Tag: Praia Grande

  • Guarda civil que matou ciclista após discussão de trânsito vai a júri popular em Praia Grande, SP

    Guarda civil que matou ciclista após discussão de trânsito vai a júri popular em Praia Grande, SP

    Antônio Ramos Paiva Ferreira voltava da praia com a esposa e o filho pequeno quando foi morto pelo agente, em Praia Grande (SP). Caso ocorreu em 2019.

    Vagner Alves de Santana, o guarda civil municipal que virou réu pela morte do ciclista Antônio Ramos Paiva Ferreira, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, enfrenta júri popular na manhã desta terça-feira (13). O crime ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2019, quando Antônio voltava da praia com a esposa e o filho pequeno.

    Na época, com 29 anos, Antônio foi atingido por três disparos feitos por Vagner na Avenida Ministro Marcos Freire, próximo ao Viaduto 5. Ele estava de bicicleta quando foi ‘fechado’ por um carro prata, que não parou. O réu e outro guarda apareceram em uma viatura e liberaram o condutor do carro. A partir disso, Vagner e Antônio discutiram e a vítima foi baleada no braço direito, tórax e glúteo.

    Segundo o inquérito policial, obtido pelo g1, a Justiça pronunciou Vagner pelo crime de homicídio, mas concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade. O advogado contratado pela esposa da vítima pediu a prisão preventiva, mas tanto o Ministério Público estadual quanto a Justiça indeferiram a solicitação. Assim, ele não foi preso durante o processo.

    Versão do agente
    Segundo a Polícia Civil, uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) estava em patrulhamento pela área quando os guardas presenciaram uma discussão entre um ciclista e o motorista do carro.

    O réu disse à corporação que Antônio continuou no local e passou a ofendê-lo. O agente teria entrado na viatura para ir embora quando o ciclista foi em direção ao motorista e tentou tirá-lo de dentro do carro.

    No relato, o guarda informou, ainda, que usou o gás de pimenta para tentar conter o ciclista, que mesmo assim foi em sua direção e lhe deu dois socos. O ciclista teria tentado se apoderar da arma e, durante o embate, os dois foram ao chão. Nesse momento, o guarda disparou contra o homem. A ambulância foi acionada e constatou a morte no local.

    De acordo com o delegado de Praia Grande Sergio Lemos Nassur, o homicídio envolveu legítima defesa do agente. Na época, a prefeitura informou ao g1 que “o guarda envolvido foi afastado para a apuração, conforme procedimento habitual da Guarda Civil Municipal em casos desse tipo”.

    Versão da esposa do ciclista
    A esposa de Antônio, no entanto, apresentou outra versão. Segundo ela, naquela tarde, ela estava com o marido e o filho do casal voltando da praia em duas bicicleta. A criança estava na cadeirinha no veículo dela e, Antônio, sozinho. Na confluência com a Avenida Ministro Marcos Freire, a família foi surpreendida pelo carro prata, que entrava no viaduto.

    Segundo a jovem, o condutor fez uma curva muito fechada e atingiu a frente da bicicleta de Antônio, danificando-a. Naquele momento, mesmo sendo chamado pelo marido dela, o motorista do carro não parou.

    Na ocasião, Antônio viu a viatura se aproximando e deu sinal de parada. Os dois GCMs desembarcaram, sendo que um estava mais calmo e o outro, Vagner, nervoso e “alterado”. Após um breve contato, o guarda acenou para o motorista do carro prata dizendo que fosse embora.

    Antônio questionou o agente sobre o motivo da liberação, momento em que o guarda teria dito: ‘cala boca, seu bosta’ e Antônio retrucou. O outro agente tentou intervir, mas Antônio e Vagner discutiram. Em dado momento, a dupla de agentes foi caminhando até a viatura, e a esposa de Antônio aproveitou para atravessar a avenida.

    De acordo com o relato, o marido dela ficou para trás para pegar a bicicleta, que deixou encostada na defensa do viaduto. A mulher continuou pedalando, sentido Vila Mirim, momento em que ouviu dois tiros e, segundos depois, um terceiro.

    Não foi afastado
    O advogado José Sérgio Boscayno Teixeira, que defendeu Vagner durante o processo, mas não participa do júri popular nesta terça-feira, disse ao g1 que ele não foi preso em nenhum momento. O único afastamento, segundo ele, foi em decorrência de operações no joelho.

    “Não foi afastado [da GCM] por conta do processo, ficou meses em licença médica porque operou o joelho, mas já retornou ao trabalho”, afirmou.

     

  • Justiça condena ex-jogador do Flamengo e esposa por ofensas a advogada nas redes sociais

    Justiça condena ex-jogador do Flamengo e esposa por ofensas a advogada nas redes sociais

    Decisão contra Whelliton Augusto Silva e a esposa, a ex-vereadora Janaina Ballaris, é de 1ª instância e a defesa do casal informou que vai recorrer.

    A Justiça condenou o vereador de Praia Grande (SP) e ex-jogador de Flamengo e Santos, Whelliton Augusto Silva (PL), e a esposa dele, a ex-vereadora Janaina Ballaris Silva, a indenizar em R$ 20 mil uma advogada por ofensas feitas pelo casal nas redes sociais.

    A decisão também prevê a exclusão de publicações relacionadas a autoria da ação. Em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 1 mil por dia. A defesa informou que recorrerá da decisão. (leia mais abaixo)

    A advogada Natasha da Cunha E Silva, que ganhou a ação por danos morais, em 1ª instância, conheceu o casal quando representou uma mulher que denunciou Whelliton e Janaina por estupro, em 2022.

    De acordo com ela, mesmo a Justiça tendo arquivado o processo da cliente após acatar um pedido Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o casal começou a atacá-la publicamente.

    Decisão do juiz
    O juiz Sérgio Castresi de Souza Castro, da 3ª Vara Cível de Praia Grande, deu a sentença que garantiu a indenização por danos morais à advogada. Na decisão, de 20 de janeiro, ele apontou que as defesas apresentadas pelo casal corroboram a tese de que a advogada foi “perseguida e atacada sistematicamente”.

    “As provas trazidas aos autos comprovam que as manifestações públicas dos réus Janaína e Whelliton descambam para o alinhamento de ataques gratuitos à atuação profissional da autora como advogada, com o fim claro de desonrá-la, inclusive na esfera pessoal, e prejudicá-la perante sua clientela e a sociedade”, apontou o juiz na sentença.

    Portanto, embora os réus tenham alegado que Natasha e a cliente tinham interesses políticos e financeiros e, por isso, estariam em um “complô” para atacá-los, o juiz entendeu que a advogada não praticou atividade que tenha ultrapassado o exercício legítimo da advocacia.

    Denúncia de estupro
    Em 2022, Letícia Almeida Holanda de Albuquerque fez uma denúncia na Câmara de Praia Grande contra o vereador. Ela afirmou ter transtorno de personalidade borderline (caracterizado, por exemplo, por comportamento impulsivo e alterações de humor) e que o suposto estupro causou grave abalo psicológico, desencadeou pensamentos suicidas e a fez ser internada com urgência.

    Na denúncia sobre “abuso de autoridade”, a mulher alegou ter sido perseguida por agentes da Guarda Civil Municipal (GCP) de Praia Grande, que teriam sido enviados a mando de Whelliton Silva.

    Ele e a esposa Janaina negaram as acusações, e a Justiça arquivou o processo ao acatar um pedido do MP-SP. Após o episódio e atrito entre as partes, a profissional moveu a ação contra o casal.

    À época, a advogada afirmou ao g1 ter entrado com a ação indenizatória contra o casal por causa da “veiculação que ambos fazem na mídia” com a imagem dela, “certa de que eles podem expor situações em suas redes sociais e se defender de maneira correta, o que é muito diferente de difamar, ofender e expor de maneira pejorativa”.

    Defesa do casal
    Em nota, a defesa do casal informou não concordar com a decisão que julgou procedentes os pedidos da advogada Natasha por entender que não houve qualquer conduta ilícita ou abusiva por parte dos clientes. “Apenas exerceram seu direito de defesa e de liberdade de expressão, diante das acusações infundadas e caluniosas que lhes foram imputadas pela autora e pela sua cliente”, diz o texto.

    Os representantes de Janaina e Whelliton ressaltaram que a decisão judicial fez uma avaliação equivocada “ao se basear quase que exclusivamente na imunidade profissional do advogado” e, segundo a defesa, tendo ignorando que o casal também tem imunidades e direitos que foram violados.

    A defesa, portanto, ressaltou que vai recorrer da decisão, buscando a reforma da sentença e a improcedência dos pedidos de Natasha. “Confiamos na Justiça e na verdade dos fatos. Não nos intimidaremos com as tentativas de censura que a autora (advogada) vem promovendo contra os nossos clientes, que são pessoas públicas e respeitadas na sociedade”.

    Ainda de acordo com os representantes do casal, Janaina teria usado as redes sociais para se defender dos ataques à honra, enquanto Whelliton fez um discurso na Câmara Municipal, diante dos demais vereadores, citando o depoimento do pai de Letícia (que os havia denunciado por estupro), que teria dito que a Natasha teria interesse no resultado das ações que patrocina.

     

  • Policial civil passa um dia preso após ser abordado com carro roubado e arma ilegal no litoral de SP

    Policial civil passa um dia preso após ser abordado com carro roubado e arma ilegal no litoral de SP

    Agente foi solto após audiência de custódia. Ele estava com uma arma apreendida há meses pela corporação. O homem disse às autoridades ter pego o veículo no pátio de uma delegacia.

    Um policial civil passou um dia preso após ser abordado pela PM dirigindo um carro roubado com a placa clonada em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O agente Ismael Vieira da Silva também estava com uma arma que havia sido apreendida pela polícia há quase um ano. Conforme apurado pelo g1 neste domingo (28), ele passou por uma audiência de custódia e foi solto.

    De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares da Operação Verão receberam informações de uma equipe de monitoramento da corporação sobre um carro suspeito. Segundo registrado no BO, o veículo tinha a placa clonada de um outro automóvel de Santa Catarina.

    Os agentes começaram a patrulhar e encontraram o carro na Avenida Lasar Segall, no bairro Solemar, neste sábado (27). O motorista foi abordado e, ao descer do veículo, identificou-se imediatamente como policial civil, ainda de acordo com o BO.

    A equipe de reportagem apurou também que, durante a busca e identificação do veículo, foi constatado que o número do chassi correspondia ao de um carro roubado em 2021.

    Ismael alegou aos agentes que o próprio carro estava quebrado e, por este motivo, estava usando aquele. Segundo ele, o veículo roubado estava envolvido em uma ocorrência — não especificada no BO — e, por isso, encontrava-se no pátio da Delegacia de Polícia (DP) Sede de Mongaguá.

    Ismael também avisou aos agentes que tinha uma arma com 16 munições intactas dentro do carro. Durante a pesquisa, o sistema da PM apontou que a pistola havia sido apreendida em 15 de fevereiro de 2023. Não há informações oficiais sobre o que Ismael alegou aos agentes sobre o armamento.

    Prisão e soltura
    O policial foi preso em flagrante pela PM e levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, onde o delegado de plantão encaminhou a ocorrência à 6ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil, em Santos.

    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), Ismael teve uma audiência de custódia — momento em que o preso em flagrante tem direito a ser ouvido por um juiz. Ele foi liberado após decisão judicial e a arma foi apreendida.

     

  • Ex-jogador de Flamengo e Santos, vereador faz post polêmico com cirurgia: ‘vou operar o butico

    Ex-jogador de Flamengo e Santos, vereador faz post polêmico com cirurgia: ‘vou operar o butico

    Whelliton Silva (PL), de Praia Grande (SP), recentemente teve a genitália exposta sem querer nas redes sociais da esposa. Especialistas explicam o que é a fístula anorretal operada pelo parlamentar.

    O ex-jogador de futebol e vereador Whelliton Silva (PL), de Praia Grande, no litoral de São Paulo, voltou a viralizar na web. Ele, que já teve a genitália exposta sem querer no Instagram da esposa, justificou a ausência na sessão da Câmara em um post no hospital: “Vou operar o butico”. 

    O vereador passou por uma cirurgia para a retirada de uma fístula anorretal — surge de uma inflamação em uma das glândulas do ânus . A esposa e ex-vereadora Janaina Ballaris contou ao g1, nesta sexta-feira (24), que o procedimento cirúrgico foi realizado em São Paulo (SP), na última quarta (22), e o marido teve alta no dia seguinte.

    Antes da cirurgia, o vereador apareceu nos stories publicados pela esposa dizendo que o procedimento é considerado ‘relativamente simples’. (saiba mais abaixo)

    “Como está tendo um ‘incomodozinho’, é melhor a gente resolver logo”, afirmou ele, que permanecerá em repouso por 21 dias, podendo retornar à Câmara antes disso, caso esteja sentindo-se bem.

    A esposa do vereador afirmou que o casal resolveu compartilhar sobre a cirurgia, pois ele teria que apresentar o atestado e o motivo do procedimento seria utilizado para atingi-los.

    Ainda de acordo com Janaina, o marido estava sentindo dores na região. “Os inimigos certamente usariam isso para nos atingir, por isso resolvi eu mesma divulgar e ajudar a acabar com esse tabu”.

    Fístula anorretal
    O diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), Hélio Antônio Silva, explicou que a fístula anorretal é resultado de uma inflamação em uma das glândulas do ânus. “Numa frequência bem grande acontece de uma dessas glândulas inflamarem e vem essa fístula”.

    Silva explicou que forma-se algo semelhante a um furúnculo, que causa dor, secreção com sangue e pus, geralmente misturado. “O único tratamento que existe é cirurgia, não existe remédio”.

    O especialista ressaltou que, apesar de ser uma inflamação, a doença ocorre de forma espontânea, existindo fístulas mais simples e outras mais complexas. “Tem pelo menos umas cinco formas de fazer essa cirurgia a depender do jeito da fístula”.

    Ainda de acordo com o especialista, a fístula anal é muito frequente e só fica atrás dos casos de hemorroida, que é a doença mais comum nessa região.

    O médico cirurgião do aparelho digestivo e professor de medicina da Unoeste, Vanderlei Ramos Gimenes, afirmou que a maioria das fístulas são causadas por trauma nas glândulas. “Como fezes secas e duras, ou qualquer coisa que causa um trauma no canal anal”.

    Gimenes afirmou, ainda, que a Doença de Crohn, por exemplo, pode causar fístulas anorretais, como também em todo o trato digestivo.

    Genitália exposta
    Na época, o casal disse ao g1 que o ‘vazamento’ aconteceu por acaso. Eles celebravam o aniversário de Janaina em um quarto de hotel em Paraty (RJ) quando ela registrou o momento em um vídeo ‘selfie’. Whelliton apareceu sem roupas atrás dela enquanto se trocava.

    “Como o Whelliton é negão e eu estava gravando de frente para o sol, não consegui ver quem estava atrás, [pois o fundo] fica escuro”, brincou Janaina, no Instagram.

    A ex-vereadora acrescentou que o vídeo ficou visível na rede social por aproximadamente 1h30, quando foi alertada por uma amiga sobre o ocorrido e logo apagou o conteúdo. Apesar disso, o momento em que Whelliton aparece sem roupas foi ‘printado’ por internautas.

    “A felicidade alheia não deveria ser motivo de tanta inveja, vão plantar berinjela”, escreveu Janaina, em outra postagem nas redes sociais.
    O que disse o casal?
    Segundo Janaina e Whelliton, o ‘descuido’ aconteceu em um momento de alegria. “Fiquei muito empolgada com o café da manhã na piscina do quarto e então fui gravar, como sempre faço, e não me atentei que ele estava se trocando atrás”, explicou a ex-vereadora.

    Ela ressaltou que, para que a genitália do marido fosse ‘flagrada’ pelos internautas, foi necessária uma “verdadeira ginástica, ampliando e pausando o vídeo”, atitude que, segundo ela, só foi realizada por “pessoas desocupadas e sem nada de importante para fazer”.

    O vereador alegou que o momento faz parte da vida privada do casal. “É bom lembrar que todo mundo que aparece nu, tem a conta desativada. Fato que não ocorreu”, complementou.

    Acusações
    O casal atribuiu o ‘print’ que mostra a genitália de Whelliton à jovem que, em 2022, acusou o vereador de estupro em Praia Grande. Ele negou as acusações à época, e a Justiça arquivou o processo ao acatar um pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

    “Se tudo o que essas pessoas têm contra nós é um trecho de um segundo de vídeo mostrando que o meu marido é um homem ‘bem dotado’, – que, aliás nem da pra ver na realidade -, realmente elas devem estar desesperadas por não conseguirem mais nada contra nós”, pontuou Janaina.

    Vereador e ex-jogador

    Whelliton Augusto Silva atuava como atacante. Ele estreou profissionalmente em 1993, no Santos, quando já tinha 19 anos. Em 1995, foi vice-campeão brasileiro com o time.

    Durante a carreira, ele ainda defendeu o Vila Nova, Anápolis, Santo André, Corinthians Alagoano e o Boavista, onde foi campeão português em 2000 e 2001. Em 2004, assinou com o Flamengo, pelo qual atuou em 19 partidas. Entre 2005 e 2006, defendeu a Portuguesa e o CRB, seu último clube como profissional.

    Ele começou na carreira política quando virou presidente do diretório do PT em Praia Grande. Em 2020, Whelliton filiou-se ao PL para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal e ficou em 16º lugar na eleição para vereador, com 1.540 votos.

  • Esposa de empresário assassinado confessa ter sido a mandante do crime e é presa no litoral de SP

    Esposa de empresário assassinado confessa ter sido a mandante do crime e é presa no litoral de SP

    Mulher havia relatado à Polícia Civil que o empresário estaria envolvido com agiotas e tinha históricos de dívidas. Motorista da fuga foi identificado e indiciado pelo crime. Investigações continuam para localizar o atirador.

    A esposa, de 46 anos, do empresário Marcos Nascimento da Rocha, de 48, morto a tiros em Praia Grande, no litoral de São Paulo, confessou à Polícia Civil ter sido a mandante do assassinato. Em depoimento à polícia, Janaina Teixeira Valentim Bastos disse que foi motivada pelas violências e agressões que, segundo ela, eram praticadas pelo marido. Ela e o motorista da fuga foram presos. As investigações continuam para localizar o atirador.

    O caso aconteceu no dia 16 de setembro. O empresário havia acabado de fechar a adega que administrava na Avenida Guilhermina, no bairro de mesmo nome. A vítima se preparava para dar uma carona a um casal de amigos, quando foi executado.

    Segundo uma das testemunhas, o atirador apareceu na janela da vítima e disse: ‘Toma’. Na sequência, deu os três tiros no tórax. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu Rocha e o levou ao hospital. A vítima chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    Na época, o g1 teve acesso ao depoimento da esposa. Janaina havia relatado à Polícia Civil que o empresário estaria envolvido com agiotas e tinha históricos de dívidas. Desde então, as investigações continuaram para identificar os envolvidos e o veículo usado na fuga.

    De acordo com a autoridade policial, os agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade identificaram o motorista da fuga, de 31 anos. No dia 26 de outubro, eles foram até a casa do homem em Jundiaí (SP) e o encontraram com uma pistola calibre 9mm carregada com 15 cartuchos.

    O motorista disse aos policiais que foi a Praia Grande (SP) junto com um conhecido, que já foi identificado como responsável pelos disparos contra o empresário. Ele afirmou que o crime aconteceu mediante pagamento da esposa de Rocha.

    A autoridade policial pediu a prisão temporária da esposa, que foi interrogada e confessou ter mandado matar o marido. A mulher destacou que a motivação não seria ganhos financeiros. O objetivo era se livrar de violências e agressões que, segundo ela, eram praticadas por Rocha.

    A esposa foi presa por envolvimento no homicídio do marido. O motorista da fuga foi detido em flagrante por porte de arma de uso restrito e indiciado pela morte do empresário. As investigações continuam para localizar o autor dos disparos.

     

  • Ladrão furta celular durante gravação de vídeo, filma a própria fuga e é agredido pela população

    Ladrão furta celular durante gravação de vídeo, filma a própria fuga e é agredido pela população

    Homem furtou o aparelho de uma mulher que filmava a filha em Praia Grande. Ele foi perseguido aos gritos de ‘pega ladrão’ e está internado.

    Uma mulher, de 60 anos, teve o celular furtado enquanto gravava um vídeo da filha em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Após o crime, o ladrão seguiu com a gravação e acabou filmando o próprio rosto. Ele foi preso pela Polícia Militar (PM) após ser perseguido e agredido pela população.

    Segundo apurado pelo g1, o crime aconteceu na Praça Lions, no bairro Guilhermina. As imagens mostram uma mulher passando com um buquê de flores segundos antes do criminoso puxar o celular iphone 14 Pro Max da mão da vítima. O ladrão, de 18 anos, estava de bicicleta e foi perseguido por testemunhas do crime.

    De acordo o boletim de ocorrência, que a reportagem teve acesso, uma equipe da PM foi acionada. Ao chegar na Avenida São Paulo, no bairro Boqueirão, os policiais encontraram o suspeito no chão cercado por dezenas de pessoas.

    Ao ser questionado pelos policiais, o homem – identificado como Richard Rafael da Silva Araújo – confessou ter roubado o celular na orla da praia na tarde de domingo (22). Ele disse que fugiu de bicicleta até ser “fechado” por um veículo, cair no chão e ser agredido.

    A mulher contou aos policiais militares que estava tirando fotos da filha no momento em que o homem passou e roubou o celular com um golpe rápido. Ela disse ainda que junto com a filha correu atrás do suspeito gritando “pega ladrão”.

    Três ruas depois, a mulher contou que viu o homem ser cercado. Ela disse ainda que o celular – avaliado em R$ 7,7 mil – foi devolvido por uma pessoa desconhecida.

    Richard foi levado até o Pronto-Socorro Central para ser atendido e precisou ficar internado sob cuidados médicos, pois, segundo o boletim de ocorrência, ele passaria por cirurgia.

    Em nota, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, que gerencia a unidade, informou que ele segue internado e está estável.

    A bicicleta do homem foi apreendida e a autoridade policial decretou prisão em flagrante. O criminoso não prestou depoimento na delegacia e apenas assinou nota de culpa, pois permanece sob cuidados médicos.

  • Polícia de Mogi prende esposa de braço direito do traficante Andinho, líder de quadrilha de Campinas

    Polícia de Mogi prende esposa de braço direito do traficante Andinho, líder de quadrilha de Campinas

    Suspeita é casada com Anderson Manzini, que atuava com Andinho, que liderou uma quadrilha de sequestros e tráfico de drogas em Campinas e região. Segundo a polícia, a suspeita foi presa em Praia Grande, no litoral paulista.

    A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes prendeu a esposa de Anderson Manzini, braço direito de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, na manhã desta terça-feira (24), em Praia Grande, no litoral paulista. De acordo com a polícia, Fabiana Manzini foi presa após cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária.

    Ainda segundo a polícia, a investigação teve início após uma apreensão de 40 kg de drogas realizada em Itaquaquecetuba. Com o avanço das diligências, a polícia concluiu que a suspeita atuava no tráfico de drogas na cidade.

    Andinho liderou uma das maiores quadrilhas de sequestros e tráfico de drogas da região de Campinas.

    Após ser detida, a mulher foi encaminhada para a Dise de Mogi das Cruzes, onde o caso é registrado.

     

  • Mulher esfaqueada por ex na frente do filho pediu medida protetiva uma semana antes, diz delegada

    Mulher esfaqueada por ex na frente do filho pediu medida protetiva uma semana antes, diz delegada

    Karina de Oliveira Rocha, de 26 anos, morreu após ser esfaqueada no pescoço em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ex-marido dela está internado por ter se ferido ao cometer o crime, e será preso após receber alta.

    Karina de Oliveira Rocha, a mulher que morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido na frente do filho, de nove anos, pediu à Justiça uma medida protetiva contra o homem uma semana antes do crime. O g1 apurou nesta sexta-feira (6), junto à Polícia Civil, que o documento não chegou a ter validade, uma vez que o oficial de Justiça não localizou o suspeito em tempo de notificá-lo.

    O crime aconteceu no bairro Antártica, em Praia Grande (SP). Segundo a PM, a mulher de 26 anos foi encontrada esfaqueada no pescoço ao lado do ex-marido, Juliano Bispo dos Santos, de 35. Ambos foram encaminhados ao mesmo hospital, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A Justiça já emitiu um mandado de prisão contra ele, que será detido quando receber alta médica.

    De acordo com a delegada que investiga o caso, Lyvia Cristina Bonella, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município, Karina entrou com um pedido de medida protetiva. A Justiça chegou a aceitar a solicitação mas, Juliano não foi localizado para a devida notificação.

    “Para que a medida protetiva tenha validade, a pessoa contra a qual ela é estabelecida precisa saber disso”, explicou a delegada. “O oficial de Justiça ainda não tinha encontrado o agressor até a data do crime”.
    Agressor não localizado
    A delegada acrescentou, com base na própria experiência em casos de violência contra a mulher, que os agressores tendem a se esconder dos oficiais de Justiça para que as medidas protetivas não entrem em vigor.

    “O que acontece geralmente, pelo que tenho de conhecimento, é que o agressor, de alguma forma, fica sabendo de um boletim de ocorrência contra ele e tenta se esconder para que não seja intimado”, complementou.

    A delegada pontuou, a partir do relato da mãe de Karina à Polícia Civil, que a própria jovem aceitou voltar a morar com Juliano mesmo após ter registrado um boletim de ocorrência contra ele e pedir a medida protetiva.

    “É difícil afirmar, em casos delicados assim, se a falta da medida protetiva interferiu ou não. Ele fez o movimento de chamá-la, talvez com a ‘desculpa’ da criança. Apesar de ser avisada sobre os riscos pela mãe, ela aceitou”, disse a delegada.

    O crime
    De acordo com a polícia, o filho do casal fugiu de casa durante o crime e foi recebido por uma vizinha que acionou a PM. O menino foi acolhido pelo Conselho Tutelar da cidade, sendo entregue a um padrinho e, em seguida, à avó materna.

    Ainda segundo o boletim de ocorrência, a polícia encontrou um facão sujo de sangue no mesmo quarto onde o casal foi localizado. Duas facas pequenas também foram achadas no sofá do imóvel.

    No documento, há também o registro de que a polícia encontrou manchas de sangue pela casa. Conforme constatado por um perito, uma delas foi vista na porta dos fundos do imóvel, o que poderia indicar uma tentativa de fuga por parte de Karina ou do ex-marido dela após o crime.

    O g1 entrou em contato com o Hospital Irmã Dulce, que informou, por meio de nota, não ter autorização para divulgar informações sobre o estado de saúde de Juliano.

     

  • Mulher é morta pelo ex no litoral de SP e filho do casal foge para pedir ajuda

    Crime aconteceu na casa da vítima, em Praia Grande (SP). Karina de Oliveira Rocha, de 26 anos, foi encontrada pela PM esfaqueada no pescoço ao lado do ex-marido.

    Uma mulher, de 26 anos, morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido na frente do filho, de apenas nove, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O g1 apurou, nesta quinta-feira (5), que Karina de Oliveira Rocha ficou internada no Hospital Irmã Dulce, também localizado na cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

    O crime aconteceu em uma casa na Rua Virgínia Ramos, no bairro Antártica. Segundo a polícia, Karina foi encontrada esfaqueada no pescoço ao lado do ex-marido, de 35 anos, também ferido. Ambos foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Irmã Dulce. O homem segue internado na unidade de saúde.

    Durante a internação por conta das facadas, Karina morreu em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), conforme informado pela mãe dela à Polícia Civil. A corporação investiga o caso.

    O crime
    De acordo com a polícia, o filho do casal fugiu de casa durante o crime e foi recebido por uma vizinha que acionou a PM. O menino foi acolhido pelo Conselho Tutelar da cidade, sendo entregue a um padrinho e, em seguida, à avó materna.

    Ainda segundo o Boletim de Ocorrência, a polícia encontrou um facão sujo de sangue no mesmo quarto onde o casal foi localizado. Duas facas pequenas também foram achadas no sofá do imóvel.

    No documento há também o registro de que a polícia encontrou manchas de sangue pela casa. Conforme constatado por um perito, uma delas foi vista na porta dos fundos do imóvel, o que poderia indicar uma tentativa de fuga por parte de Karina ou do ex-marido dela.

    Relacionamento
    A mãe de Karina informou à Polícia Civil que a filha foi casada com o homem por 11 anos, sendo o menino que assistiu o crime o único filho do casal.

    A mulher afirmou à corporação que, um dia antes do ocorrido, descobriu que a filha voltaria a morar com o homem. A mãe de Karina disse ter alertado a jovem sobre o perigo de voltar a conviver com o ex-marido.

    Ainda de acordo com o relato da mulher, Karina já havia sido agredida pelo homem, porém, a situação foi registrada junto à polícia pela primeira vez uma semana antes do episódio. O caso segue sendo investigado.

  • Trio acusado de matar adolescente e jogar corpo em rodovia é julgado no litoral de SP

    Trio acusado de matar adolescente e jogar corpo em rodovia é julgado no litoral de SP

    Réus são a própria mãe da vítima, a companheira dela e o ex-marido. Ana Beatriz, de 14 anos, foi morta dentro da própria casa em Praia Grande (SP), em 2012.

    Os acusados de matar a adolescente Ana Beatriz, de 14 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, são julgados nesta quinta-feira (28) no plenário do Ministério Público (MP) da cidade. Os réus são a própria mãe da vítima, a companheira dela e o ex-marido.

    O corpo da menina, que foi morta dentro da própria casa no bairro Jardim Anhanguera, foi encontrado por um caminhoneiro às margens da Rodovia Anchieta, na altura de São Bernardo do Campo, em junho de 2012. Ana Beatriz estava com várias fraturas no rosto e marcas no pescoço. A autopsia constatou a morte por asfixia.

    A polícia acredita que a mãe da vítima, Ana Luiza Ferreira, a companheira dela Elizabeth Fernandes dos Santos e o ex-marido Carlos José Bento de Souza trabalharam juntos no crime. Na época, Ana Luiza disse que Elisabeth espancou a menina após uma discussão e o ex-padrasto ajudou a ocultar o corpo.

    Julgamento
    O processo corre em segredo de justiça. No julgamento desta quinta-feira (28), quatro testemunhas devem ser ouvidas, além dos acusados. A previsão é que o julgamento dure pelo menos 10 horas.

    Segundo apurado pela TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, atualmente o trio está solto. A advogada da mãe da vítima, Mariana Santos de Oliveira, informou que a defesa tem plena convicção da inocência de Ana Luiza. “Os fatos não ocorreram da maneira em que ela está sendo acusado”, disse.

    Já a advogada de Elizabeth informou que ela é ré confessa. “Vai contar tudo que aconteceu na cena do crime, inclusive, com os dois outros envolvidos”, disse Priscila Modesto.

    Felipe Azuma, advogado de Carlos José, garantiu que o cliente nega participação no homicídio e está envolvido apenas na ocultação do cadáver, mas demonstra arrependimento. “Ele fala que recebeu uma ligação da ex-esposa dizendo que o filho estaria doente e passando mal e, quando chegou ao local dos fatos, na casa onde ele morou anteriormente, encontrou corpo de Ana Beatriz”, disse.

    O caso
    O corpo de Ana Beatriz foi encontrado às margens da via Anchieta, em São Bernardo do Campo. A mãe da vítima, Ana Luiza Ferreira, participou de uma reconstituição do assassinato da adolescente. Na época, ela contou que o crime aconteceu quando um outro filho, de 7 anos, dormia em um quarto em frente ao local do assassinato.

    “Ela alegou que houve uma discussão muito forte entre a filha dela e a Elizabeth, que é namorada da Ana Luiza. A Elizabeth, que é boxeadora, teria agredido a filha dela com socos até a morte. Ela disse que tentou afastar a amante, mas não conseguiu. A reconstituição serviu para mostrar como a mãe foi omissa”, explicou o delegado responsável pelo caso na época, Luiz Evandro Medeiros.

    O ex-marido da mãe, que registrou Ana Beatriz como filha, é suspeito de ajudar a esconder o corpo da jovem. Depois de ter visto a adolescente morta, Ana Luiza foi até o carro buscar um cobertor para esconder o cadáver.

    Durante a reconstituição, uma pequena fogueira foi encontrada nos fundos da casa com várias roupas queimadas e um anel. A polícia acredita que o trio pretendia enterrar a menina dentro da própria casa ao invés de jogar o corpo na estrada.