Tag: Economia

  • Desenrola Pequenos Negócios refinancia R$ 1,25 bilhão em débitos de 30,6 mil clientes, conforme anunciado pelo governo.

    Desenrola Pequenos Negócios refinancia R$ 1,25 bilhão em débitos de 30,6 mil clientes, conforme anunciado pelo governo.

    O programa “Desenrola Pequenos Negócios”, que visa a renegociação de dívidas de empresas de pequeno porte, alcançou um volume renegociado de R$ 1,25 bilhão até 12 de junho, conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta quarta-feira (19).

    Ao todo, aproximadamente 30,6 mil clientes aderiram à iniciativa, resultando na renegociação de 39 mil contratos desde o início do programa em 13 de maio. Os dados foram compilados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

    O programa, voltado para superar dificuldades financeiras enfrentadas por pequenos negócios, conta com a participação das principais instituições financeiras do país, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander, Sicredi e Mercantil do Brasil, que juntos representam 73% da carteira de crédito das micro e pequenas empresas nacionais.

    Podem aderir ao “Desenrola Pequenos Negócios” os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

    As dívidas elegíveis para renegociação precisam estar em atraso por mais de 90 dias, contados a partir de 22 de abril, data de lançamento do programa. Não há limite para o valor da dívida a ser renegociada, e múltiplas dívidas podem ser renegociadas simultaneamente.

    As condições de renegociação, que podem incluir descontos, prazos estendidos e taxas de juros reduzidas, são estabelecidas individualmente por cada instituição financeira participante.

    De acordo com o governo, as condições oferecidas pelo programa podem resultar em reduções significativas no valor das dívidas, variando entre 40% e 90%.

  • Especialistas advertem para a necessidade de nova reforma previdenciária diante de cenário deficitário

    Especialistas advertem para a necessidade de nova reforma previdenciária diante de cenário deficitário

    Projeções indicam rombo de R$ 326,2 bilhões em 2024, enquanto o envelhecimento da população e a informalidade crescente impulsionam desafios.

    Do Poder360

    Para especialistas consultados pelo Poder360, a trajetória do RGPS (Regime Geral da Previdência Social) leva à necessidade de uma nova reforma do sistema. Em 2019, durante a Presidência de Jair Bolsonaro (PL), o Congresso promulgou a última mudança nas regras.

    Em 2024, as contas envolvendo a Seguridade Social devem apresentar um rombo de R$ 326,2 bilhões (2,5% do PIB), segundo as projeções do Balanço Geral da União de 2023, divulgado pelo Tesouro Nacional. Se nada for feito, em 2100 a necessidade de financiamento poderá atingir R$ 25,5 trilhões.

    Há ao menos 3 fatores que influenciam a trajetória crescente do deficit previdenciário, uma “bomba-relógio” nas contas públicas:

    1) crescimento da informalidade – houve aumento de 26,7% no número de trabalhadores sem carteira assinada de 2016 a 2023, de acordo com levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No ano passado, atingiu 13,5 milhões. O resultado indica a tendência de “uberização” no mercado de trabalho;

    2) desaceleração entre formais – houve crescimento de 3% em 2023 ante 2022 entre os que têm carteira assinada: o estoque saiu de 36,9 milhões para 38 milhões. No ano anterior, a alta havia sido de 6,9%;

    3) envelhecimento dos brasileiros – a população com 65 anos ou mais aumentou 6,5% de 2010 a 2022: saiu de 14,1 milhões para 22,2 milhões. Esse grupo representa 10,9% dos brasileiros.

    O crescimento do número de idosos no Brasil resulta em mais gastos com aposentadorias. Ao mesmo tempo, há uma redução nas contribuições ao sistema previdenciário. Tudo isso atrelado ao avanço da informalidade –quem está nessa condição não repassa valores à Previdência.

    Ecio Costa, economista e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), afirma ser preciso criar condições para atrair os autônomos e informais. Além disso, reforça a importância de uma reforma mais ampla.

    “Uma solução interessante é fazer com que a reforma tenha um formato parecido com o da previdência privada, com capitalização. É algo adotado por outros países e torna o regime mais sustentável. Autônomos e informais podem ser atraídos”, declara.

    O especialista diz que a diminuição da taxa de natalidade no país também causa impacto. “Os mais jovens estão tendo menos filhos e isso consequentemente traz um impacto na base da pirâmide, que sustenta a Previdência. Assim, a Previdência ela está fadada a quebrar”, declara.

    Costa afirma que a situação faz com que o governo tenha de fazer aportes cada vez maiores.

    Ao tomar posse em 3 de janeiro de 2023, o ministro Carlos Lupi sinalizou não enxergar necessidade de mudança ao dizer que a Previdência “não é deficitária”.

    O Poder360 procurou o Ministério da Previdência para saber se tem interesse em se pronunciar sobre os dados apresentados nesta reportagem e se há algum plano em curso para reduzir a necessidade de financiamento, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

    Rombo nas prefeituras

    A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) afirma que as dívidas previdenciárias das cidades com regime próprio totalizam R$ 43,1 bilhões. A entidade diz ter preocupação em relação ao endividamento das prefeituras.

    O advogado Pedro Melchior afirma que a dívida previdenciária crescente tem comprometido a saúde financeira das cidades brasileiras. “Hoje, as prefeituras utilizam parte da sua arrecadação para fazer aportes aos sistemas da Previdência porque o recolhimento com os servidores não é mais suficiente, principalmente nos pequenos e nos médios municípios”, declara.

    Taxa de emprego obsoleto

    Com o avanço da informalidade e o envelhecimento da população, o percentual da taxa de desemprego segue em patamar baixo: 7,8%. O IBGE pesquisa o desemprego em algumas regiões metropolitanas, e não em todo o Brasil.

    O órgão desconsidera as pessoas que param de procurar emprego depois de algum tempo –são desempregados, mas saem da estatística oficial.

    Arrecadação em alta

    A arrecadação do governo federal somou R$ 190,6 bilhões em março. É o maior valor para o mês desde 1995, o início da série histórica.

    Cresceu 7,22% em termos reais (corrigidos pela inflação) na comparação com março de 2023, segundo relatório da Receita Federal.

    No 1º trimestre, a arrecadação somou R$ 660,85 bilhões em valores atuais, o que também é recorde. Representa alta real de 8,36% em comparação com o mesmo período do ano passado.

    A alta da receita ajuda em parte o governo a cobrir o rombo da Previdência.

  • Portos do Brasil registram aumento significativo na movimentação de cargas

    Portos do Brasil registram aumento significativo na movimentação de cargas

    Crescimento de 10% no primeiro bimestre de 2024 indica aquecimento econômico, impulsionado por cargas conteinerizadas e granéis.

    Responsável por 95% do comércio do Brasil com o exterior, os portos registraram um crescimento no primeiro bimestre do ano que sinaliza um aumento da atividade econômica do país. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), autarquia vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, o volume de carga nos dois primeiros meses do ano chegou a 197,8 milhões de toneladas, um número 10% maior que o registrado no mesmo período de 2023. 

    “É algo para o país comemorar porque o movimento nos portos é o reflexo da economia brasileira”, avalia o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho. “Este aumento significa e confirma o crescimento econômico, a geração de emprego e renda. E sinaliza que o caminho que estamos tomando sob a orientação do presidente Lula, de modernizar e expandir os portos brasileiros, está no rumo certo”.

    Esse crescimento foi puxado principalmente por cargas conteinerizadas, com destaques também para os crescimentos de granéis sólidos e líquidos. A movimentação de contêineres cresceu 22,8% no bimestre em relação ao mesmo período do ano passado. 

    Em fevereiro, o crescimento do número de contêineres chegou a 29,19% em relação ao mesmo mês de 2023. Foram movimentados 99,83 milhões de toneladas de cargas. No mesmo período de 2023 a movimentação havia atingido 89,58 milhões de toneladas. Entre os destaques estão o minério de ferro (+17,85%), o petróleo e derivados (+16,23%) e a soja (+19,70%). 

    Em relação às cargas conteinerizadas, a movimentação atingiu 11,2 milhões de toneladas, um aumento de 29,19% em comparação com o mesmo período do ano passado, representando 1 milhão TEUs, com crescimento de 24,5% em fevereiro de 2024. Desse total, 7,7 milhões de toneladas foram movimentadas em longo curso e 3,4 milhões por cabotagem.

    Com base no histórico da movimentação de contêineres dos últimos quatro anos, sinaliza-se uma retomada da atividade. Após dois anos de queda e estagnação, a movimentação de contêineres retoma e supera a performance observada em 2021, ano de pandemia em que o transporte de mercadorias via contêiner foi significativo. Nestes meses de janeiro e fevereiro de 2024 acumulados, observa-se um crescimento de 18% na cabotagem de contêiner, comparado a 2023. E não se trata de um efeito pontual. Essa movimentação mais acentuada é apresentada em diversos portos do país. Dos produtos que tiveram maior movimentação, destacam-se algodão, açúcar, café, bem como compostos químicos.

    Mais dados de movimentação
    Os granéis sólidos, que representam 58,1% do total de tudo que é movimentado pelos portos, apresentaram crescimento de 11,48% frente a fevereiro de 2023. Foram 58 milhões de toneladas registradas em fevereiro deste ano, com destaque para os dois principais granéis, minério de ferro e soja. Granéis líquidos também apresentaram alta, que atingiu 7,47% em comparação com o mesmo mês de 2023. Por sua vez, as cargas gerais apresentaram um recuo de 1,53% durante o mês frente a fevereiro do ano passado.

    Navegação
    A movimentação de cargas de longo curso foi de 69,1 milhões de toneladas no segundo mês de 2024, apresentando crescimento de 13,59% em comparação com o mesmo período do ano passado, principalmente pelas exportações, que cresceram 15,11%, enquanto as importações cresceram 6,87%. A cabotagem, após leve queda em janeiro, apresentou uma alta de 11,08% em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo uma movimentação de 23,87 milhões de toneladas. Já a cabotagem de contêineres cresceu 31,73% em comparação com fevereiro de 2023, em um indício de que o setor pode voltar a apresentar crescimento de dois dígitos no ano de 2024. A navegação interior, no entanto, decresceu 5,27% em fevereiro, atingindo uma movimentação de 6,68 milhões de toneladas. Do mesmo modo, houve recuo nas operações de carga feitas em apoio portuário (-9,42%) e marítimo (-3,53%).

    Terminais Privados
    Os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram 66,14 milhões de toneladas em fevereiro de 2024. O número representa um aumento de 10,89% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já o destaque percentual entre os cinco TUPs que mais movimentaram no mês fica para o terminal Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), que registrou crescimento de 14,28%, com 10,65 milhões de toneladas movimentadas.

    Portos Públicos
    Os portos públicos movimentaram 33,69 milhões de toneladas no segundo mês de 2024. O número representa aumento de 12,55% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O porto de maior movimentação no mês foi o de Santos, com 11,11 milhões de toneladas, registrando um aumento de 32,42% frente ao mesmo período de 2023. O porto foi responsável por 33% de toda a movimentação portuária pública do mês.

    Painel Estatístico
    O Painel Estatístico da ANTAQ pode ser acessado via smartphones e tablets, disponível no site da Agência. Na consulta eletrônica podem ser checados dados de transporte de longo curso, cabotagem, vias interiores, além da movimentação portuária de contêineres.

  • Fernando Haddad defende virada de página após uma década de irresponsabilidade fiscal e baixo crescimento

    Fernando Haddad defende virada de página após uma década de irresponsabilidade fiscal e baixo crescimento

    Ministro da Fazenda ressalta a necessidade de um pacto entre os Três Poderes para reorganizar o Brasil.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse em entrevista ao Podk Liberados, com o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e a senadora Leila Barros (PSB-GO), que “a única forma do Brasil dar certo é virar uma página que foi escrita durante 10 anos” marcada por irresponsabilidade fiscal e baixo crescimento.

    “A única forma do Brasil dar certo é virar uma página que foi escrita durante 10 anos. Ao longo de 10 anos, eu diria que desde 2015, depois da reeleição da Dilma Rousseff, os Poderes se desentenderam completamente, até 2022, que foi uma eleição muito conturbada, com uma série de medidas que desorganizaram as finanças públicas”, disse Haddad. As informações são da CNN.

    “Nós tivemos 10 anos de irresponsabilidade fiscal com baixíssimo crescimento. O gasto não produziu os efeitos pretendidos”, afirmou o ministro.

    Ele descreveu esses 10 anos na história brasileira como uma “página da confusão”, em que erros foram cometidos.

    “Nós temos que virar essa página. A página da confusão durou 10 anos. Nós temos que virar. Entender que ali foi um erro, que a classe política, a elite intelectual do país, a elite econômica do país, têm que prestar conta desses 10 anos. E a melhor maneira de fazer é reorganizar, é reconstruir o Brasil”, afirmou.

    Pacto dos Três Poderes

    Haddad reforçou que um “pacto dos Três Poderes” é necessário para colocar ordem nessa “desarrumação”.

    “Entendo que não dá para ser à vista: tem constrangimentos políticos, grupos de interesse, grupos de pressão, interesses que são legítimos,  interesses que não são tão legítimos, que se fazem presentes na tramitação das leis”, disse ele.

    Segundo ele, se não existir uma compreensão do “risco e da oportunidade” que o Brasil está vivendo neste momento, que ele chamou de “paradoxo”, não se faz possível “alguém entregar um bom trabalho para o país, em qualquer área, menos ainda na Fazenda”.

    “Nós estamos precisando arrumar algumas coisas para aproveitar uma janela de oportunidades, que está aberta neste momento para o Brasil”, acrescentou.

    Na sexta-feira (5), Haddad citou como ponto de atenção a relação entre Executivo e Legislativo, além do governo federal com o Banco Central, mas declarou que “se tudo correr bem, o médio e longo prazo prometem ser muito bons para o nosso país”.

    O ministro avaliou que existe um risco do que chamou de patrimonialismo verde, ao citar o processo de transição para energias limpas, em um ambiente em que o interesse público e privado andam juntos.

  • Dicas para Economizar na Compra de Materiais Escolares com a Professora de Economia Lytiene Rodrigues

    Dicas para Economizar na Compra de Materiais Escolares com a Professora de Economia Lytiene Rodrigues

    Especialista em economia orienta sobre planejamento e pesquisa para evitar gastos desnecessários.

    O período de compra de materiais escolares, muitas vezes sinônimo de estresse e despesas elevadas, pode ser mais tranquilo e econômico com as orientações da professora de economia Lytiene Rodrigues, do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG). A especialista destaca que o segredo está no planejamento e na pesquisa de preços, dois elementos essenciais para evitar gastos desnecessários.

    Lytiene aconselha os pais a começarem verificando na escola os custos associados à série do filho, como matrícula, fardamento e livros. Em seguida, sugere um levantamento do que o estudante já possui do ano anterior, evitando a compra desnecessária de itens pouco utilizados, como réguas e esquadros. A lista de compras deve ser feita considerando apenas o essencial, e a cotação de preços em pelo menos três lugares diferentes é crucial.

    Ao optar por determinado local, a economista ressalta a importância de verificar descontos para compras à vista e alerta sobre possíveis taxas de juros em parcelamentos no cartão de crédito. Ela também destaca a importância de checar os preços de livros didáticos em sebos, onde é possível encontrar edições usadas em bom estado com preços 20% a 30% mais baixos. Além disso, a atenção à edição dos livros é fundamental, já que mudanças podem implicar em revisões de conteúdo.