Tag: Polícia

  • Brasileiro preso com conteúdo nazista após denúncia do FBI dizia ser ‘fuzileiro naval’ e debochava da polícia

    Brasileiro preso com conteúdo nazista após denúncia do FBI dizia ser ‘fuzileiro naval’ e debochava da polícia

    Polícia Civil recebeu informações sobre a localização do homem de 20 anos, que foi preso no trabalho, nesta terça (13).

    Imagens divulgadas pela Polícia Civil nesta quarta-feira (14) mostram que Pedro dos Santos de Deus, de 20 anos, preso em Campinas (SP) por suspeita de armazenar conteúdo nazista e de ódio à minorias, debochava de ameaças e duvidava que pudesse ser alvo de investigações policiais.

    Em mensagens trocadas em um grupo de mensagens, o suspeito chegou a se apresentar como fuzileiro naval, o que não é verdade, segundo a polícia, e afirmou que poderia dar dicas e conselhos de como “evitar essas investigações patéticas”, ao se referir aos trabalhos da polícia.

    Na conversa com outros usuários, o rapaz também falava sobre massacres e demonstrava a intenção de cometer atos graves de violência contra si mesmo, crianças, adolescentes, mulheres e animais”, como detalhou o delegado Elton Costa.

    “Ele participava de grupos, e esses grupos faziam disseminação de mensagens neonazistas, de massacre de minorias, principalmente negros, homossexuais e outros tipos de minorias. E ali nesses grupos havia uma disseminação de de como realizar esse tipo de massacre contra as pessoas”.

    “No momento que foi preso, ele se mostrou uma pessoa muito fraca, muito temerosa do que ia acontecer com ele. Não se mostrou uma pessoa violenta, diferentemente do que trazia ele no conteúdo das conversas que tínhamos […] nos aparentava ser uma pessoa muito violenta, com perigo efetivo real de alguma coisa. Ao encontrar, vimos que não se tratava disso, felizmente”.
    O rapaz foi denunciado por um organismo internacional que inclui o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI, na sigla em inglês) e detido nesta terça-feira (13), no posto de combustíveis em que trabalhava como frentista.

    Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que foi concedida liberdade provisória ao homem, “sob condição de comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades”. O delegado acredita que isso não deve atrapalhar as investigações.

    Busca por outros suspeitos
    No celular do investigado foram encontraram trocas de mensagem relacionadas ao neonazismo, e no quarto em que morava junto com a avó, que foi aberto pelo suspeito, os policiais encontraram diversas fotos e vídeos classificadas como nazistas e de ódio às minorias, com a presença de uma suástica nazista no fundo de tela.

    Ao ser questionado sobre as mensagens, Pedro teria dito aos policiais que queria “arrecadar material para uma investigação que ele estava fazendo para coibir esse tipo de conduta”. Na delegacia, porém, preferiu se manter em silêncio.

    Com a apreensão desses equipamentos, a expectativa da polícia é de que outros integrantes do grupo sejam identificados. “Ele não é o único que manifesta nesse sentido. Obviamente que é um grupo. Nossas investigações tentarão agora, nesse segundo momento, identificar essas outras pessoas”, afirmou o delegado.

    “Nós sabemos de outro já. Até encontramos, tanto nesse relatório inicial, quanto ontem nos computadores dele, uma fotografia que mostra quatro, cinco pessoas, que tem toda a identificação dos codinomes que eles usavam. Esse rapaz preso ontem, foi um deles que estava ali”.

    Rastreado após denúncia

    O homem foi localizado com o auxílio de informações fornecidas por operadores de telefonia e provedores de internet. Com o cruzamento de dados, uma equipe da Polícia Civil foi até um endereço onde havia a identificação de material compartilhado.

    No local, uma residência, os agentes encontraram apenas a mãe do suspeito, que informou que o jovem havia deixado a casa após uma confusão — há um boletim de ocorrência dela contra o filho, ainda adolescente — e o suspeito estava com a avó, no Centro de Campinas.

    “Todos ficaram muito assustados, principalmente a família. A avó dele, com quem ele morava, ficou muito assustada com tudo isso. Não tinha noção do que ele fazia, acreditavam que era meramente uma pessoa mais isolada, que ficava assim, usando a internet, enfim, sem qualquer problema maior”, detalhou Elton.
    “Ele tinha uma vida regularmente estável, morava num lugar razoavelmente bom, tinha uma família razoavelmente boa, com problemas que todos têm, nada que justificasse todo aquele ódio que ele dizia ter […] diziam que ele apresentava um comportamento estranho, diferente, e a família tentou, dentro do possível, auxiliá-lo e ajudá-lo”.

     

  • Artista plástica que atacou atendentes de mercado em SP e agrediu PM no rosto vira ré; Justiça mantém prisão

    Artista plástica que atacou atendentes de mercado em SP e agrediu PM no rosto vira ré; Justiça mantém prisão

    Vídeos registraram quando mulher ofendeu funcionárias de mercado, e polícia foi chamada. Em outro registro, ela xingou e agrediu um policial. Defesa alegou que ela é dependente de álcool e entorpecentes, além de ter diagnóstico de transtorno de borderline.

    A Justiça tornou ré e manteve a prisão, na terça-feira (13), da artista plástica, de 52 anos, que atacou atendentes de um mercado em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. Em 31 de julho, Rita Aparecida Longhini foi abordada pela Polícia Militar e presa em flagrante por desacato e injúria racial na Rua Caiubí, depois de dar um tapa no rosto do PM (veja mais abaixo).

    O juiz da 27ª Vara Criminal de São Paulo avaliou que há indícios e apuração suficientes no inquérito policial para que Rita agora passe a responder a um processo.

    Anteriormente, o Ministério Público deixou de oferecer o acordo de não persecução penal (ANPP) a ela por conta de o caso ter envolvido violência. O ANPP é um mecanismo na lei pelo pacote anticrime, em vigor desde 2019, quando o investigado pode confessar e reparar o dano cometido. Em troca, o MP pode determinar prestação de serviços à comunidade, pagamento de multa ou outras condições.

    A defesa da ré disse em nota encaminhada ao g1 que lamenta o ocorrido e que Rita foi “diagnosticada com quadro de transtorno mental, paciente psiquiátrica e faz uso de medicamentos controlados”.

    “A defesa analisará todas as provas e responderá a acusação formal, dentro do processo penal, quando é garantido o contraditório e a ampla defesa”, disse o advogado Bruno Ortega.

    Agressão e xingamentos

    O caso foi filmado quando a confusão começou ainda na unidade da Oxxo e no momento da prisão da suspeita. O registro no mercado foi obtido pelo g1 no domingo (4).

    Policiais militares foram chamados depois que duas vítimas, funcionárias de um mercado Oxxo, contaram que a suspeita entrou no local e passou a ofendê-las.

    O vídeo mostrou quando ela chamou as mulheres de “vagabundas” e uma delas de “traficante”. Segurando um cachorro pela guia, Rita ainda atirou produtos contra as vítimas, jogou bebida no chão e derrubou equipamentos do local. Uma das vítimas estava em ligação falando com a polícia.

    À polícia, uma das trabalhadoras contou que a cliente entrou no estabelecimento e passou a xingar a colega. Segundo o depoimento, Rita a teria chamado também de “macaca”.

    “Essa traficante, ela não vai mais viver no meu bairro. Você vai ser a segunda, ou terceira”, disse Rita às funcionárias.

    Policial agredido

    Em seguida, a mulher passou a insultar também os policiais e resistiu à abordagem, ainda segundo a SSP. Um deles foi agredido.

    Um vídeo mostrou quando o PM tentou conversar com a suspeita e fez perguntas. Com falas desconexas, ela comentou que “tem uma traficante que trabalha ali”, apontou, e citou que “tinha provas no telefone”.

    Na sequência, o PM perguntou se ela ia escutar o que ele tinha a dizer, e ela respondeu que “não ia escutar nada”. “O senhor vai passar muito bem e tomar no meio do seu c*”, falou.

    Ao ser informada que seria levada à delegacia, a agressora atingiu o policial no rosto e foi derrubada.

    O caso foi registrado como injúria racial, injúria, resistência e desacato no 91° DP (Ceasa). Rita Aparecida Longhini teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia 1° de agosto.

    À Justiça, segundo apurado pelo g1, a defesa dela tentou a liberdade, alegando que ela é dependente de álcool e de entorpecentes, além de ser diagnosticada com transtorno de borderline.

    Um relatório médico diz que ela é acompanhada desde maio deste ano por dependência de álcool, cocaína e borderline —transtorno caracterizado principalmente pela instabilidade e alterações extremas de humor e impulsividade, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

    “A rede OXXO confirma a ocorrência no último dia 31 de julho na loja localizada na Rua Caiubi, 1387. A companhia informa que acionou imediatamente as autoridades competentes e que está prestando todo o suporte aos colaboradores envolvidos”.

     

  • Nino Abravanel debocha de vítima de homicídio ao se apresentar em Fórum em SP; influencer e irmão são investigados pelo crime

    Nino Abravanel debocha de vítima de homicídio ao se apresentar em Fórum em SP; influencer e irmão são investigados pelo crime

    Polícia Civil diz que ele e o irmão, Derik Elias Costa Silva, planejaram o assassinato do servente de pedreiro Tarcísio Gomes da Silva porque ele teria provocado a morte do avô dos irmãos. Os suspeitos entregaram os passaportes no Fórum Criminal da Barra Funda nesta quinta (18).

    Os irmãos Deivis Elizeu Costa Silva, conhecido como Nino Abravanel, e Derik Elias Costa Silva se apresentaram no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (18), para entregar seus passaportes.

    Investigados pela morte do servente de pedreiro Tarcísio Gomes da Silva, de 32 anos, eles tiveram que deixar os documentos em posse da Justiça como medida preventiva após terem o pedido de prisão revogado (leia mais abaixo).

    Segundo a polícia, eles cometeram o crime após Tarcísio agredir o avô dos irmãos, que morreu no dia seguinte à violência. Nino teria ficado responsável por dirigir o carro de fuga.

    Questionado pela TV Globo se a morte do servente de pedreiro foi planejada, Nino respondeu, em tom de deboche: “Quem é Tarcísio, car****? Vai deitar, ô… Vai se fo***”.
    Além disso, o influencer, que estava acompanhado do advogado, sorria na maior parte do tempo. Ele chegou a colocar uma música para tocar.

    Ao ser questionado novamente sobre sua suposta participação no crime, mostrou o dedo do meio para o repórter.

    Prisão revogada e denúncia aceita
    Na quarta (17), a Justiça de São Paulo revogou o pedido de prisão temporária dos irmãos Deivis e Derik. Apesar disso, a juíza acatou o pedido do Ministério Público e tornou os irmãos réus por homicídio qualificado.

    Segundo a decisão, por serem primários, eles poderão responder em liberdade. Ela argumentou, ainda, que as principais testemunhas do caso são policiais. A prisão preventiva foi pedida no início de julho, mas Nino não chegou a se apresentar às autoridades.

    Em nota, a defesa do influenciador afirma não haver “fundamentos sólidos para uma eventual acusação”. “Desde o início, nossa equipe de defesa dedicou-se incansavelmente a demonstrar não apenas a ausência de fundamentos sólidos para uma eventual acusação, mas também a flagrante desproporcionalidade de qualquer medida restritiva ao direito fundamental à liberdade de Nino e Deric.”

    Câmeras de segurança registraram o momento em que o irmão do influenciador disparou 11 vezes contra a vítima.

    11 disparos

    Derik fez o primeiro disparo pelas costas da vítima, que caiu no chão. Em seguida, ele efetua cerca de 10 disparos contra o homem.

    Antes de cometer o crime, imagens de câmeras de segurança registraram os irmãos em um restaurante no Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo (veja acima).

    Uma câmera de segurança registrou o veículo onde os irmãos estavam estacionando na rua às 21h50 de 19 de maio.
    Derik teria descido do carro para executar o servente de pedreiro, enquanto Nino, vestido com uma blusa azul, assumiu a direção do carro na fuga.

    Colaboração de seguidores
    As autoridades também investigam se houve a colaboração de seguidores do influencer, que teriam enviado informações que ajudaram Nino e Derik a localizar Tarcísio.

    A polícia pretende intimar essas pessoas para prestar esclarecimentos.

    Defesa dos suspeitos nega envolvimento

    A defesa dos irmãos afirmou que as suspeitas são infundadas e baseadas em suposições, sem evidências concretas que comprovem a participação deles no crime. Eles também consideram o pedido de prisão temporária injusta e desproporcional.

    Quem é Nino Abravanel

    Deivis Elizeu Costa Silva, conhecido como Nino Abravanel, tem mais de 4 milhões de seguidores no Instagram, onde publica fotos e vídeos com carros e motos de luxo. Ele ganhou fama compartilhando histórias do seu dia a dia nas redes sociais. Ele é amigo de nomes do rap e funk nacional, como o Mc Ryan e o Oruam – que, inclusive, usou as redes sociais para pedir liberdade para Nino.

     

  • ‘Casamento às Cegas’: participante recebe medida protetiva após denúncia de estupro contra ex-marido

    ‘Casamento às Cegas’: participante recebe medida protetiva após denúncia de estupro contra ex-marido

    Justiça de SP concedeu ordem judicial após Ingrid Santa Rita denunciar Leandro Marçal na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Osasco, na Grande SP; ele também é investigado por violência psicológica contra a mulher e violência doméstica. Ele nega as acusações.

    A Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva à participante Ingrid Santa Rita, do reality “Casamento às Cegas”, da Netflix, após ela denunciar o ex-marido pela suposta prática de estupro. A informação é da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

    O pedido da medida protetiva foi feito pela Polícia Civil de São Paulo, que, após a denúncia de Ingrid, abriu inquérito policial para investigar Leandro Marçal, também participante do reality, por estupro de vulnerável, violência psicológica contra a mulher e violência doméstica.

    Segundo a SSP, a investigação do caso prossegue na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Osasco, na Grande São Paulo. “A autoridade ouviu a vítima e solicitou medida protetiva, que foi acatada pela Justiça. Diligências estão em andamento para localizar o investigado e intimá-lo a prestar depoimento”, informou a pasta.

    Em nota publicada nas redes sociais, Leandro nega as acusações: “informo que JAMAIS pratiquei quaisquer fatos que me foram imputados pela Sra. INGRID SANTA RITA, com quem tive um breve relacionamento amoroso, como é de notório conhecimento”, disse ele.

    Ingrid e Leandro se casaram durante o programa da Netflix.

    Na última semana, ela contou ao g1 que compareceu à delegacia e apresentou os indícios à autoridade policial. Foram solicitados exames ao Instituto Médico Legal (IML).

    A participante falou sobre o caso em duas situações: no último episódio do programa, divulgado na última quarta-feira (10), e em publicação no Instagram na quinta (11) — onde ela disse ter sido estuprada por diversas vezes por Leandro Marçal.

    No último episódio, Leandro afirmou que teve “problemas sexuais” no relacionamento com Ingrid. “Fiz exame, fui procurar ajuda. Não era um problema físico, era psicológico.” (leia mais abaixo). O g1 entrou em contato com Leandro, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    Entrevista ao g1
    Ingrid disse ter provas, mensagens e áudios sobre o abuso sofrido.

    “Mesmo assim, no decorrer de todo esses meses, eu ficava me perguntando se estava maluca, se era coisa da minha cabeça”, afirmou.
    Ela disse que, até a divulgação do último episódio, “vinha tendo uma espécie de vida paralela”.

    “Agora, acho que estou me forçando a fazer as coisas rápido demais, porque quero encerrar esse assunto, de alguma forma. As pessoas estão todas abismadas, assustadas, desacreditadas, mas eu já estou vivendo isso há muito tempo e só quero encerrar o assunto.”

    “Eu estava acordando todos os dias com uma sensação de luto. Hoje [sexta,12], eu não acordei com essa sensação, mas achei que estaria melhor. Ainda não estou conseguindo encontrar a força que eu deveria ter.”

    Ela acrescentou que tem sido “importante” receber o apoio de pessoas por meio das redes sociais. “Eu ouvi muito que, se eu falasse, talvez isso repercutisse mal para mim. Ouvi isso de muitas pessoas e algumas continuam falando.”

    “Tem muitas mulheres e homens me enviando histórias parecidas com a minha. E, de alguma forma, a gente se reconhece na dor. E eu começo a entender que eu não estava maluca.”

    Relato nas redes sociais
    Ao compartilhar o caso em sua conta no Instagram, Ingrid Santa Rita deu detalhes do que teria acontecido.

    “Não conseguia reagir. Sempre me vi como uma mulher muito bem resolvida, pensava que isso nunca aconteceria comigo, que, se acontecesse, seria na rua. Mas estava acontecendo na minha casa”, disse. “Meu corpo reagiu, meu corpo colapsou.”

    O que aconteceu
    Ingrid e Leandro se conheceram e se casaram ao longo do “Casamento às Cegas”. Em um episódio de reencontro dos participantes, divulgado nesta quarta (10) pela Netflix, ela revelou que os dois não estavam mais juntos e, sem citar diretamente a acusação, deu a entender que Leandro a forçou a ter relações sexuais não consentidas.

    No vídeo publicado no Instagram nesta quinta (11), Ingrid afirmou que foi estuprada pelo ex-marido. Ela conta que, ao longo da relação, Leandro apresentou problemas de disfunção erétil, e ela sugeriu que ele procurasse ajuda.

    “O abuso, o estupro — esta é a palavra — começou a acontecer a partir do momento em que eu tive esse recorte, essa conversa com ele. O Leandro me esperava dormir para tentar resolver o problema dele.” Ela continua:

    “Na cabeça dele, se ele conseguisse transar comigo, não teríamos mais problema nenhum. Só que ele esqueceu que precisava me avisar, que precisava ser consentido.”
    Segundo Ingrid, Leandro tentou praticar sexo oral, com as mãos e com penetração enquanto ela dormia. “Eu sempre acordando, pedindo para parar. Comecei a sentir nojo daquela relação e daquelas tentativas.”

    A participante conta que, em um dos episódios, chegou a perder a consciência: “Eu gritava: ‘Não toca mais em mim’. Não conseguia puxar o ar, não tinha mais respiração. Desmaiei, bati as costas na cama. Acordei com as minhas filhas em cima de mim. O Leandro sentado na cama, me olhando”.

    O que diz Leandro
    No episódio de reencontro do “Casamento às Cegas”, Leandro afirmou que teve “problemas sexuais” no relacionamento com Ingrid. “Fiz exame, fui procurar ajuda. Não era um problema físico, era psicológico.”

    “Na parte sexual, nunca falei que fui certo, fui errado em tentar resolver um problema no nosso relacionamento. Fui buscar ajuda, só que as coisas não são rápidas. A parte sexual foi um problema nosso, sim. Achei que, se resolvesse isso, o relacionamento ia andar.”

    Sem citar de forma direta as acusações feitas por Ingrid, ele pediu desculpas à ex-mulher: “Nosso relacionamento não deu certo. Te peço desculpa, como já te pedi diversas vezes. Eu entendo o que foi o meu erro, mas um relacionamento é feito a dois”.

    Logo em seguida, Ingrid pediu para abandonar a gravação do programa. Os apresentadores do reality, Camila Queiroz e Klebber Toledo, pediram que Leandro também se retirasse.

    “Ainda que algo tenha acontecido durante o relacionamento da Ingrid e do Leandro após o fim do programa, assuntos delicados, como o abordado agora, precisam ser tratados com muita seriedade e cuidado. Nós esperamos que essa história encontre um desfecho oportuno para todos”, diz Camila.

    Em nota enviada ao g1, a assessoria da Netflix afirma que o streaming, a Endemol Shine Brasil e a equipe do Casamento à Cegas Brasil “repudiam veementemente qualquer tipo de violência”. “A produção, em todas as suas etapas, é conduzida com constante apoio profissional aos participantes, e as denúncias apresentadas estão sendo apuradas pelos órgãos competentes.”

     

  • Carros de luxo, armas e dinheiro são apreendidos em operação contra facção criminosa em SP

    Carros de luxo, armas e dinheiro são apreendidos em operação contra facção criminosa em SP

    Ação cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços na Zona Leste e um no Centro. Segundo a SSP, um dos veículos apreendidos é avaliado em mais de R$ 1 milhão.

    A Polícia Civil apreendeu pelo menos sete carros de luxo, um deles avaliado em mais de R$ 1 milhão, além de armas de fogo e dinheiro durante uma operação contra facção criminosa em São Paulo.

    De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em quatro endereços na Zona Leste e um no Centro na última segunda-feira (1º).

    Em um dos locais, os policiais encontraram uma mineradora de bitcoins (usada para registrar transações com moedas digitais), estimulando aplicações financeiras supostamente usada pelos criminosos para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

    Os investigadores ainda suspeitam que a quadrilha esteja usando postos de combustíveis para esconder a origem ilícita de ativos financeiros.

    Ainda conforme a SSP, diversos documentos que podem colaborar com as investigações também foram apreendidos durante a operação.

    Os investigados não foram localizados, mas continuam sendo procurados. As apreensões foram registradas no 10° Distrito Policial, na Penha.

     

  • Caso Porsche: polícia abre novo inquérito para investigar se parentes de motorista tiraram garrafas do carro antes da perícia de acidente em SP

    Caso Porsche: polícia abre novo inquérito para investigar se parentes de motorista tiraram garrafas do carro antes da perícia de acidente em SP

    Delegacia apura suspeita de fraude processual. Testemunhas contaram que familiares de Fernando Sastre de Andrade Filho levaram garrafas de vidro do Porsche para outro veículo. Empresário está preso acusado de beber e dirigir em alta velocidade. Réu nega acusações.

    A Justiça de São Paulo mandou a Polícia Civil abrir um novo inquérito sobre o caso do Porsche. Dessa vez para investigar se parentes do motorista do carro de luxo cometeram crime de fraude processual. A investigação foi aberta nesta segunda-feira (1º) pelo 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) (leia nota abaixo).

    O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho é acusado de beber, dirigir a mais de 100 km/h e causar acidente de trânsito que atingiu outro veículo e deixou um morto e um ferido no final de março na Zona Leste. O réu nega as acusações de que bebeu e correu com o Porsche. Ele está preso preventivamente pelos crimes de homicídio e lesão corporal (saiba mais abaixo).

    O g1 apurou que testemunhas ouvidas pela Justiça na última sexta-feira (28), durante a audiência de instrução do caso, disseram ter visto familiares de Fernando Filho retirando garrafas de vidro de dentro do carro de luxo logo após o acidente e antes da chegada da perícia.

    Elas não souberam informar, no entanto, se havia bebida alcoólica dentro das garrafas ou ainda se as mesmas estavam cheias ou vazias. Mas foram esses depoimentos que fizeram o Ministério Público (MP) pedir para a Justiça determinar a investigação da suspeita de que parentes de Fernando Filho podem ter cometido fraude processual.

    O juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri, atendeu à solicitação da promotora Monique Ratton na última sexta.

    Vídeos gravados pelas câmeras corporais de agentes da Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, e outras filmagens feitas por testemunhas, mostram a mãe de Fernando Filho, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, e o tio dele, Marcelo Sastre de Andrade, no local do acidente.

    O g1 não conseguiu localizar Daniela e Marcelo para comentarem o assunto.

    A reportagem apurou que a mãe de Fernando não foi ouvida nessa audiência do processo do homicídio e da lesão corporal contra o filho dela. O tio do empresário foi. Marcelo afirmou que as garrafas não tinham bebida alcoólica dentro. E que não sabia o que aconteceram com elas após a batida, já que o Porsche ficou aberto e várias pessoas se aproximaram do veículo.

    “A defesa desconhece a abertura do inquérito e também não irá se manifestar em respeito ao segredo de Justiça”, informou o escritório dos advogados Jonas Marzagão, Elizeu Soares e João Victor, que defendem os interesses de Fernando.
    Por meio de nota, a pasta da Segurança informou que “o 30° Distrito Policial (Tatuapé), em cumprimento à requisição judicial, instaurou um inquérito, na segunda-feira (1), para apurar crime de fraude processual envolvendo familiares do indiciado. Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.”

    De acordo com a lei, a fraude processual ocorre quando alguma pessoa faz algo para induzir a polícia, a perícia ou até mesmo a Justiça a cometer um erro de avaliação de alguma investigação, inquérito ou processo. Em caso de condenação, a pena para esse tipo de crime é de detenção, de três meses a dois anos, ou pagamento de multa.

    Se o que a testemunhas do caso do Porsche falaram em juízo for confirmado pela delegacia, parentes de Fernando Filho podem ser responsabilizados por ter atrapalhado as autoridades na colheita de provas.

    Segundo fontes da reportagem, se garrafas estavam dentro do Porsche, elas não poderiam ter sido retiradas porque seriam analisadas pelos policiais e fotografadas e examinadas por peritos. Justamente para que eles pudessem saber se eram de bebidas com álcool.

    No total, 17 testemunhas do caso do Porsche foram ouvidas na sexta passada na audiência de instrução no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste. Foram sete da acusação e dez da defesa.

    No próximo dia 2 de agosto está marcado o interrogatório de Fernando Filho. A pedido de sua defesa, o empresário irá falar por videoconferência da Penitenciária de Tremembé, no interior do estado. Essa etapa do processo serve para a Justiça decidir se leva o empresário a júri popular. Depois disso poderá marcar uma data para o julgamento.

    Em entrevista ao Fantástico, antes de ser preso, e em depoimento à polícia, Fernando Filho disse que não correu com o Porsche, mas não soube informar qual era a velocidade que o carro de luxo estava.

    Fernando Filho é réu no processo no qual responde preso preventivamente pelos crimes de homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana quando bateu o Porsche na traseira do Renault da vítima) e lesão corporal gravíssima (ao ferir gravemente seu amigo, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do carona do carro de luxo).

    O homicídio que o empresário responde ainda é considerado qualificado por perigo comum (ter colocado outras pessoas em risco) e recurso que dificultou a defesa da vítima (o Porsche que atingiu o automóvel da vítima).

    Antes do acidente, Fernando Filho dirigia o Porsche Carrera a 156, 4 km/h, segundo a perícia da Polícia Técnico-Científica. Ornaldo teve o Renault Sandero atingido por trás pelo carro de luxo guiado por Fernando Filho a 114 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O limite para a via é de 50 km/h. Câmeras de segurança também gravaram o momento da batida.

    Outras testemunhas contaram à Justiça que Fernando Filho tinha sinais de embriaguez, com dificuldade para caminhar e falar. Dois bombeiros que atenderam a ocorrência também foram ouvidos e confirmaram a versão de que o motorista do carro de luxo estava alcoolizado.

    Marcus e sua namorada também depuseram na Justiça e mantiveram a informação de que Fernando havia tomado bebida alcoólica antes do acidente, apresentava embriaguez e estava “alterado”. Já a namorada do empresário, ouvida como testemunha, negou que ele tenha bebido.

    Num dos vídeos que fazem parte do processo e foi gravado pela namorada de Marcus 13 minutos antes do acidente, Fernando Filho aparece dentro do Porsche dizendo “vamos jogar sinuca” com voz pastosa para a namorada e o casal de amigos. Eles tinham saído de uma casa de pôquer.

    Os policiais militares que também atenderam a ocorrência foram ouvidos como testemunhas pela Justiça. Eles, no entanto, disseram que não perceberam que Fernando Filho estava embriagado.

    Os agentes da Polícia Militar (PM) não tinham o etilômetro na viatura. O aparelho é usado para fazer o teste do bafômetro. Além de deixarem de aplicar o exame em Fernando Filho, eles liberaram o motorista para ir embora do local do acidente depois que a mãe dele pediu.

    A mulher alegou que levaria o filho a um hospital porque ele estaria ferido. Eles não passaram por nenhum atendimento médico, no entanto.

    A Corregedoria da Polícia Militar considerou que os agentes erraram ao liberar o motorista o Porsche sem fazer o bafômetro e os afastaram das ruas para responderem a processo disciplinar.

    Justiça arquiva caso de agressão a ex-madrasta

    Se de um lado a Justiça determinou a abertura de inquérito policial para investigar parentes de Fernando Filho por suspeita de fraude processual, de outro ela decidiu arquivar a investigação contra o empresário que era acusado de agredir a ex-madrasta Eliziany Silva em 2018.

    Como Fernando Filho tinha 18 anos à época, pela lei a prescrição para lesão corporal cai pela metade. Se alguém maior de 21 anos cometer o crime, ele fica prescrito em oito anos. No caso de menores de 21 anos, cai pela metade. Portanto, a lesão atribuída a Fernando Filho expirou em 2022.

    O empresário tem 24 anos atualmente. O inquérito de lesão contra ele tinha sido aberto em maio de 2024 pela Polícia Civil, logo após Eliziany prestar queixa contra o ex-enteado. A investigação estava sendo feita pela 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), mas o inquérito foi encerrado após decisão judicial.

    “A 5° Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), encerrou, por determinação da Justiça, a investigação do caso de lesão corporal, devido à extinção da punibilidade do investigado”, informa nota divulgada pela pasta da Segurança.
    Eliziany contou na DDM que teve uma “união estável” de mais de dez anos com o pai do rapaz, o também empresário Fernando Sastre de Andrade. O casal se separou em 2019.

    Ainda de acordo com ela, o pai de Fernando Filho também a agrediu durante o relacionamento. A mulher contou que ele havia esganado ela horas antes quando estavam num hotel em Florianópolis, em Santa Catarina.

  • Golpe do app gay: polícia prende suspeito de atrair jovens para emboscada e assaltá-los no Sacomã, na Zona Sul de SP

    Golpe do app gay: polícia prende suspeito de atrair jovens para emboscada e assaltá-los no Sacomã, na Zona Sul de SP

    Homem já foi reconhecido por cinco vítimas como o autor dos crimes. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as investigações seguem em andamento por meio de um inquérito policial instaurado pelo 95° Distrito Policial.

    A Polícia Civil prendeu um dos suspeitos de assaltar jovens na região do Sacomã, na Zona Sul de São Paulo. As vítimas são atraídas para uma emboscada após marcar encontro por meio de aplicativos de relacionamento voltado para o público gay.

    Um levantamento do g1 apontou que ao menos 9 roubos e tentativas foram registrados nessa região (leia mais abaixo). A área é a mesma onde Leonardo Rodrigues Nunes, de 24 anos, foi assassinado, em 12 de junho.

    O mandado de prisão temporária foi cumprido na última quinta-feira (20) na região de Heliópolis, próximo aos endereços dos roubos. O suspeito foi detido na residência da mãe, onde foram apreendidos dois capacetes de moto.

    Segundo uma fonte do 95° Distrito Policial (DP), responsável pela investigação, o criminoso já foi identificado como o autor dos assaltos por cinco de sete vítimas convocadas pela polícia. O reconhecimento foi possível em razão das características do rosto e da tatuagem.

    Durante interrogatório na delegacia, o homem negou ter cometido o crime e se recusou a passar outras informações. Para a investigação, a onda de assaltos foi promovida por mais de dois criminosos que provavelmente se revezam durante as ações.

    Como os endereços das emboscadas são próximos e muitos não possuem câmeras de segurança, a Polícia Civil também acredita que os criminosos conhecem bem a região.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “as investigações seguem em andamento por meio de um inquérito policial instaurado pela unidade para a identificação dos demais envolvidos e o total esclarecimento dos casos”.

    Os roubos do levantamento do g1 foram registrados nos últimos cinco meses, sendo um em fevereiro, quatro em março, um em abril, e um em maio. Duas vítimas também sofreram tentativas de assalto em março e maio.

    Confira o modus operandi dos criminosos a partir dos relatos obtidos pela reportagem:

    As vítimas conhecem o suposto rapaz pelo Hornet ou Grindr, aplicativos voltados para o público gay;
    Após conversarem por dias pelo aplicativo de relacionamento, o suspeito compartilha seu número de WhatsApp, dando sequência a conversa e ganhando a confiança do jovem;
    Um encontro é marcado na região do Sacomã, onde supostamente o suspeito mora;
    O criminoso se oferece para pagar a corrida do carro de aplicativo até o local do encontro e acompanha a localização da vítima em tempo real;
    Quando o jovem recusa a oferta e paga pela própria corrida, o suspeito pede a localização em tempo real pelo WhatsApp ou pede os dados da corrida;
    Chegando ao local, a vítima encontra a rua deserta;
    Então, o jovem é abordado por dois homens armados em uma moto que anunciam o assalto;
    O principal objetivo é roubar o celular das vítimas, porém os criminosos também já levaram cartões, carregador, fones de ouvido e até mesmo par de chinelos;
    Mediante ameaças de morte, eles ainda obrigam a vítima a passar a senha do celular e, posteriormente, efetuam compras em aplicativos como de delivery de comida.

    ‘Vi ele atirando na minha direção’
    Morador de Santo André, João*, de 24 anos, escapou por pouco de um assalto no mesmo endereço em que Leonardo Rodrigues Nunes foi assassinado, próximo ao Sacomã. O episódio ocorreu em 15 de maio.

    Durante semanas, João conversou com um rapaz com quem deu um match no Hornet. Depois, eles migraram para o WhatsApp. “Ele se mostrou uma pessoa muito humana, mandando agenda, comentando o que ia fazer, mandava foto dele. Não me deu brecha para desconfiança”.

    No dia do crime, a vítima estava na faculdade na Zona Oeste de São Paulo, quando foi convidada para ir à casa do rapaz. O criminoso pediu para ele compartilhar a localização em tempo real do Uber.

    Chegando no local combinado, João não encontrou ninguém. Enquanto tentava localizar o endereço correto, dois homens em uma moto se aproximaram e o abordaram. A vítima achou que os criminosos carregavam uma arma de brinquedo, por isso reagiu ao assalto.

    “Ele subiu na moto e falou: ‘vou te matar e pegar tudo’. Na hora que ele atirou, não sei o que aconteceu, acho que foi meu anjo da guarda, eu caí no chão um pouco antes dele atirar. Eu vi ele atirando na minha direção. São cenas e sons que não vão sair da minha cabeça.”
    Então, uma moradora apareceu e começou a gritar, por isso os assaltantes fugiram sem levar nada. A mulher acolheu João em sua casa e compartilhou que outros casos similares ao dele vem acontecendo na região.

    ‘Me deram um soco na testa e bateram com a arma na minha barriga’
    Em março, Flávio* conheceu um rapaz pelo Hornet e, após dias de conversa pelo aplicativo de relacionamento e pelo WhatsApp, decidiram marcar um date.

    O suspeito se ofereceu para pagar o Uber, porém Flávio preferiu pagar pela própria corrida. “Quando eu entrei no carro, ele pediu para tirar um print do Uber para ele acompanhar a viagem. Eu mandei, e ele pediu para eu avisá-lo quando faltasse cinco minutos para chegar, para ele descer e me encontrar no portão da casa dele”.

    Chegando ao destino, ninguém espera por Flávio. Foi quando dois homens em uma moto apareceram. Um deles sacou a arma e pediu para a vítima entregar tudo.

    “Eu dei o meu celular. Eles ainda pegaram meu chinelo, carregador e fone. Queriam que eu desbloqueasse o meu celular e pediram a senha de tudo o que eu tinha. Eu fiquei tão nervoso no momento que eu não lembrava a senha. O celular ficou bloqueado [após muitas tentativas].”

    “Durante dez minutos, eles ficaram falando que iam me matar. Engatilharam a arma, me deram um soco na testa e bateram com a arma na minha barriga. Por fim, se convenceram a levar o celular bloqueado mesmo. Me deixaram na rua e saí correndo para pedir ajuda.”

    Após alguns minutos, uma viatura da Polícia Militar apareceu no endereço, porque alguns vizinhos ouviram o assalto e ligaram para a corporação. A vítima foi levada para o 26° Distrito Policial do Sacomã, onde o boletim de ocorrência foi registrado.

    O g1 não conseguiu contato com a Hornet para comentar os episódios. Pelo site da plataforma, a empresa inclui dicas de segurança para os usuários e um email pelo qual os usuários podem denunciar casos. No entanto, não possui informações sobre verificação de perfis na plataforma.

    Procurado para saber se o aplicativo citado e o Grindr estão sendo investigados, o Ministério Público de São Paulo(MP-SP) informou que “vai verificar junto as autoridades policiais se os aplicativos estão obstruindo informações para o deslinde dos casos. Após, deliberamos sobre a atuação do GAESP, se é caso ou não de instauração de inquérito”.

  • Polícia de SP abre inquérito para investigar se motorista do Porsche agrediu ex-madrasta em 2018

    Polícia de SP abre inquérito para investigar se motorista do Porsche agrediu ex-madrasta em 2018

    Eliziany Silva registrou queixa em maio de 2024 contra Fernando Sastre de Andrade Filho. Delegacia de Defesa da Mulher investiga empresário por suspeita de lesão corporal. Ele está preso preventivamente por ter causado acidente de trânsito a mais de 100 km/h que matou um homem e feriu outro em março.

    A Polícia Civil de São Paulo abriu um novo inquérito para investigar o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, conhecido como o motorista do Porsche que causou um acidente de trânsito que deixou um homem morto e outro ferido, em 31 de março de 2024, na Zona Leste da capital. Desta vez, Fernando é investigado pela 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por suspeita de lesão corporal contra a e ex-madrasta, Eliziany Silva.

    Segundo ela, o crime ocorreu em 2 de janeiro de 2018, quando o empresário tinha 18 anos. Fernando Filho tem 24 anos e está preso preventivamente em Tremembé, interior paulista, por decisão da Justiça, por dirigir embriagado e em alta velocidade e assumir o risco de matar e ferir pessoas.

    Esse novo inquérito contra Fernando Filho foi aberto em 17 de maio de 2024, dois dias após Eliziany registrar a queixa contra ele na delegacia. A mulher tem 46 anos agora.

    Eliziany acusou Fernando Filho de agredi-la no rosto com um celular e chutar o joelho dela, a deixando com “hematoma”.

    Ela contou na DDM que teve uma “união estável” de mais de dez anos com o pai do rapaz, o também empresário Fernando Sastre de Andrade. O casal se separou em 2019.

    Segundo Eliziany, o filho do então companheiro a agrediu por achar que ela teria batido no homem após uma discussão quando chegaram de viagem no apartamento onde todos moravam juntos.

    A mulher contou que Fernando Filho passou a filmá-la com o celular a acusando de agredir o pai dele. Mas, de acordo com ela, os dois só estavam discutindo. Ela então disse que gritou com o enteado e tentou tirar o celular da mão dele, mas o aparelho caiu no chão. Depois disso, o rapaz pegou o telefone e o usou para agredi-la no rosto.

    Eliziany falou na delegacia que gritou novamente com Fernando Filho e o pai do jovem a “puxou e a segurou”. Nesse momento, o enteado a agrediu “chutando seu joelho”. Apesar do ferimento que ficou no seu corpo, ela disse que “não fotografou sua lesão, nem precisou de atendimento médico”.

    Ainda de acordo com a então madrasta de Fernando Filho, o pai dele também a agrediu naquele mesmo dia. Segundo Eliziany, ele havia esganado ela horas antes quando estavam num hotel em Florianópolis, em Santa Catarina.

    A mulher afirmou que a filha que ela tem, de outro relacionamento, puxou o padrasto pelo braço para afastá-lo da mãe. Segundo ela, não ficaram marcas da agressão que sofreu no Sul. Eliziany falou que seu enteado viu o que aconteceu e também acusou ela e sua filha de agredirem o pai dele, mas que isso não ocorreu.

    Eliziany também declarou que seu enteado à época filmou a discussão que todos tiveram em Florianópolis e compartilhou as imagens com outras pessoas. Todas as imagens foram entregues para a investigação.

    Como o boletim de ocorrência do caso foi registrado como lesão corporal no contexto de violência doméstica pela Lei Maria da Penha, não há necessidade de representação de Eliziany para que a polícia investigue a denúncia. Nesse caso, o crime é investigado independentemente da vontade da vítima.

    Policiais ouvidos pela reportagem informaram ainda que a lesão corporal prescreve em oito anos. Como esse crime teria ocorrido há seis anos, ele ainda não prescreveu.

    O g1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) que informou que Fernando Filho será ouvido pela investigação.

    “As equipes da unidade realizarão a oitiva do suspeito por meio de carta precatória, já que ele está em cárcere. As diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos”, informa a nota da pasta da Segurança.
    A reportagem também procurou a defesa de Fernando Filho para comentar as acusações da ex-madrasta dele contra o enteado e o pai dele. O advogado Jonas Marzagão, que defende os interesses do motorista do Porsche, informou que não poderia comentar o assunto pois ainda não havia tido conhecimento dele.

    Em abril deste ano, O Globo publicou reportagem na qual informava que o pai do motorista do Porsche respondia a processo no qual é acusado por Eliziany de agredi-la, toturá-la e a ameaçá-la.

    Motorista do Porsche é réu

    Fernando Filho é réu no processo no qual responde preso pelos crimes de homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana) e lesão corporal gravíssima (ao ferir gravemente seu amigo, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha).

    A prisão preventiva tem o objetivo de manter uma pessoa presa até seu eventual julgamento.

    Antes do acidente, Fernando Filho dirigiu o Porsche a 156, 4 km/h, segundo a perícia. Ornaldo teve o Renault Sandero atingido por trás pelo carro de luxo guiado por Fernando a 114 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O limite para a via é de 50 km/h. Câmeras de segurança também gravaram o momento da batida.

    Um novo vídeo, obtido pelo g1, mostra Fernando Filho dentro do Porsche Carrera azul dizendo “vamos jogar sinuca” com voz pastosa para a namorada e um casal de amigos, ao sair de uma casa de pôquer, 13 minutos antes de causar um acidente de trânsito que deixou o motorista de aplicativo morto e feriu Marcus, que ficou 15 dias internado e precisou ser operado para retirada do baço (veja acima). Ele foi gravado pela namorada de Marcus.

    Além de testemunhas, Marcus e sua namorada contaram à polícia que Fernando Filho havia tomado bebida alcoólica antes do acidente e tinha sinais de embriaguez. O empresário negou ter bebido, tanto em depoimento à polícia quanto em entrevista concedida ao Fantástico. A namorada do motorista do Porsche também disse que ele não bebeu.

    Imagens das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam a ocorrência do acidente mostraram que eles não tinham o etilômetro, aparelho usado para aferir se um motorista bebeu. As body cams ainda registraram o momento que os agentes da Polícia Militar (PM) liberaram Fernando Filho sem passar pelo teste.

    Os PMs alegaram que a mãe de Fernando Filho havia dito a eles que precisava levar o filho para um hospital porque ele estaria ferido. Mas isso não ocorreu. A Corregedoria da Polícia Militar considerou que os agentes erraram ao liberar o motorista o Porsche sem fazer o bafômetro e os afastaram das ruas para responderem a processo disciplinar.

    Ainda pelas câmeras corporais dos PMs é possível ouvir um bombeiro conversando com os policiais militares após a liberação de Fernando Filho. Os agentes da PM e do Corpo de Bombeiros confirmam no diálogo que o motorista do Porsche e seu amigos estavam com sinais de embriaguez.

    Além dessa gravação, há um documento que está no processo no qual o bombeiro que atendeu a ocorrência menciona que Fernando Filho e Marcus estavam bêbados.

    Outras testemunhas ouvidas pelo 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé, disseram que o Porsche corria bastante. Dirigir em alta velocidade e embriagado são crimes de trânsito graves. Principalmente quando ocorre um acidente com morte. Nesse caso seriam agravantes.

    Fernando Filho está preso desde o dia 6 de maio, quando se entregou na delegacia, três dias depois de ficar foragido e ser procurado pela polícia. Ele apareceu com seus advogados.

  • Exército Exonera Comandantes Investigados por Atos Golpistas: Desdobramentos da Operação Tempus Veritatis

    Exército Exonera Comandantes Investigados por Atos Golpistas: Desdobramentos da Operação Tempus Veritatis

    Investigações da Polícia Federal sobre tentativa de golpe de Estado levam à exoneração de militares pelo Exército.

    O Exército Brasileiro anunciou a exoneração de dois comandantes militares que estavam entre os alvos da recente Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. As exonerações foram formalizadas pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, e publicadas no “Diário Oficial da União” hoje. Os militares afastados são o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, que ocupava o comando do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia, e o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, que atuava como comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais em Manaus.

    A Polícia Federal conduz investigações sobre um suposto golpe de Estado envolvendo esse grupo, que abrange militares, o ex-presidente Jair Bolsonaro e políticos próximos. A operação sugere que o grupo se articulou para minar a credibilidade das instituições e promover um golpe, visando manter Bolsonaro no poder.

    De acordo com as informações obtidas pela PF, o grupo dividia suas ações em dois “eixos“. O primeiro concentrava-se na construção e disseminação de informações falsas sobre uma suposta fraude nas urnas, destacando uma “falaciosa vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação“. Esse discurso, segundo a PF, era repetido pelos investigados desde 2019 e persistiu após os resultados do segundo turno das eleições de 2022.

    O segundo “eixo” visava ações práticas para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, ou seja, concretizar o golpe. Nessa etapa, os militares investigados estariam ligados a táticas e forças especiais, dando suporte a essa tentativa de subverter a ordem democrática.

  • Polícia indicia 25 torcedores do Palmeiras por associação criminosa e tumulto após briga com torcida do Corinthians

    Polícia indicia 25 torcedores do Palmeiras por associação criminosa e tumulto após briga com torcida do Corinthians

    Investigação também identificou que houve tentativa de homicídio, mas ainda não foi possível individualizar o crime a nenhum dos indiciados; dois corinthianos ficaram gravemente feridos.

    A Polícia Civil indiciou 25 torcedores do Palmeiras por envolvimento em uma briga com torcedores do Corinthians após 90 dias de investigação. A confusão aconteceu no Viaduto Grande São Paulo, no Ipiranga, Zona Sul da capital, em 10 de fevereiro deste ano.

    A investigação identificou os crimes de associação criminosa e tumulto;
    Pela gravidade das agressões, a polícia também constatou que houve tentativa de homicídio, mas ainda não conseguiu individualizar a conduta criminosa a nenhum dos 25 indiciados;
    Membros da Mancha Alviverde, torcida organizada do Palmeitas, armaram uma emboscada para atacar ônibus de torcedores corinthianos que vinham de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

    “É a primeira vez onde um número grande de torcedores é indiciado por associação criminosa, que é um crime passível tanto de prisão temporária quanto de prisão preventiva”, apontou César Saad, delegado do caso.
    “A Polícia Civil trata esse tipo de briga, esse tipo de conduta, não como uma rivalidade, uma rixa entre torcidas, e sim como um crime. como uma associação criminosa e como tentativa de homicídio. Não é mais só a cor da camisa ou a rivalidade dentro de campo, que eram tratados por alguns torcedores que entendem isso como uma simples rivalidade de torcidas”, afirmou.

    Crime foi filmado
    Imagens de câmeras de segurança ajudaram os policiais a identificarem os agressores. O SP2 teve acesso às imagens com exclusividade.

    É possível ver vários torcedores do Palmeiras passando com barras de ferro e pedaços de madeira nas mãos. Alguns usam capacete para cobrir o rosto. Outra câmera mostra a multidão de palmeirenses já se aproximando do viaduto.

    A investigação conseguiu chegar aos 25 nomes após analisar, durante horas, as gravações.

    As imagens confirmam, por exemplo, o relato do motorista de um dos ônibus que conduziam os corinthianos. Ele disse o trânsito parou repentinamente no alto do viaduto, e os ônibus começaram a voltar na contramão, pois a pista já estava tomada por palmeirenses.