Tag: Jair Bolsonaro

  • Flávio Bolsonaro desembarca no Nordeste para testar popularidade como pré-candidato à Presidência

    Flávio Bolsonaro desembarca no Nordeste para testar popularidade como pré-candidato à Presidência

    Senador cumprirá agenda em João Pessoa e Natal nos dias 22 e 23 de março; visita a Pernambuco também é cogitada nos bastidores.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarca no Nordeste pela primeira vez como pré-candidato à presidência da República nos dias 22 e 23 de março.

    As visitas acontecerão nas cidades de João Pessoa, na Paraíba, e em Natal, no Rio Grande do Norte, e representam o primeiro teste de popularidade do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma região historicamente dominada pela esquerda.

    A viagem tem um objetivo político claro: fortalecer alianças com o campo conservador no Nordeste e dar impulso às candidaturas de aliados ao governo dos dois estados.

    Em João Pessoa, Flávio Bolsonaro participará do evento que oficializará a pré-candidatura de Efraim Filho ao Governo da Paraíba. Já em Natal, a agenda será voltada ao lançamento de Alvaro Dias como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte.

    As agendas devem reunir um conjunto de nomes ligados ao bolsonarismo e ao campo conservador nos dois estados. Na Paraíba, a expectativa é de presença do deputado federal Cabo Gilberto e do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que também figura como pré-candidato ao Senado pelo estado.

    No Rio Grande do Norte, devem acompanhar o senador o Senador Rogério Marinho, o General Girão, deputado federal pelo estado.

    As agendas também devem contar com a presença do ex-ministro pernambucano Gilson Machado, que recentemente trocou o PL pelo Podemos para disputar o cargo de deputado federal.

    Segundo Gilson Machado, uma visita de Flávio Bolsonaro a Pernambuco já está sendo ventilada nos bastidores, embora ainda sem data confirmada.

    “É hora do povo do Nordeste mostrar a gratidão ao presidente Bolsonaro, através do carinho e respeito com o nosso 01. Essa é a primeira vez de muitas que Flávio Bolsonaro estará conosco, caminhando para reconquistar o nosso país, então a presença de cada um dos patriotas da região é de extrema importância“, afirmou o ex-ministro.

    A visita ao Nordeste inaugura uma fase mais ativa da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que até aqui se consolidou sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, redutos tradicionais do bolsonarismo.

    No início de março, o filho de Jair Bolsonaro liderou um ato contra Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF) na avenida Paulista, onde discursou pela primeira vez como pré-candidato à presidência.

    Em pesquisas recentes, o senador apareceu empatado tecnicamente com Lula (PT) na disputa pela presidência da República, dentro da margem de erro, ainda que o petista lidere as intenções de voto para outubro.

  • PRTB busca unificar a direita brasileira em uma única legenda para fortalecer o bloco conservador

    PRTB busca unificar a direita brasileira em uma única legenda para fortalecer o bloco conservador

    Sob a liderança de Leonardo Avalanche, o partido articula filiações de políticos de destaque como Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Damares Alves, visando maior coesão, recursos e representatividade nas eleições futuras.

    Brasília, DF – O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) tem se destacado no cenário político nacional por um movimento estratégico e ambicioso: a unificação da direita brasileira. Desde as últimas eleições, a sigla, por meio de seu Presidente Nacional, Leonardo Avalanche, tem trabalhado ativamente para consolidar as principais lideranças conservadoras do país em uma única legenda, visando fortalecer a representatividade e o impacto desse espectro político.

    A iniciativa, que se tornou um pilar da atuação do PRTB, parte do princípio de que a fragmentação partidária pode diluir o poder de fogo da direita, prejudicando a articulação de agendas e a eleição de quadros alinhados com seus princípios. Em diversos pronunciamentos e articulações, o Presidente Nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, tem feito convites públicos a figuras de destaque do campo conservador.

    O PRTB tem convidado figuras proeminentes do cenário conservador para filiarem-se ao partido. Entre esses nomes estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, os influentes parlamentares Flávio Bolsonaro (senador) e Eduardo Bolsonaro (deputado federal), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o senador mineiro Cleitinho Azevedo, a senadora e ex-ministra Damares Alves, entre outros parlamentares e líderes com expressiva atuação na direita. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também figura entre os políticos de alto calibre visados por essa estratégia de união.

    O objetivo é claro: “encaminhar todo mundo num partido só”, como tem sido reiterado pelo Presidente Nacional do PRTB, Leonardo Avalanche. A ideia é criar um bloco político coeso e robusto, capaz de enfrentar os desafios eleitorais e legislativos com maior força e articulação. A unificação visa otimizar recursos, harmonizar discursos e, principalmente, oferecer ao eleitorado uma opção forte e unida nas urnas.

    Essa movimentação estratégica do PRTB reflete uma percepção crescente de que a união é fundamental para o sucesso político da direita brasileira. Ao invés de pulverizar forças em diferentes siglas, a proposta é concentrar talentos e bases eleitorais em um único partido, ampliando o poder de negociação e a capacidade de influência em todos os níveis da política nacional.

    A expectativa é que a materialização dessa unificação possa reconfigurar o panorama político brasileiro nos próximos ciclos eleitorais, consolidando uma frente conservadora mais organizada e com maior potencial de vitória.

    ASCOM PRTB

  • Pré-candidatos apoiados por Bolsonaro lideram pesquisas em cinco capitais; apoiados por Lula estão à frente em três

    Pré-candidatos apoiados por Bolsonaro lideram pesquisas em cinco capitais; apoiados por Lula estão à frente em três

    Levantamento realizado por diversos institutos de pesquisa mostra cenário das eleições municipais em 11 capitais brasileiras.

    Os pré-candidatos nas eleições deste ano apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lideram as pesquisas em cinco capitais brasileiras, enquanto os apadrinhados de Lula estão à frente em três.

    O resultado, levantado pelo UOL, colheu informações de 11 capitais divulgadas desde o início de junho por quatro institutos: Datafolha, AtlasIntel, Quaest, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas.

    Veja a seguir os números por cidade:

    Em São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), apoiado por Bolsonaro, e Guilherme Boulos (PSOL), apoiado por Lula, aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de quatro institutos. O único que mostra resultado diferente é o AtlasIntel, que aponta Boulos à frente de Nunes acima da margem de erro.

    Datafolha

    Ricardo Nunes (MDB): 24%

    Guilherme Boulos (PSOL): 23%

    A pesquisa contratada pelo jornal Folha de S.Paulo ouviu 1.092 eleitores entre os dias 2 e 4 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o número de registro na Justiça Eleitoral, SP-001178/24.

    No Rio, o prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera com folga, com chance de reeleição em primeiro turno. Ele é apoiado por Lula e tenta se reeleger para mais um mandato na prefeitura. O delegado Ramagem (PL) é o pré-candidato que tem o apoio de Bolsonaro.

    Na capital mineira, o deputado federal Rogério Correia (PT) e o deputado estadual Bruno Engler (PL) aparecem empatados tecnicamente no segundo pelotão. Quem lidera é Mauro Tramonte (Republicanos). As conclusões são as mesmas nas pesquisas dos três institutos que ouviram os eleitores da cidade.

    Em Recife, pesquisa Datafolha aponta vitória em primeiro turno do prefeito João Campos (PSB), que tem o apoio de Lula. Gilson Machado (PL), que foi ministro do Turismo no governo Bolsonaro, aparece com 6% das intenções de voto.

    A capital gaúcha, Porto Alegre, tem uma deputada do PT na liderança. Maria do Rosário (PT) está com 30,2% das intenções de voto, segundo pesquisa divulgada em junho.

    Em Aracajú, Emília Corrêa (PL), pré-candidata apoiada por Bolsonaro, está em primeiro lugar. A pleiteante do PT, Candisse Carvalho, por outro lado, aparece com apenas 1% das intenções de voto.

    A capital do Tocantins, Palmas, tem Janad Valcari (PL), apoiada por Bolsonaro, na liderança isolada. O PT não tem um pré-candidato na cidade, e Lula não se manifestou se deve apoiar algum nome.

    Em Salvador, Lula apoia o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), enquanto o atual prefeito, Bruno Reis (União) tem o apoio do PL de Bolsonaro. O último levantamento do Paraná Pesquisa mostra o seguinte panorama: Bruno 64% e Geraldo com 11% das intenções de voto.

    Na capital capixaba, Vitória, Lula apoia João Coser (PT), enquanto Bolsonaro apoia Capitão Assumção (PL). Ambos são deputados estaduais, e aparecem atrás do atual prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que tem chance de se reeleger no primeiro turno. No entanto, o petista tem melhor desempenho do que o bolsonarista.

    Em Maceió, uma pesquisa divulgada no fim de junho mostra o atual prefeito, JHC, na liderança isolada na corrida à Prefeitura da capital alagoana, com 54,4% das intenções de voto – o que possibilita a chance de reeleição em primeiro turno. Ele é apoiado por Bolsonaro. Ricardo Barbosa (PT) tem apenas 0,9%.

    Em Belém, o levantamento do Paraná Pesquisa divulgado no último dia 15 de junho mostrou o candidato apoiado por Bolsonaro, Delegado Éder Mauro (PL), à frente, com 30%. Na capital paraense, o PT apoia a reeleição de Edmilson Rodrigues (PSOL), que aparece em terceiro lugar, com 13,4%, atrás do candidato do MDB, Igor Normando.

    Do UOL

  • Bolsonaro deve depor nesta terça à PF em inquérito que apura se ex-presidente importunou baleia no litoral de SP

    Bolsonaro deve depor nesta terça à PF em inquérito que apura se ex-presidente importunou baleia no litoral de SP

    Ex-presidente terá de explicar se teria se aproximado além do permitido em lei de uma baleia jubarte em um passeio de moto aquática. Assessor dele, Fabio Wajngarten estava no passeio e também terá de prestar esclarecimentos sobre o caso.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu assessor e ex-ministro Fabio Wajngarten são esperados na sede da Polícia Federal de São Paulo nesta terça-feira (26), às 14h30 e às 15h30, respectivamente, para prestar esclarecimentos no inquérito que apura se o ex-presidente importunou uma baleia jubarte durante um passeio de moto aquática no litoral de São Paulo.

    Wajngarten também estava no passeio e terá que explicar a situação.

    O inquérito apura se, em junho passado, em uma visita a São Sebastião (SP), o ex-presidente teria se aproximado do animal além do permitido em lei enquanto pilotava uma moto aquática.

    O inquérito foi aberto pela PF em São Sebastião, e o delegado responsável virá à capital fazer as oitivas.

    O decreto federal nº 6.514, de 2008, trata das infrações administrativas cometidas contra o meio ambiente, entre elas ‘molestar de forma intencional qualquer espécie de cetáceo’.

    A portaria nº 117 do Ibama, de dezembro de 1996, acrescenta que “é vedado a embarcações aproximar-se de qualquer espécie de baleia com motor ligado a menos de 100 metros de distância do animal”.

    De acordo com a procuradora Marília Soares Ferreira Iftim, vídeos e fotos publicados em redes sociais mostraram o momento em que a moto náutica, de motor ligado, chegou a 15 metros da baleia, que estava na superfície.

     

  • Major da reserva é demitido de empresa pública de SP após ser alvo de operação por suspeita de tentativa de golpe

    Major da reserva é demitido de empresa pública de SP após ser alvo de operação por suspeita de tentativa de golpe

    Militar sofreu busca e apreensão e é investigado por produzir e divulgar fake news sobre urnas. Controlador-Geral do Estado participou de reunião com Bolsonaro e ex-ministros. Ele foi inicialmente afastado e desligado do cargo na segunda (12).

    O major da reserva do Exército Angelo Martins Denicoli foi demitido do cargo que ocupava na Prodesp, empresa pública de TI do estado de São Paulo, após ter sido alvo de busca e apreensão na Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

    A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tinha inicialmente afastado o militar do posto. Nesta quarta (14), porém, confirmou que o desligamento ocorreu na segunda (12).

    Denicoli é investigado no inquérito que apontou tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    No relatório que sustentou a operação, a Polícia Federal afirmou que o major da reserva faria parte de um núcleo de “desinformação” do esquema. Segundo a PF, Denicoli atuou na produção, divulgação e amplificação de notícias falsas sobre o processo eleitoral.

    A Polícia Federal aponta sua interlocução com o Fernando Cerimedo, responsável por uma live com ataques às urnas.

    O major do Exército era assessor especial na Prodesp e precisou entregar seu passaporte por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

    Na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, o militar também foi diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS) do Ministério da Saúde.

    Ele recebia um salário R$ 32 mil, como aponta o Portal da Transparência do estado de São Paulo.

    Em nota, o Exército afirmou que as investigações “estão a cargo de inquérito determinado pelo Supremo Tribunal Federal e conduzido pela Polícia Federal.”

    “O Exército, enquanto Instituição que prima pela legalidade e pela harmonia entre os demais entes da República vem colaborando com as autoridades policiais nas investigações conduzidas. As providências, quando necessárias, serão tomadas em conformidade com as decisões jurídicas acerca do assunto.”

    Governo de SP mantém Controlador-Geral que questionou gravação
    Já o ex-ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU) e atual Controlador Geral do estado de São Paulo Wagner Rosário foi mantido no cargo pelo governador Tarcísio de Freitas apesar de ter participado de uma reunião citada pela PF como um dos capítulos sobre a suspeita de participação de militares e ex-ministros na tentativa de golpe de Estado.

    A reunião do dia 5 de julho de 2022 foi gravada. O vídeo é uma das peças que embasaram a operação da PF. No encontro, Rosário sinalizou preocupação de o encontro estar sendo gravado. Ele chegou a interromper a própria fala para questionar se estava sendo gravado.

    “Essa junção de Polícia federal, Forças Armadas e CGU tem que fazer urgente, urgente. As outras equipes, a gente chegar a um consenso assim… tem qu. ser, porque já não temos garantia disso. E aí já não são as Forças Armadas falando, são três instituições. A gente tem que se preparar para atuar como força-tarefa nesse negócio”, diz Rosário.

    Na sequência, ele pergunta sobre a gravação. O ex-presidente Bolsonaro e Braga Netto, ex-ministro-chefe da Casa Civil, fazem sinal de negativo com o dedo.

    Rosário: “A reunião está sendo gravada?”
    Braga Netto: “Não”

    O ex-ministro da Casa Civil olha para Bolsonaro e faz o sinal de negativo com a mão. Bolsonaro repete o mesmo sinal. “Eu mandei gravar a minha fala”, disse Bolsonaro.

    O discurso do ex-presidente ocorreu no início da reunião, antes de o microfone ser passado aos demais presentes.

    Ao “confirmar” que a reunião não era gravada, Wagner Rosário continua sua fala sobre a segurança das urnas eletrônicas. “O TCU já soltou um relatório dizendo que as urnas são seguras. O relator foi o Bruno Dantas (ministro do Tribunal de Contas da União)”, falou Rosário.

    Bolsonaro toma a palavra e pede aos presentes da reunião que articulassem para que órgãos como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), e até entidades externas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), fizessem uma nota afirmando que seria “impossível” atingir as condições necessárias para garantir a lisura das eleições de 2022.

    Apesar da investigação da Polícia Federal e trechos da reunião terem sido usados na representação que resultou na operação, o governador Tarcísio de Freitas manteve Wagner Rosário no cargo de Controlador-Geral do Estado. Oficialmente, o governo de São Paulo não comentou a investigação.

    Em nota enviada à GloboNews, Wagner Rosário disse que tudo o que foi dito durante a reunião quando ocupava o cargo de CGU “teve como objetivo a garantia de que as eleições transcorressem com normalidade, e que houvesse fiscalização que garantisse plena segurança, transparência e confiabilidade para o processo eleitoral”. Ele complementa ao dizer que “qualquer outra leitura acerca do que foi dito trata-se de mera ilação”.

     

  • Carlos Bolsonaro é alvo de operação da PF que investiga espionagem ilegal pela Abin

    Carlos Bolsonaro é alvo de operação da PF que investiga espionagem ilegal pela Abin

    Na última quinta, o chefe da agência de inteligência no governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem, teve 6 celulares e 2 notebooks apreendidos. O filho de Bolsonaro não se pronunciou até a última atualização desta reportagem.

    O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é alvo de uma nova fase da investigação da Polícia Federal (PF) sobre o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para fazer espionagem ilegal.

    O mandado de busca e apreensão foi autorizado para a residência de Carlos Bolsonaro e também para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A suspeita é de que assessores de Carlos Bolsonaro, que também são alvo da operação, pediam informações para o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

    Além das suspeitas relacionadas a Carlos, as investigações da PF indicam que a Abin foi usada para beneficiar Flávio e Jair Renan Bolsonaro, também filhos do ex-presidente, em investigações das quais eram alvos.

    De acordo com a PF, foram expedidos nove mandados de busca em apreensão nas seguintes cidades:

    Rio de Janeiro (RJ): 5
    Angra dos Reis (RJ): 1
    Brasília (DF): 1
    Formosa (GO): 1
    Salvador (BA): 1

    Carlos Bolsonaro é vereador desde 2001 e está em seu sexto mandato consecutivo na Câmara Municipal do Rio. Ele foi apontado pelo ex-braço-direito de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, como chefe do chamado gabinete do ódio, uma estrutura paralela montada no Palácio do Planalto para atacar adversários e instituições – como o sistema eleitoral brasileiro.

    O filho de Jair Bolsonaro não se pronunciou sobre a operação até a última atualização desta reportagem.

    Crise na Abin

    Na última quinta-feira (25), o ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, usou o órgão para fazer espionagem ilegal a favor da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Entre autoridades espionadas estavam a ex-deputada Joice Hasselmann, o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT) e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia.

    Apurações da PF apontam que a Abin teria sido “instrumentalizada” para monitorar ilegalmente uma série de autoridades e pessoas envolvidas em investigações, e também desafetos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O uso indevido da Abin teria ocorrido quando o órgão era chefiado por Alexandre Ramagem (PL-RJ), aliado de Bolsonaro que, atualmente, é deputado federal.

     

  • Assessores de Carlos Bolsonaro também são alvo da PF; suspeita é que pediram à Abin informações clandestinas em nome do chefe

    Assessores de Carlos Bolsonaro também são alvo da PF; suspeita é que pediram à Abin informações clandestinas em nome do chefe

    A suspeita é que esses auxiliares de Carlos pediam informações em nome do vereador para o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. A PF apura se Carlos recebeu materiais obtidos ilegalmente pela Abin.

    A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta segunda-feira (29) no Rio de Janeiro mandados de busca e apreensão contra o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A notícia foi dada no Blog da Andréia Sadi. Dois assessores de Carlos também foram alvo da PF — um está no Rio, outro, em Formosa (GO).

    É mais uma etapa da Operação Vigilância Aproximada, deflagrada na última quinta-feira (25). Segundo a PF, o objetivo é investigar “organização criminosa que se instalou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial”.

    A suspeita é que esses auxiliares de Carlos pediam informações em nome do vereador para o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. A PF apura se Carlos recebeu “materiais” obtidos ilegalmente pela Abin.

    Agentes estiveram na casa dele, no Vivendas da Barra — um condomínio de luxo na Praia da Barra da Tijuca —, e no gabinete dele na Câmara de Vereadores, no Centro. Carlos não estava em nenhum desses locais: ele tinha ido a Angra dos Reis, na Costa Verde.

    Policiais ficaram cerca de 3 horas na residência na Barra. Para a Câmara, a PF mobilizou veículos descaracterizados. Documentos e um computador foram apreendidos.

    Também é alvo da operação um militar do Exército — que hoje está na Bahia — e era cedido para a Abin sob o comando de Ramagem.

     

  • Alvo de operação da PF, Alexandre Ramagem é suspeito de ter usado a Abin para espionar ilegalmente políticos e autoridades

    Alvo de operação da PF, Alexandre Ramagem é suspeito de ter usado a Abin para espionar ilegalmente políticos e autoridades

    O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, atualmente deputado pelo PL, se aproximou do mundo político no início do governo Jair Bolsonaro, ainda como policial federal.

    O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência e atual deputado pelo PL, Alexandre Ramagem, foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Ele é suspeito de espionagem ilegal de políticos e autoridades públicas quando comandava a Abin.

    A Polícia Federal cumpriu 21 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em Brasília. Um deles, na Câmara, no gabinete do deputado federal Alexandre Ramagem, do PL. O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, deu aval para as buscas.

    Agentes apreenderam quatro computadores, seis celulares e 20 pendrives em endereços do deputado. A TV Globo apurou que, entre os objetos apreendidos, há um notebook e um celular da Abin. Ramagem foi diretor-geral da Abin no governo de Jair Bolsonaro.

    No pedido para autorização da investigação, a Polícia Federal afirmou que identificou uma organização criminosa que montou uma estrutura paralela na Agência Brasileira de Inteligência, com a intenção de monitorar ilegalmente pessoas e autoridades. A PF diz que o grupo usou uma ferramenta de geolocalização de celular sem autorização judicial e utilizou os dados para fazer investigações policiais sem autorização da Justiça.

    Segundo a polícia, o programa espião, chamado First Mile – comprado pelo governo Michel Temer em 2018 de uma empresa israelense -, foi usado até o terceiro ano do governo Bolsonaro. O programa permite saber a localização de alguém apenas digitando o número do celular, sendo possível fazer um histórico de lugares visitados e até criar um alerta para quando a pessoa chegasse a um determinado local.

    A Polícia Federal aponta que esse monitoramento é ilegal e extrapola as competências da agência. Pela lei, a Abin não pode fazer nenhum tipo de interceptação telefônica. Apenas as polícias Federal e Civil, e o Ministério Público – sempre com autorização judicial.

    A Polícia Federal dividiu o que classificou como organização criminosa em quatro núcleos. Ramagem integrava o núcleo da alta gestão, formado por delegados federais que estavam cedidos para Abin exercendo funções de direção e utilizaram o sistema First Mile para monitoramento de alvos e autoridades públicas.

    Segundo a PF, o núcleo subordinados tinha policiais federais cedidos à Abin que serviam de “staff” para a alta gestão, cumprindo as determinações, monitorando alvos e produzindo relatórios. O núcleo-evento portaria 157 era formado por agentes responsáveis pelas diligências que resultaram na tentativa de vinculação de parlamentares e ministros do Supremo à organização criminosa. E o núcleo tratamento log era responsável pelo tratamento dos logs, a identificação das autoridades monitoradas ilegalmente no sistema, disponíveis desde o início da investigação.

    A operação foi autorizada pelo ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Na decisão Moraes destacou, em mais de um momento, que as investigações mostram que a Abin, sob a direção de Ramagem, teria sido usada para interesses ilícitos:

    “A gravidade ímpar dos fatos é incrementada com o possível conluio de parte dos investigados com a atual alta gestão da Abin, cujo resultado causou prejuízo para presente investigação, para os investigados e para própria instituição”.

    Entre as ações ilegais, Alexandre de Moraes cita que um agente da Abin foi flagrado pilotando um drone nas proximidades da residência do então governador do Ceará Camilo Santana, do PT, hoje ministro da Educação.

    Moraes também cita que em uma interlocução entre agentes é possível depreender o ataque às urnas eletrônicas, elemento essencial da atuação das já conhecidas “milícias digitais”.

    O ministro citou, ainda, o uso irregular da agência para proteger familiares e aliados do então presidente Jair Bolsonaro: “Os policiais federais destacados, sob a direção de Alexandre Ramagem, utilizaram das ferramentas e serviços da Abin para serviços e contrainteligência ilícitos e para interferir em diversas investigações da Polícia Federal, como, por exemplo, para tentar fazer prova a favor de Renan Bolsonaro, filho do então presidente Jair Bolsonaro” e “na preparação de relatórios para defesa do senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas em que o STF anulou provas”.

    Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, negou ter recebido informações da Abin que pudessem beneficiá-lo.

    “Isso é uma história completamente fantasiosa. Eu nunca recebi relatório de Abin para que eu pudesse ser beneficiado de alguma forma. Os próprios órgãos superiores do Judiciário, tanto STJ quanto STF, arquivaram as investigações que existiam contra mim com fundamentos que não tinham absolutamente nada a ver com Abin, com Abin paralela que vocês estão dizendo aí”, afirmou o senador Flávio Bolsonaro.
    Ainda na autorização da operação desta quinta-feira (25), Moraes destacou que as investigações mostram que a Abin teria sido usada na tentativa de incriminar políticos e ministros do Supremo:

    “Anotações cujo conteúdo remete à tentativa de associação de deputados federais, bem como ministros do STF – Supremo Tribunal Federal, à organização criminosa conhecida como PCC”.
    O documento citou o ministro relator Alexandre de Moraes e o ministro Gilmar Mendes.

    A Polícia Federal indicou, também, que os investigados, sob as ordens de Alexandre Ramagem, utilizaram a ferramenta First Mile para monitoramento do então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e da então deputada federal Joice Hasselmann e no monitoramento da Promotora de Justiça do Rio de Janeiro e coordenadora da força-tarefa sobre os homicídios qualificados da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

    Em entrevista à GloboNews, Alexandre Ramagem negou ter acesso às senhas de sistema de monitoramento da Abin.

    “Nós, da direção da Polícia Federal, os policiais federais, que estavam comigo, nunca tivemos a utilização, execução, gestão ou senha desses sistemas. Quando eu analiso o que foi feito aqui, essa salada de narrativas para chegar a uma incriminação, eu vejo que o Ministério Público e o Judiciário foram envolvidos por um núcleo da Polícia Federal que está querendo, sem provas, incriminar’, disse.
    Ramagem disse que não sabe como informações da promotora do caso Marielle foram parar no sistema da Abin.

    “Quando veio a mim a questão de Marielle ali na Abin, eu fiquei até ‘como é possível, como que vai ter algo da Marielle, algo da investigação, utilização do sistema? Não’. Ai eu verifiquei que não tem nada a ver com o sistema, é um currículo da promotora e parece que uma informação que circulou ai. A inteligência é uma coleta de dados, de informações. Se tem no servidor e eu não sei quem acessou, tem que verificar a Polícia Federal quem alimentou e quem retirou e quem colocou, quem é a pessoa que botou o currículo da promotora e perguntar a essa pessoa o porquê”, afirmou Ramagem.
    Sete policiais federais que eram da equipe de Ramagem na Abin foram ouvidos e afastados dos cargos nesta quinta-feira (25).

    Sobre a afirmação da Polícia Federal de que um conluio da atual direção estaria causando prejuízo à investigação, a Abin declarou que há dez meses a atual gestão tem contribuído com os inquéritos da PF e do STF, e que é a maior interessada em esclarecer eventuais ilícitos.

    A defesa de Jair Renan não respondeu.

    Quem é Alexandre Ramagem
    Alexandre Ramagem se aproximou do mundo político no início do governo Jair Bolsonaro, ainda como policial federal.

    Alexandre Ramagem se tornou delegado da Polícia Federal em 2005. Em 2018, foi destacado pela PF para chefiar a segurança pessoal do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro.

    Com a vitória de Jair Bolsonaro e a proximidade com a família dele, Ramagem foi ganhando espaço no novo governo. Três meses após a posse de Bolsonaro, ele foi nomeado assessor da Secretaria de Governo da Presidência. Em julho do mesmo ano, foi escolhido por Bolsonaro diretor-geral da Abin.

    Menos de um ano depois, em abril de 2020, Jair Bolsonaro indicou Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal, após demitir do cargo o delegado Maurício Valeixo. Bolsonaro alegou que era pouco informado sobre as operações da Polícia Federal, que via falhas na segurança da família dele e que queria uma pessoa mais próxima a ele na direção-geral da PF. Em resposta, o então ministro da Justiça, hoje senador, Sergio Moro, do União Brasil, acusou Jair Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal e pediu demissão.

    À época, parlamentares de PDT, Rede e PSOL acionaram a Justiça para barrar a nomeação de Ramagem, sob o argumento de que Bolsonaro buscava controlar as operações da PF. O ministro Alexandre de Moraes, do STF – Supremo Tribunal Federal, atendeu aos pedidos e suspendeu a posse de Ramagem.

    Bolsonaro, então, manteve o aliado no comando da Abin até março de 2022, quando Ramagem deixou o governo para se candidatar a deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro.

    Eleito, Alexandre Ramagem participou como integrante titular da CPI dos Atos Golpistas em 2023. Em 2023, ele apresentou um relatório paralelo alegando que não houve tentativa de golpe no dia 8 de janeiro. A tese foi rejeitada.

    Ramagem é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro. A operação da Polícia Federal recebeu críticas de aliados do deputado. O presidente do partido dele, o PL, afirmou em uma rede social que a ação da PF é uma perseguição por causa de Jair Bolsonaro. Valdemar da Costa Neto ainda atacou o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, do PSD. Ele disse:

    “Esse negócio de ficar entrando nos gabinetes dos deputados é uma falta de autoridade do Congresso Nacional. Rodrigo Pacheco deveria reagir e tomar providências”.
    Logo após a publicação, Pacheco divulgou uma nota em uma rede social. Sem citar nomes nem a operação da Polícia Federal, disse que “é difícil manter algum tipo de diálogo com quem faz da política um exercício único para ampliar e obter ganhos com o fundo eleitoral” e que “defende publicamente impeachment de ministro do Supremo para iludir seus adeptos, mas, nos bastidores, passa pano quando trata do tema”.

    Mais cedo, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que não conhece o inquérito ou a decisão que autorizou as buscas, mas reforçou que qualquer irregularidade tem que ser devidamente apurada.

    “Ninguém, absolutamente ninguém, de qualquer que seja a instituição, tem apoio normativo, jurídico, para escolher arbitrariamente quem vai ser investigado, vai ser perquirido, vai ser analisado, vai ter a sua privacidade invadida. Quando uma instituição comete uma ilegalidade, quando membros dessa instituição se apropriam indevidamente dela para praticar ilegalidades, é algo realmente que merece reprovação, observado o devido processo legal. Creio que a Polícia Federal, Ministério Público, o STF – Supremo Tribunal Federal têm agido muito bem, com prudência, com responsabilidade, com fundamentos, para fazer as investigações necessárias, separar o joio do trigo, preservar o direito de defesa”.

  • Renato Cariani é alvo da PF por tráfico de drogas

    Renato Cariani é alvo da PF por tráfico de drogas

    Empresa teria desviado insumos químicos para a produção de 19 toneladas de crack e cocaína; influenciador se diz “surpreendido” pela operação

    A PF (Polícia Federal), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Receita Federal deflagraram nesta 3ª feira (12.dez.2023) a operação Hinsberg, que investiga o desvio de produtos químicos para a produção de drogas. O alvo seria a empresa Anidrol, que tem como sócio o influenciador fitness Renato Cariani –que já fez lives com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Endereços da empresa de produtos químicos e do influenciador foram alvos de busca e apreensão em São Paulo. A operação realizou 18 desses mandados em 7 municípios nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Segundo as autoridades, o grupo emitia notas fiscais fraudulentas em nome de empresas licenciadas, 60 dessas transações foram identificadas em 1 ano de investigação.

    A denúncia foi feita pelas farmacêuticas cujos nomes estavam vinculados à compra dos insumos. Elas foram ouvidas pela Receita Federal e indicado que a empresa investigada não consta na sua relação de fornecedores. A PF investiga movimentações do grupo de 2014 a 2020. Os envolvidos responderão por tráfico, associação para fins de tráfico e lavagem de dinheiro.

    Segundo as investigações, notas fiscais em nome das multinacionais eram emitidas tendo como fornecedora a Anidrol. O dinheiro era depositado em espécie no caixa, faturado e os insumos desviados para produção de entorpecentes.

    Teriam sido expedidos 4 mandados de prisão com base na reiteração delitiva, diante dos 60 casos de notas fraudulentas confirmadas. De acordo com a PF, os pedidos foram ratificados pelo MPF (Ministério Público Federal), mas foram indeferidos pela Justiça.

    Ao todo, 12 toneladas de produtos químicos foram desviados, com um valor aproximado de R$ 6 milhões. Fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila estão na lista de componentes, cujo uso corresponde ao refino e adulteração de 19 toneladas de crack e de cocaína.

    “É um esquema bem sofisticado, que envolve pessoas com conhecimento técnico e dos produtos. São pessoas formadas no ramo e que tem todo o aparato para poder operar dessa forma”, disse Victor Vivaldi, responsável pelas investigações, a 3ª.

    Renato Cariani disse nas suas redes sociais ter sido surpreendido pelos mandados da operação em sua casa e pela investigação da Anidrol. Segundo ele, a outra sócia também foi alvo de buscas. Por correr em segredo de Justiça, Cariani não teria tido acesso às investigações, disse no vídeo.

    QUEM É RENATO CARIANI 

    Empresário e atleta, Renato Cariani é um influenciador fitness brasileiro com mais de 7,3 milhões de seguidores no Instagram. Em seu site, ele oferece cursos de temas como musculação, nutrição, investimentos, inglês. Além da Anidrol, Cariani também é sócio da marca de suplementos Supley.

    Sua presença nas redes sociais e programas de emagrecimento contaram com personalidades como o apresentador do SBT Danilo Gentili. Em 2022, o influenciador realizou uma live no seu canal de podcast onde recebeu Bolsonaro, então presidente. A transmissão contou com a presença de Paulo Muzy, outro influenciador do ramo.

    Em 30 de outubro de 2022, data do 2º turno das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo onde Cariani declarou apoio à reeleição de Bolsonaro. “Você se vê na Venezuela, no Chile ou na Argentina? Com uma inflação absurda e o dinheiro não valendo nada? Com pessoas passando fome?”, disse em referência à candidatura do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
     

  • PF tenta prender 5 em nova fase de operação sobre os atos golpistas; Léo Índio é alvo de buscas

    PF tenta prender 5 em nova fase de operação sobre os atos golpistas; Léo Índio é alvo de buscas

    Ao todo, policiais cumprem 13 mandados de busca em MT, SP, RJ e DF. Primo dos filhos de Bolsonaro, Léo Índio publicou fotos em que aparece em cima do Congresso nos atos de vandalismo.

    A Polícia Federal tenta prender nesta quarta-feira (25) mais cinco suspeitos de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro – quando vândalos invadiram e danificaram os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto, em Brasília.

    Além dos mandados de prisão preventiva, a PF cumpre também 13 ordens de busca e apreensão contra 12 suspeitos em quatro estados. A operação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

    A GloboNews apurou que Léo Índio, primo de três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, está entre os alvos de buscas. No fim de janeiro, a PF já tinha feito buscas em endereços dele em Brasília e no Rio.

    Até as 9h50, quatro dos cinco mandados de prisão já tinham sido cumpridos. A TV Globo apurou que os alvos são:

    José Carlos da Silva, de Cuiabá (MT) (também alvo de buscas);
    Luiz Antônio Villar de Sena, de Cuiabá (MT);
    Cézar Guimarães Galli Júnior, de Cuiabá (MT);
    Fabrício Cisneiros Colombo, de Cáceres (MT);
    Walter Pereira, de Santos (SP).
    Esta é a 19ª fase da operação Lesa Pátria, iniciada ainda em janeiro. A etapa atual mira tanto os participantes dos atos golpistas quanto os incentivadores da ação.

    Segundo a PF, há mandados sendo cumpridos em Cuiabá (MT), Cáceres (MT), Santos (SP), São Gonçalo (RJ) e em Brasília (DF).

    Até a última atualização desta reportagem não haviam sido dadas informações sobre os alvos dos mandados de prisão e de busca e apreensão.
    Segundo a PF, os fatos investigados incluem os seguintes crimes:

    abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
    golpe de Estado;
    dano qualificado;
    associação criminosa;
    incitação ao crime;
    destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido;
    crimes da lei de terrorismo.
    Léo Índio
    Ainda nas horas seguintes aos atos de vandalismo em Brasília, em janeiro, Léo Índio publicou imagens em uma rede social em cima do Congresso Nacional e próximo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Em uma das postagens, ele aparece com os olhos vermelhos, segundo ele devido ao gás lacrimogêneo usado pela Polícia Militar.

    Em outro post, após a repercussão e em um ambiente que não parece ser a área central de Brasília, ele escreveu: “Muitos feridos, muitos socorridos. Patriotas não cometem vandalismo”.

    Léo Índio, que se descreve em suas redes sociais como sobrinho de Bolsonaro, foi candidato pelo PL à Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2022, mas não foi eleito. Ele também atuou como assessor do senador Chico Rodrigues (União-RR).