Tag: PCC

  • PF investiga ligação entre Anidrol empresa de Cariani e o PCC

    PF investiga ligação entre Anidrol empresa de Cariani e o PCC

    Amigo e sócio do influencer Renato Cariani, também investigado, é defendido por advogado do “Chacal”, um dos líderes do PCC

    Fábio Spinola, um amigo e sócio de Renato Cariani, é um velho conhecido da Polícia Federal (PF). Ele foi preso em maio deste ano durante uma operação que desmantelou uma quadrilha de tráfico internacional que agia no Porto de Paranaguá, no Paraná.

    Segundo a investigação, Spinola, recém-saído da cadeia, mantinha uma conta de e-mail falsa em nome de uma indústria química. Por meio dela, criou-se um falso contato entre a Anidrol, de Cariani, e a multinacional para a venda de produtos químicos essenciais na produção de cocaína e crack.

    Segundo a PF, nesse e-mail, Cariani negocia a venda de produtos com Spinola. O segundo se passava por funcionário da farmacêutica.

    Spinola é defendido pelo mesmo advogado de Pedro Luiz da Silva Soares, também conhecido como “Chacal”, um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Para a polícia, Spinola seria o elo entre Cariani e a facção criminosa.

    Nesta quarta-feira (14), o influencer publicou um vídeo para se defender das acusações da PF. Na gravação, ele relatou que somente ontem teve acesso ao inquérito.

    A PF analisa o material apreendido na operação para marcar o depoimento de Cariani e dos outros três investigados.

  • Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Antônio Vinicius Lopes Gritzbach é denunciado pelo Ministério Público por ser o mandante do assassinato de liderança do PCC

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade suspender a prisão preventiva e deixar em liberdade, com medidas cautelares alternativas, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach (foto em destaque), suspeito de ser o mandante do assassinato de dois membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Com base na decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou, na quarta-feira (7/7), que o empresário deixasse o sistema prisional, onde estava encarcerado preventivamente.

    De acordo com alvará de soltura, Gritzbach usa tornozeleira eletrônica e também precisará seguir regras fora da cadeia por ainda ser processado pelo duplo assassinato.

    O TJSP determinou ainda que ele preste contas mensalmente de suas atividades, não viaje, permaneça em casa no período noturno e em dias de folga. O passaporte do empresário também foi retido.

    A desembargadora Ivana David, do TJSP, na manhã deste sábado (10/6), que, apesar da soltura, “nem de longe o acusado deixou de ser responsabilizado criminalmente.”

    “É importante deixar claro. Não foi o TJ de São Paulo que fez isso [tomou a decisão de libertar o acusado]. O tribunal jamais daria essa liberdade para dois crimes hediondos, com pena de 12 a 30 anos cada um. O STJ entendeu que ele pode ficar aguardando o julgamento fora do sistema prisional. Mas que fique claro que ele não foi absolvido.”

    Bitcoins

    Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gritzbach teria mandado matar Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, motorista de Anselmo. Ambos eram membros do PCC, facção com a qual Gritzbach manteria negócios na área de bitcoins e criptomoedas.

    O duplo homicídio ocorreu em 27 de dezembro de 2021 e teria sido cometido em parceria com o agente penitenciário David Moreira da Silva. Noé Alves Schaum, denunciado por ser o executor dos membros do PCC, foi assassinado em 16 de janeiro do ano passado. Ele teve a cabeça arrancada e jogada em uma praça no Tatuapé, na zona leste da capital paulista.

    Lavagem de dinheiro e morte

    Gritzbach, ainda de acordo com o MPSP, lavava dinheiro para Cara Preta usando operações com bitcoins e investimentos no ramo imobiliário. Após uma disputa entre os dois, em que Cara Preta estaria cobrando a devolução de valores, o empresário teria mandado matar o parceiro de negócios.

    O empresário foi preso em 2 de fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia. Em 1º de março, ele foi transferido para São Paulo. Na ocasião, uma força-tarefa com integrantes do Grupo Especial de Reação foi mobilizada para a transferência, com o objetivo de evitar uma tentativa de fuga e garantir a segurança da operação.

    Gritzbach foi levado primeiramente ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro paulistano, para trâmites burocráticos, e, depois, transferido para a penitenciária de Tremembé, no interior, conhecida como “prisão dos famosos”. Nela estão encarcerados criminosos condenados por crimes de repercussão nacional.

    Ainda em março, o empresário foi removido da P-2 de Tremembé, em que tinha condições melhores, para um presídio mais perigoso, controlado pelo PCC, no oeste paulista.

    Em um pedido de habeas corpus, feito no fim de março, a defesa pediu que o empresário respondesse ao crime em liberdade, alegando que ele sofria ameaças de morte. Na ocasião, foi afirmado que Gritzbach é inocente e não teve envolvimento na morte dos criminosos.

    Procurado neste sábado, o advogado Ivelson Salotto não havia dado retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

  • ‘Efeito Moro’ rende o pior dia para o governo Lula

    ‘Efeito Moro’ rende o pior dia para o governo Lula

    Declarações do presidente sobre a ação criminosa do PCC levou popularidade digital ao chão

    A sequência de falas destemperadas – e, sobretudo, sem nenhum respaldo na realidade – envolvendo o ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) rendeu ao presidente Lula (PT) o pior dia em termos de popularidade digital.

     

  • Empresário Paulista contrata Hacker para investigar traficantes do PCC

    Empresário Paulista contrata Hacker para investigar traficantes do PCC

    Um integrante do grupo Anonymous foi contratado por um megaempresário brasileiro para investigar uma rede de traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa é a primeira vez que se tem conhecimento desse tipo de investigação no país. As quebras de sigilo e interceptações clandestinas foram feitas por conta do envolvimento da mãe do empresário com traficantes da facção criminosa.

    O empresário José Lemes Soares é um dos donos do grupo Andorinha e também aparece como sócio das empresas do conglomerado. A Viação Andorinha se tornou conhecida principalmente por conta da rede de ônibus que possui e tem até mesmo entre os sócios um integrante da família Constantino, proprietários da empresa Gol.

    Verane Murad Lemes, mãe do empresário, é usuária de drogas desde os 15 anos e já passou por diversas clínicas. A decisão de Lemes de quebrar o sigilo da mãe e colocar escutas em casas onde moram integrantes do PCC ocorreu após ele ter desconfiado que havia um plano para matá-lo.

    O hacker contratado foi apresentado ao empresário por meio de um colega russo que conheceu quando morava na Escócia, em uma das escolas frequentadas pelo príncipe da Arábia Saudita e pelo príncipe Charles, da Inglaterra. O integrante do grupo Anonymous, o qual atende por Sacha, trabalhou no serviço secreto da extinta União Soviética e hoje vende serviços de interceptação telefônica em aparelhos criptografados.

    Segundo as investigações, o hacker cobrou U$$ 100 mil dólares pelo serviço. O custo real seria de U$$ 500 mil, cerca de R$ 2,5 milhões. O empresário conheceu o hacker pessoalmente em um encontro em um país estrangeiro e após explicar a história, o integrante do Anonymous decidiu reduzir o preço por conta da questão familiar e sua proximidade com o colega do empresário.

    A Apple chega a oferecer U$$ 1 milhão, cerca de R$ 5 milhões a quem conseguir hackear um iphone.

    Na investigação, José Lemes Soares explica que o contato com o hacker foi devido à proximidade de seu amigo com integrantes da família de Vladimir Putin, presidente da Rússia. Putin foi integrante da KGB, polícia secreta do período soviético. Durante o hackeamento, foi usado um programa israelense que somente é permitido compartilhamento com autoridades governamentais…

    Para proteger a família, a investigação aponta que o empresário gastou cerca de R$ 1,7 milhão com o processo de espionagem, ajuda de policiais civis, seguranças e advogados. Com medo de retaliações, seguranças foram mandados para a casa das irmãs e do pai dele para proteger a família 24 horas por dia.

    A identificação e rastreamento da localização de um dos traficantes levou a polícia a realizar uma operação no Jaguaré, na capital paulistana. Durante troca de tiros, o traficante foi morto pela Rota, tropa de elite da Polícia Militar.

    Segundo o empresário, as interceptações mostram também que a mãe chegou a comprar a arma de uma traficante, que segundo o empresário, poderia ser usada para matar alguém da família. Uma ação da Polícia Civil conseguiu prender a traficante no instante em que ela saía de casa para entregar a pistola. Na casa da traficante, havia escutas colocadas clandestinamente pelos investigadores privados que mostravam até mesmo exploração sexual infantil.

    De acordo com o empresário, ele pretendia interditar a mãe por conta do uso abusivo de drogas, que chegava a quase R$ 20 mil por mês. Em uma das interceptações, a mãe conversa com um traficante dizendo que ela “precisa armar contra ele”. A mãe responde “vou pensar, aí a gente chama os amigos”. Em uma troca de mensagens com outro traficante, a mãe diz que se a “protetiva não sair, vocês vão ajudar a matar meu filho”.

    O processo também narra que Verane fez um boletim de ocorrência afirmando que teria sido agredida pelo filho. As escutas revelam que, na verdade, ela forjou as agressões com a ajuda de um segurança para justificar o boletim. Funcionários que trabalham para ela também foram coagidos a depor contra o empresário. O processo ainda corre na justiça. Outras gravações mostram que ela também forjaria as agressões contra outras filhas para não ser internada por conta do vício.

    Depois que os traficantes souberam que o empresário os estava investigando, inclusive plantando escutas e monitorando com detetives a rotina deles, ele começou a ser ameaçado. Uma das interceptações mostra um integrante do PCC dizendo que vai matar o pai de José, as irmãs e ele. “O primeiro a subir vai ser o seu pai”.

    As escutas revelam até mesmo que quando Verane foi internada, os traficantes chegaram a levar drogas para ela no hospital. A mãe dele negou as acusações de tentativa de homicídio contra o filho. Uma outra filha de Verane falou com a reportagem, mas disse que não iria se manifestar.

  • Fraude de R$ 400 Milhões: Empresário Associado ao PCC e Influenciadora Digital Envolvidos em Esquema

    Fraude de R$ 400 Milhões: Empresário Associado ao PCC e Influenciadora Digital Envolvidos em Esquema

    SÃO PAULO — Pablo Henrique Borges, empresário e proprietário da E-Price Capital Participações, é o principal acusado em um escândalo de fraude financeira que atingiu a cifra de R$ 400 milhões. A investigação revelou que sua empresa atuava como braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil. A esposa de Borges, a influenciadora digital Marcella Portugal Borges, também está sendo investigada por seu possível envolvimento no esquema.

    O caso veio à tona após uma investigação minuciosa conduzida pela Polícia Federal, que aponta a E-Price Capital Participações como uma fachada para lavagem de dinheiro oriundo das atividades ilícitas do PCC. Segundo os investigadores, a empresa manipulava grandes quantias de dinheiro, contribuindo para a estrutura financeira do grupo criminoso.

    Pablo Henrique Borges foi detido em uma operação que envolveu ações coordenadas em várias cidades, enquanto Marcella Portugal Borges está sob investigação, com as autoridades examinando sua participação nos negócios do marido. Marcella, conhecida por sua presença nas redes sociais e um grande número de seguidores, utilizava suas plataformas para promover atividades que, segundo a polícia, podem ter servido para mascarar as transações ilícitas.

    A prisão de Pablo e as acusações contra Marcella causaram um grande alvoroço, especialmente entre os seguidores da influenciadora, que se mostraram surpresos com as notícias. A investigação continua em andamento, e a polícia não descarta a possibilidade de mais envolvidos no esquema.

    Este caso reforça a complexidade das operações financeiras ligadas a organizações criminosas e a necessidade de um monitoramento constante para combater a lavagem de dinheiro no país. As autoridades afirmam que seguirão rigorosamente todos os procedimentos legais para desmantelar qualquer rede que apoie financeiramente o crime organizado.

    A sociedade aguarda mais desenvolvimentos, enquanto Pablo Henrique Borges enfrenta a justiça e Marcella Portugal Borges tenta desvincular sua imagem pública deste escândalo de proporções nacionais.