peixes-papagaios, espécie em perigo de extinção, são encontrados à venda em comércio de Santos, SP

    Animais encontrados somam quase 15 kg da espécie.

    Cinco peixes-papagaio foram identificados e apreendidos em um comércio de Santos, no litoral de São Paulo. A espécie Scarus trispinosus está listada como ameaçada de extinção, sendo proibida a pesca, transporte, armazenamento, beneficiamento e comércio. Os animais encontrados somam quase 15 kg da espécie.

    Os peixes foram localizados durante patrulhamento ostensivo e preventivo da 5ª Companhia de Polícia Militar Ambiental Marítima. De acordo com o órgão, equipes faziam a fiscalização ambiental de pesca em diversos comércios do município de Santos. Em um deles, a espécie foi encontrada à venda.

    O flagrante caracterizou crime ambiental e resultou na elaboração de um auto de infração ambiental. A multa no valor de R$ 2.570,80 foi registrada ao proprietário do comércio e os cinco exemplares da espécie foram apreendidos. Os peixes foram destinados ao Lar Residencial Eno Gregório, em Guarujá.

    Peixe-papagaio
    O peixe-papagaio-azul ou budião-azul se destacam pela parte frontal e grandes lobos superiores e inferiores na barbatana caudal, o que o faz parecer sorrir enquanto nada. A espécie vive na costa brasileira, possui corpo e dentes azulados, se alimenta de algas e pequenos invertebrados e são fundamentais para a resistência e resiliência dos recifes brasileiros

    Segundo a Polícia Ambiental, atualmente a espécie é listada como ‘em perigo de extinção’ na legislação vigente, pois nos últimos anos teve uma diminuição populacional. Em alguns pontos da costa brasileira, estudos indicaram declínio de 30% de sua população.

  • Feira de observadores de aves bate recorde de público em São Paulo

    Feira de observadores de aves bate recorde de público em São Paulo

    Avistar 2023 reuniu mais de oito mil pessoas em três dias de evento; encontro presencial foi retomado depois do intervalo provocado pela pandemia.

    Qual foi o seu maior desejo depois da retomada da rotina, pós-pandemia? Sem dúvida reencontrar os amigos e a família estavam na sua lista. Agora, já imaginou poder encontrar toda a sua turma de uma só vez? Esse foi o clima durante o Avistar 2023 (16º Encontro Brasileiro de Observação de Aves), a tradicional feira de observadores de aves que existe há quase 20 anos e que há três não podia ser realizada de maneira presencial por causa da pandemia.

    O grande reencontro pôde ser realizado esse fim de semana em São Paulo e entrou para a história. Nos três dias de evento, no campus da USP, mais de 8 mil pessoas passaram pelos jardins e tenda do evento. Nos corredores a energia era uma só: a de abraços e muita conversa entre amigos de longa data, gente que só se conhecia até então pela internet, e a oportunidade de ver de perto algum “ídolo” das redes sociais.

    O biólogo e ornitólogo Willian Menq literalmente parou o evento. Depois de sua palestra sobre o canal “Planeta Aves”, uma fila de crianças e adultos se formou para fotos e autógrafos. Foi a oportunidade de encontros muito especiais. Felipe Ferreira Souza, de 13 anos, começou a observar aves por causa do canal de Menq e se emocionou ao encontrar o biólogo. “Tô até tremendo”. A família de outro jovem visitante contou que o tema da festa de aniversário dele foi o canal do ornitólogo.

    Cinquenta expositores trouxeram arte, projetos, vestuário e tudo o que envolve o “mundo bird”. Mais de 100 palestras revelaram pesquisas e trabalhos que têm sido realizados no campo da conservação, além de apresentarem personalidades desse universo e seus registros em fotos e vídeos fantásticos.

    A equipe do Terra da Gente participou do evento com uma redação móvel do podcast “Sons da Terra”, onde dezesseis participantes da feira deram entrevistas ao vivo e garantiram um conteúdo especial para o canal.

    Confira os nossos convidados no Sons da Terra, produzido diretamente do Avistar 2023:

    Willian Menq
    Juliana Moraes
    Eduardo Franco
    Marcelo Lisita
    Ciro Albano
    Norton Santos
    Daniel e Gabriel Mello
    João Marcos Rosa
    Passarim da Amazônia
    Rodrigo Agostinho
    João Quental
    Natália Allespach
    Jefferson Bob
    Carlos Gussoni
    Pedro Develey

  • Policia Militar é acionada por seguradora e encontra carro roubado e com chassi adulterado; dupla acaba presa por falsidade ideológica em Dracena

    Policia Militar é acionada por seguradora e encontra carro roubado e com chassi adulterado; dupla acaba presa por falsidade ideológica em Dracena

    Homens, de 29 e 32 anos, também foram indiciados por receptação dolosa e porte de entorpecentes, neste domingo (21).

    Dois homens, de 29 e 32 anos, foram presos neste domingo (21), por falsidade ideológica, receptação dolosa e porte de entorpecentes, em Dracena (SP). O flagrante aconteceu após a polícia receber uma denúncia de que o carro em que estavam era fruto de um roubo.

    Segundo a Polícia Militar, a corporação foi acionada para comparecer em um hotel no centro da cidade, pois uma seguradora havia localizado um veículo que havia sido roubado em São Paulo, no dia 7 de abril.

    No estacionamento do local, os agentes encontraram o carro com placa e o número do chassi alterados.

    Durante buscas pessoais aos suspeitos que estavam com o automóvel, foi localizado uma porção de maconha com um dos indivíduos.

    Em meio a averiguação veicular, os policiais encontraram um documento de registro com os dados do carro roubado, contendo as mesmas características.

    Também foi constatado que a numeração de chassi estava adulterada com dados de um veículo da cidade de Peruíbe (SP).

    O automóvel foi apreendido e será periciado para verificar uma possível clonagem.

    Diante dos fatos, os indivíduos, moradores de São José do Rio Preto (SP), foram presos e permaneceram à disposição da Justiça.