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  • Coronel aposentado acusado de matar funcionário de motel em Marília é julgado nesta terça-feira

    Coronel aposentado acusado de matar funcionário de motel em Marília é julgado nesta terça-feira

    Dhaubian Braba Brauioto Barbosa era dono do estabelecimento. Vítima trabalhava no motel e, segundo a investigação da Polícia Civil, mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa do acusado. O início do julgamento está marcado para as 9h e corre em segredo de Justiça.

    Será realizado nesta terça-feira (26), à partir das 9h, no fórum de Marília (SP), o julgamento do coronel aposentado da Polícia Militar Dhaubian Braba Brauioto Barbosa.

    O réu é acusado do assassinato de Daniel Ricardo da Silva, funcionário do motel do qual o próprio ex-PM era dono, e de tentar induzir a Justiça ao erro. Em um primeiro momento, o julgamento ocorre em segredo de Justiça, ou seja, não será aberto ao público.

    Na denúncia, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) alega que Dhaubian matou Daniel Ricardo da Silva no próprio estabelecimento, que fica às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Marília, em 31 de outubro de 2021.

    Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa do acusado. Ela também foi denunciada por supostamente adulterar a cena do crime.

    O coronel aposentado responde por homicídio duplamente qualificado e está preso desde novembro de 2021. A Justiça havia marcado o julgamento no último dia 15 de agosto.

    Homicídio qualificado

    No dia do crime, Daniel Ricardo da Silva, que tinha 37 anos, chegava para trabalhar no motel quando foi atingido pelos disparos de arma de fogo.

    Imagens do circuito de segurança do motel registraram o momento em que a vítima chega para trabalhar e também dois dos três disparos que mataram Daniel.

    O laudo necroscópico do corpo de Daniel apontou que ele foi atingido pelas costas. Segundo o delegado seccional de Marília, Wilson Frazão, a polícia confirmou que os disparos foram realmente efetuados por Dhaubian.

    O coronel se apresentou na delegacia no dia 3 de novembro e, no dia seguinte, teve a prisão temporária decretada. Ele alegou legítima defesa. A motivação do crime teria sido passional. Segundo as investigações, a vítima tinha um relacionamento com a mulher do coronel, que também é policial militar.

    A arma dela chegou a ser apreendida no local do crime, assim como o arsenal encontrado em endereços de Dhaubian, porém, a arma utilizada no crime não foi localizada.

    Uma semana depois, a Polícia Civil apreendeu em um outro motel de propriedade de Dhaubian várias armas escondidas em uma laje. Entre revólveres e pistolas, todos sem documentação, havia algumas armas consideradas raras e de uso restrito, inclusive do exército norte-americano.

    Pedidos de liberdade negados
    Desde a data da prisão do réu, a Justiça, em várias instâncias, negou pedidos de liberdade a Dhaubian. No último deles, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um recurso com as alegações da defesa do coronel da reserva que apontavam falta de fundamentação para a manutenção da prisão preventiva.

    O ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, indicou que há elementos concretos que demonstram a periculosidade de Barbosa, evidenciado pelo modus operandi com que o delito foi cometido, aliado à apreensão de uma quantidade expressiva de armas e munições não registradas pertencentes ao acusado.

    O primeiro pedido de liberdade feito pela defesa do coronel aposentado da PM foi negado no dia 11 de novembro, quando a 2ª Vara Criminal da Justiça de Marília decidiu manter a prisão do acusado.

    No dia 22 de novembro, o TJ também recusou o primeiro pedido de habeas corpus feito na segunda instância da Justiça estadual e manteve a prisão.

    No início de dezembro de 2021, a Justiça converteu a prisão de Dhaubian de temporária para preventiva. No dia 21 de dezembro de 2021, o TJ negou o segundo pedido de liberdade feito pela defesa de Dhaubian.

    No início de fevereiro de 2022, o TJ-SP rejeitou pela terceira vez um pedido de habeas corpus formulado pela defesa do dono do motel. Logo depois, no dia 15 de fevereiro, a Justiça de Marília negou pedido de liberdade feito pela defesa do coronel aposentado durante a primeira audiência de julgamento do crime.

    No início de maio de 2022, a Polícia Civil realizou a reconstituição do crime, que contou com a participação do coronel aposentado. Durante os trabalhos, o advogado do acusado insistiu na tese da legítima defesa, contrariando a conclusão da polícia sobre a dinâmica dos fatos.

    À época, ao g1, o advogado Aryldo de Oliveira de Paula alegou que Daniel planejava matar Dhaubian e já tinha tentado envenená-lo três vezes com água de chimarrão. Segundo o advogado, o objetivo de Daniel era ficar com a esposa e o patrimônio do dono do motel.

     

  • Ex-tenente-coronel da PM acusa superiores de se beneficiaram de desvios de dinheiro da corporação

    Ex-tenente-coronel da PM acusa superiores de se beneficiaram de desvios de dinheiro da corporação

    José Afonso, condenado a mais de 50 anos de prisão, denunciou o ex-comandante da corporação e atual subprefeito da Sé, Álvaro Batista Camilo, e o atual presidente do Tribunal de Justiça Militar, Orlando Eduardo Geraldi.

    O ex-tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo José Afonso Adriano Filho, condenado a mais de 50 anos de prisão por desvios de recursos da PM, afirmou, em novo depoimento, que seus superiores sabiam das fraudes e se beneficiaram delas.

    Ele acusou o então comandante Álvaro Batista Camilo, hoje subprefeito da Sé, e o atual presidente do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, Orlando Eduardo Geraldi.

    Camilo disse à TV Globo que, quando era comandante da PM, afastou e transferiu Adriano e determinou a apuração das denúncias de corrupção. Afirmou também que agora, 12 anos depois, ainda preso, ele tenta obter vantagens nos seus processos em curso, acusando indevidamente coronéis da PM.

    O presidente do TJM afirmou que as alegações de Adriano já foram investigadas pelo Ministério Público (MP), que não encontrou irregularidades e determinou o arquivamento do caso.

    Entre 2005 e 2012, Adriano trabalhou no Departamento de Suporte Administrativo do comando-geral da PM que tem, entre suas atribuições, fazer a manutenção e a segurança do quartel-general da Polícia Militar.

    Em março de 2017, a Corregedoria da PM prendeu o militar por suspeita de fraude em licitações para a compra de itens como papel higiênico, bolachas, programas para computador e reformas em prédios da corporação, no valor aproximado de R$ 11 milhões de reais.

    A Justiça Militar reconheceu as acusações e, em 2018, ele foi condenado, em dois processos, a mais de 50 anos de prisão pelo crime de peculato. Ele também perdeu a patente de tenente-coronel.

    Na época, o ex-tenente-coronel confirmou parte das irregularidades, mas disse que tudo tinha sido feito com autorização superior e com o conhecimento do comando-geral da PM. Adriano chegou a negociar uma delação premiada, mas o acordo não foi fechado.

    No último dia 31 de agosto, durante uma nova audiência na Justiça Militar, em outro processo de fraude em licitações, Adriano voltou a acusar ex-coronéis da PM e até o atual presidente do TJM de terem se beneficiado do esquema.

    A acusação veio em resposta a uma pergunta do advogado de defesa de Adriano.

    “Ele esteve no Tribunal Militar?”, pergunta o advogado.

    “Eu estive no Tribunal de Justiça Militar exatamente por três vezes. Fui levar dinheiro para o coronel Eduardo Orlando Geraldi”, diz o ex-tenente-coronel.

    Geraldi era corregedor da Justiça Militar na época em que as primeiras denúncias contra o então tenente-coronel se tornaram públicas. Hoje, Geraldi preside o tribunal.

    Em outro trecho da audiência, Adriano também fez acusações contra o coronel Álvaro Batista Camilo, comandante da PM paulista entre 2009 e 2012.

    “Em 2009, fevereiro de 2009, fui procurado pelo coronel Álvaro Batista Camilo. Ele mandou que eu pagasse, que eu comprasse, que eu atendesse.”

    Depois de deixar a PM, Camilo foi vereador da capital paulista, deputado estadual, secretário-executivo da Segurança Pública nas gestões dos ex-governadores João Doria (então no PSDB) e Rodrigo Garcia (PSDB) e, atualmente, é subprefeito da Sé na gestão do prefeito Ricardo Nunes (PMDB).

    Entre os documentos apresentados pela defesa de Adriano estão um recibo e um comprovante de depósito.

    O recibo, de R$ 12 mil, seria referente à internação do filho de Camilo em uma clínica em Atibaia, no interior paulista. Junto com ele, há uma cópia de um cheque, no mesmo valor, emitido à clínica pela Comercial das Províncias, uma das empresas de fachada usadas por Adriano no esquema de fraude em licitações da PM.

    A Comercial das Províncias foi usada 120 vezes para fornecer material de informática e serviços de telefonia à PM no valor de R$ 7 milhões. Segundo as investigações, nada foi entregue.

    Já o comprovante é sobre um depósito feito por ele na conta de Geraldi, com data de 11 de maio de 2011 e no valor de R$ 15 mil.

    Adriano cumpre pena na Penitenciária 2 de Tremembé, para onde foi transferido depois de perder a patente de tenente-coronel. Ele é réu em mais quatro processos e nesta terça-feira (19) vai participar de uma nova audiência na Justiça sobre as acusações de fraude na PM de São Paulo.

     

  • Técnico do Lemense sofre tentativa de homicídio após policial rodoviário atirar 5 vezes contra ele

    Técnico do Lemense sofre tentativa de homicídio após policial rodoviário atirar 5 vezes contra ele

    Treinador Amadeu Gabriel Júnior, de 41 anos, não se feriu. PM de 26 foi preso após o crime na quinta-feira (14).

    O técnico do Lemense, Amadeu Gabriel Júnior, sofreu uma tentativa de homicídio em Leme (SP) na quinta-feira (14) após um polícial militar rodoviário atirar cinco vezes contra ele. O treinador de 41 anos não se feriu, e o PM de 26 foi preso.

    A Polícia Civil investiga a motivação do crime que aconteceu durante à tarde no Jardim Amália.

    Segundo a polícia, o técnico contou que estava em casa quando um homem e uma moto preta passou em frente, parou o veículo e o chamou pelo nome.

    O treinador se aproximou do portão, e o homem teria dito algo, que, de acordo com o técnico, não foi possível entender. Na sequência, o homem começou a atirar.

    O técnico conseguiu correr para dentro da residência para se proteger dos disparos que atingiram o portão, o carro dele e uma janela da casa.

    A Polícia Militar foi chamada e, após o treinador informar as características do suspeito, ele foi encontrado e preso. O policial rodoviário que trabalha na cidade foi encaminhado para uma penitenciária.

    A Polícia Civil deve colher mais depoimentos nesta sexta-feira (15) para entender o que motivou a tentativa de homicídio contra o treinador.

     

  • Morador em situação de rua é atropelado por viatura da PM em Américo Brasiliense

    Morador em situação de rua é atropelado por viatura da PM em Américo Brasiliense

    Acidente aconteceu por volta das 21h de quarta-feira (13). Vítima foi socorrida pelo Samu.

    Um morador em situação de rua foi atropelado por uma viatura da Polícia Militar em Américo Brasiliense (SP) na noite de quarta-feira (13).

    Segundo a PM, o acidente aconteceu próximo à Praça Cruzeiro, na região central, por volta das 21h.

    A vítima sofreu fraturas nas pernas e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    Levado para o Hospital Dr. José Nigro Neto, ele foi transferido depois para a Santa Casa de Araraquara. O estado de saúde dele não foi informado.

    Ainda segundo a polícia, o home exalava um forte cheiro de álcool e não portava documentos, o que dificultou a identificação.

     

  • Vídeo mostra policial civil atirando contra PMs e sendo morto em frente a delegacia no litoral de SP

    Vídeo mostra policial civil atirando contra PMs e sendo morto em frente a delegacia no litoral de SP

    Eduardo Brazzolin, de 65 anos, foi baleado por um PM em frente à Delegacia de Polícia Sede de Guarujá (SP). Dois policiais militares teriam sido atingidos pelos disparos dele, que atirou na direção dos agentes após discutir com eles.

    Um vídeo mostra o momento em que o policial civil Eduardo Antônio Brazzolin foi baleado e morto por um PM em frente à Delegacia Sede de Guarujá, no litoral de São Paulo. Nas imagens, obtidas pelo g1 nesta sexta-feira (1º), é possível ver que ele atirou primeiro na direção dos policiais militares após discutir com eles e ser derrubado no chão.

    Segundo apurado pelo g1, dois PMs, que não tiveram as identidades divulgadas, teriam sido atingidos pelos tiros de Brazzolin, sendo um deles no ombro e o outro de raspão no rosto. Os dois sobreviveram. O policial civil, por sua vez, morreu no local.

    Câmeras de monitoramento flagraram o ocorrido na porta da delegacia. Na ocasião, Brazzolin vestia uma camisa regata e bermuda. Ele discutia com três PMs junto com o filho maior de idade.

    No vídeo, Brazzolin aparece se exaltando com os policiais militares e sendo segurado pelo filho, ainda durante a discussão. Depois, ele é imobilizado e derrubado no chão por um dos agentes. O homem puxou a arma e atirou na direção deles.

    Por fim, um PM que segurava um fuzil foi para trás de um carro e atirou em Brazzolin, que morreu em seguida, sentado na calçada da delegacia.

    Defesas
    O g1 entrou em contato com o advogado Renato Cardoso, que representa a família de Brazzolin. Segundo o profissional, que também teve acesso às imagens, o policial civil “não teria a ação de atirar contra os PMs em sã consciência caso não possuísse ‘problemas’ anteriores” com dois deles.

    De acordo com Cardoso, esses dois agentes ‘perseguiam’ o filho de Brazzolin, após o policial civil denunciá-los por uma ocorrência de suposta execução de um jovem na cidade, que também era amigo do filho de Brazzolin.

    A advogada Larissa Torquetto, que defende os três policiais militares no caso, afirmou que as denúncias feitas por Brazzolin contra eles são falsas, já que são acompanhadas de provas. Ela acrescentou que o policial civil, na verdade, era quem ‘perseguia’ os agentes.

    “Ele [Brazzolin] deveria ser um ‘irmão de força’ e não um adversário ou um criminoso”, afirmou a advogada sobre as ações do policial civil em frente a delegacia. A profissional disse, ainda, que o policial civil tentou matar um dos PMs quando mirou no rosto dele, mas o tiro acertou de raspão.

    Versões diferentes
    Eduardo Brazzolin, de 65 anos, foi morto por um policial militar durante uma discussão em frente à Delegacia Sede de Guarujá (SP), na madrugada de 28 de fevereiro de 2022. Durante o registro da ocorrência, foram apresentadas duas versões para as circunstâncias do crime.

    Em uma das versões, os policiais militares envolvidos na situação alegaram que estavam em patrulhamento quando foram informados de que havia um suspeito armado em uma praça. Eles teriam passado algumas vezes no local, e o homem teria feito gestos obscenos em direção à viatura.

    Os PMs alegaram que tentaram abordar o jovem, um motoboy na época com 23 anos, mas ele apresentou resistência, sendo necessária a utilização de força para imobilizá-lo. Outras equipes foram acionadas para prestar apoio.

    De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo g1 à época, o motoboy foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Enseada, por conta de escoriações causadas pelo uso da força, e em seguida foi levado à Delegacia Sede.

    Em outra versão, também segundo o boletim de ocorrência, o filho de Eduardo Brazzolin contou que estava em um restaurante com o amigo motoboy, quando ambos perceberam que policiais militares passaram várias vezes pelo local e apontaram na direção deles.

    Por esse motivo, eles resolveram sair do estabelecimento e seguiram em direção aos respectivos carros. O filho do policial civil teria sido abordado e viu que o amigo estava na mesma situação.

    Segundo a versão do jovem, os policiais militares, ao tomarem conhecimento de sua identidade, ameaçaram o pai dele de morte. O amigo, por sua vez, foi conduzido à viatura da Força Tática. Na sequência, o filho do policial civil entrou no carro, foi para casa e, por volta da 0h50, contou para o pai o que havia ocorrido.

    O jovem explicaram que ele e o pai foram à delegacia procurar pelo motoboy e, após 15 minutos, o encontraram dentro da viatura da PM. Houve uma discussão entre o pai dele e um policial militar, em frente à delegacia.

    Outros três PMs foram para cima do policial civil, que foi empurrado e imobilizado pelo policial militar. O PM que iniciou a discussão efetuou seis disparos contra o policial civil, que caiu e morreu no local.

     

  • Justiça de SP decreta prisão preventiva de suspeita de matar filha, esquartejar corpo de criança e esconder partes em geladeira

    Justiça de SP decreta prisão preventiva de suspeita de matar filha, esquartejar corpo de criança e esconder partes em geladeira

    Ruth Floriano passou por audiência de custódia neste domingo (27). Segundo a polícia, mãe confessou ter matado a filha Alany Silva após ela completar 9 anos. Caso foi descoberto neste sábado (26) pela sogra dela, que viu partes do corpo no eletrodoméstico.

    A Justiça decretou neste domingo (27) a prisão preventiva de uma mulher de 30 anos suspeita de matar a filha, esquartejar o corpo dela e esconder as partes da criança na geladeira de sua casa em São Paulo.

    Ruth Floriano havia sido presa em flagrante pela Polícia Militar (PM), no sábado (26). Segundo a Polícia Civil, ela confessou ter esfaqueado Alany Izilda Floriano Silva.

    “Em audiência de custódia realizada hoje (27), a prisão em flagrante de Ruth Floriano foi convertida em preventiva”, informa nota do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), divulgada por sua assessoria de imprensa.

    Com a conversão da prisão em flagrante para a preventiva, Ruth ficará detida por tempo indeterminado. O g1 não conseguiu localizar a defesa dela para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem.

    De acordo com a polícia, pessoas que conhecem Ruth e a ajudaram anteriormente numa mudança encontraram dias depois partes do corpo da menina na geladeira da mulher, na casa do atual namorado dela, no bairro Aracati, na Zona Sul da capital paulista. Depois disso, elas avisaram a PM, que foi ao local e passou a procurar a mãe. A mulher foi presa horas depois na residência do ex-marido dela, na Zona Leste da cidade.

    O caso foi registrado no 100º Distrito Policial (DP), Jardim Herculano, como homicídio qualificado contra menor de 14 anos e emboscada por motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. A investigação será feita pelo 47º DP, Capão Redondo.

    Os policiais ainda tentam saber quando o crime foi cometido e o motivo dele. Isso porque, segundo a polícia, Ruth deu pelo menos duas versões para o assassinato da filha. A criança havia nascido em 6 de agosto de 2014, fruto de um relacionamento com um homem que mora atualmente em Atibaia. A menina morava com a família dele antes de ir morar com a mãe. A investigação quer ouvi-lo.

    Primeira versão
    Quando foi ouvida inicialmente pela PM, Ruth negou o crime e contou, segundo os agentes, que há “aproximadamente um mês”, quando a filha tinha 8 anos, conheceu um homem num aplicativo de relacionamentos. E que o levou para sua casa, onde consumiram drogas e dormiram depois.

    Ao acordar, ela disse ter encontrado a filha morta, mas não se lembra do que aconteceu. Ruth não contou se tinha sido ela ou o homem que matou e esquartejou a criança. Mas que decidiu colocar as partes do corpo da menina numa geladeira.

    Esse homem anda não foi identificado e ouvido pela polícia.

    Segunda versão
    Em seu interrogatório na delegacia, Ruth deu outra versão para o crime, a de que matou Alany entre 8 e 9 de agosto, dois ou três dias após a filha ter completado 9 anos. A polícia, porém, trabalha com a hipótese de o assassinato ter sido cometido antes, quando a vítima tinha 8 anos ainda.

    O motivo do crime revelado pela mulher, segundo o boletim de ocorrência, foi o fato de ela “não aceitar a separação com o pai” da criança. Ele ainda não foi identificado.

    Ainda segundo o registro policial, a mãe esfaqueou a filha no peito, depois a cortou e colocou os pedaços do corpo em um saco plástico e numa caixa térmica. E que no dia 15 de agosto decidiu colocar as partes da menina na geladeira. No dia seguinte a mulher mudou de residência, levando a geladeira para outro imóvel com a ajuda de amigos e parentes de seu namorado.

    Esse namorado foi ouvido pela polícia e negou saber do crime. Contou que Ruth não o deixava entrar na casa, que ele tinha de ficar do lado de fora. Mas sentiu um “cheiro” vindo do imóvel.

    Ruth disse ainda que no dia 25 de agosto foi para a Zona Leste tinha ido entregar uma chave a seu ex-marido. Ele negou ser pai de Alany. Falou ainda que havia conhecido a mulher havia dois anos por aplicativo e tiveram um “relacionamento afetivo”.

    Ao ser ouvido pela polícia, o ex-marido contou ainda que Ruth não dava “carinho, afeto” ou abraçava a menina.

    Em 26 de agosto, a mãe do namorado de Ruth decidiu entrar na casa, enquanto a mulher estava fora, e abrir a geladeira. O aparelho estava embalado com pano e plástico. Ao rompe-los, a sogra encontrou os restos mortais de Alany. Depois acionou a PM, que foi ao local e em seguida passou a procurar a mulher, que foi detida na casa do ex-marido, que não seria o pai da menina.

    Ruth tem outros dois filhos. Eles foram encontrados e entregues ao Conselho Tutelar.

  • Policial aperta pescoço de estudante dentro de escola no litoral de SP

    Policial aperta pescoço de estudante dentro de escola no litoral de SP

    Jovem contou aos familiares que o PM teria olhado para a namorada no momento em que eles entravam na escola, em Santos. Aluno teria chamado o policial de ‘pedófilo’. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para apurar o caso.

    Um estudante, de 16 anos, teve o pescoço apertado por um PM no pátio da escola estadual Dona Luiza Macuco, em Santos, no litoral de São Paulo. O g1 teve acesso, nesta sexta-feira (18), as imagens registradas por alunas da unidade. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou ter aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. 

    Um familiar do jovem, que não quis se identificar, disse que a confusão começou quando o estudante chegou à escola, localizada no bairro Ponta da Praia. O menor contou que um PM da Ronda Escolar teria olhado as nádegas da namorada dele, momento em que chamou o agente de ‘pedófilo’ [adulto que se sente sexualmente atraído por crianças].

    “A gente ia colocar uma pedra [e não registrar o caso]”, disse o parente, que foi orientado pela diretora a registrar um boletim de ocorrência (BO). Outra familiar se mostrou assustada com a forma como o jovem foi abordado no ambiente escolar, que foi retirado de sala de aula e abordado no pátio. “Em nenhum momento ele levantou a mão para os policiais”.

    Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ver o adolescente com as mãos para trás com um policial à frente e outro ao lado. O policial diante do menor coloca as mãos no pescoço do jovem e o empurra contra a parede. No único momento em que o aluno tenta se esquivar, o outro PM o segura pelo braço.

    Após a situação, o PM chamado de pedófilo começa a apontar o dedo contra o rosto do estudante, que mantém os braços para trás. Uma das alunas que flagraram a cena, assustada, diz: “Ninguém vai fazer nada? Grava mesmo. Meu Deus, professor, ninguém vai fazer nada?”.

    Após o ocorrido, na última terça-feira (15), o estudante foi levado à diretoria, que entrou em contato com a responsável informando a situação e a necessidade de se registrar um BO. O caso foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, mas agora está na Delegacia da Infância e Juventude (Diju).

    Em sua versão, o menor contou que durante a abordagem policial, dentro da escola, o PM que o pegou pelo pescoço teria dito: “Quando eu te encontrar na rua, vou enchê-lo de bala”.

    Versão do policial
    O policial militar que que aparece nas imagens segurando o adolescente pelo pescoço disse, em depoimento na CPJ de Santos, ter ficado indignado com o desacato do aluno. O PM relatou ter esperado os portões fecharem e, com a ajuda da direção, identificou o menor.

    O estudante, segundo o registro policial, foi levado ao pátio e questionado sobre a ofensa. O policial afirmou que o menor repetiu o termo ‘pedófilo’ e o teria chamado de ‘Jack’ [gíria usada para estuprador], momento em que teria levado as mãos na direção do menor.

    Ainda de acordo com o PM, no pátio, o estudante teria falado o bairro em que morra em tom de ameaça e a seguinte frase: “Vocês vão ver quem eu sou”.

    O caso foi registrado na CPJ de Santos como desacato, ameaça e vias de fato.

    Investigação
    Em nota, a SSP-SP informou que os responsáveis pelo estudante foram chamados na escola e levados à CPJ de Santos, onde o caso foi registrado. A Polícia Civil solicitou e o jovem passou por exames no Instituto Médico Legal (IML). Os laudos estão em elaboração e, assim que concluídos, serão analisados pela autoridade policial.

    A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que a Diretoria de Ensino de Santos e a unidade escolar colaboram com as autoridades e estão à disposição para esclarecimentos.

     

  • Policial militar aposentado morre após ser baleado por dupla de moto em feira livre em Guarujá, SP;

    Policial militar aposentado morre após ser baleado por dupla de moto em feira livre em Guarujá, SP;

    Bandidos fugiram após disparos, no começo da tarde desta terça-feira (6), em Vicente de Carvalho, em Guarujá.

    Um policial militar aposentado morreu após ser baleado por criminosos, nesta terça-feira (6), em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar (PM), os bandidos estavam em uma moto e fugiram após os disparos.

    O crime aconteceu por volta das 12h05 em uma feira na Rua Joana de Menezes Faro, no bairro Sítio Paecara, no distrito de Vicente de Carvalho. Imagens obtidas pelo g1 mostram o som dos disparos e o momento em que o policial é socorrido

    Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que a vítima foi identificada como Sergio Pereira, de 52 anos. Ele foi atingido no tórax, abdômen e perna esquerda e socorrido em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o Hospital Santo Amaro, onde morreu.

    A PM confirmou que a vítima é um agente aposentado, mas não deu maiores detalhes sobre o tempo e local de atuação.

    Mesmo local
    Há menos de duas semanas, outro PM aposentado foi baleado na mesma rua. A vítima estava na via quando foi atingida pelo disparo e teve a arma levada por dois criminosos, que também fugiram de moto. O caso aconteceu no dia 25 de maio.

  • Polícia afasta PM que agrediu com socos idosa e homem rendido no interior de SP

    Polícia afasta PM que agrediu com socos idosa e homem rendido no interior de SP

    PMs haviam sido chamados para conter discussão entre vizinhos, mas acabaram agredindo família que alegava ter tido terreno invadido. Delegacia de Igaratá, interior de SP, abriu inquérito para investigar o caso.

    O policial militar Kleber Freitas da Silva, que foi flagrado agredindo um homem rendido e algemado e dando um soco no rosto de uma idosa no interior de São Paulo, foi afastado das atividades operacionais, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Veja acima o vídeo do momento da agressão.

    O caso aconteceu na tarde da última terça-feira (30), no bairro Água Branca, em Igaratá. O vídeo gravado por uma testemunha mostra o PM agredindo um homem que estava rendido, deitado no chão, e dando um soco no rosto de uma idosa, que é deficiente auditiva e tentava intervir.

    Ainda de acordo com a SSP, foi instaurado um inquérito Policial Militar (IPM) para apurar todas as circunstâncias do ocorrido. Até a publicação desta reportagem, o outro policial que participou da ação não havia sido afastado.

    A pasta informou também que os policiais algemaram e agrediram a família porque foram hostilizados e agredidos pelo grupo durante uma discussão de vizinhos por demarcação de terra

    Agressão após chamado para conter discussão
    A Polícia Militar havia sido acionada para controlar uma discussão entre vizinhos. O g1 apurou que tudo começou devido a um desentendimento por demarcação de terra.

    O vizinho de Vilma de Oliveira, idosa que aparece sendo agredida no vídeo, estava construindo um muro que invadia a propriedade dela. A senhora, então, reclamou com ele da situação.

    A reclamação evoluiu para uma discussão acalorada entre o vizinho e os filhos de Vilma. Para controlar a briga, a Polícia Militar foi acionada, mas a situação ficou ainda pior.

    “Para não ter exaltação, chamei a Polícia, mas tomei [um soco] no nariz. Em vez de defender, a polícia me agrediu”, explica dona Vilma que tem 80 anos.
    De acordo com Benedito Rodrigues de Oliveira, um dos filhos da idosa que foi algemado, as agressões da polícia continuaram dentro da viatura, quando não havia mais ninguém filmando. Ele conta que levou golpes de cassetete na cabeça e vários socos no rosto.

    “Eles prenderam a gente, algemaram, deram mata-leão. Até aí, tudo bem, mas no meio do caminho [na viatura] fizeram isso. Pode até ver que foi só de um lado, porque eu estava encostado na viatura”, diz o homem.

    A idosa foi levada ao pronto atendimento da cidade e liberada em seguida. Além dela, todos os envolvidos, incluindo os policiais, também passaram por exames de corpo de delito.

    O caso foi registrado na delegacia de polícia de Igaratá, onde também foi aberto um inquérito para investigar o caso.

  • PM réu pela morte do lutador Leandro Lo é interrogado pela Justiça em SP

    PM réu pela morte do lutador Leandro Lo é interrogado pela Justiça em SP

    ‘Disse todas as circunstâncias que motivaram a ação defensiva dele’, diz advogado do PM Henrique Velozo. Crime foi registrado em 7 de agosto de 2022. Leandro morreu após ser baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio.

    A Justiça ouviu na terça-feira (23) pela primeira vez o policial militar Henrique Velozo, que está preso provisoriamente pela morte do lutador de jiu-jítsu Leandro Lo.

    Na 1ª Vara do Júri de São Paulo foi finalizada a fase de audiências com os depoimentos de testemunhas de acusação, de defesa e o interrogatório do réu.

    “Explicou todos os pontos que lhe diziam respeito, disse todas as circunstâncias que motivaram a ação defensiva dele e tudo ficou muito claro”, disse Claudio Dalledone, advogado de Velozo.

    O réu solicitou ao juiz que fosse retirado o segredo de Justiça do caso porque, segundo o advogado, “a sociedade realmente precisa saber o que aconteceu”. No andamento do processo, os advogados irão se manifestar, e o juiz irá decidir se o PM vai ser julgado pelo Tribunal do Júri.

    O crime foi registrado em 7 de agosto de 2022. Leandro morreu após ser baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio. O PM se entregou à Corregedoria e está detido no presídio militar Romão Gomes.

    O PM voltou a receber salário em março deste ano e ficará preso provisoriamente até o julgamento, ainda sem data marcada.

    Denúncia por homicídio
    O PM Velozo se tornou réu pela morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo no ano passado. Segundo o g1 apurou, o Ministério Público ofereceu em 30 de agosto a denúncia contra o policial por homicídio triplamente qualificado.

    As qualificadoras do homicídio apontadas pelo MP foram: por motivo torpe; com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; e à traição, de emboscada.

    A denúncia foi aceita pela Justiça, que também decretou no dia 2 de setembro a conversão da prisão temporária de 30 dias do policial para preventiva.

    Defesa
    O advogado do policial militar afirmou ao g1 em 15 de agosto que o oficial agiu por “defesa” depois que foi cercado por seis lutadores.

    Já a defesa de Leandro ressaltou, anteriormente, que o lutador teve uma discussão com o policial e, para acalmar a situação, imobilizou o homem. Após se afastar, o agressor sacou uma arma, atirou uma vez na cabeça do lutador e deu dois chutes em Leandro antes de fugir.