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  • Investigação aponta inserção do PCC na economia formal e mira 268 empresas

    Investigação aponta inserção do PCC na economia formal e mira 268 empresas

    Segundo o MPSP, facção teria se associado a rede de organizações criminosas para viabilizar atividades econômicas ilícitas

    A inserção do Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal está entre os principais pontos investigados pelas autoridades nas operações Carbono Oculto, Quasar e Tank. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a facção teria se associado a uma rede de organizações criminosas, com vínculos permanentes ou eventuais, para assegurar a efetividade de atividades econômicas ilícitas.

    A investigação alcançou 268 empresas ligadas à chamada Faria Lima, que representa o centro financeiro do Estado de São Paulo. As companhias foram colocadas na mira da Receita Federal e das polícias durante as operações deflagradas nesta quinta-feira (28).

    As ações cumpriram mais de 400 mandados judiciais e fizeram buscas por provas em ao menos oito estados. Ao todo, porém, foram realizadas seis das 14 prisões determinadas.

    De acordo com o MPSP, entre as principais formas de atuação investigadas está a inserção do PCC na economia formal, incluindo setores como combustíveis e o sistema financeiro.

    A lista das empresas investigadas é ampla. Ela reúne 13 usinas sucroalcooleiras e agroindustriais; 47 distribuidoras de combustíveis e petróleo; 16 empresas de transporte e logística; 10 empresas de refino, formuladoras e terminais de armazenamento; 108 holdings e empresas de serviços administrativos e de participações; e 12 empresas químicas e de importação.

    No segmento financeiro, são três fintechs, 47 fundos de investimentos e específicos e 15 administradoras e gestoras de fundos de investimentos.

    Somando pessoas jurídicas e pessoas físicas, a investigação reúne mais de 350 alvos suspeitos de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato, segundo o MPSP.

    A apuração também envolve valores bilionários. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou que as operações envolvem uma movimentação de R$ 70 bilhões do PCC junto às empresas. Entretanto, estimativas já divulgadas chegam a R$ 140 bilhões, considerando as investigações iniciadas em 2023.

    Defesa

    Algumas das principais empresas investigadas já apresentaram suas manifestações e negaram ter ligação com o PCC ou com crimes. As empresas também afirmaram colaborar com as investigações. Entre elas estão Banco Genial, Reag, Buriti e Trustee.

    A Genial afirmou cumprir a legislação com “elevados padrões de governança corporativa, ética e compliance regulatório”. A Reag disse colaborar com a apuração. A Buriti declarou compromisso com a ética, a governança corporativa e o compliance e afirmou estar inteiramente à disposição das autoridades.

    Já a Trustee comunicou que “renunciou à administração de todos os fundos que foram alvos da operação Carbono Oculto”.

    Veja a lista das empresas investigadas:

    Usinas sucroalcooleiras e agroindustriais

    1. Usina Itajobi LtdaUsina Carolo S.A (também referida como Açucareira Bartolo e Carolo S/A)
    2. Usina Virgolino de Oliveira S/A (também referida como Usina GVO)
    3. Usina Rio Pardo S/A
    4. Usina Açucareira Furlan S/A
    5. Comanche Biocombustíveis de Santa Anita Ltda.
    6. Usina Goiás Bioenergia Açúcar e Serviços Ltda.
    7. Agropecuaria Nossa Senhora do Carmo S/A
    8. Usina Catanduva S/A
    9. Agro pecuária Santa Catarina S/A
    10. MC3 Agropecuária Ltda.
    11. Goiás Bioenergia S/A
    12. Centroálcool S/A
    13. Planalto Agroindustrial Ltda.

    Distribuidoras de combustíveis e petróleo

    1. Aster Petroleo Ltda.
    2. Safra Distribuidora de Petroleo S/A
    3. Rede Sol Fuel Distribuidora S/A
    4. Império Comércio de Petróleo S/A
    5. Arka Distribuidora de Combustiveis Ltda.
    6. Rodopetro Distribuidora de Petróleo Ltda.
    7. Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda.
    8. Maxima (Maximus) Distribuidora de Combústiveis Ltda.
    9. Everest Distribuidora de Combustíveis Ltda.
    10. VMR Distribuidora de Combustíveis e Lubrificantes Ltda.
    11. Orizona Combustíveis S/A
    12. Start Petróleo S/A
    13. Port Brazil Distribuidora de Combustíveis Ltda.
    14. Estrela Distribuidora de Combustíveis Limitada
    15. Petroworld Combustíveis S/A
    16. Stock Distribuidora de Petroleo Ltda.
    17. Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda.
    18. Aliança Biocombustível Eireli
    19. Diamond Chemical Solventes LTDA (RBO Distribuidora de Solventes Ltda.)
    20. Ipê Biocombustível Ltda.
    21. Quantiq Distribuidora Ltda.
    22. Pinecrest Distribuidora S/A
    23. Auto Posto S3 Juntas
    24. Petroribe Distribuidora de Combustíveis Ltda.
    25. Auto Posto Bixiga Ltda.
    26. Auto Posto Mar Dias Ltda.
    27. Auto Posto Piloto Ltda.
    28. Auto Posto Texas Ltda.
    29. Auto Posto S-10 Ltda.
    30. Auto Posto Parada 85 Ltda.
    31. Auto Posto da Serra Ltda.
    32. Posto Futura Jk Ltda.
    33. Posto Santo Antonio do Descoberto Ltda.
    34. Auto Posto Dipoco Ltda.
    35. Auto Posto Vini Show Ltda.
    36. Redevoada Auto Posto Ltda.
    37. Auto Posto Atlântico Ltda.
    38. Auto Posto Elite de Piracicaba Ltda.
    39. Auto Posto Futura Niquelandia Ltda.
    40. Auto Posto Moska Ltda.
    41. Auto Posto Azul do Mar Ltda.
    42. Auto Posto Hawai Ltda.
    43. Auto Posto 2000 Ltda.
    44. Auto Posto Yucatan Ltda.
    45. Auto Posto Maragogi Ltda.
    46. Auto Posto Conceição Ltda.
    47. Auto Posto Boulevar XV São Paulo Ltda.

    Fintechs e instituições financeiras

    1. Bankrow Instituição de Pagamento S/A
    2. BK Instituição de Pagamento S/A (também referida como BK Bank)
    3. Pix Card Serviços Tecnológicos e Financeiros Ltda.

    Fundos de investimento específicos

    1. Zeus Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
    2. Brazil Special Opportunities Fund (também referida como Fundo de Investimento Financeiro Crédito Privado
    3. Responsabilidade)
    4. Atena Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    5. Mabruk Li Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (também conhecido como
    6. Rhodonite Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado)
    7. Radford Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado
    8. Celebration Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    9. Zurich Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    10. Pompeia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    11. New Hampshire Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    12. Participation Fundo de Investimento em Participações em Cadeias Produtivas Agroindustriais – Fiagro
    13. Pegasus Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    14. Fundo de Investimento Imobiliário Enseada
    15. Fundo de Investimento Imobiliário Vancouver
    16. Fundo de Investimento Imobiliário Ruby Green
    17. Fundo de Investimento Imobiliário Green Eagle
    18. Bucarest Fundo de Investimento Imobiliário
    19. Arion Fundo de Investimento Imobiliário
    20. Minesotta Fundo de Investimento Imobiliário
    21. Olimpia Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado
    22. Pinheiros Fundo de Investimento Imobiliário
    23. Olsen Fundo de Investimento Imobiliário
    24. Paraibuna Fundo de Investimento Em Participações Multiestratégia
    25. Fundo de Investimento Imobiliário Toronto
    26. Los Angeles 01 Fundo de Investimento Imobiliário (atual Lucerna Fundos de Investimentos Imobiliários)
    27. Location Fundo de Investimento em Participações Multiestrategia
    28. Locar Fundo de Investimento em Participações Multiestrategia
    29. ETH ET Hereal Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    30. Plural Tesouro Selic Fundo de Investimento Renda Fixa Simples
    31. Gad Li Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado
    32. Gad Lii Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado
    33. Blackpartners Miruna Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados
    34. Sustineri Germinare Fundo de Investimento em Direitos Creditórios IS
    35. Saint Martin Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    36. EUV Denali Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    37. JNC Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente
    38. Maya Fundo de Investimento Imobiliário
    39. Agro 1963 Company Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente
    40. Mam ZC Tesouro Selic FI Renda Fixa DI Soberano
    41. Gold Style Fundo de Investimento em Direito Creditório Não Padronizado
    42. Hans 95 Fundo de Investimento Multimercado e Investimento no Exterior
    43. Olaf 95 Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado
    44. Salinas Fundo de Investimento em Participação Multiestratégia
    45. Keros Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    46. Start Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    47. Ragusa Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia

    Administradoras e gestoras de fundos de investimento

    1. Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
    2. REAG Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A (e suas relacionadas como Reag Trust, Reag
    3. Administradora de Recursos Ltda., Reag Capital Holding S/A, RPN Partners Participações Ltda., Reag
    4. Specialty Finance Ltda., Reag Jus Gestão de Ativos Judiciais Ltda.)
    5. Altinvest Gestão e Administração de Recursos de Terceiros Ltda.
    6. BFL Administração de Recursos Ltda.
    7. Banco Genial S/A
    8. Actual Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A
    9. Ello Gestora de Recursos Ltda.
    10. Libertas Asset S/A
    11. Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (e Banvox Holding Financeira S/A)
    12. Monetar Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
    13. Buriti Investimentos Gestora de Recursos Ltda.
    14. Finaxis Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S/A
    15. Positiva Investimentos Ltda.

    Empresas de transporte e logística

    1. G8.log Transportes Sociedade Unipessoal Ltda.
    2. Blue Star Locação de Equipamentos S/A
    3. Locar Locadora Ltda.
    4. Mabruk Log Transportes Sociedade Unipessoal Ltda.
    5. G8log Agro Ltda.
    6. Moska Log
    7. Transportadora Infinity Ltda.
    8. Log Maxx Transportes Rodoviários Ltda.
    9. Rota Fuel Transporte Ltda.
    10. Boxter Transportes Ltda.
    11. S-3 Transporte Rodoviário de Produtos Ltda.
    12. Sudeste Terminais e Armazéns Gerais Ltda.
    13. Tlog Terminais Ltda.
    14. Rio Log Terminais Ltda.
    15. Malta Transportes Rodoviários
    16. Llog Fuel Transportes Ltda.

    Empresas de refino, formuladoras e terminais de armazenamento

    1. Copape Produtos de Petroleo Ltda.
    2. Europa Produtos de Petroleo S/A (nome Fantasia Monroy West Energy)
    3. GT Formuladora Ltda.
    4. Octanos Envasadora Ltda.
    5. Master Oil Industria Ltda.
    6. Sudeste Terminais e Armazens Gerais Ltda.
    7. Tlog Terminais Ltda.
    8. Rio Log Terminais Ltda.
    9. Stronghold Infra Investments Ltda*
    10. Liquipar Operações Portuárias S/A – Spe

    Holdings e empresas de serviços administrativos e de participações

    1. GGX Global Participações S/A
    2. Best Holding do Brasil S/A
    3. Blendor S/A
    4. Bannout Participações S/A
    5. Zurich Holdings e Participacoes Ltda.
    6. Huracan Intermediação Gestão e Participações Ltda.
    7. Urban Prime Properties Ltda.
    8. Valorem Participações Ltda.
    9. Eagle Infraestrutura e Participacões Ltda.
    10. Insight Participações S/A
    11. ABC Properties Ltda.
    12. SB Properties Ltda.
    13. VM Administração de Bens Próprios S/A
    14. Excefin Assessoria e Servicos Ltda.
    15. Controler Serviços Sociedade Unipessoal Ltda.
    16. SM Serviços Empresariais Ltda.
    17. Monroy West Energy Ltda.
    18. Mourad Serviços Ltda.
    19. MDM Class Serviços Ltda
    20. Veritas Participações Societárias Ltda.
    21. GH Oliveira Consultoria Ltda.
    22. Dubai Administração de Bens Ltda.
    23. J.B.V. Empreendimentos Imobiliários Ltda.
    24. WBN Empreendimentos e Participações Ltda.
    25. Ciclone Gestão e Participações Ltda.
    26. Latuj Participações Ltda.
    27. Lega Serviços Administrativos S/A
    28. RFV Power Holdings Ltda.
    29. Hampstead Holding de Participações Ltda.
    30. Green Bay Participações Ltda.
    31. Fort Worth Ll Participacoes Ltda.
    32. RCG Investimentos em Participações Ltda.
    33. GSO Assessoria Ltda.
    34. Shelby Holding Participação Societária Ltda.
    35. ACL Holding e Participações Ltda.
    36. Conceb Engenharia
    37. Mohaali Apoio Administrativo Ltda.
    38. Scotia Holdings e Participações Ltda.
    39. Salinas Incorporções e Construções Ltda.
    40. RML Investimentos Ltda.
    41. Structura Participacoes Ltda.
    42. Helikon Construtora e Incorporadora Ltda.
    43. Concord Holding Participações e Gestão Ltda.
    44. REAG Specialty Finance Ltda.
    45. REAG Jus Gestão de Ativos Judiciais Ltda.
    46. Vila Rica Participações Ltda.
    47. DNC Comercial Agricola Ltda.
    48. Fasten Terceirizacao e Gestao de Pessoas Ltda.
    49. BW Holding Financeira Ltda.
    50. Parmo Holding Ltda.
    51. Control Participações Ltda.
    52. Hard Holding Trading Ltda.
    53. MFL Holding Trading Ltda.
    54. Gasp Participações e Investimentos S/A
    55. Organição Contábil Estrella Ltda.
    56. Estrella Suporte Administrativo
    57. HMD Serviços e Assessoria Empresarial Ltda.
    58. TMJ Consultoria e Gestão Empresarial Ltda.
    59. Zurich Holdings e Participacoes Ltda.
    60. Huracan Intermediação Gestão e Participações Ltda.
    61. Jomar Mauricio Fornielis das Chagas
    62. ABM Administração de Bens Próprios S/A
    63. Nova Iracema Pães e Doces Ltda.
    64. Nova Salamanca Pães e Doces Ltda.
    65. Auto Posto S3 Juntas
    66. Cyro’s Auto Serviços Ltda.
    67. Strawberry Lojas de Conveniências Ltda.
    68. Group Potenza Atacadista e Distribuidora de Bebidas e Alimentos Ltda.
    69. Khadige Conveniência Ltda.
    70. Empório Express Ltda.
    71. Lava Rápido Rafael do Guaruja Ltda.
    72. Buffet Dumont Villares Ltda.
    73. Number One Negócios e Intermediações Ltda.
    74. RGN Intermediações em Negócios Eireli
    75. Piloto Conveniência Ltda.
    76. Microjet Representação Comercial Comércio de Suprimentos para Informática Ltda.
    77. Hard Holding Trading Ltda.
    78. MFL Holding Trading Ltda.
    79. Adelta Li Serviços de Tecnologia Ltda.
    80. Marccounting Assessoria e Consultoria Empresarial Ltda.
    81. GGX Global Participações S/A
    82. Alkon Participações S/A
    83. Door Participações S/A
    84. Moorcroft do Brasil Participações Ltda.
    85. Ockham Empreendimentos e Participações S/A
    86. MB Blues Ltda.
    87. Alves e Sato Administração de Bens S/A
    88. Pancotte Participações S/A
    89. New Participações e Investimentos S/A
    90. NGR Empreendimentos Imobiliários i Spe Ltda.
    91. Aero NGR Administração e Participação Ltda.
    92. Aruja Empreendimentos Imobiliários Ltda.
    93. AJ Participações Ltda.
    94. Imob9 Participações Ltda
    95. Aslam Participações Ltda.
    96. R&M Participações Ltda.
    97. S-3 Holding e Investimentos Ltda.
    98. Cas Holding e Participações Ltda.
    99. Unyon Construtora e Incorporadora Ltda.
    100. Vila Rica Participações Ltda.
    101. Pinecrest Distribuidora S/A
    102. Petroquality Holding e Participações Ltda.
    103. Conceb Engenharia
    104. Amapapetro
    105. LVF Power Holdings Ltda.
    106. RCG Investimentos em Participações Ltda
    107. S4 (mencionada Como Empresa de Fachada)
    108. Plasma Administradora e Intermediações Ltda.

    Empresas químicas e de importação

    1. Araras Química do Brasil Eireli
    2. Braslimp Química Indústria e Comércio Em Geral Ltda.
    3. Diamond Chemical Solventes Ltda. (RBO Distribuidora de Solventes Ltda.)
    4. Indústria de Cosméticos Vale Petro Ltda.
    5. Indústria DSW Logística em Geral Ltda.
    6. Ipê Biocombustível Ltda.
    7. Mannabio Importação e Exportação, Produção e Comercialização Ltda.
    8. Oreonn Ind. e Comércio de Óleos Vegetais e Químicas Ltda.
    9. Química Araguaya Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda.
    10. Quimicolor Indústria e Comércio Em Geral Ltda.
    11. Royal Química Ltda.
    12. Cattalini Terminais Marítimos S/A
  • EXCLUSIVO: Alvos de operação contra o PCC são sócios de 251 postos de combustíveis no Brasil

    EXCLUSIVO: Alvos de operação contra o PCC são sócios de 251 postos de combustíveis no Brasil

    Levantamento revela que investigados na Operação Carbono Oculto possuem participação em postos de combustíveis em quatro estados. Ministério Público apura suspeita de lavagem de dinheiro da facção criminosa por meio do setor

    Um levantamento do portal g1 revelou que quinze investigados pela Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), aparecem como sócios de ao menos 251 postos de combustíveis espalhados por quatro estados. A apuração cruzou informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com os alvos definidos pela Justiça de São Paulo, que os aponta como peças-chave em um esquema de lavagem de dinheiro.

    A operação, deflagrada em agosto, atingiu mais de 350 pessoas e empresas acusadas de sustentar financeiramente a facção criminosa. Para os investigadores, a rede de postos era usada para ocultar recursos ilícitos e movimentar grandes quantias sem levantar suspeitas.

    Rede de influência

    A concentração das empresas ocorre principalmente em São Paulo, onde estão 233 postos, sobretudo na capital e na Baixada Santista. Goiás concentra 15, o Paraná dois e Minas Gerais apenas um. Do total, quase metade funciona sob bandeira branca, sem vínculo com grandes distribuidoras. Os demais são credenciados a marcas conhecidas: Ipiranga (52), Rodoil (33), Petrobras (29) e Shell (12). Nenhuma dessas distribuidoras, no entanto, é alvo direto da investigação.

    A Receita Federal estimou que mais de mil postos em todo o país podem ter sido usados para lavar dinheiro do PCC, embora não tenha divulgado a lista completa. Já a ANP afirmou que as provas levantadas poderão gerar processos administrativos que, em caso de comprovação, podem levar à perda da autorização de funcionamento.

    Respostas das distribuidoras

    As distribuidoras reagiram às revelações tentando se afastar das suspeitas. A Ipiranga disse atuar contra o mercado irregular e afirmou ver com “otimismo” os desdobramentos da operação, tendo solicitado acesso ao inquérito. A Rodoil informou que já havia identificado inconsistências e iniciou a rescisão de contratos, inclusive por meio de ações judiciais.

    A Vibra, responsável pela marca Petrobras, destacou que mantém padrões rígidos de compliance e desligou mais de 100 postos por irregularidades apenas nos últimos dois anos em São Paulo. A Raízen, que opera a bandeira Shell, afirmou que investiga as informações e tomará providências cabíveis, reforçando seu compromisso com ética e transparência.

    Quem são os principais nomes

    Entre os investigados está Pedro Furtado Gouveia Neto, vinculado à GGX Global, ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, apontado pela Justiça como chefe do esquema e atualmente foragido. Neto aparece como sócio em 56 postos.

    Outro nome de peso é Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes, dono de 49 estabelecimentos. Em nota, ele negou irregularidades e declarou: “Supor que essa compra dos postos serviu para encobrir interesses escusos é uma conclusão equivocada”.

    O grupo ainda inclui Guilherme da Silva Oliveira, associado a 38 postos e descrito como “testa de ferro” de Mourad, já investigado em outras operações como a Rei do Crime. Também figuram na lista Bruno Sato Alves Pereira (38 postos), Ricardo Romano (16), Armando Hussein Ali Mourad (15), Luiz Ernesto Franco Monegatto (13) e Himad Abdallah Mourad, primo de Mohamad, sócio em 10 postos e apontado como articulador financeiro do esquema.

    Outros nomes aparecem em menor escala, como Tharek Majide Bannout (7 postos), que nega qualquer ligação com o crime organizado, e Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza (3), citada em fraudes no setor de combustíveis. Há ainda Rogério Garcia Peres, Miriam Favero Lopes, Valdemar de Bortoli Júnior e as empresas Latuj Participações e Door Participações S.A., cada um vinculado a pelo menos um posto.

    O que dizem as empresas

    A defesa de parte dos investigados não se manifestou até o momento. Outros disseram que só irão comentar durante o processo. Aqueles que falaram negaram irregularidades e garantiram atuar dentro da lei.

    A Door Participações S.A., controladora da rede de postos Alpha, e Bruno Sato Alves Pereira, enviaram uma nota dizendo que não possuem nenhum vínculo, participação ou responsabilidade nos fatos investigados pela chamada Operação Carbono Oculto.

    A empresa reiterou que todos os postos que integram a rede “operam com licenças, registros e contratos regulares junto às autoridades competentes e às distribuidoras parceiras e passam pelas fiscalizações de praxe”. Além disso, disse que “coopera integralmente com as autoridades sempre que requisitada e que está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos necessários”. A empresa finaliza reafirmando seu compromisso com “a legalidade, a transparência e as boas práticas de mercado”.

    Próximos passos

    As utoridades avaliam medidas para evitar que redes de postos sirvam como fachada para esquemas ilícitos. A expectativa é que os desdobramentos da Operação Carbono Oculto provoquem mudanças no setor de combustíveis e ampliem a pressão por maior rigor na fiscalização.

  • PCC financiou viagem à Europa de diretor de documentário da Netflix, aponta investigação

    PCC financiou viagem à Europa de diretor de documentário da Netflix, aponta investigação

    O cineasta Rodrigo Giannetto, diretor do documentário O Grito, que aborda o sistema carcerário brasileiro, realizou uma viagem para a Europa com passagens pagas por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o valor dos bilhetes foi de R$ 18.350 e a compra foi realizada por Kauê do Amaral Coelho, suspeito de envolvimento no assassinato do empresário e delator do PCC, Vinícius Gritzbach, ocorrido em 8 de novembro.

    A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo portal Poder360. A viagem aconteceu entre 6 e 24 de outubro, levando o cineasta de São Paulo para Palermo (Itália) e Londres (Reino Unido).

    Negativa de envolvimento

    Em entrevista ao Estadão, Rodrigo Giannetto negou qualquer vínculo com o PCC e afirmou não conhecer Kauê do Amaral Coelho. Segundo o diretor, sua viagem teve como objetivo participar do Festival Internazionale Nebrodi Cinema, na Itália.

    A Netflix, por sua vez, esclareceu ao Estadão que não produziu o documentário O Grito, apenas licenciou o conteúdo dos realizadores.

    “A Netflix não teve nenhuma participação na produção do filme, tampouco em seu financiamento ou na participação em festivais.”

    Documentário e suspeitas

    O documentário O Grito, dirigido por Giannetto, critica o sistema penitenciário brasileiro e aborda as condições dos presos no país. A produção inclui entrevistas com familiares de membros do PCC e do Comando Vermelho (CV), além de depoimentos de líderes do crime organizado, como Marcinho VP, do Comando Vermelho, e Marcola, do PCC.

    Operação Fake Scream: ONG sob investigação

    A viagem de Rodrigo Giannetto é parte da investigação da Operação Fake Scream, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação apura a relação entre o PCC e a ONG Pacto Social & Carcerário de S.P., que teria conexões com a facção criminosa.

    O nome da operação, que significa “falso grito”, faz referência ao título do documentário.

    Como as passagens foram adquiridas?

    Segundo Rodrigo Giannetto, ele foi procurado pela agência K2 para dirigir o documentário. Posteriormente, ao participar de um evento de exibição do filme, ele teria recebido o convite para o festival na Europa. Durante a organização da viagem, algumas ONGs ligadas ao sistema prisional sugeriram que ele entrasse em contato com uma agência de viagens localizada em Jundiaí.

    Ao buscar informações sobre os bilhetes aéreos, Giannetto teria sido informado de que as passagens já estavam pagas.

  • Pagodeiro ligado ao PCC é preso por fraudes em licitações

    Pagodeiro ligado ao PCC é preso por fraudes em licitações

    Com quase 1 milhão de seguidores no Instagram, o cantor de pagode conhecido artisticamente como Latrell Britto, cujo nome verdadeiro é Vagner Borges Dias, ostentava uma vida de luxo nas redes sociais. No entanto, de acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), essa riqueza teria origem em fraudes em licitações públicas.

    Além de sua atuação como artista, Latrell Britto se apresentava como empresário, mas, conforme investigações conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), ele é apontado como o gerente da principal empresa utilizada para a lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). O esquema teria operado em mais de 20 prefeituras e câmaras municipais em São Paulo.

    Prisão e Identificação

    A identificação de Vagner Borges Dias, bem como sua identidade falsa, só foi possível por meio de uma equipe de inteligência da Polícia Militar de São Paulo. O cantor, que estava foragido desde abril do ano passado, foi capturado na praia de Arembepe, no município de Camaçari, Bahia, por policiais locais.

    O investigado responde por uma série de crimes, incluindo:
    ✔ Fraudes contra a administração pública
    ✔ Corrupção
    ✔ Uso de documentos falsos
    ✔ Associação criminosa

    Sobre a Operação Munditia

    A Operação Munditia investiga o envolvimento de membros do PCC em esquemas de licitações fraudulentas junto a prefeituras do estado de São Paulo, em contratos que ultrapassam R$ 200 milhões. A ação, deflagrada em 16 de abril do ano passado, contou com cerca de 200 policiais militares, resultando no cumprimento de quase 60 ordens judiciais e na prisão de 13 pessoas, incluindo três vereadores, um advogado e ocupantes de cargos públicos.

    Durante as buscas, os policiais estiveram em 11 prédios públicos, 21 conjuntos residenciais e 10 estabelecimentos comerciais. Foram apreendidos:
    🔹 Quatro armas (calibres .380, .40, .38 e 9 mm)
    🔹 Mais de 200 munições
    🔹 22 celulares e notebooks
    🔹 R$ 3,5 milhões em cheques
    🔹 R$ 600 mil em espécie
    🔹 Quase US$ 9 mil em dinheiro

    Com a prisão de Vagner Borges Dias, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil esperam aprofundar as investigações sobre os processos licitatórios fraudados.

    A defesa de Vagner Borges Dias não foi localizada até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

  • Joias, fuzis e dinheiro: o que acharam com os policiais presos em SP

    Joias, fuzis e dinheiro: o que acharam com os policiais presos em SP

    A operação Tacitus, deflagrada nesta terça-feira (17/12), trouxe à tona um esquema grave envolvendo policiais civis e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) prendeu três policiais civis sob acusações de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Entre os presos está Marcelo Marques de Souza, chefe do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), da 5ª Delegacia Seccional de São Paulo. Na residência dele, foram apreendidos R$ 200 mil em espécie, conforme informado pelo próprio policial, montante que será devidamente contabilizado pela PF em uma empresa de transporte de valores.

    Além de Marcelo Marques, foram presos o delegado Fábio Baena e o chefe de investigações Eduardo Monteiro, ambos vinculados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A prisão foi fundamentada em delações feitas por Vinícius Gritzbach, corretor de imóveis que tinha relações com o PCC e que, antes de ser assassinado em novembro deste ano, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, entregou detalhes comprometedores sobre o envolvimento dos policiais no esquema.

    Revelações da Delação Premiada

    Gritzbach, em sua delação, detalhou que:

    • Fábio Baena teria recebido pelo menos R$ 11 milhões em propina para retirar nomes de investigados em um caso de duplo homicídio.
    • Policiais exigiram R$ 40 milhões para remover o próprio Gritzbach da lista de suspeitos do mesmo caso, valor que não foi pago.
    • O delator entregou pendrives contendo informações sobre empresas usadas pelos policiais para lavar dinheiro das propinas recebidas.

    Além dos três presos, o policial civil Rogério de Almeida Felício (Rogerinho) também é alvo da operação, mas estava foragido até a última atualização.

    Desdobramentos da Operação Tacitus

    A operação cumpre oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em quatro cidades paulistas: São Paulo, Bragança Paulista, Igaratá e Ubatuba. A investigação revelou como os policiais exigiam propinas milionárias para favorecer os interesses do PCC e utilizavam empresas de fachada para lavagem de dinheiro.

    Os envolvidos responderão pelos crimes de:

    1. Organização criminosa
    2. Corrupção ativa e passiva
    3. Ocultação de capitais (lavagem de dinheiro)

    Se condenados, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.

    Defesas e Reações

    A defesa dos policiais Baena e Monteiro classificou as prisões como arbitrárias e midiáticas, alegando que não existem novas provas que justifiquem as detenções e criticando a credibilidade das acusações baseadas em delações. Já a defesa de Rogerinho não se pronunciou até o momento.

    O Papel do PCC e a Lavagem de Dinheiro

    A zona leste de São Paulo é um ponto estratégico para o PCC, que utiliza a região como centro de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O assassinato de Gritzbach evidencia a violência e os métodos da organização para eliminar alvos considerados ameaças internas, além de mostrar sua influência em setores da segurança pública.

    Implicações

    O envolvimento de autoridades policiais com o PCC evidencia fragilidades no sistema de segurança e no combate ao crime organizado. A exposição de propinas milionárias e o uso de empresas fictícias para lavagem de dinheiro reforçam a necessidade de uma revisão estrutural e reforço na fiscalização das atividades policiais.

    Além de punir os responsáveis, a operação Tacitus visa restaurar a confiança na polícia e no sistema judiciário brasileiro, mostrando que ninguém está acima da lei.

    A investigação segue em andamento e pode revelar novos envolvidos nos próximos dias, aprofundando ainda mais o impacto desta operação histórica no combate à corrupção policial e ao PCC.

  • Empresário Wagner Amorim é Preso em Operação contra Fraudes Bilionárias com Fintechs

    Empresário Wagner Amorim é Preso em Operação contra Fraudes Bilionárias com Fintechs

    Nesta segunda-feira (30), a Polícia Federal prendeu o empresário Wagner Amorim em Votorantim (SP), durante a Operação Concierge, que investiga fraudes bilionárias envolvendo fintechs. Amorim é o 15º suspeito preso desde que a operação foi deflagrada em agosto de 2024. Ele tentou fugir pela mata atrás do condomínio onde estava escondido, mas foi capturado pela PF.

    Quem é Wagner Amorim?

    Nas redes sociais, Wagner Amorim se apresenta como CEO de uma startup de impacto social voltada para educação, além de atuar como professor de disciplinas como empreendedorismo social e Quarta Revolução Industrial. Ele menciona ter saído da periferia de São Paulo e ter transformado sua vida por meio da educação, levando novas perspectivas para famílias em todo o Brasil.

    Esquema de Fraudes com Fintechs

    A Operação Concierge revelou um complexo esquema de blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro por meio de fintechs, que movimentaram cerca de R$ 7,5 bilhões entre 2020 e 2023. As fintechs usavam contas em bancos tradicionais para realizar transações financeiras que burlavam os sistemas de controle, permitindo que pessoas físicas realizassem movimentações financeiras sem serem detectadas pelos órgãos de fiscalização. A quadrilha também é suspeita de lavar dinheiro para facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), e para empresas endividadas.

    Modus Operandi do Esquema

    As fintechs operavam por meio de contas chamadas de “bolsões”, registradas como pessoas jurídicas em bancos comerciais. Essas contas permitiam que os clientes das fintechs fizessem transações financeiras sem aparecerem nos registros bancários. Dessa forma, as transferências realizadas por uma pessoa através da fintech apareciam no extrato como provenientes da conta jurídica da fintech, tornando difícil o rastreamento das transações e protegendo o patrimônio dos envolvidos.

    Fintechs Envolvidas

    A investigação apontou as fintechs Inovebanco e T10 Bank como as principais envolvidas no esquema. Os sócios dessas empresas, Patrick Burret (CEO do Inovebanco) e José Rodrigues (fundador do T10 Bank), foram presos durante a operação. As empresas negam envolvimento nos crimes e afirmam estar colaborando com as investigações.

    Sócios das empresas entre os presos

                                                         Patrick Burret, CEO do Inovebanco, e José Rodrigues, fundador do T10 Bank — Foto: Reprodução

    Impacto da Operação

    A operação levou à apreensão de carros de luxo, joias, relógios e centenas de máquinas de cartão de crédito, além do bloqueio de R$ 850 milhões em contas associadas ao esquema. O nome da operação, “Concierge”, faz alusão à oferta de serviços clandestinos de ocultação de capitais, em referência ao profissional que atende a necessidades específicas de clientes.

    Os suspeitos responderão por crimes como gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, e organização criminosa.

    A investigação segue em andamento, e a Polícia Federal continua buscando outros envolvidos no esquema.

  • Polícia prende presidente afastado da UPBus, empresa de ônibus de SP investigada por ligação com facção criminosa

    Polícia prende presidente afastado da UPBus, empresa de ônibus de SP investigada por ligação com facção criminosa

    MP pediu à Justiça a prisão preventiva após descumprimento de medidas cautelares. Ubiratan Antônio da Cunha estava proibido de ter contato com outros réus e com pessoas da cooperativa. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e envolvimento com o PCC.

    O presidente afastado UPBus, empresa de transportes investigada pelo Ministério Público por ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil.

    Um dos alvos da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril, ele é réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    A pedido do MP, a Justiça decretou a prisão preventiva de Ubiratan Antônio da Cunha por descumprimento de medidas cautelares. Ele estava proibido de ter contato com outros réus e com pessoas da cooperativa.

    Ainda de acordo com o MP, integrantes da cooperativa sucedida pela UPBus procuraram a polícia e relataram que foram expulsos da sede da empresa pelo dirigente no dia 5 de junho.

    O mandado foi cumprido nesta terça pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC).

    23 armas de fogo apreendidas
    No mês passado, o Ministério Público e a polícia apreenderam 23 armas de fogo de propriedade de Ubiratan.

    A ação aconteceu em uma força-tarefa entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC).

    Após a denúncia, o Ministério Público requereu a suspensão dos registros de posse e porte de arma de fogo do réu em razão do risco a toda coletividade e aos envolvidos na administração atual da empresa.

    Além das armas, também foram apreendidos o celular do acusado e o dispositivo de armazenamento de imagens do sistema de monitoramento da empresa.

    Justiça mandou prender mais dois

    Em abril, a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de mais dois acusados de participarem de suposto esquema de lavagem de dinheiro na empresa de transporte UPBus: Alexandre Salles Brito, o Buiú, e Décio Gouveia Luís, o Décio Português.

    A Justiça também acolheu a denúncia do Ministério Público de São Paulo e tornou réus os 19 acusados de envolvimento num suposto esquema de lavagem de dinheiro na empresa de transporte coletivo que opera na Zona Leste da capital acusada de ter ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

    No final de junho, a Operação Fim da Linha prendeu dirigentes das empresas de ônibus Transwolff e UPBus, que operam na capital paulista, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

    A operação foi realizada pelo Ministério Público, pela Polícia Militar, pela Receita Federal e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que fiscaliza e combate abusos de poder econômico.

    Histórico
    Durante quase cinco anos de investigação, os promotores do grupo de combate ao crime organizado (Gaeco) reuniram indícios de que as empresas eram usadas pela facção criminosa para lavar dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes.

    A suspeitas de que o crime organizado estava infiltrado no transporte público de São Paulo vêm desde os anos 1990, quando parte do sistema era operado por perueiros clandestinos, que faziam o trajeto entre os bairros mais afastados e os terminais de ônibus.

    Em 2003, a prefeitura da capital transferiu a operação das linhas para a iniciativa privada. Parte do sistema ficou com as grandes empresas de ônibus, e os itinerários mais curtos passaram a ser feitos por cooperativas. A maior delas era a Cooperpam, com sede na Zona Sul.

    Ao longo dos anos, segundo o MP, os dirigentes desta cooperativa montaram uma empresa e passaram a pressionar e até ameaçar os cooperados para que transferissem o controle da cooperativa para essa outra companhia, chamada de TW ou Transwolff.

    Além disso, segundo os promotores, os diretores se apropriavam de parte da remuneração dos cooperados.

    Dez anos depois, em 2013, quando o primeiro contrato de permissão da Prefeitura de SP chegou ao fim para todas as empresas, a Transwolff conseguiu assinar um contrato emergencial, que foi prorrogado durante anos, devido a um impasse no processo de concessão.

     

  • Polícia prende presidente de empresa de ônibus de São Paulo investigado por lavar dinheiro do crime organizado

    Polícia prende presidente de empresa de ônibus de São Paulo investigado por lavar dinheiro do crime organizado

    Ubiratan Antonio da Cunha descumpriu a ordem judicial de não entrar na empresa onde era presidente. Foi preso preventivamente nesta terça-feira (16).

    A polícia prendeu o presidente de uma empresa de ônibus de São Paulo. Ele é investigado por lavar dinheiro do PCC, o crime organizado.

    Um funcionário do setor de transporte público, com pouca qualificação, que em dez anos acumula quase R$ 500 mil na participação de uma empresa de ônibus. É o perfil de Ubiratan Antonio da Cunha, réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A rápida evolução patrimonial dele despertou a desconfiança do Ministério Público de São Paulo.

    Ubiratan descumpriu a ordem judicial de não entrar na empresa onde era presidente. Foi preso preventivamente nesta terça-feira (16).

    Desde abril, tanto a Upbus como outra empresa de transporte da capital paulista, a Transwolfe, passaram a ser investigadas por lavagem de dinheiro do PCC. A Prefeitura de São Paulo então colocou interventores na administração. Dois dirigentes foram presos e outros 26 diretores ainda são investigados. Entre eles, Silvio Luis Ferreira, tido pelos promotores como uma das lideranças no PCC em São Paulo. Está foragido.

    Fato é que está sob suspeita toda a operação das duas empresas de transporte. O balanço mostra que só o capital social da Upbus passou de R$ 1 milhão, em 2020, para R$ 20 milhões, em 2021.

    A defesa de Ubiratan Cunha, preso na manhã desta terça-feira (16), disse que o empresário, que não podia se aproximar da Upbus, só passou para levar o filho que trabalha lá. Não convenceu a Justiça. O vídeo da câmera de segurança que está com o Ministério Público mostra que ele entra na garagem e cumprimenta funcionários. Para os promotores, é importante que o réu fique longe da empresa para não influenciar e atrapalhar a investigação.

     

  • Polícia prende presidente de empresa de ônibus de São Paulo investigado por lavar dinheiro do crime organizado

    Polícia prende presidente de empresa de ônibus de São Paulo investigado por lavar dinheiro do crime organizado

    Ubiratan Antonio da Cunha descumpriu a ordem judicial de não entrar na empresa onde era presidente. Foi preso preventivamente nesta terça-feira (16).

    A polícia prendeu o presidente de uma empresa de ônibus de São Paulo. Ele é investigado por lavar dinheiro do PCC, o crime organizado.

    Um funcionário do setor de transporte público, com pouca qualificação, que em dez anos acumula quase R$ 500 mil na participação de uma empresa de ônibus. É o perfil de Ubiratan Antonio da Cunha, réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A rápida evolução patrimonial dele despertou a desconfiança do Ministério Público de São Paulo.

    Ubiratan descumpriu a ordem judicial de não entrar na empresa onde era presidente. Foi preso preventivamente nesta terça-feira (16).

    Desde abril, tanto a Upbus como outra empresa de transporte da capital paulista, a Transwolfe, passaram a ser investigadas por lavagem de dinheiro do PCC. A Prefeitura de São Paulo então colocou interventores na administração. Dois dirigentes foram presos e outros 26 diretores ainda são investigados. Entre eles, Silvio Luis Ferreira, tido pelos promotores como uma das lideranças no PCC em São Paulo. Está foragido.

    Fato é que está sob suspeita toda a operação das duas empresas de transporte. O balanço mostra que só o capital social da Upbus passou de R$ 1 milhão, em 2020, para R$ 20 milhões, em 2021.

    A defesa de Ubiratan Cunha, preso na manhã desta terça-feira (16), disse que o empresário, que não podia se aproximar da Upbus, só passou para levar o filho que trabalha lá. Não convenceu a Justiça. O vídeo da câmera de segurança que está com o Ministério Público mostra que ele entra na garagem e cumprimenta funcionários. Para os promotores, é importante que o réu fique longe da empresa para não influenciar e atrapalhar a investigação.

     

  • Polícia prende presidente de empresa de ônibus de São Paulo investigado por lavar dinheiro do crime organizado

    Polícia prende presidente de empresa de ônibus de São Paulo investigado por lavar dinheiro do crime organizado

    Ubiratan Antonio da Cunha descumpriu a ordem judicial de não entrar na empresa onde era presidente. Foi preso preventivamente nesta terça-feira (16).

    A polícia prendeu o presidente de uma empresa de ônibus de São Paulo. Ele é investigado por lavar dinheiro do PCC, o crime organizado.

    Um funcionário do setor de transporte público, com pouca qualificação, que em dez anos acumula quase R$ 500 mil na participação de uma empresa de ônibus. É o perfil de Ubiratan Antonio da Cunha, réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A rápida evolução patrimonial dele despertou a desconfiança do Ministério Público de São Paulo.

    Ubiratan descumpriu a ordem judicial de não entrar na empresa onde era presidente. Foi preso preventivamente nesta terça-feira (16).

    Desde abril, tanto a Upbus como outra empresa de transporte da capital paulista, a Transwolfe, passaram a ser investigadas por lavagem de dinheiro do PCC. A Prefeitura de São Paulo então colocou interventores na administração. Dois dirigentes foram presos e outros 26 diretores ainda são investigados. Entre eles, Silvio Luis Ferreira, tido pelos promotores como uma das lideranças no PCC em São Paulo. Está foragido.

    Fato é que está sob suspeita toda a operação das duas empresas de transporte. O balanço mostra que só o capital social da Upbus passou de R$ 1 milhão, em 2020, para R$ 20 milhões, em 2021.

    A defesa de Ubiratan Cunha, preso na manhã desta terça-feira (16), disse que o empresário, que não podia se aproximar da Upbus, só passou para levar o filho que trabalha lá. Não convenceu a Justiça. O vídeo da câmera de segurança que está com o Ministério Público mostra que ele entra na garagem e cumprimenta funcionários. Para os promotores, é importante que o réu fique longe da empresa para não influenciar e atrapalhar a investigação.